Os sinais da Síndrome de Burnout. Será que você tem?

izabella camargo

Reconheça os sinais de esgotamento antes que seja tarde demais

Síndrome de Burnout é um das doenças que acomete os profissionais de alta performance. Como os empreendedores de alto nível costumam ser tão apaixonados pelo que fazem, eles tendem a ignorar o fato de estarem trabalhando excepcionalmente por longas horas, assumindo cargas de trabalho excessivamente pesadas e exercendo uma enorme pressão sobre si próprios – tudo isso os torna suscetíveis para a Síndrome de Burnout.

O que é burnout?

Burnout é um estado de estresse crônico que leva a:

  • Exaustão física e emocional;
  • Cinismo e desapego;
  • Sentimentos de ineficácia e falta de realização.

Quando no meio do esgotamento completo, você não é mais capaz de funcionar efetivamente em um nível pessoal ou profissional. No entanto, o burnout não acontece de repente. Você não acorda uma manhã e, de repente, “está esgotado”. Sua natureza é muito mais insidiosa, crescendo ao longo do tempo, o que torna muito mais difícil de reconhecer. Ainda assim, nossos corpos e mentes nos dão avisos, e se você souber o que procurar, poderá reconhecê-lo antes que seja tarde demais.

Quais são os sinais de burnout?

Cada uma das três áreas descritas acima é caracterizada por certos sinais e sintomas (embora haja sobreposição em algumas áreas). Esses sinais e sintomas existem ao longo de um período. Em outras palavras, a diferença entre stress e burnout é uma questão de grau, o que significa que quanto mais cedo você reconhecer os sinais, melhor será capaz de evitar o burnout (se você fizer algo para lidar com os sintomas quando os reconhecer).

Sinais de exaustão física e emocional:

Fadiga crônica. Nos estágios iniciais, você pode sentir falta de energia e se sentir cansado na maioria dos dias. Nos últimos estágios, você se sente fisicamente e emocionalmente exausto, exaurido e esgotado, e pode sentir uma sensação de medo pelo que está por vir em um determinado dia.

Insônia. Nos estágios iniciais, você pode ter dificuldade em adormecer ou permanecer dormindo uma ou duas noites por semana. Nos últimos estágios, a insônia pode se tornar uma provação persistente e noturna; tão exausto quanto você é, você não consegue dormir.

Esquecimento / dificuldade de concentração e atenção. A falta de foco e o leve esquecimento são sinais precoces. Mais tarde, os problemas podem chegar ao ponto em que você não consegue fazer o seu trabalho e tudo começa a se acumular.

Sintomas físicos. Os sintomas físicos podem incluir dor no peito, palpitações cardíacas, falta de ar, dor gastrointestinal, tontura, desmaios e / ou dores de cabeça (todos devem ser medicamente avaliados).

Doença aumentada. Como seu corpo está esgotado, seu sistema imunológico fica enfraquecido, tornando-o mais vulnerável a infecções, resfriados, gripes e outros problemas médicos relacionados ao sistema imunológico.

Perda de apetite. Nos estágios iniciais, você pode não sentir fome e pode pular algumas refeições. Nos últimos estágios, você pode perder o apetite e começar a perder uma quantidade significativa de peso.

Ansiedade. No início, você pode experimentar sintomas leves de tensão, preocupação e nervosismo. À medida que você se aproxima do esgotamento, a ansiedade pode se tornar tão séria que interfere em sua capacidade de trabalhar de forma produtiva e pode causar problemas em sua vida pessoal.

Depressão. Nos estágios iniciais, você pode se sentir um pouco triste, ocasionalmente sem esperança, e você pode experimentar sentimentos de culpa e inutilidade como resultado. Na pior das hipóteses, você pode se sentir preso, severamente deprimido e achar que o mundo ficaria melhor sem você.

Raiva. A princípio, isso pode se apresentar como tensão interpessoal e irritabilidade. Nos últimos estágios, isso pode se transformar em explosões de raiva e discussões sérias em casa e no trabalho. (Se a raiva chega ao ponto em que se transforma em pensamentos ou atos de violência para com a família ou colegas de trabalho, procure assistência profissional imediata.)

Sinais de cinismo e desapego

Perda de prazer. No início, a perda de prazer pode parecer muito branda, como não querer ir trabalhar ou estar ansiosa para ir embora. Sem intervenção, a perda de prazer pode se estender a todas as áreas da sua vida, incluindo o tempo que você passa com a família e os amigos. No trabalho, você pode tentar evitar projetos e descobrir maneiras de escapar do trabalho todos juntos.

Pessimismo. A princípio, isso pode se apresentar como uma conversa negativa. Na pior das hipóteses, isso pode ir além de como você se sente em relação a si mesmo e estender-se a questões de confiança com colegas de trabalho e familiares e um sentimento de que você não pode contar com ninguém.

Isolamento. Nos estágios iniciais, isso pode parecer uma resistência moderada à socialização (ou seja, não querer sair para almoçar; fechar a porta ocasionalmente para manter os outros fora). Nos últimos estágios, você pode ficar com raiva quando alguém fala com você, ou você pode entrar cedo ou sair tarde para evitar interações.

Destacamento. O desapego é um sentimento geral de se sentir desconectado dos outros ou do seu ambiente. Pode tomar a forma dos comportamentos isolados descritos acima e resultar na remoção emocional e fisicamente do seu trabalho e de outras responsabilidades. Você pode ficar doente muitas vezes, parar de retornar chamadas e e-mails ou chegar atrasado regularmente.

Sinais de Ineficácia e Falta de Realização 

Sentimentos de apatia e desesperança. Isso é semelhante ao descrito nas seções de depressão e pessimismo deste artigo. Apresenta como um sentido geral que nada está indo bem ou nada importa. À medida que os sintomas pioram, esses sentimentos podem se tornar imobilizadores, fazendo parecer “qual é o objetivo?”

Irritabilidade aumentada. Irritabilidade muitas vezes resulta de se sentir ineficaz, sem importância, inútil, e uma sensação crescente de que você não é capaz de fazer as coisas de forma tão eficiente ou eficaz como você fez uma vez. Nos estágios iniciais, isso pode interferir nas relações pessoais e profissionais. Na pior das hipóteses, pode destruir relacionamentos e carreiras.

Falta de produtividade e baixo desempenho. Apesar das longas horas, o estresse crônico impede que você seja tão produtivo quanto antes, o que geralmente resulta em projetos incompletos e em uma lista de tarefas cada vez maior. Às vezes, parece que, por mais que você tente, não pode sair de baixo da pilha.  

Se você não está tendo nenhum desses problemas, ótimo! No entanto, você deve manter estes sinais de aviso em mente, lembrando que o burnout é uma criatura insidiosa que se arrasta em você como você está vivendo sua vida ocupada.

Se você estiver enfrentando alguns desses sintomas, isso deve ser uma chamada de ativação que você pode estar em um caminho perigoso. Tire algum tempo para avaliar honestamente a quantidade de estresse em sua vida e encontrar maneiras de reduzi-lo antes que seja tarde demais. Burnout não é como a gripe; não desaparece depois de algumas semanas, a menos que você faça algumas mudanças em sua vida.

No último dia 05, a jornalista e apresentadora Izabella Camargo, ao retornar de licença após o diagnóstico de Síndrome de Burnout foi desligada da Rede Globo. Izabella concedeu com exclusividade ao Notícias da TV “Estou sendo punida por ter ficado doente, com uma doença funcional, e os laudos provam isso. Foi um susto. Esperava qualquer coisa, menos ser demitida”, diz Izabella.

Infelizmente a sociedade ainda luta com o preconceito relacionado aos problemas de saúde mental, precisamos falar sobre o assunto visando a desmistificação dos transtornos mentais.

Compra compulsiva, negócio arriscado

compras compulsivas

Todo mundo faz compras. É como suprimimos nossas necessidades de se alimentar, de vestir, se locomover, dentre outros. Agora, mais do que nunca, é mais fácil fazer compras 24 horas do dia pela internet, mas e quando as compras se tornam compras compulsivas?

Só para se ter uma ideia, os americanos gastam muito dinheiro fazendo compras. Em 2016, gastaram mais de US $ 4,8 trilhões em compras no varejo. Já no Brasil, de acordo com um levantamento da consultoria Visa Consulting & Analytics, os gastos internacionais dos consumidores brasileiros em 2018 já alcançam a marca de 56% no e-commerce.

