Saiba como funciona o tratamento para depressão - Hospital Santa Mônica
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A adoção de medidas de educação preventiva e de tratamento para depressão são fundamentais ao alcance de uma vida mais equilibrada e saudável. Apesar de ser mais comum entre as mulheres, a depressão masculina também é expressiva e deve ser cuidada com a mesma atenção.

Dados da Organização PanAmericana de Saúde (OPAS) afirmam que a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas no planeta. Em nosso país, a doença afeta aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros. Essas estatísticas sugerem a busca de políticas de saúde mais eficazes para um controle mais efetivo da doença.

Diante da importância desse tema, separamos algumas questões para esclarecer as principais dúvidas sobre o tratamento para depressão. Acompanhe!

Quais os principais sintomas e fatores de risco da depressão?

Tristeza profunda, angústia, falta de energia e perda de interesse em atividades cotidianas são os principais sintomas da depressão. Quando essas alterações de humor são persistentes, a qualidade de vida e a capacidade produtiva de uma pessoa ficam comprometidas. Com isso, a execução de tarefas do dia a dia, a relação com amigos e familiares e, em casos mais graves, a vontade de viver também são afetadas.

Além dos sintomas citados, há outros sinais que devem ser levados em conta na hora de buscar um tratamento para depressão. Entre eles, destacam-se a desesperança, pessimismo, irritabilidade e problemas físicos. O aumento ou diminuição de sono, distúrbios de apetite e de libido, ganho ou perda de peso anormal, dores no corpo e de cabeça, alterações gastrointestinais e falta de concentração também são importantes marcadores.

O transtorno depressivo pode ser causado pela interação de diversos fatores biológicos, psicológicos e ambientais. A doença também pode surgir por efeito secundário do uso de medicamentos ou pelo abuso de drogas e bebidas alcoólicas, eventos traumáticos, baixa autoestima, histórico familiar, causas genéticas, traumas de infância e vulnerabilidade social também influenciam o surgimento da depressão.

Qual a diferença entre depressão e tristeza?

Ter momentos alternados por sentimentos de tristeza e de alegria faz parte da vida. Independentemente da faixa etária, gênero, cultura e condição social ou econômica, esses momentos têm o potencial de refletir comportamentos e emoções. Porém, estar alegre ou triste não define a pessoa, pois “estar” indica algo momentâneo, enquanto “ser” assume um significado mais amplo e duradouro.

Porém, a forma de enfrentamento dessas situações é um dos pontos elementares para compreender a diferença entre tristeza e depressão. Algumas pessoas conseguem driblar as adversidades e seguir em frente, mesmo que tenham que enfrentar experiências negativas que causam tristeza e dor, condição que, às vezes, é confundida com depressão.

No entanto, esses conceitos podem ter significados distintos de acordo com o estado emocional, a natureza do problema enfrentado e o perfil de cada um. A princípio, pode-se dizer que a tristeza é um sentimento comum a todos os seres humanos, já que a racionalidade permite ao homem ter essa percepção de diferentes sensações.

Por isso, um episódio circunstancial de tristeza não significa, necessariamente, um estado de depressão. A tristeza é uma condição ruim, dolorosa, mas é passageira e mais fácil de ser superada, enquanto as crises depressivas ocorrem quando essa tristeza se torna um evento permanente, e que afeta a vida pessoal, acadêmica e profissional.

Geralmente, é possível diferenciar esses termos pelo impacto que eles causam e pela durabilidade do sentimento. Enquanto a tristeza é um sentimento momentâneo, a depressão é uma doença que exige tratamento especializado.

Quais os graus do transtorno depressivo?

Os episódios que caracterizam as crises depressivas são classificados de acordo com o grau de comprometimento da doença. Observe!

Leves

O episódio depressivo leve é caracterizado por poucos sintomas, apresenta resposta mais rápida aos tratamentos e é mais fácil de ser controlado. No entanto, esse grau de depressão também pode provocar crises de sofrimento intenso e, se não tratado, pode evoluir para quadros mais preocupantes.

Moderado

Nesse quadro, os sinais e sintomas de depressão já são bem mais perceptíveis e exigem um acompanhamento mais constante por uma equipe especializada em reabilitação da saúde mental. No estágio moderado, a depressão deixa o paciente desmotivado com a vida, sem expectativa para o futuro e com maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de complicações mentais graves.

Grave

Nessas condições, é necessário tratamento constante com medicações específicas para controlar as crises depressivas. Os sintomas são mais graves e há o risco de evolução para surtos psicóticos e suicídio. Vale destacar que o grau da depressão define o tipo de intervenção mais adequada. Em alguns casos, o ideal é encaminhar o paciente para internação, já que o tratamento para depressão grave requer cuidados mais específicos.

