Tudo o que você precisa saber sobre o autismo: um panorama sobre esse transtorno

autismo

O autismo é um transtorno de ordem psiquiátrica, cujos sinais podem ser percebidos nos primeiros meses de vida do bebê. Nas crianças maiores, esse distúrbio compromete a comunicação, o aprendizado e a interação social.

No entanto, o nível de comprometimento é proporcional ao grau da deficiência. A boa notícia é que os sintomas do autismo podem ser minimizados por meio de intervenções terapêuticas eficazes.

Quer saber mais? Veja, então, o que é esse transtorno, suas características, como identificá-lo e quais as medidas mais apropriadas à superação dos impactos do autismo. Acompanhe!

O que é o autismo?

Geralmente, os portadores do autismo apresentam dificuldades em relação à fala, comportamentos repetitivos e falta de interação social. Porém, vale ressaltar que o autismo é um transtorno comportamental e, desse modo, não afeta o desenvolvimento físico.

Antes, o autismo era classificado em cinco categorias distintas, de acordo com o grau da deficiência e as características comportamentais. Essa antiga divisão englobava desde a síndrome de Asperger (grau mais leve) até o espectro mais grave.

Porém, o acesso dos profissionais a novas informações sobre esse transtorno favoreceu a identificação diagnóstica e a adoção de condutas mais efetivas. Com mais esclarecimento, houve a necessidade de alterar a classificação.

Tais modificações objetivaram identificar o autismo e classificá-lo segundo a gravidade dos sintomas, facilitar a avaliação diagnóstica e direcionar o tratamento para terapias mais eficazes.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS), estabeleceu uma classificação única, mais abrangente e com níveis distintos de funcionalidade. Assim, as modalidades do distúrbio foram inseridas em um protótipo conhecido como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Existem causas específicas para o autismo?

À medida que se foi ampliando o conhecimento sobre o transtorno do autismo, esse conceito foi modificado. Atualmente, o espectro do transtorno do autismo está inserido em uma classificação de deficiência mental.

No entanto, as causas do autismo ainda não foram completamente estabelecidas, ainda que os estudos nesse campo sejam bastante intensos. Alguns sinais são considerados marcadores desse distúrbio psiquiátrico, porém, a precisão diagnóstica exige vários testes específicos e avaliações detalhadas.

Na verdade, esse distúrbio afeta pessoas de todas as idades, muito embora, desde os primeiros meses de vida, as alterações comportamentais típicas do TEA podem ser percebidas pelos pais.

Há indícios de que o autismo surge como consequência de uma combinação de fatores. Os mais importantes são ligados aos caracteres genéticos e a influências ambientais.

Porém, muitos genes relacionados ao autismo já foram identificados e mapeados. Alterações no padrão genético, como mutações, por exemplo, tornam os indivíduos mais propensos ao transtorno.

Essas modificações podem afetar, inclusive, o desenvolvimento de algumas áreas do cérebro, o processo de comunicação e elevar a gravidade dos sintomas.

Quanto aos agentes externos que acentuam o risco para o TEA destacam-se a poluição do ar, complicações fisiológicas ou o uso de álcool na gestação, infecções virais e exposição ao mercúrio.

Quais os níveis do autismo?

Esse transtorno tem peculiaridades muito específicas. Algumas crianças são incapazes de reconhecer os códigos próprios da comunicação humana e, por isso, optam pelo isolamento.

Elas vivem alheias à presença dos outros, fecham-se num universo restrito e inatingível para os demais. Além do mais, apresentam padrões específicos e repetitivos de comportamento, o que dificulta o desenvolvimento.

O TEA pode ser classificado em três grupos, cujas características dessas desordens autísticas têm níveis de comprometimento distintos. Confira!

Autismo grave

Pertencem a esse grupo as crianças isoladas, que não conseguem se comunicar e que passam várias horas repetindo movimentos estereotipados.

A principal característica do TEA grave é a ausência de sensibilidade à comunicação: o autista grave ignora o seu interlocutor e todos ao redor dele.

Ele não interage com ninguém, não apresenta nenhum tipo de afetividade, evita o toque, afago, abraço e, apresenta, em geral, sinais de deficiência mental. Nesses casos, a terapia familiar é indicada para favorecer o tratamento psiquiátrico..

Moderado ou clássico

Classificado como autista clássico, o TEA moderado fala, mas não consegue se expressar com clareza. Ele tem a capacidade de repetir, fora do contexto, até mesmo uma frase inteira ouvida pela TV no dia anterior.

Ou seja, ele repete falas, padrões, comportamentos, mas não tem um padrão psicológico estável que permita o aprendizado e o desenvolvimento escolar.

Os autistas clássicos têm grande dificuldade de interação e de comunicação verbal ou corporal. Eles são centrados si mesmos, evitam o contato visual, não têm muita ligação com o ambiente ou com pessoas ao redor.

Grau leve

Os portadores da antiga Síndrome de Asperger estão inseridos no TEA leve. Eles apresentam as mesmas limitações dos outros grupos, porém, numa medida bastante reduzida.

O TEA leve é comunicativo, inteligente e consegue se socializar, ainda que aglomeração de pessoas também o incomode. Muitos focam em alguma área de conhecimento e se tornam imbatíveis nessa “especialidade”.

Porém, o autista leve também pode apresentar caracteres que exigem acompanhamento contínuo. Mas ele consegue levar uma vida normal: muitos se casam, têm filhos, mantêm uma vida social tranquila, estudam e fazem carreira profissional.

Savant (ou Savantismo)

Existe, ainda, uma categoria mais rara e específica de TEA denominada savant. Essa denominação tem origem francesa e significa “sábio”. Os portadores desse tipo de autismo apresentam sinais clássicos do distúrbio como déficits psicológicos e instabilidade emocional.

Porém, eles têm uma memória incomum, além de talentos específicos e raros. Nessa modalidade do transtorno estão incluídos os indivíduos autistas considerados “gênios”, sem, entretanto, ter conhecimento básico sobre as áreas que dominam.

Os savants conseguem, por exemplo, fazer, mentalmente, cálculos matemáticos dificílimos sem, contudo, ter conhecimento básico de álgebra ou de áreas correlatas.

Os portadores dessa síndrome são capazes de decorar listas telefônicas, nomes de capitais, tamanho e densidade populacional de todos os países. Quando questionados, eles simplesmente alegam que “gostam” de fazer isso para passar o tempo..

Quais as características mais marcantes do autismo?

Em todas as etapas da vida, o TEA apresenta características marcantes e que auxilia na identificação diagnóstica. A percepção desses elementos tipicamente autistas é fundamental ao direcionamento da intervenção terapêutica.

Listamos algumas dessas características. Confira!

  • maior sensibilidade dos sentidos: visão, audição, tato e paladar excessivamente sensíveis;
  • crises excessivas de raiva, acompanhada ou não de agressividade;
  • não responde a contato visual, gestos corporais ou sorrisos;
  • apresenta hiperatividade ou é muito passivo e isolado;
  • executa constantes movimentos corporais repetitivos;
  • tem necessidade de intensa repetição de atividades;
  • baixa capacidade de concentração ou de atenção;
  • foco em um único assunto ou atividade;
  • não participa de jogos interativos;
  • não aceita mudança na rotina;
  • dificuldade para fazer amigos;
  • demonstra falta de empatia;
  • apego anormal aos objetos;
  • isolamento social.

Como identificar esse transtorno?

Dada à complexidade desse transtorno, a confirmação do diagnóstico de autismo é encarada pelos pais ou responsáveis como um desafio. Pode, inclusive, ser comparado a uma viagem rumo a um universo desconhecido.

Porém, há muitas possibilidades de atenuar os sintomas e de minimizar o impacto deles, desde que se busque ajuda especializada o quanto antes. O conhecimento sobre o TEA também é relevante.

Uma das medidas mais relevantes para despertar atenção sobre a importância de saber conviver com os autistas é a criação do abril azul. Durante todo esse mês, diversas instituições promoverão palestras e ações focadas no TEA.

Como parte dessa campanha de conscientização, aprenda, agora, a identificar os sinais clássicos do autismo em diferentes fases da vida. Confira!

Em bebês

Normalmente, a amamentação é considerada um ato de aproximação e de carinho entre mãe e filho. Entretanto, um bebê autista pode não fixar os olhos na mãe e ignorar, por completo, as tentativas de troca de afeto.

Outro comportamento típico é em relação ao não estranhamento do colo de outras pessoas. Geralmente, bebês com idade entre 3 a 24 meses costumam recusar o colo de estranhos.

Porém, uma das características do autismo é fazer com que o bebê não se importe com as diferentes ofertas de colo. Ele se sente igualmente confortável, é indiferente ao distanciamento dos pais e aceita facilmente o colo de pessoas estranhas.

Nesses casos, a atenção dos pais a esses sinais é imprescindível. Notar essas diferenças comportamentais e relatar ao médico esse histórico ajudam a direcionar o diagnóstico.

Na idade escolar

Nos primeiros anos da fase escolar, os sintomas do autismo são mais evidentes. Entre os mais perceptíveis estão a ausência de comunicação, uma surdez aparente, o foco em determinados objetos e a realização constante de movimentos pendulares estereotipados.

Geralmente, as crianças com autismo costumam balançar o tronco e a cabeça para frente e para trás. Há também dificuldades com a linguagem verbal, de sociabilização, além do clássico comportamento repetitivo.

Em adultos

Muitos adultos que tiveram diagnóstico tardio de TEA, mas se submeteram à terapia, conseguem conviver bem com o transtorno. Ainda que não exista cura definitiva para o autismo, muitos pacientes têm melhora significativa e conseguem levar uma vida autônoma.

Em autistas adultos, os caracteres são bem semelhantes aos percebidos na infância. A diferença é que a maturidade e a autonomia em relação ao padrão comportamental favorece o controle dos sintomas.

Vale destacar que a tríade — dificuldade de interação social, de comunicação oral ou corporal e padrões de comportamento repetitivo — são os marcadores dessa síndrome em qualquer idade. Porém, o modo como essas dificuldades são trabalhadas determinam o sucesso do tratamento.

Qual o impacto do autismo no desenvolvimento infantil?