Conforme o estudo, os gastos internacionais dos brasileiros na Internet acontecem por três motivos principais: viagens (passagens aéreas, hotel, aluguéis de carro); compras de bens digitais na internet (como, por exemplo, licenças de software ou pagamentos recorrentes em aplicativos); e bens físicos tradicionais.

 

Para algumas pessoas, as compras se transformam em compras compulsivas

A compra compulsiva é um desejo incontrolável de fazer compras, o que resulta em gastar muito tempo e dinheiro na atividade. Geralmente, uma pessoa que compra compulsivamente tem o desejo de comprar em resposta a emoções negativas (não deve ser confundida com “terapia de varejo” ocasional) e frequentemente tem problemas com relacionamentos e finanças como resultado de seu comportamento compulsivo de compras.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 8% da população mundial sofre de onio­mania ou compulsão por compras. 5,8% dos americanos são afetados pelo Transtorno da Compra Compulsiva durante a vida. No entanto, é muito comum as pessoas terem a compulsão e não admitirem o vício.

Estudos recentes indicam maior prevalência da oniomania em mulheres e estima-se algo em torno de 2% a 8% da população em geral, sem vinculação à classe social da pessoa

 

Os quatro estágios da compra compulsiva

Antecipação: Os pensamentos e impulsos para a compra se iniciam. Eles podem se concentrar em um item específico ou no ato de comprar em si.

Preparação: Pesquisa e tomada de decisão. Uma pessoa pode olhar para as ofertas/produtos ou debater sobre onde fará às compras.

Compras: a compra acontece. Esta é a chamada “emoção da caça”. A pessoa sente um prazer ao fazê-lo.

Gastos: Algo ou muitas coisas são compradas. A pessoa fica triste porque a experiência de compra acabou e pode ficar desapontado com o valor gasto.

 

Você está em risco de um problema de compra compulsiva?

Se você se identifica com a maioria das declarações abaixo, talvez seja hora de procurar ajuda.

  • Se eu tiver dinheiro na minha conta, fico tentada(o) em gastar.
  • As pessoas me julgariam se soubessem quanto eu gasto nas minhas compras mensais.
  • Eu compro coisas que não posso pagar.
  • Eu compro coisas que eu não preciso.
  • Comprar as coisas faz com que eu me senta melhor.
  • Fico ansiosa(o) nos dias em que não faço compras.
  • Eu pago o mínimo no meu cartão de crédito, mas continuo aumentando minhas contas.

 

Como a compra compulsiva é diferente do ato de acumular coisas?

As pessoas que compram compulsivamente podem comprar tantos itens que levam ao acúmulo. 61% das pessoas com manias de acumular coisas atendem aos critérios de compra compulsiva; no entanto, também existem diferenças importantes entre compra compulsiva e acumulação.

 

Compra Compulsiva

Atitude de acumular coisas

Foco no processo de compra Foco no item que está sendo acumulado
A motivação é para elevar o status social ou aliviar as emoções negativas A motivação é em coletar itens que tenham valor sentimental ou utilidade percebida
Sem conexão com o produto Forte conexão emocional com os produtos
Os itens comprados são exibidos ou escondidos Os itens são acumulados até o ponto em que a funcionalidade da casa de uma pessoa é comprometida
Mais comum entre as mulheres Mais comum entre os homens

 

Como a compra compulsiva é relacionada à doença mental?

As pessoas que têm Transtorno de Compra Compulsivo também atendem aos critérios para outras doenças mentais, como transtornos de humor, transtornos de ansiedade, transtornos por uso de substâncias, transtornos alimentares, TDAH e uma variedade de transtornos do controle dos impulsos.

Gastos excessivos podem ser um sintoma do Transtorno da Personalidade Borderline.

As compras desenfreadas podem ocorrer durante episódios maníacos de Transtorno Bipolar; no entanto, isso é diferente do Transtorno da Compra Compulsiva e as interrupções geralmente param quando um episódio maníaco termina.

Compra compulsiva é muitas vezes impulsionada por sentimentos de ansiedade, depressão ou baixa autoestima.

 

Como a compra compulsiva é tratada?

  • Alguns profissionais classificam a compulsividade como um transtorno obsessivo compulsivo, enquanto outros a comparam a um transtorno do controle do impulso, como dr. Claudio Duarte, psiquiatra do Hospital Santa Mônica menciona no vídeo sobre Compras Compulsivas. Portanto, não há um tratamento específico para compras compulsivas.
  • A medicação pode ser usada para controlar os sintomas da doença mental subjacente e controlar pensamentos indesejados ou intrusivos sobre compras.
  • A terapia comportamental cognitiva (TCC) é quase sempre incorporada ao tratamento da compra compulsiva.
  • Grupos de apoio modelados após programas de 12 passos têm sido úteis para lidar com comportamentos compulsivos de compra. Devedores Anônimos é um desses grupos de apoio e tem reuniões em locais em todo o país.
  • Outras formas de abordar a compra compulsiva incluem livros de autoajuda e círculos de simplicidade.

 Assuma o controle dos gastos

Acompanhe os seus gastos para ver se você observa padrões.

  • Defina um orçamento para quanto você pode gastar em compras. Você pode querer definir limites semanais. Use dinheiro para fins de compras e mantenha seus cartões de crédito e débito em casa quando sair.
  • Identifique o que desencadeia o desejo de comprar ou gastar e pense no que você pode fazer para gerenciar esses gatilhos.
  • Faça o seu melhor para evitar o desejo de comprar itens desnecessários antes do vencimento das faturas ou imediatamente após o pagamento.
  • Quando você tiver dinheiro na carteira ou na conta, transfira-o para uma conta poupança ou use-o para saldar os saldos do cartão de crédito.
  • Se você não puder lutar contra o desejo de comprar completamente, canalize-o de forma produtiva. Compre necessidades como material de limpeza ou produtos de higiene pessoal em vez de roupas, eletrônicos ou outros itens de luxo.

Pessoas transgêneros: por que a depressão acomete 60% dessa população?

transgêneros

A Organização Mundial da Saúde, OMS, deu um passo importante neste ano e retirou a transexualidade da nova Classificação Internacional de Doenças (CID 11). A medida é simbólica e fundamental para diminuir o estigma relacionado à população de pessoas transgêneros.

Na classificação, a transexualidade permanece como incongruência de gênero, o que auxilia transexuais a receberem cuidados de redes de saúde, já que fazem parte de um grupo em que a falta de políticas públicas e de acolhimento causam graves problemas.

Não à toa, em uma série de estudos sobre saúde de pessoas transgêneros, a revista The Lancet revelou em 2018 que aproximadamente 60% da população transgênero sofre de depressão.

Para entender os motivos que levam a esse quadro e saber de quais formas ele pode ser revertido, continue a ler este artigo.

Falta de aceitação na família

O preconceito ainda presente na sociedade e a falta de debates sobre gênero e sexualidade faz com que muitas famílias tenham dificuldade de aceitar pessoas transgêneros em seu lar.

Sem diálogo durante a infância, é normal que o indivíduo cresça e sofra momentos de revelação e de transição dolorosos, já que muitas vezes não conta com amparo de seus familiares para entender o que está acontecendo e de quais formas pode lidar com seus sentimentos.

Quando um transexual recebe carinho e acolhimento, tem mais estrutura psicológica para se sentir bem diante da não identificação com seu gênero biológico

Preconceito e insegurança

A incompreensão sobre diferentes gêneros e sexualidades faz com que alguns indivíduos reproduzam uma visão extremamente preconceituosa sobre pessoas transgêneros, excluindo-as de seus espaços de convívio e as maltratando.

De acordo com mapa publicado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais, cerca de 179 pessoas trans foram assassinadas durante o ano de 2017 no Brasil. Os números se referem a casos extremos, mas podem estar subnotificados e alertam sobre a violência cometida contra essa população.

Assim, amplia-se a sensação de insegurança, o que favorece problemas de saúde mental.

Isolamento na escola e no ambiente de trabalho de pessoas transgêneros

Tanto quanto no meio familiar, o espaço de convívio escolar, desde o início, pode ser difícil para quem é trans. Quando a escola não incentiva a tolerância e nem tampouco educa sobre a importância de respeitar pessoas diferentes, as crianças crescem reproduzindo comportamentos preconceituosos e bullying.

