Depressão refratária: como um hospital é a solução quando o tratamento não funciona?

Segundo a Organização Nacional da Saúde (OMS), a depressão será a doença mais incapacitante em todo o mundo até 2020. Diante dos diferentes tipos dessa doença, os tratamentos costumam incluir terapia e o uso de remédios para uma melhora mais rápida. Mas você já ouviu falar da depressão refratária, que é uma depressão mais resistente?

Nesses casos, a pessoa não responde da forma esperada mesmo após se tratar com, pelo menos, dois medicamentos de classes diferentes por um determinado tempo e na dose adequada.

Por isso, entenda a seguir como um hospital é a solução, quando o tratamento da depressão refratária não funciona. Boa leitura!

O que é depressão refratária?

Embora o paciente tenha feito tudo como o esperado, no caso da depressão refratária, ele não consegue ficar totalmente livre da doença. Em outras palavras, melhora, mas não zera os sintomas nem mesmo com a segunda medicação.

Vale lembrar que a situação é bem diferente daqueles que não executam o tratamento da maneira correta ou o interrompem antes da hora.

Como diagnosticá-la?

Não há como saber previamente se uma pessoa possui depressão refratária, por isso, é necessário aguardar o desenrolar do tratamento médico. Quando ele já está em andamento, fica mais fácil para os especialistas notarem esse quadro.

Esse tipo de depressão é mais difícil de ser tratada, contudo, não necessariamente é mais grave. Há depressões mais profundas que respondem bem à intervenção, enquanto outras menos críticas são refratárias.

Pode ser que o paciente tenha um conflito que contribua para a manutenção da doença, seja em casa, seja no trabalho. Por essa razão, é fundamental conversar com o psiquiatra sobre todos os fatores que possam influenciar no adoecimento.

E quando um hospital é a solução?

Se a pessoa perde a capacidade de autogestão e começa a ser uma ameaça para ela mesma e/ou para seus familiares, a internação psiquiátrica passa a ser indicada. O intuito de uma internação compulsória ou involuntária, em casos específicos, é proteger o indivíduo até que o tratamento tenha efeito.

Entre as vantagens disso, destacam-se o apoio de uma equipe multidisciplinar, a estrutura hospitalar adequada, a tranquilidade da família e, claro, uma maior rapidez na recuperação da saúde física e mental do paciente.

Quando a internação é voluntária, os resultados positivos acabam sendo mais evidentes. Lembre-se de que, na maior parte dos casos, familiares e amigos podem (e devem) fazer visitas, porque elas auxiliam a recuperação. O apoio das pessoas queridas faz toda a diferença.

O Hospital Santa Mônica é especializado em saúde mental infantojuvenil e adulto e tem como diferencial o tratamento conjunto do psiquiatra e clínico. Além disso, preza por um atendimento familiar para que o paciente se sinta o mais confortável possível.

Se você leu até aqui, já sabe o que é depressão refratária e como a internação psiquiátrica em um hospital pode ser a solução para essa doença. Não hesite em procurar ajuda, caso ela seja necessária.

Este post sobre depressão refratária foi útil para você? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica para tirar suas dúvidas. Nossa equipe está preparada para atendê-lo!

Transtorno disfórico pré-menstrual: veja como funciona o tratamento da super TPM

O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma forma mais grave e intensa da síndrome pré-menstrual (SPM), conhecida também como tensão pré-menstrual (TPM). Esse problema causa sintomas físicos, cognitivos e psicológicos relacionados às oscilações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual.

Classificado como um transtorno depressivo, o TDPM atinge de 3% a 8% das mulheres em idade reprodutiva, sendo responsável por alterações de humor e comportamento expressivas e incapacitantes.

Esse problema de saúde mental é causado por uma alteração genética nos receptores de serotonina — neurotransmissor que regula o humor, o sono, o apetite e a dor. Quando os níveis dessa substância estão baixos no organismo, a pessoa apresenta reações emocionais acentuadas e desproporcionais aos estímulos externos.

Quer conhecer os principais sintomas da “super TPM” e as opções de tratamento mais indicadas? Então, continue acompanhando este artigo!

Sintomas do transtorno disfórico pré-menstrual

O transtorno disfórico pré-menstrual é caracterizado por sintomas que aparecem entre 2 a 10 dias antes da menstruação e começam a desaparecer poucos dias após o início do fluxo menstrual.

Esse distúrbio geralmente é diagnosticado quando esse quadro se repete por, pelo menos, dois ciclos menstruais consecutivos, traz prejuízos à vida profissional, familiar ou amorosa da mulher.

Os principais sintomas do TDPM são:

  • irritabilidade;
  • humor deprimido;
  • ansiedade;
  • pensamentos autodepreciativos;
  • instabilidade emocional;
  • dificuldade de concentração;
  • falta de interesse em atividades habituais;
  • fadiga, apetite descontrolado;
  • problemas para dormir;
  • dor de cabeça e inchaço no corpo.

Opções de tratamento do transtorno disfórico pré-menstrual

Por ser um tipo de depressão cíclica que se manifesta ao longo do ciclo menstrual, a mulher afetada pelo TDPM precisa de um tratamento específico, baseado principalmente no controle dos sintomas.

Por meio de um exame clínico minucioso, uma equipe médica multidisciplinar é capaz de realizar o diagnóstico e estabelecer uma estratégia de tratamento adequada às necessidades de cada paciente, que pode incluir a prescrição de medicamentos e a indicação de psicoterapias e outras práticas complementares.

Medicamento

Os antidepressivos, em especial os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), são os medicamentos mais usados no alívio dos sintomas em casos graves de TDPM. A prescrição desse tipo de remédio deve ser feita por um médico especializado com base nos sintomas apresentados e no grau do distúrbio.  

O uso de contraceptivos orais é outro método comum no tratamento desse distúrbio, pois visa a supressão da ovulação para controlar as oscilações hormonais e os sintomas físicos mais intensos.

Psicoterapia

Nos quadros leves e moderados de TDPM, a psicoterapia pode ser suficiente para controlar os sintomas do distúrbio e melhorar a qualidade de vida do paciente por meio de técnicas e práticas psicológicas.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens que mais têm mostrado resultados positivos tanto como tratamento de primeira linha quanto de forma auxiliar ao tratamento medicamentoso.

Alimentação e exercícios físicos

Um tratamento complementar que auxilia na promoção da saúde mental da mulher é a mudança de hábitos alimentares e o combate ao sedentarismo. A manutenção de uma dieta saudável e equilibrada, com redução de gorduras saturadas, açúcar, sal e cafeína, ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a diminuir os sintomas.

A ingestão de água e alimentos ricos em triptofano, como peixes, ovos, cereais, castanhas, leguminosas e derivados do leite, atua no equilíbrio da quantidade de serotonina no corpo e, consequentemente, aumenta o bem-estar.

A prática regular de exercícios físicos também é uma aliada no tratamento do TDPM, pois ajuda a diminuir a ansiedade, a aliviar o estresse, a liberar endorfina — neurotransmissor ligado à sensação de prazer e felicidade — e a melhorar a autoestima.

Referência em psiquiatria e saúde mental, o Hospital Santa Mônica oferece tratamento especializado para transtorno disfórico pré-menstrual e outros problemas psiquiátricos, com atendimento de qualidade, cuidados individualizados e unidades de internação.

Para saber mais sobre outros problemas de saúde mental, leia nosso artigo sobre transtorno de ansiedade de doença: saiba como descobrir e tratar!

Transtornos do comportamento disruptivo: entenda o que é e aspectos relevantes da doença

Os transtornos do comportamento disruptivo são muito mais frequentes na infância. Se não tratados adequadamente, esses problemas evoluem para quadros mais graves e geram grande impacto na vida dos adolescentes e adultos.

Todo profissional que atua em uma sala de aula compreende que este ambiente é bem diversificado, e exige habilidades especiais para lidar com os desafios comportamentais comuns entre os estudantes. Entretanto, essa não é uma tarefa simples, e requer muito preparo por parte dos pais e educadores.

Dada a complexidade que envolve esse tema, abordaremos os principais tipos de transtornos do comportamento disruptivo, os sintomas e tratamentos disponíveis para auxiliar as crianças que compõem esse perfil. Boa leitura!

O que são os transtornos do comportamento disruptivo?

Os transtornos disruptivos são algumas alterações de comportamento considerados difíceis de diagnosticar e tratar. Especialistas afirmam que essa dificuldade se dá porque as crianças e os adolescentes apresentam variações comportamentais típicas da idade.

Nessa fase da vida, o ciclo normal de desenvolvimento inclui caracteres comportamentais desafiadores, mas que nem sempre sinalizam viés patológico. Contudo, devem ser observados com cautela para averiguar se tais ações ocorrem espontaneamente ou se já se tornaram um hábito.

Desvios de conduta como crises de raiva, mentir ou matar aulas fazem parte do desenvolvimento da criança e do adolescente, desde que não sejam constantes. Quando ocorrem de maneira isolada ou esporádica são vistos como normais e não sinalizam transtornos.

No entanto, quando essas alterações tornam-se em um hábito ou em ameaças a si ou aos outros, elas podem alcançar dimensões mais sérias e preocupantes.

Nesses casos, é necessário conduzir a criança ou o adolescente à avaliação psiquiátrica urgente. Somente o profissional do ramo pode direcionar ao melhor tratamento com vistas à redução dos riscos à integridade mental e física.