No Brasil, a temática do autismo tem alcançado mais relevância nas últimas décadas. Desde 2102, foi promulgada uma Lei federal — conhecida como lei do Autismo — que assegura, de forma plena, os direitos do autista.

A garantia desses direitos é importante, já que o espectro do autismo pode surgir em diferentes fases do desenvolvimento infantil. Se não adequadamente tratado, esse transtorno pode comprometer a vida adulta e afetar as relações pessoais, afetivas e profissionais.

Como a superação do impacto desse transtorno exige cuidados especiais, a observância da legislação torna-se uma proteção para os autistas. Sobretudo contra atitudes de preconceito ou da negação de seus direitos, enquanto portadores de necessidades especiais.

Entre as dificuldades mais comuns evidenciadas pelos portadores do autismo, há um destaque especial quanto às limitações sociais e o comprometimento das habilidades relacionadas à comunicação verbal.

Muitas crianças autistas — sobretudo na idade escolar — apresentam bastante resistência em dividir atividades, compartilhar brinquedos e interagir com outros indivíduos. Tais fatores influenciam o aprendizado e impactam negativamente a maturidade emocional necessária ao crescimento.

Assim, os pais ou os responsáveis precisam focar atenção nessas limitações a fim de promover intervenções adequadas à superação desses desafios. Em maior ou em menor grau. tais caracteres estão sempre presentes no cotidiano dos autistas.

Como superar as limitações do autismo infantil?

Na prática, algumas ações tornam-se essenciais à promoção do desenvolvimento cognitivo e à socialização dos autistas. Auxiliam, pois, de forma bem mais efetiva, na superação dos principais desafios desse transtorno.

Listamos algumas sugestões para ajudar no enfrentamento das limitações do autismo. Veja quais são!

Considere as necessidades individuais do autista

O autismo é um transtorno com um amplo espectro e, dessa forma, muitas são as variações comportamentais problemáticas que surgem como influência desse problema. Logo, é necessário ficar atento às necessidades individuais do autista a fim de ajudá-lo na superação de suas limitações.

Incentive a participação em atividades alternativas

O incentivo à prática de atividades alternativas em portadores de autismo é essencial para desenvolver a sociabilidade e a integração. Estimule a participação da criança em atividades lúdicas com função terapêutica.

Além de estimular as habilidades sociais, o autista aprende mais sobre a valorização de condutas que objetivem o respeito, a disciplina e outras virtudes necessárias ao convívio harmônico junto à coletividade. Uma boa opção é frequentar academia ou praticar exercícios físicos em grupo.

Estimule o aprendizado de novas habilidades

Indivíduos com TEA precisam de ajuda para desenvolver habilidades específicas e superar as limitações. Os maiores desafios estão centrados na dificuldade de interação social e de comunicação.

Evidentemente, conforme o grau de comprometimento pode haver diferenças nesses sintomas. Porém, todos os autistas necessitam de compreensão e de apoio para melhorar os processos de comunicação e de interação social.

Mediante isso, tanto os pais quanto os professores devem oferecer apoio contínuo ao desenvolvimento de novas habilidades. Sobretudo aquelas relacionadas à fala, a compreensão de gestos e de atitudes relativas à integração com o meio.

Procure apoio profissional

A busca pela ajuda profissional é um dos passos mais importantes para melhorar a interação do autista com o meio em que vive. Nesse sentido, procure especialistas capacitados e experientes para assegurar sucesso no tratamento.

Reduzir os impactos dos sintomas do autismo é essencial para possibilitar melhoria no desenvolvimento infantil, sobretudo no se refere às questões psicológicas e comportamentais.

Além do apoio psicológico, garantir o suporte por meio de uma intervenção multiprofissional com psiquiatra, enfermeiro, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional faz toda a diferença no resultado terapêutico.

Promova a inclusão

Promover medidas inclusivas é fundamental para a superação de estigmas como a intolerância e o preconceito que, infelizmente, ainda são muito presentes na sociedade.

A adoção de práticas voltadas à inclusão melhora o desenvolvimento geral de uma criança autista. Influenciam, pois, o processo cognitivo, a memória, a aprendizagem e o aspecto comportamental.

Por isso, é preciso promover políticas específicas de inclusão do autismo, principalmente para as crianças na idade escolar. Juntos, escola, família e sociedade podem trabalhar de forma integrada em benefício de quem necessita de cuidados específicos e de atenção especial.

Como integrar o autista na sociedade?

Há algumas décadas, a maioria dos portadores de TEA recebia tratamento interno e isolado em instituições psiquiátricas. Devido à falta de conhecimento sobre o autismo, essa realidade que envolvia o tratamento da saúde mental perdurou durante um longo período.

Mas ainda que o autismo continue sendo um transtorno que desafia a saúde pública, nos últimos anos perceberam-se algumas evoluções em relação a esse distúrbio.

Hoje, porém, existem diversos meios que possibilitam a integração do portador de TEA na sociedade. Ter conhecimento sobre o autismo é um dos pontos fundamentais para o empoderamento necessário ao enfrentamento dos sintomas mais preocupantes.

Tanto para as crianças portadoras da síndrome, como para seus respectivos familiares, a perspectiva atual quanto ao tratamento evoluiu gradativamente.

Por meio de um tratamento eficaz, muitos dos sintomas do autismo podem ser reduzidos, muito embora alguns indivíduos permaneçam com os reflexos do TEA por toda a vida.

Os avanços da medicina e o uso de novos métodos psicoterapêuticos facilita o convívio de autistas com seus familiares e a interação social.

Evidentemente, a perspectiva dos resultados depende do nível de gravidade do autismo e da eficácia do tratamento. Além da qualidade do suporte profissional, a atenção e o cuidado com os portadores do TEA influenciam significativamente a inserção social deles.

Vale ressaltar que o primeiro aspecto positivo para a integração social do autista é o tipo de suporte pedagógico recebido na escola. Para surtir efeito positivo, a educação inclusiva exige uma ordem técnica, peculiar, padronizada e organizacional.

Sob essa ótica, a função da escola não se limita apenas ao ensino conteudista, mas detém a responsabilidade de influenciar decisivamente os padrões de convivência coletiva.

Logo, a adoção de políticas de inclusão adequadas e a aplicação de metodologias específicas — e que priorizem a redução das diferenças individuais — são ações benéficas e úteis para promover a sociabilização dos portadores de TEA.

Qual o papel da família no desenvolvimento do autista?

Priorizar ações que fomentem ações de inclusão social dos portadores de autismo deve ser um propósito bem definido e envolver não só a família, como também a escola. Porém, a responsabilidade dos pais nesse papel é determinante, já que a verdadeira inclusão precisa começar em casa.

Para o bom desempenho em todas as atividades, o autista  necessita, em primeiro plano, contar com o apoio e receber o acolhimento de seus familiares. Esse aspecto é essencial, pois a família precisa ser bem orientada para conseguir defender os direitos humanos de seus membros com autismo.

Tais fatores possibilitam o pleno desenvolvimento, influenciam o aprendizado e facilita a inclusão social.

Vale destacar que todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos diagnosticados com autismo usufruem, por Lei, da igualdade de direitos e dignidade garantidos a todas as pessoas.

Crianças que recebem tratamento adequado conseguem desenvolver diversas habilidades fundamentais e necessárias ao processo de reabilitação. Porém, os pais precisam estar atentos a essa necessidade e buscar ajuda.

Infelizmente, muitos pais ainda têm dificuldade para admitir que seus filhos precisam de um suporte especializado. Mesmo diante dos sinais clássicos dos distúrbios de desenvolvimento, essa negação é bem comum.

Porém, essas atitudes precisam ser repensadas, já que a negação do problema não muda o diagnóstico. Pelo contrário, uma avaliação tardia dificulta a recuperação dos sintomas e retarda o desenvolvimento infantil.

Logo, essa postura dos pais é bastante prejudicial em diferentes sentidos, além de reduzir a possibilidade de auxiliar o filho.

Quando conscientes da importância de seu papel, os familiares ou responsáveis pelos autistas buscam ajuda e lutam cada vez mais pelos processos de inclusão.

Adotar essa postura é fundamental ao empoderamento das pessoas com autismo. Mais do que isso: minimiza os impactos do preconceito que, muitas vezes, resulta da falta de conhecimento sobre esse transtorno.

Como é o tratamento para o autismo?

O transtorno do autismo ainda não pode ser restaurado, porém, existem amplas alternativas de minimizar os efeitos desse distúrbio.

A intervenção terapêutica possibilita melhoria considerável nas habilidades sociais e comunicativas dos portadores de TEA. A recomendação é que o tratamento seja realizado o quanto antes.

Promover medidas terapêuticas com vistas à redução dos sinais do autismo é essencial ao suporte necessário ao desenvolvimento e aprendizado escolar.

No entanto, a escolha de uma instituição especializada em tratamento mental é determinante para alcançar êxito no tratamento do autismo. O suporte de uma equipe multiprofissional experiente é primordial para direcionar a atenção às necessidades específicas da criança.

Confira, agora, quais as terapias disponíveis para o tratamento do TEA:

  • terapia do discurso: objetiva auxiliar os processo de fala e de linguagem corporal;
  • terapias específicas de comunicação e de comportamento;
  • terapia ocupacional;
  • atividades lúdicas;
  • medicamentos;
  • fisioterapia.

Tanto as avaliações como as intervenções psicoterapêuticas precisam ser individuais. Contudo há terapias que podem ser feitas em grupo para incentivar a socialização da criança. Esse tipo de intervenção assegura resultados satisfatórios, e que podem ser percebidos em médio ou em longo prazo.

Além do foco no acompanhamento emocional, o suporte pedagógico e o aprimoramento da fala são cruciais. Como vimos, o progresso depende do diagnóstico e do tratamento precoce. O quanto antes iniciarem as intervenções, maiores serão as chances de recuperação dos sintomas do autismo.

Agora que já sabe tudo sobre o autismo, que tal conhecer melhor os serviços especializados em Saúde Mental do Hospital Santa Mônica?