Quais as fases do tratamento da depressão?

Conhecer as fases do tratamento ajuda na escolha da conduta mais adequada à recuperação dos sintomas desse mal. Há, portanto, três fases de depressão. Confira!

Fase aguda

Nessa etapa, o profissional administra cuidados focados na remissão dos sintomas e aplica técnicas voltadas para a superação dos pensamentos e ações comportamentais gerados pelos episódios depressivos.

Fase de continuação

A meta é trabalhar intervenções terapêuticas que previnam recaídas. O paciente é orientado para remodelar o seu estilo de vida de modo que consiga atingir uma evolução gradual do seu funcionamento psicossocial.

Fase de manutenção

O objetivo é a prevenção de intercorrências que podem levar a novos episódios depressivos. O acompanhamento médico é focado no controle dos sintomas que alimentam a depressão. Os mais comuns são baixa autoestima, insônia, queda na produtividade e dificuldade de concentração.

Por que tratar a depressão é importante?

A depressão é uma doença incapacitante, e que prejudica diversas áreas da vida da pessoa. Um paciente com um episódio depressivo leve, por exemplo, pode ter dificuldade em realizar tarefas simples. Porém, se a doença evoluir de forma gradativa afetará a capacidade de cumprir as responsabilidades domésticas e as atividades sociais.

Quando diagnosticada corretamente, a depressão deve ser tratada com seriedade e responsabilidade a fim de amenizar os sintomas, evitar a cronificação da doença, minimizar as recaídas e aumentar a qualidade de vida do paciente. Interromper o tratamento quando há alguma melhora pode levar a consequências negativas no futuro. Assim, seguir com as orientações pelo tempo determinado pelos profissionais da área é fundamental para o controle do transtorno.

Qual tratamento é o mais indicado?

O melhor tratamento para depressão é aquele elaborado de forma personalizada para atender às necessidades de cada paciente. Para isso, uma equipe multidisciplinar deve ser consultada a fim de analisar as especificidades dos sintomas, acompanhar os resultados e modificar as estratégias ao longo do tempo, caso seja necessário.

Ainda que não sejam universais, alguns tratamentos são mais recomendados por sua eficácia comprovada. Veja quais são!

Psicoterapia

Em alguns casos leves, a psicoterapia pode ser suficiente para controlar e melhorar os sintomas da depressão. Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas. As mais utilizadas são a terapia ocupacional, a terapia em grupo, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental, entre outras. O método escolhido pode variar de acordo com os sintomas, a personalidade do paciente e a confiança no terapeuta.

De modo geral, as psicoterapias auxiliam o paciente a se conhecer melhor e a identificar seus pensamentos e comportamentos negativos. A meta é buscar novas formas de lidar com os conflitos e melhorar as relações interpessoais. Esse tipo de tratamento também é indicado para os episódios depressivos moderados e graves, mas também pode ser feito em conjunto com o uso de medicamentos.

Medicamentos

Há uma grande variedade de medicamentos indicados para o tratamento da depressão, que agem de maneiras diferentes no organismo para controlar a doença. Todos devem ser administrados sob orientação médica devido a possíveis efeitos colaterais e pelo risco de interação com outros remédios.

Os antidepressivos são os mais conhecidos e atuam diretamente no sistema nervoso, normalizando os fluxos de neurotransmissores como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. O tratamento para depressão também pode incluir ansiolíticos — utilizados para diminuir a ansiedade — e antipsicóticos — indicados em casos de perturbações psicóticas.

O efeito da medicação pode ser rápido ou lento, pois depende da dinâmica do remédio e do metabolismo de cada pessoa. De modo geral, a melhora discreta dos sintomas começa a aparecer entre duas e quatro semanas a partir do início do tratamento.

Outros tratamentos

Existem ainda técnicas não medicamentosas que têm sido eficazes no tratamento da depressão. Uma delas é a estimulação magnética transcraniana de repetição, que consiste na estimulação do cérebro para modular os principais neurotransmissores por meio de ondas magnéticas.

Outra opção é a eletroconvulsoterapia, caracterizada pela indução de uma crise convulsiva generalizada sob efeito de anestesia. Porém, é importante ressaltar que todos os tratamentos devem ser feitos com a indicação e o acompanhamento de uma equipe de profissionais especializados, que deve orientar o paciente em todas as etapas.

Por que seguir todo o tratamento recomendado?

Ainda que a depressão seja uma doença com altos índices de prevalência global, vale destacar que ela é curável e passível de ser prevenida. No entanto, os resultados do tratamento dependem da continuidade e da submissão às condutas terapêuticas adequadas.