O que dificulta o diagnóstico e o tratamento dos transtornos do comportamento disruptivo?

Esses transtornos de comportamentos que ocorrem em crianças, pré-púberes e em adolescentes são vistos pelas pessoas mais próximas a eles como meros sinais de rebeldia. Muitos pais e professores os consideram como conduta de caráter antissocial e bem difíceis de lidar.

Quando não adequadamente tratados, esses tipos de transtornos do comportamento comprometem, de forma significativa, o desenvolvimento da criança ou do adolescente tanto na escola como em casa.

Vale destacar que o lar é uma das principais referências para a construção da subjetividade da criança. Esse ambiente, por si só, já se torna também no primeiro local de aprendizado, de modelagem de ações e de comportamento.

Contextualmente, há uma série de questões que dificultam o diagnóstico desses transtornos. Observe as mais relevantes:

  • muitos pais ignoram o problema e demoram a buscar ajuda;

  • os sintomas são muito parecidos com os transtornos de ansiedade, com as crises depressivas ou com hiperatividade;

  • dificuldade para diferenciar quando o comportamento faz parte do ciclo normal de desenvolvimento do indivíduo;

  • escassez de instrumentos, de literatura e de técnicas padronizadas para apontar um diagnóstico preciso.

Quais são os transtornos do comportamento disruptivo mais comuns?

Listamos os tipos mais comuns de transtornos do comportamento disruptivo, bem como os principais sintomas e tratamentos. Confira!

Distúrbio de Déficit de Atenção e Hiperatividade (DDAH)

O DDAH é um problema caracterizado por três principais fatores: impulsividade, desatenção e hiperatividade. Entretanto, essas características podem surgir de modo isolado ou combinadas entre si.

Assim, o DDAH está subdividido em três tipos: pelo grupo que é predominantemente desatento, pelos hiperativo-impulsivos ou por aqueles que expressam a combinação dos fatores. O que os diferenciam é avaliação clínica minuciosa para obter a precisão diagnóstica.

O DDAH é classificado como um distúrbio do desenvolvimento, muito embora seja bastante considerado pelos profissionais de saúde mental como um distúrbio de comportamento desagregador. No entanto, é um dos transtornos mentais da infância mais evidente em crianças em idade escolar.

Alguns tipos de DDAH são mais comuns entre o sexo masculino, principalmente o hiperativo-impulsivo. No entanto, os sintomas desse distúrbio são bem semelhantes em todos os pacientes que apresentam quaisquer subtipos de DDAH.

Sinais e sintomas

Os primeiros sinais ocorrem, geralmente, antes dos quatro anos ou até os sete anos de idade. O pico para identificação diagnóstica fica entre oito e dez anos, quando os sintomas são mais claros. Porém, o DDAH com predominância para déficit de atenção é diagnosticado somente após a adolescência.

Convém salientar que os principais sinais e sintomas do DDAH envolvem essas três características dominantes: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Tais fatores afetam as funções cognitivas, reduz a capacidade de interação social e prejudica o rendimento escolar.

Os picos de desatenção que deixam a criança ou o adolescente mais disperso tendem a aparecer quando eles estão envolvidos em determinadas tarefas. Essa dificuldade é maior naquelas que exigem mais vigilância, reação rápida, investigação visual, mais percepção e atenção constante.

Pais e professores não podem ignorar essas características. Como vimos, quando elas se tornam muito evidentes é necessário procurar intervenção profissional. A desatenção, a falta de concentração e a impulsividade impedem o desenvolvimento de habilidades escolares.

Com isso, as estratégias de pensamento, a capacidade de raciocínio, a motivação para realizar atividades escolares ficam prejudicadas. Como a tendência é a piora do quadro, o indivíduo com esse problema também apresenta grande dificuldade de cumprir as exigências sociais.

Crianças e adolescentes com déficit de atenção estão mais propensos a desistirem de situações que exigem dedicação contínua para complementação de tarefas escolares. Boa parte delas têm déficit de aprendizagem, e que pode evoluir para disfunção escolar grave.

Em linhas gerais, o histórico do comportamento desses indivíduos revelam as seguintes características:

  • depressão;

  • agressividade;

  • distúrbios do sono;

  • ansiedade excessiva;

  • temperamento indeciso;

  • dificuldade de interação social;

  • constante instabilidade emocional;

  • temperamento exaustivo e muito teimoso;

  • discordâncias de ideias e de visão de mundo;

  • inconstância no relacionamento com seus pares;

  • muita dificuldade para tolerar frustrações e problemas.

Dependendo da gravidade do DDAH, durante a avaliação clínica podem surgir alguns indícios que sugerem a necessidade de um tratamento mais intensivo. São eles:

  • postura corporal desajeitada;

  • coordenação motora deficiente;

  • desajuste funcional da percepção motora;

  • distúrbios na fala ou dificuldade na verbalização de certas palavras;

  • disfunções neurológicas leves, mas que exigem investigação mais criteriosa.

Tratamento

A avaliação médica objetiva identificar condições que possam contribuir potencialmente para reduzir os impactos do DDAH e promover um ajuste comportamental. A análise do desenvolvimento focaliza o início e a forma de evolução dos principais sintomas.

Para direcionar as condutas mais adequadas, o médico pode utilizar escalas de avaliação comportamental. Essas escalas são úteis para auxiliar o profissional a distinguir DDAH de outros distúrbios do desenvolvimento. Principalmente quando apresentam reações semelhantes ou que se configuram como situações de emergência psiquiátrica.

Geralmente, o tratamento está baseado em:

  • uso de medicação com estimulantes;

  • atividades lúdicas integradas;

  • psicoterapia comportamental;

  • intervenções educacionais;

Os resultados do tratamento são mais rápidos quando há a integração das diversas modalidades terapêuticas. O sucesso nessas terapias combinadas dependem de fatores como o grau de comprometimento do problema.

Muitos pacientes com DDAH não melhoram quando utilizam apenas com medicamentos. Esses são considerados apenas coadjuvantes para o alívio dos sintomas. Na prática, os resultados são melhores com terapias focadas nas questões emocionais, já que estas regem os aspectos comportamentais.

Aliados à psicoterapia, os medicamentos são importantes para interromper o ciclo da conduta inapropriada. Essa combinação melhora o comportamento, deixa o paciente mais motivado, além de trabalhar a autoestima dele.

Vale destacar que o tratamento em adultos segue o mesmo padrão. Porém, a dosagem e a terapêutica medicamentosa é determinada conforme o grau de desenvolvimento dos sintomas do DDAH.

Transtorno de Oposição Desafiadora (DOD)

Esse tipo de transtorno de comportamento disruptivo é caracterizado por um padrão persistente de conduta negativa, desafiadora ou até mesmo hostil. Tais alterações comportamentais são dirigidas contra figuras de autoridades, como pais, professores ou pessoas mais velhas.

O diagnóstico é definido pelo histórico, e de acordo com a prevalência das atitudes que caracterizam esse distúrbio. Antes da adolescência, o problema é maior com meninos. Mas após essa fase, o número de meninos e de meninas afetados se equiparam.

Ainda que o DOD seja, muitas vezes, classificado como uma “versão mais leve” dos desvios de conduta, existem semelhanças muito superficiais entre esses dois distúrbios. Caracterizado, basicamente, por irritabilidade e condição desafiadora, a marca do DOD é mais condizente com um estilo de conduta interpessoal e excêntrico.

Algumas ações são marcadoras de diagnóstico. Uma criança com um aparente distúrbio de conduta, viola, de forma consciente e repetidas vezes, os direitos dos outros. Isso pode ser exemplificado pela prática do bullying ou na crueldade com os animais. Às vezes, elas fazem isso sem qualquer traço de piedade.

A causa do DOD ainda é desconhecida. Todavia, esse problema é mais comum em famílias com histórico recorrente de conflitos, agressividade e desequilíbrios interpessoais. Crianças que nascem e crescem em lares com dificuldades estruturais estão mais propensas a se tornarem adultos com comportamentos duvidosos.

Sinais e sintomas

Entre os sinais mais evidentes desse problema destacam-se:

  • não aceitam obedecer regras, principalmente as de conduta social ou civil;

  • apresentam muita dificuldade em desenvolver habilidades sociais;

  • gostam de culpar os outros pelos seus próprios erros;

  • encaram seu mau comportamento como algo normal;

  • desafiam os adultos ou pessoas mais velhas;

  • são extremamente rancorosas e vingativas;

  • gostam de argumentar contra os adultos;

  • aborrecem as pessoas por mero prazer.

Tratamento

Como a maioria dos sintomas envolvem as relações familiares, esse distúrbio exige que o tratamento seja feito paralelamente à psicoterapia dos pais ou responsáveis. Em alguns caos, podem ser prescritos medicamentos para reduzir a irritabilidade.

Problemas de base comportamental associados a disfunções familiares tendem a piorar o quadro, já que aumentam os risco para doenças psíquicas coexistentes. Nesse sentido, quanto antes for o diagnóstico, melhores serão as chances de recuperação.

Por isso, esses desajustes devem ser identificados e corrigidos com vistas à reestruturação dos laços familiares. O tratamento objetiva também estabelecer condições para promover o convívio social harmônico.

Inicialmente, o tratamento pode ser baseado em programas terapêuticos de modificação do comportamento. Isso permite moldar as ações da criança ou adolescente em direções mais benéficas, e em prol de condutas sociais mais equilibradas.

