O que leva ao abuso de drogas? - Hospital Santa Mônica
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Em todas as épocas, o consumo de drogas ilícitas sempre foi um dos problemas mais presentes na sociedade. Porém, hoje, o modo de fabricação e a adulteração da fórmula dos entorpecentes aumentam a toxicidade e tornam essas substâncias ainda mais prejudiciais ao organismo. Por isso, investigar as razões que levam as pessoas, principalmente os jovens, ao abuso de drogas é importante para direcionar condutas mais adequadas à reabilitação da saúde mental e física.

Nessa perspectiva, vamos apresentar os principais motivos que induzem as pessoas ao consumo dessas substâncias. Veja quais são os entorpecentes mais utilizados, os efeitos que eles causam à saúde e as alternativas mais eficazes para se livrar do vício e recuperar a qualidade de vida. Boa leitura!

O que leva ao abuso de drogas?

Há muitas razões pelas quais a pessoa pode começar a usar qualquer uma dessas substâncias. Alguns são dominados pela curiosidade, rebeldia ou devido à influência de colegas já viciados. No primeiro uso, a experiência pode parecer agradável, o que leva ao desejo de consumir drogas novamente. Geralmente, esse contato inicial com os tóxicos ocorre quando há frustração e tristeza pela dificuldade em lidar com problemas da vida.

Porém, o maior equívoco é pensar que as drogas vão solucionar o problema. Pelo contrário, a pessoa pode acabar dominada pelo vício e, com isso, torna-se consumidora abusiva de tóxicos e compromete a vida no aspecto pessoal, afetivo, social, acadêmico e profissional. A exposição contínua a essas substâncias afeta o funcionamento da mente, do corpo e o controle das emoções.

O uso de drogas, álcool, cigarro e inalantes — e até mesmo o consumo excessivo de alimentos inadequados — pode ser visto como válvula de escape para ajudar em tempos difíceis. Mas a sensação de alívio é apenas temporária e, como os problemas que incomodam não desaparecem, o indivíduo passa a querer mais e mais essas substâncias.

As drogas não somente interferem no funcionamento cerebral, criando sensações de prazer, mas também tem efeitos a longo prazo nas funções fisiológicas, principalmente na atividade do cérebro. As pessoas viciadas em drogas têm um desejo de consumo compulsório e, por isso, não conseguem deixá-las por vontade própria. Isso torna o tratamento indispensável para ajudar quem está dominado por esse problema.

Logo, a família, juntamente à instituição de ensino e aos amigos, exerce um importante papel de socialização primária de crianças, adolescentes e jovens. Tanto o ambiente familiar como o contato com amigos da mesma faixa etária podem funcionar como suporte, fator de proteção — ou de risco.

As questões de ordem emocional, como a ansiedade e a depressão, resultam em estabilidades comportamentais que também estimulam a busca pelas drogas. Há, ainda, a relação dessas circunstâncias com o suicídio efetivo. Segundo a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), as mortes anuais por suicídio chegam a quase 800 mil, o que coloca esse ato entre as principais causas de morte entre indivíduos entre 15 e 29 anos.

A falta de estrutura familiar também influencia bastante o abuso de drogas. Mas quando o dependente químico se torna alvo de intervenções terapêuticas — e recebe o tratamento adequado —, há uma significativa mudança em relação à postura dele perante a vida. Logo, a busca de apoio profissional é o primeiro passo para superar a dependência química, reconstruir relações familiares e sociais e ter mais esperança no futuro.

O que as pesquisas indicam sobre o abuso de drogas no Brasil e no mundo?

No Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com uma universidade americana (Princeton/EUA) realizou um estudo sobre o consumo de drogas entre brasileiros de 12 a 65 anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) também auxiliaram a Fiocruz.

A pesquisa contemplou as capitais e também os municípios brasileiros de regiões mais distantes. As estatísticas são alarmantes e exigem intervenções urgentes. Observe os números:

  • 3,2% dos brasileiros (4,9 milhões de pessoas) admitiram consumir substâncias ilícitas;
  • o consumo é maior entre os homens: 5% contra 1,5% das mulheres;
  • o consumo é maior nos jovens, pois 7,4% dos usuários têm entre 18 e 24 anos;
  • a maconha é a mais consumida: 7,7% das pessoas de 12 a 65 anos já a experimentaram;
  • a cocaína ocupa o segundo lugar, pois 3,1% dos entrevistados admitiram o consumo dessa droga.

Em caráter global, as estatísticas alertam para o aumento do número de usuários de entorpecentes. O último Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado em 2019 pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) destacou o panorama do consumo de drogas no planeta. Os dados são preocupantes. Confira:

  • 35 milhões de pessoas apresentam transtornos resultantes do uso de drogas e a maior parte delas não faz nenhum tratamento;
  • a produção ilícita global de cocaína atingiu o recorde de quase 2.000 toneladas em 2017;
  • 5,5% da população mundial (271 milhões de pessoas) com idade entre 15 e 64 anos já usaram drogas;
  • nos EUA, mais de 47 mil mortes foram causadas por overdose de drogas.

