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Depressão ou apenas um período mais triste?

O período é de felicidade obrigatória. Nas redes sociais estão todos felizes, lindos, bem sucedidos, viajando e fazendo declarações de amor. As pessoas parecem não suportar ouvir que a outra não está bem, que está passando por uma dificuldade. Não estar bem não é aceitável, é preciso estar feliz, ou fingir, se medicar ou se recolher para que ninguém tenha contato com o sofrimento. É fundamental se permitir estar triste, sofrer em alguns momentos, como o fim de um relacionamento, a perda de emprego, morte de uma pessoa querida, doença, briga ou saudade. Seja qual for o motivo, o sofrimento está liberado.

É sofrendo que se cresce, na busca de vias para que o desconforto e a angústia sejam resolvidos. É no sofrer que, em algum momento, resulta o desenvolvimento e a criação de novos esquemas de resolução de problema e de enfrentamento. Quando se preocupar A depressão é muito mais forte, viver se torna uma dor, a pessoa tem seu mundo cada vez mais restrito, seu sofrimento toma conta.

O indivíduo começa a se desinteressar por atividades rotineiras e se empenhar menos, o que muitas vezes gera sintomas cognitivos como diminuição da concentração e memória, gerando uma diminuição no rendimento profissional. Também não consegue sentir prazer em socializar e passa a não querer sair de casa, pois acredita que não gostam da sua companhia e irá contaminar os lugares com sua tristeza.

É uma tristeza persistente, sentimento de culpa, inferioridade, muitas vezes, com sintomas físicos, como dores, inflamações ou insônia. O desamparo, crença da não melhora e pensamentos negativos diante da vida podem conduzir à morte, pois, apenas através desta não será necessário sentir tanta dor. Há demasiado retraimento pessoal e sem tratamento a pessoa pode se retrair completamente ou até cometer suicídio.

Evidentemente, cada pessoa tem esses sentimentos e sintomas de diferentes formas e intensidades, pois cada um tem vivências diferentes durante a vida. O importante é como enfrentar! Poder reconhecer que precisa investir em si mesmo e, geralmente, procurar ajuda psicológica.

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