Transtorno por Uso de Substância

Quais são os perigos da ayahuasca? O que a ciência já sabe sobre riscos, efeitos e controvérsias

quais são os perigos da ayahusca

Publicado originalmente em 26 de fevereiro de 2020 | Atualizado em 20 de maio de 2026 por Hospital Santa Mônica

Médica convidada
Dra. Luciana Mancini Bari
Revisão Clínica
Dra. Luciana Mancini Bari

Médica com foco em saúde mental, parceira do Programa Saúde Mental nas Corporações.

CRM 180901

O que O que é ayahuasca?

A ayahuasca é uma bebida psicoativa de origem amazônica utilizada há séculos por povos indígenas em rituais espirituais, religiosos e de cura. O chá é preparado principalmente a partir da combinação de duas plantas:

  • o cipó Banisteriopsis caapi (jagube ou mariri);
  • as folhas da Psychotria viridis (chacrona).

O termo “ayahuasca” vem do quéchua e costuma ser traduzido como “cipó dos espíritos” ou “vinho dos mortos”.

Nas últimas décadas, a bebida ultrapassou os contextos indígenas e passou a ser utilizada em cerimônias religiosas urbanas, práticas espiritualistas e até em ambientes que defendem seu uso terapêutico. Esse crescimento também aumentou o interesse científico sobre seus efeitos no cérebro — e os alertas médicos sobre os riscos associados ao consumo.

Embora muitas pessoas associem a ayahuasca a autoconhecimento e espiritualidade, especialistas ressaltam que a bebida contém substâncias com ação direta no sistema nervoso central e potencial para desencadear efeitos psiquiátricos, neurológicos e cardiovasculares importantes.

Como a ayahuasca age no cérebro?

A principal substância psicoativa da ayahuasca é a DMT (dimetiltriptamina), um potente psicodélico natural.

A DMT atua principalmente nos receptores serotoninérgicos 5-HT2A, alterando:

  • percepção;
  • cognição;
  • emoções;
  • memória;
  • processamento sensorial;
  • consciência corporal e espacial.

Normalmente, a DMT seria rapidamente degradada no organismo pela enzima monoamina oxidase (MAO). Porém, a ayahuasca contém beta-carbolinas — como harmina, tetrahidro-harmina e harmalina — que inibem essa enzima e permitem que a substância alcance o cérebro.

É justamente essa combinação que produz:

  • visões intensas;
  • experiências místicas;
  • alterações profundas da percepção;
  • sensação de dissociação;
  • estados emocionais amplificados.

Os efeitos geralmente começam entre 30 e 90 minutos após o consumo e podem durar de 4 a 10 horas.

Ayahuasca é droga?

Do ponto de vista farmacológico, sim.

A bebida contém substâncias psicoativas capazes de alterar:

  • consciência;
  • humor;
  • percepção;
  • funcionamento cerebral.

Isso não significa automaticamente ilegalidade. No Brasil, o uso religioso da ayahuasca é permitido pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD), desde que siga critérios específicos e não tenha finalidade comercial.

Já o uso terapêutico ainda não possui aprovação formal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Quais são os efeitos imediatos da ayahuasca?

Os efeitos variam muito conforme:

  • dose;
  • vulnerabilidade psicológica;
  • ambiente;
  • histórico psiquiátrico;
  • uso de medicamentos;
  • expectativa emocional do usuário.

Efeitos físicos mais comuns

Entre os efeitos físicos relatados estão:

  • náuseas;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • tremores;
  • suor excessivo;
  • aumento da pressão arterial;
  • taquicardia;
  • tontura;
  • dilatação das pupilas.

Em alguns contextos ritualísticos, o vômito é interpretado como “purificação”. No entanto, clinicamente, trata-se de um efeito gastrointestinal provocado pela ação da substância no organismo.

Efeitos psicológicos mais comuns

No aspecto mental e emocional, o usuário pode experimentar:

  • euforia;
  • sensação de transcendência;
  • intensificação emocional;
  • alterações sensoriais;
  • distorção temporal;
  • sensação de unidade;
  • visões e imagens vívidas;
  • medo intenso;
  • paranoia;
  • ansiedade extrema.

As experiências podem ser positivas, neutras ou profundamente perturbadoras.

Quais são os perigos da ayahuasca?

Apesar da crescente popularização da bebida, especialistas alertam que a ayahuasca não é isenta de riscos. Em pessoas vulneráveis, ela pode desencadear eventos psiquiátricos e clínicos graves.

