Sexting: o que é e quais são os perigos para os jovens? - Hospital Santa Mônica
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Conversar por mensagem de texto é um hábito que já faz parte da rotina dos brasileiros — a comunicação por meio de aplicativos é rápida, prática e barata. No entanto, essa atividade pode tornar-se arriscada para os jovens quando não são tomados os devidos cuidados antes de enviar certos tipos de mensagem.

A prática de sexting, que é o ato de compartilhar conteúdos eróticos em aplicativos de mensagens e em redes sociais, expõe os adolescentes a riscos de vazamento e de chantagem, além de algumas outras consequências que trataremos a seguir. 

Se você acha que o seu filho está praticando sexting e gostaria de saber mais sobre esse costume, acompanhe a leitura. Neste post, também falaremos sobre como os pais podem conversar com os jovens sobre o assunto e quais são as melhores formas de ajudar. 

O que é sexting e o que dizem os números sobre essa prática?

A palavra sexting é a junção dos termos “sex”, que, em inglês significa sexo, e “texting”, que é o ato de enviar mensagens de textos. Como já falamos, sexting é a prática de enviar conteúdos eróticos por aplicativos e por redes sociais, em forma de texto, de fotos ou de vídeos.

Segundo uma pesquisa divulgada na revista JAMA Pediatrics, um em cada sete adolescentes menores de 18 anos já enviou material erótico, enquanto um em cada quatro já recebeu esse tipo de conteúdo. Embora a prática seja mais comum entre adolescentes com mais idade, o estudo também aponta que jovens de 10 a 12 anos já começam a enviar mensagem de textos com teor sensível. 

Isso acontece, principalmente, pela disponibilidade de tecnologia entre os jovens. Aparelhos como smartphones são cada vez mais acessíveis, e muitos adolescentes ganham os seus primeiros celulares ainda na infância.

Quais perigos o sexting oferece às crianças e aos adolescentes?

Sexting é uma prática que pode ser prejudicial aos jovens de diversas maneiras, tanto físicas quanto emocionais. A seguir, listaremos os principais perigos para que você possa ficar atento e consiga proteger seu filho. 

Os jovens podem ser abordados por predadores sexuais

Em alguns casos, os adolescentes enviam mensagens de teor sexual para pessoas conhecidas, com as quais já têm alguma relação afetiva. Mas, em outros, esses conteúdos podem ser enviados para pessoas que os jovens conheceram na própria internet. 

Quando isso acontece, o adolescente não tem controle nenhum sobre o que pode acontecer com as imagens após o envio, além de a conversa poder estar acontecendo com alguém que não é exatamente quem diz ser. A confiança construída em uma relação virtual pode fazer com que o jovem aceite se encontrar pessoalmente com o amigo virtual e, com isso, surge o risco de abuso sexual e de estupro. 

Risco de serem pressionados a participar do sexting

Os jovens também podem ser pressionados ou chantageados para que iniciem a prática do sexting. Pessoas conhecidas podem fazer ameaças de, por exemplo, expor segredos do adolescente na escola e, em troca do silêncio, exigir o envio de mensagens com teor sexual. Depois do primeiro envio, as vítimas podem ser chantageadas a continuar, sob ameaça de exposição das fotos já enviadas.

Os adolescentes também são vulneráveis à pressão feita por colegas ou por pessoas mais velhas. Com medo do julgamento ou de não serem aceitos socialmente, acabam enviando mensagens indevidas e sofrendo as consequências desse ato.

O conteúdo pode tornar-se público

As imagens enviadas pelos jovens durante a prática de sexting podem ter diversos destinos — ser compartilhadas em grupos de aplicativos de mensagens, ser enviadas para amigos do receptor ou aparecer em sites pornográficos. Quando isso acontece, a vítima pode sofrer danos mentais, já que esse tipo de episódio leva ao bullying, à depressão e até à ideação suicida

Sexting pode ser considerado pornografia infantil

A depender da idade do jovem, o conteúdo compartilhado pode ser considerado pornografia infantil. Por isso, é importante que a criança ou o adolescente conheça as consequências desse ato, tanto para si quanto para quem recebe as imagens. Além das questões legais, estar envolvido nesse tipo de situação pode trazer prejuízos para a saúde mental da vítima, tanto em curto quanto em longo prazo. 

Como os pais podem aconselhar os filhos nesse cenário?

É importante que os pais mantenham uma relação de confiança e de diálogo com os filhos e deixem claros quais são os perigos que o sexting oferece. O ideal é que essa conversa aconteça antes dos primeiros sinais de trocas de mensagens indevidas, como uma forma de prevenção.

Caso isso não seja mais possível, os pais, além de falarem sobre os perigos dessas ações, devem ainda mostrar-se compreensivos e dizerem que estão disponíveis para ajudar caso o jovem esteja passando por esse tipo de situação. Muitas vezes, por medo se serem castigados ou por vergonha, os adolescentes escondem os fatos dos pais. 

Confira algumas dicas para ter uma boa conversa sobre sexting com o seu filho:

  • não espere que aconteça um incidente desagradável para começar a dialogar sobre o assunto;
  • escolha um momento em que o jovem esteja calmo para começar a conversa e garanta que ele não tenha distrações nesse período;
  • defina regras para o uso de aparelhos eletrônicos;
  • deixe claros os perigos e as consequências do envio de conteúdos sexuais;
  • coloque-se à disposição para tirar dúvidas e mostre-se aberto a novas conversas;
  • oriente o jovem a excluir imagens sexuais caso receba esse conteúdo de terceiros. 

Se o seu filho foi forçado a enviar conteúdo sexual, ou se as imagens foram enviadas para um adulto, procure a polícia. Se ele fez sexting por vontade própria, converse sobre os perigos dessa prática. Em ambos os casos, o apoio de uma equipe profissional especializada em saúde mental é muito importante. Como comentamos, esse tipo de situação pode levar o jovem a sofrer bullying e a desenvolver transtornos mentais como a depressão, que pode levar até a tentativas de suicídio. 

O Hospital Santa Mônica tem mais de 50 anos de história e conta uma equipe multidisciplinar especializada. Além disso, a instituição tem infraestrutura completa para a realização de psicoterapia, de terapia ocupacional e de outras atividades que podem ajudar a restaurar o bem-estar do paciente. Entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar!

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