Em alguns casos, o psiquiatra adota a terapia medicamentosa utilizada em transtornos depressivos ou para tratar a ansiedade. O prognóstico costuma ser positivo, já que esses remédios ajudam a restaurar o equilíbrio na liberação de substâncias cerebrais que controlam as emoções.

Assim, o tratamento para o DOD se resume em:

  • psicoterapia para estimular a mudança no comportamento;

  • aconselhamento psicológico para pais e filhos;

  • terapias alternativas combinadas;

  • uso ocasional de medicamentos.

Distúrbios de Conduta (DC)

Os distúrbios de conduta englobam uma série de ações comportamentais persistentes que desobedecem os direitos dos outros e infringem regras e normas sociais.

Semelhantemente aos outros transtornos, o diagnóstico também é baseado no histórico. Em escolares, a prevalência desse distúrbio de conduta é bastante alta. A ausência de diagnóstico precoce eleva os riscos para comorbidades que afetam o desenvolvimento cognitivo e reduz o desempenho escolar.

Em geral, os primeiros sinais e sintomas surgem no final da infância ou no início da adolescência. Porém, se o indivíduo não for encaminhado para uma avaliação e tratamento, os sintomas persistirão até a vida adulta.

A origem desse distúrbio é complexa e pode surgir por combinação de diversas questões. Porém, além da influência dos conflitos familiares e da falta de interação social, a interação de fatores genéticos aumentam a predisposição para o problema.

Crianças e adolescentes oriundos de famílias cujos pais ou responsáveis estão envolvidos com o uso de drogas estão mais propensos a desenvolver comportamentos antissociais.

Independentemente da idade, indivíduos diagnosticados como DDAH, desequilíbrios de personalidade e transtornos de humor compõem o grupo de risco para o DC. Vale ressaltar, porém, que o distúrbio de conduta pode ocorrer também em crianças provenientes de famílias altamente saudáveis.

Sinais e sintomas

Crianças e adolescentes diagnosticados com distúrbio de conduta não demonstram preocupação alguma com o bem-estar dos outros. Além disso, ainda podem interpretar erroneamente o comportamento dos outros como atitudes ameaçadoras.

Normalmente, apresentam agressividade por valentia, fazem ameaças, cometem atos de crueldade física contra pessoas ou animais e forçam atividades sexuais. Eles praticam esses atos sem demonstrar nenhum sentimento de culpa ou de remorso.

Crianças ou adolescentes com esse transtorno são mais propícios ao envolvimento com ataques a propriedades alheias, fraudes e furtos. Eles têm baixa tolerância às frustrações, gostam de desobedecer regras, sobretudo as proibições dos pais ou da escola.

Entretanto, os comportamentos classificados como aberrantes são diferentes entre os gêneros. Enquanto os meninos são mais propensos a brigarem, roubarem e vandalizarem, as meninas mentem mais, fogem de casa e têm tendências para a prostituição.

Outro complicador social é que ambos os gêneros tendem ao abuso de drogas e apresentam dificuldades escolares. Com isso, elevam-se os riscos para conflitos familiares, evasão escolar, desordens mentais, tentativas de suicídio ou de problemas mais graves que sugerem a necessidade de internação involuntária.

Tratamento

O tratamento também objetiva conter as comorbidades e reduzir os riscos de comprometer a integridade física própria ou alheia. Intervenções psicoterapêuticas combinadas são essenciais para a recuperação integral do paciente.

O tratamento com medicação específica aliada à psicoterapia representa mais chances de melhorar a autoestima e de promover o autocontrole das ações comportamentais.

Além disso, outras vias de tratamento são:

  • constante supervisão e monitoramento;

  • avaliação da necessidade de internação hospitalar;

  • uso de medicamentos para reduzir os efeitos das comorbidades;

  • psicoterapia integrada com atividades lúdicas em prol da reinserção social.

O que influencia o surgimento desses transtornos?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca que metade de todos os problemas relacionados à saúde mental surgem antes dos 14 anos de idade. O Órgão alerta ainda sobre os riscos associados a essas doenças, já que a maioria dos casos não é diagnosticada e nem tratada.

Muitos desses desequilíbrios comportamentais não têm ainda uma causa determinada, muito embora haja uma combinação de fatores que confluem para o surgimento desses quadros.

Nesse sentido, os fatores que potencializam os transtornos do comportamento disruptivo incluem:

  • influência de herança familiar;

  • desvios somatizados por questões emocionais;

  • questões relacionadas à desestruturação familiar;

  • fatores genéticos, sensoriais, motores e fisiológicos;

  • consequência de exposição fetal ao álcool, cigarro e cocaína;

  • desajustes resultantes do isolamento social típico do estilo de vida moderno.

Quais os riscos do transtorno do comportamento disruptivo?

Os comportamentos agressivos comumente observados entre os mais jovens são constituídos por variadas atitudes inábeis. Gritar, ameaçar, desafiar, quebrar ou xingar podem revelar problemas mais preocupantes.

O consumo de drogas e de álcool está aumentando entre crianças e adolescentes, o que sugere a necessidade de maior atenção a essas alterações comportamentais. A busca por entorpecentes tanto pode ser a causa ou a consequência de desequilíbrios comportamentais.

Porém, o temperamento desse grupo e o ambiente em que ele vive influenciam bastante a expressão da agressividade e eleva os riscos para dimensões mais preocupantes. Crianças com comportamentos constantemente agressivos estão mais propensas a evoluir para práticas antissociais ou criminosas.

A maioria dos jovens com diagnóstico de desajustes comportamentais mantém os sintomas durante a vida adulta. Tal condição está associada aos desequilíbrios emocionais que contribuem para dificuldades na vida pessoal, acadêmica, afetiva e profissional.

Muitas dessas crianças e adolescentes desenvolverão, subsequentemente, graves problemas que prevalecerão por toda a vida. Os mais comuns são os transtornos de ansiedade patológica, distúrbios mentais relacionados ao abuso de drogas e psicopatias exacerbadas.

Como reduzir os impactos negativos do transtorno do comportamento disruptivo?

Infelizmente, o estilo de vida contemporâneo faz com que muitos pais se dediquem somente ao trabalho e não reservem tempo para dar atenção aos filhos. Às vezes, essas questões podem atingir dimensões irreversíveis e comprometer seriamente a estrutura familiar.

Essa realidade tem sido cada vez mais presente em muitos lares, o que concorre para atitudes de rebeldia ou de complicações emocionais graves entre os infantes. Exceto nos casos de desordens fisiológicas, boa parte desses distúrbios são acentuados pela falta de afetividade e ausência dos pais.

Por isso, a presença dos pais e um diálogo aberto tornam-se fundamentais à promoção da autoestima e da saúde emocional de muitas crianças e adolescentes. Sobretudo daqueles que compõem o perfil de “órfãos de pais vivos”.

O aconselhamento combinado com terapia comportamental cognitiva para pais e filhos traz bons resultados. Porém, essa orientação se restringe aos casos mais simples: quando o indivíduo não representa risco social.

Para alcançar êxito nessa investida e reduzir os impactos negativos do transtorno do comportamento disruptivo é necessário adotar algumas alternativas. A disciplina e a organização da rotina da criança e do adolescente são essenciais.

Os portadores desses transtornos podem ser ajudados quando o ambiente domiciliar é organizado, existe cumprimento de regras, as técnicas dos pais ou responsáveis são firmes e os limites são bem definidos.

No entanto, quando as dificuldades em casa persistem, os pais devem ser encorajados a procurar assistência profissional. A opção por treinamentos baseados em técnicas de controle comportamental são imprescindíveis ao êxito desse processo.

Algumas sugestões para promover a recuperação do controle comportamental são:

  • oferecer acompanhamento psicológico;

  • melhorar a afetividade e a comunicação no seio familiar;

  • incentivar atitudes de gentileza e de respeito para com os superiores;

  • ajudar a criança ou adolescente a melhorar sua relação e integração com os ambientes de rotina;

  • submeter esses indivíduos à terapia multidisciplinar e incluir as abordagens dos pais e dos professores em relação ao comportamento apresentado.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar no tratamento do transtorno do comportamento disruptivo?

​Crianças e adolescentes que apresentam distúrbios graves devem ser encaminhados aos hospitais de tratamento especializado. Desse modo, o comportamento deles pode ser trabalhado adequadamente até a completa recuperação.

Além disso, o tratamento intensivo possibilita uma avaliação mais adequada e o acompanhamento psicoterápico mais eficaz por uma equipe multiprofissional durante todo o processo.

Com uma estrutura compatível, novas situações vão sendo favorecidas e, consequentemente, novas habilidades de enfrentamento desse problema serão aprendidos.

Em um hospital psiquiátrico como o Santa Mônica, as chances de sucesso no processo psicoterápico são maiores, visto que o paciente é constantemente monitorado. Além do mais, ele pode contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar em tempo integral.

Logo, em uma unidade de tratamento hospitalar, a equipe médica pode verificar, com mais precisão, a evolução clínica do paciente. Isso permite estimar possíveis resultados e estabelecer intervenções mais apropriadas a fim de alcançar êxito nos objetivos terapêuticos.

No entanto, os pais ou responsáveis não podem deixar para buscar ajuda quando a criança ou adolescente já estiver em situação muito crítica. É preciso intervir logo antes que o indivíduo representa ameaça para si ou para as pessoas ao seu redor.

