Suzana Amaral, CEO do Hospital Santa Mônica fala de empreendedorismo feminino, carreira, desafios e oportunidades - Hospital Santa Mônica
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Suzana Amaral é um exemplo de empreendedorismo feminino na saúde

 

Com formação em direito, advogada regularmente inscrita na OAB, se formou na Universidade Mackenzie e se especializou em Direito Civil na Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo.

Foi sócia em um escritório de advocacia em São Paulo que na época, em 1987, prestava assessoria jurídica nas áreas civil e trabalhista para o Hospital Santa Mônica – hospital com 260 leitos fundado em 1969 e destinado a internação de pacientes crônicos, encaminhados por meio do Sistema Único de Saúde – SUS.

Seu primeiro trabalho no hospital foi o de reorganização do Departamento de Recursos Humanos, com a revisão de documentos e o estabelecimento de processos e protocolos.

Na área comercial reviu contratos de convênios e de fornecedores, orientou e acompanhou a participação do hospital em diversas licitações públicas e acompanhou todos os contratos feitos pela área administrativa.

Como assessora jurídica, participou dos acordos com a Secretaria Estadual de Saúde, com a Secretaria Estadual da Fazenda que repassava recursos financeiros ao Hospital e representou a  instituição perante o Ministério da Saúde, em Brasília.

Com o passar do tempo, se deparou com desafios maiores, fora de sua área de formação e até então não enfrentados na sua carreira profissional.

Tomou a difícil decisão de sair do escritório de advocacia para assumir a Diretoria Administrativa do Hospital Santa Mônica e começar a se envolver mais de perto com as áreas de gestão operacional, financeira e administrativa.

Os desafios na época consistiam em montar sistemas de controle e mensuração de resultados, manter bons padrões operacionais e diversificar fontes de renda a fim de manter o hospital sustentável, apesar de sua, até então, total dependência do SUS. Esta dependência significava repasses baixos, valores congelados em uma época de inflação alta e carga tributária igual à de qualquer empresa privada com fins lucrativos, sem qualquer benefício ou isenção fiscal apesar de ser um hospital que atendia apenas o SUS.

Com este envolvimento crescente na administração do hospital, sentiu a necessidade de aperfeiçoar sua formação e decidiu estudar Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde na FGV – CEASH e se especializar nesta área.

Hoje, ter uma estrutura administrativa assertiva e eficiente parece óbvio, mas naquela época, início dos anos 90, orçamento, planejamento estratégico, levantamento e controle de custos, demonstrativo de resultados, gestão de fluxo de caixa, análise crítica da carteira de clientes, análise de viabilidade financeira em hospitais eram coisas que não se viam com muita frequência. Reforça que a profissionalização na área da saúde, de forma geral, foi tardia. Assim como, ter uma mulher à frente das decisões em um hospital, também era algo novo.

Ao olhar para trás, percebe que este movimento de aprendizagem e desafios constantes, aliados ao sonho de manter o hospital em funcionamento, fez com que o Santa Mônica mantivesse suas portas abertas, enquanto todos os hospitais de retaguarda de então fecharam suas portas.

Encabeçou o desafio da reinvenção do Hospital que deixou de atender o SUS, passou a atender pacientes particulares e os principais convênios de saúde e, se especializou em atendimentos de psiquiatria. Enorme desafio, mas muito gratificante e que norteou os planos futuros de crescimento, desenvolvimento e especialização cada vez maiores.

Contextualizando o momento na época:

Como mencionado acima, o Hospital Santa Mônica foi inaugurado em maio de 1969, para ser um hospital de retaguarda para pacientes do Sistema Público de Saúde. Durante um bom tempo, os hospitais de retaguarda tiveram grande relevância, pois os pacientes eram atendidos nos hospitais gerais e quando ficavam crônicos ou precisavam estrutura hospitalar para terminar tratamentos específicos, eram encaminhados para os hospitais de retaguarda, liberando leitos dos hospitais gerais para pacientes que necessitavam de elucidação diagnóstica, tratamentos cirúrgicos, intensivos, dentre outros.

Cada hospital tinha seus leitos utilizados dentro de suas especialidades, o que otimizava bastante a ocupação de leitos do SUS. Curiosamente, hoje muito tem se falado em voltar a este modelo.

