Você sabe quais são as Fobias mais comuns?

fobias

O número de fobias possíveis é quase infinito. Leia abaixo sobre alguns dos tipos mais comuns de fobia.

O medo é um sentimento normal, ele serve para nos proteger ou alertar sobre o perigo. Todas as pessoas sentem medo de algo, porém quando não é possível controlar esse medo, ele é classificado como fobia.

Muitas pessoas admitem ter medo de cobras ou aranhas, mas conseguem manter esse medo sob controle. A pessoa que sofre uma fobia é incapaz de controlar o medo. Estes sentem uma repulsa ou medo irracional insistente quando se deparam com um objeto, um animal ou uma situação que estimula sua fobia. Geralmente acabam desenvolvendo um comportamento de evitação.

Existem diferentes estímulos fóbicos que desencadeiam esse medo irracional: viajar de avião, dirigir um carro, elevadores, palhaços, dentistas, sangue, tempestades, etc.

As mais comuns são:

A Fobia Social

A fobia social é um transtorno de ansiedade muito comum, e não deve ser confundido com timidez. Se trata de um forte medo irracional de situações de interação social. Quem sofre deste distúrbio sente extrema ansiedade pela possibilidade de ser julgado pelos outros, de ser o centro das atenções, de ser criticado ou humilhado e pode sentir esse medo até mesmo ao falar no telefone. Eles simplesmente não conseguem fazer apresentações em público, comer em restaurantes ou na frente de alguém, ir a eventos sociais, conhecer novas pessoas…

Agorafobia

Agorafobia é geralmente definida pelo medo irracional de espaços abertos, como grandes avenidas, parques e ambientes naturais. Mas essa definição não está inteiramente correta. Na realidade o estímulo fóbico ocorre por meio do medo irracional de ter um ataque de ansiedade nesses lugares, onde pode ser difícil, embaraçoso ou constrangedor escapar, ou onde não é possível receber ajuda.

Como a prevenção pode aumentar a expectativa de vida do paciente

Prevenção

Estudos recentes do IBGE apontam o aumento progressivo da expectativa de vida do brasileiro. Essa mudança na estrutura etária populacional resulta de diversos fatores, entre os quais as medidas de prevenção da saúde tornam-se fundamentais para elevar a qualidade de vida.

Assim, priorizar a educação preventiva, sobretudo nos casos de doenças cardiovasculares associadas ao problemas mentais típicos da idade avançada, é determinante para reduzir a gravidade desses males.

Tendo isso em vista, abordaremos a importância da prevenção do infarto na esquizofrenia para elevar a expectativa de vida desses pacientes. Acompanhe!

Por que a prevenção secundária após o infarto em indivíduos com esquizofrenia é tão importante?

Investir em medidas de prevenção secundária em pacientes com esquizofrenia e que sofreram enfarte do miocárdio diminui consideravelmente o índice de mortalidade nessa população.

Priorizar o cuidado especial com esse grupo específico de paciente pode frear o impacto negativo e evitar a evolução ruim que acompanha as doenças cardiovasculares.

Logo, é necessário buscar alternativas que minimizem os riscos associados às doenças crônicas que tanto incapacitam a população idosa e comprometem a expectativa de vida desse grupo.

Especialistas em epidemiologia da terceira idade pontuam a necessidade de fomentar medidas de controle sobre as enfermidades cardiovasculares, principalmente quando surgem paralelamente a doenças mentais, como a esquizofrenia.

Nessa fase da vida, o aumento gradativo das síndromes demenciais tem sido uma das questões mais preocupantes para a Saúde Pública. Por isso, a busca de medidas preventivas secundárias possibilitam um controle mais efetivo da incapacidade em idosos, além de reduzir drasticamente a taxa de morbidade.

Como é o tratamento preventivo desses pacientes?

O tratamento para os portadores de problemas mentais como a esquizofrenia é baseado em duas modalidades terapêuticas, já que tratamento pode ser farmacológico ou não.

Geralmente, a terapia medicamentosa mais indicada são os antipsicóticos, remédios que promovem a diminuição dos principais sintomas da doença. O uso desses medicamentos objetivam o controle mais eficaz para impedir a progressão desse transtorno.

Porém, nos casos mais graves, pode ser necessário o uso associado de mais de um antipsicótico. O médico pode ajustar a dose ou, se necessário, optar pela substituição desse medicamento quando a resposta da terapia não traz resultados satisfatórios.

Usualmente, os médicos prescrevem antitrombóticos, antagonistas da vitamina K, betabloqueadores, IECAs e estatinas. Por essa via de tratamento é possível diminuir as chances de progressão dos sintomas, além de aumentar o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.

A intervenção psicoterápica adequada assegura a redução do risco de crises mais graves, e que podem resultar em um desfecho muito ruim. Além disso, a falta ou a ineficácia do tratamento influencia o surgimento de complicações como a depressão refratária na terceira idade.

Percebe-se, por fim, que os familiares ou responsáveis pelo idoso com esse quadro clínico de associação de problemas cardiovasculares e demências precisam buscar tratamento em um hospital confiável e especializado em doenças mentais.

Logo, os tratamentos preventivos para esses pacientes representam, não só a chance de aumentar a expectativa de vida, mas também de experimentar uma longevidade muito mais saudável.

Agora é com você: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossos serviços especializados em reabilitação mental!

Quais as atividades terapêuticas do HSM?

atividades terapeuticas

O processo de restabelecimento da saúde de um paciente depende não só dos tratamentos médicos, é necessário que o hospital proporciona diariamente práticas que favoreçam a recuperação física e o bem-estar mental. As atividades terapêuticas do HSM além de desenvolver o ser humano em sua totalidade, têm alto poder reparador e curativo.