Nesse contexto, convém procurar ajuda profissional em um hospital confiável mediante os primeiros indícios de desequilíbrio comportamental.

Assim como em outras doenças, os transtornos do comportamento disruptivo também seguem o mesmo padrão: o tratamento precoce eleva as chances de recuperação e de retorno ao convívio social e harmônico.

Gostou deste artigo? Então, veja também qual a melhor conduta para auxiliar alguém durante um surto psicótico.

 

Transtornos do comportamento disruptivo: entenda o que é e aspectos relevantes da doença

Os transtornos do comportamento disruptivo são muito mais frequentes na infância. Se não tratados adequadamente, esses problemas evoluem para quadros mais graves e geram grande impacto na vida dos adolescentes e adultos.

Todo profissional que atua em uma sala de aula compreende que este ambiente é bem diversificado, e exige habilidades especiais para lidar com os desafios comportamentais comuns entre os estudantes. Entretanto, essa não é uma tarefa simples, e requer muito preparo por parte dos pais e educadores.

Dada a complexidade que envolve esse tema, abordaremos os principais tipos de transtornos do comportamento disruptivo, os sintomas e tratamentos disponíveis para auxiliar as crianças que compõem esse perfil. Boa leitura!

O que são os transtornos do comportamento disruptivo?

Os transtornos disruptivos são algumas alterações de comportamento considerados difíceis de diagnosticar e tratar. Especialistas afirmam que essa dificuldade se dá porque as crianças e os adolescentes apresentam variações comportamentais típicas da idade.

Nessa fase da vida, o ciclo normal de desenvolvimento inclui caracteres comportamentais desafiadores, mas que nem sempre sinalizam viés patológico. Contudo, devem ser observados com cautela para averiguar se tais ações ocorrem espontaneamente ou se já se tornaram um hábito.

Desvios de conduta como crises de raiva, mentir ou matar aulas fazem parte do desenvolvimento da criança e do adolescente, desde que não sejam constantes. Quando ocorrem de maneira isolada ou esporádica são vistos como normais e não sinalizam transtornos.

No entanto, quando essas alterações tornam-se em um hábito ou em ameaças a si ou aos outros, elas podem alcançar dimensões mais sérias e preocupantes.

Nesses casos, é necessário conduzir a criança ou o adolescente à avaliação psiquiátrica urgente. Somente o profissional do ramo pode direcionar ao melhor tratamento com vistas à redução dos riscos à integridade mental e física.

O que dificulta o diagnóstico e o tratamento dos transtornos do comportamento disruptivo?

Esses transtornos de comportamentos que ocorrem em crianças, pré-púberes e em adolescentes são vistos pelas pessoas mais próximas a eles como meros sinais de rebeldia. Muitos pais e professores os consideram como conduta de caráter antissocial e bem difíceis de lidar.

Quando não adequadamente tratados, esses tipos de transtornos do comportamento comprometem, de forma significativa, o desenvolvimento da criança ou do adolescente tanto na escola como em casa.

Vale destacar que o lar é uma das principais referências para a construção da subjetividade da criança. Esse ambiente, por si só, já se torna também no primeiro local de aprendizado, de modelagem de ações e de comportamento.

Contextualmente, há uma série de questões que dificultam o diagnóstico desses transtornos. Observe as mais relevantes:

  • muitos pais ignoram o problema e demoram a buscar ajuda;

  • os sintomas são muito parecidos com os transtornos de ansiedade, com as crises depressivas ou com hiperatividade;

  • dificuldade para diferenciar quando o comportamento faz parte do ciclo normal de desenvolvimento do indivíduo;

  • escassez de instrumentos, de literatura e de técnicas padronizadas para apontar um diagnóstico preciso.

Quais são os transtornos do comportamento disruptivo mais comuns?

Listamos os tipos mais comuns de transtornos do comportamento disruptivo, bem como os principais sintomas e tratamentos. Confira!

Distúrbio de Déficit de Atenção e Hiperatividade (DDAH)

O DDAH é um problema caracterizado por três principais fatores: impulsividade, desatenção e hiperatividade. Entretanto, essas características podem surgir de modo isolado ou combinadas entre si.

Assim, o DDAH está subdividido em três tipos: pelo grupo que é predominantemente desatento, pelos hiperativo-impulsivos ou por aqueles que expressam a combinação dos fatores. O que os diferenciam é avaliação clínica minuciosa para obter a precisão diagnóstica.

O DDAH é classificado como um distúrbio do desenvolvimento, muito embora seja bastante considerado pelos profissionais de saúde mental como um distúrbio de comportamento desagregador. No entanto, é um dos transtornos mentais da infância mais evidente em crianças em idade escolar.

Alguns tipos de DDAH são mais comuns entre o sexo masculino, principalmente o hiperativo-impulsivo. No entanto, os sintomas desse distúrbio são bem semelhantes em todos os pacientes que apresentam quaisquer subtipos de DDAH.

Sinais e sintomas

Os primeiros sinais ocorrem, geralmente, antes dos quatro anos ou até os sete anos de idade. O pico para identificação diagnóstica fica entre oito e dez anos, quando os sintomas são mais claros. Porém, o DDAH com predominância para déficit de atenção é diagnosticado somente após a adolescência.

Convém salientar que os principais sinais e sintomas do DDAH envolvem essas três características dominantes: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Tais fatores afetam as funções cognitivas, reduz a capacidade de interação social e prejudica o rendimento escolar.

Os picos de desatenção que deixam a criança ou o adolescente mais disperso tendem a aparecer quando eles estão envolvidos em determinadas tarefas. Essa dificuldade é maior naquelas que exigem mais vigilância, reação rápida, investigação visual, mais percepção e atenção constante.

Pais e professores não podem ignorar essas características. Como vimos, quando elas se tornam muito evidentes é necessário procurar intervenção profissional. A desatenção, a falta de concentração e a impulsividade impedem o desenvolvimento de habilidades escolares.

Com isso, as estratégias de pensamento, a capacidade de raciocínio, a motivação para realizar atividades escolares ficam prejudicadas. Como a tendência é a piora do quadro, o indivíduo com esse problema também apresenta grande dificuldade de cumprir as exigências sociais.

Crianças e adolescentes com déficit de atenção estão mais propensos a desistirem de situações que exigem dedicação contínua para complementação de tarefas escolares. Boa parte delas têm déficit de aprendizagem, e que pode evoluir para disfunção escolar grave.

Em linhas gerais, o histórico do comportamento desses indivíduos revelam as seguintes características:

  • depressão;

  • agressividade;

  • distúrbios do sono;

  • ansiedade excessiva;

  • temperamento indeciso;

  • dificuldade de interação social;

  • constante instabilidade emocional;

  • temperamento exaustivo e muito teimoso;

  • discordâncias de ideias e de visão de mundo;

  • inconstância no relacionamento com seus pares;

  • muita dificuldade para tolerar frustrações e problemas.

Dependendo da gravidade do DDAH, durante a avaliação clínica podem surgir alguns indícios que sugerem a necessidade de um tratamento mais intensivo. São eles:

  • postura corporal desajeitada;

  • coordenação motora deficiente;

  • desajuste funcional da percepção motora;

  • distúrbios na fala ou dificuldade na verbalização de certas palavras;

  • disfunções neurológicas leves, mas que exigem investigação mais criteriosa.

Tratamento

A avaliação médica objetiva identificar condições que possam contribuir potencialmente para reduzir os impactos do DDAH e promover um ajuste comportamental. A análise do desenvolvimento focaliza o início e a forma de evolução dos principais sintomas.

Para direcionar as condutas mais adequadas, o médico pode utilizar escalas de avaliação comportamental. Essas escalas são úteis para auxiliar o profissional a distinguir DDAH de outros distúrbios do desenvolvimento. Principalmente quando apresentam reações semelhantes ou que se configuram como situações de emergência psiquiátrica.

Geralmente, o tratamento está baseado em:

  • uso de medicação com estimulantes;

  • atividades lúdicas integradas;

  • psicoterapia comportamental;

  • intervenções educacionais;

Os resultados do tratamento são mais rápidos quando há a integração das diversas modalidades terapêuticas. O sucesso nessas terapias combinadas dependem de fatores como o grau de comprometimento do problema.

Muitos pacientes com DDAH não melhoram quando utilizam apenas com medicamentos. Esses são considerados apenas coadjuvantes para o alívio dos sintomas. Na prática, os resultados são melhores com terapias focadas nas questões emocionais, já que estas regem os aspectos comportamentais.

Aliados à psicoterapia, os medicamentos são importantes para interromper o ciclo da conduta inapropriada. Essa combinação melhora o comportamento, deixa o paciente mais motivado, além de trabalhar a autoestima dele.

Vale destacar que o tratamento em adultos segue o mesmo padrão. Porém, a dosagem e a terapêutica medicamentosa é determinada conforme o grau de desenvolvimento dos sintomas do DDAH.

Transtorno de Oposição Desafiadora (DOD)

Esse tipo de transtorno de comportamento disruptivo é caracterizado por um padrão persistente de conduta negativa, desafiadora ou até mesmo hostil. Tais alterações comportamentais são dirigidas contra figuras de autoridades, como pais, professores ou pessoas mais velhas.

O diagnóstico é definido pelo histórico, e de acordo com a prevalência das atitudes que caracterizam esse distúrbio. Antes da adolescência, o problema é maior com meninos. Mas após essa fase, o número de meninos e de meninas afetados se equiparam.

