Existe ligação entre vegetarianismo e depressão? Entenda as pesquisas

Veja a análise da nossa especialista Karina Okajima Fukumitsu sobre a ligação entre vegetarianismo e depressão e entenda tudo o assunto!

A depressão vai ser a doença mais comum do mundo até 2030, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que mais de 450 milhões de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Apesar dos números expressivos, ainda é grande o desconhecimento sobre a doença. 

A dieta, no entanto, tem relação direta com o nosso humor. Alguns alimentos, como vegetais escuros, cogumelos e açafrão foram apontados como influenciadores de emoções mais intensas. Com isso, estudos sobre a ligação entre vegetarianismo e depressão começaram a ser realizados, para entender se esses hábitos nutricionais estão associados a transtornos mentais

Para ajudar você a entender melhor o que diz a ciência sobre a ligação entre vegetarianismo e depressão, convidamos a Karina Okajima Fukumitsu, psicóloga, especialista em suicidologia e pós-doutoranda pelo Instituto de Psicologia da USP, para fazer uma análise sobre o tema. Acompanhe!

O que diz a ciência sobre a ligação entre vegetarianismo e depressão?

Nos últimos anos houve um aumento de estudos relacionadas aos efeitos da dieta vegetariana no status nutricional e na saúde física. De modo geral, as pesquisas têm demonstrado que os vegetarianos apresentam boa saúde física quando comparados com os padrões nacionais. 

Entretanto, a condição nutricional resultante da dieta vegetariana, sem nenhum tipo de carne, pode afetar a função neuronal e a plasticidade sináptica, que por sua vez, influencia os processos cerebrais envolvidos na manutenção dos transtornos mentais.

Os vegetarianos apresentam menores concentrações teciduais de ácidos graxos n-3 de cadeia longa e vitamina B12, o que pode aumentar o risco de depressão. Isso acontece porque a carne vermelha é um dos alimentos mais ricos nesse nutriente, a sua ausência pode influenciar no desenvolvimento de transtornos mentais. Como aponta o estudo “Vegetarian lifestyle and monitoring of vitamin B-12 status”. 

Além disso, outro fator apontado na pesquisa “Vegetarian diet and mental disorders: results from a representative community survey” é que vegetarianos e não vegetarianos diferem em características psicológicas e sociodemográficas, o que segundo os autores pode influenciar nos casos de transtornos mentais. No geral, vegetarianos são majoritariamente mulheres que vivem em centros urbanos e são solteiras, aspectos relacionados à presença de doenças mentais. 

Qual o argumento das pesquisas contrárias a ligação entre vegetarianismo e depressão?

Enquanto alguns estudos apontam para uma suposta ligação entre vegetarianismo e depressão, outras pesquisas defendem que os baixos níveis de vitaminas B12, B9 e ômega-3, que são associados como a principal causa para um maior riscos de depressão em vegetarianos, podem ser prevenidos com a suplementação desses nutrientes, o que reduziria a sua influência nos casos de doenças mentais.

Além disso, pesquisadores explicam que nem todas as pessoas que se identificam como vegetarianos consomem os mesmos alimentos, especialmente quando se trata de ovos, peixes e produtos lácteos. Portanto, segundo eles, isso, por si só, impossibilita afirmações concretas sobre a população vegetariana.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) também se manifestou sobre as suposições e defendeu que não existem estudos que comprovem a ligação do vegetarianismo e a depressão a partir de diagnósticos médicos. A SVB ainda argumenta que as pesquisas realizadas são baseadas em conversas entre o entrevistado e o entrevistador, e portanto, são superficiais. 

Outro ponto de destaque é sobre as características sociodemográficas e de gênero. Como aponta a SVB, a maior percentagem de mulheres vegetarianas, não impacta em um maior risco de desenvolvimento de doenças mentais. Uma vez que esse público tende a ser mais atento ao próprio corpo do que os homens, além de visitarem o médico com mais frequência, o que não significa uma pior saúde, mas sim um maior cuidado. 

Qual a análise dos especialistas sobre a ligação entre vegetarianismo e depressão? 

Segundo a psicóloga Karina Okajima Fukumitsu se tratando de processos autodestrutivos, ela sempre pergunta como os pacientes se alimenta. Isso porque a forma como eles se nutrem é um processo de escolha, em que a pessoa decide não consumir alguns tipos de alimentos, porque acreditam que eles podem fazer mal a elas ou ao meio ambiente.

“Entender como se dá a alimentação do indivíduo é importante para entender o comportamento autodestrutivo, porque quando a pessoa está passando por um transtorno mental, o que mais se perde é a capacidade de discriminação do que é bom ou ruim para ela”, explica a psicóloga. 

No entanto, optar por uma dieta que difere do senso do comum, do que a maioria adota não é fácil. E o julgamento com das escolhas é um dos fatores que mais gera o sofrimento. A dificuldade da pessoa poder escolher, poder renunciar, poder discriminar, o que é bom para ela e o que é ruim afeta o seu estado psicológico. 

Com o sofrimento pode se expressar neste contexto? Como um processo autodestrutivo, Fukumitsu explica que “esses processos são aprendidos, porque muitas vezes são a única maneira até o momento que a pessoa encontra para responder a certas adversidades e certos problemas”.

Portanto, segundo a especialista apesar de alguns indícios apontarem para uma suposta ligação entre o vegetarianismo e a depressão, não podemos afirmar que uma dieta sem carne influencia diretamente no risco de transtornos mentais. “Eu acho que é uma percepção muito fechada, muito causalista, de causa e efeito. A gente não pode ser reducionista, principalmente, na questão do suicídio” argumenta Fukumitsu. 

Para a especialista o desenvolvimento de transtornos mentais está mais associado ao sofrimento do que a alimentação. O estado de espírito de uma pessoa depende muito mais de coisas internas do que da dieta que ela segue propriamente dita. “O grande vilão da história é o sofrimento e não é a comida que a gente escolhe comer”, acrescenta Fukumitsu.

Afinal, como perceber se alguém está com depressão?

A depressão é uma doença mental. Ela produz alterações no humor causando uma tristeza profunda, forte sentimento de desesperança e perda de interesse por atividades do seu dia a dia. Por se tratar um problema silencioso e incapacitante, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como o mal do século. 

Entretanto, nem sempre é fácil identificar que nós ou pessoas próximas estão com depressão. Além disso, geralmente, o indivíduo que apresenta um quadro de tristeza profunda não tem vontade de procurar um tratamento por conta própria. Por isso, é essencial observar os sintomas da doença naqueles que estão próximos da gente. 

A depressão pode se desenvolver em qualquer fase da vida, ainda na infância ou na fase adulta. Neste caso, ela pode ser desencadeada por algum gatilho, como traumas ou alguma situação de grande incômodo para uma pessoa. Os motivos podem ser diversos e, normalmente, estão ligados a um acontecimento.

O principal sintoma da depressão é a tristeza constante. No entanto, outros sinais como baixa autoestima, perda do interesse por atividades da rotina, dores pelo corpo sem causa definida, pouca energia podem ser identificados no paciente com depressão. Delírios e alucinações também podem acontecer nos casos mais graves. 

Do ponto de vista médico, só é considerado como depressão os sintomas que persistente, por, pelo menos, duas semanas. Sendo que é válido ressaltar que neste intervalo o paciente pode apresentar uma melhora e depois um declínio novamente. 

Portanto, procurar uma ajuda médica é essencial para entender os sintomas. Além disso, como base em tudo o que foi apresentado podemos concluir que as pesquisas sobre a ligação entre vegetarianismo e depressão ainda são prematuras e precisam ser mais estudadas. No entanto, isso não exclui a importância de uma análise psicológica, principalmente de uma instituição de respeito como o Hospital Santa Mônica. 

Agora que você entende melhor as causas dos transtornos mentais, entre em contato com a gente e conheça os nossos tratamentos. Basta acessar a nossa página “Fale Conosco” e solicitar um atendimento!

 

Transtornos mentais na adolescência: metade das doenças começa aos 14 anos

Uma recente pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que, em jovens de 15 a 19 anos, o estado de saúde mental é responsável por 16% da carga global de doenças. Dada a intrínseca relação entre esses números e o comprometimento da saúde na vida adulta, os transtornos mentais na adolescência é um dos temas de maior preocupação da Saúde Pública.

Assim, este artigo objetiva mostrar o quanto é necessário buscar medidas preventivas que possam reduzir os impactos de vários problemas, como o alcoolismo na adolescência, por exemplo. Destacaremos também a importância do diagnóstico precoce — e a busca por um tratamento especializado — a fim de evitar complicações mais graves. Acompanhe!

Principais transtornos mentais na adolescência

A mesma pesquisa da OMS citada acima afirma que metade dos problemas mentais começa aos 14 anos, e que o suicídio na adolescência é a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos. Esses dados são confirmados pelo Jornal da USP que destacou a prevalência de 13% de desequilíbrios psiquiátricos em escolares. Destes, apenas 19,3% foram submetidos a tratamento no ano anterior à pesquisa.

Contextualmente, é importante frisar que a adolescência é uma etapa de grande influência na vida dos indivíduos. Nessa idade, ocorrem alterações significativas nos campos biológico, emocional, social, afetivo e intelectual que serão determinantes para a saúde nos demais ciclos da vida. Listamos os principais desajustes mentais que podem surgir na adolescência. Veja quais são:

  • transtorno de déficit de atenção e hiperatividade [TDAH];
  • transtorno de conduta e transtorno desafiador opositivo;
  • transtornos relacionados ao estresse;
  • transtorno obsessivo-compulsivo;
  • transtornos de ansiedade;
  • transtornos do humor;
  • esquizofrenia.

A importância do diagnóstico e tratamento

Segundo um estudo do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), amplamente divulgado pela mídia, 30% dos adolescentes brasileiros sofrem de transtornos mentais comuns (TMC). 

A Revista de Enfermagem da USP destacou os fatores de risco associados aos transtornos mentais na adolescência. Esse estudo aborda a necessidade de compreender a influência desses desequilíbrios sobre o curso da vida adulta. Além disso, ele destaca a relevância de investir no diagnóstico precoce e no tratamento para reduzir as doenças associadas a esses desequilíbrios.

Para o adolescente, o modo de vivenciar uma doença crônica é bem diferente daquele de uma criança ou de uma pessoa mais velha. Em caráter global, a depressão na adolescência é uma das principais causas de comorbidades e de incapacitação nessa fase.

Por isso, é preciso ficar atento aos sinais e sintomas de desajustes emocionais. Buscar alternativas para diminuir os danos relacionados aos transtornos mentais na adolescência é uma forma segura de evitar prejuízos severos à saúde física e mental, além de impedir limitações de futuras oportunidades.

Como esse período da vida é crucial para o desenvolvimento, aprendizado e manutenção de hábitos sociais e emocionais, a atenção à saúde não pode ser negligenciada. Não se deve esperar que essas questões evoluam para condições mais graves.

Muitos desses casos requerem períodos de atenção continuada, supervisão e observação. O Hospital Santa Mônica disponibiliza profissionais experientes e aptos para lidar com os transtornos mentais na adolescência. Nosso objetivo é compreender o universo do adolescente — cronicamente doente — e apresentar soluções possíveis de restabelecer a saúde e o bem-estar.