Em se tratando de trabalho, as dificuldades de encontrar emprego e ascender em uma carreira também prejudicam a autoestima e o desenvolvimento de pessoas transgêneros. Em algumas empresas, ainda que o profissional tenha uma excelente formação, pode ser substituído por alguém não trans, a fim de manter uma postura de tradicionalismo que reflete o preconceito ainda existente no mercado.

Essas limitações geram ansiedade, sinais crônicos de estresse e sintomas relacionados à depressão, como isolamento social, raiva, tristeza excessiva e automutilação.

Dessa forma, para eliminar o estigma contra pessoas transgêneros e ajudá-las a ter mais bem-estar, é fundamental que busquem auxílio de uma equipe multidisciplinar, com psicólogos e médicos especialistas para decidirem quais transformações podem viver em seus corpos e como lidar com as dificuldades mentais para terem uma vida mais feliz, com aceitação.

Uma instituição especializada, como o Hospital Santa Mônica, pode oferecer o suporte necessário para reabilitação da saúde física e mental de indivíduos como pessoas transgêneros, com respeito a sua individualidade, dando a elas a estrutura de que precisam para que diminuam a propensão de desenvolver problemas como a depressão.

Deseja que seus amigos também se conscientizem sobre a importância desse tema? Então, compartilhe nosso artigo em suas redes sociais e continue a acompanhar nosso trabalho!

Depressão maior: quando a internação psiquiátrica é a melhor opção?

depressão maior

A depressão é um dos problemas que mais preocupam a Saúde Pública. A estimativa é de que até 2020 essa doença seja a mais incapacitante do mundo. Nessa conjectura, é fundamental identificar quando a internação psiquiátrica se torna a melhor solução para a depressão maior.

Na América Latina, o Brasil é um dos países com maior número de pessoas depressivas. Esse transtorno afeta indivíduos de todas as idades, gênero ou condição socioeconômica. Por isso, conhecer os sintomas e as melhores opções de tratamento pode direcionar para a reabilitação mental e física.

Quer saber mais? Continue a leitura e veja como auxiliar pessoas que enfrentam a depressão maior.

O que é depressão maior?

Também conhecida como Transtorno Depressivo Maior ou Depressão Clínica, a depressão maior é aquela com estágio depressivo grave. O paciente é afetado por um transtorno de humor de extrema tristeza, desinteresse pela vida, apatia e pensamentos pessimistas.

Embora esse tipo de depressão possa ser resultante de um evento traumático, de perdas significativas ou de um diagnóstico médico, ela também pode evoluir sem causa aparente. Por isso, o paciente que enfrenta esse problema precisa de atenção especial e de um acompanhamento psiquiátrico adequado e integral.

Sintomas

Para ser caracterizada como Transtorno Depressivo Maior, durante a avaliação profissional, é preciso que pelo menos 5 dos sintomas abaixo sejam reconhecidos e confirmados.

Observe quais são as características mais importantes da depressão maior e que servem como marcadores de diagnóstico:

  • fadiga constante e falta de energia para execução das atividades;
  • desinteresse ou falta de vontade para realizar tarefas cotidianas;
  • mau humor, choro e tristeza na maior parte do dia;
  • pensamentos ou falas recorrentes sobre morte;
  • agitação excessiva ou lentidão psicomotora;
  • sentimento de culpa em excesso;
  • manutenção de ideias suicidas;
  • insônia ou sono desregulado;
  • ganho de peso significativo;
  • emagrecimento rápido;
  • baixa concentração;
  • isolamento social.

Por que a internação psiquiátrica é a melhor solução nesse caso?

A internação psiquiátrica é indicada em situações em que o indivíduo perde o controle mental e a autonomia. É interessante avaliar também a redução da capacidade de autodeterminação e de autogestão.

A internação é recomendada quando a perturbação mental expõe o indivíduo ao desequilíbrio e ele começa a representar uma ameaça a si próprio, aos familiares ou até mesmo à sociedade.

Entre os problemas de ordem psiquiátrica, um dos mais preocupantes é o risco de suicídio. A internação objetiva proteger o indivíduo até que as medicações prescritas façam efeito. Visa ainda evitar que a pessoa possa atentar contra a própria vida ou colocar em risco a integridade de outrem.

Outras condições clínicas que sinalizam a necessidade de internação psiquiátrica são os surtos psicóticos e o transtorno bipolar que resiste aos medicativos psicoativos.

Além das razões acima descritas, há mais algumas vantagens em optar pela internação psiquiátrica. Observe:

  • maior possibilidade de recuperação da saúde mental e física;
  • estrutura adequada para o tratamento psiquiátrico;
  • equipe multidisciplinar envolvida;
  • tranquilidade para a família;
  • segurança do paciente.

Nesse contexto, a internação psiquiátrica para tratamento da depressão maior é uma das melhores alternativas para quem necessita recuperar a saúde. A segurança hospitalar e os cuidados intensivos são essenciais ao bem-estar e à promoção da saúde mental.

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Câncer de próstata e saúde mental

Para muitos homens com o tumor, a possível ameaça à função sexual como efeito do tratamento pode levar a uma diminuição da autoestima e favorecer aparecimento de ansiedade e quadros depressivos.

Tristeza, medo, angústia e insegurança são algumas das reações experimentadas por homens que recebem o diagnóstico de câncer de próstata. Para muitos pacientes, a possível a ameaça à saúde sexual como efeito do tratamento pode levar a uma diminuição de autoestima e abalar a saúde emocional. “Eles ficam tensos quando recebem o diagnóstico, especialmente porque o câncer pode ser fatal. Um outro momento de ansiedade aparece quando falamos sobre tratamentos, capazes de trazer complicações como incontinência urinária e disfunção erétil, que podem nem ser experimentados pela maioria dos pacientes, mas apenas falar sobre essa possibilidade gera muito estresse”, explica o urologista Clóvis Fraga.

Também esclarece, que entre os homens que passam pela prostatectómica radical (cirurgia que visa a cura do câncer e realizada quando o tumor está limitado à glândula), a incidência de perda involuntária da urina é em torno de 4%.

A nova orientação da secretaria é que os homens façam o exame quando tiverem sintomas, como perda de força do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, dificuldade para urinar, urinar várias vezes durante a noite ou urinar e ainda ficar com a sensação de que a bexiga está cheia. Também precisam fazer os exames aqueles homens que têm histórico familiar de câncer de próstata.

Se você leu até aqui, já sabe o que é suicídio, quais são seus mitos, seus fatores de risco e, principalmente, como ajudar quem precisa. Então, a partir de agora, fale sobre o assunto e ajude a quebrar mais esse tabu em nossa sociedade.

Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental infantojuvenil e adulto. Há 49 anos, presta atendimento psiquiátrico em casos de traumaansiedade e depressão nas diferentes faixas etárias. Acesse o nosso site e saiba mais sobre como manter sua saúde mental em dia.

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 Você sabe o que é e como gerenciar o ‘Transtorno de Estresse Eleitoral’?

Transtorno de Estresse Eleitoral

O cenário político tem ocupado grande parte do nosso tempo e dos noticiários neste período eleitoral no Brasil. As discussões estão cada vez mais acirradas e independente do seu candidato preferido, ou se pior, não consegue se identificar com nenhum deles, isso pode causar ansiedade, depressão e preocupações além do limite e prejudicar o seu sono e a sua saúde mental.

Uma coisa é certa, em tempo algum o Brasil vivenciou uma eleição como esta, tão conturbada e polêmica. Como previsto, as fake news (notícias falsas) e as acusações, agitaram o mercado e causaram muitas discussões nas redes sociais, dá até para arriscar que muitas pessoas acabaram comprometendo e abalando suas amizades.

Mas, acima de tudo, esse momento tem gerado muita preocupação com o que será do país em um futuro muito próximo, como estará a economia do país e o nível de desemprego em 2019? Será que o país conseguirá retomar o seu crescimento, seja quem for o novo presidente?

Todo esse momento de incerteza, trás para os brasileiros uma sensação de ansiedade e até de depressão, mas como ultrapassar esse momento mantendo seu estado de sanidade mental em dia?

Se acalme! isso não acontece só aqui, nas últimas eleições nos Estados Unidos, a Associação Americana de Psicologia (APA) divulgou um relatório informando que mais da metade (52%) de todos os americanos diziam que a eleição presidencial tinha sido uma fonte significativa ou um tanto significativa de estresse em suas vidas.

E uma pesquisa da APA constatou que um quarto dos trabalhadores americanos se sentia menos produtivo e mais estressado em seus empregos por causa de discussões políticas no ambiente de trabalho. Os níveis de estresse e ansiedade são verdadeiros, independentemente da filiação partidária ou da ideologia.

