Psiquiatria

Ansiedade: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

Ansiedade quais são as causas e consequências

Publicado originalmente: 5 de fevereiro de 2018
Atualizado: agosto de 2026
Revisado por: equipe especializada em saúde mental do Hospital Santa Mônca

Sentir ansiedade antes de uma prova, entrevista de emprego, viagem ou situação importante faz parte da experiência humana. A ansiedade funciona como um mecanismo de alerta diante de situações percebidas como ameaçadoras e pode ajudar a pessoa a se preparar para desafios.

O problema surge quando o medo ou a preocupação se tornam excessivos, persistentes e difíceis de controlar, provocando sofrimento ou interferindo na vida pessoal, social, acadêmica ou profissional. Nesses casos, pode existir um transtorno de ansiedade, condição de saúde mental que pode ser diagnosticada e tratada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos de ansiedade são os transtornos mentais mais comuns no mundo. Estimativas referentes a 2021 apontam que 359 milhões de pessoas viviam com algum transtorno de ansiedade, o equivalente a cerca de 4,4% da população mundial naquele ano.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam o Brasil como o país com maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6% da população convivia com o transtorno quando a pesquisa foi feita. A organização também estima que, numa escala global, 12 bilhões de dias úteis são perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, uma perda de US$1 trilhão por ano.

Neste conteúdo, você vai entender o que é ansiedade, quais são os principais tipos de transtornos de ansiedade, seus sintomas, fatores de risco, como é feito o diagnóstico, quais tratamentos estão disponíveis e quando é importante procurar ajuda profissional.

Importante: sentir ansiedade ocasionalmente não significa ter um transtorno de ansiedade. O diagnóstico depende da avaliação de um profissional de saúde, considerando os sintomas, sua duração, intensidade e impacto na vida da pessoa.

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma resposta emocional e fisiológica que pode aparecer diante de situações de ameaça, incerteza ou expectativa.

Em níveis considerados normais, ela pode aumentar a atenção, preparar o organismo para reagir e ajudar na tomada de decisões. É esperado, por exemplo, sentir ansiedade antes de uma apresentação importante ou diante de uma situação desconhecida.

A ansiedade passa a ser um problema quando o medo ou a preocupação são desproporcionais à situação, difíceis de controlar ou persistentes, e começam a comprometer a rotina.

A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde também descreve a ansiedade como um fenômeno que pode ser benéfico ou prejudicial dependendo das circunstâncias e da intensidade.

Ansiedade normal x transtorno de ansiedade

A principal diferença não está simplesmente na presença de ansiedade, mas em quanto ela interfere na vida da pessoa.

Ansiedade comumTranstorno de ansiedade
Geralmente está relacionada a uma situação específicaPode persistir mesmo quando não existe uma ameaça proporcional
Tende a diminuir quando a situação passaPode permanecer por longos períodos
Não costuma comprometer significativamente a rotinaPode prejudicar trabalho, estudos, relacionamentos e sono
A pessoa geralmente consegue administrar a preocupaçãoA preocupação pode parecer difícil ou impossível de controlar
Pode fazer parte de uma resposta adaptativaPode causar sofrimento clinicamente significativo

Quais são os tipos de transtornos de ansiedade?

Existem diferentes transtornos de ansiedade. Eles apresentam características próprias e podem ocorrer isoladamente ou simultaneamente.

Entre os principais estão:

A OMS reconhece esses diferentes tipos de transtornos de ansiedade e ressalta que os sintomas frequentemente começam na infância ou adolescência, embora também possam surgir na vida adulta.

Transtorno de ansiedade generalizada

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado por preocupação excessiva e persistente em relação a diferentes áreas da vida, como trabalho, saúde, família, dinheiro ou acontecimentos cotidianos.

A pessoa pode ter dificuldade para controlar a preocupação e apresentar sintomas como:

  • inquietação;
  • tensão muscular;
  • irritabilidade;
  • fadiga;
  • dificuldade de concentração;
  • sensação de estar constantemente em alerta;
  • alterações do sono.

