Não aceitamos pacientes do SUS. Cobertura de planos de saúde apenas para internações. Consultas são somente particulares no Centro de Cuidados em Saúde Mental do HSM, unidade externa localizada na Praça da Árvore, em São Paulo.

Psiquiatria Saúde Mental

Pessoas transgêneros: por que a depressão acomete 60% dessa população?

Depressão pessoas transgêneros

A Organização Mundial da Saúde, OMS, deu um passo importante neste ano e retirou a transexualidade da nova Classificação Internacional de Doenças (CID 11). A medida é simbólica e fundamental para diminuir o estigma relacionado à população de pessoas transgêneros.

Na classificação, a transexualidade permanece como incongruência de gênero, o que auxilia transexuais a receberem cuidados de redes de saúde, já que fazem parte de um grupo em que a falta de políticas públicas e de acolhimento causam graves problemas.

Não à toa, em uma série de estudos sobre saúde de pessoas transgêneros, a revista The Lancet revelou em 2018 que aproximadamente 60% da população transgênero sofre de depressão.

Para entender os motivos que levam a esse quadro e saber de quais formas ele pode ser revertido, continue a ler este artigo.

Falta de aceitação na família

O preconceito ainda presente na sociedade e a falta de debates sobre gênero e sexualidade faz com que muitas famílias tenham dificuldade de aceitar pessoas transgêneros em seu lar.

Sem diálogo durante a infância, é normal que o indivíduo cresça e sofra momentos de revelação e de transição dolorosos, já que muitas vezes não conta com amparo de seus familiares para entender o que está acontecendo e de quais formas pode lidar com seus sentimentos.

Quando um transexual recebe carinho e acolhimento, tem mais estrutura psicológica para se sentir bem diante da não identificação com seu gênero biológico

Preconceito e insegurança

A incompreensão sobre diferentes gêneros e sexualidades faz com que alguns indivíduos reproduzam uma visão extremamente preconceituosa sobre pessoas transgêneros, excluindo-as de seus espaços de convívio e as maltratando.

De acordo com mapa publicado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais, cerca de 179 pessoas trans foram assassinadas durante o ano de 2017 no Brasil. Os números se referem a casos extremos, mas podem estar subnotificados e alertam sobre a violência cometida contra essa população.

Assim, amplia-se a sensação de insegurança, o que favorece problemas de saúde mental.

Isolamento na escola e no ambiente de trabalho de pessoas transgêneros

Tanto quanto no meio familiar, o espaço de convívio escolar, desde o início, pode ser difícil para quem é trans. Quando a escola não incentiva a tolerância e nem tampouco educa sobre a importância de respeitar pessoas diferentes, as crianças crescem reproduzindo comportamentos preconceituosos e bullying.

Em se tratando de trabalho, as dificuldades de encontrar emprego e ascender em uma carreira também prejudicam a autoestima e o desenvolvimento de pessoas transgêneros. Em algumas empresas, ainda que o profissional tenha uma excelente formação, pode ser substituído por alguém não trans, a fim de manter uma postura de tradicionalismo que reflete o preconceito ainda existente no mercado.

Essas limitações geram ansiedade, sinais crônicos de estresse e sintomas relacionados à depressão, como isolamento social, raiva, tristeza excessiva e automutilação.

Dessa forma, para eliminar o estigma contra pessoas transgêneros e ajudá-las a ter mais bem-estar, é fundamental que busquem auxílio de uma equipe multidisciplinar, com psicólogos e médicos especialistas para decidirem quais transformações podem viver em seus corpos e como lidar com as dificuldades mentais para terem uma vida mais feliz, com aceitação.

Uma instituição especializada, como o Hospital Santa Mônica, pode oferecer o suporte necessário para reabilitação da saúde física e mental de indivíduos como pessoas transgêneros, com respeito a sua individualidade, dando a elas a estrutura de que precisam para que diminuam a propensão de desenvolver problemas como a depressão.

Deseja que seus amigos também se conscientizem sobre a importância desse tema? Então, compartilhe nosso artigo em suas redes sociais e continue a acompanhar nosso trabalho!

gradient
Cadastre-se e receba nossa newsletter