Você sabe quais são os perigos da dependência cruzada? Descubra!

O consumo regular de uma droga, sozinho, já causa danos à saúde. Frequentemente, além disso, o aumento da tolerância do usuário a ela e a necessidade de atingir as sensações proporcionadas, sejam de euforia, sono ou alucinação, por exemplo, faz com que muitas pessoas passem a recorrer também a outras drogas. Assim, então, se inicia a dependência cruzada.

Um caso comum é o provocado pelo consumo de álcool. No Brasil, segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, 36% da população declara beber álcool regularmente, mais de uma vez durante a semana. A partir dele, há usuários que, motivados pelo próprio ambiente, procurem também experimentar anfetaminas, heroína, maconha…

A dependência cruzada, como toda aquela relacionada a drogas, é extremamente prejudicial para a saúde e para a vida do paciente. Continue a leitura de nosso artigo abaixo e entenda quais são alguns dos riscos que ela acarreta.

Afastamento social

A dependência química tem a capacidade destrutiva de alterar os sentimentos e as ações dos dependentes, fazendo com que se afastem ou sejam afastados daqueles de seu convívio.

Em um ambiente familiar, por exemplo, comportamentos violentos e depressivos podem resultar em brigas que tornem o contexto ainda mais delicado. Na situação de dependência cruzada, os problemas são potencializados, já que agem os efeitos colaterais de duas ou mais drogas.

Depressão

O uso de drogas combinadas promove alterações danosas no sistema nervoso que podem tanto piorar quanto contribuir para o desenvolvimento de um quadro depressivo, especialmente em pessoas que já tenham predisposição genética.

Maconha, LSD, cocaína e álcool têm a capacidade de influenciar receptores de neurotransmissor de serotonina do cérebro. Assim, o corpo é levado a graves transtornos de humor, como a depressão.

Problemas no trabalho

O uso frequente de entorpecentes, combinados, além do afastamento social citado, afeta a produtividade e gera uma grande dificuldade de o indivíduo se concentrar em suas tarefas.

Assim, uma simples atividade da rotina de trabalho se torna uma tarefa complexa, na qual há grandes chances de falha. As drogas, afinal, levam a sintomas como confusão, desinteresse, irritabilidade e ansiedade.

Risco de overdose

Misturar entorpecentes faz com que o organismo receba uma alta quantidade de ingredientes maléficos a seu funcionamento. Hoje, por exemplo, o crack tem sido uma das drogas mais comuns em casos de dependência cruzada.

Barata e perigosa, a fórmula reúne cocaína, bicarbonato de sódio e amônia, em quantidades variáveis, além de outras substâncias adicionadas para aumentar seu volume que podem comprometer a capacidade órgãos como pulmão e rins, levando a uma overdose em pouco tempo.

A dependência cruzada, enfim, seja para suprir a abstinência de outra droga ou para amenizar efeitos colaterais da resistência desenvolvida por aquela de que o usuário já faz uso, é perigosa, mas pode ser tratada. Para isso, uma instituição psiquiátrica especializada, como o Hospital Santa Mônica, trabalha com equipe multidisciplinar apta a reabilitar o dependente químico e proporcionar a ele renovação de bem-estar.

Gostou de nosso artigo e deseja saber mais sobre o tema? Então entenda qual é a relação das drogas com problemas de infertilidade!

Carnaval e o consumo de álcool e drogas? Veja a relação!

O Carnaval é uma das festas mais populares da cultura brasileira e leva milhões de pessoas às ruas todos os anos. Em meio aos bailes, desfiles, fantasias e serpentinas, o consumo de álcool e outras drogas é uma prática comum, principalmente entre os jovens, que buscam maneiras de ficarem mais desinibidos e relaxados para aproveitar ao máximo os dias de folia.

Porém, a bebida alcoólica muitas vezes torna-se a protagonista quando sua ingestão é exagerada e irresponsável, e os hábitos dos brasileiros acabam contribuindo com esta situação. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão de álcool puro ao ano por pessoa no Brasil chegou a 8,9 litros em 2016, superando a média mundial de 6,4 litros.

Confira neste artigo qual é a relação entre o Carnaval e o consumo de álcool e outras drogas e veja dicas de como evitar exageros nos dias de folia e como procurar ajuda em caso de abuso dessas substâncias.

Qual a relação entre Carnaval e consumo de álcool e outras drogas?

A falta de políticas de prevenção é um dos principais fatores que contribuem para o consumo abusivo de álcool e outras drogas no Brasil, em especial durante a época de Carnaval. A comercialização desse tipo de bebida é feita sem um controle rígido em diversos estabelecimentos, como padarias e lojas de conveniência, e por vendedores ambulantes.

O uso dessas substâncias começa desde cedo, geralmente por incentivo de parentes e amigos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2015, 73% dos escolares na faixa etária de 16 a 17 anos já experimentaram uma dose de bebida alcoólica e cerca de 37% deles sofreram algum episódio de embriaguez na vida.

Além de trazer diversos prejuízos à saúde, o álcool é uma porta de entrada para o consumo de drogas ilícitas, que são encontradas com facilidade nos dias de folia. No início dos anos 1900, o lança-perfume se popularizou no Carnaval brasileiro e até hoje é usado como uma brincadeira entre os foliões. O ecstasy e o LSD são outras substâncias sintéticas de abuso bastante procuradas nessa época do ano.

Como evitar excessos durante os dias de folia?

O consumo de álcool durante o Carnaval pode ser feito de maneira responsável seguindo algumas orientações. A primeira delas é se alimentar e se hidratar com água antes ou durante o ato de beber, pois o álcool é absorvido mais lentamente, o que ameniza os efeitos negativos no organismo.

Os jovens menores de 18 anos não devem consumir bebidas alcoólicas tanto por questões legais quanto pelos riscos que o uso precoce traz para a saúde física e mental. Para as mulheres grávidas, a recomendação é a mesma, pois essas substâncias podem afetar a gestação e o desenvolvimento do bebê.

Quem faz uso de medicamentos também deve evitar o consumo de álcool devido às possíveis interações perigosas entre esse tipo de bebida e alguns remédios. A combinação entre beber e dirigir é outra questão bastante séria, pois os acidentes de trânsito aumentam durante o período de Carnaval.

Apesar de variar de pessoa para pessoa, estima-se que os homens podem consumir de 2 a 4 doses de bebida por ocasião com baixo risco; já as mulheres, de 1 a 2 doses. Cada dose corresponde de 10 a 12 gramas de etanol — uma latinha de cerveja ou uma taça de vinho.

O que fazer em caso de abuso de álcool e drogas?

Em um primeiro momento, as drogas causam sensações positivas, como bem-estar, euforia e desinibição. Porém, quando a metabolização dessas substâncias começa a cair, surgem os efeitos negativos, como sonolência, irritabilidade, perda de memória e dificuldade de tomar decisões.

Assim, a experiência deixa de ser prazerosa e pode ter consequências graves. O consumo excessivo de álcool ou outras drogas pode causar diversos problemas de saúde físicos e mentais, como depressão, ansiedade e vício. Por isso, a procura por ajuda especializada é essencial para diagnóstico e tratamento corretos.

O Hospital Santa Mônica possui uma Unidade de Dependência Química e conta com uma equipe multidisciplinar preparada para orientar os pacientes e seus familiares em casos de abuso dessas substâncias.

Esse conteúdo foi útil para você? Aproveite e compartilhe este artigo nas suas redes sociais para que seus amigos também possam aprender sobre essa relação entre álcool, drogas e carnaval!

Veja quais são os 5 principais efeitos das drogas no organismo!

drogas no organismo

Euforia, excitação, relaxamento e alteração da percepção da realidade são apenas alguns dos efeitos das drogas que fazem com que um indivíduo recorra a elas com mais urgência a cada novo uso.

A longo prazo, além desses sintomas, relacionados às propriedades de cada tipo, as drogas têm potencial para causar problemas no coração, pulmões, fígado e cérebro, impactando diretamente o sistema nervoso e gerando crises de abstinência após períodos maiores em que não são utilizadas.

Atualmente, as drogas podem ser divididas em naturais — como maconha e ópio, derivadas de plantas —, semissintéticas — heroína, cocaína e crack, feitas de componentes naturais, mas processadas —, e sintéticas — fabricadas completamente em laboratórios, tais quais ecstasy e LSD. Para saber mais sobre o tema e entender quais os maiores males ligados aos efeitos de todas elas, continue a ler nosso artigo a seguir!

1. Sensação de euforia

Causada especialmente pela categoria de drogas estimulantes, como cocaína e crack, a euforia ativa o sistema nervoso e faz com que o indivíduo tenha picos das sensações de excitação, poder e energia.

Com uma felicidade extrema e o sentimento de indestrutibilidade, perde-se até mesmo a noção de perigo. Eufórica, é comum que a pessoa queira realizar diversas atividades que levem à movimentação do corpo, como dançar em uma festa, praticar atividades físicas ou até mesmo realizar algum trabalho, muito mais desperta.

2. Relaxamento muscular e bem-estar

A sensação de relaxamento é principalmente causada por drogas depressoras, como a heroína e o álcool. Analgésicas e hipnóticas, podem levar o indivíduo a dormir com facilidade e tiram dele dores ou incômodos que sentia antes de utilizá-las.

3. Diminuição da capacidade de dirigir

O uso de drogas, de forma geral, altera as noções espaciais, o que se observa em todos os tipos: nas estimulantes, depressoras e alucinógenas. Mais especificamente nessas últimas, os sentidos ficam muito alterados e a mera possibilidade de dirigir qualquer veículo adquire um perigo letal.

4. Alucinações

As alucinações são efeitos das drogas perturbadoras. Entre elas, vale citar o LSD e ecstasy, muito consumidas por jovens em baladas e festas como raves. Suas sensações são tão desejadas nesses ambientes porque tendem a alterar cores, sons e a própria percepção da realidade.

Extremamente perigosas, podem tanto proporcionar muito prazer quanto muito medo, levando indivíduos a situações extremas.

5.Tristeza

Causada especialmente por drogas depressoras, a tristeza é um dos efeitos que levam à sensação ilusória de abandono e a uma condição de fragilidade emocional. É frequente que os indivíduos recorram a essas drogas até mesmo para lidar com momentos nos quais se sintam tristes e, com isso, acabem, pelo contrário, atenuando a situação.

Independentemente do tipo de droga e da dose utilizada, com o tempo e com o hábito, todas elas podem levar à perda de neurônios, a transtornos psiquiátricos e a riscos de overdose. Isso se deve ao fato de que todos os efeitos descritos são rápidos, o que faz com que os usuários desejem sempre mais e se tornem, com o tempo, dependentes químicos.

Para combater o problema, é necessário pedir ajuda! Uma equipe multidisciplinar, como a do Hospital Santa Mônica, pode interferir e atuar para desintoxicar o corpo do indivíduo, de forma a evitar crises de abstinência e restabelecer sua saúde física e mental.

Com apoio e compreensão da família e de pessoas queridas, somados aos esforços de médicos psiquiatras, psicólogos e enfermeiros, os efeitos das drogas tendem a ser minimizados e a dependência, combatida. Assim, o indivíduo entende que não está sozinho e retoma sua saúde e bem-estar de forma definitiva.

Tem alguma experiência ou dúvida a compartilhar sobre o tema? Então deixe seu comentário abaixo!

