O aumento alarmante no índice de suicídio entre jovens - Hospital Santa Mônica
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Compreender as razões que levam ao aumento do índice de suicídio entre jovens é uma das maiores questões que desafiam a saúde pública, assim como pais e educadores. Ainda que isso simbolize uma problemática cada vez mais presente, a atenção à saúde mental é a alternativa mais adequada para conter essa prática.

Nessa perspectiva, vamos apresentar as possíveis causas que levam os jovens da nova geração ao suicídio. Confira as principais razões que alimentam a ideação suicida e veja que há, sim, um caminho possível para recuperar a estabilidade mental desse grupo e reduzir o risco de concretização desse ato. Boa leitura!

O aumento no índice de suicídio entre jovens

De acordo com relatório apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2016, a cada quatro segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. Ainda segundo a OMS, o suicídio é a segunda principal causa de morte da população entre 15 e 29 anos.

Em relação ao nosso país, o Jornal Brasileiro de Psiquiatria publicou um estudo chamando a atenção para o aumento da tendência de suicídio entre adolescentes e jovens de 10 a 19 anos. Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, entre 2011 e 2018 houve um aumento de 10% dos casos, com destaque para 2016-2017.

Em todo o planeta, as mortes por suicídio chegam a 800.000 por ano, também segundo a OMS. Esse panorama demonstra que a realidade do risco global de mortes por essa causa na juventude induz à busca de medidas que diminuam o avanço dessa problemática.

A boa notícia é que a OMS afirma que os suicídios são preveníveis. Entretanto, essa prevenção só será efetiva mediante a adoção de estratégias mais efetivas. É necessário, portanto, implementar ações mais eficazes de prevenção do ato suicida nos programas voltados à educação e à saúde, principalmente nas regiões cuja população jovem compõe o grupo de risco.

Os sintomas de tendências suicidas

Uma das razões pela qual se afirma que o suicídio é prevenível é o fato de que não se trata de um ato repentino. Sendo assim, o jovem não vai tirar a sua vida de uma hora para outra, mas apresentará alguns sintomas e manifestará sinais que ajudam os pais a identificarem as tendências suicidas.

Daí a importância de ser presente na vida dos filhos, conhecer o comportamento e a personalidade deles. Também é fundamental observar atentamente possíveis mudanças e considerar cada uma delas para acompanhar sua evolução.

A seguir, você pode conferir alguns dos sintomas que indicam possíveis tendências suicidas e que acendem um sinal de alerta para medidas preventivas ou a busca por ajuda.

Problemas de conduta

Quando os jovens estão passando por problemas eles podem apresentar desvios de conduta. Nesse caso, realizam atos que não condizem com o seu comportamento típico e que, muitas vezes, são contrários à criação que receberam.

É importante que os pais fiquem atentos a isso porque, na maioria dos casos, esses desvios de conduta são associados às más companhias, amizades ou rebeldia. Na verdade, podem ser o reflexo de um quadro depressivo e da tendência suicida.

Agressividade

A manifestação da agressividade ou o aumento dela, podendo ser física ou verbal, também está relacionada com a depressão em jovens. Essa doença se manifesta de formas diferentes em indivíduos mais novos, por isso, pode ser confundida com atos agressivos propositais.

Porém, aqui não estamos falando de desentendimentos ou eventos isolados, mas da manutenção de um padrão de comportamento agressivo que ocorre por vários dias ou semanas. Afinal, os conflitos são naturais, mas são um sinal de alerta quando persistentes.

Ideias e expressões suicidas

Outra forma de os pais identificarem a tendência ao suicídio entre jovens é por meio de algumas ideias ou expressões que caracterizam a intenção suicida. O adolescente passa a utilizar frases como:

  • queria desaparecer;
  • tenho vontade de dormir e não acordar mais;
  • tenho vontade de morrer;
  • queria me matar;
  • não quero mais continuar;
  • não quero ficar nesse mundo.

É verdade que em momentos de estresse expressões e frases como essas podem surgir isoladamente como uma forma de desabafo. Mas é preciso observar se elas não vêm acompanhadas por outros sintomas que também indicam a ideação suicida, ou se não são usadas com muita frequência.

Desesperança e negativismo

Quando existe uma intenção de suicídio, o jovem também pode se mostrar desesperançoso com o seu futuro, desacreditado da sua própria capacidade. Ele demonstra uma certa apatia e falta de vontade porque não acredita que as coisas possam mudar ou serem melhores.

Há o negativismo, com a crença de que tudo sempre vai dar errado. Isso também pode levar ao sentimento de culpa, uma queda da autoestima, insegurança, falta de autoconfiança e até mesmo procrastinação. Pode haver, inclusive, um desinteresse pelas atividades que antes mais gostava.

