Hospital Santa Mônica passa a atender pacientes da AMIL

amil

O Hospital Santa Mônica comunica que acaba de firmar um acordo comercial com a AMIL, para prestar assistência na área de retaguarda clínica, psiquiatria e dependência química.

Segundo Alexandre Bellizia, Diretor Institucional do Hospital “para o Hospital Santa Mônica, contar com a AMIL dentre as operadoras, é um importante diferencial, além de ser um prazer poder prover assistência médica de qualidade na área da saúde mental e dependência química para clientes da operadora em todo o Brasil”.

 

Sobre o Hospital Santa Mônica

O Hospital Santa Mônica é um dos poucos hospitais no Brasil com foco em saúde mental e dependência química, além de atuar como Hospital de Transição para o cuidado com o idoso. Oferece assistência diferenciada para pacientes a partir dos 12 anos, com todo o cuidado e conforto que o paciente precisa.

  • Estrutura hospitalar completa, situado em uma área com mais de 80 mil m2, sendo 50 mil m2 de mata nativa preservada, academia de ginástica, quadra de futebol e voleibol, piscina, com grade terapêutica diária para os pacientes;
  • Qualidade assistencial integral prestada por médicos clínicos, psiquiatras e geriatras, além de equipe multipro­ssional especializada no atendimento aos pacientes com transtorno mental, dependência química e geriatria; Unidade de Internação Infantojuvenil e adulto;
  • Unidade de Dependência Química e Unidade de Cuidados Agudos em Saúde Mental; ampla cobertura nacional com mais de 40 operadoras credenciadas; Hospital de Transição para pacientes geriátricos, internados diretamente no hospital ou provenientes de outras instituições hospitalares e empresas de home care; Unidade Avançada Externa Ambulatorial – Unidade Integrativa Santa Mônica.

 

Sobre a AMIL

 

Amil é uma empresa brasileira de assistência médica, fundada em 1978 por Edson de Godoy Bueno no Rio de Janeira. Possui 6,2 milhões de beneficiários e conta com uma extensa rede médica credenciada no país, que abrange cerca de 30,3 mil prestadores de serviço – entre hospitais, clínicas, consultórios médicos, laboratórios e centros de diagnóstico por imagem.

Em 2012, a Amil passou a fazer parte do UnitedHealth Group. Em novembro de 2015, a Amil foi reconhecida como uma das 20 empresas mais inovadoras do país pelo ranking Best Innovator, da revista Época Negócios e da consultoria A.T. Kearney. Em 2016, foi criado o UnitedHealth Group Brasil, que abrange três unidades de negócio distintas: a Amil, focada em benefícios de saúde; o Américas Serviços Médicos, focado em serviços médico-hospitalares; e a Optum, que oferece serviços de saúde integrados à tecnologia da informação.

Formas de aproveitar o tempo ocioso das crianças durante as férias de verão

férias de verão

Com a chegada das férias de verão, as crianças ficam com bastante tempo ocioso e, muitas vezes, acabam passando a maior parte do dia assistindo à televisão, jogando no computador ou mexendo no celular. Apesar de serem prazerosas, essas atividades são bastante limitadas e podem levar ao vício em tecnologia ou ao isolamento.

Por isso, é importante que os pais aproveitem essa oportunidade para passar mais tempo com seus filhos, incentivem a prática de atividades diferentes e proporcionem experiências significativas, pois a infância é uma das fases mais importantes para o desenvolvimento motor, cognitivo e psicossocial de um indivíduo.

Para ajudar você nessa missão, separamos algumas formas de fazer com que as crianças aproveitem ao máximo esse período!

Atividades ao ar livre

Realizar atividades ao ar livre é uma maneira divertida e saudável de aproveitar o tempo ocioso dos pequenos. Em espaços mais amplos, as crianças podem explorar o ambiente a sua volta, desenvolver novas habilidades e participar de brincadeiras que movimentam o corpo, como pega-pega, esconde-esconde e amarelinha.

Quando essas atividades são realizadas perto da natureza, os benefícios são ainda maiores. O contato com as plantas, os animais e a terra auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, no aperfeiçoamento dos cinco sentidos e na diminuição dos níveis de estresse e ansiedade.

Estar em lugares abertos também permite que os pequenos fiquem expostos durante algumas horas ao sol, promovendo a síntese cutânea de vitamina D. Essa substância tem como principal função facilitar a absorção de cálcio e fósforo e sua insuficiência pode aumentar os riscos de raquitismo em crianças.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), estudos epidemiológicos apontam que a deficiência de vitamina D também pode estar associada a doenças como asma, diabetes tipo 1, doença cardiovascular, esquizofrenia e depressão. Por isso, uma das recomendações da entidade é justamente estimular as crianças a praticarem atividades ao ar livre.

Jogos de tabuleiro

Além de garantirem momentos lúdicos e descontraídos, os jogos de tabuleiro são excelentes ferramentas de aprendizado e treino do raciocínio lógico, concentração e memória. Esse tipo de brincadeira desafia as crianças a pensarem em estratégias, a expressarem sua criatividade e a terem espírito competitivo, pois envolve a disputa e a cooperação entre os jogadores.

Os jogos de tabuleiros também fazem com que as crianças desenvolvam inteligência social, pois muitos deles simulam situações do cotidiano que, provavelmente, serão enfrentadas no futuro. Assim, os pequenos aprendem a lidar com os desafios, a seguir regras, a criar empatia e a observar outras pessoas.

Passeios culturais

Os passeios culturais não devem ficar restritos ao cronograma escolar. Visitar museus, parques, bibliotecas e construções históricas pode ser muito mais divertido do que muitos imaginam. Muitos desses locais oferecem programações especiais para os pequenos, com espaços interativos e lúdicos.

Durante esse tipo de passeio, as crianças têm a oportunidade de aprender na prática sobre assuntos variados e de conhecer um pouco mais a nossa história. Isso ajuda a despertar ainda mais a curiosidade e a imaginação próprias dessa etapa tão importante da vida.

Muito mais do que ocuparem o tempo ocioso das crianças, essas atividades são fáceis de serem executadas e trazem diversos benefícios tanto para a saúde física quanto para a saúde mental infantil. Gostou das nossas dicas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

Você sabe qual é a diferença entre Remoção Psiquiátrica Voluntária e Remoção Involuntária?

Remoção psiquiátrica

Em situações nas quais a saúde mental está excessivamente abalada, pode ser necessário recorrer a uma remoção psiquiátrica a fim de proporcionar segurança e bem-estar ao paciente que enfrenta problemas.

Sintomas como agressividade, surto psicótico, tentativas de suicídio e alterações muito intensas de comportamento podem levar a situações de risco para a pessoa que sofre com o transtorno e para todas aquelas próximas a ela. Por isso, a estabilização requer uma abordagem profissional, humanizada e extremamente cuidadosa.

Entenda a seguir o que é a remoção psiquiátrica e como ela pode auxiliar em diferentes casos.

Como é feita a remoção

O procedimento é realizado por uma equipe composta de enfermeiros e médicos especialistas em psiquiatria, com atendimento profissional e humanizado, a fim de identificar os problemas apresentados pelo paciente e manter seu quadro estável.

Podendo ser voluntária, involuntária ou compulsória, a remoção psiquiátrica consiste no transporte em segurança para um hospital especializado, no qual é realizado o tratamento psiquiátrico. Sua principal função é estabilizar o quadro sem causar danos ao paciente, de forma a oferecer tranquilidade e confiança.

Quais as diferenças entre remoção simples psiquiátrica e remoção UTI psiquiátrica?

A remoção de Pacientes Psiquiátricos fica categorizada apenas em Remoção Voluntária, quando o Paciente está solicito em aceitar ajuda para se tratar, e Remoção Involuntária (Compulsória) quando o Paciente não aceita ajuda, sendo este levado contra sua vontade para a instituição médica, pelo qual receberá tratamento adequado ao problema pelo qual esta passando.

