Dependência química tem cura?

De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, mais de 3,5 milhões de brasileiros consumiram algum tipo de droga ilícita recentemente. Dados como esse são preocupantes, visto que o uso dessas substâncias traz inúmeras consequências graves à saúde, e revelam a necessidade de ajuda para que essas pessoas possam ser inseridas socialmente e sigam uma vida normal. Mas será que a dependência química tem cura?

O problema abrange uma discussão ampla e complexa, requer uma completa transformação no cotidiano do usuário e, principalmente, que ele acredite na possibilidade de livrar-se desse mal. Por esse motivo, neste post vamos esclarecer em detalhes essa questão, além de abordar outros pontos importantes sobre o tema. Então, se você quer saber se é possível deixar definitivamente de ser um dependente químico, continue a leitura do conteúdo e entenda!

Dependência química tem cura?

A psiquiatra Suele Serra explica que a dependência química é considerada uma doença crônica, progressiva, sem cura, porém, tratável. Apesar da possibilidade de tratamento, a recaída durante o período de recuperação atinge de 40 a 60% dos pacientes, o que se equipara às recidivas da diabetes e hipertensão arterial sistêmica, que ocorre em 50 a 60% dos pacientes.

Desse modo, o dependente químico precisa de uma fase terapêutica contínua, a qual proporcionará resultados a longo prazo. Quanto antes medidas forem tomadas para reverter o quadro, melhor, pois o vício tende a tornar-se irreversível com o passar do tempo.

Como é o tratamento para cura da dependência química?

O vício em drogas provoca alterações comportamentais, cognitivas, afetivas e sociais. Por isso, durante o tratamento, todas essas esferas são trabalhadas, para que o indivíduo possa se recuperar integralmente. Inicialmente é realizada uma entrevista motivacional, com o intuito de fazer ações coercitivas, que ajudarão na adesão ao processo de reabilitação, a partir de estímulos internos e externos do próprio paciente.

Essa etapa envolve algumas fases referentes à decisão de mudar o hábito de usar substâncias químicas. Saiba quais são elas!

Pré-contemplação

Nesse momento, o paciente nega que tem um problema, desconhece a necessidade de mudança e acredita que não precisa de um tratamento. Assim, resiste a qualquer tipo de ajuda e também não cogita a adoção de medidas que o levariam a deixar de ser um dependente químico — procurar um profissional especializado, por exemplo.

Contemplação

Aqui, o paciente já começa a aceitar o seu problema, porém, ainda tem dúvidas se de fato a dependência existe e acredita que terá capacidade para superá-la sozinho. Além disso, tenta encontrar razões que justifiquem o contexto em que se encontra inserido.

Preparação

Nesse estágio o paciente assume que realmente sofre com a dependência química, começa a planejar e pensar nas possibilidades de lidar com a doença e viver melhor.

Ação 

Dura de 3 a 6 meses e compreende o período em que o dependente químico inicia um plano de ação voltado ao tratamento, com o intuito de evitar recaídas, mudar seu ambiente social e afastar-se de pessoas que também usam drogas e podem contribuir para que ele volte ao vício.

Manutenção

A fase de manutenção começa após o indivíduo alcançar o seu objetivo de estar longe das drogas. No entanto, ele não está livre de enfrentar recaídas, mas entende isso e sabe que deve se manter firme e continuar o seu tratamento.

Quais são os fatores de risco para o sucesso do tratamento?

“É necessário que o paciente saia de um ciclo vicioso e de sentimentos que cria e fantasia em relação a ele mesmo. Muitas vezes, tem-se um sentimento de onipotência, autossuficiência”, aponta a especialista. Adotar uma postura negativa, no sentido de não respeitar os profissionais que estão à disposição para ajudá-lo e querer que tudo seja feito a seu favor também são pontos que atrapalham a obtenção de bons resultados. 

Outro empecilho é a fase da mentira, na qual há uma tentativa de manipular as pessoas a sua volta. Após essas etapas, ele ainda pode se vitimizar e culpar outros problemas pela sua dependência. Assim, cria ferramentas para desestruturar o seu tratamento até interrompê-lo, o que torna fundamental o apoio familiar e psiquiátrico para estabilizar o humor, regular os níveis de depressão, ansiedade e síndrome motivacional.

Atualmente, além do atendimento com psiquiatras, é possível utilizar uma psicoterapia baseada na terapia cognitiva e comportamental, visando a criação de um cronograma diário para definir o que o dependente químico precisa fazer. O uso de estratégias para que ele possa reconhecer a doença e a necessidade de se tratar também mostra-se muito importante, tanto quanto o acompanhamento com um educador físico e nutricionista, pois o vício altera a estrutura do organismo como um todo, fator que poderá favorecer o desenvolvimento de outras doenças, como a pancreatite.

Como encarar as recaídas no tratamento da dependência química?

Suele usou a seguinte metáfora para retratar como o paciente deve encarar as recaídas: “eu faço hipismo, cada vez que eu caio do cavalo, dá um medo, mas eu tenho que subir de novo, continuar galopando e saltando os obstáculos”. A psiquiatra acrescenta ainda que ele estará sujeito às recidivas, porém, precisa entender que isso não significa ausência de conquistas, e sim que é o momento de começar novamente de onde parou. 

Com o tratamento, o indivíduo já tem ganhos e uma estrutura para lidar com esse tipo de situação, que faz parte do processo e não deve ser um motivo para interromper a recuperação.

Qual o papel da família na cura da dependência química?

Os familiares têm o papel de dar apoio, sem julgamentos, e ajudar o paciente na sua reabilitação. No entanto, há casos em que a família pode facilitar o tratamento ou prejudicá-lo — se for conivente com as ideias do dependente de burlar nesse processo, por exemplo. Também é fundamental que as pessoas saibam lidar com a co-dependência, ou seja, o desenvolvimento dos mesmos sintomas de quem sofre com o vício — depressão, ansiedade e sentimento de responsabilidade pelas atitudes geradas pela dependência. 

Desse modo, os entes queridos precisam ser bem orientados para não adoecerem, necessitam de psicoterapia, um trabalho de psicoterapeuta holístico, entender bem o que é a dependência química e ter pulso firme para ajudar na evolução do tratamento. 

Como um hospital especializado pode ajudar na cura da dependência química?

Infelizmente, quando em estado de dependência química, o paciente não consegue entrar em abstinência sozinho. Então, o tratamento em regime de internação fechada possibilita que ele não entre em contato com a droga, pois está em um ambiente protegido e com total suporte, o que facilitará a continuidade da reabilitação. No hospital, ele passará pelo processo de desintoxicação e poderá ter uma crise causada pela falta da substância química em seu organismo, que é a parte mais dolorosa do tratamento, visto que gera alterações físicas, psicológicas, sudorese e até convulsões.

Nesse caso, a instituição consegue ajudá-lo a superar esse momento. Primeiramente, há uma remissão inicial — até um ano, pois nesse período as chances de recaída são maiores — e depois a remissão permanente.

Como escolher o melhor hospital para o tratamento?

A instituição precisa contar com profissionais especializados na área, que atuem na recuperação do dependente químico e diante de qualquer intercorrência, ser formada por uma equipe bem estruturada, oferecer avaliação nutricional para proporcionar suporte a pacientes subnutridos e ter diversas atividades terapêuticas, como o Hospital Santa Mônica, que é completo. Além disso, a instituição deve fornecer suporte 24 horas e contemplar todos os passos necessários para um tratamento eficaz.

Agora que você descobriu se a dependência química tem cura ou não, e compreendeu diversos fatores relevantes que envolvem o processo de reabilitação, é muito importante que reflita sobre os ganhos que serão proporcionados a partir de um tratamento adequado e veja que vale a pena procurar profissionais capacitados para auxiliar no processo. Tenha em mente que embora seja um problema crônico, tratar-se permitirá que a vida ganhe um novo sentido.

Gostou deste post? Está disposto a superar a dependência química ou conhece alguém que precisa de ajuda? Entre em contato conosco para saber como podemos contribuir!

Consequências das drogas: entenda o real perigo do uso de drogas

Entender os riscos e as consequências das drogas sobre a saúde mental e física é um dos aspectos mais importantes para conter os efeitos negativos desse problema. Além dos danos ao organismo do usuário, o uso de substâncias ilícitas gera impactos sociais e econômicos em larga escala.

Nesse contexto, apresentaremos um breve panorama sobre o uso de drogas no Brasil. Destacamos os efeitos que essas substâncias provocam no corpo e por que essa problemática exige intervenções urgentes.

Vamos mostrar também como o vício em entorpecentes coloca em risco a vida de quem demora a procurar ajuda. Continue a leitura e veja o caminho mais seguro para reduzir os efeitos das drogas no organismo, superar o vício e mudar de vida!

Um panorama sobre o uso de drogas no Brasil

As drogas mais consumidas pelos brasileiros são: maconha, ecstasy e cocaína, principalmente nas regiões sul e sudeste, que lideram essa prática ilícita.

A fácil disponibilidade dessas substâncias contribui para elevar o consumo e, com isso, novos adeptos — sobretudos adolescentes e jovens — se inserem no complicado submundo das drogas.

Atualmente, o Brasil está trabalhando medidas de combate ao narcotráfico. Há várias emendas tramitando no Congresso. Mas essas políticas sofrem interferências de outros países latino-americanos, cuja economia depende basicamente do comércio dessas substâncias ilegais. 

A localização geográfica do Brasil favorece o mercado devido a fronteira com a Colômbia e a Bolívia, que são grandes produtores de cocaína e ópio. Com isso, nosso país tornou-se um centro distribuidor desses produtos, o que faz elevar o consumo na América Latina.

Segundo o relatório do Monitor de Políticas de Drogas das Américas (MPDA), em 2018, a produção e o consumo global de drogas bateram recorde. O Brasil figura na lista dos maiores consumidores do continente sul-americano.

Tipos de drogas 

O uso e o tráfico de drogas são um dos principais problemas presentes na sociedade contemporânea. A cada vez mais, os fabricantes reformulam a composição das drogas e sintetizam novas substâncias ainda mais prejudiciais à saúde. Tendo isso em vista, apresentaremos os tipos de drogas mais comuns. Veja quais são:

Maconha

De acordo com a conclusão do Relatório Mundial sobre Drogas, recentemente divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODOC), a maconha foi a droga mais consumida no mundo em 2016. 

Em nosso país, dados amplamente divulgados na mídia confirmam que mais de 1,5 milhões de brasileiros consomem maconha diariamente. Os principais grupos expostos aos efeitos do uso da maconha são adolescentes e jovens, os maiores usuários.

Cocaína

Segundo dados do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID), 5% dos óbitos relacionadas às drogas ocorreram pelo uso de cocaína. Entre os efeitos mais graves da cocaína destacam-se as lesões cerebrais, a perda da sensibilidade das mucosas nasais e a destruição dos dentes.

Quando essa droga é esfregada nos dentes ou nas gengivas ocorre uma reação química entre a cocaína e a saliva. Há, então, a formação de um ácido que destrói o esmalte dos dentes deixando-os enfraquecidos e quebradiços.

Ecstasy

Essa substância é muito utilizada em festas raves ou em encontros de universitários. Ela faz parte do grupo de drogas sintéticas, cujo uso ocorre de modo oral. Provoca alterações cerebrais em poucos minutos. Seu efeito causa uma falsa sensação de felicidade, de euforia e aumenta a libido.

Heroína

Essa droga é derivada do ópio e pode ser sintetizada a partir da morfina. Sua forma de uso é injetável e seus efeitos são imediatos, já que é rapidamente absorvida pelo cérebro.

As drogas opiáceas alteram o funcionamento do sistema digestório e do sistema nervoso central. Além disso, provocam tonturas, náuseas e alucinações intensas. 

Crack

Essa é uma das drogas que viciam muito rapidamente. Durante o uso, a fumaça chega facilmente aos pulmões e dali para o cérebro. Ao alcançar as regiões cerebrais, o crack provoca a destruição dos neurônios, o que pode resultar em graves lesões.

Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, o Brasil ocupa o 1º lugar no ranking de consumo de crack no mundo. O crack é uma droga de grande aceitação devido ao baixo preço.  Devido à sua fácil disponibilidade, ela é bastante comum entre moradores de ruas e por adolescentes e jovens.

Álcool

Os efeitos do álcool sobre o organismo pode causar graves sequelas ou lesões irreversíveis, principalmente no fígado e nas áreas cerebrais responsáveis pelo controle da motricidade.  O vício em álcool também afeta a memória, a capacidade de raciocínio e de concentração.

Dados recentes alertam para o envolvimento cada vez mais precoce com o alcoolismo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 50% dos estudantes do 9º ano já ingeriram bebida alcoólica. Destes, 21,4% afirmaram que já se embriagaram alguma vez na vida.

Drogas ilícitas: o acesso fácil dificulta o controle

Estatísticas divulgadas pelo Relatório Mundial sobre Drogas do ano passado alertam sobre a dificuldade que as autoridades têm de controlar o tráfico. Um dos fatores que mais impedem o controle é a facilidade do acesso a essas substâncias.