Hospital Santa Mônica apoio o evento Ciclo de Palestras Cultivando o Equilíbrio Emocional

Ciclo de Palestras Saúde Mental

A atualidade trouxe muitos avanços tecnológicos, descobertas que nos trazem rapidez e oportunidades. Ao mesmo tempo, surgem novas angústias e dores que isolam as pessoas, que tiram a esperança, eliminam o futuro, e trazem muito sofrimento para todos os envolvidos.
Venha participar do Ciclo de Palestras Cultivando o Equilíbrio Emocional   dedicado à Saúde Mental, à Educação Socioemocional, Equilíbrio e Bem-estar e concorra a diversos prêmios que serão sorteados no decorrer do evento.
Palestrantes confirmados: Adriana Cajado Gasparini | Alcione Marques | David Arzel | Dra. Adriana Fóz | Dra. Karina Okajima Fukumitsu | Fernanda Figueiredo | Fernando Campos | Flávia Schuler | Ligia Braga | Luc Bouveret | Marcelo Steinberg | Mariana Amaral Nahas.
O lucro do evento será revertido à causa de Valorização da Vida, através de parceria com a ONG Espaço Ser – Casa Matheus Campos

Inscrições neste link!

Segue o link de inscrição: https://www.eventbrite.com.br/e/ciclo-de-palestras-cultivando-o-equilibrio-emocional-tickets-61400804459

Conheça a ferramenta do instagram que combate a ansiedade e a depressão

instagram depressão e ansiedade

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 322 milhões de depressivos e 264 milhões de ansiosos no mundo. Os números são assustadores e revelam a importância do oferecimento de suporte ao indivíduos com transtornos de saúde mental. Nesse sentido, ansiedade no instagram passou ser um tópica de atenção. Por isso, criou uma ferramenta exclusivamente para ajudar quem sofre desse problema.

O principal objetivo é dar apoio a essas pessoas, em momentos delicados. Para entender melhor como funciona o mecanismo, continue a leitura deste post!

Como funciona a ferramenta do Instagram?

O recurso existe na rede social desde 2017, porém, ganhou mais visibilidade apenas esse ano. Basicamente, usuários que pesquisam termos delicados como “depressão” e “ansiedade”, visualizam uma mensagem com o oferecimento de ajuda.

Ao clicar no botão “obter apoio”, a pessoa é direcionada automaticamente para uma página que disponibiliza três alternativas:

  • obter dicas sobre saúde mental;
  • falar com um amigo;
  • conversar com um voluntário da linha de apoio, do Centro de Valorização à Vida (CVV).

Desse modo, pesquisar depressão ou ansiedade no instagram, proporciona para a pessoa algumas opções de suporte para lidar com os transtornos. A iniciativa foi criada em parceria com órgãos que combatem o suicídio e voltados à defesa dos direitos humanos.

Quais os sintomas ligados a esses transtornos?

A seguir, apresentaremos alguns sinais que podem indicar o acometimento por depressão ou ansiedade. Acompanhe!

Ansiedade

Preocupação excessiva

O indivíduo tende a se preocupar demais e sofre por antecipação. Isso afeta sua rotina, causa desgaste físico e mental.

Comprometimento da concentração

Devido ao excesso de preocupação, a pessoa tem dificuldades para se concentrar no trabalho, estudos e outras atividades que são parte do seu dia a dia.

Insônia

Devido à ansiedade, a mente apresenta dificuldade para se desligar dos problemas. Devido a isso, é comum que a insônia seja um problema para pessoas ansiosas.

Depressão

Tristeza profunda

O indivíduo sente-se triste permanentemente, sem nenhum motivo aparente. A partir dessa tristeza, surge a baixa autoestima, o isolamento e a falta de energia para realizar atividades.

Pensamentos negativos

Os pensamentos negativos passam a ser mais predominantes. Assim, a mente é invadida por reflexões que fazem a pessoa não identificar mais o sentido da sua vida, o que pode trazer à tona a coragem para cometer suicídio.

Ausência de motivação

Aos poucos, a depressão ocasiona a perda da disposição para alcançar objetivos. Desse modo, aos poucos, tarefas cotidianas e que antes eram feitas com frequência, são deixadas de lado.

Como encontrar ajuda para o problema?

Se você acredita que está enfrentando a depressão ou ansiedade, ou conhece alguém que passa pelo problema, não deixe de procurar ajuda profissional. Busque uma instituição de referência — como o Hospital Santa Mônica — que conta com uma equipe multidisciplinar altamente capacitada e disposta a atuar para restabelecimento da qualidade de vida dos indivíduos com esses transtornos.

Perceba então que a ferramenta sobre ansiedade no instagram, mostra-se uma medida essencial para ajudar usuários depressivos e ansiosos, principalmente pelo fato dessa rede social ser uma das mais nocivas à saúde mental.

Gostou deste post? Então, aproveite para complementar a leitura e entender melhor o transtorno de ansiedade!

Como o autismo influencia no desenvolvimento infantil?

autismo abril azul

O dia 2 de abril foi escolhido como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A instituição dessa data é considerada elementar para induzir reflexões sobre o tema e, principalmente, para incentivar a  busca da compreensão sobre as implicações do autismo e desenvolvimento infantil.

O autismo é uma condição comportamental, de ordem neurobiológica, cujos aspectos relevantes estão relacionados à capacidade de interação social  e a um viés de comunicação mais limitado. No entanto, essas características variam de acordo com o nível de comprometimento.

Se você gostaria de entender como o autismo influencia o desenvolvimento da criança, quais as melhores terapias infantis e como a família pode ajudar a minimizar os impactos dessa condição, este artigo é a resposta que procura. Confira!

Como o autismo influencia o desenvolvimento infantil?

O espectro do autismo pode se manifestar em diferentes fases do desenvolvimento infantil, muito embora seja mais evidente nos primeiros 30 meses de vida. Bebês muito quietos, indiferentes aos estímulos, ou que choram demais precisam de avaliação profissional.

Buscar ajuda é importante para identificar precocemente se tais características são evidências do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quanto mais cedo definir o diagnóstico, melhores serão as respostas ao tratamento.

Entre as dificuldades impostas pelo espectro autista, as limitações sociais e  comunicativas exercem influência notável. Por isso, as crianças autistas não conseguem desenvolver interações sociais e, mediante isso,  vivem “em seu próprio mundo”.

A maioria das crianças autistas demonstram dificuldade em dividir atividades, brinquedos e compartilhar interesses com outros indivíduos. Elas preferem brincar sozinhas ou executar tarefas repetitivas por um longo período.

No entanto, tanto os distúrbios de comunicação como essas dificuldades de sociabilização podem ser trabalhadas durante as etapas escolares. O acompanhamento psicológico ou um suporte mais completo oferecido em instituições especializadas na recuperação da saúde mental da criança torna-se imprescindível à redução dos sintomas.

Como reduzir os impactos do autismo sobre o desenvolvimento da criança?

Listamos algumas sugestões que auxiliam na redução dos efeitos do autismo no desenvolvimento infantil. Veja quais se destacam!

Medidas de inclusão

Para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, a elaboração de políticas específicas de inclusão do autismo é primordial. É preciso capacitar e treinar os educadores e, por meio de um trabalho integrado com outros profissionais, adotar os procedimentos de acordo com o perfil da criança.

Auxílio profissional adequado

Para obter melhores resultados, a orientação é buscar ajuda com profissionais capacitados para colaborar na minimização dos impactos do autismo e desenvolvimento infantil. Contar com o apoio de psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, enfermeiro e terapeuta ocupacional é essencial para complementar as intervenções do acompanhamento pedagógico.

Suporte familiar

Como parte das intervenções terapêuticas e do acompanhamento escolar supervisionado, o apoio e a participação da família é essencial. Cada criança precisa seguir um programa individualizado, visto que os sintomas do TEA são diferentes em cada caso. Assim, o suporte familiar pode trazer benefícios incontáveis ao tratamento.

Exercícios físicos

O estímulo à prática de atividade física em crianças com autismo auxilia bastante o desenvolvimento de habilidades sociais. Essas são atividades que adquirem função terapêutica, já que a criança aprende valores como respeito e disciplina , além de entender a importância da interação social como parte da trajetória de todos nós.

Nessa perspectiva, percebe-se que muitos são os desafios que envolvem o autismo e desenvolvimento infantil, sobretudo na idade escolar. Felizmente, vários são os caminhos que representam viabilidade de soluções, e que possibilitam um viver harmônico e tranquilo, tanto para o autista como para as pessoas de seu convívio social.

Agora é com você: teria alguma opinião diferente ou algo para complementar o tema? Compartilhe-a conosco queremos saber o que você pensa sobre o assunto!

 

Conheça como é a assistência da enfermagem na área de saúde mental

enfermagem saúde mental

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a depressão impacta cerca de 322 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, 5,8% da população é afetada com esse tipo de problema. Ainda de acordo com a mesma pesquisa, 18,6 milhões de brasileiros enfrentam problemas de ansiedade — o que representa mais de 9% da população.

Quando o assunto é dependência química, os números também chocam. Existem 29 milhões de adultos dependentes de drogas no mundo, de acordo com levantamento do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Neste cenário, o papel da assistência da enfermagem na saúde mental é de grande importância.

É o enfermeiro quem desenvolve uma atuação de grande importância no restabelecimento da saúde física e mental de um paciente, em parceria com toda a equipe médica. Sua presença é percebida desde o momento da internação até no cuidado com questões relacionados ao ambiente familiar. Por isso, características como zelo e tolerância são esperadas no profissional.

Mas como é, na prática, o trabalho do enfermeiro que atua com o resgate da qualidade de vida cognitiva e emocional do paciente? Explicaremos, neste post, como a assistência da enfermagem colabora para os bons resultados dos atendimentos em um hospital de saúde mental.

Saiba qual é o papel da assistência de enfermagem na saúde mental

“A enfermagem é peça fundamental no tratamento do paciente psiquiátrico”. Quem define o papel do enfermeiro na área de saúde mental é o gerente de enfermagem no Hospital Santa Mônica, Anderson Christhian Lazinho — especialista em psiquiatria.

Na área de saúde mental, o enfermeiro é o profissional que promove uma supervisão segura do paciente, bem como a administração de medicamentos e o aporte emocional.

Além disso, ele também faz a ponte entre os membros da equipe terapêutica e compartilha informações precisas de como o paciente se comporta no decorrer dos dias de internação.

Para o gerente de enfermagem, a atuação é estratégia. Afinal, é “desta forma que a equipe terapêutica consegue conduzir o tratamento”, explica.