Ainda que o DOD seja, muitas vezes, classificado como uma “versão mais leve” dos desvios de conduta, existem semelhanças muito superficiais entre esses dois distúrbios. Caracterizado, basicamente, por irritabilidade e condição desafiadora, a marca do DOD é mais condizente com um estilo de conduta interpessoal e excêntrico.

Algumas ações são marcadoras de diagnóstico. Uma criança com um aparente distúrbio de conduta, viola, de forma consciente e repetidas vezes, os direitos dos outros. Isso pode ser exemplificado pela prática do bullying ou na crueldade com os animais. Às vezes, elas fazem isso sem qualquer traço de piedade.

A causa do DOD ainda é desconhecida. Todavia, esse problema é mais comum em famílias com histórico recorrente de conflitos, agressividade e desequilíbrios interpessoais. Crianças que nascem e crescem em lares com dificuldades estruturais estão mais propensas a se tornarem adultos com comportamentos duvidosos.

Sinais e sintomas

Entre os sinais mais evidentes desse problema destacam-se:

  • não aceitam obedecer regras, principalmente as de conduta social ou civil;

  • apresentam muita dificuldade em desenvolver habilidades sociais;

  • gostam de culpar os outros pelos seus próprios erros;

  • encaram seu mau comportamento como algo normal;

  • desafiam os adultos ou pessoas mais velhas;

  • são extremamente rancorosas e vingativas;

  • gostam de argumentar contra os adultos;

  • aborrecem as pessoas por mero prazer.

Tratamento

Como a maioria dos sintomas envolvem as relações familiares, esse distúrbio exige que o tratamento seja feito paralelamente à psicoterapia dos pais ou responsáveis. Em alguns caos, podem ser prescritos medicamentos para reduzir a irritabilidade.

Problemas de base comportamental associados a disfunções familiares tendem a piorar o quadro, já que aumentam os risco para doenças psíquicas coexistentes. Nesse sentido, quanto antes for o diagnóstico, melhores serão as chances de recuperação.

Por isso, esses desajustes devem ser identificados e corrigidos com vistas à reestruturação dos laços familiares. O tratamento objetiva também estabelecer condições para promover o convívio social harmônico.

Inicialmente, o tratamento pode ser baseado em programas terapêuticos de modificação do comportamento. Isso permite moldar as ações da criança ou adolescente em direções mais benéficas, e em prol de condutas sociais mais equilibradas.

Em alguns casos, o psiquiatra adota a terapia medicamentosa utilizada em transtornos depressivos ou para tratar a ansiedade. O prognóstico costuma ser positivo, já que esses remédios ajudam a restaurar o equilíbrio na liberação de substâncias cerebrais que controlam as emoções.

Assim, o tratamento para o DOD se resume em:

  • psicoterapia para estimular a mudança no comportamento;

  • aconselhamento psicológico para pais e filhos;

  • terapias alternativas combinadas;

  • uso ocasional de medicamentos.

Distúrbios de Conduta (DC)

Os distúrbios de conduta englobam uma série de ações comportamentais persistentes que desobedecem os direitos dos outros e infringem regras e normas sociais.

Semelhantemente aos outros transtornos, o diagnóstico também é baseado no histórico. Em escolares, a prevalência desse distúrbio de conduta é bastante alta. A ausência de diagnóstico precoce eleva os riscos para comorbidades que afetam o desenvolvimento cognitivo e reduz o desempenho escolar.

Em geral, os primeiros sinais e sintomas surgem no final da infância ou no início da adolescência. Porém, se o indivíduo não for encaminhado para uma avaliação e tratamento, os sintomas persistirão até a vida adulta.

A origem desse distúrbio é complexa e pode surgir por combinação de diversas questões. Porém, além da influência dos conflitos familiares e da falta de interação social, a interação de fatores genéticos aumentam a predisposição para o problema.

Crianças e adolescentes oriundos de famílias cujos pais ou responsáveis estão envolvidos com o uso de drogas estão mais propensos a desenvolver comportamentos antissociais.

Independentemente da idade, indivíduos diagnosticados como DDAH, desequilíbrios de personalidade e transtornos de humor compõem o grupo de risco para o DC. Vale ressaltar, porém, que o distúrbio de conduta pode ocorrer também em crianças provenientes de famílias altamente saudáveis.

Sinais e sintomas

Crianças e adolescentes diagnosticados com distúrbio de conduta não demonstram preocupação alguma com o bem-estar dos outros. Além disso, ainda podem interpretar erroneamente o comportamento dos outros como atitudes ameaçadoras.

Normalmente, apresentam agressividade por valentia, fazem ameaças, cometem atos de crueldade física contra pessoas ou animais e forçam atividades sexuais. Eles praticam esses atos sem demonstrar nenhum sentimento de culpa ou de remorso.

Crianças ou adolescentes com esse transtorno são mais propícios ao envolvimento com ataques a propriedades alheias, fraudes e furtos. Eles têm baixa tolerância às frustrações, gostam de desobedecer regras, sobretudo as proibições dos pais ou da escola.

Entretanto, os comportamentos classificados como aberrantes são diferentes entre os gêneros. Enquanto os meninos são mais propensos a brigarem, roubarem e vandalizarem, as meninas mentem mais, fogem de casa e têm tendências para a prostituição.

Outro complicador social é que ambos os gêneros tendem ao abuso de drogas e apresentam dificuldades escolares. Com isso, elevam-se os riscos para conflitos familiares, evasão escolar, desordens mentais, tentativas de suicídio ou de problemas mais graves que sugerem a necessidade de internação involuntária.

Tratamento

O tratamento também objetiva conter as comorbidades e reduzir os riscos de comprometer a integridade física própria ou alheia. Intervenções psicoterapêuticas combinadas são essenciais para a recuperação integral do paciente.

O tratamento com medicação específica aliada à psicoterapia representa mais chances de melhorar a autoestima e de promover o autocontrole das ações comportamentais.

Além disso, outras vias de tratamento são:

  • constante supervisão e monitoramento;

  • avaliação da necessidade de internação hospitalar;

  • uso de medicamentos para reduzir os efeitos das comorbidades;

  • psicoterapia integrada com atividades lúdicas em prol da reinserção social.

O que influencia o surgimento desses transtornos?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca que metade de todos os problemas relacionados à saúde mental surgem antes dos 14 anos de idade. O Órgão alerta ainda sobre os riscos associados a essas doenças, já que a maioria dos casos não é diagnosticada e nem tratada.

Muitos desses desequilíbrios comportamentais não têm ainda uma causa determinada, muito embora haja uma combinação de fatores que confluem para o surgimento desses quadros.

Nesse sentido, os fatores que potencializam os transtornos do comportamento disruptivo incluem:

  • influência de herança familiar;

  • desvios somatizados por questões emocionais;

  • questões relacionadas à desestruturação familiar;

  • fatores genéticos, sensoriais, motores e fisiológicos;

  • consequência de exposição fetal ao álcool, cigarro e cocaína;

  • desajustes resultantes do isolamento social típico do estilo de vida moderno.

Quais os riscos do transtorno do comportamento disruptivo?

Os comportamentos agressivos comumente observados entre os mais jovens são constituídos por variadas atitudes inábeis. Gritar, ameaçar, desafiar, quebrar ou xingar podem revelar problemas mais preocupantes.

O consumo de drogas e de álcool está aumentando entre crianças e adolescentes, o que sugere a necessidade de maior atenção a essas alterações comportamentais. A busca por entorpecentes tanto pode ser a causa ou a consequência de desequilíbrios comportamentais.

Porém, o temperamento desse grupo e o ambiente em que ele vive influenciam bastante a expressão da agressividade e eleva os riscos para dimensões mais preocupantes. Crianças com comportamentos constantemente agressivos estão mais propensas a evoluir para práticas antissociais ou criminosas.

A maioria dos jovens com diagnóstico de desajustes comportamentais mantém os sintomas durante a vida adulta. Tal condição está associada aos desequilíbrios emocionais que contribuem para dificuldades na vida pessoal, acadêmica, afetiva e profissional.

Muitas dessas crianças e adolescentes desenvolverão, subsequentemente, graves problemas que prevalecerão por toda a vida. Os mais comuns são os transtornos de ansiedade patológica, distúrbios mentais relacionados ao abuso de drogas e psicopatias exacerbadas.

Como reduzir os impactos negativos do transtorno do comportamento disruptivo?

Infelizmente, o estilo de vida contemporâneo faz com que muitos pais se dediquem somente ao trabalho e não reservem tempo para dar atenção aos filhos. Às vezes, essas questões podem atingir dimensões irreversíveis e comprometer seriamente a estrutura familiar.

Essa realidade tem sido cada vez mais presente em muitos lares, o que concorre para atitudes de rebeldia ou de complicações emocionais graves entre os infantes. Exceto nos casos de desordens fisiológicas, boa parte desses distúrbios são acentuados pela falta de afetividade e ausência dos pais.

Por isso, a presença dos pais e um diálogo aberto tornam-se fundamentais à promoção da autoestima e da saúde emocional de muitas crianças e adolescentes. Sobretudo daqueles que compõem o perfil de “órfãos de pais vivos”.

O aconselhamento combinado com terapia comportamental cognitiva para pais e filhos traz bons resultados. Porém, essa orientação se restringe aos casos mais simples: quando o indivíduo não representa risco social.

