O que é pó de macaco? Entenda tudo sobre a super droga e seus efeitos

Originária de uma mistura de substâncias alucinógenas extraídas de plantas africanas, o pó de macaco é uma droga potencialmente perigosa. Umas das principais características que a diferencia dos demais entorpecentes é o efeito analgésico provado.

Essa analgesia — que é a ausência de dor —, somada às alucinações provocadas pela droga, causam efeitos imprevisíveis. Após o consumo, muitos usuários se jogam na frente de carros, pulam de prédios e praticam a automutilação.

Logo, mediante os riscos relacionados ao uso dessa substância, conhecer a origem, a composição, os efeitos e as alternativas de tratamento contra o pó de macaco pode salvar muitas vidas. Confira essas e outras informações neste guia. Boa leitura!

O que é o pó de macaco?

Essa droga é conhecida pela sigla MDPHP, nome científico da molécula química mais importante que origina a substância. No Reino Unido, a droga está inserida na classe B. No Brasil, ela é classificada como uma das mais perigosas.

O pó de macaco é muito semelhante a uma substância conhecida como “sais de banho”, cuja base principal é a MDPV. Essa droga é comercializada sob a forma de cristais ou de pó branco, que pode ser diluído ou ingerido.

Ambas as drogas contêm em sua composição uma substância extraída das plantas khat, originárias da África Oriental, mas que também são cultivadas na península arábica.

A substância básica da droga é conhecida como catinona, cuja ação é promover a liberação da dopamina, um dos hormônios com potente função estimulante do sistema nervoso central.

Trata-se de um entorpecente com efeito analgésico e que provoca alucinações praticamente instantâneas. A rápida ação da droga leva o usuário à perda do julgamento de valor e ao desequilíbrio das faculdades mentais.

Com isso, a analgesia proporcionada pelo consumo desse tipo de tóxico expõe o indivíduo ao maior risco de morte: como ele não sente dor, a droga provoca delírios que levam à mutilação ou à ideação suicida

Essas características tornam seus usuários completamente imprevisíveis e uma ameaça para si e para outros de seu convívio familiar ou social. Sob efeito dessa substância, os dependentes químicos fazem coisas estranhas, como morder pessoas e invadir residências alheias.

Além do mais, os efeitos do pó de macaco pode durar até 4 dias. Segundo a TV americana BBC, na Inglaterra e nos EUA, a droga já se tornou uma epidemia, e que tem resultado em graves prejuízos, não só aos usuários, como também à ordem social. No Brasil, também provoca impactos semelhantes.

Essa situação preocupa as autoridades, tanto da área de saúde como de segurança pública. Devido ao baixo custo, a droga está sendo muito difundida entre crianças, jovens e adultos, independentemente da classe socioeconômica.

Qual é a origem e a composição da pó de macaco?

Inicialmente, o pó de macaco foi produzido em fazendas africanas e em regiões da península arábica a partir de uma planta chamada khat. O efeito analgésico e o baixo custo logo garantiram o “sucesso” desse entorpecente fabricado à base das catinonas sintéticas.

Em alguns lugares, a droga chega a ser comercializada até mais barata que o crack. Isso facilita a sua disseminação, principalmente entre moradores de rua ou jovens sem ocupação.

O entorpecente já circula pelo Brasil, sobretudo nas grandes metrópoles. No entanto, ainda há bastante dificuldade para as autoridades — e as equipes de saúde — identificá-lo. Isso porque a droga é fabricada pelos próprios usuários em laboratórios clandestinos e vendida com nome disfarçado para dificultar a apreensão.

Em sua fabricação, além da substância analgésica básica de sua composição, são adicionados diversos elementos que, às vezes, não são nem identificados.

Assim como na fabricação de outras drogas, os químicos alteram a fórmula do entorpecente para que os efeitos sejam percebidos mediante o uso de uma menor quantidade possível.

Além de aumentar o efeito alucinógeno, o objetivo maior dos produtores é baratear o custo e propagar o consumo dessa substância.

Com isso, os produtores acrescentam elementos como querosene, ácido de bateria, remédio para matar rato e outros similares em sua composição. O pó de macaco é comercializado, em geral, misturado com a maconha sintética Spice ou K2, mas pode ter outros nomes também.

Como a sua fórmula real é desconhecida, o usuário não tem ideia clara de que tipo de substância química está ingerindo. Também não é possível prever quais serão os efeitos dessa droga, pois isso pode variar também de acordo com o nível de uso de cada consumidor.

Os efeitos da droga duram quanto tempo?

Diante do desconhecimento dos elementos que compõem essa mistura alucinógena, há um grande perigo de confundir as crises de alucinação causadas pelo consumo dessa droga com doenças psicológicas. 

Quanto ao tempo de duração dos efeitos, enquanto o crack dura cerca de uma hora, o pó de macaco pode perdurar de 24 horas até 4 dias. Durante esse tempo, os usuários ficam o tempo todo sob efeito dessa substância, que pode gerar graves complicações como irritabilidade, ansiedade, distúrbios do sono e transtornos de personalidade.

Assim, estamos diante de uma droga extremamente potente, perigosa e com um grande potencial para viciar o usuário logo nas primeiras experiências. Como ocorre com a dinâmica de todos os entorpecentes, essa substância age primeiramente enquanto um estimulante cerebral, e depois surgem as alucinações e a analgesia.

O consumo dessa droga provoca dependência extrema, e de forma muito rápida e descontrolada. Por isso, o consumo prolongado desse tipo de tóxico resulta em alterações físicas e psicológicas graves, além de acentuar o risco de lesões hepáticas, renais e tendências a ideações suicidas.

Dada a gravidade desse problema, conhecer o mecanismo de ação da droga no organismo e saber identificar os principais sintomas é imprescindível. Isso é importante para auxiliar alguém sob suspeita do uso dessa substância que representa tanto danos à saúde. 

Como essa droga age no cérebro?

A substância derivada das catinonas age diretamente nas áreas cerebrais responsáveis pela coordenação dos sentimentos. Com esse estímulo, diversos hormônios são liberados exageradamente e, sob ação da droga, ocorrem os descontroles que deixam o usuário baratinado.

Os principais hormônios ativados pelo efeito do pó de macaco são a dopamina e a serotonina. Quando liberadas em excesso, essas substâncias promovem reações eufóricas e descoordenadas, que logo evoluem para confusão mental e alucinações.

A noradrenalina, uma outra substância produzida pelo cérebro, quando é ativada irregularmente, promove a agitação intensa. Como consequência, o indivíduo não consegue parar de se mexer, agita braços e pernas, vai para frente e para trás, corre, pula e começa a falar sem parar.

Esses são os sinais mais comuns provocados pela reação imediata do consumo do pó de macaco. Mas vale destacar que os impactos da droga podem ser diferentes em cada consumidor.

Há casos de indivíduos que, após o uso da substância, atentam contra a própria integridade física, com algumas ações já citadas: pulam de prédios, de telhados e se jogam na frente dos carros em movimento.

Entre os principais efeitos comportamentais, destacam-se os seguintes:

  • paranoia;
  • pesadelos;
  • automutilação;
  • surto psicótico;
  • agitação severa;
  • distúrbios do sono;
  • crises de alucinação;
  • ansiedade e depressão;
  • violência e agressividade;
  • fissura descontrolada pela droga;
  • ideias suicidas ou o ato concretizado;
  • perda parcial ou total do juízo de valor;
  • verbalização de palavras descoordenadas. 

Quais são os efeitos colaterais da pó de macaco?

Ainda que a composição das drogas seja diferente, o efeito colateral é parecido, já que todas as drogas afetam as funções cognitivas, desequilibram as emoções e afetam os órgãos e sistemas do organismo.

Tais substâncias comprometem a qualidade de vida do usuário em diferentes aspectos. Tanto na vida pessoal, afetiva, profissional ou social, seus efeitos são percebidos tão logo o indivíduo começa a usar droga.

Sob o efeito da substância, os riscos à integridade física ainda é o mais preocupante. Como o indivíduo não sente dor, geralmente há mais empolgação para arriscar-se em aventuras perigosas e que podem ser fatais.

Essa extrema sensação de onipotência tem preocupado as autoridades, já que o usuário do pó de macaco torna-se uma grave ameaça para si e para os outros. O estado de euforia resultante do abuso dessas substâncias eleva consideravelmente o risco de provocar tragédias no trânsito, por exemplo.

Outro efeito colateral preocupante é na circulação do sangue: a maior contratilidade das artérias diminui a oxigenação celular e afeta a nutrição dos órgãos e sistemas. Há, ainda, o aumento da frequência dos batimentos cardíacos, condição que pode evoluir para infartos e arritmias cardíacas.

A euforia e a excitação provocadas pelo efeito das catinonas são potencializadas com a maior liberação dos hormônios cerebrais. Tal quadro resulta na menor circulação, na diminuição da atenção, na perda da memória e da concentração.

Como o efeito do pó de macaco pode durar até vários dias, isso dificulta bastante a vida do usuário com seus familiares. Essa droga tem uma peculiaridade: independentemente do nível de uso — que pode ser leve, moderado ou dependente total —, os efeitos comportamentais são os mesmos.

O que diferencia o grau de comprometimento é apenas o tempo de duração, que pode variar de acordo com as condições do organismo do dependente químico. Logo, é preciso buscar meios de impedir a continuidade do consumo dessa substância e procurar ajuda profissional o quanto antes.

Além das complicações emocionais e cardiovasculares, o abuso dessa droga também afeta o funcionamento de outros órgãos e sistemas. Assim, os efeitos físicos mais evidentes são: 

  • convulsões;
  • coração acelerado;
  • náuseas e vômitos;
  • tonturas e desmaios;
  • tensão e dor muscular;
  • visão turva (embaçada);
  • maior risco para ataque cardíaco;
  • dores no peito, na nuca e na cabeça;
  • movimento rápido e involuntário dos olhos;
  • dormência e formigamento nos braços e pernas;
  • aumento de pressão dentro do crânio, que pode provocar morte súbita. 

Por que a pó de macaco é mais perigoso que outras drogas?

Como vimos, além do efeito alucinógeno, a analgesia provocada pela droga a torna bastante perigosa porque os usuários são motivados a experiências mais arriscadas. O risco de acidentes, mutilações e suicídio é bem maior.

Outra razão que torna o pó de macaco mais perigoso que as outras drogas é o seu consumo sob a forma de “designer drug”. Traduzido para o português, esse termo significa “droga desenhada” ou “droga modificada”.

