Efeitos do uso da maconha: entenda as consequências a longo prazo do uso da erva - Hospital Santa Mônica
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Qualquer elemento ingerido ou consumido pelo corpo humano afeta seu equilíbrio, seja positiva ou negativamente. Não é diferente quando analisamos os efeitos do uso da maconha. Entender como essa droga afeta o funcionamento do seu organismo é importantíssimo para adquirir mais consciência em prol de uma vida saudável.

Existem os efeitos superficiais e imediatos, associados a sensações momentâneas de prazer. Normalmente, são aquilo que motiva seus usuários a fazer uso da substância. Mas também há os efeitos de longo prazo, que podem comprometer a vida de quem usa e de todos à sua volta.

O mais interessante, porém, é saber que seus mecanismos de prazer podem ser substituídos por outros alimentos e atividades, o que traz um alívio muito mais eficiente e eficaz às dores e tristezas de quem busca a maconha.

Neste post, apresentamos alguns de seus piores efeitos à longo prazo. Nossa intenção não é, de forma alguma, fazer pressão psicológica, mas conscientizar as pessoas sobre tudo o que é colocado em risco por um prazer momentâneo.

Assim, o melhor que pode ser feito é ler este texto de coração e mente aberta.

Perda de memória

O uso da maconha traz um efeito devastador na chamada memória de curto prazo. Ela é gerenciada no cérebro, mais especificamente no hipocampo, essencialmente ligado às funções de aprendizagem no ser humano.

Em um organismo afetado pela droga, o cérebro é impedido de registrar novas memórias.

Assim, o uso prolongado da droga pode dificultar a assimilação de coisas simples, como as regras de legislação para tirar carteira de motorista ou procedimentos básicos para viajar de avião. Ele receberá as informações, mas ao precisar acioná-las em seu cérebro, terá maiores dificuldades que o normal, ou simplesmente não conseguirá.

Essa é uma importante reflexão a ser feita, pois esses exemplos do cotidiano, a princípio, parecem simples de serem executados. Mas a habilidade para executar essas simples tarefas diminuirá consideravelmente com o consumo regular de drogas como a maconha.

Desencadeamento de comportamentos violentos

Com o nível de raciocínio diminuído ou mais lento, a percepção da vida é consideravelmente afetada. A dependência, que será abordada a seguir, comandará as ações do consumidor de cannabis, que poderá tomar atitudes a todo custo para alimentar o constante estado eufórico que o efeito do entorpecente provoca.

Não é incomum, por exemplo, que dependentes químicos e usuários de maconha contraiam dívidas, tenham comportamentos violentos e proporcionem outros males à sua vida e de quem está à sua volta.

É importante a família e pessoas mais próximas estarem sempre alertas, pois a violência pode acontecer a qualquer momento, sendo comum que os dependentes cometam roubos, furtos e, caso o grau de dependência seja maior, possa até mesmo matar alguém.

Ou seja, seus efeitos são bidirecionais, afetando tanto a saúde quanto o ambiente em que eles vivem.

Dependência

A dependência de qualquer tipo de tóxicos vai variar de uma pessoa para outra, pois tem relação direta com a idade, genética e condições mentais já existentes. Quanto mais jovem for o usuário, mais serão os efeitos e danos no organismo, especialmente no desenvolvimento mental.

É importante ressaltar que a dependência ocorre porque o cérebro vai se ajustar à substância e assim reduzir o número de receptores e a função da dopamina. Quando isso acontece, o dependente passa a usar uma quantidade cada vez maior da droga, buscando experimentar o efeito de antes.

A dependência é desencadeada pelo organismo que, uma vez acostumado com a utilização da droga, demanda doses maiores para se satisfazer. Caso essa necessidade não seja satisfeita, surgem os efeitos da abstinência.

As sensações colaterais da dependência impulsionam o usuário a buscar novamente a droga para aliviar suas novas crises, e porque não, suas dores e carências emocionais.

Outro fator importante da dependência é que, por ser uma resposta do organismo, é muito difícil iniciar o uso de alguma substância entorpecente e não ficar submisso a ele.

Doenças pulmonares e cardíacas

O consumo da maconha envolve sua queima e consequente absorção pelo aparelho respiratório. Portanto, é impossível que o pulmão não sofra com os efeitos do uso prolongado dessa droga.

Quando ela é queimada, outros elementos tóxicos são absorvidos pelo organismo, como amônia e cianeto de hidrogênio. Com o tempo, o usuário da droga desenvolve tosse crônica, dificuldades respiratórias e produz catarros e mucos em excesso, entupindo frequentemente suas vias nasais. Tais ocorrências podem, por exemplo, impedir ou diminuir a capacidade de uma pessoa de caminhar, praticar esportes e fazer outras atividades normais do dia a dia.

O componente ativo da maconha, o tetra-hidrocarbinol (THC), responsável pelos efeitos alucinógenos e de relaxamento do corpo, é transportado no organismo por meio do sangue. Além do THC, várias substâncias tóxicas também são lançadas na corrente sanguínea, causando aceleração dos batimentos cardíacos.

Segundo estudos realizados nos EUA, pessoas com doenças cardíacas préexistentes, desconhecidas ou não, agravam os efeitos de suas doenças ao utilizarem a maconha.

Aumento do risco para desenvolvimento de transtornos mentais e psiquiátricos

Se um indivíduo possui propensão ao desenvolvimento de transtornos de ordem mental ou psiquiátrica, a maconha poderá iniciar seu desencadeamento.