Conheça 4 dicas de como tratar o alcoolismo na terceira idade

alcoolismo na terceira idade

Muito se fala em abuso de álcool e outras drogas por crianças e adolescentes, mas este também é um problema frequente entre os idosos. O alcoolismo na terceira idade tem ganhado cada vez mais destaque por conta do envelhecimento da população mundial e das novas descobertas sobre os impactos negativos dessa substância na saúde.

Uma pesquisa realizada pela Datafolha mostra que 1% das mulheres e 9% dos homens brasileiros que estão na terceira idade consomem bebidas alcoólicas todos os dias. Já 7% das idosas e 16% dos idosos entrevistados responderam afirmativamente quando questionados se bebiam álcool pelo menos uma vez por semana.

Alguns sinais podem indicar o uso excessivo de álcool por idosos, como quedas repentinas, insônia, tremor, falta de apetite, irritabilidade e perda de memória. Porém, o diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar especializada para garantir um tratamento correto e eficaz. Confira neste artigo 4 dicas importantes de como enfrentar esse vício na terceira idade!

1. Busca por orientação e auxílio profissional

Como dito, a busca por orientação e auxílio profissional é indispensável para a escolha do tratamento mais adequado. Isso porque o alcoolismo na terceira idade pode ser causado por múltiplos fatores, como solidão, aposentadoria, viuvez, falta de perspectiva, opções de lazer restritas e comorbidade com outros problemas de saúde mental, especialmente ansiedade e depressão.

O diagnóstico apurado permite aos médicos traçar estratégias mais assertivas e específicas para tratar o alcoolismo e possíveis transtornos psiquiátricos associados, assim como avaliar a necessidade do uso de medicamentos e a indicação de psicoterapia para o idoso. Com isso, há grandes chances de a causa do vício ser identificada e eliminada, o que diminui os riscos de recaídas e piora do quadro clínico.

2. Atenção aos efeitos do álcool no organismo

Os efeitos do álcool são bastante expressivos no idoso, pois seu organismo apresenta várias limitações próprias do envelhecimento. O uso crônico pode levar ao desenvolvimento de problemas físicos, como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e distúrbios gastrointestinais, além de agravar transtornos mentais, como depressão, ansiedade, psicose, demência e Alzheimer.

Outro aspecto preocupante é que o álcool costuma ser um precursor do vício em outras drogas, como os medicamentos calmantes e antidepressivos. Por isso, o tratamento do alcoolismo na terceira idade também deve levar em consideração essas questões para que o paciente seja atendido de forma integral.

3. Participação em grupos de autoajuda

Os grupos de apoio ou autoajuda, como os Alcoólicos Anônimos (AA), são bastante indicados para que o idoso encontre um espaço de acolhimento, reinserção social, auxílio mútuo e compartilhamento de experiências. Esse tipo de atendimento aos dependentes de álcool facilita o acesso às informações e incentiva a adesão e a continuidade dos tratamentos disponíveis.

4. Apoio de amigos e familiares

A dependência química de álcool na terceira idade muitas vezes é detectada quando amigos ou familiares próximos começam a observar mudanças de comportamento e sintomas intensos desse problema. Contudo, muitos acreditam que se trata apenas de uma fase passageira, pois, em grande parte dos casos, o idoso já tinha o hábito de beber.

É importante ressaltar que abandonar o vício sozinho é extremamente difícil, por isso o apoio de pessoas queridas é essencial durante todo o processo. Além de conversar com o idoso sobre o problema, é preciso mostrar preocupação com o consumo excessivo e procurar ajuda de profissionais capacitados.

O Hospital Santa Mônica é referência na área de saúde mental e oferece programas de tratamento para a dependência química de álcool. Os pacientes idosos são acompanhados por uma equipe qualificada e participam de dinâmicas de grupo junto com sua família para enfrentar e superar as dificuldades.

Quer saber mais sobre alcoolismo na terceira idade e outros assuntos relacionados à saúde mental? Então, assine nossa newsletter e receba conteúdos gratuitos no seu e-mail

Saiba como identificar uma pessoa que tem vício em remédio!

vício em remédio

De acordo com a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), um organismo da ONU, o vício em remédio supera o consumo de drogas. O uso abusivo de medicamentos como calmantes, estimulantes e tranquilizantes traz graves consequências à saúde e, por isso, pessoas com esse hábito precisam de ajuda o mais rápido possível.

Desse modo, preparamos este post para ajudar você a identificar alguém que está dependente da ingestão de medicações. Continue a leitura!

Como identificar alguém com vício em remédio?

Pessoas viciadas em medicamentos apresentam comportamentos característicos que facilitam a identificação de um quadro de dependência. Confira a seguir alguns sinais que podem indicar esse problema!

Mudança de comportamento

Normalmente, o indivíduo direciona suas ações para encontrar algo que justifique a sua necessidade de ingerir remédios. Sinais físicos pouco significantes como mal-estar gástrico ou uma fraca dor de cabeça são motivos para a automedicação.

Além disso, visitas constantes a consultórios médicos para conseguir receitas também são um indício.

Abstinência

Ao passar um período sem consumir remédios diariamente, a pessoa pode demonstrar inquietação, dores nos músculos e ossos, insônia, sensação de frio interno etc. Isso ocorre porque o organismo, que já estava acostumado com a substância, sente falta das doses de medicação e se manifesta com reações físicas.

Necessidade de aumentar a dose de medicamentos

Após tomar por determinado período a mesma dosagem de remédio, o corpo adquire uma tolerância aos componentes e não proporciona a mesma sensação de antes. Com isso, é necessário aumentar a quantidade da medicação para que o bem-estar seja sentido novamente.

Utilização indiscriminada de remédios

Nesse caso, o indivíduo ingere medicamentos por conta própria ou com prescrição médica, porém, não respeita os intervalos de uso nem a dose recomendada, o que provoca consequências graves como as que serão explicadas a seguir.

Quais as consequências do uso descontrolado de medicamentos?

Abaixo, listamos quais são os principais problemas que afligem as pessoas viciadas em remédio. Acompanhe!

Intoxicação

Segundo dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o consumo de medicamentos é a principal causa de intoxicação. Isso porque superdosagens resultam no acúmulo de componentes no organismo, o que provoca alterações na pupila, alucinações, diminuição da pressão, vômitos etc.

Interação medicamentosa

Esse problema ocorre a partir da ingestão de diferentes tipos de fármacos. Com a mistura das substâncias, é possível que haja exacerbação de reações adversas leves, moderadas ou graves que podem levar à necessidade de hospitalização.

Por que é importante buscar ajuda especializada?

Qualquer tipo de vício traz danos à saúde, e quando se trata do consumo exagerado de medicamentos o resultado pode ser fatal para o indivíduo. Por esse motivo, torna-se fundamental contar com uma instituição de referência como o Hospital Santa Mônica para que uma equipe multidisciplinar especializada e capacitada possa intervir de modo a proporcionar o restabelecimento da qualidade de vida e bem-estar.

Perceba então que o vício em remédio não deve ser tratado como um problema simples, visto que consequências graves e irreversíveis são geradas. Esteja atento aos sinais que indicam esse quadro.

E aí, gostou deste post? Conhece alguém com os sintomas do vício em remédio? Então, fale com o Hospital Santa Mônica e busque ajuda!

Como lidar com o excesso de álcool no fim de ano?

excesso de álcool

O mês de dezembro sinaliza o início de um período de festas em que as pessoas se reúnem com suas famílias, amigos e colegas de trabalho ou de estudos para celebrar o encerramento de mais um ano. Durante a época, contudo, em tantas reuniões, é comum que haja consumo em excesso de álcool, e o hábito requer cuidado.

Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão alcoólica crítica é responsável por cerca de 5% de todas as doenças globais. Em 2016, mais de três milhões de pessoas faleceram por causas relacionados ao uso nocivo de álcool.

Não é à toa, a substância tem forte efeito sobre o organismo e pode afetar funções cerebrais, o que leva a casos de dependentes químicos. Continue a ler nossa publicação a seguir e entenda por que e como não exagerar no próximo fim de ano, além de saber de que forma lidar se houver excesso de álcool consumido.

Sintomas de abuso do álcool

Você chega a mais um Natal em família e começa a beber socialmente para acompanhar parentes queridos que há muito não encontrava. Aos poucos, de uma inocente cerveja passam a uma taça de vinho e começam a somar outras bebidas.

Rapidamente, a confusão mental e as alterações na voz e no equilíbrio são experimentadas. Identificou-se com essa situação? Pois saiba que ela é bem comum e caracteriza um momento típico em que os primeiros sintomas de excesso de álcool se apresentam.

Ao lado deles, destacam-se sensações como enjoo, confusão mental, sonolência, convulsões, diminuição da frequência cardíaca e comprometimento do equilíbrio, o que leva a uma total ausência de reflexos. Além do enjoo, é comum que muitas pessoas, embriagadas, vomitam e sintam forte mal-estar digestivo, causado pelos compostos do álcool.

Riscos de excesso de álcool em festas

O abuso do consumo alcoólico é prejudicial em quaisquer momentos da vida, mas durante as festas de fim de ano ele requer ainda mais atenção: tanto por ser comum quanto por ter potencial de causar problemas como discussões e até emergências psiquiátricas, em casos de pacientes que já têm histórico de dependência química ou transtornos mentais.

Ao abusar, o cansaço e disfunção cognitiva podem impedir que confraternize do modo com que gostaria com quem você ama, já que tem a capacidade de se comunicar limitada e pode até exagerar ao expor alguma opinião.

Outros problemas, como blecaute alcoólico, também conhecido como amnésia alcoólica, ocasionam perda de memória após algumas doses de bebida e deixam o indivíduo em situação de vulnerabilidade contra ele e contra todos que estiverem a seu redor. Favorecem-se, assim, reações violentas e impulsivas, pouco saudáveis ao ambiente de confraternização do fim de ano.

Dependentes químicos e as festas de fim de ano

Quem já apresenta um quadro anterior de dependência química requer atenção e ainda mais cuidado, já que nas reuniões é difícil controlar o acesso a álcool. Ademais, o período do final do ano, por si, pode gerar melancolia e sensações que tornem um copo de destilado ainda mais tentador a quem sente angústia pela situação.

É importante, nesses casos, que familiares e amigos fiquem ao lado de quem tem dependência do álcool e conversem com a pessoa, a fim de mantê-la mais calma diante da situação.

Caso ainda assim haja uma crise, com reações violentas, como surtos, automutilação e tentativas de suicídio, a remoção conduzida pela equipe de um hospital psiquiátrico é capaz de auxiliar.

Lança-perfume: um dossiê completo sobre a droga

lança-perfume

Conhecido popularmente como loló, o lança-perfume surgiu como uma brincadeira para animar blocos de carnaval e festinhas, onde os participantes borrifavam uma “mistura perfumada” no ambiente.

Porém, esse “cheirinho” se popularizou mundo afora e alcançou outra proporção, já que é um dos entorpecentes mais consumidos pelos jovens. O lança-perfume foi reformulado e está ainda mais perigoso, o que o coloca em um patamar que preocupa a saúde pública.

Quer saber mais sobre o lança-perfume? Confira, então, como essa droga age no organismo, os efeitos colaterais que provoca e as principais formas de tratamentos disponíveis. Acompanhe!