Gostaria de saber mais detalhes sobre este tema? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conte com a gente no que precisar!

Comportamento suicida: saiba como identificar todos os sinais

Tristeza excessiva, variações bruscas de humor, calma após um longo episódio de depressão, tentativa de reconciliação com quem está próximo, fixação pela ideia de fazer um testamento. Essas são algumas atitudes que podem revelar um comportamento suicida.

Se alguém que você ama estiver agindo dessa forma, você pode ter atenção e ajudar. O suicídio, afinal, é um problema grave, cujas motivações podem ser tratadas quando ainda está no âmbito da ideação. Hoje, a cada 40 segundos que se passam, uma pessoa dá fim à sua própria vida no planeta, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para saber mais sobre o tema e identificar todos os sinais que possam apontar para ele, continue a leitura de nosso artigo a seguir.

O suicídio no mundo e no Brasil

A cada ano, 800 mil pessoas se suicidam em todo o mundo. Os dados da OMS revelam, ainda, que essa é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. 

No Brasil, em 2016, foram registradas mais de 11 mil mortes por suicídio, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O número representa cerca de uma morte a cada 45 minutos e a maior taxa de vítimas é representada por homens jovens e indígenas. 

Entender o suicídio é uma questão complexa, já que ele envolve fatores de ordem genética, psicológica, sociológica e biológica Seja por momentos de crise, brigas em relacionamentos, impulso, falta de oportunidades ou desilusão pela vida, é comum, também, que os casos estejam relacionados a transtornos mentais, como depressão e ansiedade, e ao uso de drogas.

Fatores de risco para suicídio

Embora não haja causas únicas que expliquem o suicídio, é válido mencionar aquelas que são mais recorrentes, como: 

  • estresse social;
  • perda de emprego;
  • dificuldades financeiras (não à toa, 75% dos países que registram suicídios são emergentes ou subdesenvolvidos);
  • problemas de relacionamento;
  • traumas, como abusos sexuais;
  • depressão;
  • esquizofrenia;
  • abuso de álcool;
  • baixa autoestima;
  • sofrimento em relação à orientação sexual;
  • dificuldade de enfrentar problemas;
  • doenças e dores crônicas;
  • acontecimentos destrutivos, como guerras e grandes conflitos.

Esses fatores podem aparecer isoladamente e, em alguns casos, ainda, combinados.

Comportamento suicida e dependência química

Como relatamos, a dependência química e o uso de drogas são considerados fatores de risco para o comportamento suicida. De acordo com o relatório sobre prevenção de suicídio da OMS, 90% dos casos de suicídio entre crianças e adolescentes teve como pretexto alguma perturbação mental, como ansiedade, oscilações bruscas de humor e abuso do uso de drogas e outras substâncias químicas. 

Dentre elas, é possível destacar a maconha, visto que é a droga ilícita mais consumida em todo o mundo. No último ano, de acordo com pesquisa promovida pelo departamento de Psiquiatria da American Medical Association, 3,8% da população mundial fez uso de maconha.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a porcentagem de jovens de 18 a 29 anos que declararam ter usado maconha dobrou de 2002 a 2012. Os estudos revelaram que ainda que os fatores para o suicídio sejam variados, a exposição à maconha pode aumentar seus riscos devido ao efeito que o THC provoca na psique.

O uso de drogas na juventude, além disso, pode levar a quadros de transtorno de ansiedade, capazes de aumentar a angústia dos jovens a ponto de fazê-los acreditar que a melhor saída para seus problemas seja, de fato, recorrer à morte. 

O que caracteriza o comportamento suicida?

Tem alguém que você ama que está sofrendo e desconfia de que a pessoa esteja com sinais de comportamento suicida? Então, você pode ajudar prestando atenção a alguns sintomas do suicídio, como os que citamos a seguir.

Falta de interesse pelo próprio bem-estar

O comportamento suicida tende a estar relacionado à falta de autocuidado, já que há uma perda de vínculo gradual do paciente consigo. Aos poucos, sua própria vida deixa de ser importante e atividades do dia a dia vão se perdendo.

Pode-se falar aqui sobre redução de hábitos de higiene, perda de vaidade, indiferença em relação a como se portar e até mesmo em situações de desconforto, como sensação de dor e frio.

Queda da produtividade nos estudos e no trabalho

A falta de atenção e a perda de motivação para se concentrar em tarefas do cotidiano também são preocupantes quando há suspeita de suicídio. Aos poucos, elas começam a refletir no trabalho, nos estudos…

É possível notar dificuldades de concentração, ansiedade, desatenção e limitação para concluir tarefas importantes. Aqui, os colegas profissionais e companheiros de sala podem ser aliados importantes para notar os sintomas.

Mudança nos padrões alimentares e de sono

Quaisquer alterações bruscas e intensas nos padrões de alimentação e de sono têm a chance de estar relacionadas a um transtorno mental e a um risco de suicídio. Se o indivíduo tem comido demais ou deixado de comer, por exemplo.

Ainda, quando dorme por horas ininterruptas ou passa madrugadas em claro, é sinal de que algo não está bem e requer atenção.

Intensidade na procura por sexo

Hábitos considerados promíscuos, como a súbita procura por diferentes parceiros e relações sexuais sempre desprotegidas apontam, em alguns casos, um comportamento destrutivo que se relaciona ao suicídio. Se algum amigo seu apresentá-los, aconselhe!

Tentativa de fazer as pazes com todas as pessoas

As tentativas sucessivas de fazer as pazes com as outras pessoas revelam hábitos comuns do comportamento suicida. Elas expõem, afinal, uma forma de buscar a reconciliação para dar encerramento à própria vida. 

É importante destacar que, antes desses sinais, ainda que de forma sutil, pode haver pedidos de ajuda a amigos. Assim, se alguém que está próximo a você estiver pedindo sua opinião ou quiser desabafar a respeito, não espere ser tarde demais: busque ajuda.

Ajuda para comportamento suicida

Uma vez detectado o comportamento de risco e a tentativa de suicídio, é fundamental buscar aconselhamento e apoio médico. Assim, os profissionais voltam suas atenções ao tratamento cognitivo comportamental.

Nele, enfatizam na capacidade de enfrentamento de problemas, especialmente quando os indivíduos em questão são crianças e a adolescentes. Depois, trabalha-se na melhora da autoestima dos pacientes e na modificação de comportamentos que reflitam dificuldades de adaptação, bem como na solução de conflitos.

Se houver quaisquer transtornos mentais ou dependência químicas relacionadas, é imprescindível que haja suporte de um hospital de referência em psiquiatria para promover o tratamento multidisciplinar, como o Hospital Santa Mônica.

Ao fim, o comportamento suicida, por mais preocupante que seja, especialmente quando é perceptível em alguém que amamos, pode ajudar a contornar o problema e tratá-lo antes que leve, de fato, à morte. Com cuidado, diálogo e apoio médico, tudo pode se resolver, assegurando uma vida-longa, com bem-estar e tranquilidade.

Quer buscar ajuda e tratamento para alguém? Então, entre em contato com o Hospital Santa Mônica por nossa página de atendimento ou nos envie uma mensagem pelo WhatsApp.

Como identificar esquizofrenia na adolescência? Entenda os sinais

O desenvolvimento da esquizofrenia na adolescência é bastante comum, e os primeiros sintomas podem começar a surgir a partir dos 14 anos de idade. Esse transtorno mental é grave e incapacitante, pois afeta todas as áreas da vida do indivíduo, desde as relações sociais até as afetivas.

Informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 23 milhões de pessoas no mundo sofrem de esquizofrenia. A expectativa de vida de indivíduos diagnosticados com esse transtorno é menor se comparada à população em geral. No Brasil, estima-se que a doença acometa cerca de 1% dos habitantes.

A esquizofrenia geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e no início da idade adulta, sendo raros os casos na infância e na velhice. Por isso, conhecer os principais sintomas é importante para um diagnóstico precoce e um tratamento efetivo desse transtorno psiquiátrico crônico.

Para saber mais sobre as causas e os sinais que ajudam a identificar a esquizofrenia na adolescência, continue acompanhando este artigo!

Fatores de risco para esquizofrenia na adolescência

A esquizofrenia é causada por múltiplos fatores genéticos, ambientais e psicossociais. O histórico familiar da doença costuma indicar variações genéticas em algumas regiões cromossômicas. Porém, há casos em que a esquizofrenia não é transmitida pelos pais biológicos e ocorre devido a mutações específicas no genoma.

Uma pesquisa recente aponta que uma mutação genética no transportador de zinco SLC39A8 pode comprometer o desenvolvimento normal do cérebro do adolescente, aumentando o risco de esquizofrenia.  Apesar de os fatores genéticos terem forte contribuição na incidência da esquizofrenia, os fatores ambientais e psicossociais são muito relevantes.  

De acordo com um artigo publicado na revista Jama Psychyatry, a incidência do primeiro episódio psicótico — característico de transtornos mentais como esquizofrenia e transtorno bipolar — é maior em homens jovens, minorias étnicas e pessoas que vivem em áreas com baixas condições socioeconômicas.

O uso abusivo de drogas é outro fator que pode desencadear sintomas da esquizofrenia na adolescência. Um estudo realizado em países da Europa e no Brasil concluiu que o consumo diário de maconha com alta concentração de tetraidrocanabinol (THC) — principal substância psicoativa da planta do gênero Cannabis — está associado a um maior risco de transtorno psicótico.

O desenvolvimento desse transtorno psiquiátrico também pode estar relacionado a desequilíbrios nos circuitos cerebrais do indivíduo e a complicações ocorridas durante o período pré-natal ou no parto, como estresse, desnutrição, infecções virais, diabetes e deficiência de vitaminas e minerais.

Principais sintomas da esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença crônica caracterizada por um conjunto de alterações significativas de comportamento, pensamento, emoções, percepção e linguagem. Os indivíduos que sofrem desse transtorno costumam apresentar os seguintes sintomas:

  • delírio — pensamentos ou ideias que não correspondem à realidade;
  • alucinação — ver, ouvir ou sentir coisas que não existem;
  • apatia;
  • percepção distorcida da realidade;
  • confusão mental;
  • ansiedade;
  • dificuldade de concentração;
  • padrão de sono perturbado;
  • despersonalização;
  • comportamento compulsivo;
  • problemas de memória;
  • dificuldade de realizar atividades do dia a dia;
  • mudança de humor repentino;
  • distanciamento afetivo;
  • agressividade;
  • discurso incompreensível ou incoerente;
  • isolamento social.

Em alguns casos, os sintomas surgem de forma lenta e progressiva. O adolescente pode apresentar primeiros sintomas negativos, como distanciamento afetivo e apatia, e, posteriormente, sintomas positivos, como delírio, alucinação e paranoia, além de fala desorganizada e catatonia — alternância entre períodos de negativismo e passividade e momentos de repentina excitação.

Orientação e diagnóstico precoce

A identificação de sinais da esquizofrenia na adolescência é essencial para a busca de orientação profissional e diagnóstico precoce. A avaliação dos sintomas, dos exames e do histórico clínico do paciente deve ser realizada por médicos e outros especialistas em saúde mental. 

A partir das hipóteses e conclusões de uma equipe multidisciplinar, é possível fazer a escolha do melhor tratamento e dos procedimentos necessários para minimizar os sintomas e estabilizar o quadro da doença. A compreensão e o apoio da família e amigos também contribui para a adesão terapêutica do paciente e o enfrentamento da discriminação e do preconceito. 