Comportamentos relatados como Agressividade, Distúrbio Psicótico acabam se enquadrando na remoção Involuntária (Compulsória), assim como os pacientes dependentes de álcool e drogas que não aceitam nenhum tipo de intervenção médica.
Remoções que necessitam de Ambulâncias Suporte Avançado – UTI acabam sendo direcionadas aos Hospitais Gerais e Prontos Socorros, para tirar do grau de emergência em que os pacientes se encontram e, depois são transferidos para os hospitais psiquiátricos.
O Médico Psiquiatra somente acompanha as remoções, quando há a necessidade de se medicar o paciente após avaliação médica no local onde o paciente se encontra. No entanto, como há um risco elevado de se mascarar a Avaliação Médica para onde o paciente será levado, essa prática de se encaminhar medicado não costuma ser indicada pois, o paciente pode chegar sonolento, calmo ou por vezes dormindo impedindo assim, uma avaliação real e precisa do estado de saúde do paciente junto ao médico psiquiatra que o avaliará, na Instituição para o qual foi encaminhado para tratamento.
Podendo o Médico da Instituição não admiti-lo pelas razões expostas acima.
Neste caso a Família do Paciente acaba tendo o custo da remoção e acaba tendo que retornar com o Paciente para a residência sem tratar o problema.
Por isso a indicação é que caso o paciente esteja agressivo, confuso, desconexo, que se encaminhe assim, neste quadro, para que o médico psiquiatra possa avalia-lo de forma precisa, sem interferências.

A importância do tratamento após remoção psiquiátrica

A remoção tende a ser o passo inicial em um tratamento psiquiátrico que reabilite, de fato, o paciente que sofre de distúrbio mental. Após a estabilização do quadro, um hospital especializado, com equipe multidisciplinar, auxilia no processo.

Nele, cada indivíduo tem a chance de minimizar seus sintomas e enfrentá-los, para ter uma vida mais saudável por meio de bons hábitos alimentares, da prática regular de atividades físicas e de uma relação harmônica com a família, a fim de aprender a lidar com as dificuldades da mente.

Somente com estrutura completa, terapia, acompanhamento médico e resgate da autoestima o paciente consegue enfrentar o transtorno mental. A remoção psiquiátrica, assim, pode ser uma medida fundamental durante o processo. Mas lembre-se de escolher uma equipe altamente capacitada, como a do Hospital Santa Mônica.

Tem alguma experiência para compartilhar sobre o tema ou deseja sugerir novos artigos relacionados a tratamento e remoção psiquiátrica? Deixe seu comentário abaixo!

Os sinais da Síndrome de Burnout. Será que você tem?

Reconheça os sinais de esgotamento antes que seja tarde demais

Síndrome de Burnout é um das doenças que acomete os profissionais de alta performance. Como os empreendedores de alto nível costumam ser tão apaixonados pelo que fazem, eles tendem a ignorar o fato de estarem trabalhando excepcionalmente por longas horas, assumindo cargas de trabalho excessivamente pesadas e exercendo uma enorme pressão sobre si próprios – tudo isso os torna suscetíveis para a Síndrome de Burnout.

O que é burnout?

Burnout é um estado de estresse crônico que leva a:

  • Exaustão física e emocional;
  • Cinismo e desapego;
  • Sentimentos de ineficácia e falta de realização.

Quando no meio do esgotamento completo, você não é mais capaz de funcionar efetivamente em um nível pessoal ou profissional. No entanto, o burnout não acontece de repente. Você não acorda uma manhã e, de repente, “está esgotado”. Sua natureza é muito mais insidiosa, crescendo ao longo do tempo, o que torna muito mais difícil de reconhecer. Ainda assim, nossos corpos e mentes nos dão avisos, e se você souber o que procurar, poderá reconhecê-lo antes que seja tarde demais.

Quais são os sinais de burnout?

Cada uma das três áreas descritas acima é caracterizada por certos sinais e sintomas (embora haja sobreposição em algumas áreas). Esses sinais e sintomas existem ao longo de um período. Em outras palavras, a diferença entre stress e burnout é uma questão de grau, o que significa que quanto mais cedo você reconhecer os sinais, melhor será capaz de evitar o burnout (se você fizer algo para lidar com os sintomas quando os reconhecer).

Sinais de exaustão física e emocional:

Fadiga crônica. Nos estágios iniciais, você pode sentir falta de energia e se sentir cansado na maioria dos dias. Nos últimos estágios, você se sente fisicamente e emocionalmente exausto, exaurido e esgotado, e pode sentir uma sensação de medo pelo que está por vir em um determinado dia.

Insônia. Nos estágios iniciais, você pode ter dificuldade em adormecer ou permanecer dormindo uma ou duas noites por semana. Nos últimos estágios, a insônia pode se tornar uma provação persistente e noturna; tão exausto quanto você é, você não consegue dormir.

Esquecimento / dificuldade de concentração e atenção. A falta de foco e o leve esquecimento são sinais precoces. Mais tarde, os problemas podem chegar ao ponto em que você não consegue fazer o seu trabalho e tudo começa a se acumular.

Sintomas físicos. Os sintomas físicos podem incluir dor no peito, palpitações cardíacas, falta de ar, dor gastrointestinal, tontura, desmaios e / ou dores de cabeça (todos devem ser medicamente avaliados).

Doença aumentada. Como seu corpo está esgotado, seu sistema imunológico fica enfraquecido, tornando-o mais vulnerável a infecções, resfriados, gripes e outros problemas médicos relacionados ao sistema imunológico.

Perda de apetite. Nos estágios iniciais, você pode não sentir fome e pode pular algumas refeições. Nos últimos estágios, você pode perder o apetite e começar a perder uma quantidade significativa de peso.

Ansiedade. No início, você pode experimentar sintomas leves de tensão, preocupação e nervosismo. À medida que você se aproxima do esgotamento, a ansiedade pode se tornar tão séria que interfere em sua capacidade de trabalhar de forma produtiva e pode causar problemas em sua vida pessoal.

Depressão. Nos estágios iniciais, você pode se sentir um pouco triste, ocasionalmente sem esperança, e você pode experimentar sentimentos de culpa e inutilidade como resultado. Na pior das hipóteses, você pode se sentir preso, severamente deprimido e achar que o mundo ficaria melhor sem você.

Raiva. A princípio, isso pode se apresentar como tensão interpessoal e irritabilidade. Nos últimos estágios, isso pode se transformar em explosões de raiva e discussões sérias em casa e no trabalho. (Se a raiva chega ao ponto em que se transforma em pensamentos ou atos de violência para com a família ou colegas de trabalho, procure assistência profissional imediata.)

Sinais de cinismo e desapego

Perda de prazer. No início, a perda de prazer pode parecer muito branda, como não querer ir trabalhar ou estar ansiosa para ir embora. Sem intervenção, a perda de prazer pode se estender a todas as áreas da sua vida, incluindo o tempo que você passa com a família e os amigos. No trabalho, você pode tentar evitar projetos e descobrir maneiras de escapar do trabalho todos juntos.

Pessimismo. A princípio, isso pode se apresentar como uma conversa negativa. Na pior das hipóteses, isso pode ir além de como você se sente em relação a si mesmo e estender-se a questões de confiança com colegas de trabalho e familiares e um sentimento de que você não pode contar com ninguém.

Isolamento. Nos estágios iniciais, isso pode parecer uma resistência moderada à socialização (ou seja, não querer sair para almoçar; fechar a porta ocasionalmente para manter os outros fora). Nos últimos estágios, você pode ficar com raiva quando alguém fala com você, ou você pode entrar cedo ou sair tarde para evitar interações.

