Uma compreensão sobre os impactos da maconha na esquizofrenia - Hospital Santa Mônica
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A dependência química e os distúrbios mentais às vezes estão relacionados. Uma situação pode surgir em função da outra ou ser agravada por ela. Neste post, vamos falar especificamente dos impactos da maconha na esquizofrenia.

A esquizofrenia é um distúrbio mental caracterizado pela incapacidade de distinguir entre fantasia e realidade. Indivíduos portadores da doença apresentam comportamento social fora dos padrões, alucinações, delírios, pensamento confuso ou pouco claro.

Alguns pacientes também apresentam redução da interação social, podendo ter sintomas de ansiedade ou depressão. O crescimento de uma pessoa em ambientes hostis, a desnutrição durante a gravidez, algumas infecções ou fatores genéticos podem causar esse distúrbio. O consumo de maconha também está associado ao desenvolvimento da esquizofrenia, como veremos mais adiante.

Por enquanto, vamos entender um pouco mais sobre as diversas ramificações desse transtorno mental.

Tipos de esquizofrenia

Existem pelo menos seis tipos de esquizofrenia. Eles se diferenciam entre manifestações motoras e emocionais e seu grau de severidade.

Esquizofrenia simples

Os sintomas mais comuns desse tipo de transtorno são o isolamento social, a mudança de personalidade e a dificuldade ou ausência de relações afetivas.

Esquizofrenia paranoide

É o tipo mais característico da doença. Pacientes são desconfiados, reservados e podem apresentar comportamento agressivo.

Esquizofrenia desorganizada

Indivíduos com esse tipo de distúrbio costumam apresentar alterações emocionais e na expressão de suas ideias. Pode haver comportamento agressivo em alguns casos.

Esquizofrenia catatônica

O paciente apresenta alterações bruscas nas funções motoras, com sintomas que vão do cansaço à excitação.

Esquizofrenia residual

Caracteriza-se pelo isolamento social do paciente e pela dificuldade em expressar emoções e sentimentos. Também pode haver dificuldade em expressar ideias.

Esquizofrenia indiferenciada

Apresenta sintomas característicos de mais de um tipo dos listados acima.

Os impactos da maconha na esquizofrenia

Já mencionamos que o consumo da maconha está relacionado à esquizofrenia. Estudos recentes encontraram uma relação entre as substâncias presentes na cannabis sativa (nome científico da planta que dá origem à droga) e os sintomas desse transtorno mental.

Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicaram uma análise em 2016 que apontou que pessoas com propensão genética a desenvolver esquizofrenia estavam mais expostas à dependência de maconha.

A explicação encontrada pelos pesquisadores foi que o consumo dessa substância é capaz de aliviar os sintomas dessa doença. Ou seja, o consumo de maconha funciona como uma espécie de automedicação para quem tem sintomas de esquizofrenia.

Uma das substâncias químicas presentes na maconha, o tetraidrocanabinol (THC) é apontado como o responsável por essa sensação de alívio.

No entanto, também há indícios de que a maconha possa influenciar o surgimento de sintomas de psicose em seus usuários, o que, por sua vez, agravaria os sintomas de delírio e paranoia vistos em alguns tipos de esquizofrenia. Essa reação, por sua vez, é causada pelo canabidiol (CBD).

Por esse misto de efeitos contraditórios, o consumo de maconha pode oferecer um risco extra para quem sofre com esquizofrenia. Mas como, então, buscar o tratamento correto para a doença? É o que veremos no tópico a seguir.

Como é o tratamento do paciente?

O tratamento de uma pessoa esquizofrênica que apresenta um quadro de dependência química é um pouco mais complexo.

Ele demanda tanto o uso de medicamentos para controlar os sintomas do transtorno mental — sejam físicos ou emocionais —, quanto um tratamento à base de substâncias químicas para livrar o organismo do vício.

