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Como internar um parente com crise de ansiedade e depressão?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais de 300 milhões de pessoas com depressão no mundo. No Brasil, os impactos causados pela doença preocupam não apenas os familiares, como também, a Saúde Pública. Logo, quando esse transtorno atinge proporções que fogem ao controle, é preciso saber como internar um parente nessa situação.

O psicólogo do Hospital Santa Mônica, Antonio Chaves Filho, irá apresentar um passo a passo sobre a internação de familiar com ansiedade e depressão. Entenda, nesse caso, por que a internação pode ser uma estratégia eficiente para a reabilitação da saúde e a promoção do retorno ao convívio social. Acompanhe!

Quando é necessário encaminhar o paciente a uma internação?

A necessidade de internação deve ser sempre avaliada e recomendada por um médico em diferentes casos. Além de problemas relacionados à depressão e ansiedade, a dependência química e o consumo abusivo de álcool também devem ser considerados. Por conta disso, se a família perceber que o parente está em dificuldade, o ideal é procurar ajuda de um psiquiatra, para um tratamento específico.

Em relação aos cuidados que envolvem a saúde mental, a orientação de profissionais experientes é proceder a internação quando o indivíduo sinaliza a perda da capacidade de realizar suas atividades de rotina. Muitos são os problemas que implicam tais quadros, porém, todos devem ser igualmente considerados como sinais de alerta para a busca de ajuda.

Uma das primeiras evidências é quando o indivíduo apresenta negligência — ou desinteresse — pela realização de tarefas ligadas ao estudo ou trabalho. Outro ponto digno de atenção é quando o parente alterna o estado de humor rapidamente e passa a evitar o contato com amigos e familiares ou ainda apresenta ideações suicidas.

A perda rápida de peso e a inclinação ao abuso de álcool ou drogas também indicam a necessidade de atenção especializada em saúde mental. Tais evidências sugerem a busca pela assistência profissional o quanto antes para que o parente consiga se restabelecer.

Quais são os passos para internar um parente com quadros depressivos ou ansiosos?

Os transtornos de ansiedade e as crises depressivas exigem atenção profissional especializada. O objetivo é conter os impactos que esses transtornos mentais causam sobre a qualidade de vida do paciente e de quem convive com ele. 

Dada a complexidade desse problema, enumeramos abaixo as etapas que envolvem o processo de internação de um ente querido:

  • observe os sinais que sugerem a busca de ajuda especializada;
  • converse com a pessoa sobre a possibilidade de internação;
  • escolha uma instituição especializada na recuperação da saúde mental;
  • entre em contato com a instituição e se informe sobre as normas relacionadas à internação;
  • certifique-se de que o parente será internado antes que o quadro evolua para complicações.

Quais são os tipos de internação?

A família precisa encaminhar o paciente para avaliação médica, a fim de identificar o nível de comprometimento mental. Assim sendo, ao se informar sobre como internar um parente, é necessário estar atento a esses detalhes. No Brasil, há duas diferentes modalidades de internação.

Internação voluntária 

Nesse tipo de internação, o próprio paciente pode se dirigir à recepção da clínica e manifestar sua intenção de aderir ao tratamento em regime de reclusão. Isso deixa claro que a pessoa reconhece que precisa de ajuda e aceita essa condição.

Internação involuntária 

Essa modalidade de internação é a mais indicada quando o paciente demonstra incapacidade de percepção da realidade e não consegue admitir que precisa de ajuda. Então, a família pode recorrer aos recursos legais que determinam como internar um parente com esse perfil.

Conforme art. 6º da Lei 10.216/2001, a internação involuntária — e a internação compulsória, que é determinada por um juiz cível — são permitidas. Nesse caso, exige-se um laudo médico especificando o transtorno mental ou questões relacionadas ao alcoolismo, drogas e os impactos que representam.

Como internar um parente com segurança?

Listamos a seguir alguns dos cuidados mais relevantes que a família deve observar nesse processo.

Busque ajuda o quanto antes

Tanto os transtornos mentais e emocionais quanto os casos de dependência química — ou de álcool — sugerem a busca de suporte profissional o quanto antes. O encaminhamento para a submissão às intervenções médicas e psicológicas objetiva atenuar os efeitos desses desequilíbrios.

Faça uma abordagem discreta

Também é necessário considerar os impactos da pandemia de Covid-19 sobre a saúde emocional. A necessidade de se adequar aos protocolos sanitários impôs diferentes mudanças. Rapidamente, todos foram obrigados a mudar as formas de trabalho e se afastar das amizades. Somados ao medo do contágio da doença, tais fatores também implicam maiores prejuízos à saúde mental.

Por tal razão, procurar manter uma conversa amigável e discreta sobre os motivos das crises depressivas ou de ansiedade é importante. Então, convém observar as mudanças de comportamento e, depois disso, falar sobre o problema e sugerir soluções, como a possibilidade de internação.

Acompanhe a evolução do paciente

A escolha do hospital que disponibiliza esses serviços de internação é um dos aspectos mais relevantes ao alcance do sucesso do tratamento. Procure instituições que ofereçam tratamentos que possibilitem a participação da família no acompanhamento da evolução do paciente.

Escolha instituições que sigam os protocolos da OMS

Outro aspecto relevante é optar por instituições — como o Hospital Santa Mônica — que se preocupem em se adequar às exigências dos protocolos recomendados pelas autoridades em saúde, como a Anvisa e a OMS.

Esse cuidado demonstra a atenção com a proteção da saúde do novo paciente, daqueles já internados e também com toda a equipe médica e de funcionários. Assim, nesses tempos de pandemia, um dos protocolos de nosso hospital é priorizar medidas de prevenção da saúde.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar?

Assuntos que envolvem a internação podem colocar a família do paciente em conflitos e alterar a rotina dos envolvidos. Por esse motivo, contar com a ajuda profissional especializada faz muita diferença ao lidar com esses momentos delicados. Por isso, o Hospital Santa Mônica oferece todo o suporte necessário ao paciente e aos familiares no que se refere aos trâmites exigidos pela internação.

Nossa equipe multidisciplinar é composta por médicos clínicos, psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais e recreadores. A meta é promover um ambiente confortável e seguro para a rápida recuperação de nossos pacientes.

Portanto, conheça as opções de internação do Hospital Santa Mônica e garanta uma assistência personalizada e compatível com as necessidades de seu ente querido. Acertar nessa escolha ajuda a compreender melhor como internar um parente em uma unidade com tal expertise influencia os resultados do tratamento.

Você precisa de ajuda nesse sentido? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica e fale com nossos especialistas!

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