Entenda o que é a dependência química e quais são os tratamentos mais indicados! - Hospital Santa Mônica
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Algumas substâncias são as responsáveis por alterar alguns comportamentos em pessoas que as consomem e isso podem causar danos graves ao organismo.

A dependência química consiste na relação que uma pessoa tem com as drogas e na maneira como ela consome um determinado tipo de substância. Quando essa pessoa desenvolve comportamentos impulsivos para aliviar sensações em sua vida, o desenvolvimento de uma dependência pode ocorrer e afetá-la de uma forma geral.

Entenda o que é a dependência química e quais os tratamentos mais indicados.

O que é a dependência química

Reconhecida como uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência química consiste nas consequências físicas e mentais trazidas pelo abuso de substâncias nocivas ao organismo. Elas podem ser tanto lícitas como o álcool e a nicotina quanto ilícitas como a maconha, cocaína e o crack, por exemplo.

Muitas pessoas acreditam que a doença não passa de um mero vício ou falta de caráter, o que não é verdade. A dependência química, além de doença, também é caracterizada como um tipo de transtorno mental. Isso porque o uso excessivo e descontrolado de drogas acaba por alterar a percepção do dependente químico, que muitas vezes não tem consciência da sua situação.

Causas da dependência química

Não há uma única causa que leva uma pessoa a se tornar um dependente químico. Existem pessoas que já têm certa predisposição para o transtorno, enquanto outras podem estar sujeitas à ele após alguns usos de uma substância. Geralmente, a dependência química com uma junção de diversos fatores.

Dificuldades de lidar com frustrações e resolver problemas, além de traumas da infância, sintomas de depressão, tristeza sem motivo, quadros de ansiedade ou qualquer outro sentimento são alguns deles. Influências sociais, como um ambiente negativo dentro ou fora de casa, também podem favorecer ou facilitar o uso de alguma substância.

Até mesmo características hereditárias, aquelas que são transmitidas dos pais para os filhos, podem influenciar no desenvolvimento de uma dependência química. A genética diz respeito sobre como um organismo metaboliza o uso de uma determinada substância e o potencial dela causar uma dependência no futuro.

Estes fatores podem estar diretamente ou indiretamente relacionados com a influência de uma dependência.

Principais sintomas

Nem sempre é fácil identificar os sintomas. Isso porque a dependência química é um transtorno que ocorre de forma progressiva, ou seja, ou sintomas vão ficando cada vez mais agudos conforme o uso é feito.

Alguém que apresenta sintomas da dependência química tem vontades que outra pessoa saudável não apresenta. Além disso, outro sintoma da dependência química vai fazer com que a pessoa use e abuse de uma droga até não ter mais controle sobre seu uso. Alguns sintomas são:

  • fissura ou craving;
  • dificuldade em controlar o uso;
  • síndrome de abstinência;
  • tolerância aumentada para a droga;
  • mudanças de comportamento.

Fissura ou craving

Os termos fissura ou craving significam a vontade descontrolada de uma pessoa em utilizar um tipo de droga. Quanto mais a pessoa usa uma substância, maior é a chance da fissura ocorrer; isso porque ela já tem conhecimento dos efeitos momentâneos e os antecipa, ocasionando uma compulsão.

Dificuldade em controlar o uso

A pessoa com dependência química sente que precisa usar a droga sempre mais para obter os mesmos efeitos. O descontrole também é uma consequência da fissura, que torna a pessoa inconsciente da quantidade de substância ingerida.

Síndrome de Abstinência

Ocorre quando o usuário permanece sem o uso da droga, o que causa alterações bruscas de humor, além de irritabilidade e outros sintomas físicos, como tremores, náusea, palpitação e alucinação. São crises decorrentes da falta da substância no organismo. Os riscos da abstinência são grandes e podem levar à morte, por arritmia, desidratação ou pelo conjunto de fenômenos, que desencadeiam numa pressão arterial muito elevada.

Tolerância aumentada

Um dependente químico se torna muito mais tolerante ao consumo de uma ou mais drogas, pois sente que precisa consumi-las para se divertir. As quantidades vão se tornando cada vez maiores e as consequências também, logo surge o famoso efeito “bola de neve”, onde o consumo só aumenta levando à consequências perigosas.

Mudanças de comportamento

As amizades geralmente mudam e a pessoa passa a se relacionar com um novo grupo de amigos, afastando-se dos antigos. Ela assume riscos, passa a mentir mais sobre o seu consumo de substâncias, expõe-se a riscos e ainda abandona interesses pessoais.

Outros sintomas

Pelo fato da dependência química ser considerada um transtorno psiquiátrico, ela altera a percepção e capacidade de raciocínio do dependente. Isso acaba por afetar a sua produtividade no trabalho, pode desencadear problemas financeiros, causar brigas com pessoas próximas e até pode levar o dependente a cometer crimes e furtos por conta das drogas.

Tratamentos mais indicados para a dependência química

A dependência química pode ser tratada, porém por ser uma doença crônica, é necessário que o paciente esteja em constante acompanhamento, principalmente nos primeiros anos após o início do tratamento.

Não existe uma única alternativa para tratar o transtorno, ela pode variar de acordo com o quadro clínico do paciente. Geralmente, o tratamento se inicia com a redução de dano, que é quando a pessoa não aceita ajuda inicial e então profissionais de saúde auxiliam com medidas para reduzir os danos causados pela droga.

Consultas para entender a motivação do paciente em realizar o tratamento também são realizadas com o auxílio de psicólogos e psiquiatras, que explicam quais os benefícios que o dependente químico alcançará ao interromper o uso de substâncias.

Equipes multidisciplinares e especializadas para receber, acolher e tratar esses pacientes são imprescindíveis para que o tratamento seja realizado de acordo com as necessidades do dependente químico. Conheça os tratamentos mais indicados a seguir.

Tratamento terapêutico

Envolve profissionais especializados que avaliam o paciente para estabelecer um tratamento de acordo com as suas necessidades. O tratamento envolve compaixão e empatia, sendo único e personalizado.

Desintoxicação

O tratamento que exige mais cuidado é a fase de desintoxicação, realizada com assistência médica durante todo o período. Por conta disso, a internação é recomendada para eliminar as substâncias nocivas do organismo e amenizar os seus efeitos colaterais.

Dinâmicas em grupo

A troca de experiências entre amigos e familiares ajuda a superar, aprender e conhecer as dificuldades de cada um. Isso incentiva a pessoa com dependência química a entender o sentimentos de outras pessoas e a se relacionar de forma saudável com elas.

Terapia ocupacional

A terapia ocupacional engloba atividades artísticas, como desenho, pintura e música com a finalidade de aumentar a percepção do paciente de si mesmo. Isso auxilia na sua ressocialização, autoconfiança e bem-estar.

Atividades físicas

As atividades físicas são parte fundamental do tratamento tanto para a saúde física quanto mental de uma pessoa. Muitas pessoas já conhecem os benefícios que dos exercícios como a liberação de endorfina, hormônio responsável pelo bem-estar.

Este post explicou que é a dependência química e quais os tratamentos mais indicados. Você tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe o seu comentário e conte conosco!

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