Tipos de tratamento para esquizofrenia

Medicamentos

A esquizofrenia normalmente é tratada com a prescrição de medicamentos antipsicóticos, que agem no sistema nervoso central com o intuito de bloquear os receptores de dopamina — neurotransmissor que atua na regulação das emoções e do humor. 

A nova geração de fármacos age sem causar tantos efeitos colaterais, facilitando a administração e o uso contínuo. Todos os medicamentos devem ser indicados pelo médico com base nos sintomas e em uma avaliação minuciosa, detalhada e individualizada.

Por ser uma doença crônica, a utilização de medicamentos costuma ser feita durante toda a vida para controlar o transtorno e evitar a manifestação dos principais sintomas, como surtos psicóticos, e a piora do quadro clínico. 

Intervenções terapêuticas

O tratamento medicamentoso costuma ser realizado em conjunto com intervenções terapêuticas, como terapia ocupacional, terapia comportamental e psicoterapia individual e familiar. Os diferentes tipos de abordagens psicoterapêuticas ajudam no controle do transtorno, e proporcionam um espaço para que o adolescente tenha consciência dos seus problemas e desenvolva o autoconhecimento. 

As intervenções terapêuticas são importantes ainda no processo de reinserção social do indivíduo e na melhora da sua qualidade de vida, pois auxiliam no fortalecimento das relações com amigos e familiares e na superação das dificuldades que surgem ao longo das etapas do tratamento. 

Internação

O acompanhamento contínuo no hospital pode ser benéfico para evitar recaídas, crises ou complicações maiores no futuro. A internação é uma alternativa quando o paciente apresenta comportamento agressivo ou ideação suicida. 

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), aproximadamente 20% das pessoas que sofrem de esquizofrenia tentam suicídio em uma ou mais ocasiões. Por isso, é importante procurar ajuda de médicos e profissionais especializados. 

Conhecido por ser referência em saúde mental infantojuvenil, o Hospital Santa Mônica oferece tratamentos e serviços de excelência para pacientes diagnosticados com esquizofrenia. Além de contar com uma estrutura adequada, a instituição tem como diferencial o atendimento personalizado e uma equipe multidisciplinar qualificada. 

Agora que você já sabe quais sinais podem indicar esquizofrenia na adolescência, entre em contato conosco para tirar suas dúvidas e receber orientação sobre diagnóstico e tratamento.

Síndrome de Asperger: qual o melhor tratamento?

Dificuldades de se relacionar socialmente, comunicar-se com as outras pessoas e de lidar com estímulos e sentidos fazem parte da vida de quem é diagnosticado com a síndrome de Asperger, um transtorno sobre o qual ainda predomina forte estigma.

Hoje, segundo informações da Organização Mundial da Saúde, OMS, uma em cada 160 crianças em todo o mundo tem algum dos transtornos do espectro autista (TEA), entre os quais o Asperger se enquadra.

Quer entender mais sobre o tema e compreender qual é a melhor alternativa para tratá-lo ou recomendar o tratamento a alguém que conheça? Então, continue a leitura de nosso artigo adiante!

O que é a síndrome de Asperger?

A síndrome de Asperger é uma doença neurocomportamental que tem origem genética. Nela, o desenvolvimento do indivíduo é perturbado no que diz respeito a suas habilidades de comunicação, convívio social e comportamento. Apesar das alterações, não há marcadores biológicos, o que pode dificultar o diagnóstico.

Pertencente aos transtornos do espectro autista (TEA), também conhecidos como desordens do espectro autista (DEA), integra a categoria juntamente ao autismo clássico e ao distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD — SOE).

A classificação se deve ao fato de que o termo espectro configura variações relacionadas a quão intenso é o problema em cada pessoa. Embora não acarretem alterações biológicas nos indivíduos que as têm, todas elas apresentam, em algum grau, comprometimento das capacidades de linguagem, comunicação, relacionamento e sentidos.

Também conhecida como autismo de alto desempenho, já que aqueles que naqueles que a apresentam se observam dificuldades reduzidas em comparação a outros autistas, seus portadores são mais ligados à linguagem verbal e costumam ser extremamente inteligentes ao se especializarem em algo.

Não à toa, são frequentemente relacionados a gênios, embora esse não seja um estereótipo favorável, já que é comum que pessoas com a síndrome sofram de preconceito devido a suas formas diferentes de se expressar e às dificuldades de dialogar com os demais.

Sintomas da síndrome de Asperger

Depois de entender mais sobre a definição da síndrome de Asperger, conheça a seguir, detalhadamente, alguns dos sintomas mais comuns entre seus portadores.

Dificuldade de se relacionar socialmente

Quem tem Asperger frequentemente costuma apresentar problemas na adequação a regras sociais, mesmo em situações que pareçam banais para outras pessoas. Enquanto para pessoas sem o transtorno pode ser uma tarefa extremamente corriqueira a de puxar assunto ou dar início a uma conversa com um desconhecido, para eles pode ser mais desafiador.

Essa questão, em alguns casos, pode impactar nos relacionamentos familiares, amorosos e na construção de novas amizades.

Comportamentos repetitivos

Devido a uma necessidade de segurança e a uma forma diferente de pensar, indivíduos com síndrome de Asperger podem ser sistemáticos e se prender a alguns padrões por necessidade de segurança.

Dessa forma, suas ações costumam ter uma notável repetição, o que pode chamar a atenção de outras pessoas não habituadas às condições do transtorno.

Dificuldades para se comunicar

Visto que os lapsos de linguagem têm relação direta com os transtornos do espectro autista, é recorrente que a dificuldade de se comunicar faça parte do dia a dia de quem tem Asperger.

Momentos como o de falar em público, expressar ideias ou de se apresentar podem ser particularmente difíceis e requerem uma abordagem diferente.

Entraves para autorregulação de emoções

Com dificuldades relacionadas à linguagem verbal e a não-verbal e ao próprio exercício da empatia, quem tem síndrome de Asperger também pode apresentar mais entraves do que outras pessoas para regular suas emoções.

Isso faz com que se tornem extremamente intensos ou apáticos em casos de demonstrações de afeto, raiva, ciúme, alegria, entre outros.

Sensibilidade a estímulos sensoriais

Toda a sensibilidade ligada aos sentidos é aflorada em quem convive com o Asperger. Assim, é fundamental que, uma vez diagnosticado o indivíduo, as pessoas que convivam com ele saibam respeitar seu espaço e compreender, dessa forma, quando é adequado ou não se aproximarem.

Diagnóstico

O diagnóstico do transtorno, como no caso do autismo, é feito de forma clínica, com médico psiquiatra. Nele, são levados em consideração a combinação de alguns dos sintomas citados anteriormente e as práticas estipuladas pelo Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria, bem como pelo CID-10, ou seja, a Classificação Internacional de Doenças da OMS.

Considerando-se que os neurônios relacionados à comunicação e à linguagem tendem a se desenvolver até os três primeiros anos de vida, o diagnóstico precoce de Asperger é o ideal para que o tratamento se inicie o quanto antes.

É importante, desse modo, que pais, professores e demais responsáveis estejam atentos aos hábitos e comportamentos das crianças em seus cinco primeiros anos de vida, quando os transtornos do espectro autista podem se aflorar.

Tratamento para síndrome de Asperger

Não existe cura para síndrome de Asperger, mas é possível fazer um tratamento que minimiza os sintomas e dá qualidade de vida a seus portadores em todas as fases da vida.

Para tanto, é essencial que seja feito desde a infância, já que ajuda no desenvolvimento de de melhores habilidades de comunicação e permite que sejam estabelecidos relacionamentos saudáveis, evitando que essas pessoas se sintam solitárias.

As opções de tratamento ajudam os pacientes, especialmente as crianças, no início, a lidarem melhor com seus desafios sociais, impulsos, emoções e dificuldades motoras. Entre as formas possíveis, há terapia, medicação e abordagens alternativas.

Terapia cognitiva comportamental

Nesse caso, a prática ajuda o paciente a regular suas emoções e a falar sobre elas. Durante as sessões, o psicólogo encoraja quem tem Asperger a mudar seus pensamentos e a reduzir, desse modo, suas angústias. Com destaque àquelas sentidas no convívio com mais pessoas.

Terapia ocupacional

Outra ótima opção é a terapia ocupacional, que pode ser complementar e auxilia a estabilizar os sentidos, bem como melhora na coordenação motora e outros aspectos a ela relacionados.

Outras terapias válidas são aquelas que envolvem o treinamento de habilidades sociais e linguagem, controle da raiva, terapia familiar e terapias educacionais. Além disso, profissionais recomendam a prática de esportes, massagem, yoga e meditação para manutenção do bem-estar.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso só é recomendado a pacientes com sintomas secundários ou outros distúrbios associados à síndrome de Asperger, como ansiedade, depressão e hiperatividade. Antes de tomar quaisquer remédios, é imprescindível ter acompanhamento e aval médico.

Asperger e indicação ao prêmio Nobel

Recentemente, ganhou destaque em todo o mundo o caso de Greta Thunberg, uma jovem sueca de 16 anos que deixou de ir a algumas aulas para protestar por medidas relacionadas às mudanças climáticas.

Diagnosticada com Asperger, Greta já discursou no Fórum Econômico Mundial diante de grandes líderes e na Conferência do Clima da ONU. 

Ao fim, ainda que o diagnóstico de síndrome de Asperger possa ser difícil, no início, uma vez que o paciente dá início ao tratamento correto e conta com o suporte de uma instituição de saúde especializada, como o Hospital Santa Mônica, referência no Brasil na área psiquiátrica, é possível ter muito mais qualidade de vida e conviver com aqueles que ama sem que seus modos de se expressar interfiram negativamente nesses relacionamentos.

Quer saber mais sobre o trabalho que realizamos ligado ao Asperger e a outros transtornos relacionados? Então, entre já em contato conosco e conheça os demais serviços!

Padre Marcelo Rossi sofre ataque de fiel e passa bem

Neste último domingo, dia 14, o padre Marcelo Rossi, durante a celebração da sua missa, em Cachoeira Paulista – interior do Estado de São Paulo, foi empurrado do altar por uma pessoa que participava da missa.

A mulher, 32 anos, que viajou do Rio em caravana para a cidade, acompanhada do filho de 2 anos, furou a segurança do palco, correu em direção ao padre e o empurrou com tanta força que ele caiu da estrutura.

Atendido pela equipe médica do evento, o padre voltou ao palco minutos depois da queda. Nesta segunda-feira, ele afirmou para a imprensa que foi um milagre não ter sofrido um problema maior com a queda.

Conforme foi noticiado pelo Jornal Extra, os policiais afirmam que a mulher faz tratamento de transtorno bipolar.

Mas afinal será que uma pessoa com transtorno bipolar pode machucar alguém como fez a mulher com o padre Marcelo Rossi?

Segundo a dra. Suele Serra, médica psiquiatra do Hospital Santa Mônica, informa que para uma pessoa tomar uma atitude como essa, poderia estar em crise maníaca psicótica. Se encontrar persecutória, se sentindo perseguida ou alvo de perseguições, irritabilidade no extremo, tendo parcialmente consciência, não estando no estado de eutimia (do grego eu = normal + timo = humor) é definido por Demócrito como um estado de equilíbrio no humor e por Sêneca como um estado de tranquilidade, um ponto de estabilidade entre o humor deprimido e o humor eufórico.

