Uso excessivo de internet e celular pode causar danos ao cérebro similares ao de cocaína - Hospital Santa Mônica
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A tecnologia está definitivamente presente na vida cotidiana. Seja para aprender algo novo, conversar com amigos, interagir com familiares ou apenas para entretenimento, o uso da internet faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Entender por que as doenças causadas pelo uso excessivo do celular podem gerar efeitos semelhantes ao da dependência química auxilia a compreensão de um problema cada vez mais presente na vida contemporânea.

Nessa conjectura, a proposta deste material é apresentar as consequências do uso excessivo de celular e mostrar como isso afeta a vida social, afetiva e profissional e ainda pode causar danos cerebrais semelhantes aos da cocaína. Veja, então, como reduzir os principais sintomas de dependência do celular, resgatar o equilíbrio emocional e viver em harmonia com a família e a sociedade. Boa leitura!

Quais as principais consequências do uso excessivo de celular?

Você já notou o que o seu ambiente familiar e de lazer têm em comum com o seu ambiente de trabalho? Ambos estão conectados! Na atualidade, o uso da tecnologia é um recurso essencial para as atividades do cotidiano de todos nós. Uma pesquisa amplamente divulgada pela mídia constatou que os smartphones já estão inseridos na rotina de 92% dos brasileiros, inclusive de crianças com três ou quatro anos de idade.

Ainda que a tecnologia encurte o caminho para aproximar as pessoas, seja útil para filtrar informações e otimizar as atividades diárias, não é bom ser dominado por ela. É preciso, pois, estar atento aos prejuízos que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos como desktops, notebooks, tablets e celulares podem representar à saúde da população.

Mesmo que as ferramentas tecnológicas apresentam benefícios para a sociedade, o uso desmedido da internet pode gerar dependência e influenciar ações e comportamentos prejudiciais ao ser humano.

No Brasil há bastantes pesquisas sobre a dependência das ferramentas tecnológicas e a relação desse mal com os surgimentos de doenças causadas pelo uso excessivo do celular. Em termos epidemiológicos, existe muita preocupação da Saúde Pública em relação a uma problemática crescente, e que foi tema de estudos recentes publicados pelo Scielo/USP: a adição à internet e o uso problemático dos dispositivos tecnológicos.

À proporção que os conhecimentos dos males provocados pelo uso do smartphone se expandem, aumenta a compreensão do mecanismo gerador da doença. O desafio é entender por que o uso desenfreado de tecnologia está gerando consequências tão graves para a sociedade, independentemente da idade, classe socioeconômica e influência cultural.

Entre as principais consequências, as mais comuns são:

  • alteração do apetite;
  • problemas relacionados ao sono;
  • aumento do estresse no trabalho;
  • maior vulnerabilidade a doenças mentais;
  • problemas na vida social, pessoal e afetiva;
  • redução da concentração e da produtividade;
  • mau desempenho na vida escolar ou acadêmica;
  • maior tendência ao desenvolvimento de ansiedade;
  • estresse excessivo e irritabilidade sem causa aparente;
  • aumento do peso e maior risco para síndromes metabólicas.

O que é Nomofobia?

Na Inglaterra, já existe um termo específico para identificar o medo de ficar sem celular: a nomofobia. Na realidade, esse conceito foi construído de acordo com a junção das palavras que descreve o problema: no + mobile + fobia. Os principais sintomas dessa síndrome são angústia e sensação de desconforto quando não é possível usar o celular.

Algumas pessoas também apresentam irritabilidade e mudanças no humor, isolamento social e falta de interesse em se envolver com outras atividades. Esse comportamento interfere bastante no desenvolvimento emocional da pessoa, principalmente em adolescentes e jovens. Uma das piores consequências é o risco de provocar sérios transtornos na fase adulta.

Dada à complexidade dessa questão, estudos recentes apontam que as mudanças causadas no cérebro pelo abuso na utilização da Web são muito parecidas com os efeitos do álcool e a cocaína.