Para alcançar êxito nessa investida e reduzir os impactos negativos do transtorno do comportamento disruptivo é necessário adotar algumas alternativas. A disciplina e a organização da rotina da criança e do adolescente são essenciais.

Os portadores desses transtornos podem ser ajudados quando o ambiente domiciliar é organizado, existe cumprimento de regras, as técnicas dos pais ou responsáveis são firmes e os limites são bem definidos.

No entanto, quando as dificuldades em casa persistem, os pais devem ser encorajados a procurar assistência profissional. A opção por treinamentos baseados em técnicas de controle comportamental são imprescindíveis ao êxito desse processo.

Algumas sugestões para promover a recuperação do controle comportamental são:

  • oferecer acompanhamento psicológico;

  • melhorar a afetividade e a comunicação no seio familiar;

  • incentivar atitudes de gentileza e de respeito para com os superiores;

  • ajudar a criança ou adolescente a melhorar sua relação e integração com os ambientes de rotina;

  • submeter esses indivíduos à terapia multidisciplinar e incluir as abordagens dos pais e dos professores em relação ao comportamento apresentado.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar no tratamento do transtorno do comportamento disruptivo?

​Crianças e adolescentes que apresentam distúrbios graves devem ser encaminhados aos hospitais de tratamento especializado. Desse modo, o comportamento deles pode ser trabalhado adequadamente até a completa recuperação.

Além disso, o tratamento intensivo possibilita uma avaliação mais adequada e o acompanhamento psicoterápico mais eficaz por uma equipe multiprofissional durante todo o processo.

Com uma estrutura compatível, novas situações vão sendo favorecidas e, consequentemente, novas habilidades de enfrentamento desse problema serão aprendidos.

Em um hospital psiquiátrico como o Santa Mônica, as chances de sucesso no processo psicoterápico são maiores, visto que o paciente é constantemente monitorado. Além do mais, ele pode contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar em tempo integral.

Logo, em uma unidade de tratamento hospitalar, a equipe médica pode verificar, com mais precisão, a evolução clínica do paciente. Isso permite estimar possíveis resultados e estabelecer intervenções mais apropriadas a fim de alcançar êxito nos objetivos terapêuticos.

No entanto, os pais ou responsáveis não podem deixar para buscar ajuda quando a criança ou adolescente já estiver em situação muito crítica. É preciso intervir logo antes que o indivíduo representa ameaça para si ou para as pessoas ao seu redor.

Nesse contexto, convém procurar ajuda profissional em um hospital confiável mediante os primeiros indícios de desequilíbrio comportamental.

Assim como em outras doenças, os transtornos do comportamento disruptivo também seguem o mesmo padrão: o tratamento precoce eleva as chances de recuperação e de retorno ao convívio social e harmônico.

Gostou deste artigo? Então, veja também qual a melhor conduta para auxiliar alguém durante um surto psicótico.

 

Como o histórico familiar interfere na psicose pós-parto?

psicose pós-parto

A maternidade, ainda que seja uma fase extremamente marcante para muitas mulheres, na qual surgem os laços de amor que conectam mães e filhos, também é bastante romantizada e pode ser acompanhada de transtornos com os quais não é fácil lidar, como depressão e a psicose pós-parto.

Também conhecida como psicose puerperal, nela, após dar à luz à criança, a mãe sofre de delírios e alucinações capazes de despertar sentimentos como raiva, medo e agonia.

Para saber mais sobre o tema e entender qual é a relação do histórico familiar com esse transtorno, continue a ler nosso artigo a seguir.

O que é a psicose pós-parto?

A psicose pós-parto é um dos distúrbios, como a depressão pós-parto, capazes de acometer mães após o nascimento de seus filhos. Hoje, chega atingir uma a cada 500 mulheres. Com graves sintomas de alucinação, pode levá-las a desenvolver surtos psicóticos.

Não deve ser confundida, entretanto, com a tristeza pós-parto ou baby blues, a qual configura apreensão e desânimo, decorrente de grandes oscilações hormonais após a gravidez, e não costuma durar mais de duas a três semanas.

Quais são os sintomas da psicose pós-parto?

Os sintomas da psicose puerperal tendem a aparecer rapidamente e, em muitos casos, começam logo após o parto. Entre os aspectos mais comumente relatados estão confusão mental, choro e tristeza excessiva, delírios, irritabilidade, desconfiança, mudanças bruscas de humor e até mesmo perda de qualidade de sono.

Todos implicam em grande sofrimento para a mulher, já que acabam por afastá-la do filho recém-nascido, gerando agitação e dor.

Qual a interferência do histórico familiar na psicose pós-parto?

Embora não se apliquem a todos os casos, alguns fatores tendem a aumentar os riscos de uma mulher sofrer de psicose pós-parto, como grandes variações nos níveis de hormônios, problemas de sono, transtornos bipolares e a ocorrência de casos anteriores na família.

Sendo assim, caso outras familiares tenham tido o transtorno, é importante informar ao médico obstetra e acompanhar quaisquer dos sintomas anteriormente citados, após o parto, quando ocorrerem com frequência e intensidade preocupantes.

Qual é o tratamento da psicose pós-parto?

Para tratar a psicose puerperal, é fundamental recorrer ao tratamento psiquiátrico, com internação, aliada à psicoterapia. Assim, o psiquiatra pode acompanhar o caso e prescrever os medicamentos necessários, tomando todos os cuidados para que esses não impactem sobre a saúde do bebê enquanto a mãe amamenta.

Em alguns casos, a eletroconvulsoterapia, apta para o tratamento desse e de outros transtornos psicóticos, pode enviar correntes elétricas cerebrais capazes de dissipar os sintomas e o quadro da paciente

A psicoterapia, ao fim, auxilia na compreensão de todos os sentimentos experimentados e permite que a mãe, após sua recuperação, não se sinta culpada por ter vivido o transtorno.

Ainda que a psicose pós-parto seja motivo de sofrimento para muitas mulheres, é possível revertê-la e voltar a ter uma vida saudável, desfrutada com amor e carinho ao lado da nova criança chegada à família. Com o auxílio de um hospital psiquiátrico e de uma equipe multidisciplinar preparada, como a do Hospital Santa Mônica, a paciente tende a se sentir ainda mais confiante.

Tem alguma questão sobre o tema ou deseja relatar uma experiência de psicose pós-parto? Então deixe seu comentário abaixo!

Pessoas manipuladoras: como saber se você está lidando com uma?

pessoas manipuladoras

Pessoas manipuladoras enxergam outros indivíduos como fantoches e constantemente tentam mudar nosso modo de pensar ou agir. O manipulador utiliza diferentes artimanhas para induzir, moldar e conduzir o comportamento daqueles que estão ao seu redor, com o intuito de obter benefícios próprios.

Sem dúvida, relacionar-se com quem apresenta essa personalidade traz prejuízos à sanidade mental e deve ser evitado. Entretanto, muitas vezes, reconhecer uma pessoa manipuladora não é tão fácil, já que a vítima pode não perceber a manipulação.

Por isso, preparamos este post para ajudar você a identificar e lidar com essas pessoas. Continue a leitura para saber mais!

Quais os hábitos de pessoas manipuladoras?

Existem diversos hábitos que podemos identificar em pessoas manipuladoras, e por isso, colocamos os principais para ajudar a você nessa questão. Confira!

Mostram-se inocentes

Um indivíduo manipulador sempre se desvia da culpa diante de determinadas situações e encontra justificativas para seus atos. Além disso, modifica a verdade com o intuito de parecer a vítima.

Todas essas atitudes são voltadas para que você acredite na inocência dele. Por exemplo, se alguém condena o comportamento de uma pessoa manipuladora, ela dirá que o erro está em quem depositou grandes expectativas sobre suas condutas.

Mudam de assunto várias vezes

Ao perceberem que estão errados sobre alguma coisa, os manipuladores trocam de assunto para não terem que admitir isso. Desse modo, durante uma conversa, é normal que a discussão mude de rumo apenas com a intenção de evitar ao máximo a exposição da realidade dos fatos.

Dizem meias verdades

Pessoas manipuladoras moldam a verdade e assim fazem com que seu discurso e ações parecem estar corretos. Isso significa que a argumentação utilizada é construída a partir da omissão de informações e criação de uma nova concepção.

Com isso, conseguem convencer, bem como legitimar suas queixas para aqueles que estão ao seu redor.

Induzem a pessoa à culpa

Quem está acostumado a manipular sabe perfeitamente o que fazer para que outro indivíduo sinta culpa mesmo sem tê-la. Novamente, alega-se inocência, fraqueza e problemas para inverter a situação e tirar a sobrecarga de si.

Como lidar com essas pessoas?

Agora que você sabe identificar os hábitos de pessoas manipuladoras, é importante aprender como lidar com essas pessoas para que você não sofra com esse problema. Por isso, continue a leitura

Mantenha distância

O melhor a se fazer ao perceber pessoas manipuladoras é manter uma saudável distância delas, ainda mais se você não sabe lidar bem. Tente se envolver de maneira mais próxima somente se houver necessidade disso.

Use o tempo a seu favor

É fundamental não aceitar de imediato as propostas e ideias de quem tenta manipular você. Dessa forma, evite responder o manipulador com rapidez para que haja tempo de pensar e analisar bem a situação em que se está inserido.

Reflita também sobre a possibilidade de afastamento caso perceba que a relação tem efeitos negativos na sua vida.

