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Carnaval e o consumo de álcool e drogas? Veja a relação!

Carnaval e o consumo de álcool e drogas

O Carnaval é uma das festas mais populares da cultura brasileira e leva milhões de pessoas às ruas todos os anos. Em meio aos bailes, desfiles, fantasias e serpentinas, o consumo de álcool e outras drogas é uma prática comum, principalmente entre os jovens, que buscam maneiras de ficarem mais desinibidos e relaxados para aproveitar ao máximo os dias de folia.

Porém, a bebida alcoólica muitas vezes torna-se a protagonista quando sua ingestão é exagerada e irresponsável, e os hábitos dos brasileiros acabam contribuindo com esta situação. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão de álcool puro ao ano por pessoa no Brasil chegou a 8,9 litros em 2016, superando a média mundial de 6,4 litros.

Confira neste artigo qual é a relação entre o Carnaval e o consumo de álcool e outras drogas e veja dicas de como evitar exageros nos dias de folia e como procurar ajuda em caso de abuso dessas substâncias.

Qual a relação entre Carnaval e consumo de álcool e outras drogas?

A falta de políticas de prevenção é um dos principais fatores que contribuem para o consumo abusivo de álcool e outras drogas no Brasil, em especial durante a época de Carnaval. A comercialização desse tipo de bebida é feita sem um controle rígido em diversos estabelecimentos, como padarias e lojas de conveniência, e por vendedores ambulantes.

O uso dessas substâncias começa desde cedo, geralmente por incentivo de parentes e amigos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2015, 73% dos escolares na faixa etária de 16 a 17 anos já experimentaram uma dose de bebida alcoólica e cerca de 37% deles sofreram algum episódio de embriaguez na vida.

Além de trazer diversos prejuízos à saúde, o álcool é uma porta de entrada para o consumo de drogas ilícitas, que são encontradas com facilidade nos dias de folia. No início dos anos 1900, o lança-perfume se popularizou no Carnaval brasileiro e até hoje é usado como uma brincadeira entre os foliões. O ecstasy e o LSD são outras substâncias sintéticas de abuso bastante procuradas nessa época do ano.

Como evitar excessos durante os dias de folia?

O consumo de álcool durante o Carnaval pode ser feito de maneira responsável seguindo algumas orientações. A primeira delas é se alimentar e se hidratar com água antes ou durante o ato de beber, pois o álcool é absorvido mais lentamente, o que ameniza os efeitos negativos no organismo.

Os jovens menores de 18 anos não devem consumir bebidas alcoólicas tanto por questões legais quanto pelos riscos que o uso precoce traz para a saúde física e mental. Para as mulheres grávidas, a recomendação é a mesma, pois essas substâncias podem afetar a gestação e o desenvolvimento do bebê.

Quem faz uso de medicamentos também deve evitar o consumo de álcool devido às possíveis interações perigosas entre esse tipo de bebida e alguns remédios. A combinação entre beber e dirigir é outra questão bastante séria, pois os acidentes de trânsito aumentam durante o período de Carnaval.

Apesar de variar de pessoa para pessoa, estima-se que os homens podem consumir de 2 a 4 doses de bebida por ocasião com baixo risco; já as mulheres, de 1 a 2 doses. Cada dose corresponde de 10 a 12 gramas de etanol — uma latinha de cerveja ou uma taça de vinho.

O que fazer em caso de abuso de álcool e drogas?

Em um primeiro momento, as drogas causam sensações positivas, como bem-estar, euforia e desinibição. Porém, quando a metabolização dessas substâncias começa a cair, surgem os efeitos negativos, como sonolência, irritabilidade, perda de memória e dificuldade de tomar decisões.

Assim, a experiência deixa de ser prazerosa e pode ter consequências graves. O consumo excessivo de álcool ou outras drogas pode causar diversos problemas de saúde físicos e mentais, como depressão, ansiedade e vício. Por isso, a procura por ajuda especializada é essencial para diagnóstico e tratamento corretos.

O Hospital Santa Mônica possui uma Unidade de Dependência Química e conta com uma equipe multidisciplinar preparada para orientar os pacientes e seus familiares em casos de abuso dessas substâncias.

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