Para o diagnóstico de TAG, os sintomas precisam atender a critérios clínicos específicos. Entre eles está a presença de ansiedade e preocupação excessivas na maior parte dos dias durante pelo menos seis meses, acompanhadas de prejuízo ou sofrimento significativo.

Transtorno de pânico

O transtorno de pânico envolve crises de pânico recorrentes e inesperadas, acompanhadas de sintomas físicos e emocionais intensos.

Durante uma crise, a pessoa pode apresentar:

  • coração acelerado;
  • falta de ar;
  • tremores;
  • suor excessivo;
  • tontura;
  • dor ou desconforto no peito;
  • sensação de perda de controle;
  • medo intenso de morrer ou de que algo grave esteja acontecendo.

Uma crise de pânico pode ser muito assustadora, inclusive porque seus sintomas podem se parecer com os de algumas condições físicas.

Depois de uma crise, algumas pessoas passam a ter medo constante de que outra aconteça. Esse medo pode levar à evitação de determinados lugares ou situações.

Ansiedade social

O transtorno de ansiedade social, também chamado de fobia social, envolve medo ou ansiedade intensa diante de situações em que a pessoa acredita que poderá ser observada, avaliada, julgada ou rejeitada.

Não se trata simplesmente de timidez.

A pessoa pode evitar:

  • falar em público;
  • participar de reuniões;
  • conversar com desconhecidos;
  • comer ou escrever diante de outras pessoas;
  • fazer apresentações;
  • participar de eventos sociais;
  • iniciar relacionamentos.

Quando intenso, o transtorno pode provocar isolamento e comprometer significativamente a vida acadêmica, profissional e social.

Agorafobia

A agorafobia envolve medo ou ansiedade intensa diante de determinadas situações ou lugares dos quais a pessoa acredita que seria difícil escapar ou obter ajuda caso apresentasse sintomas de pânico ou passasse mal.

Pode envolver, por exemplo:

  • transporte público;
  • espaços abertos;
  • locais fechados;
  • filas ou multidões;
  • sair sozinho de casa.

Em casos mais graves, a pessoa pode restringir progressivamente suas atividades e evitar sair de casa.

Fobias específicas

As fobias específicas são caracterizadas por medo intenso e persistente diante de determinado objeto ou situação.

Alguns exemplos são medo intenso de:

  • animais;
  • altura;
  • voar;
  • sangue ou procedimentos médicos;
  • determinados ambientes;
  • situações específicas.

A reação pode ser muito maior do que o perigo real representado pelo estímulo e levar a pessoa a evitá-lo sistematicamente.

Ansiedade de separação

A ansiedade de separação é mais frequentemente associada à infância, mas também pode ocorrer em outras fases da vida.

Caracteriza-se por medo ou preocupação excessiva relacionada à separação de pessoas com quem existe forte vínculo afetivo.

A criança pode, por exemplo, apresentar grande sofrimento ao ir para a escola, dificuldade para dormir longe dos pais ou preocupação persistente de que algo ruim aconteça com seus cuidadores.

Mutismo seletivo

O mutismo seletivo é um transtorno no qual a pessoa, geralmente uma criança, apresenta dificuldade persistente para falar em determinadas situações sociais, apesar de conseguir falar normalmente em outros contextos.

Por exemplo, uma criança pode conversar em casa, mas permanecer em silêncio na escola.

Esse comportamento não deve ser confundido simplesmente com timidez ou falta de vontade de falar.

TOC e estresse pós-traumático são transtornos de ansiedade?

Essa é uma dúvida comum.

Embora o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) possam envolver medo, ansiedade e sintomas físicos semelhantes, eles atualmente são classificados em categorias próprias nos sistemas diagnósticos contemporâneos, e não simplesmente como transtornos de ansiedade.

No TOC, por exemplo, predominam obsessões, compulsões ou ambos.

