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O que é uma adicção: o que leva as pessoas a esse comportamento e quais são os tipos

Adicções são comportamentos classificados como enfermidades que afetam diretamente as emoções e criam no indivíduo a condição de dependência. Nesse sentido, entender o que é adicção ajuda a direcionar condutas favoráveis à superação de um problema que pode comprometer a racionalidade e trazer graves prejuízos.

Vamos explicar o que é essa condição e quais seus principais tipos. Veja, também com o psicólogo do Hospital Santa Mônica, Antonio Chaves Filho, como identificar os sinais que indicam a necessidade de buscar ajuda profissional. Ainda, saiba por que é importante optar pela internação para proteger seu ente querido dos riscos desse comportamento no cenário de pandemia da Covid-19.

Acompanhe!

Afinal, o que é uma adicção?

Exemplificados pela compulsão alimentar, condição que torna a pessoa refém dos alimentos, as adicções são desequilíbrios cerebrais associados à dependência de alguma substância ou atividade. Mesmo que esse comportamento resulte em consequências nocivas, a pessoa não consegue se libertar facilmente, pois as adicções são atitudes patológicas de difícil domínio.

As substâncias que mais causam dependência são o álcool, o tabaco e as drogas ilícitas. Também figuram nessa lista medicamentos psiquiátricos, jogos de azar, games, compras compulsivas, pornografia e sexo. Entretanto, adicções não são prejudiciais apenas aos dependentes, pois os danos a eles associados refletem sobre os familiares e a sociedade em geral.

Qual a origem da adicção?

Estudos sugerem que as adicções têm relação direta com os traumas e que é importante focar o tratamento nos fatores causais. A atenção a esse detalhe pode ajudar a perceber, de forma mais concreta, a natureza do problema. Desse modo, é possível não só compreender o que é a adicção, como relativizar as principais causas e tratá-las com intervenções mais eficazes. Contudo, existem aspectos biopsicossociais como origem da adicção, em que 33,3% é fator biológico, 33,3% fatores psicológicos (entre eles, traumas) e 33,3% social (influência do meio).

Ainda que a manifestação da adicção seja peculiar em cada pessoa, conhecer sua origem é primordial para ajudar a quem está dominado por ele. Independentemente do grau de dificuldade do indivíduo, o ideal é buscar a humanização do atendimento e do tratamento.

Nos adultos, a negligência com o autocuidado pode levar ao consumo inveterado de álcool ou drogas. Em adolescentes e jovens, a adicção pode ser ignorada ou nem mesmo percebida pelos pais. A ideia não é culpabilizar, mas alertar para os sinais que podem indicar a origem da adicção em grupos mais vulneráveis, e compreender as motivações que geram essa situação.

Destacamos algumas condições associadas à origem das adicções:

  • solidão;
  • crises depressivas;
  • sentimentos de frustração;
  • perda do controle emocional;
  • conflitos familiares constantes;
  • ausência ou falta de atenção dos pais;
  • dificuldade para lidar com situações adversas;
  • tentativa de disfarçar a dor com algo prazeroso, mesmo que momentaneamente.

Quais os principais tipos de adicção?

Listamos os fatores mais comumente relacionados à adicção. Veja quais são!

Bebidas alcoólicas

O uso abusivo do álcool é uma questão que afeta milhões de pessoas e que pode desencadear diversas enfermidades, inclusive, fatais. A adicção de alcoolismo é caracterizado por um desejo incessante e constante de consumir esse produto. Entre os efeitos da substância, destacam-se a violência, os conflitos familiares/ sociais e outras complicações que surgem como reflexos da dependência.

Tabagismo

O hábito de fumar começa de forma inocente, até mesmo, pela observação dos hábitos de amigos ou familiares e, de repente, a adicção se estabelece e faz parte da rotina. Além das implicações sociais, o uso do tabaco está diretamente relacionado a diversos tipos de tumores. Entre os mais perigosos, o câncer de pulmão é o segundo mais comum no país.

Drogas ilícitas

Entre os entorpecentes mais comuns, destacam-se maconha, cocaína, heroína e o crack, além das drogas sintéticas com alto potencial de dependência, como o ecstasy. O consumo dessas substâncias ilícitas está na lista das principais causadoras de adicção.

Internet

Um estudo realizado por uma pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) avaliou 264 jovens entre 13 e 17 anos de idade. A meta era identificar o perfil dos usuários de internet e das mais variadas mídias digitais, e relacionar as consequências dessa adicção sobre a qualidade de vida deles. 

A pesquisa revelou dados alarmantes: 68% deles eram dependentes moderados em relação ao consumo de tecnologias atuais, enquanto mais de 20% foram classificados como dependentes graves. O transtorno é extremamente preocupante, pois quando comparado à adicção de drogas, os efeitos são tão nocivos à saúde quanto o uso desses entorpecentes.

Redes sociais

A relação entre redes sociais e saúde mental se tornou uma das grandes preocupações da saúde pública. Buscar formas de estimular o uso saudável de celulares e de smartphones, sem que isso afete a estabilidade psicológica, é um dos desafios da atualidade. Além de outros prejuízos, a adicção em redes sociais provoca transtornos depressivos, ao tornar os usuários reféns desses aplicativos.

Quando há necessidade de internação por adicção?

O descontrole no consumo do que causa a adicção gera um impulso muito forte e faz com que a pessoa seja compelida a suprir suas necessidades. Essa é uma situação que gera implicações nos âmbitos pessoal, afetivo, acadêmico e profissional. Geralmente, a dependência está associada a ansiedade, dor, solidão e sentimentos de culpa.

Por tal razão, não basta apenas o entendimento do que é a adicção, mas saber identificar os sinais que sugerem a necessidade de internação é fundamental. Confira algumas das evidências mais comuns:

  • agressividade;
  • tendência a isolamento;
  • dificuldade para lidar com abstinência;
  • desinteresse pela escola ou pelo trabalho;
  • pequenos furtos em casa para manter a adicção;
  • falta de responsabilidade com os compromissos;
  • negação ou dificuldade de falar sobre o problema.

Ajudar alguém com esse problema exige um suporte profissional para analisar o nível de dificuldade. Em síntese, tais dependências resultam de hábitos e comportamentos repetidos de forma automática e descontrolada, mas que podem ser modificados com tratamento especializado na reabilitação da saúde mental.

Por fim, vale destacar que tão relevante quanto saber o que é a adicção é tomar as precauções e cuidados necessários com esses indivíduos nesse cenário de pandemia. Dependentes químicos  ou alcoólicos, por exemplo, são mais vulneráveis à contaminação por diversas doenças, pois são facilmente induzidos a práticas que colocam a vida em risco.

Gostaria de conhecer as melhores alternativas de tratamento para os tipos de adicção? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica!

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