Quais são os tipos de entorpecentes mais utilizados?

Enumeramos os tipos de drogas mais utilizados e que apresentam um grande potencial para estimular comportamentos abusivos e colocar a vida em risco. Veja a seguir.

Cocaína

A cocaína é uma das drogas que apresenta um grande potencial para mudar comportamento e causar dependência. Quem a experimenta não consegue prever o que vai acontecer nos próximos segundo, já que não é capaz de controlar a extensão de seu uso.

Essa droga pode ser consumida de várias formas: inalação, injeção ou por fumo. Vale ressaltar que o consumo compulsivo por cocaína pode se desenvolver ainda mais depressa quando a droga é fumada sob a forma de crack.

Logo de início, a cocaína causa constrição dos vasos sanguíneos periféricos, agitação, dilatação das pupilas, elevação da temperatura corporal, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. A droga leva o usuário a um estado de euforia, cuja permanência nessa condição depende da quantidade consumida e da absorção do organismo.

Como cada organismo se comporta de forma diferente quando é estimulado pelo entorpecente, o risco de overdose é muito maior no primeiro uso, já que a pessoa não sabe a quantidade que precisa utilizar para surtir o efeito desejado. Alguns indivíduos podem desenvolver a tolerância e, por isso, ter a necessidade de consumir maiores doses para conseguir os mesmos efeitos, o que leva ao abuso de drogas e ao aumento das chances de overdose.

Além disso, o consumo excessivo de cocaína ou o uso prolongado dessa droga pode desencadear paranoia e comportamentos particularmente agressivos. A interrupção do uso pode causar melancolia, estresse e evoluir para complicações mais sérias. No aspecto emocional, há o risco de gerar automutilações e ideação suicida, enquanto no âmbito físico, a cocaína pode provocar episódios convulsivos seguidos de parada cardiorrespiratória.

Estimulantes

Os estimulantes como cafeína, tabaco, bem como, as anfetaminas, esteroides anabolizantes e alucinógenos, entre eles o ecstasy e o crack, são os mais perigosos. Eles atuam sobre o sistema nervoso central e aumentam a atividade cerebral. Esses estimulantes podem causar sentimentos temporários de euforia, paranoia ou até mesmo psicoses mais graves.

Depressivos

Tranquilizantes, ansiolíticos, remédios para dormir ou produtos domésticos como solventes, colas, aerossóis e gases pertencem a esse grupo. Depressivos atuam sobre o sistema nervoso central e promovem o relaxamento cerebral, mas prejudicam a atividade física e mental e diminuem o autocontrole. Também podem provocar alterações nos batimentos cardíacos e levar ao óbito por parada respiratória.

Analgésicos

Alguns analgésicos podem causar sérios problemas se forem consumidos aleatoriamente e sem orientação médica. Grande parte deles provocam dependência e, por isso, o usuário necessita aumentar as doses para conseguir o efeito esperado. Em excesso, os analgésicos provocam complicações gástricas, cardíacas e podem afetar as funções cerebrais.

Alucinógenos

A maconha (cannabis sativa), o LSD, o crack e os cogumelos não comestíveis apresentam um alto poder de provocar alucinações. Essas substâncias agem diretamente sobre a mente, o que aumenta o estímulo sensorial e distorce a maneira como os usuários veem e ouvem as coisas, por exemplo. O abuso desses entorpecentes exige a ajuda profissional, pois o usuário coloca em risco tanto a sua integridade física como também se torna uma ameaça social.

Inalantes

O abuso de solventes, normalmente consumidos como substâncias voláteis, também estão incluídos entre as drogas com potencial para provocar dependência. O consumo ocorre por inalação de vapores de produtos domésticos comuns, com a finalidade de obter uma sensação alucinógena. Os produtos que podem ser inalados para dar “barato” incluem recargas para isqueiros (gás butano), aerossóis, colas, tintas e adesivos.

Esses entorpecentes prejudicam a atividade física, o equilíbrio, a visão e diminuem o autocontrole e a capacidade de juízo de valor. O uso prolongado de solventes e de substâncias voláteis podem resultar, ainda, em danos para o cérebro, fígado e rins.

Vale ressaltar, por fim, que as formas mais graves de consumo abusivo de substâncias ilícitas requerem tratamento em serviços especializados de reabilitação de drogas e álcool, como o que o Hospital Santa Mônica oferece. Se você está passando por dificuldade com abuso de drogas ou conhece alguém que precisa de apoio profissional, saiba que esse problema tem solução. Você pode fazer muito para ajudar a si mesmo ou aos outros, mas é preciso dar o primeiro passo.

Precisa de ajuda nesse sentido? Não se intimide: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conte com o apoio de nossa equipe especializada em reabilitação da saúde!

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