Saiba dizer não

Para dizer não aos manipuladores você deve adotar uma postura firme que comprove sua autoridade e mostre à pessoa que ela não tem o domínio de tudo. No entanto, voltar atrás na decisão dificultará essa demonstração.

Elenque as consequências

Quando uma pessoa manipuladora não aceita seu posicionamento, apontar as consequências disso fará com que ela repense seus atos, o que a limitará mais.

Conheça os próprios limites

Ao conhecer os seus limites você poderá reconhecer quando está sendo manipulado e não permitirá tudo o que é imposto constantemente por aquele que tem o prazer em manipular.

Perceba então que pessoas manipuladoras são tóxicas e devem ser evitadas por quem não sabe lidar com elas. Esses indivíduos necessitam de auxílio terapêutico como o do Hospital Santa Mônica, que possui profissionais especializados para tratar essa personalidade.

E aí, gostou deste post? Então, compartilhe-o em suas redes sociais para que outras pessoas também saibam identificar quando convivem com alguém que manipula!

Hospital Santa Mônica passa a atender pacientes da AMIL

amil

O Hospital Santa Mônica comunica que acaba de firmar um acordo comercial com a AMIL, para prestar assistência na área de retaguarda clínica, psiquiatria e dependência química.

Segundo Alexandre Bellizia, Diretor Institucional do Hospital “para o Hospital Santa Mônica, contar com a AMIL dentre as operadoras, é um importante diferencial, além de ser um prazer poder prover assistência médica de qualidade na área da saúde mental e dependência química para clientes da operadora em todo o Brasil”.

 

Sobre o Hospital Santa Mônica

O Hospital Santa Mônica é um dos poucos hospitais no Brasil com foco em saúde mental e dependência química, além de atuar como Hospital de Transição para o cuidado com o idoso. Oferece assistência diferenciada para pacientes a partir dos 12 anos, com todo o cuidado e conforto que o paciente precisa.

  • Estrutura hospitalar completa, situado em uma área com mais de 80 mil m2, sendo 50 mil m2 de mata nativa preservada, academia de ginástica, quadra de futebol e voleibol, piscina, com grade terapêutica diária para os pacientes;
  • Qualidade assistencial integral prestada por médicos clínicos, psiquiatras e geriatras, além de equipe multipro­ssional especializada no atendimento aos pacientes com transtorno mental, dependência química e geriatria; Unidade de Internação Infantojuvenil e adulto;
  • Unidade de Dependência Química e Unidade de Cuidados Agudos em Saúde Mental; ampla cobertura nacional com mais de 40 operadoras credenciadas; Hospital de Transição para pacientes geriátricos, internados diretamente no hospital ou provenientes de outras instituições hospitalares e empresas de home care; Unidade Avançada Externa Ambulatorial – Unidade Integrativa Santa Mônica.

 

Sobre a AMIL

 

Amil é uma empresa brasileira de assistência médica, fundada em 1978 por Edson de Godoy Bueno no Rio de Janeira. Possui 6,2 milhões de beneficiários e conta com uma extensa rede médica credenciada no país, que abrange cerca de 30,3 mil prestadores de serviço – entre hospitais, clínicas, consultórios médicos, laboratórios e centros de diagnóstico por imagem.

Em 2012, a Amil passou a fazer parte do UnitedHealth Group. Em novembro de 2015, a Amil foi reconhecida como uma das 20 empresas mais inovadoras do país pelo ranking Best Innovator, da revista Época Negócios e da consultoria A.T. Kearney. Em 2016, foi criado o UnitedHealth Group Brasil, que abrange três unidades de negócio distintas: a Amil, focada em benefícios de saúde; o Américas Serviços Médicos, focado em serviços médico-hospitalares; e a Optum, que oferece serviços de saúde integrados à tecnologia da informação.

Técnicas de convencimento: saiba como convencer pessoas a buscarem ajuda

técnicas de convencimento

Às vezes, alguém que amamos precisa de auxílio, seja por transtornos mentais, dependência química ou quaisquer outras condições semelhantes. A pessoa, entretanto, pode não perceber ou simplesmente se recusar a receber ajuda, crente de que pode lidar com tudo sozinha. Nesses casos, é ideal buscar técnicas de convencimento para provar a ela que tudo pode ficar melhor.

Se quiser realmente fazer a diferença, sua sensibilidade e empatia devem integrar a abordagem, o que evita a sensação de julgamento e afastamento de quem sofre.

A seguir, reunimos algumas dicas que podem ser suas aliadas nesse momento difícil, de formas de falar sobre o tema a como intervir se a pessoa querida realmente recusar ajuda. Continue a ler nosso artigo para saber mais!

Tenha cuidado com o modo de falar

Transtornos mentais, transtornos alimentares e dependência química são temas extremamente delicados, sobre os quais há na sociedade muitos tabus. É normal, por exemplo, nesse contexto, que você conviva com alguém por muito tempo até que se dê conta de que pode haver algo errado com o comportamento do indivíduo.

Para quem convive com essas realidades, além do estigma comumente atribuído, há o temor do julgamento. Assim, se notar algum sintoma atípico, como um quadro duradouro de tristeza excessiva, o qual pode sinalizar uma depressão, pense bem na forma com que for falar.

Evite um tom acusatório e procure não invadir demais a privacidade da pessoa. Explique que notou alguns comportamentos diferentes e demonstre que se preocupa com o bem-estar, de forma a não romper nem tampouco desestabilizar o laço de confiança que têm. Pode-se falar aqui sobre um familiar, amigo, namorado, cônjuge, colega de trabalho, entre outros.

Escolha um momento apropriado

Antes de levantar o tema de um assunto delicado, escolha um momento e um local em que ambos possam se sentir à vontade para falar abertamente. Supondo que uma amiga sua esteja com sintomas capazes de revelar uma bulimia, evite ambientes nos quais ela possa se sentir estressada, como restaurantes com grande oferta de comida.

Em quaisquer casos, é fundamental que não sejam debatidos em uma situação de estresse ou após momentos traumáticos, como brigas, crises ou surtos psicóticos. Os ânimos aflorados somente tendem a piorar a discussão.

Seja imparcial e busque demonstrar compreensão

Quando são detectados os primeiros sintomas de que algo foge à normalidade, é comum que comece a refletir e passe a se perguntar por quais motivos a pessoa de que você tanto gosta chegou à situação em que está.

Quando fizer isso, evite julgamento. Todos vivemos de formas diferentes e temos também diversos modos de sentir e de nos afetar pelas situações que experimentamos. Às vezes, o que é tranquilo para você pode gerar um momento de elevado estresse na vida de outra pessoa.

Ao falar sobre o problema e sugerir ajuda, entre suas técnicas de convencimento, busque sempre ter empatia e, portanto, se colocar no lugar do outro.

E se a pessoa se negar a receber ajuda?

Se mesmo após uma conversa tranquila, debatida com sinceridade, a pessoa se negar a receber ajuda, encontre outras formas de argumentar. Espere que se passem alguns dias para tratar novamente sobre o tema e procure casos de pessoas que já vivenciaram situações parecidas, mas melhoraram após terem aceitado auxílio.

Nesses casos, um hospital especializado, como o Hospital Santa Mônica, tem a capacidade de ajudar com uma equipe multidisciplinar preparada a tratar todos os aspectos envolvidos em um caso de transtorno mental ou dependência química.

Com psiquiatra, terapeuta e profissionais que trabalham com a manutenção da saúde física dos pacientes, em um ambiente de tranquilidade, a recuperação se torna uma realidade muito mais próxima.

Utilizar as técnicas de convencimento adequadas, unidas à compreensão e à paciência, permite que você ajude quem ama a lidar e a superar momentos difíceis. Pode ser desanimador, ao início, mas valerá a pena depois!

Gostou de nossas dicas e quer receber novidades e artigos como este em seu e-mail? Então não deixe de assinar nossa newsletter!

Transtorno de ansiedade de doença: saiba como descobrir e tratar!

transtorno de ansiedade da doença

Você já ouviu falar de transtorno de ansiedade de doença? Antigamente chamado, de maneira pejorativa, de hipocondria, ele pode ser definido como preocupação e/ou medo exagerado de desenvolver algum tipo de doença grave.

Isso deriva de uma interpretação equivocada de sintomas físicos não patológicos ou funções normais do corpo, como percepção dos batimentos cardíacos e sudorese.

Comumente, tal transtorno começa no início da fase adulta, ocorrendo em homens e mulheres. O indivíduo se sente muito angustiado e acaba se tornando incapaz de exercer suas atividades cotidianas. Isso prejudica tanto o seu desempenho no trabalho como seus relacionamentos pessoais.

No post de hoje, entenda o que é e como tratar o transtorno de ansiedade de doença. Boa leitura!

Quais são os principais sintomas do transtorno de ansiedade de doença?

Autoexame constante e preocupação com novas sensações somáticas

A pessoa passa a se auto examinar repetidamente, por exemplo, analisando sua garganta no espelho e/ou verificando lesões na pele. Ela fica facilmente alarmada com qualquer nova sensação somática.

Consultas médicas frequentes ou evitação de assistência

Há quem passe a procurar médicos com bastante frequência, enquanto outros evitam esse tipo de assistência a qualquer custo.

Como é feito o seu diagnóstico?

O diagnóstico é clínico e tem como base os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais — 5º Edição. Depois de passar por avaliação médica rigorosa, o parecer é dado quando medos e sintomas (se houver) persistem por período igual ou maior a seis meses.

