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Será que estou com depressão? Como identificar e procurar ajuda

Vivemos uma época complexa e, muito provavelmente, ainda levaremos algum tempo para compreender quais são os principais efeitos psicológicos que a pandemia de Coronavírus deve proporcionar em homens e mulheres. Os momentos difíceis dos últimos meses vêm fazendo muita gente se perguntar: será que estou com depressão?

Essa é uma doença séria e que demanda ajuda profissional especializada, uma vez que pode, até mesmo, afetar a produção de neurotransmissores. Essas substâncias cerebrais são imprescindíveis para que consigamos manter o equilíbrio e a racionalidade. Continue lendo o post que contou com a colaboração do Dr. Marcel Vella Nunes, psiquiatra e psicogeriatra do Hospital Santa Mônica e aprenda um pouco mais sobre esse quadro de transtorno mental.

Afinal, o que é a depressão?

Antes de entrarmos com mais profundidade nesse assunto, é interessante esclarecermos melhor o conceito de depressão, uma vez que muitas pessoas confundem a doença com quadros similares. Embora os sintomas possam ser parecidos, o paciente depressivo demanda uma atenção ainda maior e, naturalmente, tratamento especializado.

A depressão é um transtorno mental, ou seja, que está relacionado com o nosso sistema nervoso e nossa mente. A característica mais comum é a tristeza persistente e a falta de vontade de realizar atividades cotidianas, até mesmo, aquelas que eram tidas como prazerosas e ajudavam o indivíduo a sorrir e relaxar.

Vale ressaltar que, do ponto de vista cerebral e neuroquímico, ficamos deprimidos por uma dificuldade que nosso organismo apresenta em produzir algumas substâncias extremamente importantes, chamadas neurotransmissores, como a serotonina, dopamina e noradrenalina. Elas são responsáveis por sentirmos prazer, alegria e bem-estar.

Com a ação deficitária dessas substâncias, há um importante desequilíbrio bioquímico em nosso cérebro, que é justamente o que faz com que a pessoa fique desanimada e desmotivada. Essas sensações acabam estimulando outras reações fisiológicas, ocasionando apatia, desgosto, consternação, baixa autoestima e assim por diante.

O que pode provocar depressão?

O indivíduo deprimido tem, acima de tudo, um desequilíbrio bioquímico em seu cérebro. No entanto, isso não quer dizer que não existam eventos que possam desencadear o problema, que afeta pessoas de todas as idades, sem maiores distinções características, embora existam algumas especificidades.

É fato que, por exemplo, ansiedade e depressão são situações que estão fortemente ligadas, assim como fatores culturais podem precipitar o problema ou postergar a busca por ajuda especializada. Os homens, via de regra, tendem a ser mais resistentes a admitir o quadro, o que pode adiar o diagnóstico e o tratamento mais adequado.

O público masculino também é mais propenso a evoluções mais severas, como o suicídio, que pode ser até quatro vezes mais comuns do que o feminino, mesmo que as mulheres sejam mais numerosas em depressão em números absolutos. Supõe-se que isso ocorra por mudanças hormonais, pela própria biologia e pela gravidez.

O abuso de álcool, drogas e outras substâncias que podem causar dependência também pode mexer negativamente com a neuroquímica cerebral, assim como eventos traumáticos, como discriminação, abandono da família, abusos na infância, etc. Idosos merecem atenção redobrada, pois nem sempre o transtorno é tratado, por ser confundido com fatos normais da idade.

Quais são os principais sintomas de depressão?

A depressão é uma doença que pode ser traiçoeira, apresentando sintomas distintos ou, até mesmo, passando despercebidos para familiares, amigos e colegas de trabalho. No entanto, é preciso estar atento quanto a pequenos sinais, pois o paciente depressivo precisa de ajuda especializada e tratamento adequado para se recuperar.

Uma das indicações mais específicas da depressão é a tristeza, que não passa facilmente, não melhora e dura muito tempo, não sendo relacionada com um evento específico e atual. Além disso, é muito comum que esse indivíduo apresente medo, perda de interesse pelas atividades diárias e apatia.

Você já deve ter visto alguém que não quer se levantar da cama, não tem ânimo para sair de casa ou sequer tomar banho. São circunstâncias que merecem um olhar mais aguçado, assim como baixa autoestima, pensamentos suicidas, insônia, compulsão, perda de apetite, pessimismo, sentimentos de culpa, baixa libido e assim por diante.

Como identificar se está com depressão?

No tópico acima, você pôde conhecer alguns dos principais sintomas que estão relacionados com um quadro de depressão. No entanto, também é fácil perceber que muitas dessas situações podem acontecer isolada e corriqueiramente, não sendo um indicativo inquestionável de que essa pessoa está com o quadro.

Por isso, é preciso saber diferenciar, acima de tudo, a tristeza comum da depressão, pois a falta desse conhecimento pode ser exatamente o que impede alguém de buscar ajuda de um profissional ou instituição especializada. A tristeza é uma reação natural a uma situação difícil, sendo, portanto, uma fase, pontual e passageira.

Já os efeitos da depressão são duradouros e sempre vêm acompanhados de outros sintomas. Os pensamentos negativos recorrentes e a distorção da realidade, quando o indivíduo se sente culpado, mesmo ao conquistar algo positivo, são outro forte indicativo de um transtorno mental mais severo.

Às vezes os limites entre os sintomas são muito tênues e somente uma avaliação formal com o médico psiquiatra ou com bom conhecimento em saúde mental pode fechar o diagnóstico com certeza.

Como procurar ajuda em caso de depressão?

Buscar ajuda especializada é sempre uma boa ideia e, em caso de dúvidas, vale a pena procurar uma instituição ou médico com experiência na área. Antes disso, vale a pena se abrir com pessoas com as quais você tem relação de confiança, como familiares e parentes, sobre os seus sentimentos, sensações e angústias.

No entanto, se você ou alguém próximo estiver mantendo o quadro de desânimo, tristeza, pensando em suicídio, falta de vontade de fazer atividades diárias, não hesite em procurar auxílio. Tenha em mente que, ao receber os cuidados adequados, é perfeitamente possível melhorar e levar uma vida normal e proveitosa.

Depois de conferir esse conteúdo, você já é capaz de responder à pergunta: será que estou com depressão? Não tenha medo, pois esse problema tem cura e, quanto mais cedo você buscar ajuda, mais eficaz será o tratamento e mais veloz a sua recuperação! Se ainda estiver com dúvidas, não se preocupe, procure uma avaliação o quanto antes.

O Hospital Santa Mônica é uma excelente opção para quem acha que pode estar sofrendo com depressão ou outros problemas do tipo. Quer marcar uma consulta? Então, entre em contato conosco e tenha ajuda especializada!

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