A atuação é muito específica e direcionada, por isso se diferencia daquela praticada por um enfermeiro tradicional.

Entenda quais as diferenças de um profissional voltado à saúde mental

Ainda que todos os profissionais que atuem na enfermagem sejam extremamente importantes para o restabelecimento da saúde do paciente, o responsável pela saúde mental tem alguns diferenciais em sua forma de trabalhar.

“A enfermagem na saúde mental se diferencia pela atenção aos sinais comportamentais que o paciente apresenta antes de um surto ou piora do quadro, podendo assim tomar algumas ações preventivas”. 

Anderson Lazinho explica que o enfermeiro pode antecipar-se ao surto, demonstrando tolerância para lidar com os diversos transtornos e conflitos que um paciente possa ter e carinho no tato com o paciente. “A atuação é feita sempre ouvindo com paciência e atenção o paciente, suas queixas e apontamentos”, relata o enfermeiro especialista em psiquiatria.

Atuação voltada para um tratamento amplo e definitivo

O foco no paciente fica claro quando o assunto é saúde mental. Mas existe um cuidado que vai além do ambiente hospitalar — e é aí que também atua o enfermeiro.

A equipe de enfermagem especializada em saúde mental deve orientar para que o ambiente em que o paciente vai permanecer após a alta seja adequado. “Esse ambiente deve ser avaliado por meio de atendimento familiar em consultório. Para tal, são levantados todos os aspectos do paciente em casa, como iniciou a doença e qual a dinâmica familiar que o paciente está envolvido”, descreve Lazinho.

Para tal, a equipe de enfermagem em saúde mental promove também grupos voltados aos familiares. Assim, são feitas orientações e trocas de informações entre esses familiares com pacientes de mesma características.

Suporte orientado para todas as fases do tratamento

Outro ponto importante é a licença terapêutica, realizada com orientação da equipe terapêutica. Trata-se daquele momento da internação no qual o paciente vai para casa por curto período e retorna para internação após este período pré-determinado.

Anderson Lazinho lembra que “essa também é uma ferramenta importantíssima em um tratamento psiquiátrico” e complementa que “é por meio dos feedbacks trazidos pela família e pelo próprio paciente quando retornam de casa que a equipe terapêutica consegue avaliar se o paciente vem apresentando melhora e maior tolerância ao ambiente em que vive”. Assim torna-se possível aprender a lidar com as frustrações de uma forma funcional.

Outra atuação do enfermeiro está na facilitação da participação em terapias externas e a verificação do uso correto de medicações, sem burlar o tratamento. “De nada adianta o hospital tratar único e exclusivamente o paciente e devolvê-lo para um ambiente doente”, finaliza.

Por todas essas razões, para aqueles que querem atuar com enfermagem na saúde mental, características como dedicação, tolerância, carinho, respeito, atenção e zelo são prioritárias. Anderson Lazinho lembra que “o profissional desta área deve saber que o mínimo descuido em supervisionar um paciente, principalmente nos mais agudos, pode custar uma vida”, explica.

Em todos os casos, a saúde mental passa pela adequação do ambiente hospitalar às necessidades e peculiaridades do atendimento.

Compreenda quais as principais características de um hospital de saúde mental

No momento de escolha de um hospital voltado para a saúde mental, alguns pontos importantes devem ser avaliados. Entre eles está a escolha de uma instituição que seja capaz de dar uma atenção especial a família do paciente. “Muitas vezes a família não sabe como lidar com o transtorno ou simplesmente está tão abalada psicologicamente quanto o paciente”, explica Anderson.

É importante lembrar que um hospital psiquiátrico trata não só o indivíduo, como também o ambiente e pessoas que cercam este indivíduo. “Nenhuma instituição de saúde mental consegue sucesso no tratamento do paciente psiquiátrico se não entender e tratar seu ambiente de convívio”.

Outro ponto que diferencia um hospital geral de um psiquiátrico é que ele conta com ambientes mais fiscalizados que um hospital geral. Isso acontece porque seus pacientes apresentam muitas vezes riscos a si e a outras pessoas — “devendo todos os profissionais zelar pelo paciente”, alerta o especialista em psiquiatria.

Além disso, para melhor atenção ao paciente, alguns setores de um hospital psiquiátrico precisam ser mais fechados, minimizando assim riscos aos pacientes mais graves (aqueles que estão instáveis). Existem casos nos quais esses pacientes apresentam riscos importantes a própria vida ou a vida de terceiros, seja por agressividade excessiva, alucinações auditivas e visuais importantes ou até mesmo ideação suicida.

Conheça o Hospital Santa Mônica

O Hospital Santa Mônica é uma instituição referência, com 50 anos de história dedicada à psiquiatria e recuperação da saúde física e mental.

Com uma equipe altamente qualificada, a instituição tem como missão contribuir para a reabilitação da saúde física e mental do paciente. O atendimento é realizado é uma área de mais de 80 mil m2, com 50 mil m2 mata nativa preservada. É um ambiente que contribui para uma mudança de vida, com condições de bem-estar.

A equipe multiprofissional é orientada para um tratamento humanizado, amplamente alinhado com novidades e congressos de eventos internacionais.

Outros diferenciais do Hospital Santa Mônica são:

  • estrutura hospitalar completa;

  • equipe especializada no atendimento de pacientes infantojuvenis, adultos e idosos;

  • oferta de atividades que contribuem para a reintegração sociofamiliar;

  • ações que visam a reabilitação física e recuperação da autoestima.

No mais, a excelência do time de enfermagem na saúde mental, atuante no Hospital Santa Mônica, faz com que a instituição seja um espaço seguro para atender até os casos mais delicados. Esse é um facilitador para o relacionamento da família com o paciente e contribui para a conquista de resultados sólidos e duradouros.

Gostou do nosso conteúdo? Deixe o seu comentário com ideias e sugestões para temas que você gostaria de conhecer!  

Anderson Lazinho

“A enfermagem é peça fundamental no tratamento do paciente psiquiátrico”

Abril Azul mês do Autismo: entenda mais sobre esse transtorno

Desde 2008 acontece a campanha “abril azul”, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e especialmente voltada para o conhecimento sobre o Autismo. De acordo com a ABRA (Associação Brasileira de Autismo), esse é um transtorno caracterizado por desvios na interação social, comunicação e na utilização da imaginação, os quais se manifestam desde a primeira infância.

Estima-se que no Brasil existam cerca de 2 milhões de autistas. No entanto, entender a patologia ainda é um grande desafio para muitas pessoas, principalmente aquelas que lidam com quem a tem. Desse modo, para trazer algumas informações importantes a respeito do Autismo, preparamos este post. Ficou interessado no assunto? Então, não deixe de continuar a leitura!

Sintomas do Autismo

O indivíduo autista pode apresentar uma série de sinais, porém, alguns são mais evidentes que outros. Vale ressaltar que o diagnóstico desse transtorno, na maioria das vezes, não acontece precocemente. Acompanhe a seguir os principais sintomas!

Dificuldade em interagir socialmente

A necessidade de estar com outras pessoas é uma característica inata do ser humano. Contudo, O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta a capacidade de interação e dá espaço à introspecção.

Por esse motivo, os autistas costumam se isolar, de modo a evitar qualquer tipo de contato físico.

Alterações no comportamento

Na infância, essas mudanças comportamentais incluem:

  • repetir movimentos ou falas continuamente;
  • evitar beijos e abraços;
  • ter atitudes agressivas.

Já na fase adulta, observa-se as seguintes alterações:

  • ficar mais tempo em casa;
  • desenvolver sintomas de ansiedade;
  • demonstrar interesse apenas por determinadas atividades.

Dificuldade na comunicação

Por mais que muitos autistas tenham um bom desenvolvimento da fala, é comum que eles não se expressem verbalmente e sejam resistentes à comunicação.

Causa do autismo

Embora o Autismo tenha sido identificado há muitos anos, a causa exata do problema ainda não foi descoberta. Entretanto, os estudos sobre esse tema indicam que questões genéticas estão ligadas ao desenvolvimento do transtorno. Veja abaixo outras possíveis causas!

  • desordens metabólicas;
  • infecções virais;
  • lesões na formação do cérebro;
  • complicações no parto ou gravidez.

Graus do Autismo

Anteriormente, a classificação do Autismo era feita em subgrupos, mas com o intuito de reduzi-los, dividiu-se o transtorno em apenas três categorias, de acordo com sua gravidade, ou seja, nível de apoio para suprir as necessidades. Acompanhe!

Nível 1 — Leve

Também denominado de Asperger. Nesse caso, há introspecção e dificuldade na comunicação, porém, o comprometimento é menor, e pode demorar mais tempo para ser diagnosticado.

Observa-se movimentos descoordenados e foco em apenas um assunto ou atividade de maior interesse.

Nível 2 — Moderado

No autismo de nível 2 a interatividade social é baixa, nota-se dificuldade ou ausência de comunicação verbal, bem como determinadas atitudes e movimentos repetitivos, que ficam mais em evidência. Trata-se de um tipo com características tanto do nível 1 quanto no nível 3.

Nível 3 — Severo

Entre todos, o nível 3 é o que provoca maior interferência nos diversos aspectos citados anteriormente. Considera-se grave o déficit cognitivo e nas habilidades para convívio social, o que torna indispensável um suporte grande para que as necessidades individuais sejam atendidas.

Como o transtorno interfere na vida de quem o tem

Se o transtorno não for tratado de maneira adequada, o autista pode ter o seu desenvolvimento intelectual amplamente comprometido, isolar-se socialmente e deixar de ser inserido no mercado de trabalho.

Porém, quando o diagnóstico acontece precocemente, é possível minimizar bastante as consequências do transtorno e, em algumas situações, o indivíduo consegue até ter uma vida normal.

Autismo na infância e aprendizagem

Normalmente, os primeiros sinais do Autismo se manifestam entre os 3 e 5 anos de idade. Tendo em vista que o processo de ensino-aprendizagem se inicia nessa fase e se mostra essencial para o desenvolvimento da criança, é preciso colocar em prática, desde cedo, atividades que estimulam a fala, a interatividade, socialização, a coordenação motora etc.