De acordo com uma reportagem do Washington Post de Colby Itkowitz, o estresse nas eleições presidenciais daquele país, foi tão agudo que Steven Stosny, PhD, terapeuta em Washington, DC, denominou o que estava acontecendo com os seus pacientes de “Transtorno do Estresse Eleitoral”.

Todas as eleições presidenciais são estressantes, mas a de 2018 no Brasil, é particularmente a mais estressante para os brasileiros que anseiam por mudanças no país.

Felizmente, muitas das estratégias que usamos para controlar a ansiedade de forma geral, também afetam a ansiedade eleitoral. Aqui estão algumas das coisas que podem ajudar a aliviar o estresse gerado por esta eleição.

Se a conversa política está gerando muita ansiedade em você, há coisas que você pode fazer para evitar isso:

  1. Saiba que o estresse nas eleições é normal

    Há algo muito consolador em saber que o que você está experimentando é perfeitamente normal, dadas as circunstâncias.

  2. Limite sua exposição à conversa eleitoral e cobertura de mídia.

  3. Altere sua página inicial ou website padrão do computador para um site não-político.

  4. Evite as redes sociais até depois da eleição (ou verifique as mídias sociais por 10 minutos no final do dia, em vez de obter todas as notificações durante o dia).

  5. Mantenha-se em dia com as notícias, mas diminua o tempo de acesso e priorize as fontes confiáveis de notícias.

  6. Não entre em situações de conflito (evite as conversas mais acaloradas e respeite a opinião alheia).

  7. Aposte numa atividade relaxante.

  8. Priorize seu bem-estar e sua saúde.

  9. Não antecipe catástrofes.

Agora que você já sabe o que fazer para evitar a ansiedade neste período, não deixe de ler nosso blog e seguir nossos artigos e aproveite para se distrair neste final de semana!

Emergência psiquiátrica: quais são as situações com risco de morte?

Emergência Psiquiátrica

O estilo de vida moderno — e o novo padrão de interação social — está diretamente ligado às tendências biológicas, acentua a predisposição genética e concorre para a evolução dos quadros de instabilidade mental classificados como emergência psiquiátrica.

Buscar medidas para minimizar os reflexos negativos desse problema sobre a ordem social é um dos maiores desafios da saúde pública. Nesse contexto, compreender as situações de instabilidade mental que se configuram como risco de morte é essencial para a reabilitação da saúde e do bem-estar de quem enfrenta esse desafio.

Quer saber mais sobre o assunto? Veja, neste artigo, quais são as melhores alternativas para auxiliar alguém a superar barreiras e a recuperar a estabilidade mental e física. Boa leitura!

O que é emergência psiquiátrica?

Considera-se emergência psiquiátrica quaisquer distúrbios que sinalizam alterações nos pensamentos, nos sentimentos, nas ações ou nos comportamentos de alguém. Sinteticamente, são condições clínicas que exigem a necessidade de atendimento rápido mediante o risco significativo para a pessoa em questão ou para aqueles do seu convívio familiar ou social.

Há várias situações que caracterizam uma emergência psiquiátrica: o indivíduo pode estar em crise resultante de alguma doença, como a hemorragia cerebral — essa condição patológica surge secundariamente ao uso excessivo de substâncias tóxicas como o álcool e a cocaína.

Muitas são as emergências relacionadas a episódios decorrentes de distúrbios mentais, principalmente a esquizofrenia, os ataques de pânico e a mania depressiva.

Devido à relação intrínseca entre os desajustes psíquicos e as relações sociais, essas situações exigem uma intervenção médica imediata. Essa é a maneira mais segura de evitar a evolução desses transtornos para condições de risco à vida.

A abordagem profissional se faz necessária para minimizar os impactos negativos das desordens mentais sobre a vida do paciente. Entre os resultados negativos mais evidentes, o sofrimento psíquico, a perda da autonomia e o comprometimento da função social adquirem mais relevância.

Para a família, há também uma carga que pode ser potencializada pelo risco iminente de afetar a integridade física, não só do paciente, mas de outras pessoas.

Considerada um fato imprevisto, mas que necessita de intervenção imediata, a emergência psiquiátrica é um conjunto de ações práticas e afetivas. Entretanto, essas intervenções exigem continuidade para garantir a recuperação da estabilidade mental do paciente.

Qual é a diferença entre urgência e emergência psiquiátrica?

A precisão diagnóstica é essencial para a adoção de uma conduta mais acertada e com vistas ao rápido controle do quadro clínico do paciente psiquiátrico. Muito embora alguns sintomas sejam semelhantes e dificultem a determinação de um diagnóstico mais assertivo, há diferenças entre urgência e emergência na área de psiquiatria. Confira os principais aspectos que representam diferenças entre as duas condições clínicas:

Emergência

É caracterizada por distúrbios de pensamento, postura e de desequilíbrios emocionais que sinalizam risco de vida ou risco social grave. Essa condição sugere a necessidade de intervenções imediatas e inadiáveis, a fim de aplacar os efeitos do problema.

Algumas situações são consideradas indícios de emergência psiquiátrica e necessitam de atenção e cuidado. Atos de violência que envolvem agressividade verbal e física, ideações suicidas, tentativas de suicídio, crises depressivas, alucinação, excitação maníaca, automutilação, autonegligência, juízo crítico e surtos psicóticos são as mais comuns.

Urgência

Ainda que haja similaridade no comportamento do paciente, a situação implica riscos menores. As urgências psiquiátricas exigem intervenções no curto prazo, e geralmente têm bom prognóstico. Alguns exemplos são comportamentos bizarros, quadros agudos de ansiedade, surto emocional, choque psicológico, fobias e síndromes convulsivas.

Como identificar uma situação de emergência psiquiátrica?

Existem diferentes condições relacionadas à emergência psiquiátrica. Todavia, as manifestações podem variar de acordo com o perfil do indivíduo e a forma de enfrentamento.

Algumas características são mais evidentes, enquanto outras podem ser camufladas até mesmo como um meio de disfarçar o problema.

Diante disso, saber identificar os sinais mais importantes — e que sugerem a necessidade de tratamento psiquiátrico — é essencial. Para ajudar alguém que enfrenta problemas relacionados a essas questões, convém ficar atento às mudanças de comportamento para observar o nível da situação e prestar auxílio imediato.

No entanto, ainda que a família ou os amigos consigam perceber as atitudes suspeitas, o ideal é procurar um hospital de referência em saúde mental. Somente um profissional qualificado — e experiente em psiquiatria — poderá realizar uma avaliação diagnóstica precisa e adotar a conduta mais adequada.

Vale destacar que os transtornos emocionais podem evoluir para emergências psiquiátricas em questão de segundos — são os chamados surtos psicóticos. Nessa condição, o paciente pode ter alucinações, tornar-se agressivo e transformar-se em uma terrível ameaça para si e também para os outros.

Diante da importância do tratamento e da prevenção desse problema, veja, no tópico seguinte, quais são os principais indícios que podem representar riscos à saúde mental e que sugerem a necessidade de intervenção emergencial.

Quais são as situações de emergência psiquiátrica?

Independentemente do grau patológico do problema, as desordens psiquiátricas são motivos de preocupação. Entre outros problemas, a possibilidade de evoluir para atos suicidas exige, o quanto antes, apoio emocional e intervenções mais efetivas.

Conheça os desajustes mentais mais comuns e que são considerados situações de emergência:

Esquizofrenia

A esquizofrenia é uma modalidade de emergência psiquiátrica considerada bastante complexa. Ela é caracterizada por uma alteração cerebral em que o paciente tem muita dificuldade de fazer um correto julgamento sobre a realidade.

A produção de pensamentos simbólicos, a função cognitiva e a elaboração de respostas emocionais também ficam comprometidas. Essa desordem psíquica também pode surgir associada a questões genéticas ou de herança familiar.

Ao contrário do que muitos imaginam, a esquizofrenia não é classificada como um distúrbio de múltiplas personalidades. Na verdade, ela é uma doença mental de caráter crônico, tem origens diversas e exige acompanhamento psicoterápico por toda a vida.

A esquizofrenia é uma doença que pode surgir em qualquer fase da vida. No entanto, esse transtorno costuma surgir entre a etapa final da adolescência/início da vida adulta.