Outros sinais que também se manifestam entre os jovens com tendências suicidas são:

  • isolamento social;
  • faltas excessivas ou abandono da escola;
  • alterações no apetite;
  • mudanças no padrão do sono;
  • tristeza excessiva.

Em alguns casos, o jovem pode se expressar não só verbalmente, mas por meio da escrita, como por cartas, desenhos, bilhetes ou um diário. Então, toda e qualquer mudança deve ser considerada.

Lembrando que os sinais podem variar para cada pessoa. Em alguns casos eles são muito evidentes, em outros, são mudanças sutis que podem passar despercebidas se não houver uma proximidade.

Outro aspecto a ser ressaltado é a importância de valorizar aquilo que o jovem está sentindo, ainda que para um adulto o problema pareça pequeno. Cada um tem sua forma de lidar com problemas e a realidade, e os pais precisam se mostrar como apoiadores, evitando julgamentos e recriminação.

As 5 possíveis causas que levaram ao aumento do suicídio

Quando o assunto é suicídio, surgem algumas indagações entre os profissionais de saúde, pais e educadores. Ainda que todos busquem respostas para compreender as razões que alimentam o alto índice de suicídio entre jovens, não existe um denominador comum entre os casos concretizados.

Entretanto, grande parte desses atos tem, de alguma forma, relação clara com os desajustes mentais. Os distúrbios mais comuns são a depressão, a esquizofrenia e os transtornos psicóticos. O abuso de drogas e o alcoolismo também representam uma parcela considerável de influência na ideação suicida.

Mas as causas não se limitam apenas aos fatores perceptíveis. Em algumas situações, não é tão fácil identificar com precisão os sinais que podem alimentar gatilhos ligados ao aumento do suicídio entre jovens. Porém, a fim de lidar melhor com a questão, trouxemos 5 possíveis causas. Veja quais são.

1. Influência de séries ou filmes

Séries, como a conhecida “13 Reasons Why”, foram amplamente discutidas na mídia devido a sua possível relação com o aumento de suicídio de jovens. Na verdade, mesmo que a ideação suicida esteja associada a múltiplos fatores, a alta exposição aos filmes e às séries com essa temática pode motivar a opção pelo suicídio.

2. Impacto das redes e do universo digital

Atualmente, a maior submissão ao universo digital, sobretudo aos temas mais discutidos nas redes sociais, deixa a juventude mais vulnerável a essas influências prejudiciais à saúde mental e emocional. Logo, é necessária uma abordagem eficaz quanto ao impacto da tecnologia na saúde mental dos jovens.

3. Falta de expectativa para o futuro

Muitos jovens enfrentam conflitos que levam à redução da expectativa quanto ao futuro. Isso pode estar relacionado ao baixo desempenho escolar e acadêmico, à insatisfação com a aparência física ou às excessivas cobranças em casa. Outro problema bastante comum, e que deve ser incluído nas causas que influenciam as ideações suicidas, são os bullyings recorrentes.

4. Conflitos relacionados à orientação sexual

Essas questões influenciam bastante o desenvolvimento dos transtornos psíquicos que podem levar ao suicídio. Além do medo da não aceitação da orientação sexual do jovem pelos pais, isso ainda leva à insegurança nos relacionamentos afetivos. Assim, questões referentes à sexualidade não podem ser descartadas como motivação para o ato suicida.

5. Ausência de tratamento

Muitas pessoas que enfrentam problemas relacionados à saúde mental não recebem tratamento. Os órgãos públicos não conseguem suprir a demanda por vagas e, com isso, há falhas no acolhimento dos indivíduos que necessitam de atenção à saúde mental.

Além disso, muitos têm vergonha ou medo de pedir ajuda, de serem incompreendidos ou até mesmo rotulados como loucos. Infelizmente, a superação dos estigmas e dos preconceitos em relação ao verdadeiro papel da Psiquiatria ainda é um dos principais desafios deste século com relação à saúde mental.

A importância do Setembro Amarelo nas escolas

Em 2003, o dia 10 de setembro foi escolhido como Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Desde 2015, porém, acontece o Setembro Amarelo, uma campanha brasileira que visa estender essa conscientização durante todo o mês.

Em todo o Brasil acontecem eventos de alerta sobre a importância de identificar pessoas com intenção suicida para que possam receber ajuda. O objetivo é mostrar para esses indivíduos que eles não estão sozinhos, que são compreendidos e que podem encontrar apoio.

É fundamental que o Setembro Amarelo seja trabalhado nas escolas a fim de evitar o suicídio entre jovens. Afinal, como explicamos, ele está relacionado a causas que podem ser debatidas nesse ambiente, como a orientação sexual e a influência dos filmes, séries e do universo digital.