Destacamento. O desapego é um sentimento geral de se sentir desconectado dos outros ou do seu ambiente. Pode tomar a forma dos comportamentos isolados descritos acima e resultar na remoção emocional e fisicamente do seu trabalho e de outras responsabilidades. Você pode ficar doente muitas vezes, parar de retornar chamadas e e-mails ou chegar atrasado regularmente.

Sinais de Ineficácia e Falta de Realização 

Sentimentos de apatia e desesperança. Isso é semelhante ao descrito nas seções de depressão e pessimismo deste artigo. Apresenta como um sentido geral que nada está indo bem ou nada importa. À medida que os sintomas pioram, esses sentimentos podem se tornar imobilizadores, fazendo parecer “qual é o objetivo?”

Irritabilidade aumentada. Irritabilidade muitas vezes resulta de se sentir ineficaz, sem importância, inútil, e uma sensação crescente de que você não é capaz de fazer as coisas de forma tão eficiente ou eficaz como você fez uma vez. Nos estágios iniciais, isso pode interferir nas relações pessoais e profissionais. Na pior das hipóteses, pode destruir relacionamentos e carreiras.

Falta de produtividade e baixo desempenho. Apesar das longas horas, o estresse crônico impede que você seja tão produtivo quanto antes, o que geralmente resulta em projetos incompletos e em uma lista de tarefas cada vez maior. Às vezes, parece que, por mais que você tente, não pode sair de baixo da pilha.  

Se você não está tendo nenhum desses problemas, ótimo! No entanto, você deve manter estes sinais de aviso em mente, lembrando que o burnout é uma criatura insidiosa que se arrasta em você como você está vivendo sua vida ocupada.

Se você estiver enfrentando alguns desses sintomas, isso deve ser uma chamada de ativação que você pode estar em um caminho perigoso. Tire algum tempo para avaliar honestamente a quantidade de estresse em sua vida e encontrar maneiras de reduzi-lo antes que seja tarde demais. Burnout não é como a gripe; não desaparece depois de algumas semanas, a menos que você faça algumas mudanças em sua vida.

No último dia 05, a jornalista e apresentadora Izabella Camargo, ao retornar de licença após o diagnóstico de Síndrome de Burnout foi desligada da Rede Globo. Izabella concedeu com exclusividade ao Notícias da TV “Estou sendo punida por ter ficado doente, com uma doença funcional, e os laudos provam isso. Foi um susto. Esperava qualquer coisa, menos ser demitida”, diz Izabella.

Infelizmente a sociedade ainda luta com o preconceito relacionado aos problemas de saúde mental, precisamos falar sobre o assunto visando a desmistificação dos transtornos mentais.

Compra compulsiva, negócio arriscado

compras compulsivas

Todo mundo faz compras. É como suprimimos nossas necessidades de se alimentar, de vestir, se locomover, dentre outros. Agora, mais do que nunca, é mais fácil fazer compras 24 horas do dia pela internet, mas e quando as compras se tornam compras compulsivas?

Só para se ter uma ideia, os americanos gastam muito dinheiro fazendo compras. Em 2016, gastaram mais de US $ 4,8 trilhões em compras no varejo. Já no Brasil, de acordo com um levantamento da consultoria Visa Consulting & Analytics, os gastos internacionais dos consumidores brasileiros em 2018 já alcançam a marca de 56% no e-commerce.

Conforme o estudo, os gastos internacionais dos brasileiros na Internet acontecem por três motivos principais: viagens (passagens aéreas, hotel, aluguéis de carro); compras de bens digitais na internet (como, por exemplo, licenças de software ou pagamentos recorrentes em aplicativos); e bens físicos tradicionais.

 

Para algumas pessoas, as compras se transformam em compras compulsivas

A compra compulsiva é um desejo incontrolável de fazer compras, o que resulta em gastar muito tempo e dinheiro na atividade. Geralmente, uma pessoa que compra compulsivamente tem o desejo de comprar em resposta a emoções negativas (não deve ser confundida com “terapia de varejo” ocasional) e frequentemente tem problemas com relacionamentos e finanças como resultado de seu comportamento compulsivo de compras.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 8% da população mundial sofre de onio­mania ou compulsão por compras. 5,8% dos americanos são afetados pelo Transtorno da Compra Compulsiva durante a vida. No entanto, é muito comum as pessoas terem a compulsão e não admitirem o vício.

Estudos recentes indicam maior prevalência da oniomania em mulheres e estima-se algo em torno de 2% a 8% da população em geral, sem vinculação à classe social da pessoa

 

Os quatro estágios da compra compulsiva

Antecipação: Os pensamentos e impulsos para a compra se iniciam. Eles podem se concentrar em um item específico ou no ato de comprar em si.

Preparação: Pesquisa e tomada de decisão. Uma pessoa pode olhar para as ofertas/produtos ou debater sobre onde fará às compras.

Compras: a compra acontece. Esta é a chamada “emoção da caça”. A pessoa sente um prazer ao fazê-lo.

Gastos: Algo ou muitas coisas são compradas. A pessoa fica triste porque a experiência de compra acabou e pode ficar desapontado com o valor gasto.

 

Você está em risco de um problema de compra compulsiva?

Se você se identifica com a maioria das declarações abaixo, talvez seja hora de procurar ajuda.

  • Se eu tiver dinheiro na minha conta, fico tentada(o) em gastar.
  • As pessoas me julgariam se soubessem quanto eu gasto nas minhas compras mensais.
  • Eu compro coisas que não posso pagar.
  • Eu compro coisas que eu não preciso.
  • Comprar as coisas faz com que eu me senta melhor.
  • Fico ansiosa(o) nos dias em que não faço compras.
  • Eu pago o mínimo no meu cartão de crédito, mas continuo aumentando minhas contas.

 

Como a compra compulsiva é diferente do ato de acumular coisas?

As pessoas que compram compulsivamente podem comprar tantos itens que levam ao acúmulo. 61% das pessoas com manias de acumular coisas atendem aos critérios de compra compulsiva; no entanto, também existem diferenças importantes entre compra compulsiva e acumulação.

 

Compra Compulsiva

Atitude de acumular coisas

Foco no processo de compra Foco no item que está sendo acumulado
A motivação é para elevar o status social ou aliviar as emoções negativas A motivação é em coletar itens que tenham valor sentimental ou utilidade percebida
Sem conexão com o produto Forte conexão emocional com os produtos
Os itens comprados são exibidos ou escondidos Os itens são acumulados até o ponto em que a funcionalidade da casa de uma pessoa é comprometida
Mais comum entre as mulheres Mais comum entre os homens

 

Como a compra compulsiva é relacionada à doença mental?

As pessoas que têm Transtorno de Compra Compulsivo também atendem aos critérios para outras doenças mentais, como transtornos de humor, transtornos de ansiedade, transtornos por uso de substâncias, transtornos alimentares, TDAH e uma variedade de transtornos do controle dos impulsos.

Gastos excessivos podem ser um sintoma do Transtorno da Personalidade Borderline.

As compras desenfreadas podem ocorrer durante episódios maníacos de Transtorno Bipolar; no entanto, isso é diferente do Transtorno da Compra Compulsiva e as interrupções geralmente param quando um episódio maníaco termina.

Compra compulsiva é muitas vezes impulsionada por sentimentos de ansiedade, depressão ou baixa autoestima.

 

Como a compra compulsiva é tratada?