Desse modo, mostram-se importantes para o aumento da autoestima, reintegração sociofamiliar, profissional e para tornar o tratamento mais agradável. Para informar você melhor sobre essas atividades, preparamos este post para explicar as características de algumas delas e seus benefícios. Continue a leitura!

Principais atividades terapêuticas do HSM

Musicoterapia

Trata-se de uma técnica terapêutica que utiliza a música e os instrumentos musicais para reabilitar, promover a comunicação, auxiliar na expressão e integrar os pensamentos, sentidos e emoções prevalentes no processo de adoecimento e internação. A melodia atua em todas as áreas do cérebro, por esse motivo, consegue proporcionar grandes resultados que fazem a diferença na recuperação do paciente.

Terapia com cães

Esse recurso terapêutico consiste na utilização de cães como ponto chave para melhorar a saúde e o bem-estar. Os animais têm a função de fazer companhia, interagir e distrair os pacientes, o que gera efeitos bastante positivos, principalmente no sentido emocional.

Vale ressaltar que para participar desse tipo de terapia, o cão deve ter características específicas, bem como atender a alguns critérios — precisa ser obediente, ágil, dócil, gentil, estar com as vacinas em dias e saudável.

Hidroginástica

A hidroginástica é uma atividade que usa as propriedades da água como complemento das terapias convencionais. Os exercícios são realizados em piscinas e são indicados como auxílio no tratamento de AVC, Alzheimer, Parkinson e outras condições.

Isso porque a água consegue atuar diretamente no sistema nervoso e corpo, como fonte de calor ou frio, e melhora as funções cerebrais.

Pilates

Muito procurado nas academias, o pilates também é utilizado na reabilitação de pacientes. O método combina exercícios da fisioterapia, técnicas da ioga, aparelhos e acessórios específicos.

Seu objetivo está voltado para o tratamento de dores, idosos e pessoas com déficits neurológicos como os causados por derrames.

Dançaterapia

A dançaterapia se refere ao uso da dança e execução de movimentos como complemento das intervenções clínicas, para reconduzir os sentimentos, o equilíbrio, a cognição e até propiciar o reconhecimento da própria identidade.

Benefícios proporcionados pelas atividades terapêuticas

Por trabalhar simultaneamente diversos aspectos que ficam em evidência quando se está em ambiente hospitalar, as atividades terapêuticas promovem uma série de benefícios aos pacientes e podem, inclusive, diminuir o tempo de internação. Veja a seguir os principais:

  • alivia dores;
  • melhora o humor;
  • reduz a fadiga;
  • diminui a ansiedade;
  • combate a depressão e o estresse;
  • aprimora a coordenação e habilidades motoras;
  • incentiva o contato social.

Perceba então que as atividades terapêuticas do HSM desempenham um papel fundamental para evolução do quadro de saúde dos pacientes. Desse modo, ao precisar de atendimento especializado, procure uma instituição de referência como o Hospital Santa Mônica, para que todo o suporte necessário seja oferecido e garanta uma plena recuperação.

Agora que você já conhece as atividades terapêuticas do HSM, aproveite para entrar em contato conosco e saber quais tratamentos oferecemos. Até a próxima!

Doença de Alzheimer – Conheça mais para cuidar

Como cuidar do seu familiar com Alzheimer


A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Sobre Alzheimer

O que é Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Fatores de Risco

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.

Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Outros fatores importantes referem-se ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.

Diagnóstico

É muito comum que os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer (DA) sejam confundidos com o processo de envelhecimento normal. Essa confusão tende a adiar a busca por orientação profissional e, não tão raro, a doença é diagnosticada tardiamente. Recomenda-se que, diante dos primeiros sinais, as famílias procurem profissionais e/ou serviços de saúde especializados para diagnóstico precoce no estágio inicial da doença, o que favorecerá a evolução e o prognóstico do quadro.

Nos quadros de demência da Doença de Alzheimer, normalmente observa-se um início lento dos sintomas (meses ou anos) e uma piora progressiva das funções cerebrais.

A certeza do diagnóstico só pode ser obtida por meio do exame microscópico do tecido cerebral do doente após seu falecimento. Antes disso, esse exame não é indicado, por apresentar riscos ao paciente. Na prática, o diagnóstico da Doença de Alzheimer é clínico, isto é, depende da avaliação feita por um médico, que irá definir, a partir de exames e da história do paciente, qual a principal hipótese para a causa da demência.

Exames de sangue e de imagem, como tomografia ou, preferencialmente, ressonância magnética do crânio, devem ser realizados para excluir a possibilidade de outras doenças.

Faz parte da bateria de exames complementares uma avaliação aprofundada das funções cognitivas. A avaliação neuropsicológica envolve o uso de testes psicológicos para a verificação do funcionamento cognitivo em várias esferas. Os resultados, associados a dados da história e da observação do comportamento do paciente, permitem identificar a intensidade das perdas em relação ao nível prévio, e o perfil de funcionamento permite a indicação de hipóteses sobre a presença da doença.

O mapeamento pode ser útil ainda para a programação do tratamento de estimulação cognitiva, que considera as habilidades que merecem investimentos para serem preservadas e aquelas que precisam ser compensadas.

A Doença de Alzheimer não deve ser a principal hipótese para o quadro demencial quando houver evidências de outras doenças que justifiquem a demência (por exemplo, doença vascular cerebral ou características típicas de outras causas de demência), ou quando há uso de medicação que possa prejudicar a cognição.

É reconhecida uma fase da Doença de Alzheimer anterior ao quadro de demência. Essa fase é chamada de comprometimento cognitivo leve devido à Doença de Alzheimer. Essa hipótese é feita quando ocorre alteração cognitiva relatada pelo paciente ou por um informante próximo, com evidência de comprometimento, mas ainda há a preservação da independência nas atividades do dia a dia.