Todo processo de desintoxicação de um organismo adicto envolve um período pelo qual o indivíduo é exposto à substância que lhe causa dependência em doses cada vez menores, até que ela seja totalmente eliminada do corpo.

Nesse meio tempo, um paciente esquizofrênico terá de conciliar o uso dessa substância com outras pertinentes ao seu tratamento.

Se o tratamento não for feito de forma adequada, sob a orientação de um profissional, há um sério risco à saúde e à vida do paciente.

Há compostos químicos que, quando em contato, podem oferecer danos às vezes irreversíveis a um organismo. Mas um especialista devidamente qualificado tem condições de prescrever o tratamento mais adequado para cada tipo de caso, de modo que os efeitos adversos não prejudiquem o bom funcionamento do corpo e da mente do paciente.

Especialista no tema, o psiquiatra Rodrigo Bressan, professor da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), explica em uma palestra mais detalhes sobre as últimas descobertas médicas sobre a relação entre maconha e esquizofrenia. O conteúdo está disponível na íntegra no site do Hospital Santa Mônica.

Maconha e esquizofrenia: como procurar ajuda

Agora que você entende melhor os efeitos da maconha no longo prazo, principalmente por uma pessoa que é portadora de um distúrbio mental como a esquizofrenia, sabe o quanto é importante buscar o tratamento adequado.

O primeiro passo é sempre a conscientização. Procure, na medida do possível, trabalhar com a compreensão do paciente sobre a gravidade de sua situação e a necessidade de buscar ajuda o quanto antes.

Quanto mais rápido se der o início do tratamento, mais chances há de uma recuperação plena e de uma vida saudável.

Reconhecida a necessidade de buscar ajuda, uma segunda etapa é a de procurar os profissionais adequados e o diagnóstico preciso do caso. Esses passos permitirão o tratamento mais eficaz, que varia conforme cada caso e também conforme o estado de saúde do paciente.

Um terceiro momento do tratamento é a reabilitação do paciente. Ela pode ser feita por meio de um processo de desintoxicação da droga, processo que exige o acompanhamento médico para ser bem-sucedido.

Diferente do senso comum, é um risco à vida do paciente abandonar o vício sozinho, pois os efeitos da abstinência da substância que causa dependência química podem ser ainda piores do a manutenção do seu consumo.

Um quarto passo é o acompanhamento do paciente em reabilitação para evitar recaídas e garantir que ele tenha uma vida saudável, tanto física quanto mental.

Não é uma jornada fácil e todo o tratamento pode levar anos para ser concluído. Porém, toda a dedicação será compensada pela plena recuperação do indivíduo após a etapa mais difícil.

Se você quiser saber mais sobre os impactos da maconha na esquizofrenia, entre em contato conosco. Nossa equipe de especialistas está preparada para fazer o tratamento e o acompanhamento adequados. Você também pode assinar a nossa newsletter caso queira receber diretamente em seu e-mail conteúdos relacionados a esse tema.

2 respostas para “Uma compreensão sobre os impactos da maconha na esquizofrenia”

  1. Muito esclarecedor, estou com meu filho de 19 anos apresentando os primeiros sintomas que acredito ser de esquizofrenia, usuário de maconha deste dos 14 anos e acompanhado do pai e do irmão mais velho, infelizmente não tive sucesso em nenhuma tentativa de que eles não seguissem os passos do pai, pois minha separação foi em virtude também do uso da maconha, a maior dificuldade e provar que ela faz ou faria mal, eles idolatram a “erva”, dizem se natural, querem legalização , mas infelizmente não percebem os danos, estou bem perdida agora, procurando ajuda mas com várias dúvidas e medos, aqui nesta matéria comecei a entender melhor algumas coisas, agradeço imenso.

    1. Olá Sandra, se precisar de algo estamos à disposição, temos grupos de apoio online, amanhã teremos Grupo Online de Apoio aos Pacientes – às 10h – Grupo Geral de solidão e medo com o Psicólogo Frederico Gomes Cilira link https://bit.ly/2WHlB4T

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