  • Alguns profissionais classificam a compulsividade como um transtorno obsessivo compulsivo, enquanto outros a comparam a um transtorno do controle do impulso, como dr. Claudio Duarte, psiquiatra do Hospital Santa Mônica menciona no vídeo sobre Compras Compulsivas. Portanto, não há um tratamento específico para compras compulsivas.
  • A medicação pode ser usada para controlar os sintomas da doença mental subjacente e controlar pensamentos indesejados ou intrusivos sobre compras.
  • A terapia comportamental cognitiva (TCC) é quase sempre incorporada ao tratamento da compra compulsiva.
  • Grupos de apoio modelados após programas de 12 passos têm sido úteis para lidar com comportamentos compulsivos de compra. Devedores Anônimos é um desses grupos de apoio e tem reuniões em locais em todo o país.
  • Outras formas de abordar a compra compulsiva incluem livros de autoajuda e círculos de simplicidade.

 Assuma o controle dos gastos

Acompanhe os seus gastos para ver se você observa padrões.

  • Defina um orçamento para quanto você pode gastar em compras. Você pode querer definir limites semanais. Use dinheiro para fins de compras e mantenha seus cartões de crédito e débito em casa quando sair.
  • Identifique o que desencadeia o desejo de comprar ou gastar e pense no que você pode fazer para gerenciar esses gatilhos.
  • Faça o seu melhor para evitar o desejo de comprar itens desnecessários antes do vencimento das faturas ou imediatamente após o pagamento.
  • Quando você tiver dinheiro na carteira ou na conta, transfira-o para uma conta poupança ou use-o para saldar os saldos do cartão de crédito.
  • Se você não puder lutar contra o desejo de comprar completamente, canalize-o de forma produtiva. Compre necessidades como material de limpeza ou produtos de higiene pessoal em vez de roupas, eletrônicos ou outros itens de luxo.

Pessoas transgêneros: por que a depressão acomete 60% dessa população?

transgêneros

A Organização Mundial da Saúde, OMS, deu um passo importante neste ano e retirou a transexualidade da nova Classificação Internacional de Doenças (CID 11). A medida é simbólica e fundamental para diminuir o estigma relacionado à população de pessoas transgêneros.

Na classificação, a transexualidade permanece como incongruência de gênero, o que auxilia transexuais a receberem cuidados de redes de saúde, já que fazem parte de um grupo em que a falta de políticas públicas e de acolhimento causam graves problemas.

Não à toa, em uma série de estudos sobre saúde de pessoas transgêneros, a revista The Lancet revelou em 2018 que aproximadamente 60% da população transgênero sofre de depressão.

Para entender os motivos que levam a esse quadro e saber de quais formas ele pode ser revertido, continue a ler este artigo.

Falta de aceitação na família

O preconceito ainda presente na sociedade e a falta de debates sobre gênero e sexualidade faz com que muitas famílias tenham dificuldade de aceitar pessoas transgêneros em seu lar.

Sem diálogo durante a infância, é normal que o indivíduo cresça e sofra momentos de revelação e de transição dolorosos, já que muitas vezes não conta com amparo de seus familiares para entender o que está acontecendo e de quais formas pode lidar com seus sentimentos.

Quando um transexual recebe carinho e acolhimento, tem mais estrutura psicológica para se sentir bem diante da não identificação com seu gênero biológico

Preconceito e insegurança

A incompreensão sobre diferentes gêneros e sexualidades faz com que alguns indivíduos reproduzam uma visão extremamente preconceituosa sobre pessoas transgêneros, excluindo-as de seus espaços de convívio e as maltratando.

De acordo com mapa publicado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais, cerca de 179 pessoas trans foram assassinadas durante o ano de 2017 no Brasil. Os números se referem a casos extremos, mas podem estar subnotificados e alertam sobre a violência cometida contra essa população.

Assim, amplia-se a sensação de insegurança, o que favorece problemas de saúde mental.

Isolamento na escola e no ambiente de trabalho de pessoas transgêneros

Tanto quanto no meio familiar, o espaço de convívio escolar, desde o início, pode ser difícil para quem é trans. Quando a escola não incentiva a tolerância e nem tampouco educa sobre a importância de respeitar pessoas diferentes, as crianças crescem reproduzindo comportamentos preconceituosos e bullying.

Em se tratando de trabalho, as dificuldades de encontrar emprego e ascender em uma carreira também prejudicam a autoestima e o desenvolvimento de pessoas transgêneros. Em algumas empresas, ainda que o profissional tenha uma excelente formação, pode ser substituído por alguém não trans, a fim de manter uma postura de tradicionalismo que reflete o preconceito ainda existente no mercado.

Essas limitações geram ansiedade, sinais crônicos de estresse e sintomas relacionados à depressão, como isolamento social, raiva, tristeza excessiva e automutilação.

Dessa forma, para eliminar o estigma contra pessoas transgêneros e ajudá-las a ter mais bem-estar, é fundamental que busquem auxílio de uma equipe multidisciplinar, com psicólogos e médicos especialistas para decidirem quais transformações podem viver em seus corpos e como lidar com as dificuldades mentais para terem uma vida mais feliz, com aceitação.

Uma instituição especializada, como o Hospital Santa Mônica, pode oferecer o suporte necessário para reabilitação da saúde física e mental de indivíduos como pessoas transgêneros, com respeito a sua individualidade, dando a elas a estrutura de que precisam para que diminuam a propensão de desenvolver problemas como a depressão.

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Depressão maior: quando a internação psiquiátrica é a melhor opção?

depressão maior

A depressão é um dos problemas que mais preocupam a Saúde Pública. A estimativa é de que até 2020 essa doença seja a mais incapacitante do mundo. Nessa conjectura, é fundamental identificar quando a internação psiquiátrica se torna a melhor solução para a depressão maior.

Na América Latina, o Brasil é um dos países com maior número de pessoas depressivas. Esse transtorno afeta indivíduos de todas as idades, gênero ou condição socioeconômica. Por isso, conhecer os sintomas e as melhores opções de tratamento pode direcionar para a reabilitação mental e física.

Quer saber mais? Continue a leitura e veja como auxiliar pessoas que enfrentam a depressão maior.

O que é depressão maior?

Também conhecida como Transtorno Depressivo Maior ou Depressão Clínica, a depressão maior é aquela com estágio depressivo grave. O paciente é afetado por um transtorno de humor de extrema tristeza, desinteresse pela vida, apatia e pensamentos pessimistas.

Embora esse tipo de depressão possa ser resultante de um evento traumático, de perdas significativas ou de um diagnóstico médico, ela também pode evoluir sem causa aparente. Por isso, o paciente que enfrenta esse problema precisa de atenção especial e de um acompanhamento psiquiátrico adequado e integral.

Sintomas

Para ser caracterizada como Transtorno Depressivo Maior, durante a avaliação profissional, é preciso que pelo menos 5 dos sintomas abaixo sejam reconhecidos e confirmados.

Observe quais são as características mais importantes da depressão maior e que servem como marcadores de diagnóstico:

  • fadiga constante e falta de energia para execução das atividades;
  • desinteresse ou falta de vontade para realizar tarefas cotidianas;
  • mau humor, choro e tristeza na maior parte do dia;
  • pensamentos ou falas recorrentes sobre morte;
  • agitação excessiva ou lentidão psicomotora;
  • sentimento de culpa em excesso;
  • manutenção de ideias suicidas;
  • insônia ou sono desregulado;
  • ganho de peso significativo;
  • emagrecimento rápido;
  • baixa concentração;
  • isolamento social.

Por que a internação psiquiátrica é a melhor solução nesse caso?

A internação psiquiátrica é indicada em situações em que o indivíduo perde o controle mental e a autonomia. É interessante avaliar também a redução da capacidade de autodeterminação e de autogestão.

A internação é recomendada quando a perturbação mental expõe o indivíduo ao desequilíbrio e ele começa a representar uma ameaça a si próprio, aos familiares ou até mesmo à sociedade.