O estudo em escola regular aumenta as chances do aprendizado, uma vez que o contato diário com outras crianças também serve como estímulo. Para potencializar os resultados obtidos no ambiente escolar, pode-se recorrer ao atendimento educacional especializado — uma estratégia paralela à sala de aula regular, que trabalha diretamente os aspectos mais comprometidos pelo transtorno.

Com o suporte necessário, os pequenos podem até desenvolver talentos específicos em certas áreas do conhecimento.

Autistas e o mercado de trabalho

Infelizmente, os autistas ainda enfrentam muitos obstáculos para entrarem no mercado de trabalho — desafios, muitas vezes, ligados ao desconhecimento de suas capacidades pelos empregadores, cenário que mostra de forma ainda mais nítida a importância da campanha “Abril Azul”.

Os maiores problemas encontrados por um autista ainda são a desinformação e o preconceito. No entanto, isso tem mudado e, atualmente, encontramos pessoas com autismo que trabalham e conquistaram sua independência, mesmo com todas as particularidades do transtorno.

Como lidar com o diagnóstico de autismo

Ao descobrir que uma pessoa próxima a você tem o Transtorno do Espectro do Autismo, primeiramente, deve-se ter em mente que o apoio da família será primordial para que ela consiga se desenvolver o máximo possível e não tenha tanta interferência da patologia em sua vida.

Além disso, é preciso contar com o apoio de profissionais qualificados e uma instituição de referência como o Hospital Santa Mônica, que ofereça um tratamento capaz de proporcionar bem-estar aos autistas e mais tranquilidade para os familiares.

Embora o problema não tenha cura, existem medicamentos que podem ser administrados e que minimizam consideravelmente os sintomas. A caminhada é longa, mas a cada avanço conquistado, você perceberá que vale a pena o esforço para garantir boas condições a quem você ama.

Esperamos que o conteúdo apresentado tenha contribuído para a compreensão de aspectos fundamentais quando se trata do autismo. Sem dúvidas, a visibilidade trazida ao transtorno por meio da campanha “Abril Azul” é essencial para sensibilizar a sociedade e incentivar familiares a buscarem um acompanhamento profissional adequado, capaz de promover qualidade de vida ao indivíduo autista.

E aí, Gostou deste post e deseja tirar dúvidas sobre o tratamento do autismo? Então, entre em contato com a gente. Será um prazer atendê-lo!

Como saber se eu tenho psicose? Veja os principais sintomas

surto psicotico

Perder o contato com a realidade e a capacidade de discernir aquilo que é verdadeiro do que é criado em sua mente é o principal sintoma e dificuldade de quem convive com a psicose.

Esse distúrbio mental afeta diretamente o sistema nervoso e, embora possa acometer indivíduos de quaisquer faixas etárias, é mais comum entre os jovens. Segundo estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), cerca de 60% dos indivíduos da cidade de São Paulo diagnosticados com psicose têm menos de 35 anos.

Para conhecer melhor o tema e saber se você pode estar com um quadro desse transtorno, não deixe de ler mais informações abaixo.

Tipos de psicose

A psicose apresenta sintomas característicos e engloba diferentes transtornos psicóticos, como aqueles do espectro da esquizofrenia.

Esquizofrenia

Doença psiquiátrica em que há rompimento de contato com a realidade, comportamento social atípico e ideias delirantes. Sua incidência é maior entre pacientes de 15 a 35 anos.

Transtorno bipolar

Distúrbio mental caracterizado por oscilações de humor que vão de depressão a euforia e obsessão. Pode ter perda de noção do real, comportamentos agressivos e dificuldade de se relacionar socialmente devido a suas alterações.

Transtorno psicótico induzido por substância

Todo aquele decorrente de dependência química, de drogas lícitas ou ilícitas, ou de contato com qualquer uma delas capaz de desencadear uma psicose. Pode ser fruto de uso de álcool, cafeína, anfetaminas, esteróides, estimulantes, cigarro, cocaína, maconha e LSD.

Transtorno delirante

Transtorno mental que se diferencia da esquizofrenia por não ter outros sintomas comuns a ela, além de crenças delirantes que perduram. Também conhecido como paranoia. Nele, há alteração do pensamento em seu conteúdo

Causas

Não há consenso médico sobre as causas que levam à psicose, mas acredita-se que alguns fatores influenciam diretamente a formação de um quadro desse transtorno, como:

  • fatores genéticos, ou seja, outro caso de psicose na família;
  • indivíduos nascidos de parto com hipóxia (perda de oxigênio);
  • uso de drogas;
  • isolamento social;
  • depressão.

Sintomas

Em comum, as anomalias que se caracterizam como psicose têm entre seus sintomas delírios, alucinações, catatonia, desorganização do pensamento, abulia e agitações de caráter.

A pessoa que sofre de delírios, por exemplo,  inventa histórias que não condizem com a realidade, sem que tenha consciência disso.

Já as alucinações são passíveis de surgir de quaisquer aspectos dos sentidos. É mais comum que ocorram no âmbito sonoro, entretanto há também as visuais, táteis e olfativas. Basicamente, são percepções vívidas de algo que o psicótico não consegue controlar.

Ao falar em desorganização do pensamento, o transtorno dificulta a concentração daqueles que sofrem com ele e tendem a desenvolver dificuldades para entender o que é dito a eles.

É comum, ainda, que apresentem comportamentos demasiadamente infantis, em agitações de caráter imprevisível, além de sentimento constante de perseguição e permanência durante longos períodos sem fazer quaisquer atividades por iniciativa própria, em uma espécie de transe.

Tratamento

Após diagnóstico médico realizado por psiquiatra, mediante constatação dos principais sintomas, o tratamento varia conforme as peculiaridades de cada paciente, mas costuma ser multidisciplinar.

Na primeira frente, envolve a prescrição de medicamentos, tais quais neurolépticos e antipsicóticos. Em casos mais graves, nos quais haja riscos de surtos psicóticos, pode ser recomendada a internação psiquiátrica.

Além dessas intervenções, é fundamental a psicoterapia, capaz de promover o autoconhecimento e ajudar o psicótico a melhorar suas habilidades sociais. Juntamente a ela, na terapia familiar se busca conscientizar a família e orientá-la sobre os sintomas apresentados pelo paciente, a fim de que todos possam lidar melhor com eles.

Embora seja muito difícil de lidar com a perda de contato com a realidade e todos os aspectos causados por ela, a psicose é um transtorno que tem tratamento e, com ele, esperança para que quem sofre dela volte a ter qualidade de vida.

Agora que já sabe mais sobre esse transtorno mental, ainda sente insegurança diante de sintomas que tem apresentado? Não se assuste! O Hospital Santa Mônica é referência há mais de 40 anos nos cuidados com a saúde mental e tem uma equipe pronta a auxiliar você. Entre em contato conosco pelo formulário “Fale conosco” em nosso site!

Quais são as principais preocupações com a saúde mental em pessoas com Síndrome de Down?

síndrome de down

Pelo menos metade das crianças e adultos com Síndrome de Down enfrentam algum tipo de problema de saúde mental durante sua vida.

Crianças e adultos com múltiplos problemas de saúde experimentam uma taxa ainda maior de problemas de saúde mental.

Os problemas de saúde mental mais comuns incluem:

  • Ansiedade geral, comportamentos repetitivos e obsessivo-compulsivos;
  • Comportamentos opostos, impulsivos e desatentos;
  • Dificuldades relacionadas ao sono;
  • Depressão;
  • Condições do espectro do autismo; e
  • Problemas neuropsicológicos caracterizados pela perda progressiva de habilidades cognitivas.

O padrão de problemas de saúde mental na Síndrome de Down varia dependendo da idade e das características de desenvolvimento da criança ou do adulto com Síndrome de Down, da seguinte forma:

Crianças jovens e em idade escolar com limitações em habilidades de linguagem, comunicação, cognição e habilidades não-verbais de resolução de problemas apresentam vulnerabilidades aumentadas em termos de:

  • Comportamentos disruptivos, impulsivos, desatentos, hiperativos e de oposição (levantando preocupações de transtorno oposicional coexistente e TDAH);
  • Comportamentos ansiosos, ruminantes e inflexíveis (levantando preocupações de ansiedade generalizada coexistente e distúrbios obsessivo-compulsivos);
  • Déficits no relacionamento social, comportamentos estereotipados repetitivos, auto imersos (levantando preocupações de autismo coexistente ou transtorno invasivo do desenvolvimento);
  • Dificuldades crônicas do sono, sonolência diurna, fadiga e problemas relacionados ao humor (levantando preocupações de distúrbios do sono coexistentes e apneia do sono).

Crianças e adolescentes em idade escolar, bem como adultos jovens com Síndrome de Down com melhor linguagem e habilidades de comunicação e cognitivas apresentam maior vulnerabilidade a:

  • Depressão, retirada social, interesses diminuídos e habilidades de enfrentamento;
  • Ansiedade generalizada;
  • Comportamentos obsessivo-compulsivos;
  • Regressão com declínio na perda de habilidades cognitivas e sociais;
  • Dificuldades crônicas do sono, sonolência diurna, fadiga e problemas relacionados ao humor (levantando preocupações de distúrbios do sono coexistentes e apneia do sono).

Os adultos mais velhos apresentam maior vulnerabilidade a:

  • Ansiedade generalizada;
  • Depressão, retraimento social, perda de interesse e autocuidado diminuído;
  • Regressão com declínio nas habilidades cognitivas e sociais;
  • Demência.

Todas estas alterações no comportamento parecem frequentemente ocorrer como uma reação a (ou desencadeada por) um estressor psicossocial ou ambiental, por exemplo, doença, separação ou perda de uma figura de apego.

Quem avalia e trata os problemas de saúde mental?

Muitas famílias vivem em regiões onde não tem um profissional de saúde mental especializado em trabalhar com crianças e adultos com Síndrome de Down. Por isso, recomendamos a seguinte abordagem para as famílias.

Considere fazer uma pesquisa preliminar em sua região para identificar profissionais da área de saúde mental com experiência em trabalhar com crianças e adultos com transtornos do desenvolvimento. Isso pode incluir perguntar ao seu pediatra ou clínico geral, por exemplo.

