Prevenção ao suicídio: por onde começar e o que pode efetivamente ajudar? - Hospital Santa Mônica
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Muitas vezes ignoramos ou não damos importância, mas os dados nos mostram que o suicídio ainda faz vítimas todos os anos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), ele é a segunda maior causa de morte entre os jovens, então isso nos faz perceber o quanto é necessário adotar formas de prevenção ao suicídio.

Para começar, é importante falar sobre o tema e saber identificar comportamentos que denotem suspeitas. Caso conheça alguém que apresente sinais, é fundamental acolher a pessoa e evitar qualquer julgamento.

Conversamos com Dra. Luciana Mancini Bari, clínica geral do Hospital Santa Mônica, que nos deu informações importantes a respeito da prevenção ao suicídio. Acompanhe o texto!

Suicídio: um problema de saúde pública

O relatório OPAS sobre suicídio nos traz dados alarmantes: cerca de 800 mil pessoas morrem por esse motivo todos os anos. Isso só não é mais preocupante que a seguinte informação: há ainda mais pessoas que tentam suicídio. A tentativa e o pensamento suicida são elementos de importante conhecimento, já que é a partir disso que podemos ter atitudes para evitar acidentes. 

De acordo com Dra. Luciana, os números aumentaram nos últimos tempos, e a pandemia foi uma grande responsável. O distanciamento social e os demais efeitos por ela produzidos se tornaram gatilhos para que condições preexistentes, como depressão e ansiedade, reaparecessem.

Por outro lado, percebemos um crescimento a respeito de discussões sobre o tema, o que é algo positivo. “Com essas informações, as pessoas têm ferramentas para identificar dentro da família ou entre amigos, pessoas deprimidas ou comportamentos que podem servir de gatilho para o suicídio. E também orientar onde procurar ajuda e o que fazer”, opina a médica.

Como identificar um comportamento suicida

Nem sempre o comportamento suicida é aparente, então ter atenção a alguns sinais é importante. Alguns deles podem ser os seguintes!

Pessoas depressivas

“A depressão é um dos principais fatores que levam ao suicídio. Se a pessoa tem essa condição, não está em tratamento para depressão e, além disso, tem sinais como: não se alimentar direito, não dormir, evitar contato com pessoas e perder vontade de fazer coisas que gostava, é importante ter atenção”, ressalta Dra. Luciana.

É fundamental entender, ainda, que nem sempre pessoas depressivas demonstram tristeza ou choram na frente de alguém. A depressão pós-parto, doença que atinge grande parte das mulheres, é um exemplo. De qualquer forma, a presença de algum dos sintomas deve ser levada a sério.

Outros transtornos mentais

Não só a depressão, mas outros transtornos mentais também são causas. A esquizofrenia e o transtorno bipolar são bons exemplos. Essas condições deixam o humor oscilante e, em alguns momentos, podem tornar a pessoa agressiva.

Na presença de delírios e alucinações, o indivíduo pode ter atitudes estranhas, que não colocaria em prática se estivesse consciente. É recomendado que quem toma medicação controlada tenha um familiar ou amigo para cuidar disso.

Solidão excessiva

“Alguns idosos, por exemplo, se sentem abandonados e sem utilidade. Por se sentirem velhos, muitos se isolam, com receio de dar trabalho para a família”, conta a médica. Esse é mais um sinal que merece atenção, principalmente se essa pessoa, quando jovem, foi alguém muito ativo e com muitos amigos.

Mudança de comportamento em crianças e adolescentes

Nem sempre é fácil perceber sinais em crianças e adolescentes, já que alguns comportamentos podem ser considerados como típicos da idade. No entanto, Dra. Luciana alerta sobre alguns indícios que ajudam na prevenção ao suicídio: “a criança que apresenta mudança no apetite, começa a ter problemas na escola, aparenta falta de concentração, parece irritadiça e passa a ter problema com relacionamentos”.

A adolescência é uma fase mais difícil, e apenas essa transição de idade, com todas as mudanças hormonais existentes, é capaz de fazer com que aquela criança risonha se transforme em um adolescente mal-humorado.

Porém, o suicídio entre jovens é uma realidade, sendo primordial prestar atenção em rastros. Usar casaco no calor ou muitas pulseiras no braço pode ser um indício de querer esconder algo nos pulsos. Papéis sujos de sangue no lixo do quarto ou do banheiro são um dos principais alerta. Além disso, “eles podem começar a fumar ou a usar drogas. Podem ficar isolados ou evitar a família”, completa Dra. Luciana.

Expressões suicidas

Em alguns momentos, as pessoas revelam a intenção por meio de falas que, a princípio, parecem disfarçadas. Exemplos são:

  • queria desaparecer;
  • a vida não tem mais sentido;
  • não sei por que ainda estou aqui;
  • quero acabar com tudo.

Como oferecer ajuda para a prevenção do suicídio

Ter receio de falar sobre o assunto ou fingir que não está percebendo mudanças não evitará que a pessoa faça alguma coisa. No lugar disso, é importante quebrar tabus e mostrar abertura para conversar sobre qualquer coisa.

“Se perceber sinais, vale a pena chamar a pessoa para conversar e dizer que tem notado que algo não vai bem. Mostrar-se disponível para ajudar pode fazer a diferença”, aponta Dra. Luciana.

A médica recomenda, ainda, fazer a pessoa perceber que, hoje, existem tratamentos para qualquer distúrbio. E, caso você não tenha certeza sobre algum comportamento suicida, também vale fazer a pessoa passar por uma avaliação profissional, pois o especialista terá mais repertório para verificar o caso.

O que evitar falar para alguém com comportamento suicida

Saber lidar com a situação é importante para que a pessoa se sinta acolhida, no lugar de julgada. Por isso, Dra. Luciana adverte para evitar o seguinte:

  • ignorar o que a pessoa está falando;
  • achar que é frescura, que é só uma fase ou que ela só quer chamar a atenção;
  • dizer para ela que não existem motivos para se sentir triste. Por exemplo, não será útil falar que ela tem tudo para ser feliz e não precisa sentir tristeza;
  • deixar que a pessoa utilize substâncias, como o álcool ou outras drogas. Isso pode até tirar a dor por alguns instantes, mas não trará a solução e, ainda, causará dependência.

Por fim, é importante entender que a prevenção ao suicídio deve ser levada a sério e, para isso, existem tratamentos. Um psicólogo tem papel fundamental nesse momento, pois ajuda a trabalhar com pensamentos intrusivos e sentimentos angustiantes. O psiquiatra também pode auxiliar, caso seja necessária a medicação. Por isso, ao perceber indícios, não deixe de procurar apoio especializado.

O Hospital Santa Mônica conta com profissionais preparados para lidar com essas situações. Caso precise de nossa ajuda, entre em contato!

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