Entre os problemas de ordem psiquiátrica, um dos mais preocupantes é o risco de suicídio. A internação objetiva proteger o indivíduo até que as medicações prescritas façam efeito. Visa ainda evitar que a pessoa possa atentar contra a própria vida ou colocar em risco a integridade de outrem.

Outras condições clínicas que sinalizam a necessidade de internação psiquiátrica são os surtos psicóticos e o transtorno bipolar que resiste aos medicativos psicoativos.

Além das razões acima descritas, há mais algumas vantagens em optar pela internação psiquiátrica. Observe:

  • maior possibilidade de recuperação da saúde mental e física;
  • estrutura adequada para o tratamento psiquiátrico;
  • equipe multidisciplinar envolvida;
  • tranquilidade para a família;
  • segurança do paciente.

Nesse contexto, a internação psiquiátrica para tratamento da depressão maior é uma das melhores alternativas para quem necessita recuperar a saúde. A segurança hospitalar e os cuidados intensivos são essenciais ao bem-estar e à promoção da saúde mental.

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Câncer de próstata e saúde mental

Para muitos homens com o tumor, a possível ameaça à função sexual como efeito do tratamento pode levar a uma diminuição da autoestima e favorecer aparecimento de ansiedade e quadros depressivos.

Tristeza, medo, angústia e insegurança são algumas das reações experimentadas por homens que recebem o diagnóstico de câncer de próstata. Para muitos pacientes, a possível a ameaça à saúde sexual como efeito do tratamento pode levar a uma diminuição de autoestima e abalar a saúde emocional. “Eles ficam tensos quando recebem o diagnóstico, especialmente porque o câncer pode ser fatal. Um outro momento de ansiedade aparece quando falamos sobre tratamentos, capazes de trazer complicações como incontinência urinária e disfunção erétil, que podem nem ser experimentados pela maioria dos pacientes, mas apenas falar sobre essa possibilidade gera muito estresse”, explica o urologista Clóvis Fraga.

Também esclarece, que entre os homens que passam pela prostatectómica radical (cirurgia que visa a cura do câncer e realizada quando o tumor está limitado à glândula), a incidência de perda involuntária da urina é em torno de 4%.

A nova orientação da secretaria é que os homens façam o exame quando tiverem sintomas, como perda de força do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, dificuldade para urinar, urinar várias vezes durante a noite ou urinar e ainda ficar com a sensação de que a bexiga está cheia. Também precisam fazer os exames aqueles homens que têm histórico familiar de câncer de próstata.

Se você leu até aqui, já sabe o que é suicídio, quais são seus mitos, seus fatores de risco e, principalmente, como ajudar quem precisa. Então, a partir de agora, fale sobre o assunto e ajude a quebrar mais esse tabu em nossa sociedade.

Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental infantojuvenil e adulto. Há 49 anos, presta atendimento psiquiátrico em casos de traumaansiedade e depressão nas diferentes faixas etárias. Acesse o nosso site e saiba mais sobre como manter sua saúde mental em dia.

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 Você sabe o que é e como gerenciar o ‘Transtorno de Estresse Eleitoral’?

Transtorno de Estresse Eleitoral

O cenário político tem ocupado grande parte do nosso tempo e dos noticiários neste período eleitoral no Brasil. As discussões estão cada vez mais acirradas e independente do seu candidato preferido, ou se pior, não consegue se identificar com nenhum deles, isso pode causar ansiedade, depressão e preocupações além do limite e prejudicar o seu sono e a sua saúde mental.

Uma coisa é certa, em tempo algum o Brasil vivenciou uma eleição como esta, tão conturbada e polêmica. Como previsto, as fake news (notícias falsas) e as acusações, agitaram o mercado e causaram muitas discussões nas redes sociais, dá até para arriscar que muitas pessoas acabaram comprometendo e abalando suas amizades.

Mas, acima de tudo, esse momento tem gerado muita preocupação com o que será do país em um futuro muito próximo, como estará a economia do país e o nível de desemprego em 2019? Será que o país conseguirá retomar o seu crescimento, seja quem for o novo presidente?

Todo esse momento de incerteza, trás para os brasileiros uma sensação de ansiedade e até de depressão, mas como ultrapassar esse momento mantendo seu estado de sanidade mental em dia?

Se acalme! isso não acontece só aqui, nas últimas eleições nos Estados Unidos, a Associação Americana de Psicologia (APA) divulgou um relatório informando que mais da metade (52%) de todos os americanos diziam que a eleição presidencial tinha sido uma fonte significativa ou um tanto significativa de estresse em suas vidas.

E uma pesquisa da APA constatou que um quarto dos trabalhadores americanos se sentia menos produtivo e mais estressado em seus empregos por causa de discussões políticas no ambiente de trabalho. Os níveis de estresse e ansiedade são verdadeiros, independentemente da filiação partidária ou da ideologia.

De acordo com uma reportagem do Washington Post de Colby Itkowitz, o estresse nas eleições presidenciais daquele país, foi tão agudo que Steven Stosny, PhD, terapeuta em Washington, DC, denominou o que estava acontecendo com os seus pacientes de “Transtorno do Estresse Eleitoral”.

Todas as eleições presidenciais são estressantes, mas a de 2018 no Brasil, é particularmente a mais estressante para os brasileiros que anseiam por mudanças no país.

Felizmente, muitas das estratégias que usamos para controlar a ansiedade de forma geral, também afetam a ansiedade eleitoral. Aqui estão algumas das coisas que podem ajudar a aliviar o estresse gerado por esta eleição.

Se a conversa política está gerando muita ansiedade em você, há coisas que você pode fazer para evitar isso:

  1. Saiba que o estresse nas eleições é normal

    Há algo muito consolador em saber que o que você está experimentando é perfeitamente normal, dadas as circunstâncias.

  2. Limite sua exposição à conversa eleitoral e cobertura de mídia.

  3. Altere sua página inicial ou website padrão do computador para um site não-político.

  4. Evite as redes sociais até depois da eleição (ou verifique as mídias sociais por 10 minutos no final do dia, em vez de obter todas as notificações durante o dia).

  5. Mantenha-se em dia com as notícias, mas diminua o tempo de acesso e priorize as fontes confiáveis de notícias.

  6. Não entre em situações de conflito (evite as conversas mais acaloradas e respeite a opinião alheia).

  7. Aposte numa atividade relaxante.

  8. Priorize seu bem-estar e sua saúde.

  9. Não antecipe catástrofes.

Agora que você já sabe o que fazer para evitar a ansiedade neste período, não deixe de ler nosso blog e seguir nossos artigos e aproveite para se distrair neste final de semana!

Emergência psiquiátrica: quais são as situações com risco de morte?

Emergência Psiquiátrica

O estilo de vida moderno — e o novo padrão de interação social — está diretamente ligado às tendências biológicas, acentua a predisposição genética e concorre para a evolução dos quadros de instabilidade mental classificados como emergência psiquiátrica.

Buscar medidas para minimizar os reflexos negativos desse problema sobre a ordem social é um dos maiores desafios da saúde pública. Nesse contexto, compreender as situações de instabilidade mental que se configuram como risco de morte é essencial para a reabilitação da saúde e do bem-estar de quem enfrenta esse desafio.

Quer saber mais sobre o assunto? Veja, neste artigo, quais são as melhores alternativas para auxiliar alguém a superar barreiras e a recuperar a estabilidade mental e física. Boa leitura!

O que é emergência psiquiátrica?

Considera-se emergência psiquiátrica quaisquer distúrbios que sinalizam alterações nos pensamentos, nos sentimentos, nas ações ou nos comportamentos de alguém. Sinteticamente, são condições clínicas que exigem a necessidade de atendimento rápido mediante o risco significativo para a pessoa em questão ou para aqueles do seu convívio familiar ou social.