Logo, uma “designer drug” é uma versão sintética de um produto que foi elaborado quimicamente. O intuito é fazer com que uma droga ilícita seja levemente alterada para burlar a legislação.

Desse modo, essa droga “desenhada” adquire novos formatos, passa a ser classificada como lícita e vendida “legalmente” pela internet ou lojas físicas.

Essencialmente, essa experiência permite criar uma nova droga para que os traficantes ganhem dinheiro sem, contudo, violar a lei. Um exemplo clássico são os brigadeiros de maconha que têm uma ótima aceitação em festas raves, universitárias e em baladas.

Atualmente, além dos brigadeiros de maconha, a venda desses docinhos com pó de macaco misturado à maconha já alcançou bastante adeptos. Como o efeito das catinonas é mais potente que o da maconha, algumas miligramas do pó já são suficientes para “conquistar” o cliente.

À medida que as autoridades são avisadas da circulação desse tipo de produto, eles são apreendidos, e essas novas substâncias são reconhecidas como ilícitas. Entretanto, os produtores inventam novas versões alteradas, abastecem o mercado e o ciclo se repete.

Com isso, eles conseguem mascarar seus propósitos, disfarçar suas intenções e burlar os regulamentos de saúde e de segurança. Como essa situação já é bastante comum, os consumidores das “designer drugs” estão constantemente expostos ao maior risco de morte.

O que torna adolescentes e jovens mais vulneráveis ao uso de drogas?

O hábito de consumir diversos tipos de drogas é um fenômeno antigo na história da humanidade. Isso sempre significou um grave problema de saúde pública, haja vista as graves consequências que ele representa na vida de jovens e adultos.

Entretanto, na juventude, os problemas típicos dessa fase da vida contribuem para a maior vulnerabilidade ao abuso de substâncias entorpecentes. A adolescência é uma das etapas mais belas da vida e, junto com ela, chegam mudanças que exigem habilidades para compreendê-las. 

Nessa etapa de transição entre criança e adulto, é mais difícil para o jovem aceitar orientações. Consequentemente, quando não consegue resolver seus problemas sozinho, surgem as crises emocionais e os conflitos existenciais e familiares. 

Geralmente, a falta de estrutura familiar e os desafios da vida moderna colaboram para acentuar os conflitos e externar a insatisfação com a vida. Essa realidade — muito comum nos dias atuais — torna a juventude mais sujeita à procura pelas substâncias entorpecentes.

Como não conseguem uma saída, as drogas aparecem como uma possibilidade (ilusória) de solução fácil e rápida. Para piorar o quadro, também ocorrem o afastamento da família, a falta de diálogo e a busca pelos “iguais”.

Entende-se por “iguais” os grupos de amigos que se encaixam no perfil de indivíduos com problemas familiares, falta de emprego, desinteresse pela escola e pouca expectativa em relação ao futuro.

Com baixa autoestima e sentimentos de rejeição, se os “iguais” estiverem consumindo experimentalmente alguma droga, eles pressionarão o adolescente a usar também. 

O contato com as drogas nessa fase de maior vulnerabilidade representa um risco muito elevado para o envolvimento com questões complexas que preocupam a família e colocam em risco a ordem social.

Os prejuízos à saúde mental e física provocados pelas drogas podem ser agudos —  como a intoxicação — ou crônicos. O uso prolongado dessas substâncias produzem alterações duradouras e lesões irreversíveis no cérebro ou no fígado, por exemplo.

O consumo de drogas por adolescentes traz riscos adicionais visto que, nessa fase da vida, eles ainda estão em crescimento. Um dos motivos que tornam os danos ao organismo mais intensos é que os hormônios que controlam o metabolismo ficam desequilibrados pela constante exposição à toxicidade.

Além do mais, qualquer substância psicoativa usada de forma abusiva produz aumento do risco de violência e de acidentes. Devido à perda da sensibilidade à dor, a facilidade de provocar alucinações e o maior risco para suicídios, o uso do pó de macaco torna-se ainda mais devastador nessa fase.

No Brasil, o número de adolescentes que usam drogas está aumentando. Nesse contexto, o papel da família e da sociedade é fundamental na busca de alternativas para conter o impacto dessa difícil questão. É preciso buscar por soluções mais eficazes a fim de auxiliar a juventude na superação desse problema.

Por que os efeitos da overdose são piores na adolescência?

adolescência, por ser uma fase muito complexa, como já comentado, contribui para que muitos jovens percam a esperança no futuro e não alimentem expectativa de melhora. Sem apoio, eles podem acabar abandonando a família e os estudos. Essa condição gera o desinteresse total pela vida, o que incorre no maior risco de suicídio.

A evasão escolar e os conflitos familiares exacerbam os problemas sociais devido à ausência de programas educativos que promovam uma educação restauradora. Isso concorre para o desequilíbrio emocional do adolescente, reduz sua autoestima e acentua os pensamentos negativos.

Se um jovem passa a usar drogas nesse contexto, quando passa o efeito da droga, eles tendem a consumir mais e mais, com o objetivo de fugir dessa realidade. Consequentemente, o organismo entra em colapso e evolui para a overdose.

A overdose compromete as faculdades mentais e expõe o adolescente ao risco de morte. Na fase de crescimento, os efeitos são ainda piores porque prejudica a liberação de hormônios e compromete o desenvolvimento e a função dos órgãos nobres.

Os danos aos órgãos nobres, como cérebro, coração e fígado, acentuam o risco de evolução para lesões irreversíveis e morte precoce.

Confira os sintomas mais frequentes da overdose causada por drogas como o pó de macaco:

  • falta de ar;
  • desmaios;
  • crises de alucinações;
  • rápida perda da consciência;
  • paranoia, náuseas e convulsões;
  • dores de cabeça, no peito e na nuca;
  • agitação intensa e desequilíbrio postural;
  • irritabilidade, agressividade e fala descoordenada;
  • movimentos descoordenados dos braços e pernas.

O que fazer em caso de surto psicótico pelo uso da pó de macaco?

Em casos de surto psicótico mediante o uso de doses excessivas de substâncias perigosas, a orientação é levar o dependente químico ao hospital mais próximo. 

Essa intervenção imediata objetiva evitar que o usuário atente contra a própria vida ou execute ações de violência alheia. Como comentado, o desajuste mental resultante do surto psicótico afeta as funções cognitivas e estimula o indivíduo a cometer atos imprevisíveis.

Por isso, mediante suspeita de surto psicótico ou quadro de overdose, o ideal é chamar imediatamente uma ambulância ou uma viatura policial para conduzir o usuário ao hospital.

Mediante o risco que o pó de macaco representa, é preciso priorizar a proteção dos mais vulneráveis ​​e auxiliar aqueles com dependência de drogas a superar esse vício e a mudar de vida.

Quando a internação é necessária?

Devido aos perigos relacionados ao uso regular dessas substâncias, o ideal é procurar ajuda profissional o quanto antes. As pessoas mais próximas do usuário devem estar alertas quanto aos primeiros sinais de uso e encaminhá-lo ao tratamento.

O trabalho de recuperação dos consumidores desse tipo de droga exige que eles estejam em um ambiente adequado, tranquilo e seguro. O tratamento em um hospital especializado possibilita o suporte profissional em tempo integral, além do apoio familiar constante.

Uma das vantagens da internação é afastar o indivíduo do contato com ambientes ou de pessoas que consomem drogas. Para conseguir manter-se limpo, o usuário precisa adotar uma nova postura e mudar o estilo de vida. A integração com novas pessoas e novos ambientes é essencial ao sucesso desse processo terapêutico.

Quanto mais cedo buscar ajuda, melhores serão as chances de desintoxicação e de reabilitação mental. Em situações extremas, quando o usuário passa a representar risco para si e para os outros, convém avaliar a possibilidade de internação involuntária.

Nesse contexto, é importante que a opção pelo tratamento psiquiátrico seja vista como uma solução para a restauração da saúde, de modo integral e eficaz.

Como é o tratamento da pó de macaco?

Por pior que seja o grau de toxicidade, o tratamento adequado em um hospital especializado poderá reverter a situação. O trabalho multidisciplinar oferecido pelo Hospital Santa Mônica acredita na evolução terapêutica e na recuperação integral do usuário.

Trabalhamos com uma equipe multiprofissional especializada, treinada e atualizada para aprimorar a qualidade de nosso tratamento contra a dependência química.

No caso de intoxicação por substâncias potentes como o pó de macaco, quando os primeiros sinais de uso forem identificados, é preciso conduzir o usuário ao hospital imediatamente. 

Essa intervenção emergencial confere maiores possibilidades de protegê-lo contra acidentes, mutilações e atos suicidas, já que os consumidores dessa substância veem em seu efeito analgésico um grande motivo para atos insanos.

O tratamento de desintoxicação é feito em fases sequenciais e objetiva auxiliar o paciente, não só a viver sem a droga, como também superar a fase de abstinência.

Vale ressaltar que nosso Hospital especializado oferece todo o suporte para tratamento psicológico e para a desintoxicação exigida para a libertação do domínio do pó de macaco. Conheça os nossos serviços e confira, de perto, a eficiência e a eficácia desse trabalho de reabilitação da saúde mental.

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Saiba como funcionam os processos de desintoxicação de drogas e álcool

Estudos indicam que 55,5% dos estudantes menores de 14 anos já tiveram algum envolvimento com álcool e drogas ilícitas. Esses números traduzem uma preocupante realidade, o que torna necessário conhecer o funcionamento do processo de desintoxicação do organismo.

A proposta deste artigo é delinear a importância de buscar medidas para que o usuário se livre da dependência. Abordaremos a etapa da abstinência, os métodos utilizados para superar os efeitos da falta da droga e as melhores alternativas de tratamento.

Nesse sentido, entenda por que a desintoxicação é tão necessária à recuperação do equilíbrio emocional exigido para restaurar o convívio harmônico entre indivíduo, família e sociedade. Boa leitura!

O que é o processo de desintoxicação?

É uma maneira de “limpar” e de livrar o organismo do efeito da toxicidade. Para ser eficaz, a desintoxicação de drogas exige acompanhamento médico e o apoio da família e de outros profissionais também. Pois não é fácil se libertar da dependência química e de todos os estigmas a ela associados.

De forma sucinta, a base desse procedimento é a administração de uma quantidade — gradativamente menor — da substância que provoca dependência, até que o organismo do usuário não sinta mais necessidade de utilizar drogas. 