O que é lança-perfume?

O lança-perfume é uma droga em forma de solvente inalante. Ela é introduzida no organismo por meio da aspiração pelo nariz ou pela boca. Os solventes são substâncias químicas altamente voláteis, isto é, seu processo de evaporação é muito rápido.

Para atrair mais adeptos, o loló tem um cheiro adocicado e propositalmente agradável. O intuito é fazer com que as pessoas aspirem suas substâncias, fiquem entorpecidas e desejem cheirar mais e mais.

Os efeitos do lança-perfume duram entre de 15 e 40 minutos. Isso torna o uso da droga viciante e altamente prejudicial à saúde, visto que os usuários precisam utilizar cada vez mais droga para manter a euforia provocada por ela. Essa tendência alimenta um ciclo vicioso e eleva os riscos de comprometimento mental e físico.

Como surgiu o lança-perfume?

O lança-perfume alcançou popularidade no Brasil após ser importado da Argentina, desde o início do século XX. Os primeiros indícios do uso dessa droga ocorreu de forma coletiva no carnaval do Rio de Janeiro em 1906. Depois disso, o “cheirinho da loló” tornou-se popular como símbolo do carnaval carioca.

Originalmente, o lança-perfume era vendido livremente em frascos dourados e utilizado — até de forma inocente e comum — em diversos estados brasileiros durante o carnaval. Para tornar o ambiente agradável, perfumado e animar a festa, o produto era esguichado entre os foliões.

Porém, depois de sua reformulação, o loló passou a ser inalado como uma droga e seu uso foi difundido, principalmente entre o público mais jovem.

Assim, hoje o lança-perfume é uma das drogas na juventude que mais representam problemas, já que inicialmente, seus efeitos parecem inofensivos. No entanto, ela pode causar dependência física, psicológica e danos irreversíveis à saúde.

A alta popularidade e aceitação da droga estimulou a produção de novas fórmulas. O loló é produzido com cheirinho de coco, morango, cereja, chiclete e diversos aromas. É muito fácil de conseguir essas substâncias, porém, as chances de viciar o consumidor também são elevadas, assim como o risco de provocar a morte.

Ultimamente, o lança-perfume está ganhando novos adeptos na periferia de grandes metrópoles como São Paulo. O baixo custo e a facilidade de acesso contribuem para aumentar a propagação do entorpecente, principalmente entre escolares e moradores de rua.

Contudo, em alguns países da América Latina, o lança-perfume é empregado para finalidade analgésica e nem é considerado uma droga. Mas no Brasil, o uso e o tráfico do produto são considerados crime. Mesmo assim, a droga é bastante popular em festinhas universitárias, blocos de carnaval e em bailes funk.

Qual a composição do lança-perfume?

Essa droga é resultante da mistura de diversas substâncias como éter, clorofórmio, cloreto de etila e essência perfumada. O produto final é embalado em um tubo de alta pressão para facilitar a propagação no ar.

Portanto, o lança-perfume é um composto químico inalante produzido sob pressão dentro de tubos. O objetivo é fazer com que, ao entrar em contato com o ar, a substância evapore rapidamente. Os usuários que aspiram vários jatos sequenciais da droga ficam baratinados.

Existe também uma variante do lança-perfume que é composto por uma mistura química baseada em fluido de isqueiro com o B-25. Esse último é uma cola utilizada em superfícies acrílicas, e que pode ou não ser diluída em solventes como thinner.

Essa combinação de substâncias de uso industrial — solventes para remover adesivos e tintas — potencializa os efeitos do lança-perfume e torna a droga muito perigosa. Em sua produção, os aromatizantes são incluídos para amenizar o cheiro da cola e dos solventes.

Originalmente, o lança-perfume era produzido apenas com éter e aromatizante. Os efeitos eram rápidos e o risco de dependência eram menores. Atualmente, a produção da droga atingiu outro patamar, e os químicos utilizam elementos prejudiciais e viciantes na formulação.

Como é a ação dessa droga no cérebro?

O nível de uso do lança-perfume depende do objetivo do usuário e também da resistência do organismo dele aos efeitos da droga. Como o efeito dura somente alguns minutos, muitos consumidores necessitam utilizar doses contínuas e cada vez mais fortes.

Alguns usuários costumam molhar lenços com o líquido para facilitar a inalação. Essa prática é mais comum durante o uso individual ou por adolescentes que usam entorpecentes em casa, mas escondido dos pais ou responsáveis.

O uso excessivo de loló provoca intoxicação cerebral e os sintomas são semelhantes àqueles das drogas mais pesadas como cocaína e heroína, por exemplo. O indivíduo pode apresentar prejuízo da capacidade crítica, reflexiva ou ter um surto psicótico.

Em longo prazo, comprometimento e retardo das funções psicomotoras também acontecem. O consumidor torna-se mais vulnerável a quedas, atitudes violentas ou ações inconscientes, e que colocam em risco sua integridade física e a de outras pessoas.

Quando o lança-perfume é utilizado junto com bebidas alcoólicas, seu efeito tóxico e o risco de morte são bem maiores. Nessa situação, o indivíduo pode entrar em coma, sofrer parada cardíaca ou ter lesões cerebrais graves e irreversíveis.

Como o lança-perfume afeta as funções do organismo?

Em doses muito elevadas por inalações repetidas, os efeitos do lança-perfume são comparados com os de drogas mais potentes como crack, cocaína e heroína.

O uso costumeiro e excessivo dessas substâncias intoxica o organismo e afeta as funções dos órgãos mais importantes. Rim, coração e cérebro são os primeiros a perder a vitalidade e abrir as portas para o surgimento de múltiplas complicações.

Ainda que tenham composições diferentes, a dinâmica das substâncias entorpecentes é bem parecida. Ou seja, todas as drogas interagem de modo muito semelhante e afetam o trabalho dos mensageiros químicos cerebrais.

Em sua maioria, as drogas provocam o desequilíbrio funcional de hormônios, enzimas e de outros elementos que coordenam o metabolismo.

Desse modo, os entorpecentes expressam seus efeitos sobre o controle emocional do indivíduo e, por conseguinte, contribuem para o surgimento de comorbidades ou de doenças específicas. Algumas consequências surgem imediatamente, enquanto outras vão aparecer anos mais tarde.

Outras questões pessoais, principalmente relativas à vida afetiva, sexual e profissional também ficam comprometidas. Essas alterações comportamentais são perceptíveis tão logo o indivíduo inicia o uso de tóxicos como o lança-perfume.

Por isso, convém orientar o usuário a buscar ajuda o quanto antes. O tratamento precoce e a devida orientação profissional são imprescindíveis para ajudar alguém nessa situação. Sozinho, nem sempre o dependente químico conseguirá vencer o vício e voltar ao convívio social.

O lança-perfume causa dependência química?

Como a apresentação do lança-perfume é em forma de solvente inalante, essa substância é absorvida pela mucosa pulmonar, cuja rede de capilares a levam até os rins, fígado e alcançam o sistema nervoso.

Um dos efeitos da droga é a liberação de adrenalina, um hormônio que acelera a frequência cardíaca. Com isso, o usuário experimenta uma falsa sensação de euforia, alegria e desinibição. Essa fase de excitação dura alguns minutos e, assim que passam os efeitos da droga, novas doses são consumidas.

Logo, quando comparada a outras substâncias mais pesadas, a duração do efeito do loló é passageiro, mas os efeitos são duradouros e perigosos. O uso prolongado pode viciar o usuário, torná-lo refém da substância e comprometer sua qualidade de vida em vários aspectos.

Quais são os efeitos colaterais do lança-perfume?

Nas festas raves, universitárias, baladas e bailes funk, o uso do lança-perfume é incentivado a todos os participantes. A droga é “lançada” coletivamente e, quem está presente não consegue escapar da aspiração tóxica.

Essa é uma das táticas para promover a adesão de mais jovens ao consumo de uma droga barata e de fácil acesso. Os usuários experimentam euforia repentina, sensação de alegria e de hiperatividade. Muitos ficam acelerados, verbalizam palavras sem sentido e dão gargalhadas exageradas e sem motivo.

No entanto, esse bem-estar (ilusório) vem acompanhado de perturbações motoras, auditivas e visuais. Também contribui para a perda do autocontrole emocional, o que pode deixar o consumidor bastante agitado e agressivo.

A inalação dessa substância tóxica atinge o sistema nervoso central e causa sintomas imediatos como aceleração cardíaca, tremores das extremidades, desequilíbrio postural e perda da memória.

A euforia da droga também gera a estranha sensação de “estar voando”. Contudo, o uso constante desses entorpecentes provoca a destruição irreversível das células cerebrais, chamadas neurônios. Também surgem alucinações e psicoses, fadiga, insônia, náuseas e crises depressivas.

Logo, os efeitos dos solventes variam desde um estímulo inicial excitatório e eufórico até o comprometimento dos órgãos nobres. Eles afetam ainda o processo respiratório, causando a sensação de asfixia semelhante a um estrangulamento.

Entre os efeitos do loló, o mais predominante entre os jovens é a depressão do cérebro: a aspiração repetida de solventes provoca a destruição das células cerebrais, conhecidas como neurônios. Consequentemente, há a evolução rápida para problemas de memória, de aprendizagem e desequilíbrio mental.

Em longo prazo, surgem lesões na medula óssea, comprometimento hepático, renal e dos nervos periféricos que coordenam a musculatura. O usuário torna-se apático, desinteressado pela vida e começa a alimentar ideações suicidas.

Em doses altas, a inalação do loló provoca irritabilidade, agressividade, inquietação, perda da consciência, descontrole da fala e ataques de pânico. Dependendo do estado físico do usuário, a baixa imunidade pode levar a crises convulsivas e ao óbito por derrame cerebral ou insuficiência respiratória.

Além desses, existem diversos sintomas que surgem em longo prazo. Confira!

  • insônia;
  • automutilação;
  • arritmia cardíaca;
  • ansiedade excessiva;
  • dores de cabeça e na nuca;
  • intensa sensação de ressaca;
  • comportamento agressivo e violento;
  • náuseas, vômito e mal-estar generalizado.

O lança-perfume pode provocar overdose?

A overdose pode ocorrer pelo uso excessivo de qualquer substância tóxica e que coloca em risco o organismo. Seja ela lícita, como os medicamentos, ou ilícitas, como as drogas. Assim, o lança-perfume também pode provocar overdose e comprometer todas as funções do corpo.

A overdose resulta do abuso constante de substâncias tóxicas ou após a fase de abstinência, quando o indivíduo se torna ávido pela droga. Todos os elementos consumidos pelo organismo são metabolizados no rim e no fígado. Esses órgãos têm a função de realizar a limpeza e eliminar a toxicidade de alguma substância nociva.

Entretanto, quando as doses da droga são elevadas e contínuas, esses órgãos não conseguem processar essa eliminação em tempo. Com isso, ocorrem danos severos ao próprio órgão e ao cérebro, já que este também fica com a capacidade funcional prejudicada.

Mas os prejuízos não se limitam aí: o coração força os batimentos cardíacos, a pressão arterial é elevada e ocorre a sudorese como tentativa de eliminar a toxicidade. A somatória desses sintomas — típicos da overdose — resultam em náuseas, tonturas, desmaios e pode evoluir para óbito.