Vale a pena fazer uma visita de consulta inicial para familiarizar a criança ou adulto com o profissional e para ver se este atende as suas necessidades. Essa visita introdutória é útil, pois permite que a criança ou adulto com Síndrome de Down também se sinta confortável com o local, o psiquiatra ou psicólogo e também permite que você obtenha uma consulta oportuna em uma situação de crise no futuro, quando surgir uma situação crítica. Muitas vezes, é muito mais difícil conseguir uma consulta inicial e, em situações agudas, é cada vez mais difícil, especialmente em centros bem conhecidos.

Lembre-se de que o profissional ideal de saúde mental especializado na Síndrome de Down é alguém que tem conhecimento de transtornos do desenvolvimento e que também tem experiência no trabalho com crianças. Pode ser aconselhável procurar primeiro um profissional de saúde mental que trabalhe em um centro médico pediátrico ou que trabalhe próximo a uma prática pediátrica.

Se meu filho apresentar algum “problema de comportamento”, existem algumas causas clínicas que devem ser descartadas?

Esta é uma pergunta comum que muitos médicos, bem como psiquiatras e psicólogos são questionados por pais preocupados. Há uma série de testes de base que precisam ser concluídos para descartar condições médicas que são frequentemente associadas a crianças/adultos com Síndrome de Down que apresentam um “problema comportamental”. Entre esses, recomendamos considerar as seguintes condições:

  • Teste de função tireoidiana pode ser solicitado pelo clínico geral ou por um pediatra ou mesmo por um psiquiatra como parte de uma avaliação inicial.
  • As dificuldades relacionadas ao sono precisam ser avaliadas por um profissional de saúde, pediatra ou psiquiatra como parte de uma avaliação inicial com encaminhamento para uma clínica ou laboratório de distúrbios do sono, conforme necessário para determinar a apneia obstrutiva do sono.
  • A contribuição subjacente de constipação ou dificuldades relacionadas ao intestino também deve ser descartada pelo clínico geral ou pelo pediatra com intervenções que possam ser necessárias e encaminhamento a um nutricionista para aconselhamento. Há uma grande oportunidade para usar a dieta saudável como uma ferramenta para reforçar comportamentos positivos.

Como parte da lista abrangente de possíveis condições médicas, é importante também certificar-se de que a criança/adulto com síndrome de Down foi avaliada para audição (audiologia), visão (oftalmologia) e anemia (hematologia).

Finalmente, ressalvas ou etapas a serem consideradas ao abordar qualquer uma das possíveis preocupações médicas acima no contexto do tratamento de “problemas comportamentais” incluem o seguinte:

Etapa 1: Problemas emocionais / comportamentais em crianças e adultos com síndrome de Down ocorrem comumente e nem sempre são devido a uma condição médica subjacente. No entanto, essas condições médicas associadas em crianças e adultos com Síndrome de Down precisam ser descartadas como parte de uma abordagem abrangente de avaliação.

Etapa 2: As condições médicas, mesmo que não causem problemas emocionais / comportamentais, podem exacerbá-las ou torná-las resistentes ao tratamento do problema emocional / comportamental.

Etapa 3: Correção de uma condição médica, por ex. hipotireoidismo, pode não remover os problemas emocionais / comportamentais subjacentes. O oposto também é verdade; por exemplo, é improvável que uma criança ou adulto com hipotireoidismo mais depressão responda ao tratamento da depressão apenas com medicação antidepressiva, a menos que o hipotireoidismo seja corrigido. Como os problemas emocionais / comportamentais e físicos estão interligados, os dois precisam ser tratados simultaneamente.

Quais são os sintomas de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão na síndrome de Down? Como são diagnosticados e tratados?

Ansiedade Generalizada

Estas são as apresentações mais proeminentes entre crianças e adultos com Síndrome de Down que se manifesta como um aumento no nível de ansiedade, com fatores de estresse claros. A ansiedade situacional manifesta-se frequentemente durante transições e antecipação de novas situações, por exemplo, transição de casa para a escola, trânsito, mudanças no horário das refeições ou de dormir, bem como durante situações novas e desconhecidas com expectativas incertas no ambiente.

Sintomas Obsessivos

O aumento do nível de inquietação e preocupação pode levar a criança ou o adulto a se comportarem de maneira muito rígida, resultando em um estado de “estagnação”, como é frequentemente relatado pelos cuidadores onde a criança ou adulto precisa seguir rotinas familiares nessas situações. Eles também se envolvem em comportamentos repetitivos, compulsivos e ritualísticos que levantam a questão do transtorno obsessivo-compulsivo. A criança ou adulto nessas circunstâncias costuma ser infeliz, temeroso, e os dois estados – ansiedade generalizada e comportamentos obsessivo-compulsivos – podem coexistir com frequência.

A criança disruptiva, opositora e desatenta com Síndrome de Down, muitas vezes não costuma ser infeliz, mas sim bastante feliz e excitada. Os problemas são bastante desafiadores para os pais ou cuidadores, pois a criança / adulto com Síndrome de Down com ansiedade generalizada ou perfil obsessivo-compulsivo tem uma tendência a ficar presa, congelada, e requer grande grau de atenção negativa que, por sua vez, é reforçado, e continua em um ciclo vicioso.

Diferenciando Ansiedade e Sintomas de TDAH em crianças e adolescentes

Ao contrário de crianças com Síndrome de Down com perfil de déficit de atenção, impulsivo, opositivo, a inquietação e compulsão associadas ao estado de ansiedade generalizada têm um início identificável com um curso mais intermitente. É necessário ter uma história detalhada em todas essas situações, a fim de identificar a fonte ou fatores desencadeantes ambientais que contribuem para a ansiedade em relação à mudança no ambiente imediato de casa, escola ou trabalho. Nessas circunstâncias, a avaliação de antecedentes, comportamentos e consequências e o desenvolvimento de uma modificação comportamental e plano de gerenciamento são essenciais. O uso de antidepressivos ou medicamentos antiansiedade pode ajudar e deve ser reservado para um nível mais persistente e sério de sintomas.

Sintomas Depressivos

Crianças e adultos com sintomas de depressão muitas vezes apresentam retraimento social extremo, afeto triste (mas não lábil) e incapacidade de desfrutar de muitas atividades que costumavam amar. Pais ou cuidadores frequentemente relatam que o comportamento da criança / adulto não era assim anteriormente. O sono interrompido comumente ocorre nos estados de depressão e ansiedade e não necessariamente nos ajuda a distinguir entre eles. Um aspecto mais notável da depressão em crianças e adultos com síndrome de Down é sua associação com fatores desencadeantes ambientais nocivos. Estes podem incluir alguma questão de saúde, dor ou stress psicossocial previamente não identificados, por exemplo, irmãos mais velhos ao mudarem para a faculdade, doença súbita ou crônica em um membro da família, morte de um animal doméstico, ausência de professor (licença, doença). Todos esses eventos comuns parecem grandes para crianças e adultos com síndrome de Down com um impacto psicológico desproporcional, em comparação com uma pessoa sem a Síndrome em circunstâncias semelhantes.

Em resumo, as crianças / adultos com síndrome de Down permanecem extremamente sensíveis às mudanças em seu ambiente, que muitas vezes percebem desfavoravelmente. Recomendamos que, caso sejam previstas mudanças negativas, os serviços de apoio sejam implementados antecipando-se ao seu impacto. A tentativa de tratar a depressão persistente no contexto de estresse contínuo com a intervenção farmacológica é muitas vezes fútil, sem apoio individual. O tratamento combinado envolvendo componentes psicossociais e farmacológicos é necessário. O argumento para intervenção farmacológica é reforçado se as crianças e adultos com síndrome de Down forem considerados como tendo uma vulnerabilidade biológica (por exemplo, história familiar positiva, episódio anterior de depressão, doença médica concomitante).

Quais são os sintomas desatento, impulsivo, hiperativo e disruptivo em pessoas com síndrome de Down? Como eles são diagnosticados e tratados?

Crianças e adultos com síndrome de Down geralmente apresentam dificuldades de processamento significativas e apresentam uma dificuldade muito notável em manter a atenção nas tarefas. Em crianças com maiores déficits de linguagem cognitivo-receptiva-expressiva, especialmente para os grupos etários mais jovens, as dificuldades na atenção são frequentemente acompanhadas de comportamentos impulsivos e hiperativos. Este padrão de desatenção, impulsividade e hiperatividade motora é consistente com o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Por esse motivo, muitas crianças com tais comportamentos característicos são tratadas com medicamentos estimulantes.

A resposta de crianças e adultos com síndrome de Down não produziu resultados encorajadores. Em uma subpopulação de crianças e adultos com síndrome de Down, há uma ativação comportamental adversa definida em resposta a esses medicamentos. Os efeitos adversos mais comumente observados incluem: irritabilidade, agitação, comportamentos agressivos, ansiedade de transição e problemas relacionados ao sono. Os pais ou cuidadores precisam ser avisados ​​sobre esses efeitos adversos, uma vez que isso pode ocorrer logo após o início do tratamento e pode ser muito problemático para eles testemunharem. Um pequeno grupo de crianças com sintomas de TDAH pode, no entanto, se beneficiar de medicações estimulantes, mas, mesmo para elas, elas podem aumentar a ansiedade, assim como os sintomas obsessivo-compulsivos. Por essa razão, a principal ênfase no tratamento de sintomas semelhantes ao TDAH precisa se concentrar em estratégias comportamentais e terapêuticas para melhorar o funcionamento adaptativo e o desempenho nos ambientes doméstico e de sala de aula.

Para crianças com impulsividade de alto grau e comportamentos disruptivos, o uso de baixas doses de clonidina tem sido útil, mas esta medicação também pode ser limitada em sua eficácia, pois pode levar à sonolência diurna em algumas crianças. Deve-se enfatizar que o uso da clonidina, por si só, pode ser efetivo apenas no tratamento do comportamento impulsivo, hiperativo e disruptivo, e não necessariamente melhora a atenção primária. A clonidina administrada na hora de dormir também pode ajudar a criança a dormir.

Quais são os principais disparadores ambientais de dificuldades comportamentais e emocionais?