Essas substâncias afetam importantes funções do corpo humano desequilibram o estado psicológico. Logo, não é recomendado a interrupção abrupta do consumo de tóxicos, sobretudo se o indivíduo for usuário por muito tempo.

Quais drogas requerem desintoxicação?

Tanto o álcool como os entorpecentes exigem a submissão ao processo desintoxicante. Essas drogas, mediante à ação psicotrópica ou psicoativa cerebral, provocam graves alterações no sistema nervoso central do usuário. 

Grande parte das drogas ilícitas que causam dependência se enquadram nessa categoria. No entanto, as mais comuns — e que exigem medidas de intervenção urgente — são maconha, cocaína, crack, LSD (ou ácido lisérgico), heroína, álcool e algumas anfetaminas

Qual o tempo necessário para ocorrer a desintoxicação?

O processo de desintoxicação não tem, ainda, um tempo determinado. Conforme o estágio do vício e as reações do organismo ao tratamento pode ser necessário alguns meses ou até anos. Em muitos casos, a internação deve ser recomendada, o que permite ministrar, de forma segura, os medicamentos necessários.

Além disso, a internação evita o contato do paciente com locais ou pessoas que usam drogas. Principalmente na etapa inicial do tratamento, exige-se um suporte multidisciplinar para que o usuário tenha o apoio emocional necessário para prosseguir firme em seu propósito.

O que é a fase de abstinência?

É a falta da substância que provocou a dependência química. Sem o uso, há diversas reações físicas e psicológicas. A interrupção do consumo de tóxicos causa, no cérebro, uma espécie de rebote. Isso gera sensações semelhantes ao efeito da adrenalina, um hormônio que, nessas situações, provoca euforia ou depressão.

Por isso, o tratamento realizado em um hospital ajuda a perceber esses sintomas e tomar as providências imediatas. Isso tranquiliza o usuário e o deixa mais forte para perseverar em seu programa de reabilitação. 

Entretanto, os sintomas da abstinência exigem atenção especial. Ainda que sejam um denominador comum, alguns sinais podem ser mais expressivos que outros, pois variam conforme a droga utilizada e o perfil do usuário. 

Observe, então, as reações mais comuns durante a fase de abstinência:

  • apatia;
  • náuseas;
  • irritabilidade;
  • dores de cabeça;
  • isolamento social;
  • crises depressivas;
  • sudorese excessiva;
  • ansiedade patológica;
  • falta de concentração;
  • insônia ou sonolência;
  • dificuldade na respiração;
  • tremores nas mãos ou no corpo;
  • taquicardia, acompanhada de dores torácicas.

Como reduzir os sintomas da abstinência?

Lidar com os sintomas do processo de desintoxicação exige múltiplas habilidades para auxiliar o paciente nessa meta tão desafiadora. Mostrar-se disponível para ajudar e respeitar as limitações dele é fundamental.

Algumas recomendações são essenciais à redução dos sintomas de abstinência. Acompanhe:

  • incentive as terapias de grupo;
  • mantenha uma alimentação saudável;
  • evite o contato com antigas influências;
  • estimule a prática regular de exercícios físicos;
  • ofereça alternativas, como cursos de música ou atividades da preferência do paciente;
  • priorize ações que contribuam para a mudança no estilo de vida;
  • mostre a importância de reconhecer a necessidade de aprender a lidar com as emoções.

O que acontece após a desintoxicação?

Conseguir manter-se limpo e completar o ciclo da reabilitação não é uma missão simples. Todavia, esses são os passos mais relevantes no trabalho de recuperação. Por isso, exige-se bastante esforço e determinação.

No entanto, o apoio psicológico é indispensável, já que o paciente terá que remodelar os pensamentos para conseguir evitar as recaídas. Como visto, a mudança no comportamento e a reinserção social com novas pessoas — que não usem drogas — são fundamentais.

Logo, o controle das emoções e a firmeza de propósito devem ser prioridades em prol da reconstrução da vida de quem conseguiu se libertar das drogas e do alcoolismo. Mas fazer isso sozinho é quase impossível. Por isso, a ajuda de uma equipe multiprofissional torna-se um diferencial positivo nessa causa.

Quando procurar um hospital especializado?

O tratamento para limpeza do organismo precisa ser feito com muita seriedade e responsabilidade. A complexidade que envolve o processo de desintoxicação sugere a necessidade de que esse tratamento seja feito em um hospital especializado, e com profissionais bastante experientes.

O usuário precisa ser monitorado — em tempo integral — por uma equipe multiprofissional. Mediante isso, é extremamente desaconselhada a automedicação ou quaisquer tentativas de desintoxicação caseira. 

Esse cuidado é imprescindível, já que as reações ao efeito dos remédios são imprevisíveis e podem colocar em risco tanto a vida do indivíduo como a de outras pessoas, Em um hospital, não há esse risco, pois a constante vigilância favorece a tomada de decisões imediatas.

Nesse contexto, convém procurar ajuda profissional quando surgirem os primeiros sinais ou sintomas de dependência química. Quantos antes iniciar o tratamento, melhores serão as chances de recuperação.

 
Não deixe, portanto, para buscar ajuda quando o usuário já estiver em situação muito crítica e representar ameaça para si ou para a sociedade. Infelizmente, o uso de drogas e álcool tem aumentado entre crianças e adolescentes. Por isso, mantenha um diálogo aberto, honesto e ofereça auxílio. 
 
Por fim, atente-se aos indícios do uso de entorpecentes e que sugerem a necessidade de desintoxicação. Depressão, ansiedade excessiva e ideações suicidas requerem intervenção imediata. São fatores que levam ao abuso de drogas e comprometem a saúde do indivíduo e o futuro da sociedade. 

​Agora que já sabe como ocorre a desintoxicação, veja também algumas dicas para descobrir se seu filho usa drogas. Até a próxima!

Metanfetamina: tudo que você precisa saber sobre a droga

Durante a Segunda Guerra Mundial, vários soldados recebiam metanfetamina para melhorar o desempenho e a performance em campo. Sob efeito dessa substância, eles se sentiam mais ativos e menos fadigados, tinham o raciocínio acelerado e experimentavam intensa sensação de poder e de confiança. 

Após a guerra, os danos colaterais foram logo percebidos: ex-veteranos ficaram viciados na droga e as crises de abstinência resultaram em diversas complicações mentais. Foram os primeiros sinais de que as metanfetaminas podem causar dependência física e psíquica. 

Dada a complexidade que envolve o uso de drogas — e seus efeitos —, vamos compilar informações sobre a origem e composição da metanfetamina. Analisaremos, ainda, os fatores que contribuem para o impacto desse problema na vida moderna.

Confira, então, quais são as características da metanfetamina, os principais danos ao organismo e os melhores tratamentos para ajudar jovens e adultos que precisam se livrar desse problema. Acompanhe!

O que é metanfetamina? 

A metanfetamina é uma droga que faz parte das anfetaminas. Ela é um estimulante cerebral e seu uso prolongado pode causar, entre outras complicações, ansiedade excessiva e transtornos de personalidade

Ela é uma substância ilícita e faz parte da mesma categoria da cocaína e da heroína, por exemplo. No Brasil, ela é mais conhecida como speed ou cristal.

O cristal é usado pelos mais jovens em baladas, festas “raves”, encontros universitários e danceterias. Nesses lugares, a metanfetamina é mais conhecida como ice ou glass.

Essas substâncias são também vendidas pelo nome de “rebite” e são bastante utilizadas por motoristas de caminhão, que usam a droga para aliviar o grande cansaço ao dirigir por horas seguidas. Muitos estudantes a conhecem como “bola” e a usam em épocas de exames difíceis, quando precisam passar a noite toda estudando.

A metanfetamina é uma substância química potente, perigosa e com um forte potencial de viciar o usuário. Como ocorre com todas as drogas, esse produto age primeiramente como um estimulante. No entanto, ainda que não seja percebida, a destruição do organismo ocorre instantaneamente.

Essa droga causa dependência extrema de forma muito rápida e devastadora. O usuário tem a sensação de que o problema só poderá ser aliviado ao aumentar o consumo — sua ação no organismo se assemelha à de outras drogas, como a heroína e a cocaína. Quando o uso de metanfetamina atinge um estado crônico, a dose precisa ser aumentada para evitar crises de abstinência, que provocam aumento de apetite, sensação de cansaço extremo e sonolência.

As metanfetaminas também são utilizadas com o intuito de perder peso. Porém, quando interrompem o seu uso, muitos usuários voltam a engordar novamente. Assim, forma-se um ciclo vicioso e os pacientes enfrentam o conhecido “efeito-sanfona”.

Mas o uso indevido e prolongado desse tipo de droga provoca alterações psíquicas graves, lesões cerebrais irreversíveis e ainda o aumento do risco de convulsões, overdoses e tendência suicida.

Conhecer o mecanismo de ação da metanfetamina no organismo e saber identificar seus sintomas ajuda a direcionar condutas emergenciais diante da suspeita do uso dessa droga. Logo, a questão do abuso de drogas, assim como os problemas que dela decorrem, merecem atenção especial, pois dados recentes apontam o aumento do uso de psicotrópicos até mesmo entre indivíduos com mais de 50 anos.

Qual é a composição da metanfetamina?

Diferentemente da cocaína, por exemplo, que é originária de uma planta, a metanfetamina é uma substância que não existe na natureza. Assim, ela é uma droga artificial comumente produzida em laboratórios clandestinos. Em sua fabricação — geralmente realizada por usuários da droga — são utilizadas várias formas de anfetaminas ou seus derivados.

As anfetaminas são misturadas com outros elementos químicos para tornar a metanfetamina mais forte. Normalmente, comprimidos utilizados para resfriados são adicionados a essa mistura. O “produtor” também combina a sua receita com substâncias como ácido de bateria, querosene, material utilizado para tratamento de esgotos e anticongelante.

Vale ressaltar que esses produtos químicos usados na fabricação da droga são extremamente perigosos, além de potencialmente explosivos. A produção de metanfetamina é feita ilegalmente em trailers, garagens ou habitações de usuários de drogas.

Não é raro que ocorram acidentes graves em que os “produtores” frequentemente se queimam, ficam desfigurados ou mutilados ou morrem quando a composição explode. Acidentes assim adquirem ainda mais complexidade ao colocar em risco a vida de outras pessoas ou moradores das regiões vizinhas.

