Conheça o tratamento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica

O tratamento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica está classificado no nível dos padrões das instituições da Europa. Além de trabalhar com uma equipe especializada, o hospital disponibiliza uma infraestrutura adequada a um atendimento de excelência. Recentemente, nosso hospital recebeu a certificação ONA, um reconhecimento pela qualidade e seriedade dos serviços prestados.

Assim, priorizar esses valores e ficar atento a esses critérios é essencial ao escolher uma instituição para tratamento especializado na recuperação da saúde mental. Contar com um hospital referência em Psiquiatria garante mais tranquilidade e segurança, além de elevar as chances de alcançar resultados mais positivos nos tratamentos.

Tendo isso em vista, a proposta deste artigo é mostrar os diferenciais que o hospital oferece, os tipos de tratamentos psiquiátricos e quais são os atributos que o tornam reconhecido e respeitado pela excelência de seus serviços. Acompanhe!

Como funciona o tratamento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica?

Nosso hospital está estruturado tecnicamente para oferecer a máxima qualidade nos tratamentos para a reabilitação da saúde mental. Dada à interligação entre a mente e o corpo, nossos pacientes são avaliados num contexto holístico e biopsicossocial a fim de que seja restabelecida a saúde integral.

Nossa equipe multiprofissional está treinada para atender pessoas com diferentes problemas mentais. Pacientes agudos e crônicos, adultos, crianças (a partir dos 8 anos) e adolescentes, sobretudo as questões relacionadas à recuperação da dependência química têm atenção especial.

Nossa equipe é composta por médicos psiquiatras e clínicos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, assistentes sociais e enfermeiros. Nossos profissionais participam ativamente de congressos, simpósios e eventos de atualização no ramo da saúde mental, fator que assegura mais qualidade ao tratamento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica.

O doutor Carlos Eduardo Zacharias, psiquiatra e diretor clínico do nosso hospital explica a importância dessa constante atualização profissional no êxito do tratamento: “nosso diferencial se mescla com a meta/foco, pois tentamos ser o mais efetivos possível e garantir um tratamento integral, humanizado e centrado nos conhecimentos científicos.” 

Contamos com grupos terapêuticos específicos para saúde mental e dependência química centrados em um único objetivo: a reabilitação da saúde mental e física e a reintegração do paciente ao convívio harmônico com a sociedade.

Quais as diferenças entre o tratamento interno e o externo?

O tratamento externo é aquele voltado para o âmbito ambulatorial. O paciente agenda as consultas e vai periodicamente ao hospital para receber as orientações necessárias. Esse tipo de tratamento é indicado para os problemas mais simples em que o paciente pode utilizar as medicações prescritas em seu domicílio.

O doutor Zacharias alerta para um problema muito recorrente, que é a resistência das pessoas em buscar tratamento especializado em saúde mental. Muitas vezes, essa postura é influenciada por estigmas e preconceitos em relação ao papel da Psiquiatria, pois no passado, quase todas as doenças mentais eram vistas como loucura ou possessão demoníaca.

Hoje, os resquícios dessa cultura ainda contribuem bastante para o surgimento de complicações: “as pessoas demoram muito a procurar o psiquiatra, para procurar o tratamento ambulatorial e para procurar uma internação, mesmo quando é necessária”, destaca o médico.

Por conseguinte, os casos mais simples — e que poderiam ser rapidamente tratados — evoluem para quadros de maior gravidade e que exigem internação psiquiátrica. Essa opção de tratamento é voltada para as crises recorrentes, comuns em surtos psicóticos, delírios ou alucinações, por exemplo.

O tratamento interno costuma ter rápida duração. Uma de suas vantagens é permitir o monitoramento constante da equipe especializada do hospital, o que torna a recuperação mais rápida e eficaz. Após a alta, o paciente é acompanhado pelo tratamento externo a fim de manter a continuidade do processo terapêutico em casa. 

Em quais casos o tratamento psiquiátrico é indicado?

A atenção em saúde mental não pode ser desconsiderada, visto que estatísticas recentemente divulgadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reportam que, no planeta, há mais de 300 milhões de pessoas com depressão. O Ministério da Saúde tem como números projetados de pessoas com doenças/transtornos mentais algo em torno de 21% da população, sendo 3% doentes mentais graves, severos e persistentes, 6% quadros graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas e 12%  de transtornos “menores” como depressão ansiedade suicídio etc.

No Brasil, a indisponibilidade e a falta de qualidade nos tratamentos públicos, além da ausência de políticas de saúde voltadas para essa área, expõem a nossa população às consequências desse mal. Em termos globais, se essas questões fossem adequadamente abordadas, 13,5 milhões de mortes anuais seriam evitadas. Mediante isso, listamos algumas condições que exigem avaliação e tratamento psiquiátrico. Confira!

