Automutilação na adolescência: o que está por trás do ato? - Hospital Santa Mônica
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A problemática que envolve a automutilação na adolescência — também conhecida por autoflagelação — sugere a necessidade de fomentar planos de intervenção mais eficazes e que possam frear os impactos negativos dessa prática.

Ao contrário do que se pensa, os atos de automutilação não são apenas um capricho, modismo cibernético ou formas de chamar a atenção. A autoflagelação está interligada a questões psicológicas tão sérias que, se não tratadas adequadamente, podem evoluir para situações irreversíveis.

Nesse sentido, a proposta deste artigo é mostrar alternativas para ajudar seu filho a superar a automutilação. Entenda as motivações que conduzem ao ato, as formas de prevenção e os tratamentos disponíveis para conter um problema que está se tornando cada vez mais comum em nossa sociedade. Acompanhe!

O aumento da automutilação na adolescência

O aumento da prática de automutilação na adolescência merece atenção máxima dos pais e professores, pois é um indicador de problemas psicológicos graves e que exige intervenção profissional urgente.

Como esse tema está ganhando destaque na mídia e na internet, muitos jovens usam o potencial das redes sociais para disseminar essa prática. Especialistas afirmam que as motivações para a automutilação são relacionadas a múltiplos fatores. 

No entanto, o ato de machucar-se nem sempre é uma metáfora para muitas crianças e adolescentes. Alguns relatam que se valem da exposição de cortes feitos pelo corpo para disfarçar, ou mesmo amenizar a dor da alma por se sentirem sozinhos e que ninguém se importa com eles. 

Os jovens realizam a autoflagelação em momentos de solidão, angústia, dor e uma insuportável tensão interna, a qual eles ainda não sabem como enfrentar. Esses atos automutilatórios são vistos como tentativas de substituir uma dor que não encontra expressão em nenhuma outra forma. Nem mesmo pela via das palavras, já que muitos se fecham no silêncio.

As principais causas da automutilação

A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano marcada por alterações físicas, cognitivas, sociais e comportamentais que exigem um cuidado especial por parte dos pais. O suporte familiar é um dos processos que permite ao jovem passar por essa etapa da vida de forma equilibrada e saudável.

Assim, a prevalência da automutilação e as motivações ligadas aos conflitos familiares deixam claro que a lacuna na estrutura familiar é um gatilho para potencializar o problema. Porém, há outras causas associadas à essa prática. Veja quais são!

Depressão

Na adolescência, a depressão é uma questão delicada e que deve ser levada a sério. Se não for adequadamente tratada, essa doença pode evoluir para situações mais graves, como o abuso de álcool e drogas e as ideações suicidas.

As automutilações entre adolescentes e jovens estão relacionadas a características clínicas da depressão. Pais e professores precisam estar atentos a alguns sinais que indicam a necessidade de intervenção profissional.

Os sintomas mais evidentes de depressão na adolescência são isolamento social,  tristeza, irritabilidade e redução da autoestima. Nesse grupo há, ainda, o desinteresse pela escola ou por atividades que antes eram prazerosas, sentimento de inutilidade e outros que sugerem a necessidade de suporte profissional.

Solidão

O estilo de vida contemporâneo e as mudanças de comportamento social tem colaborado para a instituição das “famílias disfuncionais”. Esse conceito abrange tanto a ausência física dos responsáveis como o distanciamento que gera a falta de interação entre pais e filhos.

Tal condição contribui para potencializar crises depressivas entre filhos que têm muita dificuldade em se relacionar com os pais e, com isso, se isolam também das pessoas ao seu redor. Por isso, muitos jovens optam pela autoflagelação, já que não têm com quem falar sobre seus sentimentos, dificuldades emocionais ou expressar sua dor.

Bullying

O bullying nas escolas está bastante relacionado às situações que envolvem padrões estéticos de beleza e dificuldades na aprendizagem. Sob a ótica dos demais colegas, os alunos que não se enquadram no perfil “perfeitamente correto” são os alvos de perseguição desses grupos que promovem o bullying.

Além desses fatores de sustentação do bullying, os conflitos de aceitação de padrões de gênero, ou dificuldades ligadas à homoafetividade, são gatilhos que levam à prática de autoflagelação entre crianças e adolescentes.

Os impactos na vida do adolescente e da família

Muitos jovens praticam a autoflagelação por não ter com quem partilhar sua dor. Esses desajustes emocionais geram conflitos diversos e comprometem a vida pessoal, escolar e os relacionamentos afetivos e familiares. O impacto desse problema resulta em comorbidades psíquicas e aumentam o risco para o surgimento de doenças físicas também.

Para os familiares, exige-se um trabalho contínuo de suporte emocional e de proximidade com um indivíduo que necessita de carinho e amparo. O adolescente precisa ser guiado por um caminho de respostas mais positivas em relação aos conflitos da idade.

No Brasil, ainda não há dados concretos sobre o número de adeptos da prática automutilatória. Porém, a grande disseminação do assunto no ambiente virtual dá uma pista sobre um problema, cujas dimensões estão se tornando cada vez mais preocupantes.

Ainda que sob a ótica dos que se automutilam, isso ajude a aliviar sofrimentos emocionais ou tensões psicológicas, esse é um fenômeno bastante delicado. Um dos motivos é a estreita relação entre a automutilação e a tentativa de suicídio.

Em matérias amplamente divulgadas pelos diferentes canais de comunicação, o Ministério da Saúde (MS), afirmou que, anualmente, o Brasil registra 11 mil casos de suicídios.

O ato de desferir dor a si mesmo pode representar um ensaio para práticas mais perigosas. Considerando o aumento dos índices de suicídio entre os jovens brasileiros, a sociedade precisa buscar soluções mais eficazes, como encaminhar os suspeitos desses atos para tratamento especializado.

A urgência na internação e o risco de vida

Dada à complexidade que envolve a automutilação na adolescência, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma Lei que pode ajudar a conter o impacto negativo dessa questão. A legislação prevê que instituições como hospitais e escolas tenham o direito de notificar casos de tentativa de atos ligados ao suicídio e à automutilação.

Além da associação com o comportamento suicida, o risco de morte também está implícito na própria atitude de se automutilar: um corte mais profundo em regiões mais sensíveis, como o pulso, por exemplo, pode levar o adolescente à morte, ainda que ele não tenha tal intenção.

Outro problema associado à automutilação é o risco de infecção nas regiões golpeadas. Para além dessas questões, há as marcas emocionais que podem perdurar até a vida adulta, caso não sejam tratadas corretamente.

Percebe-se, por fim, que a autoflagelação na adolescência é uma desordem emocional que não pode ser ignorada. Não é, pois, um simples ato que vai passar com o tempo. Logo, a alternativa mais segura é buscar ajuda profissional e avaliar a necessidade de internação urgente.

O Hospital Santa Mônica oferece todo o suporte necessário ao tratamento para reverter os impactos dos desajustes resultantes da automutilação na adolescência. Nossa equipe multidisciplinar está pronta para auxiliar no que for preciso para recuperar a saúde mental e melhorar a qualidade de vida de nossos pacientes.

Em caso de suspeita de automutilação, não espere para depois: entre em contato imediatamente com o Hospital Santa Mônica e conheça nossas soluções!

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