Segundo os especialistas, há uma expansão potencial que resulta da impulsão pela oferta desses produtos no mercado. Assim como a produção de drogas sintéticas, a fabricação do ópio e da cocaína está em um nível cada vez mais elevado.

A difusão do consumo está ampliando o mercado de cocaína, de anfetaminas e de metanfetaminas para além das regiões comumente exploradas. Além disso, o tráfico de drogas utiliza as facilidades do mercado darknet para promover o consumo por meio das vendas online.

Esse relatório destaca ainda o impacto das consequências das drogas sobre as camadas populares e mais vulneráveis ​​da sociedade. Assim como ocorre nos países desenvolvimentos, no terceiro mundo, as pessoas mais pobres são as que sofrem os piores efeitos do consumo das substâncias psicoativas.

Os dados desse relatório evidenciam que o uso de drogas é maior entre jovens de 18 a 25 anos. Para aqueles que ainda estão em fase de crescimento, o impacto é mais prejudicial, já que o lobo frontal, área responsável pelo comportamento, ainda não está totalmente formada.

Fatores de risco

Para melhorar a compreensão do assunto é necessário estar a par das condições que representam fatores de risco para o uso de drogas. Veja quais são!

Traumas e adversidades na infância (abuso e negligência)

Um dos fatores que mais influenciam os adolescentes e jovens e os tornam mais propensos ao consumo de substâncias ilícitas é o histórico de traumas ou de abuso na infância.

Crianças que sofreram maus tratos, foram negligenciadas pelos pais ou tiveram uma vida muito difícil têm uma forte tendência a alimentar esses traumas e a se tornarem revoltadas.

Alguns desses indivíduos tornam-se reclusas em si mesmo, não conseguem expor os sentimentos e, à medida que alcançam mais idade, a situação piora ainda mais. Por isso, essas adversidades podem ser consideradas o pilar para o envolvimento precoce com o vício.

Distúrbios mentais

A instabilidade psíquica é um dos problemas que motivam as pessoas à procura de drogas. Sobretudo, os indivíduos em condição social mais vulnerável, como os moradores de rua, tendem a buscar nessas substâncias o alívio para o sofrimento.

Porém, mesmo entre as classes mais privilegiadas há pessoas com doenças mentais ou emocionais que levam ao abuso de entorpecentes. O maior perigo é que a associação entre drogas e doenças mentais gera um ciclo vicioso: a doença é vista como causa e também como consequência das drogas na vida desses sujeitos.

Pobreza

O livre acesso às drogas ocorre em todos os lugares e expõe a sociedade ao risco dos impactos negativos resultantes desse problema. Entretanto, nas regiões habitadas por pessoas menos favorecidas, a disseminação desse hábito é bem maior.

Outras questões de ordem estrutural — como a fome, o desemprego e a falta de estrutura familiar — também contribuem para piorar a situação. O desequilíbrio emocional também estimula a adesão ao vício, condição que pode gerar quadros de violência e de agressividade.

Uso por colegas

Além da disponibilidade de drogas, outro fator de motivação ao consumo é a convivência com pessoas ou com grupos de usuários. Jovens e adultos que moram nas proximidades dos locais de acesso aos entorpecentes ou convivem com pessoas viciadas tornam-se mais vulneráveis ao vício.

Filhos de usuários de drogas

Crianças afetadas pelo uso de substâncias ilícitas pelos pais têm a forte tendência de exibir níveis mais elevados de tensão emocional e de outros sintomas relacionados a essa questão. Muitas delas acabam se envolvendo precocemente com os tóxicos.

A maior parte dos filhos de usuários de drogas apresenta comprometimento cognitivo e no desenvolvimento motor e físico. Também são mais susceptíveis a doenças respiratórias — como asma e bronquite —, além de reações alérgicas ou quadros de intolerância alimentar.

Mergulhados no submundo das drogas, muitos pais negligenciam o cuidado e a educação dos filhos. Isso resulta em inúmeros problemas ao longo da vida de quem cresceu nesses ambientes hostis. 

Na infância, eles apresentam irritabilidade, agressividade e déficit de atenção. Também são mais propensos aos desvios de comportamento e têm muita dificuldade de aprendizado. 

Na adolescência, o transtorno de hiperatividade e alguns aspectos característicos da personalidade antissocial costumam ser comuns. Quando adultos, a instabilidade emocional cursa com doenças como a depressão, a síndrome do pânico e a esquizofrenia.

O perigo do uso: consequências das drogas

Os agravos sobre a saúde, os prejuízos na economia e as questões sociais são as vertentes mais preocupantes em relação ao abuso de drogas. Confira!

Saúde

Diversos são os efeitos do consumo de tóxicos sobre a saúde do dependente químico. O vício em entorpecentes concorre para prejuízos à saúde mental, emocional e física. Alguns desses danos podem ser irreversíveis ou fatais.

Em nosso país, os gastos com as drogas oneram os cofres públicos e geram um grande prejuízo com tratamentos para a recuperação do vício ou com a comorbidades associadas à dependência. Dados recentes afirmam que os gastos do SUS com usuários de drogas já ultrapassaram 9 bilhões de reais.

Social

Para a sociedade, as consequências das drogas geram impactos negativos em variados contextos e contribuem para acentuar os problemas sociais já presentes em nosso cotidiano. A violência e a intrínseca relação com o crime são questões que desafiam bastante as entidades governamentais.

Para o usuário, o consumo desenfreado dessas substâncias causa o comprometimento da capacidade crítica, reduz o juízo de valor e o torna refém da marginalidade e da exclusão social.

Tais consequências reafirmam a gravidade desse problema e reforçam a importância de buscar alternativas que possam, urgentemente, atenuar os seus impactos.

Economia

Informações recentemente divulgadas pela BBC afirmam que, em termos globais, o tráfico de drogas movimenta valores tão elevados que influenciam até o Produto Interno Bruto (PIB). Tecnicamente, esse indicador é usado para avaliar o crescimento ou a desaceleração da economia de um país.

O que chama a atenção nessa notícia é o grande impacto do uso de drogas em todo o planeta. Mesmo nos países desenvolvidos, o controle sobre o comércio ilegal de entorpecentes também não é efetivo.

Ou seja, em escala mundial, crianças, adolescentes e jovens estão expostos aos riscos decorrentes desse problema. Essa realidade deixa clara a necessidade de buscar alternativas de intervenção o quanto antes.

Com a expansão global do uso de tóxicos, a orientação profissional e a intervenção adequada — como a internação para dependentes químicos — são medidas que podem conter as consequências das drogas e minimizar os riscos à saúde do usuário.

Ação das drogas no organismo jovem

Mesmo quando são consumidas quantidades menores, a maioria das drogas ilícitas surte um efeito muito potente em todas as funções orgânicas. Independentemente do tipo em que são usadas, os danos ocorrem de imediato e comprometem a estabilidade do organismo.

Em um organismo jovem, essa rápida trajetória provoca consequências ainda piores. Os adolescentes são mais vulneráveis porque muitos órgãos do corpo deles ainda não alcançaram o desenvolvimento pleno.

As drogas que são inaladas — como a cocaína, por exemplo — são absorvidas com muita rapidez pelas células. Como a função do aparelho circulatório é distribuir os elementos captados pelos vasos sanguíneos, essas substâncias tóxicas logo alcançam as regiões cerebrais.

O ecstasy e as drogas injetáveis, como a heroína e o LSD causam impactos muito semelhantes no cérebro. Por isso, é preciso estar atento ao efeito das drogas no organismo  devido ao comprometimento das áreas cerebrais e o risco de desenvolvimento de lesões neurológicas.

O uso continuado dessas substâncias expõe o organismo jovem ao desenvolvimento de diversas enfermidades mentais e físicas. Doenças de ordem psíquicas, como a esquizofrenia, o surto psicótico e a síndrome do pânico são as mais preocupantes.

Outro fator agravante é a intrínseca relação dessas desordens mentais — resultantes do consumo de drogas — com o risco de suicídio. Muitos usuários alimentam ideias suicidas, pois veem nessa possibilidade a falsa ilusão de solucionar seus problemas.

Porém, esses desequilíbrios quando afetam indivíduos muito jovens tornam-se o pilar para os desajustes da vida pessoal e das relações familiares. Esse afastamento da família também contribui para agravar o quadro e tornar o usuário jovem ainda mais vulnerável.

Além do mais, o consumo de substâncias ilícitas durante a juventude contribui para o surgimento de inúmeras doenças metabólicas. Em parte, isso ocorre devido à influência da toxicidade no funcionamento das glândulas secretoras de hormônios.

Assim, os distúrbios mentais resultantes desse hábito colocam em xeque a própria integridade física e a de quem faz parte do círculo social do dependente químico.

Emergências psiquiátricas relacionadas ao uso de drogas

Algumas situações emergenciais requerem intervenções profissionais imediatas para salvar o usuário do risco de morte. Veja quais são as situações mais comuns na rotina de quem está dominado pelo vício.

Overdose

A overdose é uma das piores consequências das drogas, já que a maior parte dos casos resultam em danos cerebrais irreversíveis ou até em óbito. Isso torna essa condição uma emergência psiquiátrica, já que nesse estado de gravidade, o indivíduo precisa ser socorrido com urgência.

Psicose

Esse transtorno psíquico pode ocorrer como efeito de qualquer tipo de droga. No entanto, recentes pesquisas associam a psicose ao uso desenfreado de maconha. A cannabis tem um alto potencial de desregular as funções cerebrais e de provocar alucinações e delírios.

Por isso, esse tipo de surto requer o encaminhamento para um socorro emergencial. Uma avaliação médica detalhada é fundamental para direcionar os profissionais para a conduta mais acertada.

Crise de abstinência

As crises de abstinências decorrem da interrupção do uso da substância tóxica. O próprio organismo “exige” o consumo da droga e, com isso, o indivíduo entra em um estado de torpor mental de difícil controle.

Geralmente, esses sintomas fazem parte do processo de desintoxicação. Assim que o indivíduo inicia um tratamento para desintoxicar o organismo, a renúncia ao uso da droga provoca graves perturbações. Isso decorre do fato de o organismo perceber a ausência da droga.

Nessas circunstâncias, a ajuda profissional e o suporte dos amigos e familiares podem reduzir os reflexos negativos desse problema e direcionar para condutas mais adequadas.

Tentativa de suicídio

Os dados recentes sobre o suicídio são alarmantes: a OMS afirma que, em todo o mundo, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida a cada ano. Além do ato concretizado, muitos indivíduos tentam suicídio, mas conseguem escapar com vida.

Especialistas em reabilitação da saúde mental defendem que o suicídio é considerado um fenômeno multifatorial. O ato é fruto de uma interação complexa resultante de múltiplas questões. Uma delas é o abuso de drogas.

Além das drogas, fatores sociais, ambientais, genéticos, emocionais e biológicos são os que provocam a somatização que contribui para as ideações suicidas. Os números dessas tragédias são alarmantes: o Brasil está em 8º lugar no planeta em relação ao número de mortes por suicídio.

Ainda que seja um enorme desafio para a Saúde Pública, há possíveis formas de evitar os suicídios em tempo oportuno. O uso de estratégias de prevenção e a devida assistência aos grupos de risco podem minimizar o impacto dessa questão tão preocupante.

A importância de buscar ajuda

Como vimos, as drogas representam inúmeros prejuízos à saúde. Ainda que o grupo mais afetado seja composto por adolescentes e jovens, os danos à saúde podem ser irreversíveis em qualquer idade.

No entanto, dada à complexidade que envolve esse tema, o maior risco do uso de drogas é não buscar ajuda enquanto é tempo. Considerando que os efeitos dos entorpecentes podem variar de acordo com o organismo do indivíduo, os danos são imprevisíveis.

Sob essa ótica, os males associados ao uso de drogas sempre colocam em risco a integridade do usuário e ameaçam as pessoas de seu convívio. Além dos danos à saúde, a ideação suicida tem sido apontada como um dos sintomas mais presentes entre os dependentes químicos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a cada 40 segundos uma pessoa se suicida em algum lugar do mundo. O que torna essa realidade ainda mais cruel é saber que muitos se vão sem ao menos permitir a intervenção da família ou dos amigos.

Dada à influência do efeito das drogas sobre a decisão de atentar contra a própria vida, a ajuda profissional não pode ser negligenciada. Uma conversa amiga pode sensibilizar o dependente químico quanto aos riscos que ele está sujeito.

Nessas circunstâncias, encaminhá-lo ao tratamento especializado é fundamental à superação do vício, além viabilizar medidas para a prevenção do suicídio e possibilitar a reabilitação da saúde.

Como um hospital especializado pode ajudar

Nos últimos anos, quase 150 mil pessoas foram internadas por consequência das drogas, conforme divulgado pelo OBID. Isso demonstra a importância da internação em uma instituição especializada para a reabilitação da saúde do dependente químico.

