Saúde mental da criança: 8 pontos que merecem atenção - Hospital Santa Mônica
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O conceito de saúde mental da criança é bem abrangente, mas os pontos mais importantes sugerem a necessidade de alguns parâmetros de proteção. Basicamente, é preciso garantir o bem-estar, a qualidade de vida e considerar o pequeno ser sob o âmbito biopsicossocial.

Questões estruturais relacionadas ao contexto familiar, à escola e ao ambiente são determinantes para assegurar condições de um bom desenvolvimento da saúde mental.

Nesse contexto, confira os aspectos mais relevantes — e favoráveis — à visão da saúde mental infantil por um viés mais amplo e seguro. Acompanhe!

1. Influência do contato com a mãe

Desde o nascimento, a saúde e a estrutura mental da criança surge como resultado direto de sua interação com o meio. Como a relação com a mãe é a primeira referência estrutural para se formar, ela torna-se a base das experiências sobre o existir.

O olhar, o toque, o acalento, o seio, o colo ou mesmo a falta de cuidados — ou o excesso deles — definem as estruturas emocionais primitivas sobre o pequeno ser. Isso é primordial para ditar os sintomas e atitudes futuras.

2. Formação da estrutura mental

Durante a primeira infância, ocorrem importantes transformações cerebrais: a formação da estrutura mental e a construção das sinapses ganham destaque especial.

As sinapses são conexões entre neurônios, as células do cérebro. Por meio dessas conexões circulam os impulsos nervosos que mantêm as memórias e consolidam hábitos.

3. Família é um importante referencial

Independentemente da condição socioeconômica, a família continua a ser o alicerce e a maior referência para a formação da estrutura emocional de uma criança.

Muitas vezes, os infantes podem manifestar comportamentos — negativos ou positivos — cujas raízes têm como base o âmbito familiar.

4. Crianças imitam os hábitos dos adultos

Famílias sem estrutura, emocionalmente instáveis — e com evidências de drogas, violência e abuso de álcool — comprometem o bem-estar e o desenvolvimento mental dos filhos.

Esses problemas são vistos como fatores de risco à saúde mental da criança. Isso porque podem transformá-las em adultos com um perfil semelhante, já que esse comportamento é aprendido por meio dos neurônios-espelho, estruturas responsáveis pela imitação de hábitos.

5. Elementos que influenciam a saúde mental da criança

A saúde mental na infância é fruto dos fenômenos de ordem afetiva, psicológica e comportamental. Contudo, ela é moldada em consonância com os determinantes familiares, sociais, genéticos e ambientais.

Logo, é preciso promover condições ambientais e sociais que preconizem valores positivos e benefícios estruturais a esse processo de formação. Um ambiente saudável — e favorável à saúde mental — requer família, escola e política saudáveis.

6. Formas de solucionar crises e conflitos

Sob o pretexto de educar seus filhos, muitos pais apelam para agressões físicas, verbais e outras incoerências. Porém, o ato de educar exige paciência e bom senso.

Assim, para prevenir problemas futuros, essas atitudes devem ser evitadas. É necessário saber lidar com conflitos para não descarregar toda a impaciência, emoções negativas e contrariedades sobre os pequenos.

7. Carinho e afeto são fundamentais

Desajustes emocionais na infância podem surgir em decorrência de inúmeros fatores sociais e ambientais associados à deficiência de renda, habitação, educação e serviços de saúde, entre outros.

Contudo, os impactos dessas questões podem ser reduzidos se os familiares da criança souberem compensar toda essa escassez com doses de afeto, atenção e carinho.

8. Auxílio terapêutico é fundamental

Nos dias atuais, percebe-se claramente que um número significativo de perturbações emocionais da fase adulta são resultantes de experiências traumáticas da infância.

Logo, nos casos mais preocupantes, a intervenção profissional pode sinalizar competências necessárias à proteção da saúde mental da criança. A garantia de dias melhores e a construção de uma cidadania no futuro dependem do cuidado e atenção à saúde mental dos nossos pequenos.

O Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental infantojuvenil e realiza diversos tratamentos para esquizofrenia infantil, estresse, ansiedade, tentativas de suicídio, dentre outras questões que envolvem a vida da criança e do adolescente.

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