Pode haver problemas leves para executar tarefas complexas anteriormente habituais, tais como pagar contas, preparar uma refeição ou fazer compras. O paciente pode demorar mais para executar atividades ou ser menos eficiente e cometer mais erros. No entanto, ainda é capaz de manter sua independência com mínima assistência. Não é possível saber se pacientes que apresentam esse quadro evoluirão para a demência.

Muitos pacientes apresentam um comprometimento cognitivo leve que não tem como causa a Doença de Alzheimer, e muitos não evoluem para a demência, mas é importante que o paciente e seu familiar procurem um profissional para a avaliação cuidadosa e seguimento.

Uma novidade nas pesquisas científicas é a análise de biomarcadores de beta-amiloide (das placas senis) e de proteína tau (dos emaranhados neurofibrilares) que estão sendo estudados para auxiliar no diagnóstico preciso da Doença de Alzheimer. Porém, essa análise ainda não é indicada para a prática clínica. Por enquanto, ela está restrita a pesquisas. No campo das pesquisas na área da genética, sabe-se que alguns genes estão relacionados a maior risco de desenvolvimento da doença.

Tratamento

Até o momento, não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença.

As pesquisas têm progredido na compreensão dos mecanismos que causam a doença e no desenvolvimento das drogas para o tratamento. Os objetivos dos tratamentos são aliviar os sintomas existentes, estabilizando-os ou, ao menos, permitindo que boa parte dos pacientes tenha uma progressão mais lenta da doença, conseguindo manter-se independentes nas atividades da vida diária por mais tempo. Os tratamentos indicados podem ser divididos em farmacológico e não farmacológico.

Tratamento farmacológico

Na Doença de Alzheimer, acredita-se que parte dos sintomas decorra de alterações em uma substância presente no cérebro chamada de acetilcolina, que se encontra reduzida em pacientes com a doença. Um modo possível de tratar a doença é utilizar medicações que inibam a degradação dessa substância.

A primeira medicação, testada há mais de 30 anos, foi a fisostigmina, que apesar de proporcionar melhora da memória foi inutilizada por provocar muitos efeitos colaterais.

A primeira droga utilizada em larga escala e aprovada pela agências reguladoras, em 1993, foi a tacrina. Porém, essa medicação caiu em desuso com o advento de novas medicações, pela dificuldade na administração e pelo risco de complicações e efeitos adversos.

As medicações que atuam na acetilcolina, e que estão aprovadas para uso no Brasil nos casos de demências leve e moderada, são a rivastigmina, a donepezila e a galantamina (conhecidas como inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos).

As vantagens e as desvantagens de cada medicação e o modo de administração devem ser discutidos com o médico que acompanha o paciente. Teoricamente, a resposta esperada com o uso dessas medicações é uma melhora inicial dos sintomas, que será perdida com a progressão da doença, mas há evidências de que essas drogas podem estabilizar parcialmente essa progressão, de modo que a evolução torne-se mais lenta. Os efeitos positivos, que visam à melhoria ou à estabilização, foram demonstrados para a cognição, o comportamento e a funcionalidade. A resposta ao tratamento é individual e muito variada.

A memantina é outra medicação aprovada para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer. Ela atua reduzindo um mecanismo específico de toxicidade das células cerebrais. É possível também que facilite a neurotransmissão e a neuroplasticidade. O uso da memantina, isoladamente ou associada aos anticolinesterásicos, é indicado no tratamento das pessoas com Doença de Alzheimer nas fases moderada a grave.

Para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer nas fases leve a moderada, até o momento, a memantina tem demonstrado resultados conflitantes entre os estudos. Portanto, não há respaldo na literatura científica para o uso da memantina nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer.

Os sintomas comportamentais e psicológicos podem ser tratados com medicações específicas e controladas. Muitas medicações, com expectativa de bons resultados, podem ser indicadas para o tratamento e o controle de agitação, agressividade, alterações do sono, depressão, ansiedade, apatia, delírios e alucinações.

É importante que doses e horários das medicações prescritas sejam seguidas com rigor. Alterações ou reações não esperadas devem ser comunicadas ao médico responsável pelo tratamento, para possíveis ajustes. É terminantemente desaconselhável que pacientes ou familiares testem modificações, sob risco de efeitos indesejáveis e prejuízo no controle de sintomas.

Outras medicações e substâncias

Não são incomuns prescrições de outras substâncias e medicações para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer. As evidências, até o momento, são de ineficácia do tratamento com ginkgo biloba, selegilina, vitamina E, Ômega 3, redutores da homocisteína, estrogênio, anti-inflamatórios e estatina. Sendo assim, o uso dessas substâncias e medicações, com fim específico de tratamento para a demência, não é recomendado.

Tratamento não farmacológico

Há evidências científicas que indicam que atividades de estimulação cognitiva, social e física beneficiam a manutenção de habilidades preservadas e favorecem a funcionalidade.

O treinamento das funções cognitivas como atenção, memória, linguagem, orientação e a utilização de estratégias compensatórias são muito úteis para investimento em qualidade de vida e para estimulação cognitiva.

Pacientes mais ativos utilizam o cérebro de maneira mais ampla e frequente e sentem-se mais seguros e confiantes quando submetidos a tarefas prazerosas e alcançáveis. A seleção, frequência e distribuição de tarefas deve ser criteriosa e, preferencialmente, orientada por profissionais.

Com o intuito de auxiliar os pacientes, algumas famílias ou cuidadores tendem a sobrecarregá-los com atividades que julgam poder ajudar no tratamento, desfavorecendo resultados e correndo o risco de criar resistência ou de tornar o ambiente tenso.

A qualidade e a quantidade de estímulos devem ser monitoradas e avaliadas a partir da resposta dos pacientes. É de fundamental importância para a adesão às propostas que essas atividades sejam agradáveis e compatíveis com as capacidades dos pacientes.