E de que maneira tratá-lo?

Uso de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS)

A serotonina é uma substância química produzida pelo nosso corpo, que funciona como um neurotransmissor. Ela afeta a maior parte das funções do cérebro, sendo chamada de “hormônio do humor” e, também, de “hormônio do prazer”.

Os ISRS bloqueiam a sua reabsorção, aumentando os seus níveis entre os neurônios. Esses fármacos são usados no tratamento de diferentes tipos de depressão, transtornos de ansiedade e transtornos de personalidade.

Terapia comportamental (TC)

Em geral, terapia é como se chama a psicoterapia: psico (mente) + terapia (cuidar). Já a terapia comportamental (TC) é um vertente recente na psicologia e costuma estar associada à terapia cognitiva.

Na TC, o terapeuta especializado identifica os comportamentos disfuncionais do paciente, isto é, suas ações que provocam sofrimento e/ou problemas de saúde. Com maior consciência sobre si mesmo, ele pode ter mais controle sobre seus hábitos e, dessa forma, criar comportamentos.

Lembre-se de que, para o sucesso de qualquer tratamento, é fundamental contar com o apoio de um profissional qualificado, a fim de que seja estabelecida uma relação médico-paciente consistente. Nós, da equipe do Hospital Santa Mônica, estamos à disposição para ajudá-lo a cuidar da sua saúde mental.

Se você leu até aqui, já sabe quais são os sintomas do transtorno de ansiedade de doença e como tratá-lo. Não hesite em procurar auxílio, caso note a necessidade.

Este post sobre transtorno de ansiedade de doença foi útil para você? Entre em contato conosco e obtenha mais informações sobre o assunto.

Quais os riscos e os cuidados devemos ter para uma boa saúde mental?

claudio duarte

Há sete dias, a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, foi abalada pela notícia de que um homem matou cinco pessoas dentro da Catedral Metropolitana e depois tirou a própria vida. Como a ciência explica este tipo de comportamento?.

Acompanhe a entrevista que o psiquiatra Claudio Duarte e a psicóloga Giuliana Mainardi deram para a TV Canção Nova.

Quais os riscos e os cuidados devemos ter para uma boa saúde mental?

Reportagem de André Cunha, André Martins e Fernando Venâncio.

Por que ter atenção à mudança de humor e comportamento?

mudança de humor e comportamento

As alterações comportamentais e de personalidade variam de tempos em tempos, dependendo das circunstâncias. Entretanto, quando ocorrem de forma repentina, a mudança de humor e de comportamento pode sinalizar a necessidade de intervenção profissional.

Nesse contexto, vale ressaltar que nem todas as alterações de personalidade ou de comportamento têm relação com transtornos mentais. Ou seja, existem muitas causas possíveis e que exigem atenção especial, principalmente quando há o consumo de drogas e os problemas que dele decorrem.

Quer saber mais? Veja como identificar quando as variações bruscas de humor caracterizam o uso de drogas, e quais são os melhores caminhos para auxiliar quem enfrenta esse problema. Boa leitura!

O que é mudança de humor e quando ela exige atenção especial?

De um modo geral, todos têm alguma mudança de humor. Ninguém consegue ter um humor completamente estável o tempo todo. Essas variações ocorrem, normalmente, ao longo do dia e ao longo da vida. Elas podem ser momentâneas ou circunstanciais, desde que não se tornem ameaça para si ou para os outros.

Porém, quando a situação ocorre de forma intensa, causa prejuízo funcional, começa a incomodar ou impactar a vida de alguém, é necessário intervir para recuperar o equilíbrio e proteger a saúde.

Nesses casos, o ideal é procurar ajuda profissional para avaliar a existência de algum transtorno mais grave. Somente um diagnóstico correto permite analisar se a mudança de humor se enquadra dentro de um contexto recuperável, como o abuso de tóxicos, por exemplo.

Como a mudança de humor e de comportamento está relacionada às drogas ou aos transtornos mentais?

Especialistas afirmam que a maioria dos indivíduos com transtorno de humor estão envolvidos com o uso de alguma substância química. Principalmente quanto ao uso de drogas na adolescência, a atenção precisa ser redobrada, pois nesses casos, os transtornos emocionais são bem mais elevados que na população em geral.

A depressão é um dos diagnósticos mais comuns em pacientes que tenham envolvimento com álcool ou com drogas ilícitas. Outra questão preocupante é a fobia social, que está muito associada ao uso de bebidas ou de tóxicos, como forma de facilitar a socialização.

Por isso, a identificação precoce desse problema é essencial para direcionar ao tratamento imediato a fim de que se tenha mais chances de recuperação. A ausência de intervenção profissional contribui para aumentar os riscos para os quadros psicóticos graves, o que pode resultar em ideações suicidas.

Diante da importância desse tema, listamos as principais alterações de humor e de comportamento que podem indicar que uma pessoa é usuário de drogas, ou que passa por transtornos mentais. Observe!

  • isolamento social;
  • fala agressiva ou ríspida;
  • impulsividade descontrolada;
  • queda no rendimento escolar;
  • euforia, aparentemente sem causa;
  • redução da produtividade no trabalho;
  • ideias ou falas relacionadas ao suicídio;
  • falta de habilidades no gerenciamento da raiva;
  • redução do diálogo com os pais, responsáveis ou amigos;
  • alternância entre depressão profunda e momentos de alegria;
  • furto de dinheiro de familiares ou de amigos para manter o vício;
  • necessidade generalizada de ficar sozinho, como se trancar no quarto por muito tempo.

Quando a mudança de humor e de comportamento necessita de intervenção profissional?

Normalmente, a dependências de droga pode mudar a maneira como as pessoas se apresentam e seu comportamento fica diferente. Até mesmo as modificações repentinas no estilo de se vestir, no corte de cabelo e nos hábitos de higiene, por exemplo, podem ser indícios de que algo não está bem.

Tais alterações comportamentais devem servir de alerta para que os familiares busquem uma forma de ajudar aos seus entes queridos. Há momentos, entretanto, em que o abuso de substâncias químicas causam mudanças muito radicais e que exigem intervenção profissional imediata. É preciso atenção e cuidado, já que o tratamento precoce é essencial à recuperação mental e física do paciente.

Porém, há outros fatores que também influenciam a mudança de humor e que levam as pessoas — principalmente os mais jovens — ao envolvimento com entorpecentes. Além do uso de drogas, listamos outros motivos que podem resultar nessas alterações repentinas de comportamento. Veja quais são:

  • luto;
  • desemprego;
  • estresse crônico;
  • crise depressiva;
  • perda financeira;
  • falta de perspectiva futura;
  • diagnóstico de doença grave ou incurável;
  • impacto da separação dos pais (para os mais jovens);
  • problemas afetivos, como fim de namoro ou de outras relações conjugais.

O que os amigos e familiares devem fazer?

É preciso desmistificar a ideia de que as alterações de comportamento, ainda que pareçam mais sérias, se resolverão sozinhas. Muitos familiares não dão a devida importância a esse problema ,e ainda se justificam dizendo para o parente que “isso é coisa da sua cabeça”.

Porém, a mudança de humor resultante de questões graves como o consumo de drogas, se não tratada adequadamente, torna-se um risco em potencial. Com o uso habitual de tóxicos, as complicações podem evoluir para doenças mentais irreversíveis, como as lesões cerebrais resultantes da overdose.

Portanto, as pessoas não podem ignorar os sintomas e ficarem expostas aos riscos associados às alterações comportamentais. O ideal é procurar um profissional de saúde para prover as soluções necessárias. Igualmente relevante é mudar o olhar diante do problema, superar o preconceito e desmistificar a ideia de que o psiquiatra é um médico para loucos.

A Psiquiatria é uma especialidade como qualquer outra, mas que foca a saúde mental, seja de forma preventiva ou terapêutica. Assim, a família precisa compreender que as mudanças comportamentais bruscas exigem a necessidade de ajuda especializada, como a internação psiquiátrica. Sobretudo para frear os impactos do consumo de drogas, é preciso priorizar o tratamento e a recuperação do fluxo normal de vida.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar nestes casos?

Para superação dos sintomas e a redução dos riscos de complicações à saúde de forma segura, o hospital psiquiátrico é a melhor alternativa. O Hospital Santa Mônica tem uma equipe de profissionais experientes e especializados em tratamento para recuperação da saúde mental dos usuários de drogas.

A equipe multidisciplinar atua de forma integrada, personalizada, e de acordo com o estado emocional e físico do dependente químico. São profissionais plenamente capacitados para ajudá-lo na superação do vício.

As vias de tratamento podem ser intensivas ou ambulatoriais. Por meio da internação se estabelece mais rápido o diagnóstico, o tratamento e a medicação são monitorados de forma contínua. Ambulatorialmente, com consultas e terapias, também é possível proporcionar uma ajuda adequada. O Hospital Santa Mônica está preparado para atender todos esses e os demais casos relacionados à saúde mental.

Logo, a busca de tratamento adequado para a dependência química é essencial à reabilitação mental e física. Mudança de humor e de comportamento — principalmente resultantes do abuso de drogas — sinaliza a necessidade de intervenção profissional urgente. Do contrário, pode evoluir para condições clínicas irreversíveis e colocar em risco a vida do paciente.

Gostou deste artigo? Veja também quais os 5 sintomas que ajudam a identificar se uma pessoa usa drogas