Salienta que o paciente com transtorno bipolar em eutimia não tomaria uma atitude como essa.

Quer saber mais sobre Transtorno Afetivo Bipolar? acesso o e-book sobre o assunto e assista o vídeo preparado pela dra. Suele Serra.

Autismo na sociedade: saiba preparar a criança para o convívio social

Saber preparar a criança para conviver com o autismo na sociedade é essencial ao processo de inclusão de quem enfrenta os desafios do espectro autista. Independentemente do nível do problema, os indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) precisam ser tratados com carinho, atenção e respeito.

O primeiro passo desse processo é entender que as características que acompanham o TEA faz com que o funcionamento do cérebro dessas crianças — assim como os mecanismos que envolvem o ensino e aprendizagem — ocorrem de forma diferenciada.

Nessa perspectiva, veja como preparar sua criança autista para conviver em harmonia com a coletividade, superar os desafios impostos pelo TEA e interagir positivamente com as demais pessoas. Boa leitura!

Por que é importante preparar a criança autista para conviver em sociedade?

Os desafios resultantes do autismo na sociedade é um dos temas que têm alcançado destaque entre os especialistas em saúde mental. E isso, em caráter global. Segundo o Center of Deseases Control and Prevention (CDC), um dos mais renomados centros de estudos americanos, estão surgindo novos casos de autismo. Inclusive no Brasil, onde estima-se que há, em média, 2 milhões de autistas no país.

Dados da OMS alertam para a necessidade de intervenções mais adequadas: a cada 160 crianças no mundo, 1 é autista. Assim como em nosso país, a falta de informação e a ausência de um tratamento eficaz contribuem para piorar os impactos desse transtorno ao redor do planeta.

Tendo isso em vista, preparar a criança para conviver com o TEA é de extrema importância, dadas às limitações impostas pela forma mais grave desse transtorno. No grau mais avançado, o espectro autista pode limitar bastante a autonomia de um indivíduo, a capacidade de aprendizado e a realização das atividades diárias.

Na ausência de intervenção adequada, os sintomas do TEA influenciam negativamente as conquistas pessoais, educacionais, profissionais e sociais dos indivíduos. Logo, a busca de tratamento eficaz é o caminho mais seguro para oportunizar um viver coletivo saudável e equilibrado.

Qual o papel da mãe da criança autista nesse processo?

Todos os membros da família precisam auxiliar na educação e no apoio da criança autista. No entanto, como a figura da mãe é a primeira referência educacional de todos os seres humanos, ela detém uma grande responsabilidade nesse processo.

Assim, a mãe da criança autista deverá ajudar a criança em todos os aspectos que envolvem a interação dela com o mundo. Orientações sobre o comportamento, os cuidados com a alimentação, a saúde física, o bem-estar emocional e o aprendizado exigem atenção especial. Buscar apoio na escola, conversar com os professores e promover a interação da criança com os colegas é fundamental para que o autista não seja visto com diferença.

Nesse contexto, deve-se estimular a criança ao convívio harmonioso no âmbito familiar. Motivar as brincadeiras em família e estimular a participação da criança nas conversas em casa é primordial para que ela adquira confiança e segurança para se integrar à sociedade.

Nada melhor que a própria mãe para estimular atitudes positivas e comportamentos que beneficiarão a vida do filho com TEA. Ajudá-lo a entender a importância da interação positiva  com o mundo é fundamental à segurança deles.

A mãe deve ensiná-lo a brincar em grupo, a compartilhar seus brinquedos e a trabalhar questões que desenvolvam ações necessárias ao comportamento na escola, por exemplo.

Quanto mais a criança autista for instigada, maior será a capacidade dela em minimizar sentimentos negativos ou fragilidades no âmbito coletivo, principalmente no ambiente escolar.

Logo, o ambiente do lar é o mais adequado para proporcionar às crianças com TEA situações que influenciarão a educação delas. Além do mais, isso pode ajudá-las a compreender melhor o mundo em que estão inseridas, e a vencer os desafios comuns a esse transtorno.

Por que a postura da família é tão fundamental para conviver com o autismo na sociedade?

A postura da família é fundamental para ajudar a criança a entender que ela precisa ser preparada para um mundo que não se limita apenas ao lar e ao ambiente escolar. Vale destacar que, no futuro, essa criança será um adulto autista. Logo, as limitações do TEA exigirão dela uma adequação maior para um bom convívio social.

Por isso, a família precisa se conscientizar da necessidade de estabelecer um bom relacionamento com os professores, pedagogos, psicólogos e médicos inseridos na rotina da criança. Cuidar de uma criança com necessidades especiais e minimizar os impactos do autismo na sociedade é um trabalho de equipe.

Nessa investida, todos são responsáveis e  devem oferecer o melhor para a evolução e o desenvolvimento do  portador de autismo infantil. Além do apoio dos profissionais de saúde, a participação dos irmãos menores (se houver), dos tios, primos e avós são imprescindíveis à promoção da autoconfiança necessária à integração da criança com transtorno do autismo.

Esse “treinamento” em casa é primordial para que ela aprenda a conviver e a interagir melhor com as pessoas de seu convívio familiar e social. Além disso, os pequenos portadores de TEA exigem um cuidado muito especial: impõem necessidades emocionais, sociais e econômicas bastantes significativas sobre os pais, educadores ou equipe de saúde.

Mediante isso, cuidar de crianças autistas — sobretudo àquelas no nível de maior gravidade  — exige habilidade e preparo adequado. Esse trabalho ainda é mais desafiador quando o acesso aos serviços específicos e tratamentos são ineficientes. Logo, adotar uma postura mais positiva e cuidar do equilíbrio emocional são atitudes essenciais à superação dessa meta.

Nessa conjectura, vale destacar a relevância de buscar orientação e apoio de um médico para auxiliar na terapia infantil e orientar a família. Para superar as limitações típicas do TEA, o auxílio profissional é um passo muito importante ao processo de convivência familiar e social.

Manter um diálogo aberto e expor os principais desafios possibilita estabelecer estratégias mais propícias à interação social. Isso torna o apoio profissional imprescindível ao desenvolvimento da criança e à superação das questões relativas ao autismo na sociedade.

Aprendeu com o nosso conteúdo? Se você tiver alguma dúvida sobre o autismo entre em contato com o Hospital Santa Mônica e saiba mais sobre nossos serviços para esse transtorno!

O que são smart drugs? Conheça um pouco mais sobre essa droga

Ao fazer uma rápida pesquisa sobre substâncias para melhorar o rendimento de trabalho e de estudos, talvez você já tenha lido o termo em algum site da internet e tenha se perguntado sobre o que são smart drugs, certo? Essas drogas, afinal, têm aumentado sua fama e é importante falar sobre elas para gerar compreensão a respeito dos riscos que causam.

Popularizadas entre estudantes universitários e empresários do Vale do Silício, também conhecidas como nootrópicos, elas chamam a atenção devido ao fato de prometerem alto rendimento e um nível de concentração fora do normal, como se fossem capazes de elevar a inteligência. Quer saber mais sobre o tema? Então, continue a leitura de nosso artigo a seguir!

O que são smart drugs?

Tidas como verdadeiros potencializadores da cognição, as smart drugs são drogas utilizadas por indivíduos que desejam melhorar seu desempenho, concentração e ampliar a capacidade mental para se destacarem no trabalho e nos estudos.

Entre elas, é possível citar ritalina, adderall, modafinil e compostos a base de cafeína e ômega 3, como suplementos com combinação de produtos exóticos. Sua popularidade, ao fim, é espantosa. O uso de ritalina no Brasil, por exemplo, aumentou mais de 700% no Brasil nos últimos anos, de acordo com reportagem.

A promessa de inteligência em cápsulas, afinal, evitando sintomas decorrentes de fadiga como desatenção e sono, é tentadora para quem sofre pressão para apresentar excelente desempenho e se destacar por seus atributos intelectuais.

O problema, todavia, é que muitas dessas drogas que só podem ser obtidas com receita médica, já que se enquadram na categoria de tarja preta e podem causar efeitos colaterais indesejados em indivíduos saudáveis.

Para que são usadas as smart drugs?

Os nootrópicos têm o seu efeito reconhecido devido ao fato de agirem diretamente no sistema nervoso central e, com isso, estimularem seus neurotransmissores.

A prescrição das pílulas da inteligência, no entanto, é recomendada ao tratamento de transtornos específicos, como narcolepsia, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e epilepsia. Isso as torna mais perigosas para aqueles que não apresentam qualquer uma dessas doenças.

A seguir, entretanto, destacamos alguns dos efeitos que fazem com que cada vez mais pessoas apelem a elas.

Melhoria de rendimento

Para estudantes universitários, por exemplo, a cobrança por notas altas e a grande quantidade de matéria acumulada para estudar em alguns cursos, como Medicina e Engenharia, pode tornar quaisquer substâncias que prometam melhor rendimento mais tentadoras.

Em universidades públicas, o uso tem sido mais recorrente entre aqueles que desejam manter um excelente coeficiente de rendimento a fim de que possam se destacar em projetos de pesquisa e como candidatos mais elegíveis a um programa de intercâmbio.

Aumento da concentração

Estar com um altíssimo nível de concentração pode ser determinante para quem deseja ter mais insights e pensar em ações que gerem resultados para grandes negócios. Isso tem levado, há anos, trabalhadores de grandes empresas, como as do Vale do Silício, e profissionais do mercado financeiro e da tecnologia a apelarem cada vez mais aos nootrópicos.

Diminuição da ansiedade

Às vezes, a dificuldade de se concentrar se atribui, em grande parte, a sintomas ansiosos. Dessa forma, sem que haja diagnóstico médico, indivíduos que desejam ter foco total no trabalho e nos estudos fazem uso de smart drugs para manterem a estabilidade emocional diante de grandes desafios.

Sintomas adversos das smart drugs

Considerando-se o fato de se tratarem de drogas, os efeitos podem ser muito prejudiciais. Segundo estudo da publicação estadunidense Brain and Behavior, indivíduos saudáveis que fazem uso de drogas estimulantes correm risco de desenvolverem até mesmo dependência.

Abaixo, listamos alguns dos principais sintomas que podem ser causados por elas.

  • arritmia;
  • ataque cardíaco;
  • pressão baixa;
  • alucinações;
  • morte súbita;
  • ansiedade;
  • depressão.

Exemplos de smart drugs

Há diferentes compostos que se enquadram na definição de smart drugs. Falamos detalhadamente sobre alguns dos mais populares abaixo.

Modafinil

Usada por quem quer turbinar o cérebro, sua função real é a de auxiliar pacientes que têm muita sonolência durante o dia e aqueles que sofrem de narcolepsia. Em indivíduos que não apresentam esses transtornos, dá facilidade à capacidade de memorizar verbal e numericamente. Além disso, pode aumentar a memória e a concentração.

A depender da sensibilidade da pessoa, pode causar efeitos adversos como mudanças na função cardíaca a redução de apetite. No Brasil, seu uso é liberado com receita médica para quem sofre dessas doenças e para alguns profissionais que precisam trabalhar durante a noite, como médicos, a fim de que se mantenham acordados.