Riscos como a aceleração da esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos podem afastar ainda mais o indivíduo do convívio da sociedade. Cria-se assim um ciclo vicioso, pautado no acúmulo de motivações para que ele continue procurando a droga.

Transtornos afetivos de bipolaridade, de ansiedade, depressão e humor podem, inclusive, terem seus efeitos e surtos ampliados com o uso da cannabis. Isso vale também para os impactos negativos nas fases agudas do uso da maconha.

A ansiedade, por exemplo, é considerada um mal da sociedade e muitas pessoas fazem relatos sobre seus efeitos danosos. Porém, pode ser tratada de diversas maneiras, inclusive sem interferências clínicas, por meio da prática de atividades físicas e do acompanhamento psicológico.

Quais os efeitos do uso da maconha em adolescentes?

O organismo do adolescente enfrenta uma das maiores revoluções hormonais de toda a vida. Se isso muitas vezes deixa o jovem confuso sobre seus sentimentos, a ponto de despertar seu interesse por alívios imediatos, também potencializa os efeitos da maconha em seu corpo.

Um estudo conduzido pela Universidade Duke demonstrou que pessoas que começaram a consumir maconha ainda na adolescência perderam, ao menos 8 pontos em avaliações de QI entre seus 13 e 38 anos.

A grande questão não está no teste em si, mas no fator inteligência e capacidade de raciocínio, que mesmo depois da interrupção do uso da droga, não foram recuperados. Muitos pais incentivam o uso da droga, na adolescência, sem conhecer os efeitos que podem acompanhar o jovem por toda a vida.

Quando um adolescente utiliza a droga, fragiliza todo seu sistema, muitas vezes potencializando alguma fraqueza que pode trazer danos irreversíveis à vida.

Os efeitos do uso da maconha trazem uma série de consequências negativas, gerando carências emocionais e de autoestima. Muitas vezes, tais carências fragilizam ainda mais o usuário, que busca na droga a solução para os problemas que a droga mesmo contribui para agravar.

Problemas como depressão, ansiedade, baixo desempenho escolar, entre outras, podem ser administrados com soluções muito mais eficazes, saudáveis e definitivas.

Agora que você já está mais consciente sobre os efeitos da maconha em seu organismo, continue sua pesquisa e descubra tudo o que você precisa saber sobre drogas.

 

12 respostas para “Efeitos do uso da maconha: entenda as consequências a longo prazo do uso da erva”

  1. Boa noite, me interessei pelo assunto de efeitos colaterais do uso da maconha a longo prazo. Explico que tenho um afilhado que é viciado desde sua adolescência e hj com 49 anos de idade o mesmo desenvolveu um comportamento agressivo em falar demais e criticar qualquer coisa do cotidiano. Ele não é má pessoa de jeito algum, mais estou tentando ajudar, pois ele está em brigas constantes com a esposa dele e a filha adolescente, minha sobrinha, ela já fica trancada no quarto da casa deles para não entrar em conflito na maioria das vezes. Mais discordo em muitos pontos da matéria acima de vcs sobre roubo e mentir aos demais. Sei que é um caso delicado de lidar, mais sinto na função de não ser omisso, pois já ajudei a internar ele duas vezes quando era viciado em cocaína na fase dos 20 anos dele, as coisas se agravaram mais com o tempo, também digo que ele confia muito em minha pessoa.

    1. Olá Reinaldo, estamos falando de práticas adotadas, pode ser que seu sobrinho ainda não tenha adquirido essas práticas, mas o importante é ele seguir um tratamento, existem vários estudos que indicam os prejuízos provocados pelo uso a longo prazo da maconha, e a porta para outras drogas, acompanhe no nosso blog, hospitalsantamonica.com.br/blog

  2. Não sei o que acontece comigo, so dinto desejo de fumar quando estou cansado, ja fumo desde os meu 16 anos agora estou 23. E aminha capacidade de essimilação e aprenzagens está cad vez mais rapida do que antes, estudo normalmente e sou mesmo uma pessoa normal. Mais minha noiva quer que eu deixe de consumir preciso de ajuda da vossa.

    Sempre que deixo de fumar, fico com dor de cabeça enjous, vómitos,perca de força e peso, estresses e aburecimento.

    Motivos que me fazem consumir de novo.

    1. Olá Manuel, a maconha é a porta de entrada para outras drogas, além de poder estimular o surgimento de doenças como a esquizofrenia para quem tem predisposição, então é um risco muito grande continuar consumindo a droga. Nossa orientação é que faça um tratamento, assim você não irá sentir os feitos da falta dela. Abraço

  3. Já está bem comprovado que os efeitos da maconha na memória são temporários e a interrupção no consumo restaura a cognição em menos de uma semana. Apesar dos malefícios inerentes a qualquer fumo, é inegável que a substância também possui diversos fatores positivos para a saúde, desde que consumidos na forma correta.

    Concordo que qualquer vício é prejudicial a saúde, mas ficou clara a parcialidade do texto, principalmente quando se refere a comportamentos violentos e etc, que não condiz em nada com os efeitos da droga.

    1. Desculpe Rafael, respeitamos a sua opinião, mas está comprovado por quem? aqui só lidamos com evidências científicas nacionais e internacionais. Abraço

  4. Olá fumo desde meus 16 anos de idade hoje estou com 30, fumo regularmente, todo santo dia fazem 5 anos… hoje se fico 1 dia sem fumar tenho crises de choro e depressao, qual o melhor tratamento para sair disso ?

    1. Olá Raphael além do vício você pelo que entendemos pode estar com depressão, o melhor seria se internar em uma clínica para fazer uma desintoxicação e tratar a depressão juntamente. Ficamos à disposição

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