Ataque de pânico

Em geral, acomete pacientes com sinais intensos de angústia quando estão associados aos sintomas corporais. Os mais evidentes são sudorese, taquicardia (coração acelerado), tremores nas mãos, falta de ar e mal-estar.

Quando os sintomas aparecem juntos, o indivíduo entra em desespero mediante a sensação de que terá morte súbita. Geralmente esses indivíduos são encaminhados aos serviços de emergências médicas alegando risco de infarto.

No entanto, todos esses sintomas costumam desaparecer em torno de uma hora. Assim, quando o clínico geral — ou o cardiologista — faz o diagnóstico, o paciente é orientado a procurar atendimento psiquiátrico.

Delírio ou estado de confusão mental

Conforme o nível da doença, os delírios podem deixar o indivíduo mais sonolento ou agitado. No entanto, o ponto em comum é a grande dificuldade de prestar atenção no que está se passando ao redor. Ele perde a referência espacial e frequentemente surgem alucinações severas.

Nesses episódios alucinantes, o paciente começa a ver e a sentir algo que não existe. Torna-se agressivo e capaz de cometer quaisquer atitudes insanas para “se defender” da ameaça que está sofrendo. Esses delírios são mais expressivos em dependentes químicos, principalmente durante as crises de abstinência.

Esse tipo de confusão mental resulta de problemas clínicos diversos. Todavia, algumas condições podem influenciar as crises. Abuso de entorpecentes, traumas, desordens emocionais crônicas, uso irregular de medicações para tratamento mental e traumatismo craniano são as mais relevantes.

O ideal, nessas condições, é oferecer um tratamento clínico multidisciplinar e avaliar as possíveis causas que estão desencadeando esses sintomas. Se houver resistência, em alguns casos pode ser preciso a internação involuntária.

Psicoses agudas

Durante o surto psicótico, o paciente fica totalmente desorientado, fora da realidade, e muitas vezes não sabe quem é e nem mesmo onde está. Essa emergência psiquiátrica é considerada grave e requer intervenção urgente, dada a possibilidade de o paciente se tornar agressivo e atentar contra a própria vida.

Essas atitudes violentas ocorrem porque o indivíduo acredita que alguém o persegue, tem a intenção de prejudicá-lo ou de matá-lo.

Essas características são bastante comuns aos episódios psicóticos, e mediante a gravidade da situação, impõem a necessidade de conduzir o paciente ao serviço de emergência.

Tentativa de suicídio

Indivíduos com desordens emocionais graves, provocadas por traumas da infância — ou experiências negativas em outras fases da vida —, problemas financeiros e questões afetivas não resolvidas compõem o grupo de risco para o suicídio.

Para contornar os reflexos negativos dessa emergência psiquiátrica, os familiares devem manter constante vigilância para perceber os sinais que podem resultar nesse ato. Encaminhar o indivíduo ao tratamento padrão e complementar a terapia com atividades alternativas pode sinalizar bons resultados.

Quais são os sinais de perigo que indicam risco de suicídio?

As intervenções para minimizar o risco de suicídio envolvem a identificação, a avaliação dos sinais típicos e o tratamento de quem demonstra atitude suicida.

Os comportamentos suicidas estão relacionados a diversos critérios e podem ocorrer de forma gradativa ou não. A análise psiquiátrica sugere 5 componentes importantes no suicídio: ideação suicida, intenção, plano prévio, acesso a formas letais e tentativas de se matar.

A ideação suicida, no geral, está associada aos transtornos psiquiátricos ou ao abuso de substâncias tóxicas. No Brasil, nos últimos anos, os casos de suicídios estão cada vez mais preocupantes.

Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde (MS) apontam que o suicídio entre jovens é a quarta causa de morte no país. A maior parte dos casos poderia ser evitada se esses indivíduos tivessem recebido auxílio profissional.

No entanto, nem sempre é fácil identificar os sinais de ideação suicida. Mediante isso, selecionamos algumas evidências que representam sinais de alerta e risco para o suicídio. Veja quais são:

Pressa em resolver pendências pessoais

Quem pensa em se matar costuma ter pressa para solucionar pendências ou executar ações de “despedida desse mundo”. As práticas mais comuns se resumem em visitar amigos ou parentes próximos, comer o que mais gosta, quitar dívidas e revelar senhas de contas bancárias e até mesmo de redes sociais.

Reincidência

Pacientes que já ameaçaram ou efetivaram alguma tentativa de suicídio, na ausência de intervenção adequada, têm mais chances de reincidência. No geral, eles ficam mais isolados, retraídos e menos agitados do que antes.

A mudança de comportamento é perceptível, principalmente se houver associação com o uso de drogas ou de álcool.

Presença de diagnóstico psiquiátrico prévio

Indivíduos que já tiveram diagnóstico de problemas psiquiátricos, principalmente de crises depressivas, síndrome de pânico, alcoolismo, esquizofrenia e transtornos de personalidade são mais suscetíveis às ideações suicidas.

Isolamento social

O estilo de vida moderno influencia nos hábitos e nos costumes, que resultam em questões preocupantes: o isolamento social que deixa o indivíduo cada vez mais solitário, triste e “fechado” no seu mundo. Morar sozinho, não ter um parceiro ou relações afetivas, problemas financeiros e de desemprego elevam os riscos para atos suicidas.

Planejamento com antecedência

Alguns indivíduos realizam todo o ritual suicida e seguem um plano antes da efetivação do ato. Muitos o fazem escondido, mas há aqueles que nem se preocupam em disfarçar a sua intenção.

Quando o paciente deixa seu plano muito evidente, amigos e familiares próximos devem intervir com mais firmeza e tentar dissuadi-lo.

Quais são os fatores de risco mais evidentes para a ideação suicida?

Ainda que o indivíduo tente disfarçar o seu plano, alguns sinais atípicos no comportamento podem ser evidências de emergência psiquiátrica. Além disso, a dificuldade para lidar com perdas ou com acontecimentos recentes pode indicar risco contra a própria vida.

Além desses, outros fatores de risco são:

  • psicoses;
  • alcoolismo;
  • perda recente;
  • uso de drogas;
  • histórico familiar;
  • transtornos de ansiedade;
  • crise existencial ou afetiva;
  • problemas financeiros graves;
  • constantes crises depressivas;
  • tentativas anteriores frustradas;
  • abandono da família ou do cônjuge;
  • encarceramento e pena muito longa;
  • falta de terapia psiquiátrica ativa e contínua;
  • preocupações excessivas com os problemas;
  • jovens e adolescentes, na ausência de apoio social;
  • motivos que indiquem situações de vergonha, como traição de cônjuge.
  • idade avançada, quando em associação com doenças graves ou incuráveis.

O que influencia a ideação suicida?

Nem sempre quem atenta contra a própria vida deseja que esse ato seja realmente concretizado. Muitos o fazem em um momento de desesperança, mas boa parte dos casos pode ser para chamar atenção para uma situação intolerável.

Há outros fatores determinantes e que motivam essa prática:

  • escapar de um problema psíquico muito grande;
  • influenciar outra pessoa a mudar de ideia;
  • testar se alguém se preocupa com eles;
  • mostrar o quanto estão sofrendo;.
  • chamar atenção de quem amam;
  • tentativa de buscar ajuda;
  • excesso de culpa.

Quais são os fatores que acentuam as desordens psiquiátricas?

Muitas são as causas que podem influenciar o surgimento dos desequilíbrios mentais vistos como emergência psiquiátrica. Entre elas, podemos citar:

Transtornos mentais

São caracterizados por situações mais graves e que podem ter evolução lenta e imperceptível. O delírio ou a confusão mental, a intoxicação ou a abstinência de drogas são os principais fatores que sustentam esses transtornos.

Transtornos cerebrais

São de caráter biológico, mas podem surgir em decorrência de problemas de cunho psicológico ou emocional. Os mais determinantes são a ansiedade patológica e a depressão crônica.

Nesse caso, as alterações fisiológicas não tratadas e ignoradas pela família ou pelo próprio paciente — a chamada negação — influenciam na gravidade da doença. A epilepsia é um exemplo clássico.

Transtornos de personalidade

Considerado o mais comum na sociedade moderna, esse desvio atinge indivíduos de diferentes idades, gêneros e condições socioeconômicas. O transtorno de personalidade foi incluído na lista de emergências psiquiátricas devido à facilidade de evoluir para surtos psicóticos.

