Quais os Comportamentos Suicidas mais comuns? - HSM

Definições

Gestos suicidas – ações com pouco potencial de letalidade, por vezes sem a intencionalidade concreta de morte com sentimentos contraditórios acerca da morte;

Tentativas de suicídio – muitas vezes pode representar um pedido de ajuda combinado com um forte desejo de viver;

Comportamento autodestrutivo: direto ou indireto (o abuso do álcool e das drogas, o abuso do tabaco, o comer em excesso, o descuido com a própria saúde, a automutilação, a condução de um veículo de modo temerário, comportamento criminoso);

Suicídio consumado – pode advir de quaisquer dos casos acima.

Aspetos epidemiológicos

Estatísticas: base em certidões de óbito e pesquisas judiciais – subestimação da verdadeira incidência;

Ainda assim: está entre as primeiras 10 causas de morte;

30 % das mortes entre estudantes universitários;

10% das mortes em pessoas entre 25 e 34 anos;

Segunda causa de morte entre os adolescentes;

No entanto, mais de 70 % das pessoas que se suicidam têm mais de 40 anos e a frequência aumenta dramaticamente nos maiores de 60 anos, sobretudo nos homens;

Taxas são maiores nas áreas urbanas do que nas rurais.

Tentativas de suicídio:

Em contraste, as tentativas de suicídio são mais frequentes antes de chegar à meia-idade;

As tentativas de suicídio são particularmente frequentes entre as adolescentes solteiras e entre os solteiros com cerca de 30 anos;

Embora as mulheres tentem suicidar-se com uma frequência três vezes superior à dos homens, estes consumam o suicídio numa proporção quatro vezes superior à delas;

As pessoas casadas têm menos probabilidades de tentar ou de levar a cabo um suicídio do que as pessoas separadas, divorciadas ou viúvas que vivem sozinhas;

Os suicídios são mais frequentes entre os familiares de quem já fez uma tentativa ou já se suicidou;

Muitos suicídios ocorrem nas prisões, particularmente entre os homens jovens que não cometeram crimes violentos.Estas pessoas enforcam-se, geralmente, durante a primeira semana de prisão.

Suicídio coletivo

Os suicídios em grupo, quer implique um grande número de pessoas, quer só duas (como um casal de namorados ou de cônjuges), representam uma forma extrema de identificação com a outra pessoa.

Os suicídios de grandes grupos tendem a ocorrer em situações com uma grande carga emocional ou nos fanatismos religiosos que ultrapassam o forte instinto de sobrevivência.

Outros fatores epidemiológicos:

Entre advogados, cientistas, médicos (especialmente do sexo feminino) e pessoal militar são mais altas do que na população geral.

A intoxicação com medicamentos é uma forma frequente de suicídio entre os médicos, possivelmente porque podem obter os fármacos com facilidade e sabem qual é a dose letal.

Religião e Suicídio

Menor frequência entre os membros praticantes de grupos religiosos (particularmente os católicos):

  • Geralmente se apoiam nas suas crenças;
  • Têm laços sociais próximos que os protegem da autodestruição;
  • Estão também proibidos de cometer tal ato devido às suas crenças.

No entanto, a filiação religiosa e as crenças profundas não impedem necessariamente a realização de atos suicidas por motivos de frustração, ira e desespero, especialmente quando são acompanhados de um sentimento de culpabilidade ou de indignidade.

Aviso prévio

Uma de cada seis pessoas que se suicida deixa uma nota escrita:

  • Referência a relações pessoais ou a acontecimentos que devem acontecer depois de a pessoa ter morrido;
  • Nas pessoas de idade avançada exprimem preocupações pelos que deixam para trás;
  • Nos mais jovens podem ser de revolta/indignação/protesto/reivindicação;
  • Bilhetes indicam premeditação –> risco alto de recidiva.

Causas

Interação de vários fatores:

  • Perturbações mentais (fundamentalmente depressão e abuso de substâncias);
  • Fatores sociais (desilusão, perda e ausência de apoio social);
  • Perturbações da personalidade (impulsividade e agressão);
  • Uma doença orgânica incurável.

Suicídio e depressão:

Mais de 50% dos casos de suicídio têm depressão.

Precipitadores:

  • Problemas matrimoniais;
  • Relação amorosa acabada ou problemática;
  • Perda pessoal recente (particularmente entre as pessoas de idade avançada);
  • Doença orgânica, deficiência física, especialmente se for crônica ou dolorosa, especialmente se em idade avançada.

Comportamentos autodestrutivos

Suicídio como ato final.

Especialmente frequente entre as pessoas com experiências traumáticas na sua infância:

  • Vítimas de abusos, negligência ou sofrimento em lar monoparental;
  • Maiores dificuldades estabelecer relações profundas e seguras.

Álcool e drogas

Aumentam o risco porque agrava os sentimentos depressivos e diminui o autocontrole;

Metade estão intoxicados no momento da tentativa;

Mesmo quando sóbrio, o risco aumenta, por culpas e sentimentos negativos da ressaca.

Outros transtornos e suicídio:

Epilepsia do lobo temporal –> episódios depressivos breves e intensos, associado à disponibilidade em medicamentos, aumenta risco;

Esquizofrênicos, particularmente os que estão também deprimidos:

  • Métodos podem ser insólitos e frequentemente violentos;
  • Frequentemente letais;
  • Pode ocorrer nas primeiras fases da doença;
  • Pode ser a primeira indicação clara de que a pessoa sofria de esquizofrenia.

Transtornos de personalidade:

Especialmente as imaturas, com pouca tolerância para a frustração e que reagem ao stress de modo impetuoso, com violência e agressão;

  • Podem ser propensas a beber em excesso, abusar de drogas ou cometer atos criminosos;
  • Stress pela ruptura de relações problemáticas;
  • Carga que representa estabelecer novas relações e estilos de vida.
  • Aspecto do método da roleta russa, deixar a “sorte” determinar o desenlace:
  • Indivíduos instáveis consideram emocionantes atividades perigosas que implicam brincar com a morte, como conduzir um veículo de modo temerário ou praticar esportes perigosos.

FATORES DE ALTO RISCO PARA SUICÍDIO

Fatores pessoais e sociais:

  • Homem
  • Idade superior a 60 anos
  • História de uma tentativa prévia de suicídio
  • História de suicídio ou de perturbação do humor na família
  • Separação recente, divórcio ou viuvez
  • Isolamento social, com atitude de incompreensão por parte dos amigos ou familiares, real ou imaginária
  • Aniversários com especial significado pessoal, como o aniversário da morte de um ente querido
  • Desemprego ou dificuldades econômicas, particularmente se provocarem uma queda drástica do status familiar
  • Abuso do álcool ou de drogas
  • Planeamento pormenorizado do suicídio e tomada de precauções para não ser descoberto
  • Experiência vital humilhante recente.
  • Fatores mentais e físicos: Depressão (especialmente doença maníaco-depressiva);
  • Agitação, inquietação e ansiedade;
  • Sentimento de culpabilidade, desadequação e falta de esperança;
  • Conversa ou conduta auto-denegridora;
  • Personalidade impulsiva ou hostil;
  • Convicção delirante de ter doença grave;
  • Alucinações em que a voz dirige a tentativa de suicídio;
  • Doença orgânica crônica, dolorosa ou invalidante, especialmente se a pessoa era anteriormente saudável;
  • Uso de medicamentos, como a reserpina, corticoides por longo tempo, interferon e outros que podem provocar depressão profunda.

Fonte: Dr. Claudio Duarte

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