Ritalina

Entre os mais populares, a ritalina é o medicamento que trata TDAH e narcolepsia, cujo uso tem sido bastante criticado, inclusive, entre pais que as dão a seus filhos sem recomendação médica a fim de que as crianças se mantenham mais calmas.

Com ela, pessoas saudáveis podem ter ganhos de concentração, memória, aprendizado e atenção. Seu uso, todavia, pode causar perda de sono, pressão alta e arritmia, estando diretamente relacionada a riscos no coração.

Piracetam

Sob a promessa de aumento da atenção e da memória de longo prazo, a prescrição oficial de Piracetam é para indivíduos que sofrem de epilepsia. Em pessoas que não têm esse transtorno, pode levar a sonolência e aumento de peso, o que faz com que a prescrição médica, mais uma vez, seja ideal.

Cápsulas de cafeína e guaraná

As cápsulas reconhecidas por suas propriedades energéticas são especialmente perigosas devido ao fato de agirem diretamente na questão cardíaca. Em pessoas que já apresentam problemas como arritmia, as promessas de aumento de disposição e concentração tendem a representar riscos reais para um mal súbito ou ataque do coração.

Agora que você já sabe o que são smart drugs, deu para entender por que é tão importante tomar cuidado com elas e evitar a automedicação sem antes consultar um médico, certo? Embora a promessa de mais inteligência e concentração seja tentadora, os riscos que se correm, na maioria dos casos, não valem a pena para quem busca qualidade de vida e bem-estar. Não deixe de consultar o Hospital Santa Mônica para mais informações sobre drogas.

Gostou de nosso texto e quer saber mais sobre temas relacionados? Então, leia também o artigo sobre os 5 principais efeitos das drogas no organismo!

As smart drugs funcionam para melhor seu desempenho no trabalho ou na escola?

Já pensou em tomar uma droga para melhorar sua capacidade de aprender? As possibilidades são grandes de você fazer isso e provavelmente já o fez quando tomou a cafeína.

Ao bloquear a ação da adenosina, um químico cerebral natural que promove o sono, a cafeína – a droga psicoativa mais popular do mundo – previne a sonolência. É um exemplo de um grupo de compostos conhecidos como intensificadores cognitivos, nootrópicos ou “drogas inteligentes” (smart drugs), que melhoram as funções cognitivas, incluindo memória, motivação ou criatividade.

Algumas das substâncias mais recentes usadas como “drogas inteligentes” são receitadas por médicos para outras condições. Por exemplo, o metilfenidato, comumente conhecido como Ritalina, é usado para tratar o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Assim é Adderall, uma droga de combinação contendo duas formas de anfetamina. Estes estão entre um conjunto de produtos farmacêuticos atualmente sendo usados ​​por pessoas saudáveis, particularmente estudantes universitários, para melhorar suas capacidades de aprendizado ou trabalho.

Então, eles realmente funcionam? Um dos mais estudados é o modafinil, um medicamento de vigília aprovado pela Australian Therapeutic Goods Administration para tratar a narcolepsia do Distúrbio do Sono. Os efeitos benéficos do modafinil em pessoas privadas de sono são bem conhecidos.

Uma revisão de pesquisa de 2015 feita por neurocientistas da Universidade de Oxford observou que os efeitos neuro-intensificadores do modafinil variavam: quanto mais longa e complexa a tarefa, mais consistente a droga melhorava a função cognitiva.

Ritalina e Adderall também foram relatadas para melhorar o desempenho em indivíduos saudáveis, embora a pesquisa indique que seus efeitos são modestos.

No entanto, existem sérias preocupações relacionadas à segurança e à eficácia desses medicamentos, tanto para uso a curto como a longo prazo. O uso indevido destes medicamentos à base de anfetaminas aumenta o risco de morte súbita e ataque cardíaco, e existem restrições legais ao seu fornecimento e importação.

Até agora, essas chamadas “drogas inteligentes” são aprovadas apenas em doses específicas para condições específicas, como a narcolepsia e o TDAH. Existem preocupações significativas sobre quais podem ser seus impactos quando usados ​​por pessoas saudáveis, potencialmente em níveis fora das doses prescritas.

Como esses medicamentos modulam importantes sistemas de neurotransmissores, como dopamina e noradrenalina, os usuários assumem riscos significativos com o uso não regulamentado. Ainda não houve nenhuma pesquisa definitiva sobre o potencial de dependência do modafinil, como seus efeitos podem mudar com a privação prolongada do sono ou quais efeitos colaterais são prováveis ​​em doses fora do intervalo prescrito.

Questões éticas também surgem com o uso de drogas para aumentar o poder do cérebro. Seu uso como intensificadores cognitivos não é atualmente regulado. Mas deveria ser, assim como o uso de certas drogas para melhorar o desempenho é regulado para atletas profissionais. As universidades devem considerar o teste de drogas para verificar se os estudantes não estão ganhando uma vantagem injusta através do uso de drogas.

Fonte: The University of Queensland, Australia

Entenda o que são doenças psicossomáticas: qual a origem, sintomas e tratamentos

Entender o processo de desencadeamento das doenças psicossomáticas é fundamental direcionar à escolha das melhores intervenções terapêuticas. Esse é um dos problemas mais comuns da sociedade contemporânea, e que exige intervenção urgente.

O grande desafio dos profissionais que atuam na reabilitação da saúde mental é minimizar o impacto desse desequilíbrios. Se não devidamente tratados, eles podem gerar comorbidades e elevar potencialmente os riscos para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas de difícil tratamento.

Nessa perspectiva, se você gostaria de conhecer melhor sobre as doenças psicossomáticas, os sintomas, as causas e quais os melhores tratamentos, este artigo foi escrito para você! Acompanhe, e veja as melhores formas de superá-las!

O que são doenças psicossomáticas?

Também conhecida como somatização ou transtorno somatoforme, as doenças psicossomáticas são desordens emocionais ou psiquiátricas que afetam também o funcionamento dos órgãos do corpo. Esses desajustes provocam múltiplas queixas físicas, e que podem surgir em diferentes partes do corpo.

O surgimento dessas doenças admitem certa complexidade, pois elas podem desencadear dores generalizadas, diarreia ou constipação, tremores das extremidades, manchas na pele e falta de ar. Entretanto, esses sintomas não podem ser explicados por nenhuma alteração orgânica, já que nos exames de confirmação diagnóstica, não aparece nenhuma doença que cause esses sinais.

Geralmente, os indivíduos com doenças psicossomáticas estão frequentemente em consultas médicas ou prontos-socorros, sem contudo, obter confirmação das causas de seus problemas.

Devido a essas características típicas, geralmente os médicos têm muita dificuldade em diagnosticar a causa desses desordens. Por isso, na maioria dos casos, a orientação é buscar apoio profissional por meio de terapias para reabilitação mental a fim de evitar a evolução para quadros mais graves.

Qual a origem das doenças psicossomáticas?

As doenças psicossomáticas estão relacionadas ao controle das emoções, sentimentos e ao modo de pensar. As emoções incontroladas e os pensamentos negativos desencadeiam desequilíbrios mentais que, consequentemente, sobrecarregam as funções orgânicas e atrapalham o funcionamento do corpo.

Isso ocorre por diversas questões, especialmente àquelas ligadas a experiências ruins e traumas não superados. O estresse gerado por essas emoções negativas afetam a capacidade de coordenação cerebral, o que impede a liberação das substâncias importantes para ao necessário ajuste da fisiologia do organismo.

A somatização desses fatores — de ordem emocional e física — resulta em um ciclo vicioso que se manifesta por meio de dores e de múltiplas doenças físicas. Se não adequadamente tratados, essas complicações podem evoluir gradativamente e comprometer a saúde do indivíduo de forma cada vez mais intensa.

Percebe-se, então, que ainda que não sejam bem esclarecidas, a origem das enfermidades psicossomáticas tem como base as causas emocionais e os distúrbios psicológico a elas associado.

Para auxiliar você, leitor, na melhor compreensão do tema, listamos alguns fatores que exercem influência considerável na origem das doenças psicossomáticas. Confira!

  • herança familiar;
  • tendência à negatividade e aos distúrbios de personalidade;
  • questões genéticas e fisiológicas, como maior sensibilidade à dor;
  • influência ambiental em relação à visão da vida de forma positiva ou negativa;
  • modo de enfrentamento dos problemas, que pode interferir na percepção da doença e no limiar dos sintomas físicos;
  • menor controle das emoções ou dificuldade no processamento dos problemas psicológicos, o que faz a pessoa supervalorizar a dor física;
  • como evitar atividades excessivas, o que pode aumentar seu nível de incapacidade;
  • coexistência de fatores — como depressão, ansiedade patológica e estresse excessivo — que facilitam o desenvolvimento da somatização e originam as dores;
  • isolamento social, angústia e tristeza por não ter coragem de compartilhar ou de conversar sobre os conflitos internos que alimentam as emoções negativas;
  • hábito ou desenvolvimento de “comportamentos de dor” em resposta a sintomas emocionais, principalmente em relação à insegurança emocional para resolver problemas.

Quais as principais causas das doenças psicossomáticas?

Doenças são entendidas como manifestações do inconsciente, e que necessitam sinalizar questões mal resolvidas que sobrecarregam o interior. Quase sempre, o problema está associado à deficiência ou ao excesso de emoções mal canalizadas para a solução dos conflitos.

A postura, as atitudes e a maneira de enfrentar as adversidades ditam as reações individuais. Tais fatores podem frear ou extravasar as emoções e os sentimentos negativos mediante para determinadas situações.

Mediante isso, enumeramos algumas questões que podem gerar o desequilíbrio emocional. Muitos deles são considerados como gatilhos para o desenvolvimento das doenças psicossomáticas. Veja quais são!

Traumas de infância

Muitas questões ou experiências negativas da infância ficam guardadas no subconsciente e vão se manifestar somente na idade adulta. Por isso, os pais, professores e responsáveis pela educação das crianças precisam ter o máximo cuidado com o modo como se expressam ou se comportam diante dos pequenos.

O fato de vivenciar experiências traumáticas na família ou de sofrer situações ultrajantes, como abuso sexual, por exemplo, gera medo, revolta e insegurança por toda a vida. Esses sentimentos bloqueiam as substâncias cerebrais responsáveis pelas emoções positivas e comprometem o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

Essa situação expõe a criança ao quadro de tristeza durante toda a sua infância, e que pode se manifestar como doenças emocionais mais tardiamente. Logo, muitos distúrbios mentais que surgem na fase adulta tiveram origem na infância.

Depressão crônica

Problemas depressivos não tratados e que se prolongam por muito tempo influenciam bastante o surgimento das doenças psicossomáticas. A maioria está associado ao isolamento familiar ou social, doenças incuráveis ou a desordens mentais graves.

Tais questões são motivos que contribuem para o processamento das condições ideais para os desajustes psiquiátricos que causam a somatização.

Mudança nos padrões de relacionamento

Na vida contemporânea, as crescentes mudanças nos padrões de relacionamento afetam bastante o estilo de vida das pessoas. Entretanto, nem todas estão preparadas para essas transformações — sobretudo as que resultam das inovações tecnológicas — já que o contato físico e visual, hoje, restringe-se aos ambientes meramente virtuais.

