Setembro Amarelo

Setembro Amarelo 2026: toda história merece continuar

Campanha do Hospital Santa Mônica reforça a importância de reconhecer sinais de sofrimento emocional, acolher sem julgamentos e buscar ajuda especializada

O primeiro passo é pedir ajuda.

Toda pessoa tem uma história. Algumas são marcadas por conquistas e momentos de felicidade. Outras atravessam perdas, traumas, transtornos mentais, crises emocionais ou problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

Em determinados momentos, o sofrimento pode ser tão intenso que a pessoa deixa de enxergar possibilidades para o futuro. É justamente nesses momentos que informação, escuta, acolhimento e acesso ao tratamento podem fazer diferença.

É com essa perspectiva que o Hospital Santa Mônica promove, em 2026, sua campanha de Setembro Amarelo, com o tema “Toda história merece continuar” e a assinatura “O primeiro passo é pedir ajuda”.

A proposta é ampliar a conversa sobre saúde mental e prevenção do suicídio, combater o estigma relacionado aos transtornos mentais e mostrar que buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza. É uma atitude de cuidado.

Toda história merece ser ouvida. Toda dor merece acolhimento. Toda pessoa merece tratamento. Toda família merece orientação. Toda história merece continuar.

O que é o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma mobilização dedicada à conscientização e à prevenção do suicídio. No calendário do Ministério da Saúde, 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

No Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) informa que a campanha Setembro Amarelo foi criada em 2013 em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), com o objetivo de conscientizar sobre fatores de risco para o comportamento suicida e a importância do tratamento adequado dos transtornos mentais.

Mas a prevenção não deve se limitar ao mês de setembro.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é um importante problema de saúde pública e pode ser prevenido por meio de estratégias baseadas em evidências, incluindo a identificação precoce, avaliação, tratamento e acompanhamento de pessoas afetadas pelo comportamento suicida.

Por que falar sobre prevenção do suicídio?

Segundo a OMS, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Em 2021, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

A organização ressalta que o suicídio não tem uma única causa. O comportamento suicida pode estar relacionado a uma combinação de fatores psicológicos, sociais, biológicos, culturais e ambientais. Depressão, transtornos relacionados ao uso de álcool, tentativas anteriores, perdas, isolamento, violência, abuso, conflitos e outras situações de sofrimento podem aumentar o risco.

Por isso, prevenção significa muito mais do que falar sobre suicídio.

Significa cuidar da saúde mental, reduzir o estigma, reconhecer sinais de sofrimento, fortalecer vínculos e facilitar o acesso ao cuidado.

Setembro Amarelo também é sobre saúde mental

A proposta do HSM para este ano “Toda história merece continuar” é ampliar a compreensão sobre saúde mental.

Depressão não é simplesmente tristeza. Ansiedade não é falta de força de vontade. Transtornos mentais são condições de saúde que podem causar sofrimento e comprometer a vida cotidiana, os relacionamentos, os estudos e o trabalho.

A OMS estima que quase uma em cada sete pessoas no mundo viva com algum transtorno mental e destaca que existem opções eficazes de prevenção e tratamento.

A depressão, por exemplo, é um transtorno mental comum e pode afetar diferentes áreas da vida. Existem tratamentos eficazes para quadros leves, moderados e graves.

Por isso, procurar ajuda diante de mudanças persistentes no comportamento, no humor ou na capacidade de realizar atividades cotidianas pode ser importante.

Quais são os sinais de que alguém pode estar sofrendo?

Não existe uma lista capaz de prever, sozinha, se uma pessoa apresentará comportamento suicida. Os sinais precisam ser compreendidos dentro do contexto de cada indivíduo.

O Ministério da Saúde destaca que alguns sinais de alerta merecem atenção, especialmente quando surgem ou se intensificam em conjunto. Entre eles estão mudanças importantes de comportamento e manifestações verbais relacionadas ao sofrimento.