Transtornos psicóticos

A esquizofrenia e a psicose puerperal são as condições mais observadas como base para os transtornos psicóticos. O primeiro pode ocorrer em qualquer gênero, e a gravidade pode oscilar de acordo com a forma de enfrentamento da doença.

Já a segunda condição afeta mulheres no pós-parto e surge, geralmente, como um agravamento de depressão crônica não tratada. Ambos os casos exigem atenção e um trabalho multidisciplinar para conter os efeitos dos desajustes psíquicos sobre a saúde.

Além desses, há outros fatores que também determinam — em menor ou em maior grau — a ocorrência de desordens psíquicas. Acompanhe:

  • manias depressivas não tratadas;
  • deficiência na oxigenação do sangue;
  • efeitos colaterais de algum medicamento;
  • abstinência ou a síndrome da falta de elementos tóxicos;
  • abuso de álcool e de entorpecentes por um longo período;
  • problemas clínicos, tais como doenças graves ou incuráveis;
  • transtornos neurológicos que comprometem a função de áreas cerebrais;
  • convulsões ou efeitos cerebrais decorrentes de tratamentos pós-cirúrgicos.

O que fazer em casos de emergência psiquiátrica?

Mediante qualquer uma das situações acima, é necessário solicitar ajuda, já que esses quadros apresentam gravidade e ameaça à integridade da pessoa de daqueles que a cercam. Logo, não podem ser resolvidos sozinhos, sobretudo se houver comportamento violento.

Em casos de pacientes com histórico de tratamento psiquiátrico anterior, a conduta deve ser diferenciada. Por medida de segurança, convém acionar um serviço de ambulância para conduzir o paciente a um hospital com estrutura para atender emergências psiquiátricas.

Nos casos em que não há risco aparente para distúrbios agravantes ou violência, os indivíduos podem ser encaminhados a uma emergência de hospital geral. A polícia pode ser chamada para ajudar a transportar pacientes, caso não haja possibilidade de atendimento pela ambulância.

No entanto, é imprescindível que após o atendimento na emergência o paciente seja encaminhado a um psiquiatra para diagnosticar a causa que gerou o quadro.

Vale ressaltar que o pronto atendimento emergencial tem a função de aliviar o problema momentaneamente. Logo, é muito importante realizar o acompanhamento profissional para solucionar o problema e restabelecer a saúde mental.

Urgentes ou emergenciais, as desordens psiquiátricas podem se revelar de diferentes formas e sugerir a necessidade de internação. Essa conduta é a mais adequada para a recuperação do paciente que exige mais cuidado e atenção.

Qual é a importância do hospital no atendimento à emergência psiquiátrica?

Naturalmente, o ideal é que a prática médica em qualquer tratamento proposto tenha como base um diagnóstico prévio. Entretanto, em relação à prática da emergência psiquiátrica, é comum que se iniciem terapias, mesmo na ausência de um diagnóstico preciso.

Isso ocorre em virtude da ampla necessidade de se impedir rapidamente a evolução de um transtorno mental e comportamental. Ainda que os manuais de ética médica não aprovem esse tipo de conduta, a prescrição de medicamentos sem a avaliação completa do paciente é rotineira.

Nos casos mais graves e que envolvem histórico de agressões físicas, a orientação é que aconteça a internação. Além de uma medida que objetiva a proteção da integridade do paciente e das pessoas do seu convívio, em um hospital há mais chances de realizar os exames necessários para um diagnóstico mais apurado.

Nessa abordagem, a dinâmica do tratamento deve considerar o paciente e sua crise como uma totalidade, e não apenas como uma parte. Logo, a escolha de um hospital psiquiátrico com certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e com uma estrutura capaz de assegurar o suporte necessário para a recuperação faz toda a diferença para o sucesso do tratamento.

Quais são os casos que indicam a necessidade de internação hospitalar? Apesar de a gravidade de cada situação ser influenciada por diversos fatores, listamos as condições que se configuram como emergência psiquiátrica e que exigem intervenção continuada:

  • risco de homicídio;
  • autonegligência grave;
  • risco evidente de agressão;
  • risco de evolução para suicídio;
  • aumento da gravidade dos sintomas;
  • indivíduo sozinho e sem suporte familiar;
  • doença de difícil controle em ambulatório;
  • falta de preocupação com a integridade física.

Por que a intervenção profissional precisa ser imediata?

A prevenção das doenças psiquiátricas graves — como os surtos psicóticos e as ideações suicidas — exige medidas mais concretas e que sinalizem chances reais de superar esse desafio. Para conter os reflexos negativos desse problema, é necessário o emprego de ações que envolvam um trabalho contínuo, multidisciplinar e urgente.

Atualmente, diferentes fatores concorrem para a ocorrência de transtornos emocionais e de instabilidade psicológica. As situações sociais somadas a questões de difícil controle — como as taxas de desemprego, a falta de estrutura familiar, o padrão socioeconômico e o isolamento social — interagem com as predisposições biológicas e aumentam os distúrbios mentais.

Diante da complexidade inerente ao tema, os esforços voltados à prevenção da saúde mental devem estar baseados no conhecimento dos fatores de risco. Se realizada precocemente, a identificação dos sintomas oferece mais possibilidades de impedir situações de ameaça à integridade mental e física.

Portanto, a atenção adequada à saúde mental pode reduzir a gravidade dos quadros que envolvem a emergência psiquiátrica. Desse modo, é possível estabelecer condutas que considerem os pilares mais importantes para a promoção da estabilidade mental e física: o diagnóstico correto, o apoio emocional, o profissional adequado e a terapia eficaz.

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Como encarar o diagnóstico e tratamento do câncer de próstata?

Câncer de Próstata

Novembro Azul: mês mundial de combate ao câncer de próstata

No Novembro Azul deste ano, o Hospital Santa Mônica está aderindo a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata e a importância da realização de exames regulares para o diagnóstico precoce.

O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Encarar o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata exige diferentes habilidades e equilíbrio emocional. Afinal, receber esse tipo de notícia pode afetar os aspectos pessoais, profissionais e a vida financeira tanto do paciente quanto da família.

Para ajudar quem foi diagnosticado é preciso aprender a lidar com sentimentos resultantes da instabilidade emocional. Medo, insegurança, depressão e perda figuram na lista dos mais comuns.

Neste post, apresentamos orientações de como enfrentar o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata e manter uma estrutura mental que possibilite auxiliar quem está na luta contra a doença. Acompanhe!

O que é câncer de próstata?

O câncer de próstata um tumor que afeta uma glândula auxiliar da função reprodutora masculina. Localizada abaixo da bexiga, a próstata envolve a uretra, um canal que liga a bexiga ao orifício externo do órgão sexual masculino.

Geralmente, o câncer de próstata surge após os 50 anos. Entretanto, o diagnóstico precoce é fundamental. Se a doença é descoberta no estágio avançado, ocorrem mais mutações e as células tumorais se multiplicam muito rápido, o que eleva o risco de morte. É por isso que homens acima de 45 anos de idade devem realizar exames anualmente.

No Brasil, a incidência do câncer de próstata é bem alta: 1 em cada 7 homens terão a doença. Contudo, se identificado no início, há 90% de chance de cura.

Como auxiliar alguém em tratamento do câncer de próstata?

É muito difícil obter o diagnóstico da doença e iniciar o tratamento. Por isso, se você é responsável por alguém que recebeu o diagnóstico — e que precisa de apoio nesse momento tão delicado —, é importante se preparar para conseguir lidar com a situação.

A forma de enfrentamento de doenças graves é diferente em cada indivíduo. Porém, o ponto em comum é que o lado emocional influencia bastante.

Assim, cuidar do aspecto psicológico — tanto do paciente como do responsável por ele — é essencial para evitar a evolução da doença. Além disso, há outros fatores que merecem consideração. Confira!

Contar com o apoio da família e de amigos

No tratamento de câncer de próstata, alguns cuidados são elementares. Além das questões emocionais inerentes à doença, ainda podem surgir incontinência urinária, desajustes intestinais e problemas sexuais.

Logo, a atenção da família e dos amigos é fundamental para apoiar o paciente nessa luta. O medo, a insegurança e doenças como depressão e ansiedade são comuns nesses casos. Por isso, evite deixar o paciente sozinho e mostre-se sempre disponível para prestar auxílio e apoio.

Praticar terapias alternativas

Oriente o paciente a reservar um tempo para si mesmo todos os dias. É importante que, durante o tratamento, haja o envolvimento em atividades que promovam o relaxamento e o equilíbrio emocional.

