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Mulheres no poder possuem mais chances de desenvolverem sintomas de depressão

Um novo estudo sugere que as responsabilidades de posições de poder podem aumentar os sintomas de depressão nas mulheres, enquanto para os homens, o efeito é inverso. “Mulheres com posições de autoridade – com habilidades para contratar, demitir e influenciar salários – possuem significantemente mais sintomas de depressão do que mulheres sem esse poder”, disse a autora do estudo, Tetyana Pudrovska, socióloga na Universidade de Texas, na cidade de Austin. “Em contraste, homens com funções de autoridade têm menos sintomas de depressões do que homens sem tal poder.”

Para chegar a essa conclusão, Pudrovska e sua parceira de pesquisa, Amelia Karraker, professora de Desenvolvimento Humano na Universidade do Estado de Iowa, conduziram seus estudos utilizando dados de saúde mental e trabalho de autoridade, de 1954 a 2004. Para as pesquisadoras, as normas culturais e sociais permitem que mulheres assumam posições de poder de forma discreta, enquanto os homens no poder são melhores aceitos por seus empregados e colegas. O peso do estresse e das tensões, resultam para as mulheres no desenvolvimento de sintomas depressivos.

“Mulheres em posições de autoridade regularmente experienciam tensões interpessoais, interações sociais negativas, esteriótipos negativos, preconceito, isolamento social, assim como resistência de seus subordinados, colegas e superiores”, explicou Pudrovska. Publicado no “Jornal da Saúde e do Comportamento Social”, as autoras disseram que o estudo é uma prova da existência da discriminação, hostilidade e preconceito contra mulheres líderes.

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