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Entenda os níveis de dificuldade durante a aprendizagem da criança

O ano letivo se inicia e com ele as dificuldades de problemas comuns da aprendizagem. Eles não surgem do dia para a noite, há todo um caminho percorrido, com falhas e desencontros, iniciada no começo da vida com falta de estímulos cognitivos adequados e na própria deficiência da alfabetização. Na maioria dos casos, as dificuldades passam despercebidas pela família, que só nota mais a frente, quando o filho não consegue compreender o que é solicitado na escola, deixa de fazer as tarefas, tornar-se solitário e com dificuldades de socialização.

Os problemas de aprendizagem afetam negativamente a vida escolar, familiar, social e psíquica de muitas crianças e adolescentes, causando sofrimento e perda de autoestima. Sofrem, também, os pais e responsáveis, sentindo-se impotentes frente as dificuldades do filho. Dificuldades no processo de aprendizagem possuem múltiplas causas, desde a metodologia de ensino inadequada às necessidades da criança, como fatores de ordem emocional e deficiência auditiva não constatada (DPAC).

Há ainda algumas síndromes genéticas, como Síndrome de Down e Síndrome do X Frágil, transtornos do espectro autista, transtornos psiquiátricos, deficiência intelectual e patologias neurológicas diversas, inclusive Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Já os Transtornos de Aprendizagem são específicos em leitura (dislexia), escrita (disgrafia e disortografia) ou matemática (discalculia), e possuem base genética, ocorrendo em indivíduos que apresentam inteligência normal ou superior e rendimento escolar significativamente abaixo do esperado para sua idade, escolaridade e capacidade intelectual.

Para diagnosticar e intervir no problema da aprendizagem é necessário que a criança faça uma avaliação psicopedagógica, para que possa definir um plano de intervenção eficiente. Além de avaliar e intervir clinicamente, o psicopedagogo trabalha em conjunto com outros profissionais que atendem a criança, como médicos, psicólogos ou fonoaudiólogos, dependendo do caso. Também atua em parceria com a escola, de modo à melhor adequar o ensino às necessidades da criança, levando em conta suas dificuldades e principalmente suas potencialidades.

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