O problema maior é o usuário conseguir diferenciar a dependência do uso considerado normal. Hoje, a internet e os celulares são ferramentas profissionais e extremamente úteis para estudo. A advogada Nídia Aguilar, por exemplo, admitiu o problema: “sinto-me ansiosa e muito incomodada quando fico longe do celular, pois uso o aparelho para me comunicar com clientes a todo instante”.

Um dos aspectos que merecem consideração é que a linha que separa o uso do abuso é muito tênue. Mesmo que se use muito o celular, isso não caracteriza, necessariamente, o vício. Na verdade, a dependência patológica está associada ao uso excessivo, quando isso gera transtornos de ansiedade, como pânico e surtos psicóticos, quando a pessoa é separada desse objeto.

fobia social também é fruto dessa desordem, já que o dependente de tecnologia não sente necessidade de interação social ou quaisquer relacionamentos presenciais. Ou seja, a vida da pessoa fica extremamente limitada ao virtual e, com isso, abre as portas para o desenvolvimento de doenças causadas pelo uso excessivo do celular.

Quais os sintomas da dependência do celular e da internet?

A dependência do celular e de internet pode ser caracterizada como uma dificuldade muito grande para controlar os próprios impulsos. Nessas circunstâncias, o indivíduo tende a perder a noção do tempo, passa a não sentir sede e nem fome e, com o tempo, diversos danos à saúde vão surgindo sem que a pessoa perceba.

Nos casos mais graves, os dependentes de internet podem desenvolver olheiras profundas e ganhar peso significativo. A frequente troca de refeições por lanches e sanduíches é muito comum, já que esses alimentos não exigem o uso de talheres. Ou seja, alimentar-se dessa forma libera uma das mãos para poder deslizar a tela do smartphone ou digitar no teclado.

A falta de exercício físico e o afastamento social faz com que os relacionamentos sociais vão se extinguindo. Isso representa grandes prejuízos à manutenção dos laços familiares, ao relacionamento afetivo e ainda reduz a preocupação com a vida escolar ou profissional.

Nessas situações, até mesmo os cuidados com a saúde e os hábitos de higiene passam a ser negligenciados. A dependência de tecnologia é mais presente tanto em adolescentes e  jovens como em adultos e idosos que estão passando por frustrações ou se sentem muito sozinhos.

Outro grupo que é afetado são os indivíduos com muita timidez, baixa autoestima ou que apresentam transtornos de ansiedade ou problemas relacionados ao déficit de atenção e hiperatividade. Muitas vezes, um problema não resolvido na vida real pode se transformar em um gatilho para alimentar a fuga para o mundo virtual.

Nesse contexto, muitos são os sinais e sintomas que podem provocar as doenças causadas pelo uso excessivo do celular. Listamos os mais comuns. Observe:

  • compulsão pelo celular: a pessoa não consegue permanecer sem o aparelho ou pensar em outra coisa;
  • fixação intensa na rede: o indivíduo se torna incapaz de manter uma conversa sem ficar olhando no aparelho;
  • ansiedade excessiva: aumenta a ansiedade quando o celular não está por perto;
  • irritabilidade: preocupação constante com o que acontece na internet quando está off line;
  • agressividade: quando alguém sugere a redução do tempo de uso;
  • fuga da realidade: tentativa de fugir de problemas ou aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade ou depressão;
  • diminuição do contato social com amigos e familiares: falta de interesse em atividades fora da rede;
  • prejuízo das atividades profissionais e acadêmicas: notas baixas, evasão, reprovação ou perda do emprego;
  • doenças ocupacionais: risco de lesões nas articulações dos dedos causadas pela intensa digitação.

Quais as principais doenças causadas pelo uso excessivo do celular?

Além das consequências comportamentais decorrentes do mal uso das tecnologias, existem diversas enfermidades — além da Nomofobia — associadas a esse processo. Confira quais são!