O intuito dos tratamentos não farmacológicos não é fazer com que a pessoa com demência volte a funcionar como antes da instalação da doença, mas que funcione o melhor possível a partir de novos e evolutivos parâmetros.

Quando estimulados e submetidos a atividades que conseguem realizar, os pacientes apresentam ganho de autoestima e iniciativa, e assim tendem a otimizar o uso das funções ainda preservadas.

As intervenções oferecidas podem ser de três áreas diversas. Quando combinadas, podem obter melhores resultados. Embora sejam importantes, sugere-se cautela na oferta de tratamento com intervalo entre atividades.

1. Estimulação cognitiva

Consiste em atividades ou programas de intervenção que visam a potencializar as habilidades cognitivas mediante a estimulação sistemática e continuada em situações práticas que requerem o uso de pensamento, raciocínio lógico, atenção, memória, linguagem e planejamento.

O objetivo geral desse tipo de estimulação é minimizar as dificuldades dos pacientes a partir de estratégias compensatórias, para que possam fazer uso de recursos intelectuais presentes de maneira consistente. Podem ser feitas atividades grupais ou individuais. Em ambos os casos, deve-se atentar para as necessidades dos pacientes, para situações do dia a dia que promovam autonomia e capacidade decisória, a partir de novas estratégias, para o cumprimento de tarefas.

Durante as atividades são utilizadas técnicas que resgatam memória antiga, exploram alternativas de aprendizado, promovem associação de ideias, exigem raciocínio e atenção dirigida, favorecem planejamento com sequenciamento em etapas e antecipação de resultados e consequências, proporcionam treino de funções motoras e oferecem controle comportamental relacionado aos impulsos e reações.

Pode ser praticada em tarefas variadas como jogos, desafios mentais, treinos específicos, construções, reflexões, resgate de histórias e uso de materiais que compensem dificuldades específicas (por exemplo, calendário para problemas de orientação temporal).

2. Estimulação social

São iniciativas que priorizam o contato social dos pacientes estimulando as habilidades de comunicação, convivência e afeto, promovendo integração e evitando a apatia e a inatividade diante de dificuldades. Além de intervenções em grupo para estimulação cognitiva e física, podem ser realizadas atividades de lazer, culturais, celebração de datas importantes e festivas. É essencial que sejam organizadas a partir das experiências anteriores do paciente e que envolvam temas que despertem seu interesse e motivação. Lugares muito movimentados e com muitas pessoas podem dificultar o aproveitamento dos pacientes, pois estímulos simultâneos podem deixá-los confusos. Sugere-se que a família observe o comportamento de pacientes em situações sociais e que verifique se estão à vontade e aproveitando. Caso o idoso com Alzheimer tenha dificuldade em acompanhar conversas paralelas ou fique agitado com a movimentação, a conduta deve ser a de tornar o ambiente mais propício para ele, com menos estímulos simultâneos. Nesse caso, não há necessidade de cancelar compromissos, mas de proporcionar ambiente mais calmo e com menos pessoas a cada encontro.

Para o idoso, o contato com a família tende a ser a principal fonte de convívio e satisfação a partir de interação social. Diante das dificuldades dos idosos com Alzheimer, pode parecer que as alternativas de contato fiquem limitadas a ponto de inviabilizar o relacionamento. Isso não é verdade. Há muitas maneiras de relacionamento de qualidade com alcance mútuo de satisfação: resgatar histórias antigas, especialmente envolvendo lembranças agradáveis e que tenham relevância familiar, contato físico e afetuoso bem como acompanhamento de rotina e atividades diárias. São esses os tipos de tarefas que o paciente tende a ficar mais à vontade e aproveitar melhor o momento de encontro com familiares.

3. Estimulação física

A prática de atividade física e de fisioterapia oferece benefícios neurológicos e melhora na coordenação, força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Contribui para o ganho de independência, favorece a percepção sensorial, além de retardar o declínio funcional nas atividades de vida diária. Alguns estudos mostram que atividades regulares estão associadas a evolução mais lenta da Doença de Alzheimer. Além de alongamentos, podem ser indicados exercícios para fortalecimento muscular e exercícios aeróbicos moderados, sob orientação e com acompanhamento dirigido.

4. Organização do ambiente

O ambiente da pessoa com Doença de Alzheimer influencia seu humor, sua relação com as pessoas e até sua capacidade cognitiva. Diante de situações agitadas ou desorganizadas, pode haver uma tendência à confusão mental que prejudica o funcionamento de modo geral. Por isso, oferecer ambiente adequado pode ser uma forma de minimizar sintomas, bem como favorecer a qualidade de vida.

Organizar o ambiente tem como objetivo inibir ou controlar as manifestações de sintomas comportamentais como ansiedade e agitação, delírios e alucinações e inadequações sociais. O ambiente deve ser tranquilo, com situações previsíveis, evitando características que possam ser interpretadas como ameaçadoras. Sugere-se utilizar tom de voz ameno e evitar confrontos e conflitos desnecessários, repetitivos e duradouros, diminuir e evitar barulhos e ruídos, amenizar estímulos luminosos muito intensos, deixar o ambiente claro, limpo e organizado, estabelecer uma rotina estável e simplificada.

5. Tratamentos específicos para problemas específicos

Nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer são esperadas reações emocionais negativas, assim como dificuldade de adaptação a mudanças, com prejuízos sociais progressivos. Lidar com as perdas associadas ao processo de adoecimento envolve o confronto com déficits e, consequentemente, com frustrações. Nessa etapa da doença, é esperado que o paciente identifique, pelo menos parcialmente, os prejuízos e tente evitá-los. Por isso, pode acontecer de ficar menos motivado para atividades e encontros sociais.

Em fases mais avançadas da doença, em que os sintomas passam a ser mais evidentes, o confronto com prejuízos que interferem na autonomia é mais presente. Alguns pacientes podem precisar de monitoramento constante, para evitar exposição a situações de risco. Em algumas famílias, pode ser necessário o auxílio de cuidadores profissionais ou de mais integrantes na equipe de cuidados.