No TEPT, os sintomas estão relacionados à exposição a um evento traumático e podem incluir revivescência do trauma, esquiva, alterações negativas de pensamentos e humor e hiperativação.

Por isso, é mais preciso apresentar essas condições como transtornos relacionados, mas distintos, em vez de classificá-las como tipos de ansiedade.

Quais são os sintomas de ansiedade?

Os sintomas variam conforme o tipo de transtorno e as características de cada pessoa.

Entre os sintomas emocionais e cognitivos mais comuns estão:

  • preocupação excessiva;
  • medo persistente;
  • sensação de perigo iminente;
  • dificuldade para controlar pensamentos preocupantes;
  • irritabilidade;
  • inquietação;
  • dificuldade de concentração;
  • sensação de estar constantemente em alerta;
  • dificuldade para lidar com situações de incerteza.

Também podem aparecer manifestações físicas, como:

  • palpitações;
  • sudorese;
  • tremores;
  • tensão muscular;
  • falta de ar ou respiração acelerada;
  • tontura;
  • náuseas;
  • desconforto abdominal;
  • dor de cabeça;
  • cansaço;
  • alterações do sono.

A OMS destaca que os transtornos de ansiedade podem provocar sintomas cognitivos, comportamentais e físicos e interferir significativamente na vida familiar, social, escolar ou profissional.

Como saber se é ansiedade ou outro problema de saúde?

Sintomas como palpitação, falta de ar, dor no peito, tontura e alterações gastrointestinais podem ocorrer durante quadros de ansiedade, mas também podem estar relacionados a outras condições médicas.

Por isso, não é recomendado concluir que um sintoma físico é causado pela ansiedade sem avaliação profissional.

Em situações de sintomas novos, intensos ou preocupantes, especialmente dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou alteração súbita do estado de saúde, é necessário procurar atendimento médico.

Quais são as causas da ansiedade?

Não existe uma única causa para os transtornos de ansiedade.

Eles podem resultar da interação de diferentes fatores biológicos, psicológicos e ambientais.

Entre os fatores associados estão:

  • predisposição genética e histórico familiar;
  • características individuais e temperamentais;
  • experiências adversas na infância;
  • situações traumáticas;
  • estresse prolongado;
  • problemas familiares ou profissionais;
  • doenças físicas;
  • uso de determinadas substâncias ou medicamentos;
  • consumo excessivo de álcool ou outras drogas.

A OMS destaca que os transtornos de ansiedade resultam de uma combinação complexa de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Pessoas expostas a abuso, perdas graves e outras experiências adversas podem apresentar maior risco.

Isso significa que ter um fator de risco não determina que a pessoa desenvolverá um transtorno de ansiedade.

Ansiedade pode aparecer em crianças e adolescentes?

Sim.

Os transtornos de ansiedade podem começar durante a infância ou adolescência. A OMS aponta que os sintomas frequentemente têm início nessas fases da vida.

Como crianças e adolescentes nem sempre conseguem identificar ou explicar o que estão sentindo, os sinais podem aparecer por meio de mudanças de comportamento.

É importante observar, por exemplo:

  • preocupação excessiva com escola ou desempenho;
  • medo intenso de errar;
  • dificuldade persistente para se separar dos pais;
  • recusa frequente em ir à escola;
  • isolamento;
  • irritabilidade;
  • alterações do sono;
  • queixas físicas recorrentes sem causa identificada;
  • necessidade excessiva de confirmação ou segurança;
  • medo intenso de situações sociais.

Quando essas manifestações são persistentes e interferem na rotina, é importante buscar avaliação profissional.

Como é feito o diagnóstico da ansiedade?

O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por um profissional capacitado, geralmente psiquiatra ou psicólogo, conforme a situação.

Não existe um exame de sangue ou exame de imagem que, sozinho, confirme um transtorno de ansiedade.