A estrutura de um hospital especializado garante todo o suporte que o paciente necessita para conseguir superar o vício e os sintomas resultantes da dependência química.

O apoio de uma equipe multidisciplinar composta por médicos clínicos, psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros é fundamental à qualidade do tratamento.

A equipe de profissionais do Hospital Santa Mônica oferece uma rede de apoio para estimular o paciente a se manter firme no caminho da recuperação. O ambiente é propício ao desenvolvimento de valores, mudanças de comportamento e adequação a filosofias de vida essenciais à superação dos desafios ali propostos.

Logo, para quem está dominado pelo vício, a melhor hora é agora para mudar de vida. Como vimos, as consequências das drogas trazem prejuízos irreversíveis ou mesmo fatais. Mediante isso, procurar uma instituição especializada nessa área pode fazer diferença em relação às expectativas futuras quanto à recuperação da saúde mental e física.

Agora que já sabe quais as principais consequências das drogas sobre o organismo entre em contato com o Hospital Santa Mônica e saiba como solucionar esse problema!

Cigarro eletrônico faz mal? Entenda os perigos dessa alternativa

Também conhecido como e-cig ou e-cigarrete, o cigarro eletrônico é um dispositivo elaborado com o intuito de ajudar as pessoas a parar de fumar, já que simula a experiência de um cigarro convencional. Porém, o cigarro eletrônico faz mal, pois contém nicotina e inúmeras substâncias tóxicas prejudiciais à saúde.

Apesar dos perigos que representa, essa novidade criou novas categorias de usuários: o não fumante que acredita que ele não faz mal, e acaba se viciando em tabaco ou passando a usar  maconha. Também é usado por adolescentes que desejam esconder o vício dos pais ou por jovens e adultos que antes não fumavam.

Mediante isso, apontaremos os reais perigos do cigarro eletrônico e indicaremos alternativas de solução para reduzir os prejuízos causados por ele. Confira! 

Cigarro eletrônico: o que é e como funciona

Esse modelo de cigarro é um dispositivo que funciona acoplado a uma bateria e uma resistência para aquecer o líquido no interior da cigarrilha. Esse líquido contém várias substâncias, mas a principal é a nicotina para a pessoa aspirar como se usasse um cigarro comum.

Porém, enquanto o cigarro tradicional produz fumaça, quem usa o modelo eletrônico expele uma fumaça aromatizada. Entretanto, é necessário destacar que no vapor d’água liberado também  contém substâncias tóxicas e prejudiciais à saúde.

Segundo a Reuters, esses modelos de cigarrilhas eletrônicas contêm altas concentrações de nicotina. Talvez podem ter até mais que os cigarros comuns. A agência de notícias destacou também que, apesar dos danos à saúde, a popularidade dos e-cigs nos EUA garantiu aos fabricantes um faturamento de mais de 1 bilhão de dólares no ano passado.

Logo, o cigarro eletrônico faz mal por que ele é um produto composto por substâncias cancerígenas, cuja toxicidade e efeito sobre a saúde do usuário ainda não é totalmente conhecida. Por isso, o consumo desses produtos não é recomendado, visto que os derivados do tabaco têm um grande potencial para causar dependência.

Devido à falta de controle na fabricação e a presença de inúmeras substâncias tóxicas no vapor dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), o consumo e a propaganda dos cigarros eletrônicos é proibido no Brasil.

Ainda que seja vendido ilegalmente em lojas online, a resolução RDC 46/2009 publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), proíbe quaisquer formas de comercialização do DEF, com base no princípio da precaução. Contudo, pesquisas recentes demonstram que cerca de 3% dos brasileiros já experimentaram os e-cigarros.

JULL: o perigo disfarçado 

Bastante parecido com um pendrive, o JULL caiu nas graças dos adolescentes americanos. Porém, esse dispositivo já está atravessando fronteiras à velocidade da luz.e conquistando novos adeptos em vários países, como o Brasil.

O modo como esse produto está sendo divulgado em diversos países tornou-se uma problemática, pois as técnicas de marketing divulgam a ideia de que os e-cigs são menos nocivos que os cigarros comuns. Isso estimula o consumo do JULL por um número cada vez maior de crianças e jovens.

Enumeramos algumas características do JULL. Veja quais são:

  • maior prevalência de uso entre jovens brasileiros de 18 a 24 anos;
  • esse cigarro eletrônico tem o design de um pendrive e seu conteúdo pode ser recarregado em dispositivos com saída USB;
  • cada nova recarga de nicotina e componentes é o suficiente para 200 tragadas;
  • mesmo com menos elementos tóxicos, o JULL contém substâncias químicas causadoras de câncer.
  • o consumo do JULL pode levar à dependência ou ao vício em outras substâncias entorpecentes;
  • mesmo com a comercialização proibida no Brasil, o uso do produto não é considerado crime;
  • o JULL tem um aroma de flores ou de frutas e pode ter sabor adocicado. 
  • os e-cigarros não produzem cinza. Sua discrição facilita o uso do produto escondido dos pais.

Cigarro eletrônico: faz mal e ainda pode levar ao vício em maconha

A nicotina é uma das substâncias mais conhecidas devido ao seu potencial para inibir o apetite. Ela tem uma propriedade química que induz o aumento da taxa metabólica por meio da liberação dos hormônios supressores da fome.

Com isso, muitos usuários utilizam os cigarros eletrônicos não só para substituir os convencionais, mas também para a redução de peso. Porém, não há eficácia comprovada desse efeito dos dispositivos sobre o controle de massa corporal.

O que se sabe até agora é que o uso de nicotina eleva a resistência à insulina e provoca o aumento da quantidade de gordura corporal visceral. Esse acúmulo de gordura nas vísceras atrapalha o bom funcionamento dos órgão e abre as portas para inúmeras doenças.

Estudos indicam que o risco à saúde pode está associado aos oxidantes e partículas que compõem o tabaco utilizado como combustível nos e-cigarros. Além da ligação com o descontrole hormonal que compromete o metabolismo da insulina, a nicotina está relacionada com a toxicidade cardiovascular.

Além disso, há outros agravos à saúde associados ao consumo dos cigarros eletrônicos. O vício nesses dispositivos representam diversos tipos de comprometimento. O primeiro deles é o risco individual, que é a maior probabilidade do desenvolvimento de doenças relacionadas ao consumo regular desses cigarros, além das chances de viciar drogas como a maconha.

Outro ponto que não pode passar despercebido é o risco de explosões devido ao contato de crianças e de adolescentes com o líquido tóxico presente no interior desses dispositivos.

É preciso considerar também o risco social e coletivo resultante do impacto financeiro dos gastos exigidos pelo tratamento de doenças graves — como o câncer e outras comorbidades — decorrentes do tabagismo.

Ainda que o maior número de adeptos sejam jovens, os impactos negativos resultantes do consumo das cigarrilhas eletrônicas são percebidas logo. O consumo desses produtos têm efeitos muito semelhantes aos cigarros tradicionais e prejudicam o aparelho respiratório, circulatório e comprometem as funções cerebrais. Como vimos, o consumo de cigarro eletrônico faz mal e não deve ser visto como alternativa benéfica em nenhum aspecto. O ideal é não se render aos atrativos ou encantos oferecidos por essas novidades que, em nome da diversão, coloca em risco a saúde mental e física dos usuários.

Se você está com dificuldade para vencer o vício em cigarro ou maconha, não deixe para procurar ajuda quando for tarde demais: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossas alternativas para superar esses problemas!

Entenda as diferentes abordagens no tratamento para dependentes químicos

Certamente, o consumo de drogas é um problema de saúde pública mundial, o qual é responsável por gerar danos tanto à saúde quanto ao convívio social e familiar do indivíduo. Com o crescimento dessa problemática, a medicina especializada busca constantemente intensificar os estudos a fim de encontrar as melhores formas de tratamento para dependentes químicos de acordo com as suas particularidades.

O poder público também faz a sua parte, mobilizando-se em relação ao enfrentamento desse mal social, desenvolvendo ações de combate e prevenção às drogas, as quais envolvem conter o crime organizado, como também a realização de políticas de educação e conscientização.

A família, vale destacar, sempre será o fator principal e basilar para a prevenção do consumo de drogas por crianças e adolescentes, pois ela tem a incumbência de proporcionar a melhor educação e também desenvolver o indivíduo para ser um cidadão constituído de valores morais e éticos.

No entanto, apesar dos aspectos que englobam a medicina, as políticas públicas e a família, muitas pessoas ainda sucumbem à tentação e passam a fazer uso de tais substâncias prejudiciais. Diante disso, neste artigo abordaremos as diversas maneiras de tratamento para cada caso e o quanto o núcleo familiar é relevante para a recuperação do usuário de drogas lícitas e/ou ilícitas. Confira!

Importância da família na prevenção contra as drogas

O meio familiar exerce grande influência sobre o indivíduo, sendo fator primordial para o seu desenvolvimento como pessoa. Considerada como a base estrutural, a família tem a responsabilidade de desenvolver e formar o cidadão, e isso pode ser decisivo para a conduta do ser humano enquanto ser social e para a prevenção contra o uso de substâncias psicoativas.

As experiências familiares podem desencadear uma série de atributos comportamentais. É evidente que um ambiente equilibrado tende a desenvolver uma pessoa com atitudes devidamente aceitas socialmente. Em contrapartida, a criança é propensa a ser um adulto problemático quando cresce num lugar desestruturado no tocante a valores morais, éticos e educacionais, tornando a droga uma espécie de refúgio para suprir lacunas emocionais e afetivas.

A infância e a adolescência são fases da vida em que a pessoa está mais sujeita a vulnerabilidades, o que pode ser uma abertura para a ação das más influências. Por isso, é fundamental que os parentes, sobretudo os pais, priorizem sempre o fortalecimento do vínculo com o filho.

Essa aproximação gera confiança para que ele consiga absorver melhor os ensinamentos, os quais refletirão na conduta do jovem como ser social. Ser bem direcionado é substancial para que o indivíduo tenha uma boa educação e, consequentemente, ter êxito tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Por meio do diálogo, os membros da família terão a oportunidade de compartilhar experiências e guiar o jovem a seguir caminhos que garantam uma vida distante da possibilidade de ter contato direto com as drogas. Por outro lado, a falta de comunicação entre os componentes do seio familiar pode acarretar conflitos e a sensação de distanciamento, o que pode conduzir o adolescente a ambientes nocivos e obscuros.

Geralmente, a adolescência é o período em que o jovem fica suscetível a determinadas interferências e predisposto à experiências, o que pode levá-lo a certos comportamentos apenas com o intuito de ser aceito pelos grupos de amizades que surgem durante a vida. É nesse momento que é lançado mão todos os ensinamentos passados pelos pais e parentes mais próximos.

Por isso que é tão importante a presença das figuras paterna e materna no cotidiano do filho, para que ele se sinta protegido e entenda que os problemas, quando surgirem, serão solucionados em grupo. A sensação de ter com quem contar nas horas difíceis é crucial para a otimização e fortalecimento sentimental e psicoemocional.

O estabelecimento de regras, a orientação do que é certo e errado e o exemplo comportamental dos parentes próximos são fatores que refletem no desenvolvimento da conduta do sujeito. Como o núcleo familiar é um elo entre as demais esferas da sociedade, ele tem papel importante na prevenção contra a dependência química, assim assegurando que o jovem tenha uma vida de acordo com a dignidade humana.

Dados sobre a dependência química no Brasil

De acordo com o relatório apresentado em meados de 2016, por intermédio do Escritório das Nações Unidas sobre drogas e crimes (UNODC), ocorreu, entre 2013 e 2014, um aumento de 27 milhões para 29 milhões de dependentes químicos. Outro dado alarmante é que, em 2014, 250 milhões de pessoas utilizaram algum tipo de droga.

Ademais, segundo recente Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE), revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma crescente no consumo de drogas por jovens no Brasil. A análise estatística demonstrou que 236,8 mil jovens já teve contato com drogas ilícitas, um aumento de 6 mil em relação à pesquisa feita em 2012.

Além disso, no Brasil, cerca de 6,1% das meninas e 7,5% dos meninos de escolas privadas já consumiram algum tipo de droga. Enquanto isso, nas escolas públicas há um significativo aumento, isto é, 8,9% das meninas e 9,8% dos meninos relataram que já experimentaram substâncias químicas nas escolas. São números preocupantes e que tendem a aumentar dado a falta de estrutura familiar e o crescimento do tráfico de drogas em ambiente escolar.

Esses dados demonstram uma triste realidade: embora haja um grande esforço das autoridades públicas, dos profissionais de educação e das organizações de saúde no sentido de trabalhar em prol de políticas de conscientização para o não uso de drogas, os jovens estão tendo cada vez mais contato com tais substâncias nocivas.