Qual é o aspecto da metanfetamina?

O aspecto da metanfetamina varia conforme a maneira de fabricação e o modo de uso. A droga pode ser diluída em líquido, mas geralmente ela é comercializada sob a forma de um pó branco, cristalino, com sabor amargo e sem odor, que as pessoas cheiram, ingerem ou injetam com seringas. Ela pode também ser transformada em cloridrato de metanfetamina — uma forma cristalizada que a torna fumável e com maior potencial de causar dependência.

Independentemente da forma de consumo, todos os usuários desenvolvem uma tendência para continuar a usá-la, porque a droga tem efeito estimulante no sistema nervoso central e cria uma falsa sensação de alegria, bem-estar, autoconfiança e felicidade.

Como a metanfetamina pode ser usada de várias formas, essa versatilidade somada ao preço acessível contribui para o aumento do consumo do produto. No entanto, a maior diferença dessa substância para as outras drogas mais baratas é o tempo de duração no organismo — cerca de 8 horas.

Como a metanfetamina age no organismo? 

No organismo, os efeitos da metanfetamina são comparados com os do crack, da cocaína ou da heroína: euforia repentina, sensação de alegria, hiperatividade, insônia, fala acelerada e muito mais energia. Os usuários também sentem redução do apetite e os efeitos da substância podem durar até 24 horas.

Ainda que sejam diferentes, todas as drogas interagem de modo muito peculiar com os neurotransmissores e demais sistemas de mensageiros químicos. Em sua maioria, as drogas dominam sistemas cerebrais relacionados ao prazer e à recompensa.

Tais substâncias expressam seus efeitos sobre aspectos psicológicos importantes, como os que envolvem o ato de comer e de beber, questões pessoais e afetivas, relações sexuais e, principalmente, a capacidade de aprendizagem e de memória. Outras alterações comportamentais também são perceptíveis: irritabilidade, prejuízo do julgamento, sudorese intensa, calafrios e extrema sensação de onipotência.

Outro efeito físico preocupante é na circulação sanguínea. A contração das artérias reduz a oxigenação das células e afeta o aporte de nutrientes importantes. O aumento da pressão arterial e da frequência dos batimentos cardíacos (taquicardia) pode evoluir para arritmias cardíacas ou enfartes.

A menor circulação sanguínea em algumas áreas cerebrais acarreta diminuição da atenção, dificuldade de concentração e perda de memória. As questões emocionais também entram em desequilíbrio.

No entanto, a falsa sensação de energia gerada pela metanfetamina resulta em graves complicações: ao disfarçar o cansaço, o corpo é forçado fisicamente sem que o usuário perceba. Porém, quando termina o efeito da substância, ele sente a falta de energia, fica deprimido e volta a usar mais droga.

Qual é a diferença entre metanfetamina e anfetamina?

As anfetaminas são um grande grupo de drogas sintéticas, cuja ação se dá por meio do estímulo do sistema nervoso central. Outros compostos podem ser derivados da anfetamina.

Além de drogas como a metanfetamina, o ecstasy também faz parte da classe das anfetaminas mais consumidas ilegalmente. Um dos principais efeitos das anfetaminas é a indução temporária de um estado de bem-estar e de hiperatividade. 

Mas nem todas as drogas são ilícitas: existem anfetaminas que são prescritas para fins terapêuticos e para o controle da obesidade. Entretanto, mediante os riscos inerentes à automedicação, esses remédios só podem ser utilizados com acompanhamento médico. 

Ainda que a anfetamina e a metanfetamina tenham efeitos semelhantes, as maiores diferenças entre elas são a composição e os critérios de classificação. Logo, a metanfetamina é um composto químico que faz parte das anfetaminas.

Como identificar a overdose por essas drogas?

A overdose é um conjunto de efeitos danosos ao organismo e que afeta as funções mentais e físicas. Ela resulta do consumo excessivo de drogas, álcool ou remédios e pode ocorrer de forma lenta ou repentina.

Geralmente, as crises de overdose se dão a partir do abuso constante dessas substâncias ou no uso seguinte a uma fase de abstinência. Quando o usuário toma uma dose elevada de qualquer tipo de droga, o organismo não tem tempo para eliminar o excesso das substâncias tóxicas. Consequentemente, o alto grau de toxicidade gera graves efeitos colaterais, como danos ao fígado, lesão cerebral e morte.

Vale destacar que a alimentação insuficiente e o uso concomitante de diversas drogas acentuam bastante o risco de overdose e de óbito, principalmente por parada respiratória.

Diante disso, observe os sinais mais frequentes da overdose causada pelas drogas estimulantes:

  • febre;
  • paranoia;
  • desmaios;
  • convulsões;
  • agressividade;
  • dores torácicas;
  • agitação intensa;
  • confusão mental;
  • fala descoordenada;
  • perda da consciência;
  • fortes dores de cabeça;
  • muita dificuldade para respirar;
  • alucinações com relatos de perseguições.

O que fazer diante de overdose por drogas estimulantes?

A medicina classifica a overdose como uma condição clínica muito grave e que exige intervenção emergencial. Por isso, mediante alguns dos sintomas acima descritos, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente para o atendimento médico de urgência.

Esse socorro imediato pode reduzir o risco de complicações, como perda das funções de órgãos, comprometimento de áreas cerebrais ou morte. Em um primeiro momento, quando a vítima apresenta sinais de que está perdendo a consciência e evidencia dificuldades respiratórias, o ideal é adotar a seguinte conduta:

  • não forçar o vômito;
  • não oferecer nenhum líquido ou remédio;
  • evitar a aglomeração de pessoas por perto;
  • tentar mantê-la acordada e chamá-la pelo nome;
  • esperar o socorro médico em local arejado e fresco;
  • não fazer a vítima cheirar álcool e nenhuma outra substância;
  • manter-se atento às condições da vítima e monitorar a respiração dela até chegar a ambulância;
  • se houver perda de consciência, deitar a vítima lateralmente e virada para o lado esquerdo dela — essa posição facilita a respiração e evita engasgos;
  • se possível, encaminhe junto com a vítima a substância que provocou a overdose. Isso ajuda a direcionar a melhor conduta médica.

Como evitar uma overdose?

A melhor orientação de prevenção da overdose é evitar o abuso de drogas. Isso vale mesmo para aquelas que são permitidas, como cigarro, bebidas alcoólicas e medicamentos.

Entretanto, nos casos de uso regular de substâncias psicoativas, o ideal é buscar ajuda profissional o quanto antes. Os familiares, cônjuges e amigos devem estar alertas quanto aos primeiros sinais do uso de drogas e encaminhar o usuário ao tratamento.

Além disso, nunca se deve experimentar o uso de drogas desacompanhado, pois em caso de emergências, como a overdose, deve-se chamar ajuda com urgência.

Quais são as fases da metanfetamina?

O efeito expresso pelas fases da metanfetamina depende dos níveis de uso e da condição clínica do usuário. Tanto para o uso de menor intensidade quanto para o uso ávido de metanfetamina, as fases são as seguintes.

Excitação 

Essa fase é a resposta inicial que o usuário experimenta enquanto fuma, ingere ou injeta metanfetaminas. Durante a excitação, o batimento cardíaco, o pulso e o metabolismo estão elevados. Ao contrário de outras drogas, a excitação da metanfetamina pode durar por 30 minutos.

Elevação

A excitação é seguida pela fase de elevação, também conhecida por muitos como “noia”. Nesse período, o consumidor torna-se agressivo, mais enérgico e inteligente e fala muito.

Os efeitos ilusórios da elevação podem resultar em hábitos repetitivos, como limpar repetidamente um mesmo objeto durante várias horas. Geralmente, a elevação por metanfetamina dura de 4 a 16 horas.

Avidez 

Entende-se por avidez o consumo descontrolado de substâncias psicoativas, como droga ou álcool. Nessa fase, há urgência do usuário para manter a noia por meio do uso de mais anfetaminas. A avidez deixa o consumidor muito hiperativo e com bastante disposição física e mental e pode durar 2 semanas.

Tweaking 

Um usuário de drogas torna-se mais perigoso quando experimenta um período de dependência chamado tweaking. Essa fase caracteriza a parte final da avidez, quando a metanfetamina já não mais proporciona uma excitação ou noia.

Incapaz de aliviar os sentimentos de vazio, depressão e ânsia, o usuário perde a noção da realidade e o sentido de identidade. Ele começa a ter alucinações constantes e é comum “visualizar” perseguições de pessoas querendo matá-lo.

Nessa fase, as alucinações são tão perigosas que parecem ser reais. O indivíduo torna-se hostil e perigoso para si e para os outros. O risco de automutilação e agressividade verbal e física é elevado.

Queda 

Para um usuário muito ávido, a fase de queda representa o colapso do corpo. Diante da incapacidade de lidar com os efeitos devastadores das drogas, há um longo período de sonolência. Até um consumidor agressivo e violento torna-se praticamente inanimado nesse período. A queda pode durar cerca de 3 dias.

Ressaca de Meth

Após o período de queda, o usuário retorna bastante desgastado, faminto e desidratado e experimenta uma exaustão física e psicológica. A ressaca contribui para reforçar a dependência, pois, diante dessa situação, a “saída” para os problemas é consumir mais metanfetaminas.

Abstinência

A abstinência é o período em que o usuário fica sem usar as substâncias entorpecentes e o organismo sente falta da droga. Ele fica deprimido, indisposto, irritado e agressivo e não consegue experimentar outros tipos de prazer.

Como a abstinência da metanfetamina é extremamente difícil e dolorosa, muitos dependentes químicos, quando não tratados adequadamente, não conseguem vencer essa fase e retornam à dependência da droga.

Quais são os efeitos colaterais do uso de metanfetamina?

As metanfetaminas produzem variados efeitos no organismo, pois acentuam os neurotransmissores cerebrais — como a dopamina e a serotonina — de modo bastante expressivo.

No entanto, os efeitos podem ser percebidos imediatamente ou após algum tempo de uso. Confira!

Efeitos em curto prazo

Logo após o seu consumo de metanfetamina, o usuário experimenta algumas reações ilusórias, como sensação de euforia, maior capacidade de comunicação, extroversão e muita energia.

Muitos casais optam pelo uso de metanfetaminas para relações sexuais, já que um dos efeitos da droga é a intensificação da libido e a inibição do apetite. Mas essas experiências causam, quase sempre, sensação de vazio e de desolação, típicas de ressaca moral. Com isso, os envolvidos consomem mais droga como uma forma de fugir da realidade.

