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Saúde mental na adolescência: qual o papel da escola?

Saúde mental na adolescência

A fase de transição da infância para a vida adulta envolve uma série de mudanças físicas e psíquicas, que impactam não só as relações sociais como também a percepção do jovem sobre si mesmo e o mundo. Por isso, falar sobre saúde mental na adolescência é de extrema importância tanto em casa quanto na sala de aula.

Segundo dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA), 30% dos adolescentes brasileiros sofrem de transtornos mentais comuns, caracterizados por dificuldade para dormir e se concentrar, tristeza constante, falta de disposição para realizar tarefas diárias, entre outros sintomas. Quando não tratados, esses quadros podem evoluir para problemas mais graves, como depressão, ansiedade e abuso de drogas.

A elevada prevalência desse tipo de distúrbio entre os adolescentes acende um alerta para a necessidade de se discutir e enfrentar essa realidade que atinge milhões de pessoas no mundo. Nesse sentido, a escola tem um papel primordial na articulação de ações voltadas para a prevenção e a promoção da saúde mental dos jovens. Conheça algumas delas!

Capacitar professores em saúde mental na adolescência

A capacitação de professores em saúde mental na adolescência é o ponto de partida para que as escolas consigam abordar esse tema em sala de aula e criem projetos para o desenvolvimento integral dos jovens, focando não só em suas habilidades intelectuais, mas também emocionais e sociais.

Além disso, esse tipo ação permite que os educadores conheçam alguns sintomas característicos de transtornos mentais e identifiquem adolescentes que estejam sofrendo com esse tipo de problema, o que facilita o encaminhamento e o tratamento precoces.

Tornar o ambiente escolar acolhedor

A construção da identidade e a socialização são traços marcantes da adolescência e acontecem principalmente na escola, onde há uma interação diária entre alunos e professores com diferentes histórias de vida e personalidades.

Nesse ambiente, também são recorrentes relatos de jovens que vivem situações de conflito, preconceito, discriminação, entre outros problemas que afetam o clima escolar e sua saúde mental.

Por isso, a escola tem como responsabilidade tornar o espaço mais acolhedor, prezando pela diversidade e o respeito entre funcionários, gestores, alunos e professores, para auxiliar no processo de inclusão, na diminuição da evasão escolar e na prevenção do bullying.

Observar mudanças de comportamento

Devido ao convívio diário, é importante que os professores fiquem atentos às mudanças de comportamento dos alunos, a fim de prevenir a evolução de problemas de saúde físicos e mentais.

Alguns sinais podem indicar que o adolescente precisa de ajuda, como tristeza, irritabilidade, tédio, agressividade, oscilação constante de humor, falta de concentração, queda no desempenho escolar, uso de drogas, dificuldade de interação e pensamentos de morte.

É importante ressaltar que a função do professor não é realizar o diagnóstico e o tratamento de transtornos mentais, e sim relatar suas percepções, orientar a família e encaminhar o aluno para profissionais especializados, como médicos e psicólogos.

Para saber mais sobre saúde mental na adolescência, confira algumas lições que podem ser aprendidas com a série 13 Reasons Why, que trata de temas como bullying e suicídio.

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