Entretanto, ao longo do tempo, as políticas públicas de saúde deixaram de reconhecer a importância destes hospitais de retaguarda e durante muitos anos adotaram a regra de não reajustar os preços da tabela SUS referente às diárias hospitalares de pacientes crônicos, o que levou a grande maioria, senão todos, os hospitais de retaguarda de então, a fecharem suas portas. Para se ter uma ideia, em época de inflação altíssima, as diárias globais incluíam tudo o que o paciente precisava para o seu tratamento com valor de R$ 70,00, por mais de 22 anos.

Isto acabou com os hospitais de retaguarda e o Santa Mônica viveu anos de muita dificuldade.

Diante desta realidade de desmonte, assumiu a gestão com o foco e determinação de manter aberto e sustentável o hospital de retaguarda que seu pai, Doutor Romolo Bellizia, um cirurgião geral, formado pela Santa Casa, construiu e que sempre adotou como objetivo de vida da família. Conseguiu reinventá-lo e mantê-lo no mercado, onde hoje tem uma posição de relevância no segmento da saúde mental.

A ideia inicial foi dar um tratamento profissional aos pacientes, mas com um cuidado familiar, o que fez enorme diferença na vida de quem passou por lá.
Retirou o Santa Mônica desta dependência integral do SUS, diversificando e aumentando as fontes de receitas e rede de atendimentos, aumentando a rentabilidade de cada uma delas, buscando desenvolver o capital humano, buscando um novo posicionamento para o hospital, esforço este que acaba de transformá-lo no primeiro hospital psiquiátrico particular acreditado pela ONA – Organização Nacional de Acreditação, órgão brasileiro que avalia os padrões de qualidade de instituições de saúde. Foi um caminho looooongo e árduo, mas cheio de prazeres e satisfações.

Suzana Bellizia Amaral foi movida e moveu sua equipe por um forte senso profissional, muita  resiliência e uma enorme consciência da responsabilidade de manter aberto um serviço importante para os inúmeros pacientes que buscam um tratamento especializado em saúde mental, além de manter vivo o sonho dos seus pais.

A estrutura financeira sempre foi equacionada e controlada com indicadores constantemente monitorados, pois qualquer descontrole colocaria a sobrevivência do hospital em risco e pôde contar com investimentos feitos pela família que sempre acreditou no negócio.

Os esforços foram direcionados à estruturação dos serviços e adequação da estrutura física para atender pacientes particulares, de convênios, autogestões e planos de saúde diferentes dos que até então atendiam.

Fez o que era possível e conseguiu ampliar serviços conforme os resultados foram sendo atingidos. Os desafios foram imensos, mas contou com várias forças e com a missão definida de atender e manter funcionando um serviço que tem muita relevância social. Não acredita que alguém possa fazer qualquer coisa sozinho, buscou formar uma equipe afinada com a cultura organizacional e bem capacitada tecnicamente, que fosse o grande sustentáculo para o desempenho da Instituição. Como o Santa Mônica está em uma área afastada do centro de São Paulo, a 10 km do bairro do Morumbi, conseguiu contar com uma equipe bastante empenhada, engajada ao processo de crescimento e modernização do hospital, o que certamente fez enorme diferença no enfrentamento dos obstáculos que surgiram ao longo desta mudança de perfil dos pacientes atendidos.

Percebeu que não somente os pacientes e suas famílias sentem o Santa Mônica como seu porto seguro.  Na história deste hospital, há inúmeras famílias que se formaram e se desenvolveram juntamente com a Instituição, o que é bastante  gratificante.

O hospital mudou seu foco de atendimento, seu mix de clientes, seus níveis de exigências internas, aumentou drasticamente seu faturamento, focou seus atendimentos em saúde mental de adultos, crianças, adolescentes e dependência química, se tornou referência neste segmento.

Recentemente, o staff do Hospital visitou hospitais na Europa (Inglaterra e França), e se surpreendeu ao encontrar muita semelhança no modelo de gestão e entre o que é feito nestes países e as práticas assistenciais e protocolos de atendimento adotados no Hospital. Com essa visita, novas ideias surgiram para tornar ainda melhores os serviços já prestados.

Sua missão é conduzir a Instituição de maneira objetiva, responsável e consistente.

Suzana Bellizia Amaral é o exemplo de uma mulher que empreendeu na área da saúde, um segmento até pouco tempo muito masculino, enfrentou preconceitos por ser mulher, filha do fundador do hospital e fez importantes conquistas, junto com seu time, para colocar o hospital no patamar hoje conquistado.

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