1. Risco de surtos psicóticos

Esse é um dos principais riscos associados ao uso da ayahuasca.

Estudos científicos descrevem casos de:

  • surtos psicóticos;
  • paranoia grave;
  • delírios;
  • alucinações persistentes;
  • desorganização do pensamento;
  • comportamento agressivo;
  • perda de contato com a realidade.

O risco é maior em pessoas com:

Segundo revisões publicadas em periódicos como Frontiers in Psychiatry e Journal of Psychedelic Studies, substâncias psicodélicas podem funcionar como gatilho para episódios psiquiátricos em indivíduos vulneráveis.

2. Síndrome serotoninérgica

A ayahuasca pode interagir perigosamente com antidepressivos e outras medicações psiquiátricas.

O risco mais grave é a síndrome serotoninérgica, condição potencialmente fatal causada pelo excesso de serotonina no cérebro.

Os sintomas incluem:

  • febre;
  • hipertensão;
  • agitação intensa;
  • confusão mental;
  • tremores;
  • rigidez muscular;
  • convulsões;
  • arritmias.

O risco aumenta principalmente em pessoas que utilizam:

  • fluoxetina;
  • sertralina;
  • escitalopram;
  • venlafaxina;
  • antidepressivos tricíclicos;
  • outros inibidores da MAO.

3. Crises de ansiedade e pânico

Nem todas as experiências psicodélicas são percebidas como positivas.

Muitos usuários relatam:

  • sensação de morte iminente;
  • terror psicológico;
  • perda de identidade;
  • despersonalização;
  • dissociação intensa;
  • ataques de pânico.

Pessoas com:

  • ansiedade grave;
  • transtorno do estresse pós-traumático – TEPT;
  • traumas psicológicos;
  • instabilidade emocional

podem apresentar maior risco de experiências negativas.

4. Alterações cardiovasculares

A bebida também pode provocar:

  • aumento da frequência cardíaca;
  • hipertensão;
  • dor torácica;
  • arritmias.

Isso representa maior perigo para indivíduos com:

  • hipertensão arterial;
  • doenças cardíacas;
  • histórico de AVC;
  • problemas vasculares.

Há relatos internacionais de emergências médicas após o consumo de ayahuasca em ambientes sem suporte adequado.

5. Convulsões e complicações neurológicas

Embora menos frequentes, existem relatos de:

  • convulsões;
  • alterações neurológicas agudas;
  • desorientação grave;
  • perda de consciência.

O risco pode ser maior em pessoas com epilepsia ou predisposição neurológica.

6. Flashbacks e efeitos persistentes

Algumas pessoas desenvolvem sintomas prolongados após experiências psicodélicas.

Entre eles:

  • ansiedade persistente;
  • sensação de irrealidade;
  • alterações perceptivas;
  • despersonalização;
  • flashbacks;
  • HPPD (Hallucinogen Persisting Perception Disorder).

Nesse transtorno, alterações visuais podem reaparecer semanas ou meses depois do uso.

Ayahuasca pode causar esquizofrenia?

A ayahuasca não “cria” esquizofrenia isoladamente. Porém, pode desencadear surtos em pessoas geneticamente predispostas.

Esse é um dos pontos mais importantes destacados pela psiquiatria moderna.

Muitas vezes, o indivíduo já possui vulnerabilidade biológica silenciosa e o uso de substâncias psicodélicas atua como fator precipitante.

Por isso, pessoas com:

  • histórico familiar de psicose;
  • transtorno bipolar;
  • esquizofrenia;
  • surtos prévios

devem evitar completamente o uso.

Ayahuasca pode matar?

Embora seja considerada menos tóxica do que diversas drogas ilícitas, existem relatos de mortes associadas:

  • a complicações cardíacas;
  • acidentes;
  • interações medicamentosas;
  • intoxicações;
  • suicídios;
  • surtos psicóticos.

O perigo aumenta em ambientes sem avaliação médica, sem suporte clínico e sem controle sobre composição ou dose da bebida.

O que a ciência diz sobre os possíveis benefícios da ayahuasca?

Nos últimos anos, universidades e centros de pesquisa passaram a investigar o potencial terapêutico de substâncias psicodélicas.

Instituições como:

  • Johns Hopkins University
  • Imperial College London
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte

desenvolvem pesquisas sobre psicodélicos em transtornos mentais.