Porém, alguns sintomas são percebidos também no funcionamento dos órgãos, sobretudo no aparelho cardiovascular: a metanfetamina acentua a frequência cardíaca e a pressão arterial, além de causar febre e sudorese intensa.

Em doses muito elevadas, ela provoca irritabilidade, inquietação, perda da consciência e ataques de pânico. Nos casos mais graves, pode evoluir também para convulsões e levar ao óbito por derrame cerebral e insuficiência cardíaca ou respiratória.

Efeitos em longo prazo

Como um dos efeitos da metanfetamina é a diminuição do apetite, o uso prolongado dessa substância pode causar desnutrição, redução de peso e graves alterações psicológicas.

Indivíduos que usam metanfetamina por um período muito prolongado, quando interrompem o uso, entram em crises de ansiedade e de depressão. Outros sintomas que surgem em longo prazo são os distúrbios do sono, a aparência envelhecida e os danos cognitivos.

Muitos perdem a expectativa de um futuro e abandonam a família e o trabalho, o que leva a ideações suicidas resultantes do desinteresse pela vida. A evasão escolar e os conflitos familiares também são preocupantes, já que o número de adolescentes que usam drogas está aumentando no país.

Não muito diferente do que ocorre com o uso de outras drogas, quando o efeito das substâncias é reduzido, o usuário se sente tão mal e deprimido que volta a consumir quantidades cada vez maiores.

O que sustenta o vício é que o dependente químico vê a droga como remédio para um mal causado por ela. Essa condição é chamada de “efeito senoidal”. O indivíduo fica preso em uma armadilha da qual se torna praticamente impossível sair sem ajuda profissional.

Como é o tratamento para o vício em metanfetamina?

Geralmente, a melhor solução para pessoas que estão viciadas nessa droga é a internação para um tratamento de desintoxicação. Essa conduta visa a monitoração constante do paciente por uma equipe multiprofissional. 

A desintoxicação da metanfetamina exige a prescrição de medicamentos antipsicóticos. O objetivo é provocar um efeito calmante e reduzir a angústia, principalmente na abstinência.

No entanto, as substâncias antipsicóticas podem reduzir drasticamente a pressão arterial. Além do mais, os pacientes podem ter alucinações, o que aumenta o risco de mutilações e tendências suicidas. Por isso, fazer esse tratamento em um hospital garante o controle dessas e de outras situações adversas. 

Para a completa recuperação do usuário desse tipo de droga, é essencial que ele esteja em um ambiente adequado e que lhe garanta segurança e tranquilidade. A internação em um hospital especializado permite o suporte profissional e a presença dos familiares.

Afastar o indivíduo do contato com drogas também é fundamental nesse processo. Para conseguir ficar limpo, é necessário que haja integração com novas pessoas e novos ambientes. Essa sociabilização é um dos aspectos relevantes e parte integrante do tratamento em um hospital especializado nesse ramo.

O que fazer em caso de surto psicótico por uso de metanfetamina?

O surto psicótico acontece mediante o uso de doses excessivas de substâncias entorpecentes, como droga e álcool. Tal condição pode provocar sérios problemas, comprometer as funções cognitivas e levar o indivíduo a cometer atos insanos.

No entanto, os efeitos do surto podem variar conforme o tipo de droga, se houve ou não mistura de substâncias e a condição física do usuário. Entretanto, mediante suspeita de que alguém está em surto psicótico, o ideal é buscar imediatamente ajuda médica.

Nesses casos, chame uma ambulância ou uma viatura policial para levar a pessoa ao hospital mais próximo e tenha cuidado para não deixá-la fugir. O surto psicótico por metanfetamina provoca reações imprevisíveis e coloca o indivíduo em risco de morte, o que sugere a necessidade de tratamento psiquiátrico.

Percebe-se, então, que os riscos à saúde mental e física decorrentes do uso de metanfetamina não podem ser ignorados. Familiares e amigos de dependentes químicos precisam intervir e ajudar os seus entes queridos a superar esse problema.

A falta de expectativa futura e o risco à vida exigem a busca de apoio profissional urgente. O vício em metanfetamina torna o usuário incapaz de vencer essa luta sozinho. Logo, a internação hospitalar representa a chance de reabilitação mental e física e de renovação da esperança em dias melhores.

Agora que você já sabe tudo sobre metanfetamina, veja também o efeito do álcool e de outras drogas comuns entre crianças e adolescentes!

Entenda como ocorre o tratamento para dependentes químicos

A crescente vulnerabilidade ao uso de drogas entre sujeitos de diferentes perfis gera a necessidade de conhecer melhor o tratamento para dependentes químicos. 

A superação desse problema cada vez mais preocupante exige diferentes abordagens. Nesse contexto, o processo de desintoxicação e o acompanhamento terapêutico são fases essenciais ao tratamento.

Nesse sentido, conheça as melhores alternativas para auxiliar o dependente químico na luta contra os entorpecentes e as dicas que o Dr. Claudio Duarte, psiquiatra do Hospital Santa Mônica e Diretor Clínico da Unidade Integrativa Santa Mônica, preparou para você. Confira!

Como funciona o processo de desintoxicação? 

A desintoxicação é um processo necessário à reestruturação das funções metabólicas, assim como da estabilidade emocional do usuário de drogas. O tempo de recuperação do organismo varia conforme o nível de toxicidade, as características das substâncias utilizadas e a postura do indivíduo em relação ao tratamento.

Essa parte inicial do tratamento auxilia também na redução dos sintomas da abstinência e da fissura mais proeminente no início. Isso contribui bastante para a reabilitação física e psicológica necessária para que o paciente permaneça firme em seu propósito.

Para alcançar bons resultados, a equipe multidisciplinar deve avaliar minuciosamente o estado clínico e psíquico do usuário. Essa análise possibilita adotar uma terapia personalizada a fim de desintoxicar o organismo e, de modo seguro, controlar o problema e enfrentar os passos seguintes.

Quais as etapas mais importantes desse processo?

Todas as etapas são igualmente importantes. Contudo, alguns passos merecem atenção especial para que a desintoxicação seja bem-sucedida. Veja quais são.

Uso de medicações

As medicações devem ser personalizadas e monitoradas durante 24 horas por dia. Esse cuidado evita que o usuário de drogas fique dependente dos medicamentos, já que a fisiologia natural de um organismo intoxicado requer alguma substituição ao que lhe foi retirado. Igualmente importante é o controle de possíveis complicações do uso e da síndrome de abstinência.

Convém avaliar também a necessidade de prescrever outras substâncias complementares. Se for o caso, o médico poderá incluir medicações para aliviar dores no corpo ou controlar as emoções, por exemplo.

À medida que a concentração de tóxicos diminui no organismo, os remédios ansiolíticos e antidepressivos poderão ser essenciais. Por isso, esse acompanhamento multidisciplinar é tão importante ao processo de recuperação.

Apoio psicológico constante durante a abstinência

O apoio e a presença eventual da família são indispensáveis ao tratamento para dependentes químicos. No entanto, para que o usuário supere a fase de abstinência, o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico é de extrema importância.

Esse olhar profissional permite, de modo seguro, perceber a evolução da terapia e amenizar os principais impactos da abstinência. Contar com a disponibilidade dos especialistas aumenta consideravelmente as chances de reabilitação.

Ansiedade e depressão são alguns dos distúrbios emocionais de difícil controle no período de abstinência. Assim, o trabalho multidisciplinar ajuda o paciente a ultrapassar barreiras, como o risco para recaídas.

Incentivo à mudança de comportamento 

Estabelecer condições para que o paciente consiga mudar de comportamento é uma das metas que devem ser trabalhadas seriamente. Mediante isso, convém evitar quaisquer formas de contato com amigos que usam drogas ou outros fatores desencadeadores do transtorno.

Como parte do tratamento, os familiares devem ser orientados a impedir, de forma incisiva, qualquer aproximação do paciente com locais suspeitos de consumo de tóxicos.

Além disso, deve-se evitar também o uso de bebidas alcoólicas: o álcool entorpece as faculdades mentais, atrapalha a desintoxicação e aumenta o risco de recaída. Isso quando o paciente não está em tratamento por dependência alcoólica.

Logo, nessa fase, é muito importante manter um diálogo aberto com o paciente e insistir para que ele não desista do tratamento. Os profissionais envolvidos devem salientar como o “não ao entorpecimento” traz novos significados à vida e sinaliza maiores expectativas quanto ao futuro.

Como acontece o acompanhamento psicoterapêutico?

A ação psicoterapêutica consiste na combinação de remédios e terapia. São diversos estágios determinados por importantes linhas metodológicas. Assim, a tarefa da equipe multiprofissional — médicos, psicólogos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais — fornecerá todo o suporte necessário ao tratamento.

Dessa forma, o trabalho fica concentrado em medidas com vistas à desintoxicação e ao empoderamento exigido ao abandono definitivo do vício.

Como medidas de prevenção contra as recaídas, é preciso que os profissionais façam sucessivas avaliações da proposta terapêutica. Essa conduta favorece a percepção da necessidade de ajustes que tornem as intervenções mais eficientes.

Quais os melhores tratamentos para dependentes químicos?

Confira as melhores opções de tratamento para a reabilitação mental e física dos usuários de drogas.

Tratamento interno

A internação garante que o usuário receba cuidados e apoio de uma equipe multiprofissional. O tempo necessário ao processo de internação varia conforme a necessidade e a condição de saúde do paciente.

Além de afastar o usuário de pessoas ou de locais com consumo de drogas, em um hospital especializado, o trabalho de ressocialização é essencial ao retorno do paciente ao convívio com a sociedade.

Tratamento externo

Essa modalidade permite que o paciente durma em casa e retorne ao hospital ou consultório dos profissionais conforme o agendamento. Essa terapia é indicada para os casos mais simples e de menor risco, nos quais o usuário se submete ao tratamento integrado ao apoio psicológico, mas não necessita de internação. 

Tratamento com internação parcial

A internação parcial é a combinação entre os tratamentos interno e externo. Sendo assim, o indivíduo recebe toda a atenção necessária durante o dia e, ao final da tarde, retorna para casa.

Tratamento hospitalar

Quando o dependente químico representa uma ameaça a si e aos outros é indicada a internação hospitalar mais restritiva. Nesses casos, a gravidade do problema exige um monitoramento contínuo pela equipe multidisciplinar.