Há várias situações que caracterizam uma emergência psiquiátrica: o indivíduo pode estar em crise resultante de alguma doença, como a hemorragia cerebral — essa condição patológica surge secundariamente ao uso excessivo de substâncias tóxicas como o álcool e a cocaína.

Muitas são as emergências relacionadas a episódios decorrentes de distúrbios mentais, principalmente a esquizofrenia, os ataques de pânico e a mania depressiva.

Devido à relação intrínseca entre os desajustes psíquicos e as relações sociais, essas situações exigem uma intervenção médica imediata. Essa é a maneira mais segura de evitar a evolução desses transtornos para condições de risco à vida.

A abordagem profissional se faz necessária para minimizar os impactos negativos das desordens mentais sobre a vida do paciente. Entre os resultados negativos mais evidentes, o sofrimento psíquico, a perda da autonomia e o comprometimento da função social adquirem mais relevância.

Para a família, há também uma carga que pode ser potencializada pelo risco iminente de afetar a integridade física, não só do paciente, mas de outras pessoas.

Considerada um fato imprevisto, mas que necessita de intervenção imediata, a emergência psiquiátrica é um conjunto de ações práticas e afetivas. Entretanto, essas intervenções exigem continuidade para garantir a recuperação da estabilidade mental do paciente.

Qual é a diferença entre urgência e emergência psiquiátrica?

A precisão diagnóstica é essencial para a adoção de uma conduta mais acertada e com vistas ao rápido controle do quadro clínico do paciente psiquiátrico. Muito embora alguns sintomas sejam semelhantes e dificultem a determinação de um diagnóstico mais assertivo, há diferenças entre urgência e emergência na área de psiquiatria. Confira os principais aspectos que representam diferenças entre as duas condições clínicas:

Emergência

É caracterizada por distúrbios de pensamento, postura e de desequilíbrios emocionais que sinalizam risco de vida ou risco social grave. Essa condição sugere a necessidade de intervenções imediatas e inadiáveis, a fim de aplacar os efeitos do problema.

Algumas situações são consideradas indícios de emergência psiquiátrica e necessitam de atenção e cuidado. Atos de violência que envolvem agressividade verbal e física, ideações suicidas, tentativas de suicídio, crises depressivas, alucinação, excitação maníaca, automutilação, autonegligência, juízo crítico e surtos psicóticos são as mais comuns.

Urgência

Ainda que haja similaridade no comportamento do paciente, a situação implica riscos menores. As urgências psiquiátricas exigem intervenções no curto prazo, e geralmente têm bom prognóstico. Alguns exemplos são comportamentos bizarros, quadros agudos de ansiedade, surto emocional, choque psicológico, fobias e síndromes convulsivas.

Como identificar uma situação de emergência psiquiátrica?

Existem diferentes condições relacionadas à emergência psiquiátrica. Todavia, as manifestações podem variar de acordo com o perfil do indivíduo e a forma de enfrentamento.

Algumas características são mais evidentes, enquanto outras podem ser camufladas até mesmo como um meio de disfarçar o problema.

Diante disso, saber identificar os sinais mais importantes — e que sugerem a necessidade de tratamento psiquiátrico — é essencial. Para ajudar alguém que enfrenta problemas relacionados a essas questões, convém ficar atento às mudanças de comportamento para observar o nível da situação e prestar auxílio imediato.

No entanto, ainda que a família ou os amigos consigam perceber as atitudes suspeitas, o ideal é procurar um hospital de referência em saúde mental. Somente um profissional qualificado — e experiente em psiquiatria — poderá realizar uma avaliação diagnóstica precisa e adotar a conduta mais adequada.

Vale destacar que os transtornos emocionais podem evoluir para emergências psiquiátricas em questão de segundos — são os chamados surtos psicóticos. Nessa condição, o paciente pode ter alucinações, tornar-se agressivo e transformar-se em uma terrível ameaça para si e também para os outros.

Diante da importância do tratamento e da prevenção desse problema, veja, no tópico seguinte, quais são os principais indícios que podem representar riscos à saúde mental e que sugerem a necessidade de intervenção emergencial.

Quais são as situações de emergência psiquiátrica?

Independentemente do grau patológico do problema, as desordens psiquiátricas são motivos de preocupação. Entre outros problemas, a possibilidade de evoluir para atos suicidas exige, o quanto antes, apoio emocional e intervenções mais efetivas.

Conheça os desajustes mentais mais comuns e que são considerados situações de emergência:

Esquizofrenia

A esquizofrenia é uma modalidade de emergência psiquiátrica considerada bastante complexa. Ela é caracterizada por uma alteração cerebral em que o paciente tem muita dificuldade de fazer um correto julgamento sobre a realidade.

A produção de pensamentos simbólicos, a função cognitiva e a elaboração de respostas emocionais também ficam comprometidas. Essa desordem psíquica também pode surgir associada a questões genéticas ou de herança familiar.

Ao contrário do que muitos imaginam, a esquizofrenia não é classificada como um distúrbio de múltiplas personalidades. Na verdade, ela é uma doença mental de caráter crônico, tem origens diversas e exige acompanhamento psicoterápico por toda a vida.

A esquizofrenia é uma doença que pode surgir em qualquer fase da vida. No entanto, esse transtorno costuma surgir entre a etapa final da adolescência/início da vida adulta.

Ataque de pânico

Em geral, acomete pacientes com sinais intensos de angústia quando estão associados aos sintomas corporais. Os mais evidentes são sudorese, taquicardia (coração acelerado), tremores nas mãos, falta de ar e mal-estar.

Quando os sintomas aparecem juntos, o indivíduo entra em desespero mediante a sensação de que terá morte súbita. Geralmente esses indivíduos são encaminhados aos serviços de emergências médicas alegando risco de infarto.

No entanto, todos esses sintomas costumam desaparecer em torno de uma hora. Assim, quando o clínico geral — ou o cardiologista — faz o diagnóstico, o paciente é orientado a procurar atendimento psiquiátrico.

Delírio ou estado de confusão mental

Conforme o nível da doença, os delírios podem deixar o indivíduo mais sonolento ou agitado. No entanto, o ponto em comum é a grande dificuldade de prestar atenção no que está se passando ao redor. Ele perde a referência espacial e frequentemente surgem alucinações severas.

Nesses episódios alucinantes, o paciente começa a ver e a sentir algo que não existe. Torna-se agressivo e capaz de cometer quaisquer atitudes insanas para “se defender” da ameaça que está sofrendo. Esses delírios são mais expressivos em dependentes químicos, principalmente durante as crises de abstinência.

Esse tipo de confusão mental resulta de problemas clínicos diversos. Todavia, algumas condições podem influenciar as crises. Abuso de entorpecentes, traumas, desordens emocionais crônicas, uso irregular de medicações para tratamento mental e traumatismo craniano são as mais relevantes.

O ideal, nessas condições, é oferecer um tratamento clínico multidisciplinar e avaliar as possíveis causas que estão desencadeando esses sintomas. Se houver resistência, em alguns casos pode ser preciso a internação involuntária.

Psicoses agudas

Durante o surto psicótico, o paciente fica totalmente desorientado, fora da realidade, e muitas vezes não sabe quem é e nem mesmo onde está. Essa emergência psiquiátrica é considerada grave e requer intervenção urgente, dada a possibilidade de o paciente se tornar agressivo e atentar contra a própria vida.

Essas atitudes violentas ocorrem porque o indivíduo acredita que alguém o persegue, tem a intenção de prejudicá-lo ou de matá-lo.

Essas características são bastante comuns aos episódios psicóticos, e mediante a gravidade da situação, impõem a necessidade de conduzir o paciente ao serviço de emergência.

Tentativa de suicídio

Indivíduos com desordens emocionais graves, provocadas por traumas da infância — ou experiências negativas em outras fases da vida —, problemas financeiros e questões afetivas não resolvidas compõem o grupo de risco para o suicídio.