Ayahuasca e depressão

Alguns estudos preliminares sugerem possível efeito antidepressivo rápido em pacientes com depressão resistente.

Pesquisas brasileiras identificaram redução temporária de sintomas depressivos após sessões controladas com ayahuasca.

Entretanto:

  • os estudos ainda possuem amostras pequenas;
  • faltam dados de longo prazo;
  • ainda não existe consenso científico;
  • os riscos psiquiátricos permanecem relevantes.

A World Health Organization ressalta que substâncias psicodélicas ainda necessitam de mais evidências robustas de segurança e eficácia antes de serem incorporadas amplamente aos tratamentos clínicos.

Ayahuasca ajuda na ansiedade?

Alguns participantes de estudos relatam:

  • sensação de bem-estar;
  • redução de sofrimento emocional;
  • experiências de significado existencial.

Porém, especialistas alertam que isso não significa segurança clínica universal.

Em determinadas pessoas, a bebida pode piorar ansiedade, desencadear crises emocionais graves e provocar descompensações psiquiátricas.

Existe comprovação científica para câncer, Parkinson ou imunidade?

Esse é um ponto importante.

Na internet, circulam alegações de que a ayahuasca:

  • curaria câncer;
  • trataria Parkinson;
  • aumentaria imunidade;
  • combateria vírus e parasitas.

Até o momento, não existem evidências clínicas robustas que comprovem esses efeitos como tratamentos médicos estabelecidos.

Alguns estudos laboratoriais e experimentais investigam possíveis mecanismos biológicos, mas isso não significa eficácia terapêutica comprovada em humanos.

Especialistas alertam que abandonar tratamentos médicos convencionais em favor da ayahuasca pode trazer riscos graves à saúde.

Ayahuasca vicia?

A ayahuasca não apresenta, até o momento, evidências robustas de dependência química clássica como:

  • álcool;
  • cocaína;
  • nicotina;
  • opioides.

No entanto, pode ocorrer dependência psicológica, principalmente quando a pessoa passa a utilizar experiências alteradas de consciência como forma de fuga emocional.

Segundo a psiquiatra Dra. Luciana Mancini Bari, do Hospital Santa Mônica:

“Pessoas vulneráveis à dependência podem desenvolver compulsão por substâncias que alteram a consciência, mesmo sem dependência química clássica.”

O uso da ayahuasca é legal no Brasil?

Sim, exclusivamente para fins religiosos e ritualísticos.

O uso é regulamentado pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas por meio da Resolução nº 1/2010.

A regulamentação:

  • proíbe comercialização;
  • veta turismo irresponsável;
  • recomenda proteção de pessoas vulneráveis;
  • orienta cuidados de segurança.

Importante:
a ayahuasca não possui aprovação médica formal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para tratamento psiquiátrico.

Quem não deve usar ayahuasca?

O uso é contraindicado para:

  • pessoas com esquizofrenia;
  • transtorno bipolar;
  • histórico de psicose;
  • doenças cardíacas;
  • hipertensão;
  • epilepsia;
  • gestantes;
  • adolescentes;
  • pessoas em uso de antidepressivos;
  • indivíduos com dependência química ativa.

Quando procurar ajuda médica?

É fundamental buscar avaliação profissional diante de:

  • paranoia;
  • alucinações persistentes;
  • agressividade;
  • pensamentos suicidas;
  • crises emocionais intensas;
  • convulsões;
  • confusão mental;
  • dependência psicológica;
  • piora psiquiátrica após uso da substância.

O tratamento pode envolver:

  • psiquiatria;
  • psicoterapia;
  • controle medicamentoso;
  • suporte multidisciplinar;
  • internação psiquiátrica em casos graves.

Perguntas frequentes sobre ayahuasca

Ayahuasca é droga?

Do ponto de vista farmacológico, sim. A bebida contém substâncias psicoativas que alteram a percepção, o humor e a consciência.

Ayahuasca pode matar?

Embora seja considerada menos tóxica do que outras drogas ilícitas, existem relatos de mortes associadas ao uso, principalmente por:
– interações medicamentosas;
– complicações cardiovasculares;
– acidentes;
– surtos psiquiátricos;
– uso inadequado.

Ayahuasca causa alucinação?

Sim. A DMT é um potente alucinógeno capaz de provocar alterações intensas de percepção visual, auditiva e emocional.

Pessoas com depressão podem usar ayahuasca?