Durante a avaliação, o profissional pode investigar:

  • quais sintomas estão presentes;
  • há quanto tempo eles ocorrem;
  • com que frequência aparecem;
  • quais situações desencadeiam ou pioram os sintomas;
  • quanto eles interferem na rotina;
  • histórico pessoal e familiar;
  • uso de medicamentos e substâncias;
  • presença de outras condições de saúde mental ou física.

Em alguns casos, a avaliação médica também é importante para descartar condições físicas que possam produzir sintomas semelhantes.

Ansiedade tem tratamento?

Sim. Os transtornos de ansiedade podem ser tratados.

A escolha do tratamento depende do diagnóstico, da intensidade dos sintomas, da idade, de outras condições de saúde e das características individuais de cada pessoa.

A OMS aponta que existem tratamentos eficazes para os transtornos de ansiedade e destaca intervenções psicológicas, especialmente aquelas baseadas nos princípios da terapia cognitivo-comportamental. Medicamentos também podem ser indicados em determinadas situações.

Psicoterapia

A psicoterapia é uma das principais formas de tratamento.

Entre as abordagens com evidências para diferentes transtornos de ansiedade está a terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Dependendo do transtorno, o tratamento pode trabalhar:

  • identificação de pensamentos e padrões de comportamento;
  • estratégias para lidar com a preocupação;
  • exposição gradual a situações temidas;
  • desenvolvimento de habilidades de enfrentamento;
  • técnicas de regulação emocional;
  • redução de comportamentos de esquiva.

A OMS recomenda intervenções psicológicas baseadas na TCC para adultos com transtorno de ansiedade generalizada e/ou transtorno de pânico.

Medicamentos

Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar medicamentos.

Entre as opções utilizadas no tratamento de determinados transtornos estão antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS).

A indicação, escolha do medicamento, dose e duração do tratamento devem ser individualizadas pelo médico.

Os benzodiazepínicos, embora possam ser utilizados em situações específicas, não são considerados tratamento de longo prazo para transtornos de ansiedade devido ao risco de dependência e às limitações de sua eficácia prolongada. A OMS não recomenda seu uso rotineiro para adultos com transtorno de ansiedade generalizada ou transtorno de pânico.

Nunca inicie, interrompa ou altere um medicamento por conta própria.

Hábitos que podem ajudar

Algumas medidas podem complementar o tratamento e contribuir para o bem-estar, como:

  • praticar atividade física regularmente;
  • manter horários regulares de sono;
  • evitar ou reduzir o consumo de álcool;
  • não utilizar drogas;
  • adotar técnicas de relaxamento e respiração;
  • manter uma rotina de alimentação adequada;
  • buscar estratégias para administrar o estresse.

Essas medidas não substituem a avaliação e o tratamento profissional quando existe um transtorno de ansiedade. A OMS também reconhece atividade física, técnicas de relaxamento e manejo do estresse como estratégias que podem ajudar no cuidado.

O que pode acontecer se a ansiedade não for tratada?

Um transtorno de ansiedade persistente pode comprometer diferentes áreas da vida.

A pessoa pode apresentar:

  • dificuldade para trabalhar ou estudar;
  • prejuízos nos relacionamentos;
  • isolamento social;
  • alterações do sono;
  • redução da qualidade de vida;
  • maior dificuldade para lidar com situações cotidianas;
  • piora de outros problemas de saúde mental.

A OMS também aponta associação entre transtornos de ansiedade, depressão e transtornos relacionados ao uso de substâncias, além de aumento do risco de pensamentos e comportamentos suicidas.

Isso não significa que uma pessoa com ansiedade necessariamente desenvolverá essas condições. A associação é um dos motivos pelos quais uma avaliação adequada é importante.

Quando procurar ajuda para ansiedade?