Com isso, surgem várias questões mal resolvidas e que geram desconforto no processamento do novo modo de relação afetiva. Entre os sintomas resultantes da dificuldade de lidar com essas tendências destacam-se a solidão e o isolamento, gatilhos favoráveis ao surgimento dos desajustes psicológicos.

Questões profissionais

A não realização profissional, o desemprego ou a frustração por não alcançar um patamar na hierarquia de uma corporação podem gerar graves conflitos internos. São situações muito delicadas e que exigem um suporte familiar e de um profissional capacitado para ajudar.

Questões dessa natureza precisam de atenção especial e da submissão ao tratamento especializado para que sejam revertidas. Do contrário, podem somatizar com outros problemas pessoais e evoluir para condições mais agravantes, ou mesmo irreversíveis.

Perdas financeiras

Uma das causas das doenças psicossomáticas são as questões financeiras. Indivíduos que não conseguem superar perdas e que resguardam mágoas, dores ou traumas por muito tempo compõem o grupo de risco para o desenvolvimento desses transtornos.

A negatividade resultante desses problemas alimentam as emoções — de forma muito prejudicial — e geram dores físicas sem causa aparente.

Influência genética

Um histórico familiar de doença psicossomática acentua consideravelmente as chances de desenvolvimento desses males de ordem psicológica. O alto grau de complexidade que envolve esse transtorno também está relacionado à ação de diversos genes que causam efeitos danosos nas células dos portadores dessa doença.

Luto

Ainda que a morte seja parte integrante — e inevitável — do ciclo da vida, os seres humanos não estão preparados para perder seus entes queridos. Assim, muitas doenças psicossomáticas resultam da tristeza em decorrência da perda de alguém amado.

Isso demonstra a importância do cuidado e da adoção de medidas de prevenção da saúde mental. Igualmente relevante é buscar formas mais positivas de enfrentamento dos problemas a fim de minimizar os efeitos dessas questões.

Como identificar os sintomas das doenças psicossomáticas?

Essas doenças adquirem um caráter dicotômico: as dores tanto surgem sem estar relacionadas a outras enfermidades como podem ter um motivo como doenças incuráveis ou perdas muito significativas.

A manifestação dos sintomas também é complexa, já que variam de suaves, moderados ou graves, ao passo que podem ser únicos ou de representatividade múltipla.

No entanto, algumas características são mais evidentes e merecem atenção na hora de identificar os sinais do transtorno somatoforme. Observe!

  • alterações gástricas: enjoo, dores, queimação ou gastrite nervosa;
  • insônia, geralmente com muita dificuldade para relaxar e dormir;
  • manchas roxas ou avermelhadas espalhadas pelo corpo;
  • dores de cabeça constantes e sem motivo aparente;
  • sensação de sufocamento ou de falta de ar;
  • desinteresse pelas atividades de rotina;
  • batimentos cardíacos acelerados;
  • queixas de dores generalizadas;
  • fadiga sem causa aparente;
  • falta de concentração;
  • irritabilidade;
  • sonolência;
  • desânimo;
  • fraqueza.

Uma das características mais marcantes desse quadro clínico é que o indivíduo não consegue conciliar seus pensamentos e ações, que geralmente oscilam entre o positivo e o negativo. Por isso, a maioria dos pacientes psicossomáticos deixam-se dominar pelas emoções negativas que sustentam a falta de motivação para a vida.

Essa negatividade excessiva que afeta a função dos órgãos — e é interpretada como dor — está associada aos seguintes pensamentos ou comportamentos:

  • transtorno de ansiedade e depressão crônica;
  • preocupação incomum com possíveis doenças futuras;
  • ausência de resposta aos medicamentos e acentuação dos efeitos colaterais;
  • medo descontrolado sobre a gravidade de sintomas que nem representam tanto risco;
  • sensação de que a avaliação clínica, diagnóstico ou o tratamento médico estão errados inadequados;
  • receio de que os exercícios físicos ou a prática desportiva, mesmo leves, podem ser prejudiciais ao seu estado de saúde;
  • tendência a interpretar sensações físicas consideradas normais como um provável sinal de doença física grave ou incurável;
  • hábito de manter consultas repetitivas com o mesmo médico ou buscar profissionais de diferentes especialidades que julga necessário — e urgente.

Quais são as doenças psicossomáticas que mais afetam a população?

Algumas manifestações físicas resultantes dos transtornos psicossomáticos são mais evidentes entre a população. Veja quais são!

Gripes e resfriados constantes

Normalmente, as pessoas ficam resfriadas em algum momento da vida. Isso é perfeitamente normal, uma vez que todos estão expostos às condições ambientais favoráveis à ação dos germes e de patógenos (elementos causadores de doenças) presentes no ar.

No entanto, quando os episódios de viroses desse tipo ocorrem com muita frequência, é necessário mais atenção a esses sinais porque algo pode está errado com o organismo. Ou seja, se a imunidade está frequentemente baixa se a existência de doenças que justifiquem esse quadro, é preciso cuidar melhor das emoções.

Herpes

O vírus causador da herpes é transmitido por meio do contato com um indivíduo infectado. Mas esse patógeno pode permanecer inerte por muito tempo até que a defesa do organismo fique suficientemente reduzida para que ele se manifeste.

Um dos motivos que mais favorecem a ação desses vírus é a queda da defesa imunológica em decorrência de questões emocionais. Logo, episódios recorrentes de herpes — especialmente a labial — são indícios de desordens no organismo. Geralmente, as feridas na boca surgem em situações de estresse excessivo.

Enxaquecas

Semelhantemente ao que ocorre com a herpes e os resfriados, muitos problemas de enxaqueca estão associados a questões de desordem emocional. Alguns pacientes se queixam de dores incontroláveis, que não cedem com nenhum medicamento e que perduram por dias e noites.

As enxaquecas causadas por esse tipo de transtorno emocional provocam dores intensas e localizadas em algum ponto específico da cabeça. Geralmente, essas dores são acompanhadas de ânsia, vômito, irritabilidade e falta de concentração.

Um dos aspectos que merece consideração especial é o potencial de incapacitação das doenças psicossomáticas. A maioria das pessoas acometidas por esse mal não consegue realizar as tarefas de rotina. As dores ainda tornam-se mais intensa porque se sentem incapazes de cumprir suas responsabilidades pessoais e profissionais.

Alergias diversas

Há um tipo de alergia causada especificamente por questões associadas ao estresse e ao nervosismo. Então, além das alergias normais como a intolerância a certos alimentos, aos odores, medicamentos, materiais de limpeza e outros, a pessoa desenvolve também a alergia nervosa.

Estudos comprovam a relação entre essas dermatites e os fatores psicossomáticos. Esse problema pode ser desencadeado por herança familiar, sentimentos negativos, tristeza muito forte ou estresse descontrolado. Geralmente, a alergia nervosa provoca coceira, vermelhidão e erupções na pele ou manchas roxas.

Diarreia

Em muitos indivíduos que passam por fortes situações de angústia, medo ou estresse, é comum surgirem episódios de diarreia. No entanto, quando a diarreia perdura por muitos dias sem que haja explicação física ou relacionada a alguma doença, a hipótese mais provável é que esse quadro resulte de transtornos somatoformes.

Como as doenças psicossomáticas afetam o organismo humano?

Devido às diferenças fisiológicas individuais, cada  pessoa pode reagir de um modo distinto mediante o mesmo estímulo. Com as doenças psicossomáticas, isso não é muito diferente.

Desse modo, ainda que esses transtornos sigam um padrão semelhante, as manifestações individuais e a expressão dos sintomas podem provocar reações diversas. Tais reações são geradas por tensões emocionais que afetam as funções dos órgãos e fazem com que simulem características típicas de certas doenças.

Todas essas características decorrem do poder da mente em se apegar demasiadamente em pensamentos negativos. Como o cérebro coordena as funções orgânicas, as emoções ruins tornam o corpo doente, mesmo que sem motivo aparente.

Listamos alguns órgãos que costumam ser mais afetados por essas enfermidades emocionais. Acompanhe:

  • derme: manchas, coceira, irritação, bolhas ou formigamentos;
  • região íntima: coceiras, inflamações, odor fétido, impotência e redução do desejo sexual, alterações do ciclo menstrual;
  • aparelho digestório: dor e queimação no esôfago e no estômago, ânsia de vômito acompanhada de visão turva, gastrites, úlceras gástricas e constipação;
  • garganta: queixas de nó na garganta, irritações, vermelhidão, edema e amigdalites frequentes;
  • pulmões: apneia do sono, falta de ar, sensação de sufocamento, simulações de graves doenças pulmonares ou cardiovasculares;
  • articulações, músculos e ossos: tensão e dor muscular, contraturas e rigidez articulares, dores ósseas generalizadas;
  • coração: fortes dores no peito, acompanhada de angústia e que pode ser confundida com quadros de infarto.  Palpitações e descontrole da pressão arterial;
  • rins e bexiga: dor, queimação ou dificuldade para urinar. Gotejamento que pode imitar características de graves doenças urológicas;
  • sistema nervoso central: constantes dores de cabeça, distúrbios visuais, alteração no equilíbrio, aumento ou redução da sensibilidade e comprometimento da motricidade

Quais as possíveis complicações resultantes desse problema?

O transtorno somatoforme prejudica a saúde e o bem-estar do indivíduo em diferentes aspectos. Contudo, ainda que o afetado tenha consciência de que seu problema é de caráter emocional, ele se sente incapaz ou não crê na possibilidade de reverter o problema. Por conseguinte, o quadro só tende a piorar e, em alguns casos, esse desequilíbrio mental pode até levar ao suicídio.

Além desse agravante, esse transtorno está relacionado também às complicações seguintes. Veja quais são:

  • alcoolismo;
  • desajustes conjugais ou familiares;
  • uso casual ou abuso de drogas ilícitas;
  • troca constantes de emprego ou desemprego;
  • estado geral de saúde ruim ou pouco saudável;
  • problemas para manter relacionamentos afetivos ou no ambiente de trabalho;
  • muita dificuldade para lidar com as intercorrências ou adversidades da vida diária;
  • tendências a outros transtornos mentais, como ansiedade patológica, crises depressivas ou múltiplos transtornos de personalidade;
  • risco maior para o suicídio induzido pela desmotivação quanto ao futuro ou devido à ausência de resposta dos tratamentos contra a depressão;
  • acentuação de dívidas por causa de consultas excessivas para tratamentos mentais ou para as doenças que julga ter.

Como tratar as doenças psicossomáticas?

A boa notícia é que esses distúrbios podem ser solucionados mediante intervenção terapêutica adequada. A meta do tratamento é a reabilitação gradativa do estado mental do paciente, de modo que ele consiga melhorar os principais sintomas e retome a autonomia sobre a vida.

Confira, agora, quais são as metodologias mais indicadas para a reestruturação da saúde mental e física dos pacientes com doenças psicossomáticas. Acompanhe!

Apoio psicológico

Como a maioria dos sintomas físicos podem estar vinculados ao desgaste psicológico e à ansiedade e depressão de alto nível, a intervenção psicoterapêutica é a mais indicada no início do tratamento.