Não sem supervisão médica e protocolos clínicos específicos. O uso por conta própria pode piorar sintomas, desencadear crises ou causar interações medicamentosas perigosas.

Ayahuasca é aprovada como tratamento médico?

Não. Até o momento, a bebida não possui aprovação ampla como tratamento psiquiátrico convencional no Brasil.

Quanto tempo dura o efeito da ayahuasca?

Os efeitos costumam durar entre 4 e 10 horas.

Ayahuasca aparece no exame toxicológico?

Nem sempre. Exames toxicológicos convencionais geralmente não detectam DMT rotineiramente.

Ayahuasca é natural. Isso significa que é segura?

Não. Substâncias naturais também podem provocar intoxicações, efeitos psiquiátricos graves e complicações clínicas.

Conclusão

A ayahuasca é uma substância complexa que envolve tradição ancestral, espiritualidade, neurociência e saúde mental. Embora pesquisas recentes investiguem possíveis aplicações terapêuticas, os riscos físicos e psiquiátricos ainda exigem cautela.

O principal erro é acreditar que, por ser natural ou utilizada em rituais religiosos, a bebida seja automaticamente segura.

Pessoas emocionalmente vulneráveis, com transtornos mentais ou em uso de medicamentos psiquiátricos podem desenvolver complicações graves após o consumo.

Informação qualificada, acompanhamento profissional e responsabilidade são fundamentais diante de qualquer substância que atua diretamente sobre o cérebro.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, DF: ANVISA, 2026. Disponível em: ANVISA. Acesso em: 20 maio 2026.

BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas. Resolução nº 1, de 25 de janeiro de 2010. Dispõe sobre a observância dos princípios deontológicos para o uso religioso da ayahuasca. Brasília, DF, 2010. Disponível em: Resolução CONAD nº 1/2010. Acesso em: 20 maio 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: Ministério da Saúde – Saúde Mental. Acesso em: 20 maio 2026.

DOS SANTOS, Rafael Guimarães; BOUSO, José Carlos; HALLAK, Jaime Eduardo Cecílio. Ayahuasca, dimethyltryptamine, and psychosis: a systematic review of human studies. Therapeutic Advances in Psychopharmacology, Londres, v. 7, n. 4, p. 141–157, 2017. Disponível em: PubMed – Ayahuasca, dimethyltryptamine, and psychosis. Acesso em: 20 maio 2026.

FRECSKA, Ede et al. Hallucinogen persisting perception disorder: etiology, clinical features, and therapeutic perspectives. Frontiers in Neuroscience, Lausanne, v. 6, 2012. Disponível em: Frontiers – Hallucinogen Persisting Perception Disorder. Acesso em: 20 maio 2026.

JOHNS HOPKINS UNIVERSITY. Johns Hopkins University. Center for Psychedelic and Consciousness Research. Baltimore, 2026. Disponível em: Johns Hopkins Center for Psychedelic and Consciousness Research. Acesso em: 20 maio 2026.

NATIONAL INSTITUTE ON DRUG ABUSE (NIDA). Hallucinogens DrugFacts. Bethesda, 2025. Disponível em: NIDA – Hallucinogens DrugFacts. Acesso em: 20 maio 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Mental health and substance use. Genebra: OMS, 2026. Disponível em: OMS – Mental Health and Substance Use. Acesso em: 20 maio 2026.

PALHANO-FONTES, Fernanda et al. Rapid antidepressant effects of the psychedelic ayahuasca in treatment-resistant depression: a randomized placebo-controlled trial. Psychological Medicine, Cambridge, v. 49, n. 4, p. 655–663, 2019. Disponível em: PubMed – Ayahuasca in treatment-resistant depression. Acesso em: 20 maio 2026.

RUCK, Carl A. P. et al. Hallucinogens and the future of psychiatry. The Journal of Nervous and Mental Disease, Filadélfia, v. 200, n. 6, p. 481–487, 2012. Disponível em: PubMed – Hallucinogens and the future of psychiatry. Acesso em: 20 maio 2026.

STRASSMAN, Rick. Human psychopharmacology of N,N-dimethyltryptamine. Behavioural Brain Research, Amsterdam, v. 73, n. 1-2, p. 121–124, 1996. Disponível em: PubMed – Human psychopharmacology of DMT. Acesso em: 20 maio 2026.