Além de auxílio dos cuidadores, podem ser necessários tratamentos específicos, envolvendo a busca pela minimização de dificuldades que passam a interferir nas atividades diárias. Os tratamentos mais frequentes são os que requerem estímulo à locomoção e motricidade, deglutição, comunicação e nutrição.

A cada etapa da doença, profissionais especializados podem ser indicados para minimizar problemas e orientar a família, com o objetivo de favorecer a superação de perdas e enfrentar o processo de adoecimento, mantendo a qualidade de contato e relacionamento. Muitos são os profissionais que cuidam de pessoas com Doença de Alzheimer. Além de médicos (geralmente neurologistas, geriatras, psiquiatras ou clínicos gerais), há a atuação de outros profissionais de saúde: psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, educadores, educadores físicos, assistentes sociais e dentistas.

Evolução da doença

A Doença de Alzheimer é caracterizada pela piora progressiva dos sintomas. Entretanto, muitos pacientes podem apresentar períodos de maior estabilidade. A evolução dos sintomas da Doença de Alzheimer pode ser dividida em três fases: leve, moderada e grave *.

Na fase leve, podem ocorrer alterações como perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades e passatempos.

Na fase moderada, são comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia, com prejuízo de memória, com esquecimento de fatos mais importantes, nomes de pessoas próximas, incapacidade de viver sozinho, incapacidade de cozinhar e de cuidar da casa, de fazer compras, dependência importante de outras pessoas, necessidade de ajuda com a higiene pessoal e autocuidados, maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).

Na fase grave, observa-se prejuízo gravíssimo da memória, com incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas como reconhecimento de parentes, amigos, locais conhecidos, dificuldade para alimentar-se associada a prejuízos na deglutição, dificuldade de entender o que se passa a sua volta, dificuldade de orientar-se dentro de casa. Pode haver incontinência urinária e fecal e intensificação de comportamento inadequado. Há tendência de prejuízo motor, que interfere na capacidade de locomoção, sendo necessário auxílio para caminhar. Posteriormente, o paciente pode necessitar de cadeira de rodas ou ficar acamado.

Estágio inicial

O estágio inicial raramente é percebido. Parentes e amigos (e, às vezes, os profissionais) veem isso como “velhice”, apenas uma fase normal do processo do envelhecimento. Como o começo da doença é gradual, é difícil ter certeza exatamente de quando a doença começa. A pessoa pode:

Ter problemas com a propriedade da fala (problemas de linguagem).
Ter perda significativa de memória – particularmente das coisas que acabam de acontecer.
Não saber a hora ou o dia da semana.
Ficar perdida em locais familiares.
Ter dificuldade na tomada de decisões.
Ficar inativa ou desmotivada.
Apresentar mudança de humor, depressão ou ansiedade.
Reagir com raiva incomum ou agressivamente em determinadas ocasiões.
Apresentar perda de interesse por hobbies e outras atividades.

Estágio intermediário Como a doença progride, as limitações ficam mais claras e mais graves. A pessoa com demência tem dificuldade com a vida no dia a dia e:

Pode ficar muito desmemoriada, especialmente com eventos recentes e nomes das pessoas.
Pode não gerenciar mais viver sozinha, sem problemas.
É incapaz de cozinhar, limpar ou fazer compras.
Pode ficar extremamente dependente de um membro familiar e do cuidador.
Necessita de ajuda para a higiene pessoal, isto é, lavar-se e vestir-se.
A dificuldade com a fala avança.
Apresenta problemas como perder-se e de ordem de comportamento, tais como repetição de perguntas, gritar, agarrar-se e distúrbios de sono.
Perde-se tanto em casa como fora de casa.
Pode ter alucinações (vendo ou ouvindo coisas que não existem).

Estágio avançado
O estágio avançado é o mais próximo da total dependência e da inatividade. Distúrbios de memória são muito sérios e o lado físico da doença torna-se mais óbvio. A pessoa pode:

Ter dificuldades para comer.
Ficar incapacitada para comunicar-se.
Não reconhecer parentes, amigos e objetos familiares.
Ter dificuldade de entender o que acontece ao seu redor.
É incapaz de encontrar o seu caminho de volta para a casa.
Ter dificuldade para caminhar.
Ter dificuldade na deglutição.
Ter incontinência urinária e fecal.
Manifestar comportamento inapropriado em público.
Ficar confinada a uma cadeira de rodas ou cama.

*Alertamos para o fato de que essa divisão tem caráter didático e, muitas vezes, sintomas classificados em diferentes fases se mesclam em um mesmo período.

Fonte: http://abraz.org.br/web/sobre-alzheimer/evolucao-da-doenca/



Transtorno alimentar: 4 sinais que indicam necessidade de internação

Transtorno Alimentar

Mudanças no comportamento alimentar, preocupação excessiva com o peso e alterações na personalidade são alguns dos sintomas dos transtornos alimentares, um problema que já atinge milhares de pessoas em todo o mundo e exige acompanhamento constante.

Apesar de se manifestar de diversas maneiras, um transtorno alimentar possui sinais de alerta que podem apontar para a necessidade de intervenção por parte dos familiares e amigos dos pacientes. Porém, muitas pessoas não conhecem as características e consequências de distúrbios como anorexia, bulimia e transtorno de compulsão alimentar.

Quer entender melhor os riscos de um transtorno alimentar e descobrir como lidar com esse problema? Acompanhe.

O que é um transtorno alimentar

Os distúrbios alimentares estão ligados a diversos aspectos físicos, sociais e psicológicos, e normalmente são marcados por mudanças na forma de se alimentar e de controlar o peso ou a forma corporal.