Vale destacar que o estado emocional, a alimentação insuficiente e a falta de sono deixam o organismo debilitado e concorrem para o risco de quadros de overdose.

Se você conhece algum usuário de lança-perfume ou de alguma outra substância entorpecente, observe os sinais que podem indicar a overdose:

  • sudorese das extremidades (mãos e pés);
  • crise convulsiva, acompanhada de confusão mental;
  • fala descoordenada, agressividade e descontrole postural;
  • fortes dores de cabeça, que se irradiam para a nuca e ombro;
  • agitação intensa, dificuldade para respirar e coração acelerado;
  • confusão mental; verbalização sem sentido e picos de alucinação.

Como socorrer alguém com overdose de lança-perfume?

A overdose é considerada uma condição clínica gravíssima e, devido ao risco de morte, a intervenção emergencial é necessária. Por isso, diante dos sintomas suspeitos de crise, o ideal é encaminhar imediatamente o paciente para um hospital mais próximo.

Esse socorro imediato é importantíssimo para minimizar o risco de complicações, principalmente decorrentes da dificuldade respiratória e da lesão de áreas cerebrais.

Se o indivíduo estiver em locais de difícil acesso ou longe de pronto-socorro, convém adotar alguns cuidados e vigiar os sinais vitais com frequência. Nesse caso, a melhor conduta se resume nas seguintes ações:

  • não dê nenhum líquido, alimento ou remédio;
  • procure mantê-lo acordado até a chegada do socorro;
  • acalme a vítima e a mantenha em local arejado e fresco;
  • não force vômito, pois a vítima pode engasgar e se sufocar;
  • não dê álcool ou nenhuma outra substância para ela cheirar;
  • se a vítima desmaiar, deite-a lateralmente e vire-a para o lado esquerdo dela para facilitar a respiração e evitar engasgos.

Quais as fases do tratamento para o lança-perfume?

A completa reabilitação mental e física exige uma intervenção multidisciplinar e integral. As fases que envolvem o tratamento contra o vício do lança-perfume são:

Uso de medicamentos

O uso de remédios objetiva minimizar o desconforto causado pelo processo de limpeza do organismo. A desintoxicação estabiliza o paciente e permite que ele tenha condições de avançar para a próxima fase terapêutica.

Nesse período, o efeito das medicações é avaliado e monitorado pela equipe multiprofissional. Devido à instabilidade emocional do usuário, remédios ansiolíticos e antidepressivos podem ser necessários.

Fase de reabilitação

É a fase do tratamento em que o paciente participa de sessões de terapias individuais ou em grupos. O apoio psicológico é fundamental para ajudar o usuário a modificar seu comportamento e se livrar do domínio de álcool e drogas.

Diversas modalidades terapêuticas são empregadas para essa finalidade: consultas psicológicas, aconselhamento familiar, aprendizado e análise crítica sobre o processo de dependência química são as mais importantes.

Familiares e amigos precisam apoiar o indivíduo nesses momentos difíceis. O uso de drogas está aumentando entre adolescentes e jovens. Muitos recorrem aos tóxicos por influência do estilo de vida moderno, e de conflitos que deixam as pessoas cada vez mais isoladas, solitárias e carentes de atenção.

Fase de abstinência

Uma das vantagens do tratamento em um hospital psiquiátrico é o apoio integral ao usuário durante a fase de abstinência. Esse momento exige supervisão médica, já que os efeitos do consumo do lança-perfume podem provocar reações imprevisíveis.

Nesse período, a avidez do organismo pela droga gera alterações comportamentais e doenças físicas. Irritabilidade, inquietação, insônia e mal-estar são os sinais de abstinência mais comuns.

Prevenção de recaídas

Diferentes estratégias podem ser aplicadas conjuntamente a fim de auxiliar o usuário a manter-se firme em seu propósito. A psicoterapia individual, em grupo ou acompanhada dos familiares torna-se um importante suporte nesses momentos tão delicados.

O processo de reabilitação exige uma mudança de comportamento e a adoção de um novo estilo de vida. A integração com outros pacientes, a participação nos grupos de apoio — e a presença de uma equipe especializada em recuperação da saúde mental — acentuam as chances de sucesso no tratamento.

O que fazer em caso de surto psicótico por uso de lança-perfume?

O surto psicótico é um quadro de instabilidade mental resultante do uso de altas doses de substâncias entorpecentes, como droga e álcool. Cada tipo de droga pode gerar efeitos diferentes e ações imprevisíveis.

No entanto, os efeitos do surto psicótico provocado pelo abuso de lança-perfume variam bastante. Depende, entre outros fatores, se houve consumo concomitante de outras substâncias, e também da condição psicológica do usuário.

Nessas circunstâncias, o ideal é buscar ajuda médica urgente. Por isso, não se deve consumir drogas sozinho, já que em situações emergenciais assim, é necessário alguém sóbrio para buscar socorro.

O surto psicótico resultante do uso de lança-perfume provoca reações muito perigosas, já que as alucinações da droga expõem o indivíduo ao risco de morte. Esse quadro é extremamente preocupante e exige a necessidade de tratamento psiquiátrico.

Por que os tratamentos de desintoxicação devem ser feitos em um hospital?

Os pais ou responsáveis pelos dependentes químicos devem procurar auxílio profissional logo no início do problema. Porém, nem sempre isso acontece, o que contribui para agravar a dependência e piorar os sintomas da intoxicação.

Infelizmente, a maioria dos usuários só busca ajuda com alto grau de dependência. A ausência de intervenção precoce dificulta o tratamento e gera graves complicações à saúde. Nessas condições, é preciso internação e o acompanhamento integral para garantir a recuperação.

O tratamento da dependência química exige critérios específicos como a determinação pessoal do usuário de drogas e um ambiente propício ao alcance desses objetivos.

Além disso, as fases da desintoxicação exigem apoio médico e de outros profissionais que complementam esse trabalho. O acompanhamento multiprofissional possibilita o monitoramento e assegura o suporte psicológico necessário à reabilitação do paciente.

Na fase de abstinência, muitos usuários podem desenvolver sintomas psiquiátricos potencialmente ameaçadores para si e para os outros. Em um hospital, se ocorrer a manifestação desses sinais, imediatamente o médico prescreverá uma medicação de controle.

Logo, além de assegurar uma recuperação integral, a internação hospitalar é uma medida de proteção à integridade física e mental. Além disso, para promover condições reais de reabilitação, o usuário deve ser afastado de ambientes ou de locais de consumo usual de drogas.

A mudança comportamental requer uma reestruturação de atitudes que sinalize uma nova visão da vida. Para atingir essa meta é preciso um suporte profissional adequado, e que auxilie o paciente a reverter as crises emocionais durante o tratamento contra a dependência química.

Nesse sentido, a internação em uma instituição especializada é um caminho que possibilita a reestruturação da vida do paciente antes do retorno ao ambiente familiar e social.

Percebe-se, então, que os prejuízos resultantes do abuso de lança-perfume exigem a busca de apoio profissional urgente. A intervenção precoce — sobretudo a internação hospitalar — representa maiores chances de reabilitação integral da saúde mental e física do indivíduo.

Logo, os riscos decorrentes do consumo de lança-perfume sugerem a necessidade de atenção especial. Os responsáveis pelos dependentes químicos devem auxiliá-los e apoiá-los nessa batalha tão difícil de ser vencida sozinho. É preciso acreditar que há um novo caminho, e novas perspectivas.

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Qual é a relação entre o consumo de drogas e problemas de fertilidade?

Drogas e Fertilidade

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 15% da população do mundo sofre com problemas de fertilidade, e o consumo de drogas lícitas e ilícitas é responsável por uma parcela considerável desses casos. As substâncias químicas presentes nas drogas atuam de diferentes formas no organismo, o que pode provocar distúrbios que impedem ou dificultam a reprodução de homens e mulheres.

Neste artigo, explicaremos melhor por que dependentes químicos têm grandes chances de se tornarem pouco férteis, bem como abordaremos se é possível reverter a situação. Continue a leitura e entenda!

Quais drogas ocasionam problemas de fertilidade?

Determinadas substâncias químicas interferem diretamente no sistema reprodutor masculino e feminino. Abaixo, listamos algumas drogas que trazem essa consequência ao usuário. Veja!

Álcool

É uma das drogas lícitas mais consumidas pela população. Embora muitas pessoas acreditem que seus efeitos não são tão prejudiciais quanto o de substâncias ilícitas, essa bebida também pode gerar problemas de fertilidade tanto no homem quanto na mulher.

Nos homens, o álcool reduz os níveis de testosterona — um dos mais importantes hormônios masculinos — e diminui a qualidade e quantidade dos espermatozoides. Além disso, o desejo sexual também é reduzido, o que pode levar à impotência em decorrência dos danos causados aos nervos da ereção.

Já nas mulheres, altera a libido, a produção hormonal, bem como interfere na ovulação e saúde dos gametas.

Maconha

A maconha prejudica o sistema reprodutor masculino, pois reduz o volume de sêmen e também a qualidade dos espermatozoides. Assim, quando essas células chegam à cavidade uterina, perdem a força e não conseguem se aproximar do óvulo, o que impede a fecundação.

No corpo feminino, os efeitos dessa droga altera o número de óvulos e diminuem a libido.

Cocaína, heroína e crack

Essas drogas podem provocar, inclusive, a infertilidade, se usadas por tempo prolongado. Em mulheres, gera irregularidade menstrual, diminui a reserva ovariana, disfunção ovulatória e, consequentemente, compromete de forma grave a capacidade de engravidar.

Nos homens, aumenta o número de espermatozoides defeituosos e reduz de maneira considerável a libido.

O problema é permanente?

Normalmente, os problemas de fertilidade originados pelo consumo de drogas são reversíveis. Entretanto, é necessário que o tratamento seja realizado precocemente para evitar que os danos sejam maiores.

A conduta deverá ser escolhida por um profissional capacitado, que analisará de forma individual o caso e determinará o que deve ser feito.

Por que é importante buscar ajuda médica para solucioná-lo?

O médico conduzirá a situação da melhor maneira possível e levará em consideração todos os fatores desencadeantes do problema para que uma solução eficaz seja determinada. Por isso, é muito importante contar com um bom profissional para que a possibilidade de reversão do caso seja maior.

Perceba então que os problemas de fertilidade gerados pelo consumo de drogas devem ser tratados o quanto antes para que não se tornem permanentes. Vale ressaltar que o ideal é não apenas procurar especialistas para reverter a situação, mas também buscar orientação para que a dependência química seja superada.

Gostou deste post? Então, aproveite para entender também a relação drogas versus doenças e saber por que ela pode ser fatal!

O que é pó de macaco? Entenda tudo sobre a super droga e seus efeitos

pó de macaco

Originária de uma mistura de substâncias alucinógenas extraídas de plantas africanas, o pó de macaco é uma droga potencialmente perigosa. Umas das principais características que a diferencia dos demais entorpecentes é o efeito analgésico provado.

Essa analgesia — que é a ausência de dor —, somada às alucinações provocadas pela droga, causam efeitos imprevisíveis. Após o consumo, muitos usuários se jogam na frente de carros, pulam de prédios e praticam a automutilação.

Logo, mediante os riscos relacionados ao uso dessa substância, conhecer a origem, a composição, os efeitos e as alternativas de tratamento contra o pó de macaco pode salvar muitas vidas. Confira essas e outras informações neste guia. Boa leitura!