35 Comentários em “Quais são os perigos da ayahuasca? O que a ciência já sabe sobre riscos, efeitos e controvérsias”

  • Deoclécio Henrique Correia

    diz:

    Excelente explanação, há sempre elogios sobre essa droga na internet e ninguém sério para dizer as consequências dela. Sou instrutor de yoga e fico estarrecido com os depoimentos de quem tomou e defendem o uso. Lamentável. Parabéns pelo texto!

  • Fernando

    diz:

    Li seu artigo sobre o uso do chá ayahuasca, me interessei porque tenho uma paciente, 50 anos, sou psicólogo, e segundo relato faz uso do chá a algum tempo . Porém sua queixa é: vazio existencial, depressão, angustia, pressão alta. Apesar da paciente optar se cuidar física e emocionalmente, o quadro depressivo é recorrente associado a pressão alta, o que lhe trás grande sofrimento emocional. Qual a conduta a ser seguida para separa a análise dos efeitos do chá de outra causa relacionada a depressão a ser adotada? Obrigado

    • Mônica

      diz:

      Olá Fernando, sugiro a indicação de um médico psiquiatra, pois a depressão deve ter um acompanhamento. Deve-se investigar, se a pressão alta é efeito colateral do cha, mas pelo sim e pelo não, buscar cardiologista, uma vez que pressão alta tbm tem tratamento. A grande sacada é separar sintomas biológicos do cha dos psiquicos. Acho adequado tbm verificar se onde ela toma, se o acompanhamento é sério, mas ainda acredito que seria melhor sensibiliza-la a buscar outro tramento que não seja o chá.

  • Kátia

    diz:

    Olá boa tarde!
    Achei muito interessante essa pesquisa sobre a ayahuasca. Sofro de transtorno da ansiedade generalizada, pânico e depressão. Algumas pessoas que conheço fizeram o uso do chá e hj falam que estão curadas. Tenho medo de fazer uso por conta dos medicamentos que tomo a três anos, alprazolam e trazadona, hj com doses mínimas 0,25. O fato é que não consigo “desmamar” dos medicamentos, toda vez que tento tenho crises. E já pensei várias vezes em fazer uso do chá pra ver se consigo uma melhora. Os dias tem sido difícieis. Obrigada pelo espaço.

    • Mônica

      diz:

      Olá Kátia, antes de fazer o uso, converse com o seu médico, pois temos vários relatos de pessoas que tiveram problemas com o uso do chá, abraço

  • Aparecida de Fátima Bueno

    diz:

    Olá!
    Eu participei de uma cerimônia da Ayahuasca e tomei o chá com a promessa de que me libertaria da ansiedade, doença que sofro já há algum tempo. Pensei ser um chá indígena inofensivo e não me preocupei em pesquisar muito sôbre ele. Mas, ao ingerir a substância, segundo relatos de pessoas que me acompanhavam, eu senti um grande mal estar, não sei o que aconteceu realmente comigo, só me recordo de ter despertado em um pronto socorro, com aparelhos de monitoração cardíaca. Tive um apagão de memória que durou de horas antes e até horas depois de ter tomado o chá. Hoje depois de uns dois meses, ainda tenho as sensações de formigamento constantes nas extremidades do meu corpo e crises de falta de ar e mal estar, sintomas que tive ao despertar no pronto socorro naquela noite, diagnosticadas por médicos como início da síndrome do pânico. Alguém de vocês poderia me esclarecer algo mais sôbre o que aconteceu e ainda acontece comigo ? Até quando podem durar esses efeitos?

    • Mônica

      diz:

      Olá Aparecida, respondemos sua dúvida, por email, com um vídeo do psicólogo Antonio Chaves Filho. abraço

      • Diana

        diz:

        Também tenho interesse em entender um pouco mais sobre. Você poderia também me enviar por e-mail? dialarcon@gmail.com
        Obrigada!

      • Carine Inês Johanns Schons

        diz:

        Olá. Gostaria de receber o vídeo também.