Crianças e adultos com Síndrome de Down são muitas vezes extremamente sensíveis a estressores psicossociais e ambientais. A doença ou a perda de entes queridos próximos e familiares é particularmente devastadora e quase invariavelmente leva a uma reação de luto complicada durante a qual a criança ou adulto com síndrome de Down pode experimentar uma mudança regressiva em sua capacidade de pensar, raciocinar, lembrar, processar informações e aprender. Os desencadeantes psicossociais e ambientais também levam a um estado de ansiedade generalizada, sintomas obsessivo-compulsivos e depressão e dificuldades de sono. Eles podem estar associados à perda de peso, ao autocuidado ruim e à incapacidade de se motivar para frequentar a escola ou ir para o trabalho. Se a situação persistir e não houver uma tentativa combinada de intervir com aconselhamento psicossocial, tratamento com medicações apropriadas e intervenções comportamentais, o estado mental pode persistir e estar associado a um declínio de longo prazo no funcionamento psicossocial e cognitivo.

Transtorno Desafiador Opositivo é Comum em Crianças / Adultos com Síndrome de Down?

Muitas crianças e adultos com Síndrome de Down têm uma disposição maravilhosa: são divertidos e suas interações geralmente envolvem brincadeiras, piadas, explosões que muitas vezes também podem levar a comportamentos sociais intrusivos e desinibidos. Muitos respondem a intervenções estruturais e comportamentais com reforços e recompensas bem definidos. Às vezes, esses comportamentos ficam fora de controle e assumem as interações gerais. Eles se tornam cada vez mais oposicionistas, incapazes de escutar, e bastante obstinados e auto imersos, por exemplo, sentados ou deitados e recusando-se a levantar-se, ou continuando em uma atividade autodirigida com desrespeito às consequências na refeição, no banho e na cama vezes ou durante as transições.

Os comportamentos de oposição ocorrem em indivíduos com todos os níveis de habilidades cognitivas e de linguagem, mas são mais difíceis de gerenciar em pessoas com maiores dificuldades de comunicação receptiva-expressiva. No ambiente de sala de aula, o gerenciamento comportamental e o assessor individual podem ajudar a manter a situação em um melhor controle e possibilitar o aprendizado. Problemas comportamentais de oposição em crianças com limitações receptivas-expressivas e cognitivas também tendem a estar associados ao aumento do nível de comportamentos impulsivos e hiperativos e, muitas vezes, co-ocorrem com sintomas de TDAH.

Transtornos de humor e bipolares são comuns em crianças e adultos com Síndrome de Down?

Uma abordagem abrangente é necessária na avaliação de uma criança / adulto com síndrome de Down apresentando instabilidade do humor. É essencial descartar quaisquer condições médicas e neurológicas subjacentes e, especialmente, considerar a possibilidade de efeito adverso de medicamentos que podem levar à instabilidade do humor secundário.

Uma criança com síndrome de Down que apresente comportamentos persistentes de oposição, impulsividade, perturbação, irritabilidade e agressividade deve ser considerada em um possível transtorno de humor. Em nossa experiência clínica, a coexistência de transtorno bipolar verdadeiro e Síndrome de Down é relativamente desconhecida. O uso de medicamentos anticonvulsivantes (como estabilizadores de humor) só precisa ser considerado sob supervisão cuidadosa. Da mesma forma, o uso de medicamentos neurolépticos atípicos deve ser considerado apenas como último recurso, novamente, com um monitoramento cuidadoso de seus efeitos colaterais potenciais. Estes últimos medicamentos tendem a ser limitados em eficácia e devem ser usados ​​com moderação e em doses baixas. Uma vez que crianças e adultos com síndrome de Down já estão em risco aumentado de ganho de peso ao longo da sua vida, o aumento do apetite, levando ao ganho de peso associado a medicações neurolépticas atípicas, pode ser desestabilizante. Intervenções comportamentais e nutricionais simultâneas são, portanto, sempre essenciais.

Estamos entrando em uma nova era com uma melhor avaliação das preocupações com a saúde mental em crianças e adultos com Síndrome de Down?

A avaliação dos problemas de saúde mental em crianças e adultos melhorou consideravelmente nos últimos anos. Existe agora uma gama mais ampla de ferramentas de diagnóstico e rastreio disponíveis para avaliação das condições mentais em diferentes grupos etários do desenvolvimento em termos de medição de domínios, tais como capacidades não verbais de resolução de problemas, linguagem e comunicação e funcionamento adaptativo e comportamental. Muito do conhecimento atual é baseado na experiência clínica e embora a ênfase varie dependendo da orientação de cada profissional, por exemplo, modificação comportamental, intervenção farmacológica e treinamento de habilidades sociais, os pais seriam sábios em buscar uma filosofia holística para o cuidado integrado saúde, comportamento-farmacologia-habilidades sociais).

Apesar do fato de que muitos indivíduos com Síndrome de Down experimentam atrasos cognitivos significativos e outras condições físicas associadas, eles têm uma gama muito ampla de habilidades, e cada indivíduo se desenvolve em seu próprio ritmo. Mesmo que eles possam estar atrasados ​​em sua progressão.

Você sabe quais são as Fobias mais comuns?

fobias

O número de fobias possíveis é quase infinito. Leia abaixo sobre alguns dos tipos mais comuns de fobia.

O medo é um sentimento normal, ele serve para nos proteger ou alertar sobre o perigo. Todas as pessoas sentem medo de algo, porém quando não é possível controlar esse medo, ele é classificado como fobia.

Muitas pessoas admitem ter medo de cobras ou aranhas, mas conseguem manter esse medo sob controle. A pessoa que sofre uma fobia é incapaz de controlar o medo. Estes sentem uma repulsa ou medo irracional insistente quando se deparam com um objeto, um animal ou uma situação que estimula sua fobia. Geralmente acabam desenvolvendo um comportamento de evitação.

Existem diferentes estímulos fóbicos que desencadeiam esse medo irracional: viajar de avião, dirigir um carro, elevadores, palhaços, dentistas, sangue, tempestades, etc.

As mais comuns são:

A Fobia Social

A fobia social é um transtorno de ansiedade muito comum, e não deve ser confundido com timidez. Se trata de um forte medo irracional de situações de interação social. Quem sofre deste distúrbio sente extrema ansiedade pela possibilidade de ser julgado pelos outros, de ser o centro das atenções, de ser criticado ou humilhado e pode sentir esse medo até mesmo ao falar no telefone. Eles simplesmente não conseguem fazer apresentações em público, comer em restaurantes ou na frente de alguém, ir a eventos sociais, conhecer novas pessoas…

Agorafobia

Agorafobia é geralmente definida pelo medo irracional de espaços abertos, como grandes avenidas, parques e ambientes naturais. Mas essa definição não está inteiramente correta. Na realidade o estímulo fóbico ocorre por meio do medo irracional de ter um ataque de ansiedade nesses lugares, onde pode ser difícil, embaraçoso ou constrangedor escapar, ou onde não é possível receber ajuda.

Como a prevenção pode aumentar a expectativa de vida do paciente

Prevenção

Estudos recentes do IBGE apontam o aumento progressivo da expectativa de vida do brasileiro. Essa mudança na estrutura etária populacional resulta de diversos fatores, entre os quais as medidas de prevenção da saúde tornam-se fundamentais para elevar a qualidade de vida.

Assim, priorizar a educação preventiva, sobretudo nos casos de doenças cardiovasculares associadas ao problemas mentais típicos da idade avançada, é determinante para reduzir a gravidade desses males.

Tendo isso em vista, abordaremos a importância da prevenção do infarto na esquizofrenia para elevar a expectativa de vida desses pacientes. Acompanhe!

Por que a prevenção secundária após o infarto em indivíduos com esquizofrenia é tão importante?

Investir em medidas de prevenção secundária em pacientes com esquizofrenia e que sofreram enfarte do miocárdio diminui consideravelmente o índice de mortalidade nessa população.

Priorizar o cuidado especial com esse grupo específico de paciente pode frear o impacto negativo e evitar a evolução ruim que acompanha as doenças cardiovasculares.

Logo, é necessário buscar alternativas que minimizem os riscos associados às doenças crônicas que tanto incapacitam a população idosa e comprometem a expectativa de vida desse grupo.

Especialistas em epidemiologia da terceira idade pontuam a necessidade de fomentar medidas de controle sobre as enfermidades cardiovasculares, principalmente quando surgem paralelamente a doenças mentais, como a esquizofrenia.

Nessa fase da vida, o aumento gradativo das síndromes demenciais tem sido uma das questões mais preocupantes para a Saúde Pública. Por isso, a busca de medidas preventivas secundárias possibilitam um controle mais efetivo da incapacidade em idosos, além de reduzir drasticamente a taxa de morbidade.

Como é o tratamento preventivo desses pacientes?

O tratamento para os portadores de problemas mentais como a esquizofrenia é baseado em duas modalidades terapêuticas, já que tratamento pode ser farmacológico ou não.

Geralmente, a terapia medicamentosa mais indicada são os antipsicóticos, remédios que promovem a diminuição dos principais sintomas da doença. O uso desses medicamentos objetivam o controle mais eficaz para impedir a progressão desse transtorno.

Porém, nos casos mais graves, pode ser necessário o uso associado de mais de um antipsicótico. O médico pode ajustar a dose ou, se necessário, optar pela substituição desse medicamento quando a resposta da terapia não traz resultados satisfatórios.

Usualmente, os médicos prescrevem antitrombóticos, antagonistas da vitamina K, betabloqueadores, IECAs e estatinas. Por essa via de tratamento é possível diminuir as chances de progressão dos sintomas, além de aumentar o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.

A intervenção psicoterápica adequada assegura a redução do risco de crises mais graves, e que podem resultar em um desfecho muito ruim. Além disso, a falta ou a ineficácia do tratamento influencia o surgimento de complicações como a depressão refratária na terceira idade.

Percebe-se, por fim, que os familiares ou responsáveis pelo idoso com esse quadro clínico de associação de problemas cardiovasculares e demências precisam buscar tratamento em um hospital confiável e especializado em doenças mentais.

Logo, os tratamentos preventivos para esses pacientes representam, não só a chance de aumentar a expectativa de vida, mas também de experimentar uma longevidade muito mais saudável.

Agora é com você: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossos serviços especializados em reabilitação mental!

Quais as atividades terapêuticas do HSM?

atividades terapeuticas

[Extensão 1000] - Quais as atividades terapêuticas do HSM?