Também podem chamar a atenção:

  • isolamento social;
  • perda de interesse por atividades que antes eram importantes;
  • mudanças marcantes de humor;
  • sentimentos de desesperança ou falta de perspectiva;
  • aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
  • falas relacionadas à morte, à vontade de desaparecer ou à falta de sentido;
  • autolesão;
  • mudanças importantes no comportamento;
  • piora significativa de um transtorno mental já existente.

A Associação Americana de Psiquiatria também aponta como sinais de alerta falar ou escrever frequentemente sobre morte ou suicídio, demonstrar desesperança, sentir-se um peso para outras pessoas, aumentar o uso de álcool ou drogas, afastar-se de familiares e amigos e apresentar mudanças importantes de humor.

Um sinal isolado não permite fazer um diagnóstico. O mais importante é observar mudanças relevantes e procurar avaliação profissional quando houver preocupação.

Como conversar com alguém que está sofrendo?

Uma das principais barreiras à busca por ajuda é o medo de julgamento.

Por isso, familiares e amigos podem desempenhar um papel importante. Em vez de minimizar o sofrimento ou tentar encontrar rapidamente uma solução, é possível começar pela escuta.

Algumas atitudes podem ajudar:

Escolha um momento tranquilo

Procure conversar em um ambiente reservado, sem interrupções e sem pressionar a pessoa.

Escute sem julgamentos

Evite frases como “isso é falta de força de vontade”, “você tem tudo para ser feliz” ou “pense positivo”.

O objetivo inicial não é convencer a pessoa de que ela está errada, mas demonstrar que ela não precisa enfrentar aquele sofrimento sozinha.

Pergunte como ela está

Fazer uma pergunta direta sobre sofrimento ou pensamentos suicidas não provoca o suicídio. A OMS orienta que conversar sobre o tema pode ajudar a pessoa a se sentir compreendida e diminuir a ansiedade associada ao sofrimento.

Incentive a busca por ajuda profissional

Quando existe sofrimento intenso, mudanças importantes de comportamento, autolesão ou pensamentos relacionados à morte e ao suicídio, é importante procurar avaliação de um profissional de saúde.

Não deixe a pessoa sozinha diante de uma situação de risco imediato

O Ministério da Saúde orienta que, diante de perigo imediato, a pessoa não seja deixada sozinha e que sejam buscados serviços de saúde ou emergência.

O que não dizer para alguém em sofrimento?

Algumas respostas, embora possam ser dadas com boa intenção, acabam aumentando o sentimento de incompreensão.

Evite:

  • “Você precisa ser forte.”
  • “Isso é só uma fase.”
  • “Todo mundo passa por problemas.”
  • “Você tem uma vida boa, não tem motivo para estar assim.”
  • “É só pensar positivo.”
  • “Você precisa reagir.”
  • “Isso é falta de Deus/força de vontade.”

Em vez de tentar comparar sofrimentos, procure demonstrar disponibilidade:

“Eu estou aqui. Quero entender o que você está passando e ajudar você a encontrar cuidado.”

Pedir ajuda é sinal de fraqueza?

Não.

Buscar ajuda é uma forma de cuidado.

O tratamento em saúde mental pode envolver diferentes estratégias, de acordo com a avaliação individual: psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico, medicamentos quando indicados, atendimento de emergência, hospital-dia, acompanhamento ambulatorial e, em determinadas situações, internação psiquiátrica.

A escolha depende das necessidades clínicas de cada pessoa.

A OMS destaca que existem intervenções eficazes para transtornos mentais e que o acesso oportuno ao cuidado é parte fundamental da resposta em saúde mental.

Quando procurar atendimento de emergência?

Nem todo sofrimento emocional exige internação ou atendimento hospitalar. Entretanto, algumas situações precisam de avaliação imediata.