O apoio psicológico é o ponto de partida para minimizar os desajustes emocionais que alimentam a dor física. O profissional de psicologia direcionará a conduta para a construção de um novo olhar sobre a expectativa do paciente em relação aos sintomas físicos gerados por fatores emocionais.

Além de focar em medidas que auxiliem a redução do estresse, o tratamento visa melhorar a funcionalidade diária em casa, nas relações pessoais, sociais e no trabalho. Igualmente relevante é ajudá-lo a lidar com as mudanças de pensamento para superar os desajustes resultantes desses distúrbios.

Tratamento psiquiátrico

Os remédios para controlar os sintomas dos transtornos somatoformes têm, entre outras funções, ação antidepressiva. Assim, eles podem ajudar a diminuir os efeitos relacionados à depressão e que expressam os sinais mais relevantes da doença.

Por isso, o acompanhamento psiquiátrico é fundamental para direcionar o tratamento e avaliar a evolução do paciente. Outro ponto relevante é combinar alguns medicamentos diferentes — e complementares — para aumentar a eficiência do tratamento.

Mudança no estilo de vida

Além do tratamento psicoterapêutico e das consultas ao psiquiatra, a reabilitação mental necessária à melhora das dores físicas exige mudanças no estilo de vida.

Mudar alguns hábitos, melhorar a qualidade do sono e a  forma de pensar e de enfrentar as adversidades da vida são medidas essenciais nesses casos. Tendo isso em vista, é importante que a família e os amigos auxiliem o paciente, e atuem como um suporte emocional para motivá-lo à reestruturação de sua saúde.

Quando buscar ajuda especializada em Saúde Mental?

 

Como os sintomas físicos que alimentam as dores são originados por questões emocionais, a busca de ajuda especializada em Saúde Mental pode fazer toda a diferença para reverter esse quadro. Nesse sentido, convém procurar uma clínica que tenha infraestrutura voltada para a reabilitação da saúde integral por meio de um trabalho completo e multidisciplinar.

Quando o indivíduo fica dominado pelos efeitos da somatização, ele se torna frágil emocionalmente e, com isso, essa instabilidade psicológica pode gerar quadros cada vez mais agravantes. Por isso, o ideal é buscar ajuda especializada o quanto antes.

Os sintomas das doenças psicossomáticas provocam uma verdadeira angústia e um misto de dor física e de tristeza tão grande que a pessoa não consegue superar esse quadro sozinha. Logo, a intervenção terapêutica multidisciplinar é a forma mais segura para minimizar os impactos desses problemas e restaurar o bem-estar, a autonomia e a qualidade de vida do paciente.

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Tudo o que você precisa saber sobre o autismo: um panorama sobre esse transtorno

autismo

O autismo é um transtorno de ordem psiquiátrica, cujos sinais podem ser percebidos nos primeiros meses de vida do bebê. Nas crianças maiores, esse distúrbio compromete a comunicação, o aprendizado e a interação social.

No entanto, o nível de comprometimento é proporcional ao grau da deficiência. A boa notícia é que os sintomas do autismo podem ser minimizados por meio de intervenções terapêuticas eficazes.

Quer saber mais? Veja, então, o que é esse transtorno, suas características, como identificá-lo e quais as medidas mais apropriadas à superação dos impactos do autismo. Acompanhe!

O que é o autismo?

Geralmente, os portadores do autismo apresentam dificuldades em relação à fala, comportamentos repetitivos e falta de interação social. Porém, vale ressaltar que o autismo é um transtorno comportamental e, desse modo, não afeta o desenvolvimento físico.

Antes, o autismo era classificado em cinco categorias distintas, de acordo com o grau da deficiência e as características comportamentais. Essa antiga divisão englobava desde a síndrome de Asperger (grau mais leve) até o espectro mais grave.

Porém, o acesso dos profissionais a novas informações sobre esse transtorno favoreceu a identificação diagnóstica e a adoção de condutas mais efetivas. Com mais esclarecimento, houve a necessidade de alterar a classificação.

Tais modificações objetivaram identificar o autismo e classificá-lo segundo a gravidade dos sintomas, facilitar a avaliação diagnóstica e direcionar o tratamento para terapias mais eficazes.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS), estabeleceu uma classificação única, mais abrangente e com níveis distintos de funcionalidade. Assim, as modalidades do distúrbio foram inseridas em um protótipo conhecido como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Existem causas específicas para o autismo?

À medida que se foi ampliando o conhecimento sobre o transtorno do autismo, esse conceito foi modificado. Atualmente, o espectro do transtorno do autismo está inserido em uma classificação de deficiência mental.

No entanto, as causas do autismo ainda não foram completamente estabelecidas, ainda que os estudos nesse campo sejam bastante intensos. Alguns sinais são considerados marcadores desse distúrbio psiquiátrico, porém, a precisão diagnóstica exige vários testes específicos e avaliações detalhadas.

Na verdade, esse distúrbio afeta pessoas de todas as idades, muito embora, desde os primeiros meses de vida, as alterações comportamentais típicas do TEA podem ser percebidas pelos pais.

Há indícios de que o autismo surge como consequência de uma combinação de fatores. Os mais importantes são ligados aos caracteres genéticos e a influências ambientais.

Porém, muitos genes relacionados ao autismo já foram identificados e mapeados. Alterações no padrão genético, como mutações, por exemplo, tornam os indivíduos mais propensos ao transtorno.

Essas modificações podem afetar, inclusive, o desenvolvimento de algumas áreas do cérebro, o processo de comunicação e elevar a gravidade dos sintomas.

Quanto aos agentes externos que acentuam o risco para o TEA destacam-se a poluição do ar, complicações fisiológicas ou o uso de álcool na gestação, infecções virais e exposição ao mercúrio.

Quais os níveis do autismo?

Esse transtorno tem peculiaridades muito específicas. Algumas crianças são incapazes de reconhecer os códigos próprios da comunicação humana e, por isso, optam pelo isolamento.

Elas vivem alheias à presença dos outros, fecham-se num universo restrito e inatingível para os demais. Além do mais, apresentam padrões específicos e repetitivos de comportamento, o que dificulta o desenvolvimento.

O TEA pode ser classificado em três grupos, cujas características dessas desordens autísticas têm níveis de comprometimento distintos. Confira!

Autismo grave

Pertencem a esse grupo as crianças isoladas, que não conseguem se comunicar e que passam várias horas repetindo movimentos estereotipados.

A principal característica do TEA grave é a ausência de sensibilidade à comunicação: o autista grave ignora o seu interlocutor e todos ao redor dele.

Ele não interage com ninguém, não apresenta nenhum tipo de afetividade, evita o toque, afago, abraço e, apresenta, em geral, sinais de deficiência mental. Nesses casos, a terapia familiar é indicada para favorecer o tratamento psiquiátrico..

Moderado ou clássico

Classificado como autista clássico, o TEA moderado fala, mas não consegue se expressar com clareza. Ele tem a capacidade de repetir, fora do contexto, até mesmo uma frase inteira ouvida pela TV no dia anterior.

Ou seja, ele repete falas, padrões, comportamentos, mas não tem um padrão psicológico estável que permita o aprendizado e o desenvolvimento escolar.

Os autistas clássicos têm grande dificuldade de interação e de comunicação verbal ou corporal. Eles são centrados si mesmos, evitam o contato visual, não têm muita ligação com o ambiente ou com pessoas ao redor.

Grau leve

Os portadores da antiga Síndrome de Asperger estão inseridos no TEA leve. Eles apresentam as mesmas limitações dos outros grupos, porém, numa medida bastante reduzida.

O TEA leve é comunicativo, inteligente e consegue se socializar, ainda que aglomeração de pessoas também o incomode. Muitos focam em alguma área de conhecimento e se tornam imbatíveis nessa “especialidade”.

Porém, o autista leve também pode apresentar caracteres que exigem acompanhamento contínuo. Mas ele consegue levar uma vida normal: muitos se casam, têm filhos, mantêm uma vida social tranquila, estudam e fazem carreira profissional.

Savant (ou Savantismo)

Existe, ainda, uma categoria mais rara e específica de TEA denominada savant. Essa denominação tem origem francesa e significa “sábio”. Os portadores desse tipo de autismo apresentam sinais clássicos do distúrbio como déficits psicológicos e instabilidade emocional.

Porém, eles têm uma memória incomum, além de talentos específicos e raros. Nessa modalidade do transtorno estão incluídos os indivíduos autistas considerados “gênios”, sem, entretanto, ter conhecimento básico sobre as áreas que dominam.

Os savants conseguem, por exemplo, fazer, mentalmente, cálculos matemáticos dificílimos sem, contudo, ter conhecimento básico de álgebra ou de áreas correlatas.

Os portadores dessa síndrome são capazes de decorar listas telefônicas, nomes de capitais, tamanho e densidade populacional de todos os países. Quando questionados, eles simplesmente alegam que “gostam” de fazer isso para passar o tempo..

Quais as características mais marcantes do autismo?

Em todas as etapas da vida, o TEA apresenta características marcantes e que auxilia na identificação diagnóstica. A percepção desses elementos tipicamente autistas é fundamental ao direcionamento da intervenção terapêutica.

Listamos algumas dessas características. Confira!

  • maior sensibilidade dos sentidos: visão, audição, tato e paladar excessivamente sensíveis;
  • crises excessivas de raiva, acompanhada ou não de agressividade;
  • não responde a contato visual, gestos corporais ou sorrisos;
  • apresenta hiperatividade ou é muito passivo e isolado;
  • executa constantes movimentos corporais repetitivos;
  • tem necessidade de intensa repetição de atividades;
  • baixa capacidade de concentração ou de atenção;
  • foco em um único assunto ou atividade;
  • não participa de jogos interativos;
  • não aceita mudança na rotina;
  • dificuldade para fazer amigos;
  • demonstra falta de empatia;
  • apego anormal aos objetos;
  • isolamento social.

Como identificar esse transtorno?

Dada à complexidade desse transtorno, a confirmação do diagnóstico de autismo é encarada pelos pais ou responsáveis como um desafio. Pode, inclusive, ser comparado a uma viagem rumo a um universo desconhecido.

Porém, há muitas possibilidades de atenuar os sintomas e de minimizar o impacto deles, desde que se busque ajuda especializada o quanto antes. O conhecimento sobre o TEA também é relevante.

Uma das medidas mais relevantes para despertar atenção sobre a importância de saber conviver com os autistas é a criação do abril azul. Durante todo esse mês, diversas instituições promoverão palestras e ações focadas no TEA.

Como parte dessa campanha de conscientização, aprenda, agora, a identificar os sinais clássicos do autismo em diferentes fases da vida. Confira!

Em bebês

Normalmente, a amamentação é considerada um ato de aproximação e de carinho entre mãe e filho. Entretanto, um bebê autista pode não fixar os olhos na mãe e ignorar, por completo, as tentativas de troca de afeto.

Outro comportamento típico é em relação ao não estranhamento do colo de outras pessoas. Geralmente, bebês com idade entre 3 a 24 meses costumam recusar o colo de estranhos.

Porém, uma das características do autismo é fazer com que o bebê não se importe com as diferentes ofertas de colo. Ele se sente igualmente confortável, é indiferente ao distanciamento dos pais e aceita facilmente o colo de pessoas estranhas.

Nesses casos, a atenção dos pais a esses sinais é imprescindível. Notar essas diferenças comportamentais e relatar ao médico esse histórico ajudam a direcionar o diagnóstico.