O processo de restabelecimento da saúde de um paciente não depende apenas dos tratamentos médicos. O ideal é mesclar a intervenção clínica com  atividades terapêuticas que possam complementar o tratamento.

Nesse sentido, escolher um hospital que disponibilize diariamente práticas recreacionais e lúdicas que favoreçam a recuperação física e o bem-estar mental dos pacientes é fundamental. Além de desenvolver o ser humano em sua totalidade, essas atividades têm alto poder reparador e curativo.

Nessa perspectiva, apresentaremos as principais atividades terapêuticas oferecidas pela equipe multiprofissional do Hospital Santa Mônica. Confira a importância de cada uma delas e veja como elas são essenciais à reabilitação da saúde integral. Acompanhe!

Conheça as atividades terapêuticas oferecidas pelo Hospital Santa Mônica

O HSM conta com profissionais qualificados nas mais diversas áreas de apoio ao tratamento da Saúde Mental. O trabalho psicoterapêutico oferece atendimento individualizado e grupos diversos com temáticas voltadas à reflexão e à análise crítica do paciente.

Além das terapias convencionais, os fisioterapeutas integram as equipes de atividades externas como futebol, vôlei, basquete, recreação em piscina e o acompanhamento nas modalidades de ginástica da nossa academia.

Junto aos outros profissionais, os terapeutas ocupacionais executam para reabilitação clínica ligada à sua área específica. Eles também integram as equipes de apoio na aplicação das atividades recreativas e lúdicas para o paciente.

Listamos algumas das atividades oferecidas diariamente pelo nosso hospital. Veja quais são!

Musicoterapia

É uma técnica terapêutica que utiliza a música e os instrumentos musicais para reabilitação da saúde mental e física. Essas atividades promovem o relaxamento, melhoram a comunicação, auxiliam na expressão e integram os pensamentos, sentidos e emoções.

Desse modo, a aplicação da musicoterapia adquire significativa relevância sobre o controle do processo de adoecimento, bem como na involução dos quadros clínicos de diferentes atividades.

Algumas regiões cerebrais responsáveis pela liberação de substâncias moduladoras das emoções — como a serotonina, por exemplo — podem ser estimuladas por meio da música. A melodia atua em todas as áreas do cérebro e, por conseguinte, favorece o alcance de bons resultados durante a intervenção clínica.

Terapia com cães

Na atualidade, os animais domésticos têm sido amplamente utilizados como ponto de apoio emocional para melhorar a saúde e o bem-estar, sobretudo de indivíduos que têm constantes crises depressivas ou de ansiedade.

Esses bichinhos servem de companhia e de interação nos momentos de lazer entre adultos e crianças. Os cães treinados para essa finalidade são dotados de habilidades que auxiliam bastante nos processos de reabilitação da saúde, principalmente no que se refere ao controle emocional. Vale ressaltar que os cães adotados para complementar os tratamentos terapêuticos são criteriosamente treinados para participar desse tipo de terapia.

Algumas características são essenciais para que o animalzinho assegure os benefícios positivos ao tratamento. Antes dos procedimentos, os cães são devidamente avaliados para que atendam a expectativa dos profissionais — médicos psiquiatras e psicólogos — e dos pacientes envolvidos nesse método terapêutico.

Os animaizinhos escolhidos para essa finalidade precisam ser obedientes, ágeis, dóceis, atenciosos e gentis. Além de gostar de brincar, é imprescindível que estejam com todas as vacinas em dia.

Hidroginástica

Além de recreacional, a hidroginástica tem seu papel extremamente terapêutico. Essa atividade utiliza as propriedades da água como complemento das terapias convencionais. Os exercícios são realizados em piscinas com a água em temperatura confortável, e são indicados como auxílio no tratamento de diferentes doenças.

Tanto as enfermidades físicas como as de ordem emocional ou psíquica podem ser controladas por meio da prática da hidroginástica. Pessoas de todas as idades e perfis tem relatado significativa melhora na saúde com a adesão a essa atividade.

Os médicos indicam e apostam nos benefícios da hidroginástica para pacientes com AVC, Alzheimer, Parkinson e outras condições clínicas típicas da idade avançada.

Por meio de movimentos suaves na água, os pacientes conseguem atingir diretamente as regiões mais complexas do sistema nervoso e de todo o corpo. Com a melhoria das funções cerebrais, em pouco tempo outros benefícios são percebidos.

Pilates

Muito procurado nas academias, o pilates também é bastante recomendado para a reabilitação de pacientes acometidos por diferentes doenças. Essa metodologia torna-se bem eficaz ao combinar exercícios de fisioterapia, técnicas da ioga, aparelhos e acessórios específicos.

Seu objetivo está voltado para o tratamento de dores, idosos e pessoas com déficits neurológicos como os causados por derrames.

Dançaterapia

A dançaterapia é uma modalidade de atividade terapêutica que está em expansão nas clínicas de reabilitação de diferentes segmentos. O orientador explora, com bastante habilidade técnica, o uso da dança e a execução de movimentos como complemento das intervenções clínicas.

Assim como a música, a dança tem o poder de infiltrar intimamente em algumas regiões cerebrais e modular os reflexos negativos considerados gatilhos de diversas enfermidades.

Por conseguinte, o paciente vai evoluindo mentalmente e superando importantes estágios clínicos que possibilitam a recondução dos sentimentos. Fatores como o equilíbrio das emoções, o controle do estresse, a cognição e até mesmo propiciar o reconhecimento da própria identidade podem ser recuperados pela prática da dança terapêutica.

Práticas desportivas

Nosso hospital atua em três modalidades de tratamento voltados à reabilitação da saúde integral: saúde mental da criança e do adulto, recuperação de dependentes químicos e doenças do envelhecimento.

Em todas essas áreas recomenda-se — de acordo com o perfil e a condição clínica do paciente — a prática de exercícios físicos em diferentes modalidades. São incontáveis os benefícios físicos e psicológicos resultantes de modalidades como o futebol, vôlei e basquete, por exemplo.

Além de promover a interação com outros pacientes, esses jogos detêm o poder de recuperar importantes valores. Entre eles, destacam-se a disciplina, o respeito mútuo, a superação de desafios e muitos outros necessários à reestruturação da saúde.

Veja como essas atividades auxiliam especificamente os tratamentos

A adesão a essas atividades visam trazer ao paciente autonomia, autoconhecimento e principalmente, o autocontrole. O foco na recuperação da estabilidade emocional torna o indivíduo mais ativo em seu tratamento e, por conseguinte, eleva a sua autoestima perante a sociedade.

Para estimular a participação da maioria dos internos, o hospital disponibiliza uma programação terapêutica personalizada para cada público. O paciente deverá cumprir estas atividades e, no decorrer do tratamento, ele vai se habituando e superando o ócio. Tais medidas auxiliam consideravelmente o empoderamento e faz com que o indivíduo recupere o sentimento de ser “dono” de sua vida.

Quanto ao tipo de atividade escolhida, isso fica a critério de cada um. Cabe ao hospital formular um cronograma com os horários das atividades e incentivar a adesão. Entretanto, cada paciente precisa “cumprir´ algumas tarefas que são sugeridas pela equipe multidisciplinar.

Porém, são inúmeras opções e horários que podem ser escolhidos de acordo com a preferência. Geralmente, no decorrer do tratamento, os próprios pacientes vão demonstrando interesse e se encantando por algumas atividades antes até desconhecidas.

Para o tratamento contra a dependência química, as atividades têm uma importância em regrar o indivíduo que, não raro, burla ou negligencia suas responsabilidades. Assim, essas intervenções amenizam os efeitos das drogas no organismo e tornam o paciente mais confiante, calmo e seguro.

Já para os pacientes com mais idade, essas atividades são peças fundamentais para vencer o ócio e para promover a recuperação da autonomia do idoso. Atividades mais leves como caminhada em grupo, alongamento e hidroginástica são as mais indicadas para a superação dos problemas da terceira idade.

Quanto às influências dos exercícios físicos na reabilitação da saúde mental, o objetivo é trazer o paciente para uma realidade que, por ora, parece perdida e distante.

O empoderamento, a valorização da autoestima e o estímulo à superação dos pensamentos negativos e de tristeza são quesitos essenciais, e que podem ser trabalhados por meio das atividades terapêuticas e lúdicas.

Conheça a estrutura do Hospital Santa Mônica

O HSM oferece atividades através de programação terapêutica que o paciente recebe desde o momento de sua internação. É como se fosse “um diário de bordo”, no qual a programação é especificada.

Para maior controle dessas atividades, o paciente recebe um caderno e uma caneta para anotar cada passo do seu tratamento. Isso possibilita a percepção de sua constante melhora. Para motivar a adesão a essas alternativas terapêuticas e lúdicas, nossa programação é oferecida diariamente das 08 às 20h.

Oferecemos uma estrutura hospitalar que favorece um atendimento completo e mais qualificado. O objetivo maior é promover a recuperação da saúde integral e o bem-estar de nossos pacientes. Confira!

Infraestrutura oferecida pelo Hospital Santa Mônica:

Serviços especiais voltados para as atividades terapêuticas:

  • piscina;
  • salão de beleza;.
  • quadra de vôlei;
  • espaço conviver;
  • campo de futebol;
  • espaço bem-estar;
  • academia de ginástica;
  • espaço de terapia ocupacional.

Confira os benefícios proporcionados pelas atividades terapêuticas do HSM

Veja quais são os benefícios mais relevantes resultantes das atividades terapêuticas.

  • diminui a fadiga;
  • reduz o estresse;
  • melhora  o humor;
  • alivia dores crônicas;
  • diminui a ansiedade;
  • combate a depressão;
  • promove a interação social;
  • aprimora a coordenação e as habilidades motoras.

Percebe-se, por fim, que todas atividades terapêuticas do HSM desempenham um papel fundamental para evolução do quadro de saúde dos pacientes. Por isso, um dos pontos mais relevantes ao sucesso do tratamento de recuperação da saúde mental é a escolha de uma instituição especializada nessa área.

Agora que você já conhece nossas atividades terapêuticas, que tal entrar em contato com o HSM e conhecer, mais de perto, os tratamentos oferecidos? Aguardamos sua visita!