Diversos motivos podem estar por trás desse aumento no consumo de drogas tão precoce. Um deles é a ausência dos pais. Como já vimos, a família é responsável diretamente pela educação e pelo desenvolvimento e fortalecimento emocional e psíquico do indivíduo, os quais são elementos fundamentais para que o adolescente não se deixe levar por más influências, curiosidades sem sentido e tentações prejudiciais.

Simultaneamente à disfunção familiar, há a constante progressão dos meios digitais de comunicação e a globalização, fatores que oferecem um bombardeio de informações tanto positivas quanto negativas.

Um jovem vulnerável tende a ter acesso a conteúdos que podem levá-lo a querer sentir prazeres temporários e destrutivos e pensar que experimentar drogas é ostentação, aspectos que o impulsionam ao abuso de substâncias psicoativas.

É fato que essas circunstâncias desencadeiam fragilidades emocionais ou doenças mentais, como depressão e ansiedade, fazendo com que a pessoa seja menos resistente à frustrações.

Consequentemente, quando se encontra diante das dificuldades, a busca de auxílio familiar é substituída pelo uso de drogas como refúgio e preenchedor de vazios sentimentais e afetivos.

O preocupante é que quanto mais cedo for adquirido o mau hábito de consumir substâncias químicas, maior é a possibilidade de durabilidade do vício, o que acarreta uma situação que pode dificultar o tratamento do dependente químico. Trata-se de uma condição diretamente proporcional.

Seguramente, a dependência química é um mau que se alastrou mundialmente, e, consequentemente, gerou a intensificação e aprofundamento dos estudos realizados por profissionais da área de saúde no sentido de desenvolver e aprimorar diferentes modalidades de tratamento para cada caso e grau de vício.

Entenda as diferentes abordagens no tratamento para dependentes químicos

A definição de qual tipo de tratamento é o mais eficiente e eficaz não é tarefa simples. Faz-se necessário muito estudo e análise do caso para chegar ao melhor método terapêutico possível. A dependência química é uma doença difícil de ser tratada.

A complexidade é tão alta que, às vezes, há circunstâncias em que uma simples orientação é suficiente para a recuperação, enquanto que em outros casos é preciso a internação.

Isso é um demonstrativo da dificuldade inerente à essas situações que envolvem a utilização de entorpecentes. O fato é que o viciado necessita ter todos os recursos à disposição para a sua recuperação.

Em seguida, falaremos acerca da variedade existente de espécies de tratamento para dependentes químicos, como funcionam e qual é a mais indicada considerando as peculiaridades de cada caso. Continue a leitura!

Ambulatorial

Trata-se de um tipo de tratamento sem a necessidade de internação, o qual visa cuidar do aspecto cognitivo comportamental, lançando mão de um tratamento multidisciplinar, variando de acordo com a intensidade dos problemas apresentados pelo dependente.

Essa forma de abordagem funciona da seguinte forma: prioriza-se a permanência do indivíduo no seio familiar e social. Junto a isso, ele será acompanhado por uma equipe de profissionais qualificados.

A partir desse acompanhamento, a pessoa acometida pela dependência química passará por terapias que tratarão dos fatores comportamentais, emocionais, neuropsicológicos, fazendo uso de medicamentos e participando de terapia individual ou em grupo.

A abordagem ambulatorial é recomendada quando o nível de intensidade do vício é classificado como leve ou moderado, ou seja, quando a pessoa consegue vencer o desafio da abstinência por intermédio desse tratamento, não sendo preciso se submeter a terapias mais intensas e nem ficar internado. É voltado também para pessoas que têm empregos ou apoios sociais extensivos.

Desintoxicação feita em hospital especializado

Em regra, a desintoxicação é considerada como a primeira etapa do tratamento do dependente químico. Basicamente, essa modalidade é definida como um processo pelo qual o corpo se libera das drogas em um ambiente adequado.

É indicada tanto para viciados mais leves quanto para os casos mais graves. Obviamente que, para pessoas cujo o vício é considerado mais elevado e que já fazem uso dessas substâncias nocivas por um tempo considerável, faz-se necessário uma desintoxicação mais estruturada.

Em virtude da complexidade que está ligada ao processo de desintoxicação, é preciso que ele seja realizado em um hospital especializado, o qual tem à disposição uma equipe de profissionais capacitados para atender da melhor forma, farmácia e farmacêuticos 24 horas, laboratório para a realização de exames, carinho de parada, caso seja necessário.

O monitoramento do paciente feito pelo corpo multiprofissional deve ser constante, por causa da imprevisibilidade das reações provenientes dos remédios ministrados, o que pode colocá-lo em risco.

Logo, estando o dependente químico sob os cuidados de um hospital bem estruturado, haverá menos chances de possíveis complicações, haja vista o pronto atendimento e as execuções de medidas adequadas ao caso.

Os programas de desintoxicação são ótimos para os que têm diferentes tipos de dependência de substâncias, como álcool, benzodiazepínicos e vícios de opioides.

É programada para administrar de maneira eficaz a retirada das substâncias químicas consumidas, objetivando amenizar ao máximo os efeitos fisiológicos intensos e perigosos decorrentes da abstinência.

A intenção é realizar a desintoxicação de uma forma mais confortável e segura de acordo com a realidade do paciente e facilitar o processo de transição para outros tratamentos contínuos da dependência, os quais buscam evitar recaídas.

Uma das formas para superar tais consequências funcionais do corpo é por meio do uso de medicamentos substitutos que gerenciam os efeitos da retirada das drogas, os quais são administrados por um médico, seja em um ambiente hospitalar ou ambulatorial. É o que intitulam como desintoxicação médica. 

É necessário destacar que a desintoxicação deve ser aplicada em paralelo com outros tipos de abordagem, porque ela sozinha não é capaz de superar, por exemplo, os problemas psicológicos, sociais e comportamentais provocados pelo abuso de drogas.

Como sabemos, a recuperação eficaz deve passar não apenas pela “limpeza do organismo”, mas também pelos aspectos emocionais, de conduta e que envolvem mudanças de hábitos. Nesse sentido, há a figura da desintoxicação social, a qual consiste em oferecer suporte emocional e psicológico.

Comunidades terapêuticas

São entidades privadas, as quais não objetivam lucro. De acordo com informações do Ministério da Justiça, na atualidade há aproximadamente mais de 1.800 comunidades terapêuticas no Brasil.

Algumas tem vínculo contratual com o Governo Federal, mediante a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD). Tais serviços são gratuitos, caso a pessoa utilize de uma das vagas financiadas pela SENAD, vale destacar.

Trata-se de um ambiente para acolhimento de dependentes químicos, os quais precisam estar em um lugar no qual receberão apoio visando a recuperação e reinclusão social do indivíduo.

A convivência é a principal ferramenta terapêutica, isto é, interação entre pessoas com condições semelhantes e que compartilham do mesmo objetivo: livrar-se do vício. O tratamento também é planejado no intuito de criar na mente do interno uma consciência voltada para a responsabilidade pessoal e social, bem como para uma vida socialmente produtiva, desconstruindo padrões destrutivos de comportamento.

Sabemos que os viciados em drogas perdem a credibilidade, o que dificulta a sua condição como cidadão no meio social. Essa é uma triste realidade. Então, essa abordagem é importante para a recolocação do sujeito na sociedade e para afastá-lo dos influenciadores negativos, como outros viciados e ambientes degradantes. 

No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), prescreve o Parecer nº 9/2015, em que médicos só devem indicar internação de pacientes com problemas de drogadição ou doenças mentais, concomitantes ou não, para estabelecimentos assistenciais que ofereçam assistência médica e que disponham de plantonistas, equipes de enfermagem, salas de observação e contensão, carrinho de parada e referenciamento para hospital de apoio, nunca para as comunidades terapêuticas nos casos de internação involuntárias ou compulsórias.  

Moradia assistida

A moradia assistida é uma abordagem terapêutica que objetiva amenizar o isolamento social e proporcionar um ambiente que tem a liberdade como ponto chave da continuidade do tratamento.

Essa espécie de método terapêutico busca inserir o dependente químico em um lugar o mais semelhante possível à uma casa, no qual os pacientes possam conviver com os seus semelhantes nos moldes de uma família, conhecendo uns aos outros e frequentando o meio social normalmente, como ir ao trabalho ou estudar.

É um tipo de retaguarda profissional que o dependente em recuperação tem, que fica sempre em prontidão na ocasião em que surgirem situações causadoras de frustração diante da quebra das expectativas ou responsabilidades não cumpridas.

Os pacientes ou moradores são assistidos por profissionais, os quais têm a missão de prevenir recaídas e recuperar a dignidade do ser humano. Essa equipe, em geral, é formada por assistente social, terapeutas ocupacionais, psicólogos, enfermeiros e médicos. A formação dos profissionais varia de acordo com o programa adotado.

É importante destacar que tais ambientes são constituídos por regras e deveres repassados claramente para os que ali moram. É uma forma de desenvolver nos pacientes a consciência de responsabilidade e noção de convivência coletiva. A premissa é viver em família e cumprir os encargos.

Importância do acompanhamento familiar no processo de reabilitação do dependente

Tradicionalmente, a família é definida como o conjunto de pessoas, as quais possuem variados graus de parentesco, como também vínculo biológico e/ou afetivo. Contudo, sabemos que essa instituição vai muito além da consanguinidade. O sangue faz das pessoas parentes, mas o verdadeiro laço é o que estabelece o real conceito de família.

É no ambiente familiar que o ser humano tem as suas primeiras experiências como indivíduo e como ser social. É dentro de casa que aprendemos o que é o respeito ao próximo, a importância de cumprir regras e de assumir responsabilidades.

É o lugar onde também desenvolvemos as nossas habilidades, o intelecto, as emoções e os valores como cidadão. E tudo isso em meio a um fator imprescindível: o sentimento de pertença, de proteção e de segurança.

Partindo dessa sensação de certeza de pertencer a um grupo familiar é que podemos começar a tratar do quão relevante é o acompanhamento familiar durante o tratamento do dependente químico, pois esse receberá todo o cuidado e afeto necessários.

A solidão, não rara as vezes, é o gatilho propulsor que leva o sujeito a sucumbir perante as drogas. Diante disso, a família é peça chave para trazer de volta a dignidade daquele que quer reconstruir a sua identidade e restabelecer a sua condição de cidadão.

Geralmente, é algum membro da família o primeiro a perceber comportamentos incongruentes na pessoa acometida pela dependência. Logo, ao investigar, descobre o problema. De início é impactante.

É necessário retomar o equilíbrio e seguir para o próximo desafio: convencer a pessoa a dar início a algum tratamento adequado. Existem circunstâncias nas quais acontece também do próprio doente, enfim, reconhecer o problema e pedir auxílio aos parentes. Isso é um grande avanço.

Não podemos deixar de considerar o fato de que quando há um dependente químico no seio familiar, esse problema não afeta apenas o doente, mas também a todos os parentes e amigos próximos. É uma problemática que acomete os aspectos físico, psicológico, social e financeiro. Logo, é um infortúnio coletivo e generalizado.

Apesar dessa adversidade profunda, aqueles que compõem o núcleo familiar, em algum momento, devem compreender que serão fundamentais no processo de controle da doença e resgate fisiológico, emocional e social, buscar forças e concentrá-las em prol da recuperação do seu ente querido.

Sendo a dependência química uma doença considerada familiar, em virtude da devastação psicológica conjunta, os familiares necessitam de acompanhamento e orientação de profissionais especializados, no sentido de ensiná-los a como lidar com o paciente, o que deve ou não ser dito, saber detectar desvios de comportamento prejudiciais ao tratamento, evitar conflitos, dentre outras questões.

Não resta dúvidas que a família é um dos instrumentos auxiliares do tratamento dos dependentes químicos. Partindo dessa premissa, ela terá a atribuição de, primeiramente, acolher o usuário em tratamento. Por meio do acolhimento, o indivíduo percebe a sua importância no âmbito familiar, pois não acredita que foi desagregado.

Em consequência, os familiares devem participar junto com o paciente das reuniões terapêuticas, fazendo-o sentir que não está sozinho nessa jornada árdua que é controlar a compulsão por substâncias psicoativas. A família em coesão, nessa luta, funciona como motivação para o indivíduo continuar o tratamento.

Contudo, a questão familiar pode ser um tanto mais complexa. Resta claro que o ambiente familiar é um forte influenciador da pessoa, tanto de forma positiva como negativa. Levando em consideração essa ideia, é tarefa dos profissionais investigar se há problemas no seio familiar, os quais podem ter provocado no sujeito o desejo de buscar as drogas como fuga.

Se dessa análise profissional detectarem que a família, de certa forma, desencadeou o vício, ela também precisa passar por um processo de mudança. Tais fatores podem envolver: relações precárias, falta de conexão entre os membros, falta de regras e limites, entre outros.

Então, se for o caso, é preciso resolver essas questões para que a família possa ser uma das ferramentas úteis para o tratamento do usuário, reajustando elementos como a qualidade dos vínculos familiares, estabelecimento de regras, expressões de afeto, diálogo aberto e sincero, envolvimento positivo e acolhimento.