Um transtorno alimentar pode se manifestar pela diminuição da quantidade de comida durante as refeições, por episódios de compulsão ou pela adoção de práticas extremas para controlar o peso.

Na bulimia, por exemplo, o paciente consome grandes quantidades de alimento e, logo em seguida, compensa o excesso com uso de laxantes ou diuréticos, períodos de jejum forçado ou vômito espontâneo.

Já na anorexia, que tem taxas de mortalidade que chegam a 20%, o paciente diminui drasticamente as quantidades ingeridas, podendo chegar ao ponto de parar de se alimentar.

O oposto desses comportamentos também pode configurar um quadro de transtorno alimentar. A compulsão envolve episódios de exagero que aumentam o risco de obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Sinais de alerta de um transtorno alimentar

Em seu estágio inicial, pode ser difícil para a família identificar um transtorno alimentar, já que a maioria dos pacientes esconde seus sintomas e maus hábitos. Mas existem alguns sinais de alerta que podem ser observados em boa parte dos casos. Os principais são:

1. Perda de peso repentina

O emagrecimento rápido é um dos sinais mais evidentes de um distúrbio alimentar. Declarar que não está com fome, oferecer desculpas para não se alimentar ou deixar boa parte da comida no prato são atitudes comuns de pessoas que sofrem de bulimia ou anorexia.

2. Restrição alimentar auto imposta

Outra característica frequente em casos de transtorno alimentar é a restrição, seja de quantidades ou de grupos alimentares. O paciente pode argumentar que possui intolerância a certos alimentos ou se alimentar apenas com frutas e verduras, por exemplo, deixando de receber nutrição adequada para sua saúde.

3. Isolamento social

Sintomas psicológicos e emocionais também estão associados aos distúrbios alimentares. Deixar de frequentar eventos, se encontrar com os amigos ou mesmo fazer as refeições com a família, buscando o isolamento, são sinais de alerta clássicos que não devem ser ignorados.

4. Perda do desejo sexual

A libido também sofre as conseqüências de um transtorno alimentar. Além da falta de desejo, os homens podem ter dificuldade em manter a ereção. Já nas mulheres, o desequilíbrio alimentar afeta a produção de hormônios, podendo inclusive interromper a menstruação e, em casos mais graves, causar infertilidade.

Apesar de causar muita preocupação devido ao seu caráter potencialmente fatal, o transtorno alimentar pode ser tratado. É possível se recuperar completamente e conquistar qualidade de vida e saúde, desde que o paciente receba acompanhamento adequado com profissionais especializados.

Por isso, em muitos casos, o melhor caminho é optar pela internação, que garante ao paciente os cuidados necessários para seu tratamento.

Quer conhecer os sintomas específicos da bulimia, anorexia e compulsão alimentar? Então, acesse nosso conteúdo completo sobre transtorno alimentar é muito mais do que comer.

Conheça 5 fatos curiosos sobre a demência aqui!

Demencia

Você sabe o que é demência? Esse termo costuma assustar bastante os leigos, mas, na Medicina, é usado em quadros caracterizados por deficiência cognitiva persistente e progressiva. Embora a doença ainda não tenha cura, o tratamento pode ajudar a retardar sua evolução.

Em razão do aumento na expectativa de vida, a previsão é que os casos de demência aumentem 278% até 2050, segundo a Alzheimer’s Disease International (ADI). No Brasil, estima-se que ocorram 55 mil novos casos todos os anos, a maioria provocada pela Doença de Alzheimer.

Além dela, existem outros tipos de demência, como a demência vascular, demência com corpos de Lewy (causada por alterações cerebrais chamadas de corpos de Lewy), demência na Doença de Parkinson e demência frontotemporal.

Como outras doenças apresentam sintomas semelhantes, o diagnóstico deve ser feito por um médico especialista.

No post de hoje, saiba o que é demência e conheça 5 fatos curiosos estão ligados a ela. Boa leitura!

1. Fumo

Você já deve saber que as substâncias nocivas do cigarro são absorvidas pelo cérebro. O acetato de chumbo, por exemplo, é uma delas e, por não ser eliminado, acaba se acumulando no organismo dos fumantes.

De acordo com o estudo internacional publicado pelo periódico científico The Lancet, deixar de fumar pode reduzir os casos de demência em até 5%.

2. Educação

As pessoas que frequentam a escola até os 15 anos têm menos chance de desenvolver a doença quando adultos. Tanto a educação quanto a socialização diminui seu risco em até 8%, mostra a pesquisa citada anteriormente.

3. Saúde mental

A saúde do cérebro é fundamental para evitar a demência. Como a depressão afeta o pleno exercício das suas capacidades, ela é considerada um fator de risco.

4. Sono

Dormir mais de nove horas por noite aumenta o risco de demência, diz um estudo realizado no Reino Unido. Por isso, os jovens devem se preocupar com o seu padrão de sono. Em comparação com quem dorme menos de nove horas, aqueles que dormem mais do que isso têm seis vezes mais chance de desenvolver a doença em 10 anos.

5. Gênero

A demência afeta mais as mulheres do que os homens. O primeiro fator de risco é a idade, já que elas costumam viver mais tempo. Outros fatores são depressão, menopausa cirúrgica (remoção dos ovários) e complicações na gravidez, como a pré-eclâmpsia.

A doença também avança mais rápido com elas. Há uma linha de pensamento que sugere que o estrogênio tenha um papel na proteção do cérebro na juventude. No entanto, com o passar dos anos, sua taxa diminui no organismo.

Agora que você já sabe o que é demência, previna-se! Nunca é tarde para adotar um estilo mais saudável, como a prática de atividade física e uma alimentação balanceada. Por fim, lembre-se de que o diagnóstico precoce da doença possibilita a adoção de medidas para manter a qualidade de vida por mais tempo.

Gostou desse post sobre demência? Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica para que possamos ajudá-lo!