Procure um serviço de emergência quando houver risco iminente de suicídio, tentativa de suicídio, comportamento de risco grave, alteração importante do estado mental ou uma crise psiquiátrica que não possa ser manejada com segurança em casa.

A Associação Brasileira de Psiquiatria considera o comportamento suicida uma situação que requer abordagem médica adequada e tecnicamente preparada.

Nessas situações, o mais importante é garantir segurança e buscar atendimento profissional.

E quando a internação psiquiátrica é necessária?

A internação psiquiátrica não deve ser vista como punição nem como sinônimo de abandono.

Ela pode ser indicada quando a intensidade dos sintomas exige um nível de cuidado que não pode ser oferecido com segurança em acompanhamento ambulatorial ou em outros formatos de tratamento.

A decisão deve ser baseada em avaliação médica individualizada, considerando o quadro clínico, o risco, as condições de suporte e as possibilidades terapêuticas.

O objetivo é oferecer cuidado intensivo durante o período de maior necessidade e, sempre que possível, organizar a continuidade do tratamento após a alta.

O papel da família no tratamento

Quando uma pessoa adoece, a família também pode precisar de orientação.

Familiares podem ter dúvidas sobre o que fazer, como conversar, quando procurar atendimento e como lidar com mudanças de comportamento, uso de substâncias, crises ou resistência ao tratamento.

Por isso, o cuidado em saúde mental não deve olhar apenas para os sintomas. É importante considerar a pessoa, sua história, seus vínculos e o contexto em que está inserida.

A família pode ser parte importante da rede de cuidado — mas não precisa assumir sozinha a responsabilidade pelo tratamento.

Como o Hospital Santa Mônica participa do Setembro Amarelo 2026?

Com o conceito “Toda história merece continuar”, o Hospital Santa Mônica transforma o Setembro Amarelo em uma jornada de informação, acolhimento e incentivo à busca por cuidado.

Durante o Setembro Amarelo 2026, o Hospital Santa Mônica disponibilizará conteúdos educativos, vídeos com especialistas, lives, perguntas e respostas, materiais para familiares e informações sobre saúde mental.

A campanha também abordará temas como autolesão, ansiedade, burnout, dependência química, saúde mental de adolescentes e prevenção do suicídio.

A proposta é que a informação não termine em setembro.

A prevenção do suicídio exige ações contínuas. A OMS recomenda estratégias abrangentes que envolvam saúde, educação, trabalho, comunicação e outros setores da sociedade. Entre as medidas consideradas eficazes estão a identificação precoce e o acompanhamento de pessoas afetadas pelo comportamento suicida, além da promoção de habilidades socioemocionais e da comunicação responsável sobre o tema.

Setembro Amarelo 2026: o primeiro passo é pedir ajuda

Falar sobre saúde mental é falar sobre pessoas, histórias e possibilidades.

Nem sempre é possível resolver uma situação difícil imediatamente. Mas reconhecer o sofrimento, aproximar-se, ouvir sem julgamentos e facilitar o acesso ao cuidado podem ser passos importantes.

O Setembro Amarelo não precisa ser apenas um mês de conscientização. Pode ser um convite para olhar com mais atenção para quem está ao nosso lado — e também para nós mesmos.

No Hospital Santa Mônica, a campanha de 2026 parte de uma mensagem simples:

Toda história merece ser ouvida.
Toda dor merece acolhimento.
Toda pessoa merece tratamento.
Toda família merece orientação.
Toda história merece continuar.

O primeiro passo é pedir ajuda.

FAQ — Setembro Amarelo e prevenção do suicídio

O que é o Setembro Amarelo?

É uma campanha de conscientização e prevenção do suicídio que busca ampliar a informação sobre o tema, reduzir o estigma e incentivar a busca por ajuda.

Qual é o tema do Setembro Amarelo 2026 do Hospital Santa Mônica?

“Toda história merece continuar.”
A assinatura da campanha é: “O primeiro passo é pedir ajuda.”

Quais são os principais sinais de alerta para o suicídio?