Para contornar os reflexos negativos dessa emergência psiquiátrica, os familiares devem manter constante vigilância para perceber os sinais que podem resultar nesse ato. Encaminhar o indivíduo ao tratamento padrão e complementar a terapia com atividades alternativas pode sinalizar bons resultados.

Quais são os sinais de perigo que indicam risco de suicídio?

As intervenções para minimizar o risco de suicídio envolvem a identificação, a avaliação dos sinais típicos e o tratamento de quem demonstra atitude suicida.

Os comportamentos suicidas estão relacionados a diversos critérios e podem ocorrer de forma gradativa ou não. A análise psiquiátrica sugere 5 componentes importantes no suicídio: ideação suicida, intenção, plano prévio, acesso a formas letais e tentativas de se matar.

A ideação suicida, no geral, está associada aos transtornos psiquiátricos ou ao abuso de substâncias tóxicas. No Brasil, nos últimos anos, os casos de suicídios estão cada vez mais preocupantes.

Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde (MS) apontam que o suicídio entre jovens é a quarta causa de morte no país. A maior parte dos casos poderia ser evitada se esses indivíduos tivessem recebido auxílio profissional.

No entanto, nem sempre é fácil identificar os sinais de ideação suicida. Mediante isso, selecionamos algumas evidências que representam sinais de alerta e risco para o suicídio. Veja quais são:

Pressa em resolver pendências pessoais

Quem pensa em se matar costuma ter pressa para solucionar pendências ou executar ações de “despedida desse mundo”. As práticas mais comuns se resumem em visitar amigos ou parentes próximos, comer o que mais gosta, quitar dívidas e revelar senhas de contas bancárias e até mesmo de redes sociais.

Reincidência

Pacientes que já ameaçaram ou efetivaram alguma tentativa de suicídio, na ausência de intervenção adequada, têm mais chances de reincidência. No geral, eles ficam mais isolados, retraídos e menos agitados do que antes.

A mudança de comportamento é perceptível, principalmente se houver associação com o uso de drogas ou de álcool.

Presença de diagnóstico psiquiátrico prévio

Indivíduos que já tiveram diagnóstico de problemas psiquiátricos, principalmente de crises depressivas, síndrome de pânico, alcoolismo, esquizofrenia e transtornos de personalidade são mais suscetíveis às ideações suicidas.

Isolamento social

O estilo de vida moderno influencia nos hábitos e nos costumes, que resultam em questões preocupantes: o isolamento social que deixa o indivíduo cada vez mais solitário, triste e “fechado” no seu mundo. Morar sozinho, não ter um parceiro ou relações afetivas, problemas financeiros e de desemprego elevam os riscos para atos suicidas.

Planejamento com antecedência

Alguns indivíduos realizam todo o ritual suicida e seguem um plano antes da efetivação do ato. Muitos o fazem escondido, mas há aqueles que nem se preocupam em disfarçar a sua intenção.

Quando o paciente deixa seu plano muito evidente, amigos e familiares próximos devem intervir com mais firmeza e tentar dissuadi-lo.

Quais são os fatores de risco mais evidentes para a ideação suicida?

Ainda que o indivíduo tente disfarçar o seu plano, alguns sinais atípicos no comportamento podem ser evidências de emergência psiquiátrica. Além disso, a dificuldade para lidar com perdas ou com acontecimentos recentes pode indicar risco contra a própria vida.

Além desses, outros fatores de risco são:

  • psicoses;
  • alcoolismo;
  • perda recente;
  • uso de drogas;
  • histórico familiar;
  • transtornos de ansiedade;
  • crise existencial ou afetiva;
  • problemas financeiros graves;
  • constantes crises depressivas;
  • tentativas anteriores frustradas;
  • abandono da família ou do cônjuge;
  • encarceramento e pena muito longa;
  • falta de terapia psiquiátrica ativa e contínua;
  • preocupações excessivas com os problemas;
  • jovens e adolescentes, na ausência de apoio social;
  • motivos que indiquem situações de vergonha, como traição de cônjuge.
  • idade avançada, quando em associação com doenças graves ou incuráveis.

O que influencia a ideação suicida?

Nem sempre quem atenta contra a própria vida deseja que esse ato seja realmente concretizado. Muitos o fazem em um momento de desesperança, mas boa parte dos casos pode ser para chamar atenção para uma situação intolerável.

Há outros fatores determinantes e que motivam essa prática:

  • escapar de um problema psíquico muito grande;
  • influenciar outra pessoa a mudar de ideia;
  • testar se alguém se preocupa com eles;
  • mostrar o quanto estão sofrendo;.
  • chamar atenção de quem amam;
  • tentativa de buscar ajuda;
  • excesso de culpa.

Quais são os fatores que acentuam as desordens psiquiátricas?

Muitas são as causas que podem influenciar o surgimento dos desequilíbrios mentais vistos como emergência psiquiátrica. Entre elas, podemos citar:

Transtornos mentais

São caracterizados por situações mais graves e que podem ter evolução lenta e imperceptível. O delírio ou a confusão mental, a intoxicação ou a abstinência de drogas são os principais fatores que sustentam esses transtornos.

Transtornos cerebrais

São de caráter biológico, mas podem surgir em decorrência de problemas de cunho psicológico ou emocional. Os mais determinantes são a ansiedade patológica e a depressão crônica.

Nesse caso, as alterações fisiológicas não tratadas e ignoradas pela família ou pelo próprio paciente — a chamada negação — influenciam na gravidade da doença. A epilepsia é um exemplo clássico.

Transtornos de personalidade

Considerado o mais comum na sociedade moderna, esse desvio atinge indivíduos de diferentes idades, gêneros e condições socioeconômicas. O transtorno de personalidade foi incluído na lista de emergências psiquiátricas devido à facilidade de evoluir para surtos psicóticos.

Transtornos psicóticos

A esquizofrenia e a psicose puerperal são as condições mais observadas como base para os transtornos psicóticos. O primeiro pode ocorrer em qualquer gênero, e a gravidade pode oscilar de acordo com a forma de enfrentamento da doença.

Já a segunda condição afeta mulheres no pós-parto e surge, geralmente, como um agravamento de depressão crônica não tratada. Ambos os casos exigem atenção e um trabalho multidisciplinar para conter os efeitos dos desajustes psíquicos sobre a saúde.

Além desses, há outros fatores que também determinam — em menor ou em maior grau — a ocorrência de desordens psíquicas. Acompanhe:

  • manias depressivas não tratadas;
  • deficiência na oxigenação do sangue;
  • efeitos colaterais de algum medicamento;
  • abstinência ou a síndrome da falta de elementos tóxicos;
  • abuso de álcool e de entorpecentes por um longo período;
  • problemas clínicos, tais como doenças graves ou incuráveis;
  • transtornos neurológicos que comprometem a função de áreas cerebrais;
  • convulsões ou efeitos cerebrais decorrentes de tratamentos pós-cirúrgicos.

O que fazer em casos de emergência psiquiátrica?

Mediante qualquer uma das situações acima, é necessário solicitar ajuda, já que esses quadros apresentam gravidade e ameaça à integridade da pessoa de daqueles que a cercam. Logo, não podem ser resolvidos sozinhos, sobretudo se houver comportamento violento.

Em casos de pacientes com histórico de tratamento psiquiátrico anterior, a conduta deve ser diferenciada. Por medida de segurança, convém acionar um serviço de ambulância para conduzir o paciente a um hospital com estrutura para atender emergências psiquiátricas.

Nos casos em que não há risco aparente para distúrbios agravantes ou violência, os indivíduos podem ser encaminhados a uma emergência de hospital geral. A polícia pode ser chamada para ajudar a transportar pacientes, caso não haja possibilidade de atendimento pela ambulância.