Procure avaliação profissional quando a ansiedade:

  • é frequente ou persistente;
  • parece difícil de controlar;
  • provoca sofrimento significativo;
  • interfere no trabalho ou nos estudos;
  • prejudica relacionamentos;
  • provoca isolamento;
  • compromete o sono;
  • faz você evitar situações importantes;
  • vem acompanhada de crises de pânico;
  • está associada ao uso de álcool ou outras drogas como forma de aliviar os sintomas.

Quanto antes um transtorno de ansiedade for identificado, maiores são as possibilidades de iniciar um cuidado adequado e reduzir o impacto dos sintomas na rotina.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar?

O Hospital Santa Mônica atua no cuidado especializado em saúde mental de crianças, adolescentes e adultos, oferecendo avaliação e tratamento para diferentes condições psiquiátricas.

A instituição conta com atendimento ambulatorial e hospitalar e uma equipe multiprofissional especializada em saúde mental.

Em situações de sofrimento psíquico intenso ou crise, o Pronto Atendimento Psiquiátrico 24 horas do Hospital Santa Mônica pode realizar uma avaliação especializada e orientar a conduta mais adequada para cada caso.

O cuidado é definido de acordo com as necessidades de cada paciente, considerando diagnóstico, intensidade dos sintomas, contexto familiar e condições clínicas associadas.

Perguntas frequentes sobre ansiedade

Toda ansiedade é uma doença?

Não. A ansiedade é uma reação normal diante de situações de ameaça, incerteza ou expectativa. Ela pode se tornar um transtorno quando é excessiva, persistente, difícil de controlar e provoca sofrimento ou prejuízo significativo na vida da pessoa.

Quais são os principais sintomas de ansiedade?

Preocupação excessiva, medo persistente, inquietação, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular, alterações do sono, palpitações, tremores, sudorese, falta de ar, tontura e sintomas gastrointestinais estão entre as manifestações possíveis.

Qual médico trata ansiedade?

O psiquiatra é o médico especializado no diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais, incluindo os transtornos de ansiedade. Psicólogos também participam do tratamento por meio da psicoterapia.

Ansiedade tem cura?

Os transtornos de ansiedade têm tratamento e muitas pessoas apresentam melhora significativa dos sintomas e da qualidade de vida. A evolução varia de acordo com o transtorno, a gravidade, as características individuais e a resposta ao tratamento.

Ansiedade pode causar falta de ar?

Sim. A ansiedade pode provocar respiração acelerada e sensação de falta de ar. Porém, como falta de ar também pode ter causas físicas, sintomas novos ou intensos devem ser avaliados por um profissional.

Crise de ansiedade é a mesma coisa que ataque de pânico?

Não necessariamente. “Crise de ansiedade” é uma expressão ampla, enquanto o ataque de pânico é um episódio específico de medo ou desconforto intenso, geralmente de início abrupto, acompanhado por sintomas físicos e cognitivos característicos.

Ansiedade pode afetar o sono?

Sim. Preocupações persistentes podem dificultar o início ou a manutenção do sono e também prejudicar sua qualidade. Ao mesmo tempo, problemas de sono podem contribuir para piora dos sintomas de ansiedade.

Crianças podem ter transtornos de ansiedade?

Sim. Os transtornos de ansiedade podem começar na infância ou adolescência. Mudanças persistentes de comportamento, recusa escolar, medos excessivos, isolamento, alterações do sono e queixas físicas recorrentes podem justificar uma avaliação profissional.

O que fazer durante uma crise de ansiedade?

Procure ir para um ambiente seguro, reduzir estímulos, tentar controlar a respiração sem forçá-la e buscar apoio de alguém de confiança. Se os sintomas forem intensos, novos ou houver dúvida sobre uma emergência médica, procure atendimento.

Quando a ansiedade precisa de tratamento?

Quando os sintomas são persistentes, difíceis de controlar, provocam sofrimento ou interferem significativamente na rotina, nos relacionamentos, no trabalho ou nos estudos. A avaliação profissional é a melhor forma de determinar se existe um transtorno e qual tratamento é indicado.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar no tratamento da ansiedade?