Na idade escolar

Nos primeiros anos da fase escolar, os sintomas do autismo são mais evidentes. Entre os mais perceptíveis estão a ausência de comunicação, uma surdez aparente, o foco em determinados objetos e a realização constante de movimentos pendulares estereotipados.

Geralmente, as crianças com autismo costumam balançar o tronco e a cabeça para frente e para trás. Há também dificuldades com a linguagem verbal, de sociabilização, além do clássico comportamento repetitivo.

Em adultos

Muitos adultos que tiveram diagnóstico tardio de TEA, mas se submeteram à terapia, conseguem conviver bem com o transtorno. Ainda que não exista cura definitiva para o autismo, muitos pacientes têm melhora significativa e conseguem levar uma vida autônoma.

Em autistas adultos, os caracteres são bem semelhantes aos percebidos na infância. A diferença é que a maturidade e a autonomia em relação ao padrão comportamental favorece o controle dos sintomas.

Vale destacar que a tríade — dificuldade de interação social, de comunicação oral ou corporal e padrões de comportamento repetitivo — são os marcadores dessa síndrome em qualquer idade. Porém, o modo como essas dificuldades são trabalhadas determinam o sucesso do tratamento.

Qual o impacto do autismo no desenvolvimento infantil?

No Brasil, a temática do autismo tem alcançado mais relevância nas últimas décadas. Desde 2102, foi promulgada uma Lei federal — conhecida como lei do Autismo — que assegura, de forma plena, os direitos do autista.

A garantia desses direitos é importante, já que o espectro do autismo pode surgir em diferentes fases do desenvolvimento infantil. Se não adequadamente tratado, esse transtorno pode comprometer a vida adulta e afetar as relações pessoais, afetivas e profissionais.

Como a superação do impacto desse transtorno exige cuidados especiais, a observância da legislação torna-se uma proteção para os autistas. Sobretudo contra atitudes de preconceito ou da negação de seus direitos, enquanto portadores de necessidades especiais.

Entre as dificuldades mais comuns evidenciadas pelos portadores do autismo, há um destaque especial quanto às limitações sociais e o comprometimento das habilidades relacionadas à comunicação verbal.

Muitas crianças autistas — sobretudo na idade escolar — apresentam bastante resistência em dividir atividades, compartilhar brinquedos e interagir com outros indivíduos. Tais fatores influenciam o aprendizado e impactam negativamente a maturidade emocional necessária ao crescimento.

Assim, os pais ou os responsáveis precisam focar atenção nessas limitações a fim de promover intervenções adequadas à superação desses desafios. Em maior ou em menor grau. tais caracteres estão sempre presentes no cotidiano dos autistas.

Como superar as limitações do autismo infantil?

Na prática, algumas ações tornam-se essenciais à promoção do desenvolvimento cognitivo e à socialização dos autistas. Auxiliam, pois, de forma bem mais efetiva, na superação dos principais desafios desse transtorno.

Listamos algumas sugestões para ajudar no enfrentamento das limitações do autismo. Veja quais são!

Considere as necessidades individuais do autista

O autismo é um transtorno com um amplo espectro e, dessa forma, muitas são as variações comportamentais problemáticas que surgem como influência desse problema. Logo, é necessário ficar atento às necessidades individuais do autista a fim de ajudá-lo na superação de suas limitações.

Incentive a participação em atividades alternativas

O incentivo à prática de atividades alternativas em portadores de autismo é essencial para desenvolver a sociabilidade e a integração. Estimule a participação da criança em atividades lúdicas com função terapêutica.

Além de estimular as habilidades sociais, o autista aprende mais sobre a valorização de condutas que objetivem o respeito, a disciplina e outras virtudes necessárias ao convívio harmônico junto à coletividade. Uma boa opção é frequentar academia ou praticar exercícios físicos em grupo.

Estimule o aprendizado de novas habilidades

Indivíduos com TEA precisam de ajuda para desenvolver habilidades específicas e superar as limitações. Os maiores desafios estão centrados na dificuldade de interação social e de comunicação.

Evidentemente, conforme o grau de comprometimento pode haver diferenças nesses sintomas. Porém, todos os autistas necessitam de compreensão e de apoio para melhorar os processos de comunicação e de interação social.

Mediante isso, tanto os pais quanto os professores devem oferecer apoio contínuo ao desenvolvimento de novas habilidades. Sobretudo aquelas relacionadas à fala, a compreensão de gestos e de atitudes relativas à integração com o meio.

Procure apoio profissional

A busca pela ajuda profissional é um dos passos mais importantes para melhorar a interação do autista com o meio em que vive. Nesse sentido, procure especialistas capacitados e experientes para assegurar sucesso no tratamento.

Reduzir os impactos dos sintomas do autismo é essencial para possibilitar melhoria no desenvolvimento infantil, sobretudo no se refere às questões psicológicas e comportamentais.

Além do apoio psicológico, garantir o suporte por meio de uma intervenção multiprofissional com psiquiatra, enfermeiro, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional faz toda a diferença no resultado terapêutico.

Promova a inclusão

Promover medidas inclusivas é fundamental para a superação de estigmas como a intolerância e o preconceito que, infelizmente, ainda são muito presentes na sociedade.

A adoção de práticas voltadas à inclusão melhora o desenvolvimento geral de uma criança autista. Influenciam, pois, o processo cognitivo, a memória, a aprendizagem e o aspecto comportamental.

Por isso, é preciso promover políticas específicas de inclusão do autismo, principalmente para as crianças na idade escolar. Juntos, escola, família e sociedade podem trabalhar de forma integrada em benefício de quem necessita de cuidados específicos e de atenção especial.

Como integrar o autista na sociedade?

Há algumas décadas, a maioria dos portadores de TEA recebia tratamento interno e isolado em instituições psiquiátricas. Devido à falta de conhecimento sobre o autismo, essa realidade que envolvia o tratamento da saúde mental perdurou durante um longo período.

Mas ainda que o autismo continue sendo um transtorno que desafia a saúde pública, nos últimos anos perceberam-se algumas evoluções em relação a esse distúrbio.

Hoje, porém, existem diversos meios que possibilitam a integração do portador de TEA na sociedade. Ter conhecimento sobre o autismo é um dos pontos fundamentais para o empoderamento necessário ao enfrentamento dos sintomas mais preocupantes.

Tanto para as crianças portadoras da síndrome, como para seus respectivos familiares, a perspectiva atual quanto ao tratamento evoluiu gradativamente.

Por meio de um tratamento eficaz, muitos dos sintomas do autismo podem ser reduzidos, muito embora alguns indivíduos permaneçam com os reflexos do TEA por toda a vida.

Os avanços da medicina e o uso de novos métodos psicoterapêuticos facilita o convívio de autistas com seus familiares e a interação social.

Evidentemente, a perspectiva dos resultados depende do nível de gravidade do autismo e da eficácia do tratamento. Além da qualidade do suporte profissional, a atenção e o cuidado com os portadores do TEA influenciam significativamente a inserção social deles.

Vale ressaltar que o primeiro aspecto positivo para a integração social do autista é o tipo de suporte pedagógico recebido na escola. Para surtir efeito positivo, a educação inclusiva exige uma ordem técnica, peculiar, padronizada e organizacional.

Sob essa ótica, a função da escola não se limita apenas ao ensino conteudista, mas detém a responsabilidade de influenciar decisivamente os padrões de convivência coletiva.

Logo, a adoção de políticas de inclusão adequadas e a aplicação de metodologias específicas — e que priorizem a redução das diferenças individuais — são ações benéficas e úteis para promover a sociabilização dos portadores de TEA.

Qual o papel da família no desenvolvimento do autista?

Priorizar ações que fomentem ações de inclusão social dos portadores de autismo deve ser um propósito bem definido e envolver não só a família, como também a escola. Porém, a responsabilidade dos pais nesse papel é determinante, já que a verdadeira inclusão precisa começar em casa.

Para o bom desempenho em todas as atividades, o autista  necessita, em primeiro plano, contar com o apoio e receber o acolhimento de seus familiares. Esse aspecto é essencial, pois a família precisa ser bem orientada para conseguir defender os direitos humanos de seus membros com autismo.

Tais fatores possibilitam o pleno desenvolvimento, influenciam o aprendizado e facilita a inclusão social.

Vale destacar que todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos diagnosticados com autismo usufruem, por Lei, da igualdade de direitos e dignidade garantidos a todas as pessoas.

Crianças que recebem tratamento adequado conseguem desenvolver diversas habilidades fundamentais e necessárias ao processo de reabilitação. Porém, os pais precisam estar atentos a essa necessidade e buscar ajuda.

Infelizmente, muitos pais ainda têm dificuldade para admitir que seus filhos precisam de um suporte especializado. Mesmo diante dos sinais clássicos dos distúrbios de desenvolvimento, essa negação é bem comum.

Porém, essas atitudes precisam ser repensadas, já que a negação do problema não muda o diagnóstico. Pelo contrário, uma avaliação tardia dificulta a recuperação dos sintomas e retarda o desenvolvimento infantil.

Logo, essa postura dos pais é bastante prejudicial em diferentes sentidos, além de reduzir a possibilidade de auxiliar o filho.

Quando conscientes da importância de seu papel, os familiares ou responsáveis pelos autistas buscam ajuda e lutam cada vez mais pelos processos de inclusão.

Adotar essa postura é fundamental ao empoderamento das pessoas com autismo. Mais do que isso: minimiza os impactos do preconceito que, muitas vezes, resulta da falta de conhecimento sobre esse transtorno.

Como é o tratamento para o autismo?

O transtorno do autismo ainda não pode ser restaurado, porém, existem amplas alternativas de minimizar os efeitos desse distúrbio.

A intervenção terapêutica possibilita melhoria considerável nas habilidades sociais e comunicativas dos portadores de TEA. A recomendação é que o tratamento seja realizado o quanto antes.

Promover medidas terapêuticas com vistas à redução dos sinais do autismo é essencial ao suporte necessário ao desenvolvimento e aprendizado escolar.

No entanto, a escolha de uma instituição especializada em tratamento mental é determinante para alcançar êxito no tratamento do autismo. O suporte de uma equipe multiprofissional experiente é primordial para direcionar a atenção às necessidades específicas da criança.

Confira, agora, quais as terapias disponíveis para o tratamento do TEA:

  • terapia do discurso: objetiva auxiliar os processo de fala e de linguagem corporal;
  • terapias específicas de comunicação e de comportamento;
  • terapia ocupacional;
  • atividades lúdicas;
  • medicamentos;
  • fisioterapia.

Tanto as avaliações como as intervenções psicoterapêuticas precisam ser individuais. Contudo há terapias que podem ser feitas em grupo para incentivar a socialização da criança. Esse tipo de intervenção assegura resultados satisfatórios, e que podem ser percebidos em médio ou em longo prazo.

Além do foco no acompanhamento emocional, o suporte pedagógico e o aprimoramento da fala são cruciais. Como vimos, o progresso depende do diagnóstico e do tratamento precoce. O quanto antes iniciarem as intervenções, maiores serão as chances de recuperação dos sintomas do autismo.

Agora que já sabe tudo sobre o autismo, que tal conhecer melhor os serviços especializados em Saúde Mental do Hospital Santa Mônica?