O que é o pó de macaco?

Essa droga é conhecida pela sigla MDPHP, nome científico da molécula química mais importante que origina a substância. No Reino Unido, a droga está inserida na classe B. No Brasil, ela é classificada como uma das mais perigosas.

O pó de macaco é muito semelhante a uma substância conhecida como “sais de banho”, cuja base principal é a MDPV. Essa droga é comercializada sob a forma de cristais ou de pó branco, que pode ser diluído ou ingerido.

Ambas as drogas contêm em sua composição uma substância extraída das plantas khat, originárias da África Oriental, mas que também são cultivadas na península arábica.

A substância básica da droga é conhecida como catinona, cuja ação é promover a liberação da dopamina, um dos hormônios com potente função estimulante do sistema nervoso central.

Trata-se de um entorpecente com efeito analgésico e que provoca alucinações praticamente instantâneas. A rápida ação da droga leva o usuário à perda do julgamento de valor e ao desequilíbrio das faculdades mentais.

Com isso, a analgesia proporcionada pelo consumo desse tipo de tóxico expõe o indivíduo ao maior risco de morte: como ele não sente dor, a droga provoca delírios que levam à mutilação ou à ideação suicida.

Essas características tornam seus usuários completamente imprevisíveis e uma ameaça para si e para outros de seu convívio familiar ou social. Sob efeito dessa substância, os dependentes químicos fazem coisas estranhas, como morder pessoas e invadir residências alheias.

Além do mais, os efeitos do pó de macaco pode durar até 4 dias. Segundo a TV americana BBC, na Inglaterra e nos EUA, a droga já se tornou uma epidemia, e que tem resultado em graves prejuízos, não só aos usuários, como também à ordem social. No Brasil, também provoca impactos semelhantes.

Essa situação preocupa as autoridades, tanto da área de saúde como de segurança pública. Devido ao baixo custo, a droga está sendo muito difundida entre crianças, jovens e adultos, independentemente da classe socioeconômica.

Qual é a origem e a composição da pó de macaco?

Inicialmente, o pó de macaco foi produzido em fazendas africanas e em regiões da península arábica a partir de uma planta chamada khat. O efeito analgésico e o baixo custo logo garantiram o “sucesso” desse entorpecente fabricado à base das catinonas sintéticas.

Em alguns lugares, a droga chega a ser comercializada até mais barata que o crack. Isso facilita a sua disseminação, principalmente entre moradores de rua ou jovens sem ocupação.

O entorpecente já circula pelo Brasil, sobretudo nas grandes metrópoles. No entanto, ainda há bastante dificuldade para as autoridades — e as equipes de saúde — identificá-lo. Isso porque a droga é fabricada pelos próprios usuários em laboratórios clandestinos e vendida com nome disfarçado para dificultar a apreensão.

Em sua fabricação, além da substância analgésica básica de sua composição, são adicionados diversos elementos que, às vezes, não são nem identificados.

Assim como na fabricação de outras drogas, os químicos alteram a fórmula do entorpecente para que os efeitos sejam percebidos mediante o uso de uma menor quantidade possível.

Além de aumentar o efeito alucinógeno, o objetivo maior dos produtores é baratear o custo e propagar o consumo dessa substância.

Com isso, os produtores acrescentam elementos como querosene, ácido de bateria, remédio para matar rato e outros similares em sua composição. O pó de macaco é comercializado, em geral, misturado com a maconha sintética Spice ou K2, mas pode ter outros nomes também.

Como a sua fórmula real é desconhecida, o usuário não tem ideia clara de que tipo de substância química está ingerindo. Também não é possível prever quais serão os efeitos dessa droga, pois isso pode variar também de acordo com o nível de uso de cada consumidor.

Os efeitos da droga duram quanto tempo?

Diante do desconhecimento dos elementos que compõem essa mistura alucinógena, há um grande perigo de confundir as crises de alucinação causadas pelo consumo dessa droga com doenças psicológicas.

Quanto ao tempo de duração dos efeitos, enquanto o crack dura cerca de uma hora, o pó de macaco pode perdurar de 24 horas até 4 dias. Durante esse tempo, os usuários ficam o tempo todo sob efeito dessa substância, que pode gerar graves complicações como irritabilidade, ansiedade, distúrbios do sono e transtornos de personalidade.

Assim, estamos diante de uma droga extremamente potente, perigosa e com um grande potencial para viciar o usuário logo nas primeiras experiências. Como ocorre com a dinâmica de todos os entorpecentes, essa substância age primeiramente enquanto um estimulante cerebral, e depois surgem as alucinações e a analgesia.

O consumo dessa droga provoca dependência extrema, e de forma muito rápida e descontrolada. Por isso, o consumo prolongado desse tipo de tóxico resulta em alterações físicas e psicológicas graves, além de acentuar o risco de lesões hepáticas, renais e tendências a ideações suicidas.

Dada a gravidade desse problema, conhecer o mecanismo de ação da droga no organismo e saber identificar os principais sintomas é imprescindível. Isso é importante para auxiliar alguém sob suspeita do uso dessa substância que representa tanto danos à saúde.

Como essa droga age no cérebro?

A substância derivada das catinonas age diretamente nas áreas cerebrais responsáveis pela coordenação dos sentimentos. Com esse estímulo, diversos hormônios são liberados exageradamente e, sob ação da droga, ocorrem os descontroles que deixam o usuário baratinado.

Os principais hormônios ativados pelo efeito do pó de macaco são a dopamina e a serotonina. Quando liberadas em excesso, essas substâncias promovem reações eufóricas e descoordenadas, que logo evoluem para confusão mental e alucinações.

A noradrenalina, uma outra substância produzida pelo cérebro, quando é ativada irregularmente, promove a agitação intensa. Como consequência, o indivíduo não consegue parar de se mexer, agita braços e pernas, vai para frente e para trás, corre, pula e começa a falar sem parar.

Esses são os sinais mais comuns provocados pela reação imediata do consumo do pó de macaco. Mas vale destacar que os impactos da droga podem ser diferentes em cada consumidor.

Há casos de indivíduos que, após o uso da substância, atentam contra a própria integridade física, com algumas ações já citadas: pulam de prédios, de telhados e se jogam na frente dos carros em movimento.

Entre os principais efeitos comportamentais, destacam-se os seguintes:

  • paranoia;
  • pesadelos;
  • automutilação;
  • surto psicótico;
  • agitação severa;
  • distúrbios do sono;
  • crises de alucinação;
  • ansiedade e depressão;
  • violência e agressividade;
  • fissura descontrolada pela droga;
  • ideias suicidas ou o ato concretizado;
  • perda parcial ou total do juízo de valor;
  • verbalização de palavras descoordenadas.

Quais são os efeitos colaterais da pó de macaco?

Ainda que a composição das drogas seja diferente, o efeito colateral é parecido, já que todas as drogas afetam as funções cognitivas, desequilibram as emoções e afetam os órgãos e sistemas do organismo.

Tais substâncias comprometem a qualidade de vida do usuário em diferentes aspectos. Tanto na vida pessoal, afetiva, profissional ou social, seus efeitos são percebidos tão logo o indivíduo começa a usar droga.

Sob o efeito da substância, os riscos à integridade física ainda é o mais preocupante. Como o indivíduo não sente dor, geralmente há mais empolgação para arriscar-se em aventuras perigosas e que podem ser fatais.

Essa extrema sensação de onipotência tem preocupado as autoridades, já que o usuário do pó de macaco torna-se uma grave ameaça para si e para os outros. O estado de euforia resultante do abuso dessas substâncias eleva consideravelmente o risco de provocar tragédias no trânsito, por exemplo.

Outro efeito colateral preocupante é na circulação do sangue: a maior contratilidade das artérias diminui a oxigenação celular e afeta a nutrição dos órgãos e sistemas. Há, ainda, o aumento da frequência dos batimentos cardíacos, condição que pode evoluir para infartos e arritmias cardíacas.

A euforia e a excitação provocadas pelo efeito das catinonas são potencializadas com a maior liberação dos hormônios cerebrais. Tal quadro resulta na menor circulação, na diminuição da atenção, na perda da memória e da concentração.

Como o efeito do pó de macaco pode durar até vários dias, isso dificulta bastante a vida do usuário com seus familiares. Essa droga tem uma peculiaridade: independentemente do nível de uso — que pode ser leve, moderado ou dependente total —, os efeitos comportamentais são os mesmos.

O que diferencia o grau de comprometimento é apenas o tempo de duração, que pode variar de acordo com as condições do organismo do dependente químico. Logo, é preciso buscar meios de impedir a continuidade do consumo dessa substância e procurar ajuda profissional o quanto antes.

Além das complicações emocionais e cardiovasculares, o abuso dessa droga também afeta o funcionamento de outros órgãos e sistemas. Assim, os efeitos físicos mais evidentes são:

  • convulsões;
  • coração acelerado;
  • náuseas e vômitos;
  • tonturas e desmaios;
  • tensão e dor muscular;
  • visão turva (embaçada);
  • maior risco para ataque cardíaco;
  • dores no peito, na nuca e na cabeça;
  • movimento rápido e involuntário dos olhos;
  • dormência e formigamento nos braços e pernas;
  • aumento de pressão dentro do crânio, que pode provocar morte súbita.

Por que a pó de macaco é mais perigoso que outras drogas?

Como vimos, além do efeito alucinógeno, a analgesia provocada pela droga a torna bastante perigosa porque os usuários são motivados a experiências mais arriscadas. O risco de acidentes, mutilações e suicídio é bem maior.

Outra razão que torna o pó de macaco mais perigoso que as outras drogas é o seu consumo sob a forma de “designer drug”. Traduzido para o português, esse termo significa “droga desenhada” ou “droga modificada”.

Logo, uma “designer drug” é uma versão sintética de um produto que foi elaborado quimicamente. O intuito é fazer com que uma droga ilícita seja levemente alterada para burlar a legislação.

Desse modo, essa droga “desenhada” adquire novos formatos, passa a ser classificada como lícita e vendida “legalmente” pela internet ou lojas físicas.

Essencialmente, essa experiência permite criar uma nova droga para que os traficantes ganhem dinheiro sem, contudo, violar a lei. Um exemplo clássico são os brigadeiros de maconha que têm uma ótima aceitação em festas raves, universitárias e em baladas.

Atualmente, além dos brigadeiros de maconha, a venda desses docinhos com pó de macaco misturado à maconha já alcançou bastante adeptos. Como o efeito das catinonas é mais potente que o da maconha, algumas miligramas do pó já são suficientes para “conquistar” o cliente.

À medida que as autoridades são avisadas da circulação desse tipo de produto, eles são apreendidos, e essas novas substâncias são reconhecidas como ilícitas. Entretanto, os produtores inventam novas versões alteradas, abastecem o mercado e o ciclo se repete.

Com isso, eles conseguem mascarar seus propósitos, disfarçar suas intenções e burlar os regulamentos de saúde e de segurança. Como essa situação já é bastante comum, os consumidores das “designer drugs” estão constantemente expostos ao maior risco de morte.

O que torna adolescentes e jovens mais vulneráveis ao uso de drogas?

O hábito de consumir diversos tipos de drogas é um fenômeno antigo na história da humanidade. Isso sempre significou um grave problema de saúde pública, haja vista as graves consequências que ele representa na vida de jovens e adultos.

