Tabagismo na adolescência: entenda o risco de psicose e como tratar? - Hospital Santa Mônica
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O dia 31 de maio é o Dia Mundial Sem Tabaco. A data foi estipulada em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem o objetivo de alertar a população sobre as doenças e os riscos relacionados ao cigarro.

O tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência da nicotina, substância encontrada nos derivados do tabaco. Ela age no aumento da contração dos vasos sanguíneos, o que sobe a pressão arterial e a frequência cardíaca, podendo causar diversas doenças.

Muitas pessoas começam a fumar ainda na adolescência, e isso pode trazer sérias consequências para o organismo. Neste post vamos explicar quais são os riscos do tabagismo na adolescência, mostrar quais doenças podem ser desenvolvidas a partir do abuso da nicotina e contar como os pais podem ajudar os filhos que se encontram nessa situação. Acompanhe!

Os principais riscos do tabagismo na adolescência

O tabagismo na adolescência é considerado um dos tipos de dependência mais comuns na fase de transição da infância para a idade adulta. Isso acontece principalmente em função das influências do grupo social e do entorno familiar, além da facilidade de acesso a cigarros e outros produtos derivados do tabaco — cujo princípio ativo é a nicotina, substância apontada como responsável pelo vício.

Segundo dados da Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETAb) conduzida pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008, 58,3% dos fumantes e ex-fumantes diários de 20 a 34 anos iniciaram o hábito com idades entre 15 e 19 anos, e 19,6% começaram a fumar diariamente com menos de 15 anos.

Além de ser um fator de risco para o aparecimento de problemas físicos, como doenças cardiovasculares, bronquite e câncer, o uso do tabaco pode levar a problemas de saúde mental, como depressão, transtornos de humor e até mesmo esquizofrenia — caracterizada por alterações de comportamento e episódios de psicose.

A seguir, falamos mais sobre cada um dos principais riscos do tabagismo na adolescência. Acompanhe!

Problemas pulmonares

O tabagismo é um grande fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias como tuberculose, pneumonia e doença pulmonar obstrutiva crônica, que acontece quando a capacidade de respirar é diminuída como consequência do entupimento das vias aéreas. Isso pode incluir uma série de outros problemas, como inflamação dos brônquios e destruição progressiva do tecido dos pulmões.

Recentemente, com a pandemia do novo coronavírus, o tabagismo passou a ser considerado um dos fatores de risco para o desenvolvimento do Covid-19, que já matou milhares de pessoas nos primeiros meses de 2020.

Maior risco de câncer e doenças do coração

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes. A doença é muito letal e poucos pacientes conseguem sobreviver por mais de 5 anos após o seu diagnóstico. O tabaco também está associado a outros tipos de câncer, como os que aparecem na boca, no esôfago, na laringe, na faringe, no pâncreas e nos rins.

Os fumantes também têm maiores chances de morrer por doenças coronarianas, como infarto, especialmente os jovens. Segundo o INCA, 45% dos homens e 40% das mulheres que morrem em decorrência dessas doenças são fumantes.

O tabaco também pode aumentar as chances de doenças cardiovasculares, como aneurisma da aorta e arteriosclerose, além de outros problemas de circulação que podem dificultar a chegada do sangue nas extremidades do corpo. A consequência disso pode ser gangrena e até a necessidade de amputação de membros.

Surgimento de úlceras

O tabagismo na adolescência pode influenciar o surgimento de diversas úlceras. A mais comum é a úlcera gástrica, que se desenvolve a partir do enfraquecimento do músculo responsável pelo bloqueio do contato de ácidos com o tecido estomacal. Esse enfraquecimento é uma das consequências do abuso da nicotina.

Úlceras na pele também podem aparecer, pois fumar diminui a produção de substâncias que protegem esse órgão, como o colágeno.

Dores de cabeça e crises de enxaqueca

O tabaco também pode ser um fator importante para o surgimento de dores de cabeça e até de crises de enxaqueca, como aponta uma pesquisa divulgada no The Journal of Headache and Pain. Os resultados de experimentos feitos com jovens apontou que as crises aparecem com mais frequência após o consumo de 5 unidades de cigarro em um único dia.

Problemas de saúde mental

O tabagismo na adolescência pode modificar o funcionamento do cérebro e aumentar as chances de desenvolvimento de problemas de saúde mental na vida adulta. Isso acontece porque a nicotina é um estimulante do sistema nervoso central, e como na adolescência os neurônios ainda não estão totalmente formados, a substância pode causar impactos negativos no seu desenvolvimento.