Nessa modalidade de tratamento, o acompanhamento dos familiares, apenas de forma monitorada, é solicitada conforme a necessidade.

Quais as vantagens do tratamento para dependentes químicos em um hospital?

Há algumas décadas, a dependência química era vista com certa resistência, ou até mesmo sob um viés preconceituoso. Muitos a consideravam desvio de caráter ou consequência de alguma desordem psiquiátrica. Porém, agora tudo mudou.

Nessa nova abordagem, as instituições expandiram os serviços destinados à reabilitação da saúde de quem não consegue vencer sozinho essa luta. Desse modo, o vício em entorpecentes é tratado dentro do contexto biopsicossocial do ser humano.

O tratamento nos hospitais especializados proporciona benefícios incontáveis. Além do afastamento de ambientes prejudiciais à recuperação, a interação com outros pacientes favorece a troca de experiências e fortalece os ânimos na luta contra as drogas.

Logo, a família se sente mais encorajada a buscar ajuda, pois os hospitais têm uma metodologia centrada na restauração da vida, da dignidade humana e no bem-estar do indivíduo.

Em quais aspectos o tratamento pode auxiliar o paciente e sua família?

A dependência de substâncias psicoativas impacta profundamente em várias nuances sociais, profissionais, biológicas, familiares, psíquicas e comportamentais. Assim, um tratamento adequado faz muita diferença na vida dessas pessoas e de suas famílias, pois trazem a esperança de que necessitam.

A dependência química compromete a qualidade de vida tanto do usuário como daqueles de seu convívio familiar ou social. Essa realidade gera muito sofrimento devido à exposição constante aos riscos à integridade moral e física.

O apoio da equipe multidisciplinar também é importante para garantir o suporte emocional aos familiares que acompanham, de perto, essa investida. 

Nessa conjectura, a busca de auxílio profissional representa chances reais de superação desse problema. Dada a sua complexidade, a falta de tratamento adequado resulta em graves danos à integridade física, emocional, social e à vida profissional, já que mantém o indivíduo refém dessas substâncias. 

O uso de drogas entre jovens no Brasil tem aumentado bastante. Essa prática está associada a questões cujas vertentes não se limitam apenas aos prejuízos individuais. Causam, ainda, graves transtornos à ordem social também.

Percebe-se, por fim, que a família não pode hesitar em buscar soluções imediatas para o tratamento de dependentes químicos. Esse é o caminho mais seguro para construir uma sociedade mais harmônica e renovar a esperança em dias melhores.  

Se você conhece alguém que necessita de tratamento contra as drogas, não perca tempo: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossas soluções!

Como funciona a dependência química no trabalho?

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), pelo menos 200 milhões de pessoas usam alguma substância ilícita. Nesse sentido, o crescimento da dependência química no trabalho tem se tornado uma preocupação cada vez maior para as empresas.

Embora o uso do álcool, maconha, cocaína e outros tipos de drogas muitas vezes passe despercebido nas organizações, a verdade é que trabalhadores dependentes químicos sofrem com grandes dificuldades em decorrência desse hábito.

A diminuição da motivação, o surgimento de conflito entre os funcionários e até a demissão do emprego são consequências que podem ser geradas a partir da dependência química. 

Por esse motivo, dada a relevância do assunto, preparamos este post para explicar como é a relação de um dependente químico com o trabalho. Continue a leitura!

Quais são os impactos do uso de drogas no ambiente corporativo?

Sabe-se que a dependência química interfere diretamente tanto em fatores físicos quanto psicológicos. Desse modo, é indiscutível que também impactará de forma bastante negativa as atividades trabalhistas e ações cotidianas na empresa. 

Abaixo, apontaremos algumas consequências no ambiente corporativo, resultantes do uso de drogas:

  • queda da qualidade do trabalho;
  • perda da produtividade;
  • atrasos com frequência; 
  • diminuição da capacidade atencional; 
  • necessidade de saídas em horário de expediente;
  • alterações no comportamento;
  • mudanças nos hábitos cotidianos (descuido com a aparência, higiene pessoal etc).

A quais sinais de alerta as empresas devem ficar atentas?

É importante destacar que, assim como a família, as empresas também precisam ter atenção a determinados acontecimentos que podem indicar que um indivíduo é dependente químico. Confira!

Ausências durante o trabalho

Normalmente, pessoas que sofrem com a dependência química passam a ter atrasos com frequência ou costumam deixar seus postos de trabalho em horário de serviço. Esse hábito pode ser explicado pela inquietação ocasionada pelo vício ou pela grande necessidade do uso da droga em dado momento. 

Ocorrência de acidentes de trabalho

Uma das principais causas dos acidentes de trabalho é a dependência química. Estima-se que um em cada cinco acidentes é provocado pelo consumo de drogas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As substâncias presentes na maconha, cocaína e heroína, por exemplo, afetam a capacidade de concentração e coordenação, o que dificulta a utilização de máquinas corretamente, bem como reflete no mau uso dos equipamentos de segurança.

Queda de produtividade

As drogas provocam mudanças intensas no funcionamento do cérebro, e quanto mais intenso o vício, piores são os efeitos na produtividade. Isso porque a concentração é afetada, já que a ansiedade pelo uso de substâncias químicas é grande.

Além disso, se o trabalhador faz pausas em suas atividades, há uma interrupção do seu fluxo de ação, o que aumenta a dificuldade de produzir rapidamente e resulta na perda de tempo. 

Dificuldades no relacionamento interpessoal

Alternâncias no comportamento com os colegas, reações exageradas às sugestões ou críticas, isolamento e tendência a evitar o contato em grupo também podem ser um sinal do uso de drogas.

Como lidar com trabalhadores dependentes químicos?

Diante da situação, é fundamental que a empresa adote uma postura proativa. Em vez de optar apenas pela concessão de licenças ou pelo afastamento do funcionário, o ideal é encontrar uma atuação adequada.

O estímulo de práticas saudáveis e a promoção da conscientização são as melhores opções. Inclusive, é importante informá-lo que a internação não deve ser cogitada somente em situações extremas, pois quanto mais cedo for realizado o tratamento, mais rápida será a recuperação.

Nesse sentido, alertar também que o mais adequado é procurar uma instituição de referência, como o Hospital Santa Mônica, que conta com uma equipe multidisciplinar, trabalha de forma personalizada, tem infraestrutura diferenciada e assim fornece todas as condições para o alcance de um estilo de vida livre das drogas.

Perceba então que a dependência química no trabalho é um assunto que merece atenção, não só pelas consequências que tem para a empresa, mas principalmente também pelos prejuízos que serão causados aos trabalhadores dependentes químicos.

Toda a equipe do ambiente corporativo será essencial para o restabelecimento da qualidade de vida que foi reduzida em decorrência do uso das drogas.

Gostou deste post? Então, aproveite para complementar a leitura e entender se existe relação entre suicídio e carreira!

Por que um hospital psiquiátrico pode ser a melhor opção para tratar um vício?

hospital psiquiátrico

Ainda bem que a ideia ruim que as pessoas tinham dos hospitais psiquiátricos já caiu por terra há muito tempo. A realidade das estatísticas sobre o uso de drogas e álcool no país exige a compreensão do verdadeiro papel da Psiquiatria. Essa conscientização é essencial para auxiliar quem enfrenta o dilema do vício.

A internação hospitalar muitas vezes é indicada para os casos mais graves, nos quais o usuário passa a representar uma ameaça para si e para a sociedade. Porém, quanto mais cedo decidir pelo hospital, maiores serão as chances de sucesso na recuperação.

Assim, o tratamento garante mais controle sobre a condição do paciente e garante o apoio necessário à reabilitação mental e física.

Quer saber mais? Continue a leitura e saiba por que um hospital psiquiátrico pode ser a melhor solução para tratar um vício! Acompanhe!

Garante o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar

Contar com o apoio de profissionais experientes e especializados torna-se um importante diferencial no tratamento contra as drogas e o alcoolismo. Psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, terapeutas especializados em dependência química e fisioterapeutas são alguns dos especialistas responsáveis pelo suporte ao usuário.

Assim, a opção por um hospital psiquiátrico favorece a melhoria no comportamento do dependente, principalmente dos adolescentes. Ele se conscientiza da seriedade do tratamento e se torna mais determinado para se livrar dos entorpecentes e remodelar a sua conduta.

Além disso, a internação assegura maior adesão ao tratamento e tranquilidade em relação aos procedimentos, como a necessária desintoxicação. Passar por esse processo sozinho — e em casa — não resolve o problema e ainda pode trazer graves complicações ao usuário.

O processo de limpeza do organismo exige acompanhamento contínuo devido às reações provocadas pela abstinência. A falta da substância no organismo provoca sintomas emocionais e físicos imprevisíveis. Por isso, é necessário um apoio multiprofissional para controlar a situação e auxiliar o paciente.

Logo, entender a importância da internação psiquiátrica para a eficiência do tratamento é fundamental. A supervisão regular da equipe especializada possibilita que o usuário tenha chances reais de se recuperar do vício e de retornar ao convívio social.

Possibilita uma rotina favorável à recuperação

Em um hospital psiquiátrico, o dependente químico terá um rotina personalizada de acordo com a necessidade dele. Após a avaliação psiquiátrica, essas atividades são definidas pela equipe multiprofissional.

Como parte integrante do tratamento, o dependente químico deverá cumprir todas as propostas do planejamento realizado pelos profissionais de apoio. O paciente terá horário certo para alimentação, submissão às terapias, lazer e descanso.

Exigir disciplina e organização torna a rotina mais agradável e tranquila. Esse trabalho conjunto entre diversas especialidades oferecidas pelo hospital é importantíssimo: visa à promoção de condições mais favoráveis à recuperação, de forma eficaz e duradoura.

Evita o contato com pessoas ou com locais de uso de drogas

Independentemente do grau de comprometimento do organismo, o processo de desintoxicação exige uma postura muito determinada para que o usuário consiga permanecer limpo.

Todas as fases do tratamento são importantes. Porém, quando surgem os sintomas da abstinência, o usuário necessita de muito auxílio, tanto profissional como de familiares e amigos.

Por isso, um dos benefícios da internação hospitalar é afastar o paciente de quaisquer contatos com locais ou com amigos que usam drogas ou álcool. Isso evita as antigas influências e reduz as chances de recaídas, o que pode ser extremamente prejudicial à sequência das terapias.