O tratamento da ansiedade deve ser individualizado, porque os sintomas, a intensidade do quadro e as necessidades de cada pessoa são diferentes. O Hospital Santa Mônica oferece avaliação e tratamento especializado em saúde mental para crianças, adolescentes e adultos, com atuação de uma equipe multiprofissional e definição de um plano terapêutico de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

O cuidado pode envolver avaliação psiquiátrica, acompanhamento psicológico, psicoterapia e, quando indicada pelo médico, medicação, além de estratégias terapêuticas complementares. A escolha das intervenções depende do diagnóstico, da intensidade dos sintomas e da resposta de cada paciente ao tratamento.

Atendimento para crises de ansiedade e pânico

Quando a ansiedade se manifesta de forma intensa, com crises de pânico, sofrimento psíquico importante ou prejuízo significativo da rotina, o Hospital Santa Mônica conta com Pronto Atendimento Psiquiátrico 24 horas, destinado à avaliação de situações que necessitam de atendimento imediato.

Durante o atendimento, o paciente passa por avaliação clínica e especializada para identificar a gravidade do quadro e definir a conduta mais adequada. Dependendo da situação, podem ser indicados manejo da crise, observação, acompanhamento ambulatorial ou internação psiquiátrica.

Quando a internação pode ser necessária?

A maioria dos transtornos de ansiedade pode ser tratada sem internação. A hospitalização é considerada apenas em situações específicas, quando o quadro é grave e o tratamento ambulatorial não é suficiente para garantir a segurança ou a estabilização do paciente.

A avaliação pode considerar, por exemplo, risco à própria vida ou a terceiros, incapacidade de realizar os cuidados básicos, crises graves e persistentes ou comprometimento importante do funcionamento. No Hospital Santa Mônica, a indicação de internação é feita após avaliação médica e integra um plano terapêutico mais amplo.

O objetivo da internação, quando necessária, é oferecer um ambiente estruturado para estabilização clínica, acompanhamento contínuo e início ou ajuste do tratamento, sempre respeitando os direitos e a segurança do paciente.

Cuidado contínuo e individualizado

O tratamento não termina com o controle de uma crise. O acompanhamento adequado busca reduzir os sintomas, melhorar a funcionalidade e ajudar o paciente a desenvolver estratégias para lidar com os fatores associados à ansiedade.

No Hospital Santa Mônica, o cuidado é estruturado a partir da avaliação individual e pode envolver diferentes profissionais e modalidades terapêuticas, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Se a ansiedade está interferindo no sono, no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos ou na rotina, procurar uma avaliação especializada pode ser o primeiro passo para entender o que está acontecendo e iniciar o tratamento adequado.

Em situações de crise intensa de ansiedade ou pânico, o Pronto Atendimento Psiquiátrico do Hospital Santa Mônica oferece atendimento 24 horas.

Conclusão

A ansiedade faz parte da vida e nem sempre representa uma doença. Ela se torna motivo de atenção quando o medo e a preocupação deixam de ser proporcionais às situações, tornam-se difíceis de controlar e começam a limitar a vida da pessoa.

Os transtornos de ansiedade são comuns e podem afetar crianças, adolescentes e adultos. A boa notícia é que existem tratamentos eficazes, principalmente intervenções psicológicas e, quando indicados, medicamentos.

Reconhecer os sinais e procurar ajuda especializada é um passo importante para recuperar qualidade de vida.

Se você ou alguém próximo está enfrentando sintomas persistentes de ansiedade, procure avaliação profissional.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) — Anxiety disorders.
  • Organização Mundial da Saúde (OMS) — Mental disorders.
  • Organização Mundial da Saúde — recomendações para tratamento dos transtornos de ansiedade.
  • Ministério da Saúde — Biblioteca Virtual em Saúde, conteúdo sobre ansiedade.
  • National Institute of Mental Health (NIMH) — informações sobre transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico e ansiedade social.

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