A relação entre depressão e o uso de drogas - Hospital Santa Mônica
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Compreender a relação entre depressão e uso de drogas é importante para direcionar medidas interventivas mais eficazes, já que é preciso considerar que esses problemas estão mutuamente interligados. Assim, ao mesmo tempo que a depressão pode levar à dependência química, a dependência também pode influenciar o surgimento de quadros depressivos.

Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mais de 35 milhões de pessoas sofrem com transtornos por uso de drogas. Em parte, isso pode tanto ser ocasionado por problemas depressivos quanto gerar depressão. 

Nessa perspectiva, Dra. Luciana Mancini Bari, médica clínica geral do Hospital Santa Mônica, apresenta alternativas para lidar com essa ambivalência e ajudar a quem precisa na reabilitação da saúde. Entenda a importância de diagnosticar essa relação de causa e consequência e de receber tratamento especializado. Acompanhe!

Quais são os principais sinais da depressão?

Mesmo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirme que o número de pessoas com depressão no planeta ultrapassa os 300 milhões, essa condição de saúde ainda é vista com um certo estigma e preconceito. Muitas pessoas se sentem intimidadas pela doença, por isso não têm coragem de pedir ajuda.

Para vencer o problema, o primeiro passo é conversar abertamente sobre o tema e se conscientizar de que procurar apoio profissional é essencial e pode salvar vidas. Considerando a interligação entre o uso de drogas e a depressão, prestar atenção nos sintomas é fundamental, já que isso pode abrir espaço para o apego em drogas e em outras substâncias, ou até mesmo ser uma reação ao uso desses produtos.

Nem sempre é fácil reconhecer os sinais e sintomas da depressão, principalmente quando estão associados aos perigos do uso de drogas. Para ajudar você a entender os principais sinais da doença nessa e em outras situações, listamos os mais importantes:

  • melancolia;
  • mau humor;
  • irritabilidade;
  • baixa autoestima;
  • cansaço extremo;
  • ideação suicida;
  • ansiedade psicológica;
  • enxaquecas repentinas;
  • desânimo e falta de energia;
  • tristeza sem causa aparente;
  • dores no pescoço e nas costas;
  • redução ou perda do interesse sexual;
  • sonolência em excesso ou falta de sono;
  • queda de rendimento escolar ou profissional;
  • perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas;
  • crises de choro, desesperança e uma constante sensação de vazio.

Como a depressão abre espaço para a dependência química?

Pessoas que apresentam tendências aos transtornos emocionais como a depressão são mais vulneráveis à dependência alcoólica ou ao consumo de drogas ilícitas. Uma boa parte dos indivíduos com esse perfil costuma procurar nas drogas um alívio para aquilo que os incomodam. 

Vale destacar que o hábito de consumir drogas sem se importar com as consequências que isso traz ao organismo e os impactos na vida pessoal, social e profissional também pode ser considerado uma característica da depressão. 

Quem se comporta dessa forma vê nas drogas uma válvula de escape para o seu sofrimento emocional, o que ajuda a entender a tentativa de contornar sintomas como a falta de esperança, o desânimo e tudo o mais que contribui para acentuar a dor e o desespero.

Não podemos ignorar que a combinação entre crises de depressão e uso de drogas representa um elevado risco à saúde — condição que ameaça gravemente a vida do paciente. Entre as consequências mais preocupantes destacam-se a propensão à ideação suicida, ao surto psicótico e a tantas outras complicações associadas aos efeitos do vício em entorpecentes.

Como o uso de drogas pode resultar em depressão?

O vício em substâncias ilícitas pode ser considerado um gatilho para potencializar as crises depressivas, já que quando passam os efeitos das drogas no organismo, o usuário se sente triste, deprimido e tem a necessidade de consumir mais substâncias. 

Essa relação direta entre depressão e uso de drogas é um dos maiores agravantes de saúde entre a população, sobretudo entre adolescentes e jovens. Por isso, entender as causas que levam ao abuso de drogas é primordial para o controle dessa questão.

O consumo de entorpecentes pode gerar grandes prejuízos à saúde, uma vez que isso causa um efeito reverso e tornar as crises depressivas ainda mais fortes. Mesmo que o consumo de drogas cause uma sensação de alívio momentâneo, essa gratificação imediata pode durar pouco e exigir doses mais fortes para fazer essa “fuga” da realidade perdurar. Desse modo, mantém-se viva a ilusão de resolver os problemas pelo abuso de drogas.

O uso de substâncias ilícitas pode abrir caminho para a evolução dos problemas depressivos. Nessas circunstâncias, o ideal é reconhecer a necessidade de pedir ajuda e de procurar um suporte profissional, que possa ajudar a vencer o vício e a restaurar a estabilidade mental.

“Assim como um transtorno mental pode levar ao uso de drogas para aliviar os sintomas gerados pela doença, o uso de drogas,  por sua vez pode facilitar o aparecimento de um transtorno mental. No caso da depressão é muito frequente ver esta doença associada ao uso abusivo de drogas”, comenta a médica, dra. Luciana Mancini Bari.
 
“Algumas pessoas utilizam as drogas , a princípio, porque confortam e aliviam. Esse comportamento acaba num círculo vicioso. Porque depois da sensação de prazer vem a culpa e a tristeza. Então o indivíduo volta a consumir em quantidade maior e mais frequentemente. E quando menos espera já criou a relação de dependência, e às vezes mesmo querendo já não consegue ficar sem aquela sensação e com isso surgem diversos  outros problemas que podem ter graves consequências”

Como tratar a depressão e o uso de drogas de forma integrada?

É preciso obter um diagnóstico correto sobre essa relação de causa e consequência para possibilitar o direcionamento para a conduta terapêutica mais eficaz.
 
“É importante que a pessoa que esteja vivendo alguma situação relacionada ao abuso de drogas ou esteja depressiva, sem ânimo, ou até mesmo aquelas que começaram com um uso recreativo e já não conseguem ficar sem usar, procurem uma avaliação médica. Existem diversas medicações que controlam a abstinência ou melhoram a depressão e podem dar o suporte necessário”, salienta a médica.
 

O tratamento precisa ser multidisciplinar e especializado. A meta é cuidar de ambos os problemas para que a terapia seja efetiva. Em certas situações, a internação pode ser necessária, principalmente nos casos de depressão com incidência em dependência química.

Doutora Luciana comenta ainda que “É fundamental o acompanhamento multidisciplinar e humanizado deste paciente para que o mesmo possa se recuperar e traçar estratégias para a prevenção de recaídas.”
 

Um dos aspectos mais relevantes para o sucesso do tratamento é primar pelo cuidado de buscar orientação profissional adequada e em instituições experientes/especializadas na reabilitação da saúde mental. 

Inicialmente, o paciente precisa passar por uma avaliação com uma equipe multidisciplinar de saúde composta por médicos, psicólogos, psiquiatras, enfermeiros e outros profissionais necessários para o suporte de qualidade exigido nesse tipo de tratamento. 

Se houver a necessidade de internação, o tratamento será feito no hospital. Vale ressaltar que o Hospital Santa Mônica segue todas as diretrizes da OMS sobre a prevenção e combate à pandemia de Covid-19.

Como vimos, há possíveis caminhos para superar os impactos da combinação entre depressão e uso de drogas, mas as intervenções precisam ser realizadas ao mesmo tempo. As terapias podem exigir medicamentos, apoio psicológico e medidas de reintegração social para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida do paciente.

Agora que você conhece melhor a relação entre depressão e uso de drogas, aproveite a visita ao nosso site e entenda um pouco mais sobre saúde mental e depressão.

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