O que os millennials dizem sobre os seus pais na terapia - Hospital Santa Mônica
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Diferentemente de gerações anteriores, os millennials (os nascidos de 1980 a 1995) não têm medo de encarar terapia.

Mas o que os preocupa além de trabalho, dúvidas em relação à ideia do casamento e dívidas estudantis? A resposta para muitos, são os pais.

Passamos de uma sociedade focada nos pais para uma sociedade focada nas crianças, e essa geração é produto dessa transformação. O resultado é que muitos terapeutas ouvidos pelo site HuffPost Brasil alegaram ouvir reclamações constantes sobre pais que se metem demais na vida dos filhos, a ponto de sufocá-los.

O problema número 1 observado entre millennials e seus pais é algo que não consta das reclamações dos millennials, porque muitas vezes eles nem sequer o percebem. Você sabe que há algum problema quando a mãe de um homem de 28 anos liga para marcar uma consulta para o filho. Pais de millennials são conhecidos por ficar como helicópteros [observando cada movimento dos filhos], o que inibe a independência e a capacidade dos jovens adultos de resolver problemas sozinhos.

  • Me acho um fracasso em comparação com meus pais.​​​​​

Um tema associado à relação entre pais e filhos é a sensação de inferioridade. Os millennials cresceram com pais que têm grandes expectativas, e o fracasso muitas vezes não é uma opção. Os pais querem que os filhos sejam bem-sucedidos, mas a mensagem é que, se você não tiver um sucesso comparável ao dos pais, você é um fracassado. Não é bom o suficiente. As mulheres dessa geração sofrem particularmente com isso — e também têm de lidar com a sociedade, as redes sociais e a opinião pública, que constantemente lhes lembra que elas não são boas o suficiente. Acrescente uma camada de desaprovação dos pais, e o resultado pode ser devastador. Vejo mulheres paralisadas em seu crescimento emocional, por causa das mensagens que recebem a respeito de quem deveriam ser.

  • Meus pais acham que eu não preciso de terapia

Vários pacientes reclamam que seus pais não ‘acreditam’ em terapia, ou então a consideram um sinal de fraqueza. Terapia tem um estigma na cabeça de muitos pais. Isso muitas vezes leva crianças crescidas a se sentir invalidadas ou mal compreendidas. Ou então elas podem achar que não são ‘fortes o suficiente’ para lidar com seus próprios problemas. Alguns pacientes se dizem frustrados porque não conseguem conversar abertamente com os pais sobre saúde mental. Consequentemente, eles não conseguem pedir ajuda para algumas das pessoas mais importantes de suas vidas.

  • Meus pais se tornaram avós helicóptero

Muitos millennials com filhos descobrem que seus pais têm opiniões fortes sobre a criação dos netos. Isso pode virar um problema quando as pessoas acham que têm de priorizar as opiniões dos pais, em detrimento das dos parceiros ou das suas próprias. Ser pai ou mãe é uma jornada muito individual, e muitos millennials são criticados por querer criar os filhos de forma ‘progressista’. O ideal é manter seus valores de pai ou mãe e estabelecer limites para o envolvimento da família.

  • Meus pais estão envolvidos demais na minha vida financeira

Uma das principais questões que aparecem diz respeito a pais que não respeitam os limites ou estão envolvidos demais nas vidas dos filhos, especialmente a financeira. Os pais acham que têm o direito de saber porque muitas vezes oferecem ajuda financeira. Por exemplo, quando os pais pagam a terapia dos filhos, muitas vezes querem saber o que foi discutido, sem respeito à privacidade deles. Eles me procuram para saber por que os filhos têm dificuldades, mesmo quando não há necessidade clínica para que eu passe essa informação. Às vezes, quando o paciente estabelece limites para o envolvimento dos pais, eles confundem a autonomia do filho com interferência indevida do terapeuta. É como se a terapia — que eles estão pagando – fosse uma ameaça à relação entre pai e filho.

  • Meus pais não me ensinaram a lidar com emoções negativas

Outra queixa constante é a falta de instruções para lidar com emoções e experiências negativas. Não me canso de ver mulheres com dificuldade de lidar com emoções negativas. Elas aprenderam a evitar essas emoções a qualquer custo; que a ansiedade é parte da vida da mulher e que ela tem de lidar com isso tomando remédios ou simplesmente evitando essas emoções, mesmo que os métodos não sejam saudáveis. Acho que essa é uma das mensagens mais perigosas que os pais podem passar aos filhos. Entender que emoções negativas são normais e podem até mesmo ter propósito muda tudo para essas mulheres. Passo maior parte do meu tempo ensinando a essa geração que precisamos aprender não só a surfar essas ondas emocionais, mas também criar mecanismos para lidar com elas e fortalecer nossa resiliência.

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