Enfim, pudemos compreender as diversificadas abordagens no tratamento para dependentes químicos, o quanto o consumo de drogas ainda é um problema crescente e que deve ser enfrentado e a relevância da família tanto na prevenção quanto no processo de reabilitação do dependente.

Gostou deste artigo? Então, aproveite para complementar a leitura e entender a respeito da dependência química!

Internação nas férias: o melhor momento para buscar ajuda

A maioria dos casos de dependência em substâncias entorpecentes como álcool e drogas começam ainda na adolescência ou na juventude. Tendo isso em vista, a internação nas férias pode ser uma excelente opção para ajudar os jovens na superação do vício.

Durante as férias escolares, o perigo do uso de drogas é maior. Como os adolescentes se juntam em festas, viagens e encontros com amigos, eles tornam-se mais expostos ao consumo de substâncias ilícitas.

Nesse contexto, a proposta deste artigo é mostrar as vantagens de aproveitar esse momento para internar o seu filho ou filha em um Hospital para reabilitação da saúde. Veja por que é necessário tomar essa iniciativa o quanto antes para que seus entes queridos se libertem de um problema tão preocupante para os pais, a escola e a sociedade. Acompanhe!

Por que há maior vulnerabilidade ao uso de drogas nas férias escolares?

Nas férias, os estudantes ficam mais soltos e têm mais tempo livre para diversão e encontro com os amigos. Se por um lado isso é bom para relaxar a mente e se preparar para o retorno à escola, por outro, esse é um momento em que o adolescente torna-se mais vulnerável a experimentar drogas e álcool.

Com isso, o risco de envolvimento de adolescentes e jovens com entorpecentes aumenta consideravelmente. Por influência de colegas ou de grupos de usuários, o jovem aceita experimentar a novidade, mesmo sem conhecer os limites de seu corpo, e sem ter a clara noção dos reais perigos da droga.

No Brasil, o uso de drogas entre estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental está aumentando bastante. Essas estatísticas são extremamente preocupantes e sugerem a necessidade de intervenções mais concretas para contornar os impactos dessa questão.

Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), alerta que a situação está caótica. Segundo dados da OMS amplamente divulgados pela mídia, o uso de drogas causa mais de 500 mil mortes anuais. Por isso, a diretora defende que o consumo de droga precisa ser considerado como uma questão de saúde, e não somente pelo viés criminal. 

Quais as vantagens de realizar a internação nas férias?

Pais e professores devem alertar os jovens quanto à importância da informação sobre os males que as substâncias psicoativas causam ao organismo dos usuários.

Independentemente da época do ano, trabalhar medidas de educação preventiva é essencial para reduzir os riscos do envolvimento dos filhos com entorpecentes.

Infelizmente, o acesso às drogas está cada vez mais fácil. Essas substâncias estão inseridas no cotidiano de muitas pessoas ao nosso redor. E não é somente nas férias ou em festas. Nesse sentido, a orientação dos pais e a informação é fundamental.

Os pais precisam ser mais próximos, propor um diálogo aberto e conversar sobre esses problemas. Essa é uma forma mais segura de descobrir se um filho usa drogas e, mediante a confirmação, buscar auxílio imediatamente.

Mediante isso, listamos algumas vantagens da internação nas férias. Confira!

  • o adolescente não perde aulas;
  • mais possibilidade de participação dos pais no tratamento;
  • o dependente químico terá mais tempo para se dedicar à recuperação;
  • sem aulas, há maiores chances de receber visitas e apoio dos amigos da escola.

Como vimos, aproveitar esse período para auxiliar o filho a vencer a dependência química é um passo importante para a reabilitação. Nesse sentido, a internação nas férias pode representar uma excelente alternativa para recuperar a saúde e possibilitar um convívio harmônico com a família e a sociedade. Basta escolher uma instituição, como o Hospital Santa Mônica, que garante qualidade em todo o auxilio necessário.

Decidida a ajudar seu filho a vencer o vício? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica e veja como a internação pode ser a melhor saída!

O papel dos ex adictos na reabilitação de dependentes químicos

Em diferentes momentos da vida, a experiência de alguém que vivencia uma situação semelhante à nossa pode fazer com que tenhamos mais facilidade para lidar e enfrentar nossos problemas. Não à toa, para quem está em tratamento de dependência química, o papel dos ex adictos têm um significado bastante positivo durante o processo.

Trata-se, nesse caso, de uma questão de empatia. Afinal, o dependente químico pode se sentir sozinho durante as etapas da reabilitação. Isso se deve ao fato de que, embora seus familiares e outras pessoas próximas o amem e apoiem, eles podem não compreender na totalidade as suas sensações e a intensidade dos desafios que enfrenta. Quer saber mais sobre o tema e entender o papel dos ex adictos no tratamento? Continue a leitura a seguir!

Qual é o papel dos ex adictos podem ajudar?

Hoje, mais de 200 milhões de pessoas usam drogas ilícitas, de acordo com a United Nations Office on Drugs and Crimes, UNODC, uma das divisões das Nações Unidas. Dessas, mais de 10% sofrem de dependência química, uma situação cujo tratamento é complexo e pode requerer meses até que se complete.

Durante esse período, além da importância de dar continuidade a ele, é determinante compreender que cada pessoa vivenciou e costuma vivenciar um episódio complicado com aqueles que ama, já que todos sofrem e são impactados pelo efeito da droga na vida do dependente. Trabalho, relacionamentos, sonhos… Tudo acaba afetado.

Quem já experimentou uma sensação parecida e conseguiu transpô-la, assim, se torna rapidamente uma motivação para seguir adiante com todas as fases, desde a desintoxicação às sessões de psicoterapias, imprescindíveis para a compreensão dos gatilhos que levam às drogas.

De quais formas?

Considerando-se que a empatia é o principal aspecto no papel dos ex adictos na reabilitação de dependentes químicos, listamos em mais detalhes algumas das formas abaixo.

Aceitação sem julgamentos

Mesmo diante daqueles que ama, quem sofre de dependência está sujeito a julgamentos. Drogas como heroína, maconha, crack ou mesmo álcool modificam o comportamento dos usuários e frequentemente, em casos extremos, os levam a atitudes impulsivas que podem machucar física e psicologicamente outras pessoas. A compreensão das circunstâncias, todavia, nem sempre vem.

Quando se conversa com um ex adicto, assim, é possível estar próximo a alguém com mais paciência para aceitar e auxiliar quem precisa de uma mão para sair do tratamento fortalecido.

Compreensão e disponibilidade para o diálogo

Embora o tratamento para dependência química, como aquele que é feito em hospitais psiquiátricos especializados, conte com uma equipe multidisciplinar de saúde à disposição do paciente, às vezes tudo de que ele precisa é de alguém que o ouça.

O psicólogo e terapeuta do Hospital Santa Mônica, Erick Marangoni que também é ex adicto esclarece que “o ex adicto, já sentiu a mesma necessidade, tende a ser tolerante, o que o leva a conversar abertamente sobre o tema e sobre todas as suas consequências. O dependente vê que uma perspectiva de futuro sem as drogas”.

Sugestão de ingresso em grupos de dependentes químicos

A psicoterapia e o acompanhamento médio, juntos, solucionam boa parte dos males que a dependência química causa. Ao lado deles, contudo, há a relevância inegável de grupos de dependentes químicos, cujas experiências compartilhadas aliviam a culpa uns dos outros e possibilitam que, juntos, enfrentem o problema.

Para quem já viveu tudo isso, ou seja, aos ex adictos, cabe o papel de motivar a deixar preconceitos de lado e se render, também, aos benefícios de vivenciar esse processo e entender que ele se torna mais fácil ao lado de quem olha com compreensão e respeito. Por isso, o papel dos ex adictos é um forte auxílio para os dependentes químicos.

Conhece alguém que precise de tratamento para dependência química e está à procura de uma instituição confiável? Então, entre em contato com o Hospital Santa Mônica, referência no segmento, e saiba como nossa equipe pode auxiliar!

Crises de abstinência: como lidar com essa situação?

As crises de abstinência surgem por associação de vários fatores. Geralmente, elas são impulsionados por características emocionais, herança genética, padrões de gênero, estilo de vida e aspectos comportamentais e sociais.

Mediante isso, não se pode ignorar os impactos dessa síndrome sobre a saúde mental e física do indivíduo e nem adotar uma posição limitada. Os efeitos da abstinência exercem influência no âmbito biológico, social, moral e psicológico e, nesse contexto, exigem soluções urgentes.

Logo, o objetivo deste material é fazer uma abordagem mais ampla sobre as crises de abstinência. Veja, então, o que é essa síndrome, quais são os sintomas, como proceder frente as crises e como direcionar o tratamento para o caminho da recuperação, mesmo que seja necessária a internação involuntária. Boa leitura!

Como as drogas agem no organismo?

Ainda que sejam usadas em pequenas quantidades, a maioria das drogas tem efeito muito potente sobre o funcionamento geral do organismo. As substâncias que são inaladas são rapidamente absorvidas pelas células pulmonares e, em fração de segundos, alcançam a corrente sanguínea e chegam ao cérebro.

Por meio dessa rápida trajetória, essas substâncias geram uma grande — e falsa — sensação de bem-estar e de prazer. Isso ajuda a entender o que leva os usuários ao vício, pois quando passa esse efeito, eles querem sempre usar mais drogas para manter essa condição de leveza e de aparente “felicidade”.

As drogas de uso oral, como o ecstasy, ou as injetáveis como o ácido lisérgico (LSD) e a heroína também costumam causar impactos bem parecidos no cérebro. Isso porque o efeito das drogas no organismo são bem semelhantes, principalmente nas áreas cerebrais.

O uso constante desses entorpecentes eleva os riscos para o desenvolvimento de várias enfermidades mentais e físicas. No âmbito psíquico, destacam-se a síndrome do pânico, as psicoses e as crises maníaco-depressivas. Conforme o nível de gravidade, esses desequilíbrios podem evoluir até mesmo para a ideação suicida.

Já em relação aos danos causados sobre a função dos órgãos nobres do corpo, o derrame cerebral, o comprometimento das funções respiratórias e as doenças cardiovasculares — como o infarto e a doença vascular periférica — são os mais evidentes.

O consumo de substâncias tóxicas por um longo período, leva ao comprometimento das funções psicomotoras também. O usuário torna-se mais propenso a quedas, perde a capacidade de discernir ações boas das ruins, o que acentua os riscos à própria integridade física e a das pessoas de seu círculo social.

Se não freados a tempo, o efeito prejudicial dos entorpecentes compromete a vitalidade e abre as portas para o desenvolvimento de inúmeras complicações. Conforme o estado geral do dependente químico, algumas comorbidades podem se tornar irreversíveis, ou evoluir para o risco de suicídio.

Na atualidade, o impacto negativo das drogas sobre a sociedade tornou-se uma das questões mais preocupantes para a Saúde Pública. Além de causar a redução da capacidade crítica, reflexiva e danos em diferentes áreas da vida do usuário, o vício o expõe à vulnerabilidade marginal e à exclusão social.

No Brasil e no mundo, a questão das drogas onera os cofres públicos e causa um enorme prejuízo econômico e social. Pesquisas indicam que os gastos do SUS com dependentes químicos já ultrapassaram 9 bilhões de reais. Essas estatísticas comprovam a gravidade do problema e reforçam a importância de atenuar os seus impactos.

Como é o tratamento para dependentes químicos?

Quanto ao tratamento para dependentes químicos, um dos pontos mais importante a ser considerados é o diagnóstico precoce. Assim como ocorre em todas as doenças, a avaliação precoce é essencial para direcionar o tratamento antes da piora do quadro.

Vale lembrar também que não existe um único tratamento: para alcançar melhores resultados, o ideal é mesclar diferentes terapias. Assim, qualquer problema enfrentado pelo dependente químico precisa ser tratado concomitantemente por uma equipe de especialistas de diferentes áreas, mas com foco na reabilitação da saúde integral.

Médico psiquiatra, psicólogo, clínico geral, terapeuta ocupacional e enfermeiro são alguns dos profissionais que devem compor a equipe multidisciplinar. O trabalho conjunto desses especialistas proporciona mais eficácia ao tratamento para controle das crises de abstinência.

Outro detalhe importante é adotar condutas personalizadas e em conformidade com as necessidades ou o com o grau de comprometimento de quem não consegue vencer esse desafio sozinho. A atenção a esse fator é essencial para assegurar que essas intervenções terapêuticas individualizadas facilitem a avaliação periódica dos resultados do tratamento.

Já na primeira consulta, o estado geral do paciente é avaliado criteriosamente a fim de que sejam traçadas estratégias básicas que conduzirão as intervenções terapêuticas. Em linhas gerais, o tratamento é baseado em acompanhamento psicoterapêutico e no processo de desintoxicação.

Para entender melhor essa proposta, confira os tipos de tratamentos disponíveis para a superação dos males causados pelas drogas no organismo.