Entretanto, na juventude, os problemas típicos dessa fase da vida contribuem para a maior vulnerabilidade ao abuso de substâncias entorpecentes. A adolescência é uma das etapas mais belas da vida e, junto com ela, chegam mudanças que exigem habilidades para compreendê-las.

Nessa etapa de transição entre criança e adulto, é mais difícil para o jovem aceitar orientações. Consequentemente, quando não consegue resolver seus problemas sozinho, surgem as crises emocionais e os conflitos existenciais e familiares.

Geralmente, a falta de estrutura familiar e os desafios da vida moderna colaboram para acentuar os conflitos e externar a insatisfação com a vida. Essa realidade — muito comum nos dias atuais — torna a juventude mais sujeita à procura pelas substâncias entorpecentes.

Como não conseguem uma saída, as drogas aparecem como uma possibilidade (ilusória) de solução fácil e rápida. Para piorar o quadro, também ocorrem o afastamento da família, a falta de diálogo e a busca pelos “iguais”.

Entende-se por “iguais” os grupos de amigos que se encaixam no perfil de indivíduos com problemas familiares, falta de emprego, desinteresse pela escola e pouca expectativa em relação ao futuro.

Com baixa autoestima e sentimentos de rejeição, se os “iguais” estiverem consumindo experimentalmente alguma droga, eles pressionarão o adolescente a usar também.

O contato com as drogas nessa fase de maior vulnerabilidade representa um risco muito elevado para o envolvimento com questões complexas que preocupam a família e colocam em risco a ordem social.

Os prejuízos à saúde mental e física provocados pelas drogas podem ser agudos —  como a intoxicação — ou crônicos. O uso prolongado dessas substâncias produzem alterações duradouras e lesões irreversíveis no cérebro ou no fígado, por exemplo.

O consumo de drogas por adolescentes traz riscos adicionais visto que, nessa fase da vida, eles ainda estão em crescimento. Um dos motivos que tornam os danos ao organismo mais intensos é que os hormônios que controlam o metabolismo ficam desequilibrados pela constante exposição à toxicidade.

Além do mais, qualquer substância psicoativa usada de forma abusiva produz aumento do risco de violência e de acidentes. Devido à perda da sensibilidade à dor, a facilidade de provocar alucinações e o maior risco para suicídios, o uso do pó de macaco torna-se ainda mais devastador nessa fase.

No Brasil, o número de adolescentes que usam drogas está aumentando. Nesse contexto, o papel da família e da sociedade é fundamental na busca de alternativas para conter o impacto dessa difícil questão. É preciso buscar por soluções mais eficazes a fim de auxiliar a juventude na superação desse problema.

Por que os efeitos da overdose são piores na adolescência?

adolescência, por ser uma fase muito complexa, como já comentado, contribui para que muitos jovens percam a esperança no futuro e não alimentem expectativa de melhora. Sem apoio, eles podem acabar abandonando a família e os estudos. Essa condição gera o desinteresse total pela vida, o que incorre no maior risco de suicídio.

A evasão escolar e os conflitos familiares exacerbam os problemas sociais devido à ausência de programas educativos que promovam uma educação restauradora. Isso concorre para o desequilíbrio emocional do adolescente, reduz sua autoestima e acentua os pensamentos negativos.

Se um jovem passa a usar drogas nesse contexto, quando passa o efeito da droga, eles tendem a consumir mais e mais, com o objetivo de fugir dessa realidade. Consequentemente, o organismo entra em colapso e evolui para a overdose.

A overdose compromete as faculdades mentais e expõe o adolescente ao risco de morte. Na fase de crescimento, os efeitos são ainda piores porque prejudica a liberação de hormônios e compromete o desenvolvimento e a função dos órgãos nobres.

Os danos aos órgãos nobres, como cérebro, coração e fígado, acentuam o risco de evolução para lesões irreversíveis e morte precoce.

Confira os sintomas mais frequentes da overdose causada por drogas como o pó de macaco:

  • falta de ar;
  • desmaios;
  • crises de alucinações;
  • rápida perda da consciência;
  • paranoia, náuseas e convulsões;
  • dores de cabeça, no peito e na nuca;
  • agitação intensa e desequilíbrio postural;
  • irritabilidade, agressividade e fala descoordenada;
  • movimentos descoordenados dos braços e pernas.

O que fazer em caso de surto psicótico pelo uso da pó de macaco?

Em casos de surto psicótico mediante o uso de doses excessivas de substâncias perigosas, a orientação é levar o dependente químico ao hospital mais próximo.

Essa intervenção imediata objetiva evitar que o usuário atente contra a própria vida ou execute ações de violência alheia. Como comentado, o desajuste mental resultante do surto psicótico afeta as funções cognitivas e estimula o indivíduo a cometer atos imprevisíveis.

Por isso, mediante suspeita de surto psicótico ou quadro de overdose, o ideal é chamar imediatamente uma ambulância ou uma viatura policial para conduzir o usuário ao hospital.

Mediante o risco que o pó de macaco representa, é preciso priorizar a proteção dos mais vulneráveis ​​e auxiliar aqueles com dependência de drogas a superar esse vício e a mudar de vida.

Quando a internação é necessária?

Devido aos perigos relacionados ao uso regular dessas substâncias, o ideal é procurar ajuda profissional o quanto antes. As pessoas mais próximas do usuário devem estar alertas quanto aos primeiros sinais de uso e encaminhá-lo ao tratamento.

O trabalho de recuperação dos consumidores desse tipo de droga exige que eles estejam em um ambiente adequado, tranquilo e seguro. O tratamento em um hospital especializado possibilita o suporte profissional em tempo integral, além do apoio familiar constante.

Uma das vantagens da internação é afastar o indivíduo do contato com ambientes ou de pessoas que consomem drogas. Para conseguir manter-se limpo, o usuário precisa adotar uma nova postura e mudar o estilo de vida. A integração com novas pessoas e novos ambientes é essencial ao sucesso desse processo terapêutico.

Quanto mais cedo buscar ajuda, melhores serão as chances de desintoxicação e de reabilitação mental. Em situações extremas, quando o usuário passa a representar risco para si e para os outros, convém avaliar a possibilidade de internação involuntária.

Nesse contexto, é importante que a opção pelo tratamento psiquiátrico seja vista como uma solução para a restauração da saúde, de modo integral e eficaz.

Como é o tratamento da pó de macaco?

Por pior que seja o grau de toxicidade, o tratamento adequado em um hospital especializado poderá reverter a situação. O trabalho multidisciplinar oferecido pelo Hospital Santa Mônica acredita na evolução terapêutica e na recuperação integral do usuário.

Trabalhamos com uma equipe multiprofissional especializada, treinada e atualizada para aprimorar a qualidade de nosso tratamento contra a dependência química.

No caso de intoxicação por substâncias potentes como o pó de macaco, quando os primeiros sinais de uso forem identificados, é preciso conduzir o usuário ao hospital imediatamente.

Essa intervenção emergencial confere maiores possibilidades de protegê-lo contra acidentes, mutilações e atos suicidas, já que os consumidores dessa substância veem em seu efeito analgésico um grande motivo para atos insanos.

O tratamento de desintoxicação é feito em fases sequenciais e objetiva auxiliar o paciente, não só a viver sem a droga, como também superar a fase de abstinência.

Vale ressaltar que nosso Hospital especializado oferece todo o suporte para tratamento psicológico e para a desintoxicação exigida para a libertação do domínio do pó de macaco. Conheça os nossos serviços e confira, de perto, a eficiência e a eficácia desse trabalho de reabilitação da saúde mental.

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Saiba como funcionam os processos de desintoxicação de drogas e álcool

desintoxicação por álcool e drogas

Estudos indicam que 55,5% dos estudantes menores de 14 anos já tiveram algum envolvimento com álcool e drogas ilícitas. Esses números traduzem uma preocupante realidade, o que torna necessário conhecer o funcionamento do processo de desintoxicação do organismo.

A proposta deste artigo é delinear a importância de buscar medidas para que o usuário se livre da dependência. Abordaremos a etapa da abstinência, os métodos utilizados para superar os efeitos da falta da droga e as melhores alternativas de tratamento.

Nesse sentido, entenda por que a desintoxicação é tão necessária à recuperação do equilíbrio emocional exigido para restaurar o convívio harmônico entre indivíduo, família e sociedade. Boa leitura!

O que é o processo de desintoxicação?

É uma maneira de “limpar” e de livrar o organismo do efeito da toxicidade. Para ser eficaz, a desintoxicação de drogas exige acompanhamento médico e o apoio da família e de outros profissionais também. Pois não é fácil se libertar da dependência química e de todos os estigmas a ela associados.

De forma sucinta, a base desse procedimento é a administração de uma quantidade — gradativamente menor — da substância que provoca dependência, até que o organismo do usuário não sinta mais necessidade de utilizar drogas.

Essas substâncias afetam importantes funções do corpo humano desequilibram o estado psicológico. Logo, não é recomendado a interrupção abrupta do consumo de tóxicos, sobretudo se o indivíduo for usuário por muito tempo.

Quais drogas requerem desintoxicação?

Tanto o álcool como os entorpecentes exigem a submissão ao processo desintoxicante. Essas drogas, mediante à ação psicotrópica ou psicoativa cerebral, provocam graves alterações no sistema nervoso central do usuário.

Grande parte das drogas ilícitas que causam dependência se enquadram nessa categoria. No entanto, as mais comuns — e que exigem medidas de intervenção urgente — são maconha, cocaína, crack, LSD (ou ácido lisérgico), heroína, álcool e algumas anfetaminas.

Qual o tempo necessário para ocorrer a desintoxicação?

O processo de desintoxicação não tem, ainda, um tempo determinado. Conforme o estágio do vício e as reações do organismo ao tratamento pode ser necessário alguns meses ou até anos. Em muitos casos, a internação deve ser recomendada, o que permite ministrar, de forma segura, os medicamentos necessários.

Além disso, a internação evita o contato do paciente com locais ou pessoas que usam drogas. Principalmente na etapa inicial do tratamento, exige-se um suporte multidisciplinar para que o usuário tenha o apoio emocional necessário para prosseguir firme em seu propósito.

O que é a fase de abstinência?

É a falta da substância que provocou a dependência química. Sem o uso, há diversas reações físicas e psicológicas. A interrupção do consumo de tóxicos causa, no cérebro, uma espécie de rebote. Isso gera sensações semelhantes ao efeito da adrenalina, um hormônio que, nessas situações, provoca euforia ou depressão.

Por isso, o tratamento realizado em um hospital ajuda a perceber esses sintomas e tomar as providências imediatas. Isso tranquiliza o usuário e o deixa mais forte para perseverar em seu programa de reabilitação.

Entretanto, os sintomas da abstinência exigem atenção especial. Ainda que sejam um denominador comum, alguns sinais podem ser mais expressivos que outros, pois variam conforme a droga utilizada e o perfil do usuário.

Observe, então, as reações mais comuns durante a fase de abstinência:

  • apatia;
  • náuseas;
  • irritabilidade;
  • dores de cabeça;
  • isolamento social;
  • crises depressivas;
  • sudorese excessiva;
  • ansiedade patológica;
  • falta de concentração;
  • insônia ou sonolência;
  • dificuldade na respiração;
  • tremores nas mãos ou no corpo;
  • taquicardia, acompanhada de dores torácicas.