Fazer ioga, meditação ou outra atividade saudável é essencial à promoção da saúde mental necessária ao enfrentamento da doença.

Participar de grupos de apoio

O contato com outras pessoas na mesma condição ajuda o paciente a compreender as dificuldades comuns ao tratamento. Converse sobre os benefícios que podem resultar dessa interação e o incentive a participar desses grupos.

Por que cuidar da saúde mental ajuda a superar a doença?

Entre a população masculina, o tumor de próstata só fica atrás do câncer de pulmão. Assim, ao receber a confirmação dessa doença, é natural que o sistema emocional seja abalado.

Nesse sentido, o cuidado e a atenção à saúde mental tornam-se imprescindíveis ao empoderamento necessário à superação desse desafio. Conhecer um pouco mais sobre a doença e conversar sobre o estigma do preconceito que a envolve também ajuda bastante.

Por fim, auxiliar alguém em tratamento do câncer de próstata não é uma tarefa simples. Exige-se aptidão para assumir novos papéis e responsabilidades necessárias ao suporte psicológico e bem-estar do paciente nas próximas semanas, meses ou anos.

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Suzana Amaral, CEO do Hospital Santa Mônica fala de empreendedorismo feminino, carreira, desafios e oportunidades

Suzana Amaral é um exemplo de empreendedorismo feminino na saúde

 

Com formação em direito, advogada regularmente inscrita na OAB, se formou na Universidade Mackenzie e se especializou em Direito Civil na Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo.

Foi sócia em um escritório de advocacia em São Paulo que na época, em 1987, prestava assessoria jurídica nas áreas civil e trabalhista para o Hospital Santa Mônica – hospital com 260 leitos fundado em 1969 e destinado a internação de pacientes crônicos, encaminhados por meio do Sistema Único de Saúde – SUS.

Seu primeiro trabalho no hospital foi o de reorganização do Departamento de Recursos Humanos, com a revisão de documentos e o estabelecimento de processos e protocolos.

Na área comercial reviu contratos de convênios e de fornecedores, orientou e acompanhou a participação do hospital em diversas licitações públicas e acompanhou todos os contratos feitos pela área administrativa.

Como assessora jurídica, participou dos acordos com a Secretaria Estadual de Saúde, com a Secretaria Estadual da Fazenda que repassava recursos financeiros ao Hospital e representou a  instituição perante o Ministério da Saúde, em Brasília.

Com o passar do tempo, se deparou com desafios maiores, fora de sua área de formação e até então não enfrentados na sua carreira profissional.

Tomou a difícil decisão de sair do escritório de advocacia para assumir a Diretoria Administrativa do Hospital Santa Mônica e começar a se envolver mais de perto com as áreas de gestão operacional, financeira e administrativa.

Os desafios na época consistiam em montar sistemas de controle e mensuração de resultados, manter bons padrões operacionais e diversificar fontes de renda a fim de manter o hospital sustentável, apesar de sua, até então, total dependência do SUS. Esta dependência significava repasses baixos, valores congelados em uma época de inflação alta e carga tributária igual à de qualquer empresa privada com fins lucrativos, sem qualquer benefício ou isenção fiscal apesar de ser um hospital que atendia apenas o SUS.

Com este envolvimento crescente na administração do hospital, sentiu a necessidade de aperfeiçoar sua formação e decidiu estudar Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde na FGV – CEASH e se especializar nesta área.

Hoje, ter uma estrutura administrativa assertiva e eficiente parece óbvio, mas naquela época, início dos anos 90, orçamento, planejamento estratégico, levantamento e controle de custos, demonstrativo de resultados, gestão de fluxo de caixa, análise crítica da carteira de clientes, análise de viabilidade financeira em hospitais eram coisas que não se viam com muita frequência. Reforça que a profissionalização na área da saúde, de forma geral, foi tardia. Assim como, ter uma mulher à frente das decisões em um hospital, também era algo novo.

Ao olhar para trás, percebe que este movimento de aprendizagem e desafios constantes, aliados ao sonho de manter o hospital em funcionamento, fez com que o Santa Mônica mantivesse suas portas abertas, enquanto todos os hospitais de retaguarda de então fecharam suas portas.

Encabeçou o desafio da reinvenção do Hospital que deixou de atender o SUS, passou a atender pacientes particulares e os principais convênios de saúde e, se especializou em atendimentos de psiquiatria. Enorme desafio, mas muito gratificante e que norteou os planos futuros de crescimento, desenvolvimento e especialização cada vez maiores.

Contextualizando o momento na época:

Como mencionado acima, o Hospital Santa Mônica foi inaugurado em maio de 1969, para ser um hospital de retaguarda para pacientes do Sistema Público de Saúde. Durante um bom tempo, os hospitais de retaguarda tiveram grande relevância, pois os pacientes eram atendidos nos hospitais gerais e quando ficavam crônicos ou precisavam estrutura hospitalar para terminar tratamentos específicos, eram encaminhados para os hospitais de retaguarda, liberando leitos dos hospitais gerais para pacientes que necessitavam de elucidação diagnóstica, tratamentos cirúrgicos, intensivos, dentre outros.

Cada hospital tinha seus leitos utilizados dentro de suas especialidades, o que otimizava bastante a ocupação de leitos do SUS. Curiosamente, hoje muito tem se falado em voltar a este modelo.

Entretanto, ao longo do tempo, as políticas públicas de saúde deixaram de reconhecer a importância destes hospitais de retaguarda e durante muitos anos adotaram a regra de não reajustar os preços da tabela SUS referente às diárias hospitalares de pacientes crônicos, o que levou a grande maioria, senão todos, os hospitais de retaguarda de então, a fecharem suas portas. Para se ter uma ideia, em época de inflação altíssima, as diárias globais incluíam tudo o que o paciente precisava para o seu tratamento com valor de R$ 70,00, por mais de 22 anos.

Isto acabou com os hospitais de retaguarda e o Santa Mônica viveu anos de muita dificuldade.

Diante desta realidade de desmonte, assumiu a gestão com o foco e determinação de manter aberto e sustentável o hospital de retaguarda que seu pai, Doutor Romolo Bellizia, um cirurgião geral, formado pela Santa Casa, construiu e que sempre adotou como objetivo de vida da família. Conseguiu reinventá-lo e mantê-lo no mercado, onde hoje tem uma posição de relevância no segmento da saúde mental.

A ideia inicial foi dar um tratamento profissional aos pacientes, mas com um cuidado familiar, o que fez enorme diferença na vida de quem passou por lá.
Retirou o Santa Mônica desta dependência integral do SUS, diversificando e aumentando as fontes de receitas e rede de atendimentos, aumentando a rentabilidade de cada uma delas, buscando desenvolver o capital humano, buscando um novo posicionamento para o hospital, esforço este que acaba de transformá-lo no primeiro hospital psiquiátrico particular acreditado pela ONA – Organização Nacional de Acreditação, órgão brasileiro que avalia os padrões de qualidade de instituições de saúde. Foi um caminho looooongo e árduo, mas cheio de prazeres e satisfações.

Suzana Bellizia Amaral foi movida e moveu sua equipe por um forte senso profissional, muita  resiliência e uma enorme consciência da responsabilidade de manter aberto um serviço importante para os inúmeros pacientes que buscam um tratamento especializado em saúde mental, além de manter vivo o sonho dos seus pais.

A estrutura financeira sempre foi equacionada e controlada com indicadores constantemente monitorados, pois qualquer descontrole colocaria a sobrevivência do hospital em risco e pôde contar com investimentos feitos pela família que sempre acreditou no negócio.

Os esforços foram direcionados à estruturação dos serviços e adequação da estrutura física para atender pacientes particulares, de convênios, autogestões e planos de saúde diferentes dos que até então atendiam.

Fez o que era possível e conseguiu ampliar serviços conforme os resultados foram sendo atingidos. Os desafios foram imensos, mas contou com várias forças e com a missão definida de atender e manter funcionando um serviço que tem muita relevância social. Não acredita que alguém possa fazer qualquer coisa sozinho, buscou formar uma equipe afinada com a cultura organizacional e bem capacitada tecnicamente, que fosse o grande sustentáculo para o desempenho da Instituição. Como o Santa Mônica está em uma área afastada do centro de São Paulo, a 10 km do bairro do Morumbi, conseguiu contar com uma equipe bastante empenhada, engajada ao processo de crescimento e modernização do hospital, o que certamente fez enorme diferença no enfrentamento dos obstáculos que surgiram ao longo desta mudança de perfil dos pacientes atendidos.