No entanto, é imprescindível que após o atendimento na emergência o paciente seja encaminhado a um psiquiatra para diagnosticar a causa que gerou o quadro.

Vale ressaltar que o pronto atendimento emergencial tem a função de aliviar o problema momentaneamente. Logo, é muito importante realizar o acompanhamento profissional para solucionar o problema e restabelecer a saúde mental.

Urgentes ou emergenciais, as desordens psiquiátricas podem se revelar de diferentes formas e sugerir a necessidade de internação. Essa conduta é a mais adequada para a recuperação do paciente que exige mais cuidado e atenção.

Qual é a importância do hospital no atendimento à emergência psiquiátrica?

Naturalmente, o ideal é que a prática médica em qualquer tratamento proposto tenha como base um diagnóstico prévio. Entretanto, em relação à prática da emergência psiquiátrica, é comum que se iniciem terapias, mesmo na ausência de um diagnóstico preciso.

Isso ocorre em virtude da ampla necessidade de se impedir rapidamente a evolução de um transtorno mental e comportamental. Ainda que os manuais de ética médica não aprovem esse tipo de conduta, a prescrição de medicamentos sem a avaliação completa do paciente é rotineira.

Nos casos mais graves e que envolvem histórico de agressões físicas, a orientação é que aconteça a internação. Além de uma medida que objetiva a proteção da integridade do paciente e das pessoas do seu convívio, em um hospital há mais chances de realizar os exames necessários para um diagnóstico mais apurado.

Nessa abordagem, a dinâmica do tratamento deve considerar o paciente e sua crise como uma totalidade, e não apenas como uma parte. Logo, a escolha de um hospital psiquiátrico com certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e com uma estrutura capaz de assegurar o suporte necessário para a recuperação faz toda a diferença para o sucesso do tratamento.

Quais são os casos que indicam a necessidade de internação hospitalar? Apesar de a gravidade de cada situação ser influenciada por diversos fatores, listamos as condições que se configuram como emergência psiquiátrica e que exigem intervenção continuada:

  • risco de homicídio;
  • autonegligência grave;
  • risco evidente de agressão;
  • risco de evolução para suicídio;
  • aumento da gravidade dos sintomas;
  • indivíduo sozinho e sem suporte familiar;
  • doença de difícil controle em ambulatório;
  • falta de preocupação com a integridade física.

Por que a intervenção profissional precisa ser imediata?

A prevenção das doenças psiquiátricas graves — como os surtos psicóticos e as ideações suicidas — exige medidas mais concretas e que sinalizem chances reais de superar esse desafio. Para conter os reflexos negativos desse problema, é necessário o emprego de ações que envolvam um trabalho contínuo, multidisciplinar e urgente.

Atualmente, diferentes fatores concorrem para a ocorrência de transtornos emocionais e de instabilidade psicológica. As situações sociais somadas a questões de difícil controle — como as taxas de desemprego, a falta de estrutura familiar, o padrão socioeconômico e o isolamento social — interagem com as predisposições biológicas e aumentam os distúrbios mentais.

Diante da complexidade inerente ao tema, os esforços voltados à prevenção da saúde mental devem estar baseados no conhecimento dos fatores de risco. Se realizada precocemente, a identificação dos sintomas oferece mais possibilidades de impedir situações de ameaça à integridade mental e física.

Portanto, a atenção adequada à saúde mental pode reduzir a gravidade dos quadros que envolvem a emergência psiquiátrica. Desse modo, é possível estabelecer condutas que considerem os pilares mais importantes para a promoção da estabilidade mental e física: o diagnóstico correto, o apoio emocional, o profissional adequado e a terapia eficaz.

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Como encarar o diagnóstico e tratamento do câncer de próstata?

Câncer de Próstata

Novembro Azul: mês mundial de combate ao câncer de próstata

No Novembro Azul deste ano, o Hospital Santa Mônica está aderindo a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata e a importância da realização de exames regulares para o diagnóstico precoce.

O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Encarar o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata exige diferentes habilidades e equilíbrio emocional. Afinal, receber esse tipo de notícia pode afetar os aspectos pessoais, profissionais e a vida financeira tanto do paciente quanto da família.

Para ajudar quem foi diagnosticado é preciso aprender a lidar com sentimentos resultantes da instabilidade emocional. Medo, insegurança, depressão e perda figuram na lista dos mais comuns.

Neste post, apresentamos orientações de como enfrentar o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata e manter uma estrutura mental que possibilite auxiliar quem está na luta contra a doença. Acompanhe!

O que é câncer de próstata?

O câncer de próstata um tumor que afeta uma glândula auxiliar da função reprodutora masculina. Localizada abaixo da bexiga, a próstata envolve a uretra, um canal que liga a bexiga ao orifício externo do órgão sexual masculino.

Geralmente, o câncer de próstata surge após os 50 anos. Entretanto, o diagnóstico precoce é fundamental. Se a doença é descoberta no estágio avançado, ocorrem mais mutações e as células tumorais se multiplicam muito rápido, o que eleva o risco de morte. É por isso que homens acima de 45 anos de idade devem realizar exames anualmente.

No Brasil, a incidência do câncer de próstata é bem alta: 1 em cada 7 homens terão a doença. Contudo, se identificado no início, há 90% de chance de cura.

Como auxiliar alguém em tratamento do câncer de próstata?

É muito difícil obter o diagnóstico da doença e iniciar o tratamento. Por isso, se você é responsável por alguém que recebeu o diagnóstico — e que precisa de apoio nesse momento tão delicado —, é importante se preparar para conseguir lidar com a situação.

A forma de enfrentamento de doenças graves é diferente em cada indivíduo. Porém, o ponto em comum é que o lado emocional influencia bastante.

Assim, cuidar do aspecto psicológico — tanto do paciente como do responsável por ele — é essencial para evitar a evolução da doença. Além disso, há outros fatores que merecem consideração. Confira!

Contar com o apoio da família e de amigos

No tratamento de câncer de próstata, alguns cuidados são elementares. Além das questões emocionais inerentes à doença, ainda podem surgir incontinência urinária, desajustes intestinais e problemas sexuais.

Logo, a atenção da família e dos amigos é fundamental para apoiar o paciente nessa luta. O medo, a insegurança e doenças como depressão e ansiedade são comuns nesses casos. Por isso, evite deixar o paciente sozinho e mostre-se sempre disponível para prestar auxílio e apoio.

Praticar terapias alternativas

Oriente o paciente a reservar um tempo para si mesmo todos os dias. É importante que, durante o tratamento, haja o envolvimento em atividades que promovam o relaxamento e o equilíbrio emocional.

Fazer ioga, meditação ou outra atividade saudável é essencial à promoção da saúde mental necessária ao enfrentamento da doença.

Participar de grupos de apoio

O contato com outras pessoas na mesma condição ajuda o paciente a compreender as dificuldades comuns ao tratamento. Converse sobre os benefícios que podem resultar dessa interação e o incentive a participar desses grupos.

Por que cuidar da saúde mental ajuda a superar a doença?

Entre a população masculina, o tumor de próstata só fica atrás do câncer de pulmão. Assim, ao receber a confirmação dessa doença, é natural que o sistema emocional seja abalado.

Nesse sentido, o cuidado e a atenção à saúde mental tornam-se imprescindíveis ao empoderamento necessário à superação desse desafio. Conhecer um pouco mais sobre a doença e conversar sobre o estigma do preconceito que a envolve também ajuda bastante.

Por fim, auxiliar alguém em tratamento do câncer de próstata não é uma tarefa simples. Exige-se aptidão para assumir novos papéis e responsabilidades necessárias ao suporte psicológico e bem-estar do paciente nas próximas semanas, meses ou anos.

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