Promove a integração com indivíduos com objetivos em comum

Durante a internação hospitalar, uma das medidas que favorecem à recuperação é a troca de experiências entre os internos e nos grupos da família. A equipe multidisciplinar planeja atividades recreativas, cuja proposta é propiciar a integração social dos pacientes.

Minimizar os impactos psicológicos resultantes da negação do uso de drogas e álcool exige a elaboração de uma rotina que mantenha o ambiente saudável e prazeroso. Nesse sentido, incentivar o envolvimento do paciente nessas atividades sinaliza maiores chances de alcançar resultados positivos.

A participação em atividades esportivas, jogos e caminhadas ao ar livre são práticas benéficas à saúde mental e física. Diminuem a ociosidade e favorecem a reestruturação comportamental necessária ao tratamento contra o vício.

Possui uma infraestrutura diferente de outros locais para tratamento

Em termos de adequação estrutural, a melhor solução para um tratamento pode ser encontrada em um hospital psiquiátrico, e não necessariamente em uma clínica de recuperação. Diversas razões favorecem a escolha de um hospital especializado na reabilitação da saúde emocional.

Em uma clínica, os tratamentos oferecidos são baseados apenas em consultas esporádicas. Porém, a complexidade que envolve esse tipo de tratamento exige que o dependente químico tenha apoio profissional em tempo integral.

Nesse sentido, consultas eventuais não garantem a recuperação e ainda expõe o usuário ao risco de vida. Isso porque as alterações comportamentais resultantes da abstinência podem gerar até mesmo ideações suicidas.

Além disso, o espaço físico, a infraestrutura, a possibilidade de integração com outros pacientes e as atividades recreativas oferecidas em um hospital representam substanciais vantagens à dinâmica da reabilitação.

Quais serviços e vantagens o Hospital Santa Mônica oferece?

Localizado na região metropolitana de São Paulo, o Hospital Santa Mônica oferece tratamento especializado para pessoas com problemas psiquiátricos ou dependência química em locais separados. Para ajudar as famílias na reabilitação de seus ente queridos atendemos particulares e diversos planos de saúde.

Nosso hospital  oferece uma infraestrutura singular: dispõe de uma área de 83 mil m², sendo 50 mil m² de mata nativa preservada. Para oferecer cuidados específicos para cada uma das atividades, a instituição possui unidades de internação, de dependência química e de cuidados exclusivos para a reabilitação da saúde mental.

Além da vasta experiência no ramo, nosso hospital disponibiliza 250 leitos e  todo o aparato necessário ao conforto do paciente e de sua família. Mais do que isso, priorizamos sempre a formação e a capacitação das equipes médicas e multiprofissionais.

O objetivo de nosso hospital psiquiátrico é garantir um tratamento mais humanizado e alinhado às novidades apresentadas em congressos e estudos internacionais. Isso é essencial à segurança e à qualidade dos procedimentos realizados em prol da reabilitação mental e física de quem necessita de nosso apoio.

Se você conhece alguém que precisa de ajuda para superar o vício entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça as opções de tratamento que oferecemos.

Tabagismo na adolescência: entenda o risco de psicose e como tratar?

tabagismo

O tabagismo na adolescência é considerado um dos tipos de dependência mais comuns na fase de transição da infância para a idade adulta. Isso acontece devido, principalmente, às influências do grupo social e do entorno familiar e à facilidade de acesso a cigarros e outros produtos derivados do tabaco — cujo princípio ativo é a nicotina, substância apontada como responsável pelo vício.

Segundo dados da Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETAb), conduzida pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008, 58,3% dos fumantes e ex-fumantes diários de 20 a 34 anos iniciaram o hábito com idades entre 15 e 19 anos; já 19,6% começaram a fumar diariamente com menos de 15 anos.

Além de ser um fator de risco para o aparecimento de problemas físicos, como doenças cardiovasculares, bronquite e câncer, o uso do tabaco pode levar a problemas de saúde mental, como depressão, transtornos de humor e até mesmo esquizofrenia — caracterizada por alterações de comportamento e episódios de psicose.

Para entender melhor a relação entre tabagismo e psicose, continue acompanhando este post!

Tabagismo na adolescência e o risco de psicose

Um estudo publicado na revista científica Lancet Psychiatry por pesquisadores da Kings College London, em 2015, apontou que o uso diário de tabaco está associado a um risco maior de doença psicótica e a um início precoce do transtorno.

Após análises sistemáticas, os cientistas levantaram a hipótese de que a exposição à nicotina seria responsável pelo aumento das chances de esquizofrenia, pois essa substância altera os níveis de dopamina — neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar e euforia.

Na adolescência, o corpo e o sistema nervoso ainda estão em formação e desenvolvimento. Por isso, o uso precoce de cigarro e de outros produtos de tabaco pode trazer graves prejuízos à saúde ao longo de toda a vida.

Outro fator relevante é que a esquizofrenia costuma se manifestar no final da adolescência e no início da fase adulta (dos 15 aos 35 anos), sendo pouco observada em crianças e pessoas com mais de 45 anos.

Principais sintomas

O consumo de tabaco pode levar rapidamente à dependência de nicotina, fazendo com que as pessoas tenham dificuldade de parar de fumar, apresentem sintomas de abstinência quando tentam largar o cigarro, deixem de lado atividades sociais ou recreativas para fumar e continuem com o vício mesmo quando apresentam problemas de saúde.

Em casos de suspeita de esquizofrenia, é importante procurar ajuda profissional imediata ao observar sintomas como delírios, alucinações, pensamentos desorganizados, isolamento social, mudanças repentinas de humor, distanciamento afetivo, falta de cuidados com a higiene pessoal e dificuldade de expressar emoções.

Diagnóstico e tratamento

O primeiro passo para receber um diagnóstico correto de dependência química e psicose é a busca de orientação especializada. Por meio de exames físicos e avaliações psicológicas,a equipe médica será capaz de realizar um tratamento individualizado, que pode incluir prescrição de medicamentos, psicoterapias e internação.

Hospital Santa Mônica é referência na área e oferece atendimento multidisciplinar e humanizado, dando apoio, acolhimento e orientação aos pacientes e familiares durante todas as etapas do processo de diagnóstico e tratamento.

Quer saber mais sobre as consequências do tabagismo na adolescência para a saúde no longo prazo? Leia o artigo sobre o maior risco de fumantes sofrerem um infarto antes dos 50 anos do que os não fumantes.

Veja o que fazer em caso de overdose de heroína

heroína

De acordo com o relatório divulgado pela Agência da ONU para Drogas e Crime (UNODC), o consumo de substâncias químicas no Brasil aumentou nos últimos anos.

A heroína está entre as drogas mais consumidas e os efeitos do seu uso são diversos: intensa euforia, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca e falta de noção da realidade são alguns. Em longo prazo, observa-se também destruição dos neurônios, overdose de heroína e óbito precoce.

Por esse motivo, se você convive com pessoas que são dependentes químicas, é de extrema importância que tenha conhecimento sobre o que pode ser feito quando alguém se submete a dosagens excessivas dessa droga e como buscar ajuda antes que essa grave situação ocorra. Continue a leitura e saiba mais!

Como agir em caso de overdose de heroína?

O tempo que uma vítima de overdose leva para receber ajuda é um fator decisivo na recuperação. Quanto mais imediato o socorro, menores são as chances de complicações. A seguir, apresentamos algumas medidas que devem ser tomadas o mais rápido possível diante dessa situação. Acompanhe!

Chame uma ambulância

Fazer o pedido de resgate deve ser a primeira atitude quando nos deparamos com um quadro de overdose de heroína.

Essa medida precisa ser adotada mesmo que a vítima esteja consciente, pois assim ela pode receber atendimento médico rapidamente e o tratamento mais adequado passa a ser realizado o quanto antes.

Enquanto a ambulância não chega até o local, também é preciso ter outros cuidados. Veja!

Verifique os pulsos

Para se certificar de que os batimentos cardíacos da vítima estão regulares, faça a verificação do pulso. Para isso, utilize os dedos indicador e médio e conte a pulsação durante um minuto. Nunca utilize os polegares, pois você pode confundir a sua própria pulsação com a da vítima.

Observe se o ritmo das batidas acontece em intervalos iguais. Caso haja ausência dos batimentos, a intervenção de reanimação deve ser feita imediatamente. Entretanto, para isso, é preciso ter noções de primeiros socorros. Se você não tiver condições de prestar o atendimento, apenas coloque a vítima em posição lateral de segurança.

Alivie as áreas ao redor

Mantenha a região ao redor da vítima o mais livre possível, para que sua respiração não seja comprometida com a falta de circulação de ar. Evite que muitas pessoas fiquem ao redor da pessoa em fragilidade, pois isso só dificulta a realização das medidas de socorro.

Facilite a respiração

Com o intuito de facilitar a respiração e evitar engasgos, coloque a cabeça da vítima de lado. Em seguida, abra zíperes e botões da roupa, para ajudar ainda mais. Se o indivíduo parar de respirar, você deve fazer respiração boca a boca, a fim de desobstruir a saída de ar.

Qual a importância do tratamento especializado?

O tratamento especializado permite que o usuário de drogas volte a ter sua rotina normal sem vícios e livre dos prejuízos físicos e mentais causados pela dependência. No entanto, para que haja sucesso no tratamento, é preciso escolher uma instituição diferenciada, que proporcione as condições necessárias para que a reabilitação aconteça da melhor forma.

O Hospital Santa Mônica é referência na área e oferece todos os recursos para restabelecer o bom estado de saúde do paciente. O atendimento é individualizado e tem como diferencial um tratamento multidisciplinar e humanizado, que transmite confiança e segurança aos pacientes — aspectos essenciais para plena recuperação, visto que todo o processo pode ser muito difícil para o usuário da heroína.

Se há alguma pessoa com problemas com drogas em sua família, procure atendimento especializado o quanto antes. Assim, você ajuda a preservar a integridade física de quem você ama e evita que consequências mais severas aconteçam.

Agora que você já sabe o que fazer em caso de overdose de heroína, não deixe de ler o nosso artigo: Como abordar o filho com uma necessidade de internação.

Consumo de álcool: existe um nível seguro para consumir?

consumo de =álcool

Um estudo publicado nest ano pelo periódico The Lancet revelou, após análise global, que não existe um nível seguro para o consumo de álcool. Adotadas em reuniões sociais e utilizadas cada vez mais cedo por crianças e jovens, as bebidas alcoólicas comprometem o desenvolvimento e podem gerar riscos para a saúde.

