Dia das Crianças: como cuidar da saúde mental dos pequenos? - Hospital Santa Mônica
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A saúde mental não deve ser uma preocupação apenas na vida adulta e na terceira idade. As crianças também podem sofrer com distúrbios emocionais e nem sempre conseguem expressar o que está acontecendo.

Por isso, é muito importante que os pais e pessoas próximas estejam atentas aos sinais de alerta e se empenhem na promoção da saúde mental infantil. Neste artigo que contou com a colaboração do psicólogo do Hospital Santa Mônica, Antônio Chaves Filho, você irá entender a importância dessa preocupação e conhecer alguns cuidados que podem evitar o desenvolvimento de doenças. Continue lendo!

A importância da saúde mental infantil

É na infância que os indivíduos desenvolvem a sua estrutura mental. Situações adversas nessa fase da vida estimulam a produção de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, que atrapalha as conexões entre os neurônios.

É claro que ninguém vai atravessar toda a infância sem passar por vivências negativas. Quando acontecem esporadicamente, essas situações nem sempre devem causar preocupação.

É o acontecimento sucessivo de situações adversas que, em longo prazo, pode atrapalhar o desenvolvimento do cérebro e, até mesmo, alterar alguns sistemas importantes. Entre eles, o neuroendócrino, responsável pela produção de hormônios, e o límbico, responsável pelas emoções.

A saúde mental infantil é importante para toda a vida da pessoa. Afinal, os primeiros anos funcionam como uma base para todas as aquisições que o cérebro fará nos anos seguintes. É também nesse período que surgem os primeiros sintomas de transtornos que podem se agravar na vida adulta.

Como a pandemia afeta a saúde mental dos pequenos

Os dados sobre saúde mental infantil são preocupantes. Estima-se que uma em cada quatro a cinco crianças e adolescentes no mundo apresente algum tipo de transtorno mental. Em relação ao Brasil, não há dados concretos, mas a estimativa é que a incidência desses transtornos varie entre 7 e 20% da população infantil.

As causas mais comuns para essas doenças são:

  • bullying;
  • excesso de tecnologia;
  • abuso sexual;
  • violência;
  • falta de afeto;
  • cobrança exagerada vinda da família;
  • traumas.

As crianças ainda não têm capacidade emocional para gerenciar essas experiências ruins, por isso, as vivências negativas podem desencadear o desenvolvimento de doenças mentais.

A pandemia do novo coronavírus trouxe ainda mais estresse para os pequenos. Todos eles se depararam com situações de sofrimento — não poder ir à escola, não encontrar os amigos e parentes, limitação de ir e vir, viagens canceladas, ausência de brincadeiras ao ar livre e o medo de ficar doente ou ver alguma pessoa querida sofrer com a doença.

O isolamento social obrigou famílias a conviverem diariamente e a passarem ainda mais tempo juntos. Isso trouxe consequências para aquelas que não se comunicam adequadamente. Crianças que já sofriam de algum tipo de transtorno pioraram com a situação.

Como cuidar da saúde mental das crianças

Para cuidar da saúde mental das crianças nesse contexto, alguns cuidados devem ser tomados pelos adultos. A escuta, o acolhimento e a disponibilização de um sistema de suporte são os primeiros passos para evitar que os problemas piorem. Confira algumas dicas, a seguir!

Permita que as crianças se expressem

Assim como os adultos, os pequenos também têm sentimentos que precisam ser transmitidos. Como nem sempre conseguem se expressar por meio da fala, podem colocar as suas emoções para fora por outros meios. É muito importante que os pais permitam essa expressão e, se necessário, conversem posteriormente com os filhos sobre as suas atitudes.

O espaço de diálogo precisa estar sempre aberto. Para isso, os adultos devem reconhecer os sentimentos das crianças, estar dispostos a ouvir o que elas têm a dizer e valorizar as suas emoções sempre que elas forem compartilhadas.

Não esconda o que está acontecendo

As crianças são perspicazes e entendem quando algo não está bem no seu ambiente. Esconder os acontecimentos pode fazer com que os pequenos desenvolvam sentimentos negativos, como a culpa e a solidão.

Os pais devem compartilhar com os filhos os acontecimentos familiares e aqueles que são externos, mas impactam diretamente sua vida. Essa conversa deve ser realizada com muito cuidado, utilizando uma linguagem acessível. Também é importante que os pais respondam às perguntas dos pequenos após a explanação.

Evite a sobrecarga mental

Se os adultos sofrem com a correria do dia a dia e a falta de tempo livre, imagine o que passa na cabeça de uma criança que tem o dia repleto de atividades — por mais que sejam educativas ou culturais, acabam se tornando obrigações.

Uma rotina lotada de compromissos pode ser estressante para os pequenos. Por isso, os pais devem estar atentos para que sempre haja um tempo livre no dia da criança, quando ela pode se dedicar às atividades que quiser e conviver com as pessoas que ama.

Promova o sentimento de pertencimento familiar

O sentimento de pertencimento é fundamental para a saúde mental infantil, pois permite que a criança se sinta segura e desenvolva vínculos afetivos saudáveis com os pais, amigos e outras pessoas com as quais convive.

Para isso, os pais devem investir em um tempo de qualidade com os pequenos, quando poderão brincar, conversar, ler ou passear. 

Esteja atento aos sinais de que algo não está bem

Muitas crianças têm dificuldade em expressar o que estão sentindo ou ainda não têm capacidade para entender o que está acontecendo. Os pais e outros adultos próximos precisam estar atentos a alguns sinais de alerta, que indicam que algo pode estar errado com a saúde mental da criança.

Quando esses sintomas forem identificados, o mais indicado é procurar ajuda profissional. Alguns sinais que podem indicar transtornos emocionais nas crianças são:

  • queda no desempenho escolar;
  • agressividade;
  • irritabilidade;
  • alterações nos padrões de sono e apetite;
  • tristeza;
  • timidez exagerada;
  • nervosismo sem causa aparente;
  • apatia;
  • pesadelos frequentes;
  • falta de vontade de ir à escola ou de realizar atividades que antes eram prazerosas.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar

O Hospital Santa Mônica tem mais de 50 anos de experiência no tratamento de transtornos mentais e conta com psiquiatras e terapeutas especializados no cuidado de crianças e adolescentes. Temos uma estrutura completa para o tratamento dos pequenos, com piscina, jardim, campo de futebol, espaço para atividades lúdicas, biblioteca, oficinas e recreações.

O nosso atendimento é focado nas necessidades específicas de cada paciente. Também oferecemos suporte e orientação à família.

A saúde mental infantil é um assunto sério e deve ser uma preocupação constante dos pais. Seguindo as dicas que trouxemos neste post, os adultos conseguem melhorar a qualidade de vida dos pequenos, contribuir com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e evitar o desenvolvimento de transtornos mentais.

Se você acha que o seu filho precisa de ajuda profissional ou conhece alguém que esteja passando por isso, não hesite em entrar em contato conosco. Nós sabemos como conduzir esse tipo de situação e estamos sempre dispostos a ajudar!

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