  • Diana

    diz:

    Olá! Eu participei de uma cerimônia de ayahuasca faz um mês e meio (foi meu primeiro contato) com a esperança de ajudar num quadro de quase depressão e tive início de crise de ansiedade com muitos sintomas físicos, além do medo. Hoje estou passando com uma psiquiatra e estou fazendo tratamento com zoloft há 24 dias. Senti melhoras na diarreia, nos ataques de choro, no sono, nos medos mas ainda continuo com uma sensação de desequilíbrio, tremor e sustos recorrentes. Fico na dúvida se estes sintomas são da própria ansiedade gerada ou se a ayahuasca causa alguns desses problemas também. Passei até com um neurologista pois também tive uma dilatação em uma pupila mas a ressonancia mostrou que não havia nenhuma alteração. O acesso às informações referentes a casos negativos da ayahuasca e seus tratamentos são muito difíceis de encontrar e se puderem também passar alguns conteúdos que abordam esses casos (e que passem alguma esperança pra quem está no tratamento também). Desde já agradeço!

    • Mônica

      diz:

      Olá Diana, sim, são poucos materiais falando dos riscos, porque a pressão é ENORME, mas seguimos em frente com o intuito de orientar as pessoas sobre os riscos… abraço

  • Piedade gomes digiglio

    diz:

    Boa tarde.
    Tenho uma irmã acamada, segundo médicos que-a diagnoticaram com Parkinson a 7 anos atrás.
    Não sei o que é pior, se os efeitis colaterales fos medicamentos ou a enfermidade .
    Ela fez uma resonancia magnética e Não acuso Parkinson, más sim duas crises de avc .
    Hoje ela é acamada.
    É terrivel vê-la neste estado.
    SERIA ACONSELHAVEL LEVA-LA PARA TOMAR O AYUASCA ?

    • Mônica

      diz:

      Olá Piedade, não aconselhamos tomar o chá que é alucionógeno, nossa orientação é procurar um outro especialista para orientá-la.

  • Simone

    diz:

    Boa noite ! Eu sofro de crises parcial complexa a quase 3 anos e tomo levertiracetan 3 comprimidos duas vezes ao dia e fui convidada a participar de um ritual onde será servido o tal chá , porém tenho medo de tomar e sentir algo, ou até mesmo ter uma crise e piorar meu quadro de saúde.
    Sinceramente não sei o que fazer.

    • Mônica

      diz:

      Olá Simone se você já tem algum problema de saúde mental, seu quadro pode piorar ainda mais, não faça uso, essa é a nossa recomendação.

  • Wilson

    diz:

    Opa! Quando tomei o chá pela primeira vez fui sozinho numa chácara, estava nervoso ancioso com medo…tomei um copo e nada , tomei o segundo copo aí senti o ouvido aguçado ouvindo até a barriga das pessoas , nao conseguia nem relaxar e fechar os olhos, me deu uma leve paranóia…. aí achei que deveria voltar um outro dia mais relaxado….e assim voltei ao local e tomei de novo mas um copo só e consegui relaxar fechar os olhos e foi muito bom uma experiência muito boa, fiquei numa paz , numa tranquilidade imensa muito bom ….vou voltar a tomar de novo…..mas vou deixar bem claro que vejo muitas pessoas vomitando e indo ao banheiro… graças à Deus eu ñ passo mal , pra mim e uma experiência ótima, e ñ tenho alucinações como relatam

  • kethellyn

    diz:

    Ola, boa tarde !
    bom eu e meu esposo estamos mega afim de passar por essa experiência….
    enfim, resolvi escreve esse comentario para esclarecer algumas duvidas aliás, ele sofre com a doença parkison, hoje no momento atual ele faz tratamentos com estimuladores cerebrais.
    neste caso ele pode ingerir ?

    • Mônica

      diz:

      Olá Kethellyn, não recomendamos para ninguém, muito menos quem já tem algum problema mental como a Doença de Parkison e já faz uso de medicamentos, o risco é muito maior.

  • Solange

    diz:

    Gostaria de saber se usuário de drogas crack,pode fazer este tratamento, preciso ajudar meu filho a sair deste vício ele está morando nas ruas por conta deste vicio

    • Mônica

      diz:

      Olá Solange, podemos ajudá-la sim, entre em contato conosco ou passe seu contato para que possamos avaliar como ajudar, seguem os nossos contatos (011) 99667-7454 / (011) 99534-4287.

  • Sandra Maria Oliveira Moraes

    diz:

    Sofro de ansiedade e depressão ..acho que sofro da alma sou muito triste e tenho pressentimento antes de acontecer as vzs ..será que poderia tomar o chá?

    • Mônica

      diz:

      Olá Sandra, não recomendamos uma vez que é alucionógeno.

