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Alimentação e saúde mental: qual é a relação e quais são os impactos?

Os médicos vêm avisando, há muitos anos, que o estilo de vida moderno tende a causar sérios danos ao organismo humano, uma vez que o sedentarismo e a ingestão excessiva de comidas processadas podem ocasionar diversas doenças graves. No entanto, você já ouviu falar sobre a relação entre alimentação e saúde mental?

Os impactos que um histórico de refeições inadequadas pode trazer parecem ser maiores do que pensávamos, fazendo com que homens e mulheres estejam mais suscetíveis a patologias crônicas e transtornos alimentares. Continue lendo o artigo que contou com a colaboração da nutricionista do Hospital Santa Mônica, Luciene de Moraes Laranjeiro e aprenda um pouco mais sobre esse tema!

Alimentação saudável e saúde mental: uma relação essencial

Não é novidade para ninguém que o consumo de alimentos saudáveis traz inúmeros benefícios para a saúde do ser humano. Essa é uma relação que já está bem estabelecida pela ciência há décadas, e a própria sociedade vem se atentando, cada vez mais, para tal realidade. No entanto, também existe uma ligação direta entre alimentação e saúde mental.

Os aspectos determinantes da nossa mentalidade e da atividade cerebral são extremamente complexos, mas diversas pesquisas vêm mostrando fortes evidências de que a nutrição tem, sim, implicação na incidência de distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Os próprios médicos estão se adaptando a esses dados, e certas áreas, como a nutrologia, estão ganhando espaço.

Se nós considerarmos, por exemplo, que a depressão e a ansiedade generalizada estão entre as doenças mais prevalentes em todo o planeta, atualmente, e que elas têm uma correlação importante com aquilo que colocamos no prato, os tratamentos que relevarem a perspectiva nutricional podem oferecer um diferencial muito importante.

Os impactos de uma alimentação inadequada na saúde mental

De um modo geral, costumamos pensar que os hábitos alimentares podem prejudicar a nossa saúde, inclusive no âmbito mental, quando não ingerimos alguns nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo. Embora isso seja realmente verdade, a coisa é muito mais complexa do que parece.

Sim, a deficiência de algumas substâncias, como as vitaminas, pode ser bastante nociva. A falta de B12 está ligada à fadiga, letargia e até à psicose, enquanto baixos níveis de niacina estão relacionados com os quadros de demência, e pouco ácido fólico pode predispor a malformações neurais em fetos e depressão em adultos.

O que vem sendo melhor observado é que alguns nutrientes conseguem auxiliar em atividades neuroquímicas, reduzindo assim as chances ou minimizando os efeitos de alguns transtornos mentais. Entre os componentes mais estudados, podemos citar o ômega 3, zinco, magnésio, selênio, a vitamina D, complexo B, os polifenóis, aminoácidos e muito mais. 

Os cuidados necessários com os transtornos alimentares

Nos últimos tempos, podemos verificar um aumento da incidência de alguns transtornos alimentares na sociedade moderna. As causas para esse nefasto panorama são, logicamente, multifatoriais, mas podemos elencar alguns motivos importantes, como o aumento na ingestão de alimentos industrializados, sedentarismo e outros hábitos ruins.

A própria mudança e exigência nos padrões de beleza das redes sociais têm um papel crucial, pois vivemos em uma cultura do emagrecimento, que favorece o surgimento de problemas como a bulimia e a anorexia, sobretudo em jovens mulheres. Quem se encontra fora do modelo estético imposto pela sociedade tende a sofrer ainda mais.

Vale falar também da chamada vigorexia, um problema que vem afetando cada vez mais pessoas. Ainda que não possa ser definido estritamente como um quadro de transtorno alimentar, não deixa de ser um comportamento obsessivo-compulsivo, caracterizado pela obstinação em obter músculos e o consumo de medicamentos para isso, como os anabolizantes.

A alimentação saudável não dispensa a terapia

Nos tópicos acima, pudemos verificar que alimentação e saúde mental andam lado a lado, certamente mais do que pensávamos há alguns anos. Por isso mesmo, é comum vermos algumas pessoas e até mesmo certos profissionais afirmando que escolhas alimentares saudáveis podem dispensar o tratamento adequado.

Definitivamente, temos de lembrar que, sobretudo no início de um tratamento, uma coisa não exclui a outra. Há um longo caminho a ser percorrido quando tratamos de patologias mentais, e elas merecem cuidado. Notadamente, quadros mais graves, como depressão, esquizofrenia e tentativas de suicídio, precisam de acompanhamento médico.

A qualidade daquilo que colocamos no prato contribui e muito para um prognóstico melhor e pode até mesmo mudar a conduta a ser escolhida, com menos medicamentos ou sessões de terapia, por exemplo. Mas tudo isso deve ser feito com parcimônia e uma análise individualizada em uma instituição com expertise no assunto.

Como praticar uma alimentação mais saudável

Para terminar este conteúdo, vamos para a parte mais prática e dinâmica: definir o que podemos fazer para termos uma alimentação mais saudável e que faça bem para a nossa saúde mental. O lado bom dessa história é que, em linhas gerais, não precisamos fugir muito ao que todo mundo já sabe: reduzir comida pronta e apostar no frescor!

Um plano dietético rico em opções integrais, frutas da estação, legumes, verduras, cortes magros, leguminosas e nozes, logicamente, fornece os nutrientes que o seu cérebro precisa e ajuda a promover a saúde mental. Da mesma forma, ficar longe de açúcar, conservantes, gordura hidrogenada e do excesso de sódio também são ações cruciais.

O cérebro humano usa uma parcela da nossa ingestão total de calorias e de nutrientes para funcionar, com funções que dependem de glicose, ácidos graxos, vitaminas e minerais. Vale ainda conversar com o médico para avaliar a possibilidade de fazer uma suplementação, sobretudo se os seus padrões alimentares não estiverem em dia!

Como pôde ver, os alimentos que você escolhe no seu dia a dia têm diversos impactos na saúde mental e podem não apenas prevenir o surgimento de várias doenças físicas, como também tendem a ser poderosos coadjuvantes nos tratamentos propostos para muitos dos problemas sérios e conhecidos da nossa sociedade.

Gostou de aprender um pouco mais sobre a relação entre alimentação e saúde mental? Você está passando por algum problema do tipo ou conhece alguém que está sofrendo com quadros como esses? O Hospital Santa Mônica é uma referência no tratamento desse tipo de problema: entre logo em contato com a gente e obtenha ajuda especializada!

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