Medicações

A maioria dos medicamentos usados no controle e no tratamento para dependência química foi desenvolvido há poucas décadas. No entanto, vale ressaltar que não há remédios milagrosos, mas que a adoção de certas substâncias têm o poder de limitar o efeito nocivo da dependência.

Por isso, os remédios são escolhidos de acordo com o nível de dependência psíquica e do estado de toxicidade do organismo do usuário. Porém, as medicações não são prescritas isoladamente, visto que elas devem ser administradas paralelamente com outras terapias.

Há dois tipos de medicações, cujos efeitos variam de acordo com o quadro clínico do usuário de drogas. Logo, essas medicações podem agir de diferentes formas. Confira:

  • medicação aversiva: quando administrada com a droga provoca mal-estar geral para que o indivíduo perca o interesse pelas substâncias tóxicas;

  • medicação substitutiva: esse medicamento age diretamente no Sistema Nervoso Central e seu princípio ativo mimetiza o efeito da droga.

Psicoterapia

Os tratamentos psicoterápicos podem auxiliar bastante na recuperação da saúde mental dos dependentes químicos. Essas intervenções são utilizadas como tratamento complementar às medicações a fim de que o indivíduo consiga restabelecer o equilíbrio emocional necessário para conseguir vencer o vício.

Enumeramos algumas terapias que asseguram melhores resultados. Veja quais são!

Terapia cognitivo — comportamental

O propósito desse tipo de terapia é proporcionar condições propícias à mudança de pensamentos por meio das alterações cognitivas. O terapeuta utiliza métodos que estimulam a modulação do comportamento do usuário em relação ao hábito de consumir drogas.

A base da ação dessa terapia comportamental considera que a opção pelas substâncias entorpecentes resulta de um comportamento aprendido. Assim sendo, há possibilidades de o indivíduo “desaprender” ou de se desinteressar pelos tóxicos.

Porém, essa mudança comportamental exige a adoção de uma postura firme e a decisão de se manter longe dos estímulos ao uso de drogas. Os mais importantes e que precisam ser vencidos é ter a consciência da necessidade de mudar as ações e o comportamento frentes ao problema.

Para tanto, o dependente deverá enfrentar de vez os momentos de “fissura”, afastar-se de outros usuários e procurar preencher o tempo e os pensamentos com alternativas saudáveis.  A opção por jogos interativos, atividades recreativas, prática de esportes ou o aprendizado de algum trabalho novo ajuda nesse processo.

Terapia de grupo

A participação em atividades interativas com outras pessoas que tenham objetivos e propósitos semelhantes ajuda muito na recuperação dos usuários de entorpecentes.

Além disso, essas  terapias são monitoradas por profissionais com experiência e habilidade para discutir aspectos relacionados à importância de superar os sintomas da dependência química.

O envolvimento auxilia também na integração social, evita o isolamento e fortalece emocionalmente o paciente durante o tratamento. Nos grupos, os usuários trocam depoimentos e falam de suas expectativas futuras. Isso é importante para que o indivíduo perceba que não está sozinho nessa investida.

Terapia familiar

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), uma entidade ligada à ONU, 29 milhões de pessoas adultas são usuárias de drogas e entorpecentes. Familiares, amigos e profissionais de saúde não podem desconsiderar essa situação, já que esses dados sugerem a necessidade de intervenções urgentes.

Muitas famílias não conseguem — ou não sabem lidar com um integrante com problemas de dependência química. Em nossa cultura, o uso de droga tem sempre um viés repressivo quando, na verdade, deveria ser visto sob um contexto multifatorial e que exige tratamento.

Logo, a opção pela terapia familiar é uma das condutas mais assertivas para minimizar os conflitos resultantes dessas questões. Isso evita que o usuário seja exposto a mais sofrimento que o leve ao isolamento da família ou resultar em problemas mais graves como agressividade e violência.

Como é o processo de desintoxicação?

A dependência química resulta de mecanismos psicológicos induzidos por diferentes questões. Esses pilares são sustentados pela busca do prazer e, ao mesmo tempo, pela fuga dos problemas que incomodam, provocam dor e que, aparentemente, não têm solução.

Assim, muitas pessoas veem nas drogas a opção para resolver esses embates e, por isso, acabam mergulhando em um ciclo vicioso que compromete, além da estabilidade fisiológica, suas relações pessoais, sociais e profissionais.

Um dos pontos mais cruciais para superar as crises de abstinência é restabelecer o equilíbrio psíquico para que as regiões cerebrais, já acostumadas com as drogas, consigam desempenhar as funções sem esse estímulo nocivo.

Assim, o processo de desintoxicação exige um trabalho conjunto com o uso de medicações e de terapias psicológicas. Isso permite que o indivíduo tenha mais condições de recuperar a força mental exigida para controlar a falta da droga no organismo.

No entanto, o ideal é que o processo de desintoxicação seja realizado em um hospital com estrutura para oferecer todo o suporte necessário ao paciente.

Muitos dependentes químicos podem ter reações inesperadas e que exigem socorro emergencial. Nessa perspectiva, a escolha de uma instituição que tenha uma equipe multidisciplinar capacitada garante resultados mais eficazes.

O que são e por que ocorrem as crises de abstinência?

As crises de abstinências são caracterizadas por um conjunto de sinais e sintomas decorrentes das reações provocadas pela ausência da droga. Esses eventos são parte natural do processo de desintoxicação, ou seja, ocorrem quando o organismo percebe a falta da substância geradora da dependência.

Essa síndrome resulta de reações orgânicas, que podem ser de caráter físico ou psíquico, em razão da interrupção brusca do uso de entorpecentes.

Tão logo o indivíduo inicia um tratamento de desintoxicação, a renúncia ao consumo da droga pode gerar graves perturbações pelo fato de o organismo já está acostumado às substâncias.

Por isso, podem surgir alterações comportamentais imprevisíveis devido à falta desse estímulo tóxico para a realização das atividades mentais do indivíduo. O primeiro sinal é a “fissura” pela droga.  

Entende-se por “fissura” a ocorrência de um desejo muito forte de utilizar a droga. Essa vontade é quase incontrolável e, às vezes, pode provocar reações enérgicas como agressividade e perda do equilíbrio psíquico.

As crises de abstinência são um dos fatores que mais contribuem para a dependência crônica.  Por isso, muitos usuários apresentam grande dificuldade de abandonar o vício sozinhos e precisam se submeter a um processo de desintoxicação.

O uso prolongado de entorpecentes os tornam em viciados crônicos porque quando tentam interromper o uso, há uma forte sensação de que necessitam da substância para aliviar sintomas causados pelas crises de abstinência.

Quais são os principais sintomas das crises de abstinência?

Os sintomas das crises de abstinência nem sempre obedecem a um padrão fixo. Eles variam conforme o estado de saúde do usuário. Outro aspecto que também influência é o uso associado de drogas concomitantes.

Alguns tipos de entorpecentes provocam sintomas leves, enquanto as substâncias mais potentes geram uma tensão psicoativa mais forte. Na verdade, ambas as situações são extremamente perigosas, já que há o risco de surtos psicóticos condizentes com emergências psiquiátricas de difícil controle.

Listamos os sintomas mais evidentes provocados pela síndrome da abstinência. Observe:

  • apatia;

  • delírios;

  • irritabilidade;

  • agressividade;

  • confusão mental;

  • alterações no sono;

  • aumento do apetite;

  • problemas de memória;

  • disfunção psicomotora;

  • transtornos de ansiedade;

  • comportamentos compulsivos.

  • hipersensibilidade ao estresse;

  • tendências a ideações suicidas.

O que fazer quando passar por uma crise?

As crises de abstinências podem provocar reações imprevisíveis e extremamente perigosas. Por isso, a orientação dos profissionais especialistas nessa área é que, se a pessoa estiver sozinha, ele deve buscar socorro imediato.

Contar com a ajuda e o apoio psicológico dos amigos, pais ou familiares pode minimizar os reflexos negativos desse problema e direcionar para viabilidade de soluções. Se a crise surgir de repente, o ideal é buscar apoio profissional ou entrar em contato imediatamente com um hospital.

Como saber o que gerou a crise de abstinência?

A síndrome de abstinência pode resultar de uma multiplicidade de fatores. No entanto, ela costuma ser desencadeada pelo estresse descontrolado ao entrar em contato com outros usuários de drogas. Nessas circunstâncias, o indivíduo torna-se mais vulnerável ao uso, já que o próprio organismo “exige” a substância.

Como prevenir as crises de abstinência?

O abuso de drogas lícitas e ilícitas pela Humanidade não é tão recente. Sabe-se que o homem sempre utilizou substâncias alucinógenas para os mais variados fins: como analgésicos, remédios e até mesmo em rituais sagrados.

Porém, o uso recreativo das drogas é bem mais recente e, hoje, muitos dos malefícios associados à toxicidade provocada por elas aumentam os riscos de doenças concomitantes ou preexistentes.

A boa notícia é que existem alternativas de prevenção, e que podem minimizar os efeitos nocivos das crises de abstinência decorrentes do abuso de drogas. Veja, então, quais são as medidas mais relevantes para prevenir esse problema!

Praticar exercícios físicos

O exercício físico regular ajuda na liberação das substâncias responsáveis pela sensação de prazer e de bem-estar geral. As mais importantes são a serotonina e a endorfina, dois neurotransmissores que são produzidos durante a prática de exercícios.

Para maior tranquilidade, vale ressaltar a importância de recorrer à avaliação médica antes de iniciar quaisquer tipos de atividade física.

Fugir de ambientes com usuário de drogas

Igualmente importante é priorizar a integração e a seletividade dos amigos. Evitar o contato com pessoas ou a frequência a ambientes com usuários ajuda no processo de recuperação e de prevenção das crises. Manter-se ocupado e envolvido com atividades prazerosas que possam substituir a droga é essencial para evitar novos consumos.

Priorizar uma alimentação saudável

Tomar muita água e priorizar uma alimentação saudável, rica em vegetais e frutas é um dos pontos mais importantes para aumentar a defesa do organismo e promover a desintoxicação. Opte por alimentos menos calóricos: cereais e grãos contêm importantes minerais, fortalecem as funções cerebrais e acentuam a disposição física e mental.

O que é a internação psiquiátrica e como saber se preciso dela?

De certo modo, o crescimento do uso indiscriminado de tóxicos está associado ao estilo de vida contemporâneo, resultado da mudança de costumes e de valores da atual sociedade.

Por questões de ordem cultural, a ênfase dada ao problema das drogas em nosso país é de caráter puramente repressivo. Dada à complexidade inerente a essa questão, a maioria dos dependentes químicos é considerada criminosa ou vista com maus olhos.

Assim, faz-se necessário a criação de programas de educação preventiva que priorizem a informação e o estímulo ao conhecimento sobre a importância de tratar as drogas como uma doença.

Igualmente relevante é estimular a formação de profissionais especializados nesse campo a fim de impulsionar a criação de serviços voltados ao tratamento e à prevenção desse problema cada vez mais preocupante.

Grande parte da população não sabe que há vários níveis de tratamento contra a dependência química. Existem casos considerados como emergência psiquiátrica em que o indivíduo precisa de um acompanhamento intensivo.

Dependendo da gravidade do quadro, é preciso recorrer à internação psiquiátrica. Se houver o risco de afetar a própria integridade física ou se o usuário se tornar uma ameaça para os outros, o ideal é a internação psiquiátrica. Nesse nível de comprometimento mental, por questões de segurança, o tratamento já não pode ser feito em domicílio.

Como um hospital especializado pode ajudar?

Para os profissionais de saúde, o problema da dependência de drogas é considerado uma doença. Isso tem estimulado ações mais positivas no intuito de entender melhor essa questão cada vez mais preocupante.  Por isso, é fundamental manter um olhar diferenciado sobre a importância da intervenção adequada e da adoção de métodos de prevenção.

Ainda que a completa restauração da saúde mental do usuário de drogas seja difícil, a escolha de uma instituição especializada em reabilitação da saúde mental eleva consideravelmente as possibilidades de sucesso na terapia.

Em um hospital especializado, o dependente químico terá todo o suporte que necessita para manter firme o propósito de superar esses problemas e assim, poder voltar a ter uma vida digna e plena.

É importante destacar que o primeiro passo para ser beneficiado com o tratamento é reconhecer a necessidade de ajuda para mudar o comportamento e o estilo de vida. Igualmente relevante é orientar a família e o próprio viciado para que eles se conscientizem de que essa decisão não depende apenas da escolha de quem está dominado por esse problema.

Como as crises de abstinência geram sintomas que podem culminar em recaídas, a opção pelo tratamento intensivo em um hospital psiquiátrico faz toda a diferença. Diante disso, contar com o trabalho multiprofissional é imprescindível para reavaliar as estratégias de tratamento e, por conseguinte, adotar condutas mais adequadas.

Quando o paciente está abstinente já há alguns dias, semanas ou meses, o risco de apresentar outros desajustes mentais é bem maior. Essas comorbidades surgem, geralmente, sob a forma de crises depressivas, alucinações, psicoses, ansiedades, convulsões e outras questões ligadas ao aspecto psiquiátrico.