O resultado é uma maior predisposição ao aparecimento de doenças decorrentes do desequilíbrio de neurotransmissores, como a depressão, a ansiedade e a esquizofrenia — que pode causar episódios psicóticos. A seguir, selecionamos mais informações sobre o risco de psicose como consequência do tabagismo na adolescência. Acompanhe!

O tabagismo na adolescência e o risco de psicose

Um estudo publicado na revista científica Lancet Psychiatry por pesquisadores da King’s College London, em 2015, apontou que o uso diário de tabaco está associado a um risco maior de doença psicótica e a um início precoce do transtorno.

Após análises sistemáticas, os cientistas levantaram a hipótese de que a exposição à nicotina seria responsável pelo aumento das chances de esquizofrenia, pois essa substância altera os níveis de dopamina — neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar e euforia.

Na adolescência, o corpo e o sistema nervoso ainda estão em formação e desenvolvimento, por isso, o uso precoce de cigarro e de outros produtos de tabaco pode causar graves prejuízos à saúde ao longo de toda a vida.

Outro fator relevante é que a esquizofrenia costuma se manifestar no final da adolescência e no início da fase adulta (dos 15 aos 35 anos), sendo pouco observada em crianças e pessoas com mais de 45 anos.

Principais sintomas

O consumo de tabaco pode levar rapidamente à dependência de nicotina, fazendo com que as pessoas tenham dificuldade de parar de fumar, apresentem sintomas de abstinência quando tentam largar o cigarro, deixem de lado atividades sociais ou recreativas para fumar e continuem com o vício mesmo quando apresentam problemas de saúde.

Em casos de suspeita de esquizofrenia, é importante procurar ajuda profissional imediata ao observar sintomas como delírios, alucinações, pensamentos desorganizados, isolamento social, mudanças repentinas de humor, distanciamento afetivo, falta de cuidados com a higiene pessoal e dificuldade de expressar emoções.

Diagnóstico e tratamento

O primeiro passo para receber um diagnóstico correto de dependência química e psicose é a busca de orientação especializada. Por meio de exames físicos e avaliações psicológicas, a equipe médica será capaz de realizar um tratamento individualizado, que pode incluir prescrição de medicamentos, psicoterapias e internação.

Como ajudar os filhos a parar de fumar

Caso o seu filho esteja fumando, você deve estar se perguntando como pode ajudar. O primeiro passo é ter uma conversa franca, mostrar a preocupação e explicar quais são os riscos que o jovem corre ao abusar de nicotina.

Apesar das consequências no longo prazo serem mais preocupantes, os adolescentes tendem a ser imediatistas e se importar mais com o impacto que o cigarro pode causar em suas vidas no curto prazo.

Segundo estudos, demonstrar empatia e enfatizar os riscos imediatos pode ser uma boa maneira de conseguir a atenção do adolescente.

No próximo momento da conversa, é preciso explicar que fumar perto de outras pessoas pode ser prejudicial a elas, que se tornam fumantes passivas. Outros efeitos no curto prazo que podem sensibilizar os jovens são o fato de que o tabagismo pode levar ao abuso de álcool e outras drogas e que há mais chances de desenvolver doenças como asma, o que pode prejudicar a performance em atividades físicas.

Também é importante lembrar ao adolescente que o tabagismo pode causar um impacto negativo na aparência física, já que causa amarelamento nos dentes, mau hálito e até problemas de pele. Adolescentes costumam se preocupar muito com a aparência e podem ser mais sensíveis a esse tipo de argumento.

Não se pode deixar de citar as consequências no longo prazo, já que, como falamos, elas podem ser mais graves. O tabagismo causa doenças sérias como câncer, problemas de coração e até derrames, que podem levar à morte. Além disso, a nicotina pode afetar o cérebro e causar perdas na memória e na capacidade de atenção.

Como saber a hora de procurar ajuda

Se você perceber que as conversas não estão surtindo o efeito desejado ou que o adolescente tem dificuldades em parar de fumar, é indicado buscar ajuda profissional. O mesmo acontece quando a abstinência começa a causar sintomas como alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, fome excessiva, insônia ou dificuldade de concentração.

O tratamento médico para a dependência de nicotina é feito por um psiquiatra e aborda tanto os aspectos físicos da doença quanto os comportamentais. Isso pode incluir o uso de medicamentos e terapias.

Hospital Santa Mônica é referência na área e oferece atendimento multidisciplinar e humanizado, dando apoio, acolhimento e orientação aos pacientes e familiares durante todas as etapas do processo de diagnóstico e tratamento do tabagismo na adolescência.

Para saber como podemos ajudar, entre em contato conosco!

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