Como reduzir os sintomas da abstinência?

Lidar com os sintomas do processo de desintoxicação exige múltiplas habilidades para auxiliar o paciente nessa meta tão desafiadora. Mostrar-se disponível para ajudar e respeitar as limitações dele é fundamental.

Algumas recomendações são essenciais à redução dos sintomas de abstinência. Acompanhe:

  • incentive as terapias de grupo;
  • mantenha uma alimentação saudável;
  • evite o contato com antigas influências;
  • estimule a prática regular de exercícios físicos;
  • ofereça alternativas, como cursos de música ou atividades da preferência do paciente;
  • priorize ações que contribuam para a mudança no estilo de vida;
  • mostre a importância de reconhecer a necessidade de aprender a lidar com as emoções.

O que acontece após a desintoxicação?

Conseguir manter-se limpo e completar o ciclo da reabilitação não é uma missão simples. Todavia, esses são os passos mais relevantes no trabalho de recuperação. Por isso, exige-se bastante esforço e determinação.

No entanto, o apoio psicológico é indispensável, já que o paciente terá que remodelar os pensamentos para conseguir evitar as recaídas. Como visto, a mudança no comportamento e a reinserção social com novas pessoas — que não usem drogas — são fundamentais.

Logo, o controle das emoções e a firmeza de propósito devem ser prioridades em prol da reconstrução da vida de quem conseguiu se libertar das drogas e do alcoolismo. Mas fazer isso sozinho é quase impossível. Por isso, a ajuda de uma equipe multiprofissional torna-se um diferencial positivo nessa causa.

Quando procurar um hospital especializado?

O tratamento para limpeza do organismo precisa ser feito com muita seriedade e responsabilidade. A complexidade que envolve o processo de desintoxicação sugere a necessidade de que esse tratamento seja feito em um hospital especializado, e com profissionais bastante experientes.

O usuário precisa ser monitorado — em tempo integral — por uma equipe multiprofissional. Mediante isso, é extremamente desaconselhada a automedicação ou quaisquer tentativas de desintoxicação caseira.

Esse cuidado é imprescindível, já que as reações ao efeito dos remédios são imprevisíveis e podem colocar em risco tanto a vida do indivíduo como a de outras pessoas, Em um hospital, não há esse risco, pois a constante vigilância favorece a tomada de decisões imediatas.

Nesse contexto, convém procurar ajuda profissional quando surgirem os primeiros sinais ou sintomas de dependência química. Quantos antes iniciar o tratamento, melhores serão as chances de recuperação.

Não deixe, portanto, para buscar ajuda quando o usuário já estiver em situação muito crítica e representar ameaça para si ou para a sociedade. Infelizmente, o uso de drogas e álcool tem aumentado entre crianças e adolescentes. Por isso, mantenha um diálogo aberto, honesto e ofereça auxílio.
Por fim, atente-se aos indícios do uso de entorpecentes e que sugerem a necessidade de desintoxicação. Depressão, ansiedade excessiva e ideações suicidas requerem intervenção imediata. São fatores que levam ao abuso de drogas e comprometem a saúde do indivíduo e o futuro da sociedade.

​Agora que já sabe como ocorre a desintoxicação, veja também algumas dicas para descobrir se seu filho usa drogas. Até a próxima!

Metanfetamina: tudo que você precisa saber sobre a droga

metanfetamina

Durante a Segunda Guerra Mundial, vários soldados recebiam metanfetamina para melhorar o desempenho e a performance em campo. Sob efeito dessa substância, eles se sentiam mais ativos e menos fadigados, tinham o raciocínio acelerado e experimentavam intensa sensação de poder e de confiança.

Após a guerra, os danos colaterais foram logo percebidos: ex-veteranos ficaram viciados na droga e as crises de abstinência resultaram em diversas complicações mentais. Foram os primeiros sinais de que as metanfetaminas podem causar dependência física e psíquica.

Dada a complexidade que envolve o uso de drogas — e seus efeitos —, vamos compilar informações sobre a origem e composição da metanfetamina. Analisaremos, ainda, os fatores que contribuem para o impacto desse problema na vida moderna.

Confira, então, quais são as características da metanfetamina, os principais danos ao organismo e os melhores tratamentos para ajudar jovens e adultos que precisam se livrar desse problema. Acompanhe!

O que é metanfetamina?

A metanfetamina é uma droga que faz parte das anfetaminas. Ela é um estimulante cerebral e seu uso prolongado pode causar, entre outras complicações, ansiedade excessiva e transtornos de personalidade.

Ela é uma substância ilícita e faz parte da mesma categoria da cocaína e da heroína, por exemplo. No Brasil, ela é mais conhecida como speed ou cristal.

O cristal é usado pelos mais jovens em baladas, festas “raves”, encontros universitários e danceterias. Nesses lugares, a metanfetamina é mais conhecida como ice ou glass.

Essas substâncias são também vendidas pelo nome de “rebite” e são bastante utilizadas por motoristas de caminhão, que usam a droga para aliviar o grande cansaço ao dirigir por horas seguidas. Muitos estudantes a conhecem como “bola” e a usam em épocas de exames difíceis, quando precisam passar a noite toda estudando.

A metanfetamina é uma substância química potente, perigosa e com um forte potencial de viciar o usuário. Como ocorre com todas as drogas, esse produto age primeiramente como um estimulante. No entanto, ainda que não seja percebida, a destruição do organismo ocorre instantaneamente.

Essa droga causa dependência extrema de forma muito rápida e devastadora. O usuário tem a sensação de que o problema só poderá ser aliviado ao aumentar o consumo — sua ação no organismo se assemelha à de outras drogas, como a heroína e a cocaína. Quando o uso de metanfetamina atinge um estado crônico, a dose precisa ser aumentada para evitar crises de abstinência, que provocam aumento de apetite, sensação de cansaço extremo e sonolência.

As metanfetaminas também são utilizadas com o intuito de perder peso. Porém, quando interrompem o seu uso, muitos usuários voltam a engordar novamente. Assim, forma-se um ciclo vicioso e os pacientes enfrentam o conhecido “efeito-sanfona”.

Mas o uso indevido e prolongado desse tipo de droga provoca alterações psíquicas graves, lesões cerebrais irreversíveis e ainda o aumento do risco de convulsões, overdoses e tendência suicida.

Conhecer o mecanismo de ação da metanfetamina no organismo e saber identificar seus sintomas ajuda a direcionar condutas emergenciais diante da suspeita do uso dessa droga. Logo, a questão do abuso de drogas, assim como os problemas que dela decorrem, merecem atenção especial, pois dados recentes apontam o aumento do uso de psicotrópicos até mesmo entre indivíduos com mais de 50 anos.

Qual é a composição da metanfetamina?

Diferentemente da cocaína, por exemplo, que é originária de uma planta, a metanfetamina é uma substância que não existe na natureza. Assim, ela é uma droga artificial comumente produzida em laboratórios clandestinos. Em sua fabricação — geralmente realizada por usuários da droga — são utilizadas várias formas de anfetaminas ou seus derivados.

As anfetaminas são misturadas com outros elementos químicos para tornar a metanfetamina mais forte. Normalmente, comprimidos utilizados para resfriados são adicionados a essa mistura. O “produtor” também combina a sua receita com substâncias como ácido de bateria, querosene, material utilizado para tratamento de esgotos e anticongelante.

Vale ressaltar que esses produtos químicos usados na fabricação da droga são extremamente perigosos, além de potencialmente explosivos. A produção de metanfetamina é feita ilegalmente em trailers, garagens ou habitações de usuários de drogas.

Não é raro que ocorram acidentes graves em que os “produtores” frequentemente se queimam, ficam desfigurados ou mutilados ou morrem quando a composição explode. Acidentes assim adquirem ainda mais complexidade ao colocar em risco a vida de outras pessoas ou moradores das regiões vizinhas.

Qual é o aspecto da metanfetamina?

O aspecto da metanfetamina varia conforme a maneira de fabricação e o modo de uso. A droga pode ser diluída em líquido, mas geralmente ela é comercializada sob a forma de um pó branco, cristalino, com sabor amargo e sem odor, que as pessoas cheiram, ingerem ou injetam com seringas. Ela pode também ser transformada em cloridrato de metanfetamina — uma forma cristalizada que a torna fumável e com maior potencial de causar dependência.

Independentemente da forma de consumo, todos os usuários desenvolvem uma tendência para continuar a usá-la, porque a droga tem efeito estimulante no sistema nervoso central e cria uma falsa sensação de alegria, bem-estar, autoconfiança e felicidade.

Como a metanfetamina pode ser usada de várias formas, essa versatilidade somada ao preço acessível contribui para o aumento do consumo do produto. No entanto, a maior diferença dessa substância para as outras drogas mais baratas é o tempo de duração no organismo — cerca de 8 horas.

Como a metanfetamina age no organismo?

No organismo, os efeitos da metanfetamina são comparados com os do crack, da cocaína ou da heroína: euforia repentina, sensação de alegria, hiperatividade, insônia, fala acelerada e muito mais energia. Os usuários também sentem redução do apetite e os efeitos da substância podem durar até 24 horas.

Ainda que sejam diferentes, todas as drogas interagem de modo muito peculiar com os neurotransmissores e demais sistemas de mensageiros químicos. Em sua maioria, as drogas dominam sistemas cerebrais relacionados ao prazer e à recompensa.

Tais substâncias expressam seus efeitos sobre aspectos psicológicos importantes, como os que envolvem o ato de comer e de beber, questões pessoais e afetivas, relações sexuais e, principalmente, a capacidade de aprendizagem e de memória. Outras alterações comportamentais também são perceptíveis: irritabilidade, prejuízo do julgamento, sudorese intensa, calafrios e extrema sensação de onipotência.

Outro efeito físico preocupante é na circulação sanguínea. A contração das artérias reduz a oxigenação das células e afeta o aporte de nutrientes importantes. O aumento da pressão arterial e da frequência dos batimentos cardíacos (taquicardia) pode evoluir para arritmias cardíacas ou enfartes.

A menor circulação sanguínea em algumas áreas cerebrais acarreta diminuição da atenção, dificuldade de concentração e perda de memória. As questões emocionais também entram em desequilíbrio.

No entanto, a falsa sensação de energia gerada pela metanfetamina resulta em graves complicações: ao disfarçar o cansaço, o corpo é forçado fisicamente sem que o usuário perceba. Porém, quando termina o efeito da substância, ele sente a falta de energia, fica deprimido e volta a usar mais droga.

Qual é a diferença entre metanfetamina e anfetamina?

As anfetaminas são um grande grupo de drogas sintéticas, cuja ação se dá por meio do estímulo do sistema nervoso central. Outros compostos podem ser derivados da anfetamina.

Além de drogas como a metanfetamina, o ecstasy também faz parte da classe das anfetaminas mais consumidas ilegalmente. Um dos principais efeitos das anfetaminas é a indução temporária de um estado de bem-estar e de hiperatividade.

Mas nem todas as drogas são ilícitas: existem anfetaminas que são prescritas para fins terapêuticos e para o controle da obesidade. Entretanto, mediante os riscos inerentes à automedicação, esses remédios só podem ser utilizados com acompanhamento médico.