Algumas comorbidades têm fundo meramente emocional, mas requerem atenção especial e cuidados intensivos. Cada uma dessas complicações exige a avaliação médica e o uso de medicação específica. Quando não tratadas adequadamente, a tendência é a evolução para quadros mais graves e irreversíveis.

Percebe-se, por fim, que o trabalho multiprofissional pode representar soluções viáveis e a possibilidade de retorno do dependente químico à sociedade. Isso, de forma mais rápida e segura.

Nesse sentido, um hospital referência em Psiquiatria, como o Hospital Santa Mônica, torna-se uma excelente alternativa para ajudar tanto o indivíduo como também os familiares na luta contra as recaídas associadas às crises de abstinência.

Se você gostou deste material e gostaria de saber mais sobre os riscos provocados pelo uso de drogas, que tal ver também sobre os perigos da dependência cruzada?

 

Como posso ajudar na reinserção social do dependente químico?

A reinserção social do dependente químico é algo que demanda força emocional para superar diversos obstáculos, sobretudo o preconceito e o descrédito da sociedade. Para muitos viciados, o recomeço da convivência em sociedade abrange a volta ao mercado de trabalho, o retorno aos estudos, como também a tentativa de restabelecer vínculos com os familiares e amigos.

Conforme o Relatório Mundial sobre Drogas de 2018, a quantidade de pessoas no mundo que fez uso de entorpecentes ao menos uma vez no ano prosseguiu estável em 2016. Sem dúvidas que para amenizar esses números e o retorno ao convívio social não seja frustrante, o dependente de substâncias psicoativas precisa se submeter a um tratamento especializado, a fim de que a sua reabilitação seja eficiente e eficaz.

Dentre variados tipos de abordagens, há a internação, a qual consiste numa medida mais intensa, cujo procedimento envolve um trabalho de desintoxicação e consequente “limpeza do organismo”, com o uso de medicamentos para amenizar os efeitos da abstinência e acompanhamento de médicos e psicólogos. A internação pode ser voluntária, involuntária ou compulsória.

Neste post, falaremos a respeito do quanto a família é relevante para a retomada da vida social do paciente usuário de drogas, das dificuldades para se inserir novamente ao mercado de trabalho e das possíveis recaídas, as quais podem ser evitadas por meio do apoio adequado. Confira!

A importância da família para a reinserção social do dependente químico

Dados estatísticos do Relatório Mundial sobre Drogas de 2018 demonstram que os períodos da adolescência precoce (12 a 14 anos) e da adolescência tardia (15 a 17 anos) são de extremo risco em relação ao início do uso de substâncias psicoativas.

Ademais, os resultados das pesquisas indicaram que essa situação pode atingir o pico entre os jovens com idade entre 18 a 25 anos. Essa problemática só enfatiza o quanto os familiares e as boas relações são fundamentais, pois podem prevenir que o indivíduo use drogas ou o ajude a retomar a vida social após o tratamento contra o vício.

É fato que uma família bem estruturada emocionalmente e nas relações entre os seus componentes têm papel fundamental para que a reintegração do indivíduo à sociedade seja bem-sucedida. A reinserção é um processo complexo, o qual envolve diversos fatores, como a insegurança do dependente, a desconfiança da sociedade, a dificuldade para encontrar emprego, entre outros.

Nesse sentido, o seio familiar tem uma essencial atribuição: fazer a pessoa se sentir parte de um grupo, pelo qual ela pode ser amparada nos momentos de dificuldade. O acolhimento da família vai desencadear no indivíduo dependente químico o sentimento de pertença. Logo, saber que não está solitário nessa batalha contra o vício é condição eficaz para revitalização.

Outra função da família é a de orientar o usuário de drogas. É natural que o paciente se sinta perdido quanto às suas ações, pois se encontra em um processo de recomeço. Assim, os que estão ao seu lado o fará compreender que a reinserção social é algo lento e gradativo, que requer força de vontade para superar seus receios e estigmas.

Também é necessário distanciamento das tentações e implementação de uma rotina congruente com os objetivos do tratamento. Nesse momento, os valores éticos e morais, que foram ensinados no seio familiar desde a infância devem ser retomados, para que a pessoa os aplique como ser social e tenha o retorno esperado.

Nessa luta conjunta, os entes queridos, sobretudo os pais, precisam passar também por um acompanhamento adequado, o qual visa, além do apoio psicológico, ensiná-los a compreender as variáveis dessa retomada, a saber dialogar nos momentos de adversidade e a estabelecer uma relação de confiabilidade, pois esses são elementos indissociáveis desse trabalho de recomeço do indivíduo.

Àqueles que convivem diretamente com o dependente de substâncias psicoativas são fundamentais e aumentam consideravelmente as chances de superação do vício e reconstrução da vida em sociedade. A solidariedade é condição imprescindível, em que a compreensão e o afeto devolvem ao usuário a esperança de dias sóbrios.

Volta ao mercado de trabalho, os preconceitos e dificuldades

Certamente, o retorno à sociedade compreende a volta ao mercado de trabalho. Sentir-se útil é fundamental nesse processo, pois acarreta elevação da autoestima e da própria confiança. Entretanto, nessa ideia de reintegração surgem alguns obstáculos que devem ser superados: o preconceito e outras dificuldades.

É comum que o preconceito social se faça presente na vida do dependente químico, pois as pessoas o ligam a um histórico de problemas emocionais, nas relações familiares e em sociedade. Diante dessas questões, o preconceito surge como barreira, a qual pode ser superada por meio da demonstração de comprometimento com o tratamento e capacitação profissional constante.

A própria falta de confiança e a de terceiros são dificuldades que também fazem parte. A autoconfiança pode ser readquirida a cada vitória conquistada durante o projeto de recuperação. Por intermédio das terapias, as crises existenciais, emocionais e de abstinência são superadas, fatos que elevam a autoestima e própria credibilidade.

Quanto ao descrédito da sociedade, essa precisa compreender que o dependente químico em recuperação não representa uma ameaça. O núcleo social, principalmente no ambiente laboral, é parte imprescindível do tratamento. Assim, quando o indivíduo é aceito, apesar da sua condição, isso serve como uma aplicação extra de ânimo, a qual otimizará o seu projeto de recomeço no mercado de trabalho.

Desde o início, o ex-usuário precisa estar ciente do enfrentamento dessa problemática. Entendendo essas questões, as chances de não ocorrerem quebras de expectativas e frustrações aumentam. Assim, restam a disciplina constante para fazer dar certo o tratamento e a regular capacitação profissional, para que, gradualmente, a pessoa reconquiste o seu espaço no mercado de trabalho.

O apoio é fundamental para evitar possíveis recaídas

O dependente químico em recuperação ainda tem vulnerabilidades emocionais e fisiológicas, que precisam ser sanadas ao longo tempo. Qualquer abalo emocional, como brigas, frustrações ou descontrole comportamental pode desencadear na pessoa em reabilitação o desejo de usar drogas como forma de fuga e colocar tudo a perder.

Diante dessa realidade, medidas estratégicas de apoio devem ser aplicadas. O suporte tanto de profissionais especializados quanto de familiares e amigos é essencial para prevenir possíveis recaídas. O acompanhamento terapêutico tem como objetivo prever situações denominadas como gatilhos emocionais, a fim de que o paciente possa se preparar e aprender a lidar com as situações que podem provocar recaídas.

O dependente químico será orientado a buscar adquirir novos hábitos saudáveis, os quais serão substitutos dos velhos costumes nocivos. Atividades como práticas esportivas, hobbies, dedicação ao trabalho e estudos são instrumentos eficazes para modificar o estilo de vida e evitar recaídas.

Estar com as pessoas certas, sem dúvidas, é o caminho ideal para prevenir insucessos durante a reabilitação física e psicológica. Os entes queridos e os amigos mais próximos têm fundamental função de cautelar o ex-usuário e blindá-lo de exposições tanto a pessoas nocivas quanto a ambientes impróprios e degradantes. A reinserção social deve ser vista pela perspectiva de combate a alguma recaída. Nesse sentido, é preciso cuidado em relação a diversos fatores influenciadores negativos.

Portanto, neste post foi abordado pontos interessantes, os quais ajudam na reinserção social do dependente químico, como a importância da família nesse processo retomada, o enfrentamento do preconceito e das demais dificuldades na volta ao mercado de trabalho e o quanto o apoio adequado é peça-chave para evitar recaídas.

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Entenda os riscos do uso de drogas na juventude

De acordo com dados do Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas (CREAD), a maioria dos quadros de dependência química se iniciam ainda na juventude. Muitas vezes, pais e adultos, de forma geral, acabam ignorando os fatores de risco e os problemas que o adolescente apresenta por acharem que trata-se apenas de uma fase. Se algo parece errado, é preciso tomar medidas para evitar as graves consequências do uso de drogas na adolescência.

Para abordar esse assunto de extrema relevância, preparamos este post e explicaremos o riscos do uso de drogas na juventude, como isso se apresenta no Brasil e no mundo, além de saber quais são as consequências das drogas na adolescência e os efeitos do uso a longo prazo. Continue a leitura!

Início do uso de drogas na juventude

O primeiro contato com as drogas acontece principalmente na juventude. Isso porque esse é um momento em que ocorrem diversas mudanças relacionadas com o psicológico do adolescente, que se torna mais vulnerável e, por isso, pode ser considerado um grupo de risco.

consumo de drogas lícitas e ilícitas se dá por diversos fatores, entre eles o sentimento de indestrutibilidade, relações com amigos e família e falta de autoconhecimento. Além desses fatores, é importante compreender de onde vem o interesse em consumir drogas, pois muitas vezes os jovens têm seus próprios motivos para as usarem ou utilizam pela primeira vez dentro de casa, com o apoio dos pais. Conheça melhor os principais fatores de risco!

Cultura

Socialização, tédio, rebeldia, comportamento, estímulos externos e internos têm relações diretas com a cultura. A mídia, televisão e a Internet apresentam o consumo de drogas de uma forma romantizada e normal. Muitos adolescentes também já são incentivados a consumir substâncias, principalmente o álcool, em festas de aniversário, algo que é cada vez mais comum.

Geralmente a droga utilizada pela primeira vez na vida de um jovem é o álcool, por conta da facilidade de acesso e da cultura ao redor da bebida. Músicas que estimulam o consumo e relacionam a substância como algo descolado ou para se desinibir, também dão espaço para uma pessoa se comportar de forma agressiva.

Ainda, o tédio e a rebeldia são riscos suficientes para uma pessoa fazer uso de drogas. Aqueles que não encontram algo para se ocupar, que não conseguem ficar sozinhos ou procuram por algo mais interessante em suas vidas, acabam por decidir gastar do tempo com essas substâncias.

Prazer instantâneo

Todos os fatores acima relacionados à cultura levam ao prazer instantâneo que as drogas e o álcool proporcionam. Os seus efeitos iniciais fazem os adolescentes se sentirem bem consigo mesmos, que acabam associando a droga com o sentimento de felicidade. Ou seja, eles sabem que a cada uso poderão se sentir mais felizes ou até com uma falsa ideia de maturidade.

Os amigos também acabam por influenciar o consumo para animar uns aos outros quando se sentem tristes ou porque não estão indo bem na escola. Então, a solução que encontram para amenizar os sentimentos é a ingestão de bebida alcoólica em locais públicos ou na casa uns dos outros.

Falta de confiança

Jovens que são mais tímidos e têm dificuldades de se socializar tendem a usar drogas ou ingerir bebidas para se tornarem mais sociáveis, interessantes e fazer algo que eles não fariam se estivessem sóbrios. Por ser um período marcado por diversas transformações e mudanças internas e externas, a adolescência acaba por gerar um sentimento de baixa autoconfiança.

Pelo fato de ainda não se conhecer totalmente, o adolescente se torna mais vulnerável à situações de risco. Para conseguir aprovação social, ele acaba por se sujeitar ao consumo da maconha, cigarro ou álcool, drogas mais comuns e de fácil acesso.

Uso de drogas no Brasil e no mundo

Falta de políticas efetivas para controlar, alterar e, principalmente, prevenir o uso de drogas em todo o mundo provoca o aumento do uso de drogas na juventude. Isso acaba colocando em risco a integridade social, física e mental de adolescentes. O estímulo externo e social acaba por agravar a situação e encoraja o consumo, que muitas vezes é excessivo.

O uso de drogas é uma das maiores causas de morte de jovens no mundo e pode deixar graves sequelas a longo prazo. A prevenção pode reduzir os números drasticamente, mas primeiro é preciso entender qual é o cenário atual do uso de drogas na juventude. Saiba mais como isso se dá no Brasil e no mundo!

No Brasil

Em uma pesquisa realizada pelo IBGE no segundo semestre de 2016, constatou-se que mais da metade dos jovens (55%, ou 1,44 milhão de alunos) relataram já ter tomado ao menos uma dose de bebida alcoólica.