Falas relacionadas à morte ou à falta de sentido na vida, desesperança, isolamento, aumento do uso de álcool ou drogas, mudanças importantes de comportamento ou humor e outros sinais de sofrimento podem merecer atenção. Nenhum sinal isolado permite prever o risco.

Perguntar sobre suicídio aumenta o risco?

Não. Uma conversa direta, acolhedora e sem julgamento pode facilitar que a pessoa fale sobre o que está vivendo e busque ajuda.

O que fazer se alguém disser que quer morrer?

Leve a manifestação a sério, escute sem julgamentos, procure entender o que está acontecendo e incentive a busca por ajuda profissional. Se houver risco imediato, não deixe a pessoa sozinha e procure atendimento de emergência.

Quando procurar uma emergência psiquiátrica?

Quando houver risco imediato de suicídio, tentativa de suicídio, alteração grave do estado mental ou outra situação em que a pessoa não consiga permanecer segura.

Toda pessoa com ideação suicida precisa ser internada?

Não. A necessidade de internação depende de avaliação clínica individualizada e do nível de risco, entre outros fatores.

O suicídio está sempre relacionado à depressão?

Não. A depressão é um importante fator associado ao suicídio, mas o fenômeno é multifatorial e pode estar relacionado a diferentes situações de sofrimento e vulnerabilidade.

Uma tentativa anterior aumenta o risco?

Sim. Uma tentativa anterior é considerada pela OMS um importante fator de risco e deve ser seguida por avaliação e acompanhamento adequados.

Existe tratamento para quem pensa em suicídio?

Sim. A avaliação e o tratamento devem ser individualizados e podem envolver psiquiatria, psicoterapia, medicamentos quando indicados, acompanhamento ambulatorial, cuidados intensivos e suporte familiar.

Onde buscar ajuda?

Se você ou alguém próximo estiver enfrentando sofrimento emocional intenso, procure um profissional ou serviço de saúde. O Hospital Santa Mônica conta com um Pronto Atendimento Psiquiátrico que funciona 24 horas.

Em uma situação de risco imediato, procure um serviço de emergência ou acione o SAMU pelo 192.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia, todos os dias, além de atendimento por chat e e-mail. O serviço é voluntário, sigiloso e anônimo.

O CVV não substitui atendimento médico ou psicológico, especialmente diante de uma emergência, mas oferece um espaço de escuta para quem precisa conversar.

Sobre o Hospital Santa Mônica

O Hospital Santa Mônica atua na área de saúde mental, com atendimento para diferentes necessidades relacionadas a transtornos mentais e dependência química. A instituição oferece diferentes modalidades de cuidado e acompanhamento, de acordo com a avaliação individual de cada paciente.

Se você está preocupado com sua saúde mental ou com a de alguém próximo, procure avaliação de um profissional de saúde.

Em caso de emergência

Se houver risco imediato de suicídio ou de outra forma de autoagressão, não deixe a pessoa sozinha e procure atendimento de emergência. O Hospital conta com um Pronto Atendimento Psiquiátrico que funciona 24h.

SAMU: 192

CVV: 188 — apoio emocional gratuito, 24 horas por dia.

Referências

Organização Mundial da Saúde (OMS). Suicide — Fact sheet. 25 mar. 2025.

Organização Mundial da Saúde (OMS). Suicide worldwide in 2021: global health estimates. 2025.

Organização Mundial da Saúde (OMS). LIVE LIFE Initiative for Suicide Prevention.

Ministério da Saúde. Suicídio (Prevenção). Portal Gov.br.

American Psychiatric Association (APA). Suicide Prevention.

American Psychiatric Association (APA). American Psychiatric Association Offers Resource on Suicide and Media.

Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Diretrizes para o tratamento do comportamento suicida.

Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Emergências Psiquiátricas.

Conheça as histórias de Recuperação

gradient
Cadastre-se e receba nossa newsletter