Percebeu que não somente os pacientes e suas famílias sentem o Santa Mônica como seu porto seguro.  Na história deste hospital, há inúmeras famílias que se formaram e se desenvolveram juntamente com a Instituição, o que é bastante  gratificante.

O hospital mudou seu foco de atendimento, seu mix de clientes, seus níveis de exigências internas, aumentou drasticamente seu faturamento, focou seus atendimentos em saúde mental de adultos, crianças, adolescentes e dependência química, se tornou referência neste segmento.

Recentemente, o staff do Hospital visitou hospitais na Europa (Inglaterra e França), e se surpreendeu ao encontrar muita semelhança no modelo de gestão e entre o que é feito nestes países e as práticas assistenciais e protocolos de atendimento adotados no Hospital. Com essa visita, novas ideias surgiram para tornar ainda melhores os serviços já prestados.

Sua missão é conduzir a Instituição de maneira objetiva, responsável e consistente.

Suzana Bellizia Amaral é o exemplo de uma mulher que empreendeu na área da saúde, um segmento até pouco tempo muito masculino, enfrentou preconceitos por ser mulher, filha do fundador do hospital e fez importantes conquistas, junto com seu time, para colocar o hospital no patamar hoje conquistado.

Depressão entre universitários: precisamos falar sobre o assunto

depressão entre universitários

Um dos maiores desafios da atualidade é encontrar formas de minimizar o impacto do alto índice de depressão entre universitários. O Ministério da Saúde (MS) publicou recentemente que o suicídio no Brasil é a 4ª causa de morte entre jovens.

Essa realidade está cada vez mais presente no cotidiano da vida acadêmica. Na UFMG, a depressão tem elevado o número de tentativas de suicídio. O Jornal da USP destacou o aumento da depressão no meio universitário e frisou a necessidade de intervenções mais incisivas sobre a prevenção da saúde mental.

Esses dados refletem a real situação do país e alertam quanto à necessidade de ampliar as discussões sobre o tema. Vamos falar um pouco mais sobre isso? Continue a leitura!

Quais são as causas da depressão entre universitários?

Principalmente nas faculdades públicas, a cobrança acadêmia é muito alta e acentua outros fatores que culminam com a depressão. O excesso de conteúdo, trabalhos e provas, além dos professores exigentes e a ausência da família, são fatores determinantes para a instabilidade mental.

Nessa conjectura, destacamos os principais motivos que influenciam a ocorrência dos transtornos mentais que mais preocupam as universidades. Confira!

Pressão por bom desempenho

Uma carga de tarefas muito excessiva na universidade e a falta de tempo para dormir são pontos extremos que deixam o aluno mais susceptível à ansiedade e depressão.

A universidade é, em si, um ambiente de alta competitividade: disputas por bolsas de estudos, intercâmbios e vagas de estágios, por exemplo exigem um alto desempenho. Quando o aluno não atinge esse patamar, a vida acadêmica parece perder o sentido e começam a surgir os problemas.

Crise do modelo de vida

O sofrimento emocional pode estar relacionado a uma crise do modelo de vida que muitos jovens levam até entrar na universidade. Quem passa em vestibulares muito concorridos normalmente precisou dedicar um longo período da vida ao cursinho.

Depois de aprovados, muitos não sabem se realmente valeu a pena e nem se era aquilo mesmo que almejavam. Essa frustração concorre para o surgimento da depressão e de outros desequilíbrios que comprometem a saúde mental.

Perda de referências

Quando há necessidade de se deslocar para outras cidades ou estados, o universitário sofre sérias mudanças que demandam “rearranjos emocionais” para encarar a nova vida.

A ausência da família e dos amigos ou mesmo a perda da tradição do lugar onde cresceu deixam o jovem sem referência e implica desajustes psíquicos.

Como as universidades e os familiares podem ajudar nessas situações?

São múltiplas as exigências e demandas que geram angústias, estresse, dores generalizadas e conflitos. Com isso, os indivíduos que compõem o grupo de risco para os desequilíbrios emocionais ficam mais vulneráveis.

Crises de ansiedade, desmotivação, insônia e pânico são os sintomas mais evidentes e vistos como gatilhos para a depressão no meio universitário. Diante disso, as instituições têm se mobilizado e proposto intervenções de apoio psicológico aos alunos que necessitam de ajuda.

Além disso, o apoio da família também é imprescindível para direcionar o estudante a soluções mais eficazes. Os números da depressão nas universidades colocam os pais, professores e autoridades em alerta em relação a essa realidade.

Portanto, os serviços de apoio e assistência psicossocial detêm um papel fundamental na prevenção de distúrbios que podem evoluir para a ideação suicida.

Para minimizar os impactos negativos da depressão entre universitários, é fundamental mobilizar instituições e buscar alternativas para restabelecer a saúde mental desses jovens. E isso, de modo urgente.

Gostou deste artigo? Então, veja também um panorama sobre a questão do suicídio entre jovens no Brasil e conheça as melhores intervenções para auxiliar a quem precisa!

Por que a ansiedade e depressão têm aumentado entre adolescentes?

Depressão em universitários

Segundo dados publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o maior índice de pessoas com ansiedade no mundo está entre os brasileiros. Além disso, 11,5 milhões de indivíduos no país sofrem com a depressão, o que coloca o Brasil em 5º lugar na lista mundial.

A adolescência é a fase da vida em que grandes transformações, tanto fisiológicas quanto sociais, começam a se manifestar, o que aumenta as chances do desenvolvimento de alterações psicológicas e emocionais, como ansiedade e depressão, durante esse período.

Os jovens podem ser mais vulneráveis a esses quadros e é muito importante saber detectar os sinais das mudanças de comportamento, além de diferenciar a depressão de atitudes peculiares da adolescência.

Gostaria de saber mais sobre o assunto e como lidar com os jovens em determinadas situações? Continue lendo este conteúdo e aprofunde seus conhecimentos. Boa leitura!

Fatores que levam ao aumento de ansiedade e depressão

Mudanças intensas acontecem na vida dos indivíduos durante a adolescência. Pode-se dizer que esse período é determinante para a construção da personalidade e aquisição de autonomia.

Os conflitos internos se somam às alterações físicas, hormonais e cerebrais e o adolescente pode sentir maiores dificuldades para manejar ou conversar sobre essas situações. Nesse contexto, alguns fatores externos contribuem para a maior vulnerabilidade aos distúrbios psicológicos.

Entre eles estão a necessidade de aceitação social, aumento da pressão para assumir riscos e tomar decisões, descontentamento com a imagem corporal, cobrança por desempenho, cyberbulling e qualidade do diálogo e vínculo familiares.

Distinção entre a doença e atos típicos da adolescência

É fato que não existem parâmetros exatos a serem analisados, afinal, os sinais e sintomas de ansiedade e depressão podem se manifestar de inúmeras maneiras. Alguns adolescentes ficam mais agressivos, enquanto outros podem se mostrar mais tristes ou isolados.

Muitos pais ficam confusos sobre a origem de determinados atitudes, sem saber se elas são esperadas ou não. No entanto, um ponto interessante a ser observado é a duração e a frequência desses comportamentos.

Se os adolescentes permanecem a maior parte do dia ou da semana emocionalmente instáveis, é possível suspeitar dos quadros de ansiedade e depressão. Veja quais são os principais sintomas a serem notados abaixo:

  • dores constantes nas costas, pescoço, estômago e cabeça;
  • indisposição e prostração;
  • irritação;
  • agressividade;
  • isolamento;
  • nervosismo;
  • sensação de tristeza ou medo;
  • compulsão alimentar.

Apoio psicológico e familiar

Em primeiro lugar, é imprescindível que os pais identifiquem a repetição e intensidade de atitudes negativas e se mostrem disponíveis para compreender e dialogar com os adolescentes.

Os jovens precisam sentir que não estão sozinhos, sendo muito importante aprender a lidar com as adversidades do caminho. Além disso, procurar apoio psicoterapêutico por meio de consultas com especialistas pode fazer toda a diferença.

Na adolescência acontece uma perda da identidade infantil, e é preciso reorganizar rapidamente o universo interno. Nem todos os jovens conseguem passar por esse período de maneira equilibrada, e o acompanhamento com uma equipe de saúde mental de excelência tem o potencial de prevenir quadros de ansiedade e depressão de modo considerável.

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