Isso torna extremamente necessário seguir todas as orientações médicas durante o tratamento. Para alcançar uma vida tranquila e livre dos sintomas da depressão, é preciso se conscientizar que a reabilitação requer do paciente um esforço contínuo e assiduidade ao tratamento.

Se for interrompido, o tratamento para depressão não surtirá efeito e ainda haverá o risco de evolução para quadros mais graves da doença. Outro aspecto relevante é adotar um estilo de vida mais saudável para ajudar a restabelecer a saúde integral. Ou seja, compreender a importância da intrínseca relação entre mente e corpo é essencial à superação da doença.

Quanto tempo dura o tratamento para depressão?

O tempo de duração do tratamento depende de vários critérios, como fatores causais, grau da doença, resposta aos medicamentos, fatores genéticos, coexistência de outras enfermidades, entre outros. Por isso, é difícil estabelecer um prazo específico e inalterável. Em alguns casos, a prescrição de medicamentos é mantida por toda a vida.

Mesmo após o término do tratamento, o paciente deve manter o acompanhamento médico e psicológico para evitar recaídas e manter uma vida ativa e saudável. Mudanças na alimentação e realização de atividades físicas regulares também são indicadas em grande parte dos casos de transtorno depressivo.

Como melhorar os resultados do tratamento?

O controle das crises depressivas deve ser centrado em alternativas diversificadas e que atendem a expectativa de pessoas distintas. Nesse sentido, manter a mente focada em soluções e aprender algo novo pode ajudar a quem tem dificuldade de desfocar dos problemas da vida.

Ao treinar a sua mente para esse aprendizado, você melhora a autoestima e se projeta para a positividade. Também vale salientar que você deve ser persistente e jamais desanimar. Mantenha o seu propósito e não desista de lutar contra esse problema. A postura diante do enfrentamento é um importante diferencial no combate à doença, pois as respostas das intervenções terapêuticas são proporcionais à vontade de vencer esse desafio.

Mediante isso, listamos algumas sugestões para ajudar no alcance de resultados mais eficazes no tratamento para depressão. Confira:

  • combater o estresse;
  • ter momentos de lazer;
  • estar ao lado da família;
  • ter uma dieta equilibrada;
  • não utilizar drogas ilícitas;
  • melhorar a qualidade do sono;
  • priorizar atividades prazerosas;
  • evitar o consumo excessivo de álcool;
  • praticar exercícios físicos regularmente;
  • aprender a lidar com situações desagradáveis;
  • cultivar o hábito de gratidão pelas coisas boas da vida;
  • não interromper o tratamento para depressão sem orientação médica.

Quando procurar ajuda?

O diagnóstico precoce da depressão é um dos fatores que mais contribuem para o sucesso do tratamento e para o controle da doença. Existem casos em que os sintomas se confundem com os de outras enfermidades.

Assim, é importante reconhecer quando há algo errado e procurar ajuda de especialistas o mais rápido possível. Um dos sinais mais relevantes é quando o estado depressivo demora a passar e começa a refletir em outros aspectos da vida.

Ao fazer uma avaliação completa e detalhada, a equipe de profissionais conseguirá distinguir a natureza da doença. Os sintomas podem ser patológicos, transitórios ou decorrentes de outros problemas médicos e neurológicos, o que requer uma avaliação criteriosa para identificá-los e escolher o tratamento mais adequado.

Algumas pessoas têm receio em procurar um tratamento especializado, pois acreditam que ficarão isoladas e sofrerão preconceito. Em consequência disso, tentam curar a depressão de formas variadas. Entretanto, essa prática pode levar ao consumo de drogas ilícitas e álcool e até mesmo à dependência química.

Buscar informações sobre a doença, conhecer as opções de tratamento e receber orientação profissional são as melhores formas de reverter um quadro depressivo. Outra questão essencial em todo o processo é compartilhar os problemas e contar com o apoio de parentes e amigos próximos.

Como você pôde perceber, o sucesso do tratamento para depressão requer adoção de mudanças de pensamentos, atitudes e ações. A boa notícia é que você não está sozinho nessa batalha. No Hospital Santa Mônica, há uma equipe especializada em recuperação de doenças emocionais pronta para ajudá-lo a superar essa doença e alcançar uma vida plena e saudável.

E você, precisa de apoio para vencer a depressão? É simples: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conte com a gente para o que precisar!

2 respostas para “Saiba como funciona o tratamento para depressão”

    1. Olá Márcio, quem já teve depressão pode voltar a ter uma vida normal com o tratamento, mas pode voltar a ter uma nova situação de depressão, o importante é levar uma vida saudável e como você mencionou praticar atividades físicas, isso ajuda muito, parabéns!

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