Casos de bullying podem levar ao extremo do suicídio, e a escola pode intervir de uma forma muito eficaz para auxiliar os jovens que estão enfrentando problemas. Esse ambiente contribui com a formação não apenas acadêmica, mas social, formando pessoas e cidadãos.

Além disso, professores e educadores precisam atuar em conjunto com as famílias para que haja uma troca de informações e ambos estejam cientes dos problemas enfrentados pelos jovens. Dessa forma, há um acompanhamento mais próximo, sendo possível a identificação de mudanças de comportamento.

A abordagem do Setembro Amarelo nas escolas

A campanha do Setembro Amarelo nas escolas pode trazer diferentes abordagens, tanto com o objetivo de alertar sobre os casos de suicídio entre jovens quanto para que eles compreendam o que pode levar a esse ato e de que maneira lidar com os desafios que, muitas vezes, surgem.

Afinal, as novas gerações sofrem muitas influências. As redes sociais mostram vidas perfeitas, padrões difíceis de serem alcançados, e estar imerso nesse ambiente pode fazer com que os jovens se sintam frustrados e não aceitem a si mesmos e a realidade na qual estão inseridos.

Além disso, a adolescência é uma fase repleta de conflitos, inseguranças e incertezas. A escola pode oferecer um grande suporte preparando os jovens para a vida adulta, desenvolvendo habilidades, competências, consciência e autoestima.

Falar abertamente sobre o suicídio e permitir que os jovens dialoguem sobre suas opiniões, compartilhando conhecimentos, é fundamental para quebrar barreiras. Dessa forma, eles podem auxiliar colegas que estão passando por problemas e dilemas, cuidando de si mesmos e daqueles ao seu redor.

Muitas vezes, os adolescentes se abrem apenas com pessoas da mesma idade. Assim, se a conscientização sobre os atos suicidas for trabalhada nas escolas, os jovens se tornam aptos a identificar as ideações suicidas nos próprios colegas, podendo reportar aos responsáveis e ajudar a salvar a vida de um amigo.

O importante é que, nas escolas, o Setembro Amarelo seja uma campanha totalmente direcionada para assuntos que são de interesse desse público mais jovem. Afinal, o objetivo é promover uma interação e aceitação da campanha, fazendo com que os alunos sejam divulgadores da ideia e possam impactar o restante da comunidade.

O que os pais podem fazer em casos de ideação suicida

Conforme um estudo realizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria, 7,3% das mortes de jovens têm relação direta com o suicídio. Mas os pais têm um papel importante para evitar que tais atos extremos aconteçam.

Diante dessa necessidade de abordar e trabalhar um tema tão delicado com os filhos, listamos algumas sugestões para que os pais ajudem a frear o aumento do índice de suicídio entre jovens. Acompanhe.

Falar sobre o tema

A realidade do suicídio no Brasil e no mundo induz à necessidade de discutir mais abertamente a questão. Propor diálogos e falar sobre esses processos de caráter destrutivos, e que podem resultar na morte, traz benefícios e auxilia na prevenção do suicídio em nossos jovens. Mostrar-se disponível para acolher e ajudar a quem precisa é essencial em situações delicadas como essa.

Observar as mudanças de comportamento nos jovens

Vale destacar que ninguém decide se suicidar de uma hora para outra. Portanto, ficar atento aos sinais suspeitos dessa prática pode recuperar a saúde mental e salvar vidas. Assim, um dos aspectos mais favoráveis ao controle do suicídio é observar as mudanças de comportamento do jovem e oferecer ajuda o mais rápido possível.

Cuidar da saúde emocional do jovem

Ainda que exista uma depressão típica que acomete alguns adolescentes e jovens, isso não significa, necessariamente, uma doença ou um quadro de transtorno mental. Muitas vezes, as crises depressivas estão associadas aos processos de mudanças fisiológicas e psicológicas comuns a essa faixa etária. Contudo, se houver crises recorrentes e a piora do quadro, o ideal é buscar ajuda profissional.

Buscar ajuda o quanto antes

Dados da OMS baseados em um estudo de 15 mil casos de suicídio entre jovens mostram que 98% deles tinham relação com transtornos mentais. A falta de assistência à saúde mental pode gerar prejuízos irreversíveis e, como confirmado nesse estudo, levar à morte. Assim, um suporte profissional especializado e a avaliação sobre a necessidade de internação são os caminhos mais adequados para solucionar esse impasse.

Como você pôde perceber, uma das melhores alternativas para reduzir o aumento do índice de suicídio entre jovens é a atenção à saúde mental. Se você conhece alguém que demonstra indícios suicidas, não espere a evolução do quadro: busque ajuda o quanto antes.

Precisa de apoio nesse sentido? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossos serviços especializados em saúde mental.

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