Hospital Santa Mônica se posiciona sobre a nova política de saúde mental

política saude mental

Hospital Santa Mônica, referência em Saúde Mental Infantojuvenil e adulto e
Dependência Química, se posiciona sobre a recente divulgação, feita pelo Ministério da
Saúde, do documento que organiza mudanças feitas entre 2017 e 2018. Entre outros
pontos, texto prevê internação em hospitais psiquiátricos e financiamento para
equipamento de ECT – EletroConvulsoTerapia, popularmente chamado de
eletrochoque.
 
O governo federal prepara um documento que coloca em prática uma nova política de atendimento à saúde mental no Brasil. Entre outros pontos, prevê a internação em
hospitais psiquiátricos e o financiamento para compra de equipamento de ECT.
Baseada em portarias e resoluções publicadas entre outubro de 2017 e agosto de 2018, a “nota técnica” chegou a ser divulgada no site do Ministério da Saúde na segunda-
feira (4). Entretanto, criticado por especialistas, o texto foi retirado do ar dois dias
depois. Não há uma data prevista para conclusão e implementação.

Os principais itens em consulta interna no ministério são:
• Inclusão dos hospitais psiquiátricos nas Redes de Atenção Psicossocial (Raps);
• Financiamento para compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia, mais conhecidos como eletrochoque;
• Possibilidade de internação de crianças e adolescentes;
• Abstinência como uma das opções da política de atenção às drogas.
 
Segundo o psiquiatra Dr. Claudio Duarte, responsável pela Unidade de Dependência
Química do Hospital Santa Mônica e diretor técnico da Unidade Integrativa Santa
Mônica, “o tratamento do paciente com saúde mental requer todos os recursos
disponíveis e validados pelos especialistas e pela boa ciência, como as terapias, os
medicamentos e os procedimentos como eletroconvulsoterapia (ECT), que em alguns
casos pode ser mais indicado e eficaz do que em outros, sem que isto signifique que a
psicofarmacoterapia e outras abordagens terapêuticas devem ser prescindidas, até
mesmo em associação com ECT”.
 
Para o Dr. Cláudio, “na prática, sabemos ser necessário mais e melhores recursos para a saúde mental e a polêmica está mais voltada no sentido de criticar um possível
desmonte em relação ao que foi feito anteriormente que deu certo. Os pacientes
precisam de toda a infraestrutura que já está disponível e outras mais, em todas as
instâncias de abordagem, como os CAPS’s, ambulatórios, internação em hospital geral e em hospital ou clínica especializada, residências terapêuticas e até políticas de
redução de danos, eficazes e necessárias para certas populações em alguns
contextos. Não podemos ser excludentes, o que é necessário fazer é distribuir os
recursos onde são necessários com inteligência e planejamento”, complementa.
 
O psiquiatra Dr Claudio complementa ainda: “Alguns pacientes precisam ser internados, não internar em alguns casos seria negligência, pois poderia colocar as pessoas em
risco a própria vida ou de outras pessoas. Por outro lado, internar todo mundo e
institucionalizar em grandes manicômios, também é errado. Tão errado quanto não tero leito disponível quando você precisa de internação. A grande questão é que temos
que ter o rigor da boa prática da hospitalização, as internações deveriam ser:
• o mais breve possível;
• ser o último recurso;
• ter indicação específica para conter os riscos de auto e heteroagressão ou suicídio;
risco de uma complicação clínica; para elucidação diagnóstica; promover uma
abstinência em álcool e drogas; interromper um ciclo de recaída. Existem inúmeras
indicações para uma internação psiquiátrica, e neste caso, seria necessário tanto a
disponibilidade de leitos em instituições especializadas quanto em hospitais gerais, a
depender de cada caso.”
 
A vantagem de estar em um hospital geral é que o paciente pode contar com o
tratamento de outras especialidades em conjunto para casos mais complexos. O
paciente pode ter um diagnóstico psiquiátrico de base, mas ter uma apendicite por
exemplo, ou pode ter uma questão a ser investigada do ponto de vista clínico, mas não deixa de ter um quadro psiquiátrico de base. Outra possível situação é quando um
paciente sem antecedente psiquiátrico desenvolve uma alteração comportamental
durante um problema de saúde de natureza clinica ou cirúrgica, ou ainda quando
ocorre a descompensação de algo que ele já possuía nesta esfera, mas estava
estabilizado. Neste caso pelo estresse de adoecer ou pela própria natureza do
problema clinico/cirúrgico pelo qual está passando, pode levar à piora da questão
psiquiátrica subjacente ou desencadear algo nesta área. Assim, mesmo um hospital
geral pode precisar de setor de psiquiatria à mão, seja interconsulta ou mesmo leito
psiquiátrico em sua estrutura, como aponta Claudio Duarte.
 
Existem aqueles pacientes que não possuem outra doença e a única descompensação
é a psiquiátrica e a depender do diagnóstico psiquiátrico ele deve ir para um hospital
especializado, como é o caso do Hospital Santa Mônica, podendo ficar internado no
setor de álcool e drogas para tratar a dependência química, ou no setor de idosos para
tratar questões ligadas ao transtorno mental de idosos, ou uma questão ligada a
infância e adolescência, com grade terapêutica e equipe específica para atender essa
faixa etária da população.
 
O Hospital Santa Mônica já vem internando há algum tempo pacientes entre 12 a 18
anos para tratar transtorno mental e dependência química. Somos um centro de tratamento especializado e exclusivo, primordialmente em saúde mental, embora tenha
infraestrutura hospitalar para exames laboratoriais e atendimento de emergência como os necessários para dar os primeiros atendimentos até em situações de PCR (parada
cardiorrespiratória). Contamos também com apoio de equipe de clínica médica geral,
além do psiquiatra, para tratar alguma questão clínica descompensada, como um
hipotireoidismo, diabetes, hipertensão, quadros infecciosos, etc.  
 