Os resultados se justificam pelo fato de que qualquer quantidade de álcool no sangue é capaz de alterar o raciocínio e a personalidade de alguém. A mudança e a gravidade do impacto, ao fim, dependem de cada pessoa, de seu padrão de consumo, dos efeitos bioquímicos sobre o organismo e do nível de intoxicação.

Para saber mais sobre os riscos do consumo de álcool, continue a leitura!

Os riscos do álcool para crianças e jovens

O aumento do consumo alcoólico tem preocupado especialmente a comunidade da saúde nos casos de menores de idade. Bastante influenciados por seu convívio social, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), mais de 43% dos jovens de 13 a 17 anos afirmam que seus amigos fazem uso de bebidas alcoólicas.

Hábitos prejudiciais que se iniciam de forma precoce têm grande risco de serem adotados ao longo da vida. Sendo assim, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria para o combate do uso precoce dessa e de outras drogas, além de evitar a glamorização da bebida em eventos sociais é sempre alertar sobre os problemas que podem causar à qualidade de vida. Um papel que cabe à família e à escola.

Males causados pelo álcool

Incentivado desde cedo em festas e reuniões sociais, o consumo alcoólico pode causar esofagites, úlcera, problemas hepáticos e dependência química.

Quando a substância entra no organismo, as respostas aos estímulos são reduzidas, fazendo com que a fala se arraste e, aos poucos, a consciência seja alterada. Não à toa, estima-se que o corpo leve até 24 horas para eliminar completamente o que foi consumido, causando posteriormente desidratação, sintomas de desequilíbrio gastrintestinal e dores de cabeça.

Tratamento para dependência alcoólica

Problemas como ansiedade e oscilações na saúde mental podem levar um indivíduo a criar um hábito intenso e problemático em relação ao consumo de álcool, como forma de aliviar dores relacionadas a outros aspectos de sua vida.

Para identificar sintomas de dependência, é necessário, primeiramente, ter atenção a oscilações de comportamento repentinas, como agressividade, introspecção e tristeza excessiva.

No caso do álcool, o consumo exagerado em ocasiões nas quais há grande quantidade da substância é uma forte evidência. Além dela, a dificuldade de permanecer quaisquer dias da semana sem estar sob seu efeito revela uma sensação de necessidade.

Embora possa ser difícil no início, em função dos sintomas da abstinência, tais quais o desânimo e a raiva, o tratamento de uma dependência alcoólica é a solução para frear os problemas que pode causar a longo prazo.

Com equipe médica multidisciplinar, auxílio psicológico e incentivo à adoção de novos hábitos, como bons padrões alimentares e prática regular de atividades físicas, é possível reverter o quadro e evitar o consumo de álcool. Assim, o indivíduo renova sua confiança, autoestima e volta a se sentir mais feliz com outras práticas que não envolvam associação à bebida.

Quer saber mais sobre esse e outros temas relacionados a cuidados com saúde mental? Então, assine já nossa newsletter e receba novos artigos em seu e-mail!

Álcool e outras drogas comuns entre crianças e adolescentes

A ingestão de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes é um tema que preocupa profissionais da saúde, professores e pais.

De acordo com uma pesquisa publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o álcool — uma das drogas mais comuns no Brasil — passou a fazer parte da vida dos jovens cada vez mais cedo e, além das graves consequências a curto e longo prazo, pode ser o chamariz para o uso de outras substâncias.

Isso acontece porque, com o consumo precoce, aumenta-se as chances de dependência na vida adulta e também a predisposição para o abuso de drogas que ainda não foram experimentadas. Neste post, informaremos você sobre os principais vícios desenvolvidos a partir do alcoolismo.

Drogas mais comuns entre jovens e suas consequências

Como você viu ali em cima, existem diversas substâncias que podem causar dependência em crianças e adolescentes. Normalmente essas drogas são experimentadas quando já se fez o uso de bebidas alcoólicas.

Entre as principais, podemos destacar:

Maconha

Por mais que o uso da maconha não seja liberado no Brasil, não é difícil encontrar jovens que a fumam diariamente. Essa é uma droga ilícita que proporciona diferentes sensações — principal atração para os usuários — e pode facilmente tornar uma pessoa dependente.

As consequências, que aparecem a curto e longo prazo, são devastadoras para a saúde. Em pouco tempo se observa o aumento dos batimentos do coração — fator que pode ocasionar um ataque cardíaco em pessoas mais sensíveis — alucinações, ansiedade severa e psicoses.

Após um período maior, há também o declínio do QI, desempenho escolar precário e perda de memória, entre outros problemas.

Cocaína

A cocaína está entre as drogas mais procuradas por crianças e adolescentes. Embora a maconha seja extremamente prejudicial ao organismo, a substância extraída da planta Erythroxylon coca provoca consequências ainda piores.

Sua ação afeta diretamente o sistema nervoso, o que gera espasmos que podem durar alguns minutos ou mesmo horas. A cocaína também provoca paranoias, comportamento agressivo, perda do apetite, contração dos vasos sanguíneos e ataques epilépticos, podendo até mesmo levar à morte súbita.

Esses intensos efeitos negativos foram denominados no passado como “demônio da droga”.

Energético

O energético é uma bebida que mistura o açúcar e a cafeína em grande quantidade — e, por incrível que pareça, esses fatores o tornam tão prejudicial quanto outras drogas.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Purdue, nos Estados Unidos, a combinação desse líquido com bebidas alcoólicas pode prejudicar da mesma forma que a cocaína. Os principais efeitos observados após a ingestão da mistura são falta de concentração, taquicardia, contrações musculares etc.

Como você pode perceber, embora o álcool esteja entre as drogas mais comuns, existem outras substâncias que são consumidas por jovens e que são usadas principalmente em decorrência da experiência com as bebidas alcoólicas. Considerando todos os prejuízos que podem ser causados a partir desse consumo, é primordial recorrer a um profissional para que o vício seja combatido o quanto antes e não gere consequências mais graves.

Precisa de auxílio para lidar com alguém próximo a você? Veja aqui como identificar um usuário de drogas e informe-se sobre as soluções possíveis para este problema.

Entenda a relação entre o risco de psicose e o uso de maconha

psicose e maconha

Muitas pessoas associam o uso da maconha apenas aos efeitos imediatos produzidos por ela no organismo. Mas é preciso estar alerta: a maconha aumenta o risco de psicose, além de desencadear outros transtornos psiquiátricos e agravar seus sintomas.

A psicose é um distúrbio psiquiátrico que altera gravemente a percepção da realidade, tornando o paciente incapaz de distinguir o que é real e o que é imaginário. Os sintomas desse quadro incluem alucinações visuais e auditivas, agressividade e pensamentos delirantes, entre outros.

Fatores genéticos, ambientais e sociais estão relacionados ao aparecimento dos transtornos psicóticos, sendo que o risco de psicose é realmente maior entre os usuários de maconha.

Trata-se de uma questão importante, que reforça a necessidade de se conhecer os efeitos do consumo da maconha no organismo em curto, médio e longo prazo, de modo a aumentar a conscientização sobre a importância da vida saudável.

Então, acompanhe este artigo para entender melhor a relação entre a ocorrência de psicose e o uso de maconha. Confira:

Conheça os estudos mais recentes sobre uso da maconha e risco de psicose

No início de 2018, o Jornal Britânico de Psiquiatria publicou uma pesquisa conduzida por médicos da Universidade de Oulu, na Finlândia. Eles fizeram uma descoberta alarmante: basta usar maconha em cinco ocasiões ao longo da vida para elevar o risco de psicose.

Os efeitos da droga sobre a saúde mental são ainda mais prejudiciais quando o uso começa na adolescência, conforme concluíram os pesquisadores finlandeses. A pesquisa afirmou, ainda, que além de provocar casos de psicose e agravar seus sintomas, o consumo de maconha pode aumentar o risco de suicídio.

É o que também concluiu um estudo conduzido por pesquisadores norte-americanos e publicado em julho de 2018 no periódico da Associação Americana de Psiquiatria, intitulado JAMA Psychiatry.

Nesse trabalho, os pesquisadores chamam atenção para o fato da maconha ser uma causa direta para o surgimento da psicose, sobretudo em pessoas jovens, independentemente de fatores sociais ou ambientais.

As conclusões apresentadas na Inglaterra e nos Estados Unidos reforçam as conclusões de um estudo da Universidade de Maastricht, na Holanda, publicado em 2011.

Na ocasião, os estudiosos analisaram os efeitos da maconha em um grupo de quase 2 mil jovens ao longo de 10 anos, constando que a droga não só aumenta o risco de psicose como desencadeia o aparecimento de outras desordens psiquiátricas, como a esquizofrenia.

O distúrbio psicótico não é o único fator preocupante quando se trata da relação entre o uso de maconha e o aparecimento de transtornos psiquiátricos ou mentais. É sobre essa questão que falaremos agora, na última seção do nosso artigo. Veja e esclareça suas dúvidas!

Veja outros transtornos mentais relacionados à maconha

Além do risco de psicose, o consumo de maconha está relacionado ao aparecimento da esquizofrenia e de outras doenças psiquiátricas, como a bipolaridade e o transtorno de personalidade.

Ansiedade, depressão e transtornos do humor também estão entre os problemas de saúde mental que podem ser iniciados e terem os sintomas agravados pela maconha.

Entretanto, é importante lembrar que o risco de psicose e dos demais transtornos mentais não são os únicos efeitos prejudiciais do uso da maconha.

De fato, os danos provocados pela dependência dessa droga atingem a saúde física, o estado emocional e a vida social dos usuários, comprometendo bastante o bem-estar e a qualidade de vida de muitas pessoas.

Em casos nos quais o indivíduo percebe que não é capaz de largar o vício por conta própria ou que as consequências estão se tornando cada vez mais graves, é preciso considerar a internação e, assim, contar com o auxílio necessário para superar essa etapa da vida.

O Hospital Santa Mônica possui completa estrutura hospitalar e equipe especializada no atendimento aos pacientes infantojuvenil, adultos e idosos com problemas de saúde mental e dependência química. Orienta no processo de recuperação e de construção de uma nova história, além de ajudar a família a lidar com a situação.

Vale a pena saber mais sobre esse assunto! Por isso, confira um artigo sobre as consequências em longo prazo do uso da maconha e saiba que o risco de psicose é apenas uma delas.