  • Candida

    diz:

    Boa noite.
    Li alguns relatos de pessoas que estão fazendo uso de microdoses de ayahuasca, ingerindo 10 gotas pela manhã e 10 gotas a noite. Os usuários apresentaram melhoras em quadros de depressão, ansiedade e insônia.
    É recomendado esse tipo de uso?

    • Mônica

      diz:

      Olá nós não recomendamos porque as folhas contêm o composto Dimetiltriptamina ( DMT ), um psicotrópico responsável por relatos de alucinações intensas. O DMT, ao contrário da planta que o contém, é classificado como uma droga de Classe I com alto potencial de dependência

  • Taylor

    diz:

    Olá, tenho epilepsia porem uma.epilepisa bem leve, quais os riscos que posso ter ao fazer uso desse chá?

    • Mônica

      diz:

      Olá Taylor não recomendamos a ninguém o uso do chá, ainda mais se a pessoa já tem um problema de saúde.

  • Paulo

    diz:

    Olá, tive uma experiência similar à da Aparecida. Tomei Daime fora da religião, em casa. Como o efeito da ayahuasca estava fraco, misturei com outro chá, a jurema sagrada. Isso potencializou o DMT. Minha pressão subiu de repente e pedi para uma amiga me levar no pronto socorro. Passei a tarde sendo medicado e tendo visões enquanto conversava com tutores espirituais. Tive a sensação de morte o tempo todo e eventos psicóticos. Pra piorar, o médico que me atendeu não conhecia o daime e me tratou como se eu tivesse tido uma overdose de outras drogas e não intoxicação pelo DMT. Voltei pra casa no mesmo dia, mas desde então, após 3 meses do ocorrido, tive picos de pressão alta e um quadro de ansiedade. Fiz alguns exames, o último, o Holter 24h, não detectou hipertensão. Agora, seis meses depois, me sinto melhor da pressão, mas a ansiedade ainda bate. Minha questão é se tem a possibilidade de os chás em conjunto terem causado tudo isso ou se eu já tinha as condições relatadas e eles só manifestaram ou potencializaram? E se causaram, é irreversível ou há possibilidade de tratamento para me livrar desses efeitos?

    • Mônica

      diz:

      Olá Paulo, os chás são alucinógenos e podem causar os sintomas relatados por você, os efeitos depende de cada um, mas quem já tem predisposição a algum transtorno mental, pode ser afetado mais seriamente. Recomendamos que você busque um psiquiatra especializado em dependência química que possa tratar os sintomas que você está sentindo. Se preferir a internação teria que passar por uma avaliação com o psiquiatra para entender se o caso é de internação ou tratamento ambulatorial, seguem nossos contatos (011) 99667-7454 /(011) 99534-4287

  • Ingrid

    diz:

    Olá,gente eu fui….
    Foi horrível..não vão…
    A pior experiência da minha vida..
    Tenho apenas 18 anos…
    Vcs não tem noção…

    • Maiara

      diz:

      Foi horrível a minha experiência gente não vão, consagrei isso sábado, hoje domingo estou com crise de ansiedade, foi a pior experiência da minha vida.

  • Jesus

    diz:

    Boa tarde! Parabens pelo conteudo de vcs e pela atenção nos comentários.
    Eu tenho depressão, tomei uma vez no início do ano passado e melhorei bastante no primeiro mês, depois fui voltando ao “anormal”. Hoje me sinto em um ponto quase o mesmo que estava antes de ter tomado. Não tenho condições de fazer tratamento com psiquiatra/neurologista etc.. estou pensando em voltar a tomar de novo mas tenho muito medo de desenvolver alguma doença psicologica. Sei ue vcs não recomendam o uso pra ninguém, mas é complicado pra mim que não tenho condições de pagar um tratamento “melhor” sendo que já fiz quase 10 anos de terapia, já cheguei a tomar remedios e nada foi tao efetivo quanto o chá no ano passado sabe.. os remedios até pioraram minha situação ao inves de melhorar

    • Mônica

      diz:

      OLá, porque não procura um CAPS da sua região? Reforçamos que não recomendamos o uso pelos riscos com a saúde mental.

  • Natália Paiva

    diz:

    Boa tarde!
    No caso de pacientes que usam antidepressivos para trata dor crônica, no caso, duloxetina… e essa paciente deseja tomar o cha… como proceder? Suspende a medicação? Por quanto tempo?

    • Mônica

      diz:

      Olá Natália, não recomendamos o uso do chá, ainda mais para pacientes com histórico de transtornos mentais, abraço

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