Ainda que a anfetamina e a metanfetamina tenham efeitos semelhantes, as maiores diferenças entre elas são a composição e os critérios de classificação. Logo, a metanfetamina é um composto químico que faz parte das anfetaminas.

Como identificar a overdose por essas drogas?

A overdose é um conjunto de efeitos danosos ao organismo e que afeta as funções mentais e físicas. Ela resulta do consumo excessivo de drogas, álcool ou remédios e pode ocorrer de forma lenta ou repentina.

Geralmente, as crises de overdose se dão a partir do abuso constante dessas substâncias ou no uso seguinte a uma fase de abstinência. Quando o usuário toma uma dose elevada de qualquer tipo de droga, o organismo não tem tempo para eliminar o excesso das substâncias tóxicas. Consequentemente, o alto grau de toxicidade gera graves efeitos colaterais, como danos ao fígado, lesão cerebral e morte.

Vale destacar que a alimentação insuficiente e o uso concomitante de diversas drogas acentuam bastante o risco de overdose e de óbito, principalmente por parada respiratória.

Diante disso, observe os sinais mais frequentes da overdose causada pelas drogas estimulantes:

  • febre;
  • paranoia;
  • desmaios;
  • convulsões;
  • agressividade;
  • dores torácicas;
  • agitação intensa;
  • confusão mental;
  • fala descoordenada;
  • perda da consciência;
  • fortes dores de cabeça;
  • muita dificuldade para respirar;
  • alucinações com relatos de perseguições.

O que fazer diante de overdose por drogas estimulantes?

A medicina classifica a overdose como uma condição clínica muito grave e que exige intervenção emergencial. Por isso, mediante alguns dos sintomas acima descritos, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente para o atendimento médico de urgência.

Esse socorro imediato pode reduzir o risco de complicações, como perda das funções de órgãos, comprometimento de áreas cerebrais ou morte. Em um primeiro momento, quando a vítima apresenta sinais de que está perdendo a consciência e evidencia dificuldades respiratórias, o ideal é adotar a seguinte conduta:

  • não forçar o vômito;
  • não oferecer nenhum líquido ou remédio;
  • evitar a aglomeração de pessoas por perto;
  • tentar mantê-la acordada e chamá-la pelo nome;
  • esperar o socorro médico em local arejado e fresco;
  • não fazer a vítima cheirar álcool e nenhuma outra substância;
  • manter-se atento às condições da vítima e monitorar a respiração dela até chegar a ambulância;
  • se houver perda de consciência, deitar a vítima lateralmente e virada para o lado esquerdo dela — essa posição facilita a respiração e evita engasgos;
  • se possível, encaminhe junto com a vítima a substância que provocou a overdose. Isso ajuda a direcionar a melhor conduta médica.

Como evitar uma overdose?

A melhor orientação de prevenção da overdose é evitar o abuso de drogas. Isso vale mesmo para aquelas que são permitidas, como cigarro, bebidas alcoólicas e medicamentos.

Entretanto, nos casos de uso regular de substâncias psicoativas, o ideal é buscar ajuda profissional o quanto antes. Os familiares, cônjuges e amigos devem estar alertas quanto aos primeiros sinais do uso de drogas e encaminhar o usuário ao tratamento.

Além disso, nunca se deve experimentar o uso de drogas desacompanhado, pois em caso de emergências, como a overdose, deve-se chamar ajuda com urgência.

Quais são as fases da metanfetamina?

O efeito expresso pelas fases da metanfetamina depende dos níveis de uso e da condição clínica do usuário. Tanto para o uso de menor intensidade quanto para o uso ávido de metanfetamina, as fases são as seguintes.

Excitação

Essa fase é a resposta inicial que o usuário experimenta enquanto fuma, ingere ou injeta metanfetaminas. Durante a excitação, o batimento cardíaco, o pulso e o metabolismo estão elevados. Ao contrário de outras drogas, a excitação da metanfetamina pode durar por 30 minutos.

Elevação

A excitação é seguida pela fase de elevação, também conhecida por muitos como “noia”. Nesse período, o consumidor torna-se agressivo, mais enérgico e inteligente e fala muito.

Os efeitos ilusórios da elevação podem resultar em hábitos repetitivos, como limpar repetidamente um mesmo objeto durante várias horas. Geralmente, a elevação por metanfetamina dura de 4 a 16 horas.

Avidez

Entende-se por avidez o consumo descontrolado de substâncias psicoativas, como droga ou álcool. Nessa fase, há urgência do usuário para manter a noia por meio do uso de mais anfetaminas. A avidez deixa o consumidor muito hiperativo e com bastante disposição física e mental e pode durar 2 semanas.

Tweaking

Um usuário de drogas torna-se mais perigoso quando experimenta um período de dependência chamado tweaking. Essa fase caracteriza a parte final da avidez, quando a metanfetamina já não mais proporciona uma excitação ou noia.

Incapaz de aliviar os sentimentos de vazio, depressão e ânsia, o usuário perde a noção da realidade e o sentido de identidade. Ele começa a ter alucinações constantes e é comum “visualizar” perseguições de pessoas querendo matá-lo.

Nessa fase, as alucinações são tão perigosas que parecem ser reais. O indivíduo torna-se hostil e perigoso para si e para os outros. O risco de automutilação e agressividade verbal e física é elevado.

Queda

Para um usuário muito ávido, a fase de queda representa o colapso do corpo. Diante da incapacidade de lidar com os efeitos devastadores das drogas, há um longo período de sonolência. Até um consumidor agressivo e violento torna-se praticamente inanimado nesse período. A queda pode durar cerca de 3 dias.

Ressaca de Meth

Após o período de queda, o usuário retorna bastante desgastado, faminto e desidratado e experimenta uma exaustão física e psicológica. A ressaca contribui para reforçar a dependência, pois, diante dessa situação, a “saída” para os problemas é consumir mais metanfetaminas.

Abstinência

A abstinência é o período em que o usuário fica sem usar as substâncias entorpecentes e o organismo sente falta da droga. Ele fica deprimido, indisposto, irritado e agressivo e não consegue experimentar outros tipos de prazer.

Como a abstinência da metanfetamina é extremamente difícil e dolorosa, muitos dependentes químicos, quando não tratados adequadamente, não conseguem vencer essa fase e retornam à dependência da droga.

Quais são os efeitos colaterais do uso de metanfetamina?

As metanfetaminas produzem variados efeitos no organismo, pois acentuam os neurotransmissores cerebrais — como a dopamina e a serotonina — de modo bastante expressivo.

No entanto, os efeitos podem ser percebidos imediatamente ou após algum tempo de uso. Confira!

Efeitos em curto prazo

Logo após o seu consumo de metanfetamina, o usuário experimenta algumas reações ilusórias, como sensação de euforia, maior capacidade de comunicação, extroversão e muita energia.

Muitos casais optam pelo uso de metanfetaminas para relações sexuais, já que um dos efeitos da droga é a intensificação da libido e a inibição do apetite. Mas essas experiências causam, quase sempre, sensação de vazio e de desolação, típicas de ressaca moral. Com isso, os envolvidos consomem mais droga como uma forma de fugir da realidade.

Porém, alguns sintomas são percebidos também no funcionamento dos órgãos, sobretudo no aparelho cardiovascular: a metanfetamina acentua a frequência cardíaca e a pressão arterial, além de causar febre e sudorese intensa.

Em doses muito elevadas, ela provoca irritabilidade, inquietação, perda da consciência e ataques de pânico. Nos casos mais graves, pode evoluir também para convulsões e levar ao óbito por derrame cerebral e insuficiência cardíaca ou respiratória.

Efeitos em longo prazo

Como um dos efeitos da metanfetamina é a diminuição do apetite, o uso prolongado dessa substância pode causar desnutrição, redução de peso e graves alterações psicológicas.

Indivíduos que usam metanfetamina por um período muito prolongado, quando interrompem o uso, entram em crises de ansiedade e de depressão. Outros sintomas que surgem em longo prazo são os distúrbios do sono, a aparência envelhecida e os danos cognitivos.

Muitos perdem a expectativa de um futuro e abandonam a família e o trabalho, o que leva a ideações suicidas resultantes do desinteresse pela vida. A evasão escolar e os conflitos familiares também são preocupantes, já que o número de adolescentes que usam drogas está aumentando no país.

Não muito diferente do que ocorre com o uso de outras drogas, quando o efeito das substâncias é reduzido, o usuário se sente tão mal e deprimido que volta a consumir quantidades cada vez maiores.

O que sustenta o vício é que o dependente químico vê a droga como remédio para um mal causado por ela. Essa condição é chamada de “efeito senoidal”. O indivíduo fica preso em uma armadilha da qual se torna praticamente impossível sair sem ajuda profissional.

Como é o tratamento para o vício em metanfetamina?

Geralmente, a melhor solução para pessoas que estão viciadas nessa droga é a internação para um tratamento de desintoxicação. Essa conduta visa a monitoração constante do paciente por uma equipe multiprofissional.

A desintoxicação da metanfetamina exige a prescrição de medicamentos antipsicóticos. O objetivo é provocar um efeito calmante e reduzir a angústia, principalmente na abstinência.

No entanto, as substâncias antipsicóticas podem reduzir drasticamente a pressão arterial. Além do mais, os pacientes podem ter alucinações, o que aumenta o risco de mutilações e tendências suicidas. Por isso, fazer esse tratamento em um hospital garante o controle dessas e de outras situações adversas.

Para a completa recuperação do usuário desse tipo de droga, é essencial que ele esteja em um ambiente adequado e que lhe garanta segurança e tranquilidade. A internação em um hospital especializado permite o suporte profissional e a presença dos familiares.

Afastar o indivíduo do contato com drogas também é fundamental nesse processo. Para conseguir ficar limpo, é necessário que haja integração com novas pessoas e novos ambientes. Essa sociabilização é um dos aspectos relevantes e parte integrante do tratamento em um hospital especializado nesse ramo.

O que fazer em caso de surto psicótico por uso de metanfetamina?

O surto psicótico acontece mediante o uso de doses excessivas de substâncias entorpecentes, como droga e álcool. Tal condição pode provocar sérios problemas, comprometer as funções cognitivas e levar o indivíduo a cometer atos insanos.

No entanto, os efeitos do surto podem variar conforme o tipo de droga, se houve ou não mistura de substâncias e a condição física do usuário. Entretanto, mediante suspeita de que alguém está em surto psicótico, o ideal é buscar imediatamente ajuda médica.

Nesses casos, chame uma ambulância ou uma viatura policial para levar a pessoa ao hospital mais próximo e tenha cuidado para não deixá-la fugir. O surto psicótico por metanfetamina provoca reações imprevisíveis e coloca o indivíduo em risco de morte, o que sugere a necessidade de tratamento psiquiátrico.

Percebe-se, então, que os riscos à saúde mental e física decorrentes do uso de metanfetamina não podem ser ignorados. Familiares e amigos de dependentes químicos precisam intervir e ajudar os seus entes queridos a superar esse problema.

A falta de expectativa futura e o risco à vida exigem a busca de apoio profissional urgente. O vício em metanfetamina torna o usuário incapaz de vencer essa luta sozinho. Logo, a internação hospitalar representa a chance de reabilitação mental e física e de renovação da esperança em dias melhores.

Agora que você já sabe tudo sobre metanfetamina, veja também o efeito do álcool e de outras drogas comuns entre crianças e adolescentes!