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Síndrome de Tourette: conheça o distúrbio caracterizado por tiques

A síndrome de Tourette é um transtorno relacionado às disfunções neurológicas, mas que afeta diretamente o comportamento da pessoa e compromete diferentes aspectos da vida pessoal, social e profissional. Mesmo que tenha algum componente genético, essa síndrome pode surgir em qualquer fase da vida.

Tendo isso em vista, vamos explicar o que é síndrome de Tourette, além de apresentar as possíveis causas e os principais sintomas dessa doença. Veja, ainda, como o tratamento psiquiátrico pode minimizar os efeitos desse distúrbio e recuperar o bem-estar e a qualidade de vida de quem enfrenta tais desafios. Boa leitura!

O que é a síndrome de Tourette?

Esse é um transtorno do neurodesenvolvimento e que pode se manifestar em pessoas de qualquer idade. A principal característica do Tourette são manifestações por meio de tiques e comportamentos estereotipados. Esses sintomas são de difícil controle, pois ocorrem por descontrole do sistema motor e desequilíbrios da ação de substâncias cerebrais.

Conhecida como síndrome de Gilles de la Tourette, a doença foi descoberta no ano de 1825 pelo médico francês Jean Marie Itard. A identificação do transtorno ocorreu mediante observações do comportamento de uma paciente, uma jovem nobre francesa, que apresentava tiques corporais desde a infância.

O médico relatou que ela também emitia sons parecidos com latidos, grunhidos de animais e pronunciava palavras obscenas. Devido a esse comportamento estranho, a paciente foi submetida à internação psiquiátrica e viveu reclusa durante muitos anos. Entretanto, a falta de informações sobre a doença dificultava o diagnóstico e o tratamento.

Por isso, foi apenas em 1984 que o Dr. George Gilles de la Tourette conseguiu descrever o problema e associá-lo a um distúrbio psíquico com suas múltiplas particularidades. Assim, a definição do Tourette incluiu os tiques, o uso inapropriado de gestos e palavras obscenas, além da repetição involuntária de palavras ou sons fora da realidade.

Por que acontecem os tiques?

Por ser caracterizada por fenômenos involuntários, a síndrome de Tourette ficou conhecida como “doença dos tiques”. Os pacientes costumam apresentar tiques repentinos, que podem ser motores e vocais, classificados entre simples e complexos. Inicialmente, os portadores da doença apresentam tiques simples, mas ocorre a piora do quadro de forma gradual.

Do ponto de vista fisiológico, os tiques acontecem porque o cérebro não consegue controlar a liberação, nem a ação de substâncias responsáveis pelos movimentos involuntários. Resumidamente, é como se determinadas células cerebrais da pessoa — chamadas neurônios motores — ficassem “confusas” sobre a coordenação desses movimentos.

Contudo, a pessoa não consegue evitar tais gestos ou palavras porque esse controle deveria ser realizado, de forma automática, pelo próprio cérebro. Sem mecanismos de coordenação adequados, acontecem movimentos anormais, rápidos, súbitos, sem intenção e inevitáveis. Logo, os tiques resultam de um desequilíbrio funcional, mas que ainda não é bem compreendido pela ciência.

Quais são as possíveis causas dessa síndrome?

Como vimos, os mecanismos que originam os tiques e outros sintomas de Tourette ainda não foram exatamente esclarecidos. No entanto, listamos as hipóteses prováveis para explicação das causas desse transtorno mental. Veja quais são!

Fatores psicológicos

Nesse distúrbio, questões psicológicas ligadas ao estresse e à ansiedade afetam o equilíbrio emocional e influenciam bastante o surgimento dos tiques verbais e motores. Em situações estressantes, os portadores de Tourette ficam mais agitados, o que aumenta os riscos de piora dos sintomas.

Questões genéticas

Existem evidências de que a síndrome de Tourette também pode ser influenciada por doenças genéticas e hereditárias. Isso acontece porque os desajustes cerebrais que provocam o distúrbio podem surgir em consequência de erros nos genes, o material genético presente em todas as células.

Quais são os principais sintomas da síndrome de Tourette?

Geralmente, os comportamentos observados em pacientes com esse transtorno estão relacionados ao sofrimento emocional e psicológico. Tais quadros são marcados por condições que geram constrangimento e graves consequências pessoais e sociais. As pessoas com tiques ou “cacoetes” são estereotipadas e vistas como estranhas.

Com isso, elevam-se os riscos de bullying e de exposição a situações constrangedoras devido aos movimentos motores e às falas sem sentido. Nessas circunstâncias, os pacientes se sentem envergonhados de seus sintomas. Além de reduzir a autoestima, a doença provoca dificuldades de aprendizagem e atrapalha a qualidade do sono.

Como é o tratamento para a síndrome de Tourette?

Assim como ocorre em todas as doenças que comprometem o lado emocional e psíquico, o ideal é escolher um tipo de tratamento mais apropriado ao nível dos sintomas apresentados. De início, a avaliação psicológica, psiquiátrica e a terapia em grupo são essenciais para que o portador de Tourette tenha uma rotina tranquila.

Combinação de medicações e terapias

O uso de terapias combinadas vem demonstrando bons resultados em pacientes com esse transtorno. Nesse sentido, o suporte psicoterápico é uma via de escolha para orientar pais, familiares e pessoas próximas sobre como lidar melhor com a síndrome. Mesmo que a doença não tenha cura definitiva, é necessário adotar condutas que proporcionem maior bem-estar ao paciente.

Dessa forma, a combinação de medicações e acompanhamento psicológico e psiquiátrico pode ajudar bastante no alívio e controle dos sinais mais comuns dessa síndrome. Nesse contexto, o uso de terapia cognitivo-comportamental (TCC) se destaca como uma boa alternativa de tratamento.

Uso da TCC (terapia cognitivo-comportamental)

O uso dessa metodologia foi avaliado como satisfatório em um estudo de caso publicado na Revista Brasileira de Terapias Cognitivas. Segundo o material, quando associada a outros métodos de tratamento, a TCC possibilita significativas mudanças de padrões de comportamento e de emoções no paciente.

A qualidade da assistência à saúde mental é a chave para reduzir os efeitos negativos sobre a rotina do paciente. Mesmo que essa síndrome represente um desafio para a pessoa, a família e os profissionais de saúde, ela pode ser controlada por meio de terapias combinadas e da submissão ao tratamento adequado.

Por fim, vale salientar que o sucesso no controle da síndrome de Tourette depende da qualidade dos métodos terapêuticos. Logo, o ideal é buscar uma instituição especializada na reabilitação da saúde mental, como o Hospital Santa Mônica. Portanto, conheça os diferenciais de nosso tratamento para ajudar os portadores dessa síndrome.

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