Os perigos do uso de drogas no trabalho - Hospital Santa Mônica
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O uso de drogas no trabalho é uma questão recorrente desde os povos mais antigos, mas que ainda continua desafiando a gestão de muitas empresas na atualidade. O consumo de substâncias ilícitas produz efeitos negativos tanto para a saúde do colaborador quanto para o crescimento do negócio. Isso acontece devido à baixa produtividade resultante do absenteísmo e de um desempenho inferior nas atividades profissionais.

Tendo isso em vista, este post tem como objetivo mostrar os tipos de substâncias mais consumidos no ambiente de trabalho e como identificar os sinais de alerta que sugerem a busca de ajuda especializada contra a dependência. Veja como a empresa deve lidar com essa questão e quais são as melhores alternativas para ajudar os funcionários em situação de risco. Acompanhe!

As 4 principais substâncias usadas no trabalho

Segundo uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os profissionais da saúde são o grupo mais afetado pelo uso de drogas no trabalho: 29% dos entrevistados admitiram consumir álcool, cigarro e ansiolíticos

O tipo de droga varia de acordo com a classe profissional, pois entre os motoristas de veículos pesados, o consumo de cocaína é maior. Os dados são tão alarmantes que 69,1% desses condutores perderam suas habilitações devido ao vício nesse tipo de droga. 

Essas informações foram divulgadas pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), com base em um estudo do Instituto de Tecnologias para o Trânsito Seguro realizado em 2018. 

As estatísticas mostram a necessidade de buscar alternativas mais eficazes, que possam reduzir os impactos da dependência química nos ambientes laborais. Para facilitar a compreensão do tema, listamos as 4 substâncias mais consumidas no trabalho. Confira.

1. Álcool

A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) divulgou dados do 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira. Conforme essas informações, cerca de dois milhões de brasileiros apresentam perfil para a dependência do alcoolismo. No ambiente laboral, o consumo de álcool gera sérias complicações, pois o funcionário não consegue trabalhar sob o efeito dessa substância.

Diante disso, o afastamento do trabalho e o aumento do risco de doenças como cirrose hepática e problemas cardíacos são fatores que exigem o combate ao alcoolismo no universo corporativo.

2. Heroína

A heroína é uma droga que atua como depressora do sistema nervoso central. Ela pode ser injetada na veia e seus efeitos começam imediatamente após a aplicação. Essa droga causa a sensação de euforia e de felicidade, mas provoca taquicardia, alucinações e compromete funções como a memória e a concentração — fatores essenciais para a produtividade no trabalho.

3. Opiáceos

As drogas opiáceas são assim chamadas por serem oriundas do ópio. Pertencem a essa classe a morfina e a codeína. 

Os opiáceos são muito utilizados pelos trabalhadores da área da saúde, já que eles têm acesso fácil a essas substâncias. Tanto a morfina quanto a codeína são potentes analgésicos, largamente empregados para o alívio de dores crônicas — inclusive contra o câncer.

4. Maconha

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maconha é a substância entorpecente mais consumida no planeta. Devido ao fácil acesso e ao baixo preço, essa droga é muito utilizada entre pessoas de todas as classes sociais, principalmente na faixa etária dos 15 aos 64 anos. Nas empresas, os colaboradores a utilizam para relaxar e reduzir o estresse no trabalho.

Como a empresa pode prevenir o uso de drogas no trabalho

Segundo uma pesquisa norte-americana, o uso de drogas no ambiente de trabalho causa um prejuízo de 100 bilhões de dólares por ano. Os indicadores são da National Clearinghouse for Alcohol and Drug Information (NCADI), que em português significa Câmara Nacional de Informação sobre Álcool e Drogas.

Esses números que retratam a realidade dos prejuízos se referem apenas ao absenteísmo ou ao afastamento do trabalho devido ao vício. O problema é que é preciso desviar recursos da empresa para cobrir esse prejuízo, enquanto essas altas somas poderiam ser empregadas ​​para outros fins. 

Além do mais, isso não inclui os fatores relacionados à dor e ao sofrimento do dependente químico, visto que esses aspectos não podem ser mensurados em termos econômicos.

No Brasil, não foi divulgado nenhum estudo recente sobre o uso de drogas no trabalho, mas o Governo Federal está impondo medidas de combate ao aumento do consumo de substâncias ilícitas pela população. O objetivo é reduzir o uso de drogas em famílias com crianças, adolescentes e jovens

O consumo precoce de droga por esse grupo exige atenção especial, já que a ausência de tratamento pode comprometer o futuro nos âmbitos pessoal, social e profissional.

O abuso de drogas pode gerar diversos problemas no ambiente de trabalho. Os prejuízos variam desde punições até afastamento temporário, transferências compulsórias, rebaixamento da atividade, imposição de tarefas menos perigosas ou mesmo o processo de demissão.

É necessário avaliar não apenas os fatores pessoais que motivam o uso de entorpecentes, mas se as condições de trabalho são insalubres, desgastantes e estressantes o suficiente para desmotivar o trabalhador. Tais aspectos também são determinantes para influenciar a busca da droga como um “refúgio” contra a somatória desses problemas.

Enumeramos algumas sugestões que podem ser úteis para ajudar a empresa na prevenção do uso de drogas no trabalho:

  • fazer uma avaliação das condições de trabalho e considerar aspectos sociais, em especial no que se refere aos familiares;
  • observar se há situações específicas de risco e que podem funcionar como adição ao uso;
  • avaliar cada caso individualmente e buscar o apoio da família para ajudar com o suporte nessas situações delicadas;
  • ter o cuidado na abordagem dos casos suspeitos e dialogar com o funcionário, focando no respeito e no bom senso;
  • propor o encaminhamento para o tratamento em instituições especializadas na recuperação da saúde mental;
  • promover palestras educativas e orientações com profissionais de saúde especializados, como médicos e psicólogos;
  • focar a prevenção da saúde mental e física, já que o uso de substâncias psicoativas não combina com nenhuma tarefa ou atividade de trabalho.

Ainda que os sistemas de trabalho tenham passado por importantes transformações tecnológicas nos últimos anos, o problema da dependência química ainda impera nesse ambiente. Em função disso, é importante buscar um tratamento especializado para reduzir os impactos do uso de drogas no trabalho e proporcionar mais qualidade de vida e bem-estar aos trabalhadores.

Agora é com você: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e saiba como é possível ajudar pessoas que precisam de tratamento contra a dependência química!

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