“Quanto a questão da abstinência (interrupção completa do consumo como meta de
tratamento), anteriormente havia menor estímulo para que o indivíduo superasse a
dependência química tendo como norte a abstenção completa e por tempo
indeterminado do uso de qualquer substância psicoativa de recreação. Mas muitas vezes, esta ideia de redução de danos, com maior tolerância ao uso e foco do tratamento em apenas reduzir os problemas relacionados ao uso, pode cronificar o quadro do
paciente, dificultando a recuperação. Promover a abstinência completa é mais interessante e eficaz, ainda que obviamente o tratamento se utilize técnicas de abordagem
motivacional, que aos poucos conscientize o paciente mais resistente de que deve
vislumbrar a interrupção completa do consumo como a melhor medida para seu caso”,
complementa Dr. Claudio Duarte.

Lady Gaga discursa sobre saúde mental ao ganhar Grammy por Shallow

Lady Gaga

2019 GRAMMYS | AWARDS | GRAMMY AWARDS | HEALTH | LADY GAGA

A cantora levou o prêmio para casa na categoria Melhor Performance de Duo/Grupo Pop com Shallow, de Nasce Uma Estrela.

Saúde Mental – É tempo de falar sobre!

Lady Gaga usou o seu discurso de vitória no Grammy 2019 para falar sobre Saúde Mental e transmitir uma mensagem de força e otimismo para quem está sofrendo de algum transtorno mental ou dependência química.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte de um filme que aborda problemas de saúde mental, eles são muito importantes”, disse ela.

“Nós temos que cuidar uns dos outros. Então, se você ver alguém sofrendo perto de você, não desvie o olhar e ajude”.

“E se você estiver sofrendo, mesmo que pareça difícil, tente encontrar essa força dentro de você para dizer isso para alguém”.

Saúde Mental – É tempo de falar sobre, essa é a campanha para o ano de 2019 do Hospital Santa Mônica, vamos acabar com o preconceito e tratar a saúde mental como tratamos outras doenças!

Fonte: https://www.eonline.com

Você anda de bike? Saiba quais são os benefícios para a sua saúde mental!

Bike

A cada dia aumenta o número de adeptos ao uso das bikes, em especial nos grandes centros do país, com a implantação das ciclovias. No interior, as bikes além de meio de transporte, são cada vez mais usadas em roteiros e trilhas especiais realizadas por grupo de pessoas apaixonadas por pedalar.

No entanto, deixar o sedentarismo de lado pode ser um desafio para quem não está acostumado a tirar alguns minutos do dia para se exercitar. Porém, a partir do momento em que o corpo se acostuma com a atividade física, ela se torna um prazer e uma necessidade.

Com o ciclismo não é diferente e os benefícios desse esporte vão muito além da perda de peso e do ganho de condicionamento físico, já que o exercício também auxilia em diversos fatores que mantêm o corpo e a mente saudáveis, como por exemplo, redução dos índices de colesterol, melhora da respiração e da saúde do coração, entre outros. No texto a seguir, você vai conferir os benefícios do ciclismo para o corpo e a mente. Acompanhe!

1. REDUZ O ESTRESSE

O ciclismo é um esporte muito democrático e que incentiva o convívio social. Pedalar em grupo pode ser uma ótima forma de relaxar e deixar o estresse para trás. Além de ajudar a manter as boas relações interpessoais, a atividade ajuda na liberação da endorfina, substância responsável pela sensação de bem-estar.

Quer saber mais sobre o assunto? acesse aqui.

2. FORTALECE A MUSCULATURA

Pedalar é um exercício aeróbico, mas também ajuda no fortalecimento de músculos que você nem imagina. Praticando o ciclismo, você movimenta as pernas, glúteos e coxas, tonificando toda essa região e evitando, assim, lesões em outras atividades físicas.

O pedal também é indicado, pelo mesmo motivo, para quem pratica corrida, pois as pernas ganham resistência para aumentar o desempenho e evitar lesões durante a prática do esporte.

3. AUXILIA NA SAÚDE DO CORAÇÃO

Ao realizar a atividade por 30 minutos, todos os dias, o corpo passa por uma diminuição da glicemia, ajudando no controle da diabetes. Além disso, o exercício ajuda na perda de gordura e na redução do colesterol, o que pode reduzir em quantidades significativas as chances de sofrer um infarto ou derrame cerebral.

4. MELHORA NA RESPIRAÇÃO

Ao ganhar condicionamento físico, você consegue ter uma respiração com mais ritmo e constância, o que é excelente para o bombeamento do sangue para o corpo todo. Dessa forma, o fluxo sanguíneo fica regulado e os problemas de circulação ficam bem longe.

5. AJUDA NO EQUILÍBRIO

Com o ciclismo, você exercita o equilíbrio sobre duas rodas e consegue transportar esse aprendizado para outros exercícios e para a mente, que acompanha o corpo ao manter a forma e balancear as emoções.

Vale lembrar que é necessário ter os equipamentos básicos para sua segurança, além de sempre fazer a manutenção da bicicleta e se preparar para os tipos de ciclismo.

Como você pôde ver, são inúmeros os benefícios do ciclismo e certamente alguns deles podem chamar mais sua atenção, seja para exercitar a mente e fugir do estresse, modelar o corpo, fortalecer os músculos, perder peso ou aumentar a autoestima. O fato é que os pedais são verdadeiros aliados de quem deseja mais qualidade de vida e saúde.

Lembre-se o importante é praticar alguma atividade física que ajuda a combater o estresse e a depressão, além de ser ótimo para a saúde física! Se lembrou de algum outro benefício que a prática do ciclismo proporciona? Conte para nós nos!

Fonte: http://blog.bikeregistrada.com.br/esporte-e-bem-estar-5-beneficios-do-ciclismo-para-a-saude/