Efeitos a longo prazo do uso da cocaína: os principais estragos ao corpo do usuário - Hospital Santa Mônica
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O consumo de drogas tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, principalmente entre os jovens, que têm fácil acesso a substâncias ilícitas. Uma delas é a cocaína, cujos efeitos são relativamente conhecidos entre a população.

No entanto, esses efeitos geralmente são resultantes do contato inicial com a droga. Existem ainda outras consequências possíveis que surgem com o consumo prolongado. Esses efeitos a longo prazo do uso da cocaína são muito graves e podem prejudicar definitivamente a saúde do dependente químico.

Se você faz uso dessa substância ou quer ajudar alguém com esse problema, procure ajuda médica o mais rápido possível. Essa é a melhor maneira de evitar problemas ainda maiores.

Neste post vamos falar sobre alguns efeitos a longo prazo do uso da cocaína, explicar como cada um deles ocorre e mostrar se é possível reverter o quadro. Acompanhe!

Efeitos a longo prazo do uso da cocaína

À medida em que o consumo vai se intensificando e se tornando rotineiro, o corpo do usuário passa a tolerar cada vez mais a substância. Por isso, o viciado acaba achando necessário usar uma quantidade maior da droga para sentir os mesmos efeitos. Como a cocaína interfere no modo com o que o cérebro processa substâncias químicas, a pessoa tem a real sensação de que precisa da droga para se sentir bem.

Ao mesmo tempo em que isso ocorre, partes do cérebro que lidam com estresse se tornam mais sensíveis, trazendo sensações negativas quando o usuário não está sob o efeito da droga. A combinação desses dois efeitos faz com que a pessoa busque consumir cocaína com mais frequência e em maiores quantidades — esse abuso pode trazer impactos radicais à saúde. Veja quais são alguns deles.

Problemas cardíacos

Um dos efeitos rápidos do consumo da cocaína é a elevação da pressão sanguínea, aumento dos batimentos e vasoconstrição no cérebro e no corpo. É isso que dá ao usuário a sensação de picos de energia e também de ansiedade, estresse e paranoia. 

O uso prolongado da droga causa danos irreversíveis ao sistema cardiovascular. Esses impactos podem trazer diversos problemas como dor no peito, pressão alta permanente, taquicardia e arritmia, além de trombos, que são coágulos de sangue que se formam dentro das veias e podem causar embolia pulmonar, derrames e trombose.

Todos esses efeitos podem culminar em um ataque cardíaco, que hoje é a maior causa de morte entre usuários de cocaína — ele mata cerca de 25% dos usuários com idade entre 18 e 45 anos, de acordo com dados divulgados pelo Estadão.

Delírios

Um dos efeitos a longo prazo do uso da cocaína são os delírios, que não devem ser confundidos com alucinações. A segunda ocorre quando a pessoa escuta coisas que não existem e têm visões distorcidas. O delírio, por sua vez, tem a ver com síndrome de perseguição. O indivíduo passa a achar que está sempre sendo prejudicado de alguma forma, que está sendo perseguido ou que todos estão conspirando contra ele.

O delírio pode ser facilmente observado no dia a dia, quando, por exemplo, uma pessoa assiste ao noticiário e acha que todos os fatos mostrados podem lhe prejudicar. Outros delírios comuns são a sensação de culpa por grandes acidentes, desconfiança extrema e a crença de que seu pensamento pode interferir no de outras pessoas.

Tudo isso acontece como consequência do desequilíbrio químico do cérebro, causado pelo uso excessivo de algumas drogas, entre elas a cocaína. O tratamento para os delírios inclui o uso de medicamentos e psicoterapia. 

Transtornos psicóticos

Episódios psicóticos induzidos por drogas são comuns e esse é mais um dos efeitos a longo prazo do uso de cocaína. Para que uma crise seja considerada psicose, as alucinações e delírios precisam ser mais graves do que os que são observados normalmente quando o indivíduo consome substâncias ilícitas. Mesmo depois que o efeito da droga passa, a psicose ainda pode persistir por alguns dias e até semanas.

A psicose é um estado mental de perda de noção da realidade, geralmente acompanhada de alucinações, delírios, alterações na personalidade e problemas para realizar atividades cotidianas. Não é considerada uma doença, mas é um sintoma de transtornos mentais como a esquizofrenia, por exemplo. Segundo uma pesquisa feita por mais de 100 psicólogos espanhóis, sete em cada dez pessoas em quadro de vício sofrem desses transtornos. 

Problemas na dentição

Ao entrar em contato com os dentes e gengiva, a cocaína se transforma em uma solução ácida que provoca a erosão do esmalte dental. Isso quer dizer que o tecido duro que protege os dentes é prejudicado, o que pode causar dor e sensibilidade, além de comprometer a aparência. Segundo estudos, as principais alterações bucais dos usuários de cocaína são gengivite necrosante aguda, laceração gengival, graves problemas periodontais e até a perda dos dentes. 

O palato, popularmente conhecido como céu da boca, também tem chances de sofrer alterações como perfurações e fístulas. Esses problemas prejudicam tanto a articulação da fala quanto o regime alimentar do paciente.

O consumo da droga causa ainda um descontrole da musculatura mandibular, o que leva o usuário a ter o impulso de morder — como consequência, há o surgimento de pequenas rachaduras nos dentes, que podem se intensificar e resultar na perda deles. Caso o indivíduo aplique muita força ao ato da mordedura, também pode causar problemas no periodonto, que é o conjunto de tecidos que suporta o dente, o que também pode levar à perda.

Falta de nutrientes

Usuários de cocaína e suas derivações, como o crack, podem ficar muito debilitados por causa da perda de apetite, que é um dos efeitos da droga. Quando está sob o efeitos dessas substâncias, o indivíduo não sente fome e passa longos períodos sem comer.

Nos momentos de abstinência, quando o apetite é recuperado, é mais comum que consuma carboidratos, arroz e feijão, que são alimentos mais acessíveis. A falta de frutas, legumes e verduras na dieta somada aos dias de jejum podem trazer consequências graves à saúde, como deficiências nutricionais e empobrecimento do sistema imunológico.

Perda da capacidade analítica

A cocaína provoca pequenas lesões no cérebro de quem a consome, causando efeitos neurológicos cada vez mais intensos, como a morte de neurônios, segundo pesquisa. Alguns desses danos podem ser irreversíveis, como a perda de memória, dificuldade de concentração e falta de capacidade analítica.

Para evitar esses e outros efeitos a longo prazo do uso da cocaína, é muito importante procurar auxílio médico. É comum, em alguns casos, que a internação seja necessária para a desintoxicação — assim, o paciente recebe ajuda de uma equipe multidisciplinar especializada, como a do Hospital Santa Mônica, e aprende como se afastar das situações que favorecem o consumo de drogas.

Se você tem problemas com drogas ou quer ajudar alguém que esteja passando por isso, entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça melhor os serviços de reabilitação oferecidos pela instituição!

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