Dependência Química: conheça a história de Wagner e veja como a religião e o apoio da família mudaram a sua vida - Hospital Santa Mônica
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Para a produção deste case, conversamos com Wagner Lopes, 38 anos e há 10 anos sem uso da droga, mas até chegar a esse passo grandioso da sua vida, passou por um caminho muito árduo e de muito sofrimento.

Como começou o consumo das drogas

Quando tinha 18 anos de idade, Wagner experimentou a primeira carreira de Cocaína com os amigos e descreve como tendo sido uma experiência sensacional para o momento. “Curti muito, mas depois comecei a fumar maconha também e com isso, passei a cometer alguns delitos para fazer parte do grupo e manter o consumo”, comenta.

Do Consumo ao Tráfico de Drogas

Não demorou muito para que se tornasse um traficante “Eu tinha a fama e drogas todos os dias”, comenta.

O uso foi se tornando cada vez mais constante, passava mais de uma semana sem dormir, vendendo drogas e consumindo. Nesse tempo, passou a experimentar o crack.

Wagner reforça ainda “Mais tarde, consegui sair do tráfico, só que herdei o consumo constante de drogas, cada vez usava mais o crack e aí comecei a vender minhas coisas para conseguir fumar”.

Para a família Wagner se tornou um desgosto. Arrumou um emprego de servente de pedreiro para ajudar a manter o vício, uma vez que recebia dinheiro pelos serviços prestados no final de cada semana.

Tempo depois se mudou de São Paulo para Piracicaba e lá arrumou um emprego de pintor e ficou algum tempo sem usar drogas. Mas não durou muito e acabou voltando para São Paulo, onde residia com a família e ao consumo de cocaína e crack.

A Depressão

Como as coisas não estavam dando tão certo, acabou desenvolvendo um quadro depressivo, chorava muito, e usava cada vez mais drogas. Ficou três semanas sem dormir e sem se alimentar, relembra que o pai, a família e os amigos falavam que ele não tinha mais jeito e que iria morrer.

“Escutar essas coisas me colocavam mais pra baixo, comecei a ter alucinações, via pessoas dentro da minha casa, lembro que uma voz dizia que era para eu me matar, que era para eu ter coragem. Estava completamente alucinado”, argumenta Wagner.

O fim da linha e a Internação

Quando estava pronto para dar cabo a vida, seu pai e alguns vizinhos o acharam no quarto e o levaram para o hospital. Mas, ao receber alta hospitalar, voltou para casa, dormiu três dias direto, levantou tomou banho, comeu um pouco, mas sabia que ainda lhe restava algum dinheiro na conta, e com esse quantia pensava em continuar usando drogas escondido. O susto de nada havia adiantado.

Mas foi quando acabou o dinheiro, uma vez que não estava mais trabalhando, começou a ficar mais em casa. Relata que foi aí que começou a frequentar uma igreja evangélica, ganhei uma Bíblia, aproximadamente dois meses de igreja ainda usava drogas após as reuniões. Aos poucos foi se apegando e entregando a região a Deus e com isso parou de usar drogas.

A Virada

Arrumou um emprego na Vivo Telefônica e com três meses de trabalho começou a cursar Psicologia na Universidade.

Atualmente, está formado, faz pós-graduação em saúda mental com o foco principal em dependência química, estresse e ansiedade.

Reconhece que este não é um assunto tão fácil de ser tratado, e que ao relembrar o que passou, chora.

“Essa luta é muito difícil, principalmente porque somos julgados pela sociedade e, as pessoas, mesmo as mais próximas como familiares e amigos, acabam colocando quem passa por isso para baixo, porque eles não sabem mais o que fazer com o dependente químico e como tirá-lo dessa situação”.

“Por isso, continua Wagner, quis compartilhar minha experiência dura e difícil para mostrar ao próximo que com força de vontade e determinação é possível vencer as drogas, mas é preciso querer, ter força de vontade”.

Hoje ao ter se tornado psicólogo, pode olhar com os olhos da alma e enxergar com o coração.

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