Outros estudos também relataram um início precoce na experimentação de bebidas alcoólicas. Esse dado é bastante preocupante se considerarmos que o consumo de bebidas alcoólicas só está legalmente autorizado no Brasil para indivíduos maiores de 18 anos. Porém, não é difícil adquiri-las em bares, supermercados e lojas de conveniência, visto que a fiscalização nesses locais é baixa.

A cultura do consumo de álcool no Brasil também é um problema, e é vista como aceitável, pois a substância não é considerada uma droga. Programas de controle e taxação de bebidas no país também são fracos. O fácil acesso à outras drogas, como ecstasy, LSD e a maconha, acaba por estimular o uso, que está também relacionado ao tráfico de drogas, principalmente em periferias das cidades.

No mundo

De acordo com o Estudo de Acompanhamento de Atitude, realizado em 2012, no mundo, 40% dos jovens concordam que filmes e séries de TV exibem o consumo de drogas como algo totalmente aceitável. Portanto, as mídias podem ser influenciadoras. É importante que pais conversem abertamente com seus filhos sobre o assunto.

Em um relatório realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), verificou-se que a ingestão de substâncias químicas gera 500 mil mortes por ano. Um número alarmante que demanda maior atenção por parte da saúde pública e não deve ser somente tratado como uma questão criminal.

Muitos países ainda veem o consumo de drogas como algo que está mais sujeito à penas de prisão ou até de morte em alguns países, em vez de uma doença que merece atenção e um tratamento terapêutico e multidisciplinar. A dependência química é um transtorno mental e somente duras penas não resolvem o problema.

Ação das drogas no cérebro de adolescentes

Existem diversas substâncias psicoativas, como o álcool, maconha e LSD que podem alterar ou danificar o desenvolvimento cerebral na adolescência. Elas alteram a função dos neurotransmissores, que permitem a comunicação com os nervos. Em consequência, a percepção da pessoa também é modificada. O hábito do uso acaba por afetar o pensamento, raciocínio e a consciência desenvolvidos, podendo permanecer ao longo da vida de uma pessoa.

Além dessas consequências das drogas na adolescência, vale destacar que o cérebro humano só se forma totalmente depois dos 24 anos de idade. Por conta disso, jovens que fazem uso de drogas por bastante tempo podem desenvolver transtornos físicos e mentais crônicos que demandam tratamentos contínuos.

Influência genética no desenvolvimento da prática de ingerir drogas

Em pesquisa publicada recentemente no periódico científico Psychological Medicine, comprovou-se por meio de análises genéticas o que estudos anteriores já haviam sugerido de forma observacional: o consumo da maconha é particularmente perigoso para pessoas com propensão genética à esquizofrenia, mas, principalmente, que os esquizofrênicos tendem a usar mais a droga.

Perigos do uso de drogas na juventude

O uso de drogas na juventude pode trazer diversas consequências, principalmente a longo prazo. Entenda quais são os principais riscos desse hábito!

Diminuição da interação social

O adolescente que usa drogas tende a mudar seus comportamentos. Se antes costumava estar perto de familiares e amigos, possivelmente ficará mais isolado e evitará o contato social. Atividades rotineiras também são deixadas de lado, pois já não trazem mais prazer.

Mau desenvolvimento da memória

Uma das consequências das drogas na adolescência é que as substâncias químicas das drogas, atingem negativamente a capacidade de memorização, especialmente da chamada memória curta, ou seja, aquela que é utilizada para realizar as tarefas cotidianas. Assim, o jovem passa a ter problemas de concentração e não consegue concretizar as atividades planejadas para o seu dia.

É válido ressaltar que o uso frequente das drogas pode ocasionar danos permanentes ao cérebro, visto que a prática afeta o sistema de ação de neurotransmissores importantes para o correto funcionamento cerebral.

Queda do rendimento escolar

Devido à falta de concentração provocada pela droga, o desempenho na escola tende a cair, fator que dificulta o aprendizado e, consequentemente, o avanço nas séries escolares. Além disso, de acordo com estudo publicado na revista The Lancet Psychiatry, a ingestão diária de substâncias químicas diminui também as chances do indivíduo chegar a concluir o ensino médio.

Redução do senso crítico

A droga prejudica o potencial de racionalidade, uma vez que modifica a atividade cerebral. Nos casos do uso de alucinógenos, a realidade é transformada e, com isso, há uma mudança nos pensamentos, emoções, bem como no desenvolvimento de um raciocínio compatível com as situações ao redor do indivíduo. Dessa forma, ocorre uma redução do senso crítico.

Aumento das chances de aquisição das doenças sexualmente transmissíveis

Com a falta de racionalidade causada pelas substâncias químicas, os jovens ficam mais expostos às doenças sexualmente transmissíveis, pela ausência de preocupação com o uso de preservativos. No caso das mulheres, os riscos de uma gravidez não planejada são altos.

Elevado risco de acidentes

O ato de dirigir sob o efeito de drogas aumenta consideravelmente os perigos no trânsito e chances da ocorrência de acidentes automobilísticos, uma vez que há alteração das noções de espaço e consciência. Isso coloca em risco não só a vida do condutor como também dos pedestres.

Dependência química no futuro

O uso de drogas na juventude torna a pessoa mais vulnerável à dependência química na vida adulta. Isso porque o cérebro permanece com inúmeros receptores dessas substâncias e também pelo fato da adolescência ser a fase em que são definidos os hábitos que serão levados ao futuro.

Aumento dos problemas de saúde mental

Usuários de drogas estão mais propensos a sofrerem com ansiedade e depressão por estarem expostos a uma série de situações que mexem bastante com o aspecto psicológico. Dessa forma, o consumo de substâncias químicas associado a esses transtornos pode trazer consequências severas ao indivíduo.

Segundo o psicólogo Erick Marangoni, do Hospital Santa Mônica e da Unidade Integrativa Santa Mônica, a dependência química é uma doença progressiva, crônica, potencialmente fatal, porém, tratável. Desse modo, é muito importante se conscientizar sobre os riscos da dependência química na juventude e as consequências das drogas na adolescência. Afinal, com esse conhecimento entende-se que o tratamento ainda é o melhor caminho para restabelecer a saúde e qualidade de vida.

Agora que você já sabe os riscos do consumo de drogas por jovens, entre em contato conosco caso precise de ajuda ou queira saber mais sobre o assunto!

Estudo aponta que consumo excessivo de álcool pode afetar DNA e aumentar desejo por bebida

álcool

Estudo conduzido pela Universidade Rutgers publicado na revista científica Alcoholism: Clinical & Experimental Research, aponta que o consumo excessivo de álcool pode desencadear uma mudança genética de longa duração, resultando em uma ânsia maior pela bebida alcoólica, publicado no Uol recentemente.

Os autores descobriram que as pessoas que bebem muito podem estar alterando seu DNA de uma forma que as faz desejar ainda mais álcool. Isso pode ajudar a explicar por que o alcoolismo é um vício tão poderoso e pode, um dia, contribuir para novas formas de tratá-lo ou ajudar a evitar que pessoas em risco se tornem dependentes.

Em 2016, mais de 3 milhões de pessoas morreram devido ao uso nocivo do álcool, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde. Esse total equivale a  5% de todas as mortes globais. Mais de 3/4 das mortes causadas pelo álcool ocorreram entre os homens. O uso nocivo do álcool também causou 5,1% do total mundial de doenças e de ferimentos.

Os cientistas da Universidade Rutgers e da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale se concentraram em dois genes envolvidos no controle do consumo de bebida: o PER2, que influencia o relógio biológico do corpo, e o POMC, que regula o sistema de resposta ao estresse.

Ao comparar grupos de pessoas que bebem moderadamente, compulsivamente e de forma intensa, os pesquisadores descobriram que os dois genes mudaram nos usuários compulsivos e pesados por meio de um processo de modificação genética influenciada pelo álcool chamado metilação. Os consumidores compulsivos e pesados também mostraram reduções na expressão gênica, ou a taxa na qual esses genes criam proteínas. Essas mudanças aumentaram com a maior ingestão de álcool.

Além disso, em um experimento, os consumidores viram imagens relacionadas ao estresse, neutras ou relacionadas ao álcool. Eles também observaram recipientes de cerveja e, posteriormente, provaram cerveja, e sua motivação para beber foi avaliada. O resultado: mudanças provocadas pelo álcool nos genes dos alcoólatras compulsivos e pesados foram associadas a um desejo maior por álcool.

As descobertas podem eventualmente ajudar os pesquisadores a identificar biomarcadores – indicadores mensuráveis, como proteínas ou genes modificados – que poderiam prever o risco de um indivíduo beber compulsivamente ou pesadamente.

Gostou deste artigo e quer saber como o Hospital Santa Mônica, referência na área psiquiátrica, no tratamento de dependência química pode auxiliar você? Então, entre em contato conosco!




Quando a internação hospitalar é a melhor solução para o tratamento para alcoólatras?

internação dependentes quimicos

O consumo de álcool é um problema que afeta pessoas de todas as idades, gênero e diferentes classes sociais. Diante disso, compreender quando a internação hospitalar é a opção mais indicada para o tratamento para alcoólatra é essencial à reversão dos danos causados pelo alcoolismo.

Se não tratado, o vício em álcool pode comprometer aspectos importantes da vida pessoal, profissional e social. Nesse contexto, reduzir os impactos da bebida alcoólica sobre a saúde mental e física é um dos grandes desafios da atualidade.

Que saber mais? Veja, então, qual o momento mais indicado para realizar a internação de um alcoólatra. Confira, também, como o tratamento contra a dependência do álcool pode ser eficaz na reabilitação da saúde e na recuperação da qualidade de vida. Acompanhe!

Quais as principais causas e consequências do vício em álcool?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vício em álcool provoca, anualmente, a morte de 3,3 milhões de pessoas no planeta. Isso torna essa questão uma das mais preocupantes para a Saúde Pública.

Nesse sentido, é preciso buscar formas mais concretas para conter o impacto do vício em bebidas alcoólicas. Fatores emocionais, dificuldades para lidar com as adversidades da vida e herança familiar influenciam bastante a opção por esse estilo de vida.

Além disso, várias são as doenças emocionais e físicas que surgem como consequência do alcoolismo. Depressão, desequilíbrio mental, anemia grave e cirrose hepática figuram entre as principais.

Como é o tratamento para alcoólatras?

Ainda que não tenha um processo de cura permanente, o vício em álcool pode ter seus efeitos atenuados. Para isso, é preciso recorrer a uma instituição especializada e reconhecida pela excelência em tratamento contra a dependência química.

Por meio de um trabalho sério, completo e multidisciplinar é possível controlar os danosos efeitos do alcoolismo sobre o organismo. O tratamento para alcoólatras exige o uso de medicação para desintoxicação e um acompanhamento psicológico contínuo.

Para os casos mais simples, o apoio da família, dos amigos e a participação em grupos de apoio são boas estratégias para reduzir o uso de álcool. No entanto, quando o problema foge ao controle, o ideal é buscar um suporte profissional e encaminhar o indivíduo para o tratamento hospitalar.

Internação voluntária e involuntária: quais as diferenças?

Há duas formas de internação hospitalar para o tratamento para alcoólatras. Veja quais são!

Internação voluntária

É realizada conforme a vontade e o consentimento do próprio dependente, já que ele reconhece a necessidade de intervenção profissional para ajudá-lo no processo de reabilitação.

Internação Involuntária

A internação involuntária é específica para os casos mais graves, quando os dependentes de álcool — ou de drogas — não concordam com o tratamento. Devido aos efeitos nocivos do álcool no organismo do usuário, os familiares recorrem a esse procedimento.

Vale ressaltar que essa decisão de internar o dependente de álcool para realizar um tratamento, mesmo contra a vontade dele, é legalmente amparada na Lei 10.216. Ela assegura aos familiares o pleno direito de intervenção mediante a necessidade de salvar a vida do alcoólatra.

Quando recorrer à internação para o tratamento para alcoólatras?

A internação pode ser o melhor tratamento e o mais indicado quando o indivíduo está dominado pelo vício. Muitos dependentes perdem a capacidade de julgamento de valor e se transformam em uma ameaça para si e para a sociedade.

Nesses casos, a internação é praticamente obrigatória para os quadros mais graves de dependência alcoólica. O intuito é proporcionar ao alcoólatra todas as condições necessárias para reduzir o comportamento de risco e promover a sua recuperação.

Percebe-se, por fim, que a internação é um importante recurso para auxiliar no processo de reabilitação mental e física dos dependentes de álcool. Entretanto, a família e os responsáveis devem tomar essa decisão antes que a situação evolua para quadros mais graves e se torne irreversível.

Logo, a busca pela intervenção profissional em uma instituição especializada — e que ofereça tratamento para alcoólatras — é a melhor solução para minimizar os impactos decorrentes desse problema.

Ainda tem dúvidas sobre a internação e o tratamento para alcoólatras? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica para que possamos ajudá-lo!