Depressão provocada pelas redes sociais

Muitos indivíduos se sentem péssimos após passar longas horas no Facebook. Isso resulta da comparação com a ostentação que muitos publicam na rede. O dependente de internet começa a se comparar com os “amigos” e passa a se sentir inferior.

Porém, dificilmente alguém tem cinco ou dez mil amigos e, salvo exceções, pessoas assim só conseguem sorrir no momento da selfie. Normalmente, há muita frustração e angústia pelo esforço desmedido de ter que provar, dia após dia, algo que não é ou o que não tem. Mas no Facebook, ninguém se importa, já que a imensidão de amigos são literalmente virtuais.

Por isso, não é aconselhável medir o sucesso por curtidas na Web ou conforme a quantidade de comentários em suas publicações. Quem tem esse hábito, mas as expectativas não são atendidas, tende a se sentir triste, deprimido e com grandes chances de desenvolver problemas de saúde mental, como a depressão.

Tendinite

O ato de digitar muito, ocasiona, como em qualquer outro movimento repetitivo, doenças inflamatórias nos tendões. Um dos primeiros sintomas é a dor nos músculos das mãos e dos dedos (a mialgia). Muitos usuários da Web apresentam esses sintomas porque estão exagerando no uso do telefone celular ou de outros aparelhos digitais.

Problemas na coluna

O ato de inclinar a cabeça, com muita frequência, para utilizar o celular pode gerar uma carga muito alta e, que nem sempre é suportada pelo pescoço. Esse movimento repetitivo força a coluna cervical e resulta em graves danos à coluna vertebral do usuário.

Rugas e papadas

Já foi comprovado que o uso exagerado dos smartphones pode facilitar o aparecimento de rugas e de papadas na região do pescoço. A posição inclinada do pescoço durante muito tempo provoca uma sobreposição da pele nesse local. Com isso, a  aceleração do impacto da gravidade faz aumentar o risco de flacidez e de rugas no pescoço e parte inferior do rosto.

Perda auditiva

Um dos temas muito discutidos é a interferência dos fones de ouvido na perda auditiva. Por isso, é preciso controlar o volume das músicas e áudios nos celulares. Ouvir sons em alta frequência é extremamente prejudicial aos tímpanos, o que aumenta as chances de surdez.

Insônia

A luz emitida pelos aparelhos eletrônicos provoca a redução da melatonina, hormônio produzido pela hipófise, uma glândula localizada no cérebro e que funciona como reguladora do sono. Como a melatonina só é produzida no escuro, ficar no celular antes de dormir pode causar insônia.

Quando é necessário buscar ajuda?

Uma das saídas para evitar as doenças causadas pelo uso excessivo do celular está no autocontrole. Priorizar o equilíbrio na rotina pode ser a chave para preservar a qualidade de vida fora da rede. É importante focar em outras atividades fora do ambiente virtual para não alimentar o vício. Descobrir novas aptidões e talentos, desenvolver a inteligência emocional é fundamental para dar mais colorido à vida fora da internet.

Tentar substituir as atividades sedentárias por exercícios físicos pode ser uma excelente estratégia para contornar esse problema. Mas essa transformação não virá da noite para o dia: é preciso adequar o estilo de vida e exercitar a mente para isso. Porém, quem não consegue superar esses hábitos — e se desconectar algumas horinhas por dia — precisa de ajuda profissional para vencer esse desafio e reabilitar a saúde emocional.

Como vimos, usar a tecnologia com moderação é o diferencial para evitar problemas de saúde e não ser afetado pelas doenças causadas pelo uso excessivo do celular. Reflita sobre a sua postura em relação ao uso dos insumos tecnológicos. Por mais que existam razões para usar o celular, ainda há mais motivos para controlar o seu uso.

E você? Necessita de ajuda e de orientação profissional para resolver problemas como este? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conte com o nosso suporte especializado!

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