  • distúrbios do sono: sonolência excessiva ou insônia;
  • problemas emocionais: depressão, transtornos de ansiedade, bipolaridade e traumas diversos; 
  • desequilíbrios psiquiátricos: esquizofrenia, surto psicótico, bipolaridade, síndrome do pânico;
  • ideação suicida: falas, tentativas e alusões ao ato;
  • abuso de substâncias tóxicas: drogas e álcool.

Por que escolher o Hospital Santa Mônica?

Um sistema de saúde ideal precisa disponibilizar uma rede que atenda aos doentes nos momentos mais críticos de suas vidas. Um hospital especializado em saúde mental é de suma importância, pois é nele que os pacientes em crise, em situações emergenciais e os casos mais graves, serão atendidos e tratados. 

“Um hospital especializado precisa exercer seu papel com seriedade e ter o compromisso de recuperar o paciente e de minimizar as possibilidades de piora do quadro. Por isso, no tratamento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica adotamos uma postura responsável e condizente com a ética médica exigida pela profissão”, explica o diretor clínico. 

Somente quem dispõe de uma equipe multiprofissional completa e com psiquiatras titulados e preparados para isso pode oferecer esse padrão de tratamento. O paciente tem o atendimento psiquiátrico, clínico e o suporte da equipe multiprofissional. Oferecemos um trabalho multidisciplinar orientado e integrado às atividades terapêuticas incluídas no tratamento.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) liberou um relatório afirmando que os transtornos mentais geram mais de 30% de incapacidades em toda a América. Logo, a opção por um hospital psiquiátrico com uma infraestrutura de excelência é essencial à luta contra os impactos resultantes das doenças mentais, cuja incidência está comprovadamente maior. 

Nessa perspectiva, a proposta do tratamento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica é proporcionar uma terapia diferenciada e completa. O objetivo é promover o ajuste psíquico e o resgate do controle emocional de crianças, adolescentes, jovens e adultos que necessitam restabelecer a saúde mental e a qualidade de vida.

O Hospital Santa Mônica tem todas as soluções em tratamento psiquiátrico! Entre em contato e conte com a gente com o que precisar.

EUA observa aumento no índice de suicídio após estréia da série 13 Reasons Why

A série 13 Reasons Why gerou verdadeira comoção, especialmente entre jovens, quando foi lançada no Netflix. A história de Hannah e seu trágico fim, todavia, criaram um alerta nos Estados Unidos. Segundo estudo publicado no Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, houve aumento superior a 28% do índice de suicídio após sua estreia.

A notícia deixou muitos pais alertas e chamou a atenção para a importância do diálogo com crianças e adolescentes, a fim de saber como se sentem e pelo que passam, de forma a poder orientar e auxiliar quando vivem uma situação em que consideram o suicídio.

Para saber mais sobre o tema, conhecer a influência de filmes e séries e entender de que forma é possível notar os sinais de quem quer cometer suicídio, leia mais informações em nosso artigo a seguir. 

13 Reasons Why e o aumento no índice de suicídio americano

A iniciativa liderada pela American Academy of Child & Adolescent Psychiatry analisou as taxas de suicídio durante o período de 5 anos. Nesse intervalo, o mês de abril de 2017, que sucedeu a estreia de 13 Reasons Why, foi maior do que todos os outros. Na época nossos especialistas dr. Cláudio Duarte, psiquiatra e a neurocientista Adriana Fóz, realizaram uma live sobre o assunto.

A informação, desde então, tem gerado reflexões na sociedade a respeito do impacto do entretenimento e da fragilidade à qual a saúde mental dos jovens pode estar sujeita. Tudo que é exibido pela mídia, assim, deve ser avaliado com cautela e responsabilidade por produtores e publicadores.

Na série do Netflix, a jovem Hannah se suicida e deixa gravações em 13 fitas sobre os motivos que a teriam levado a tomar essa atitude. Seus colegas de escola, que fizeram mal a ela ou deixaram de ajudá-la em algum momento, são aqueles que escutam e são citados.

No estudo americano, que analisou suicídios nas faixas etárias de 10 a 17 anos, 18 a 29 e 30 a 64, o aumento relacionado à no índice de suicídio foi percebido somente na primeira. Justamente a faixa etária que mais dialoga e vivência em ambientes escolares, sendo similar aos ambientes dos personagens da série.

O efeito Werther: como a mídia impacta o comportamento

O que aconteceu com 13 Reasons Why remete a um caso semelhante do passado, quando houve a publicação da obra alemã Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe, em 1774.

O romance de característica epistolar, ou seja, escrito em cartas, conta a história de Werther e de seu amor por Charlotte, prometida em casamento a outro homem. Em um drama, ele narra seus sofrimentos ao amigo, Wilhelm, e acaba por se suicidar no final, tamanha a dor de lidar com esse amor não resolvido.

O livro marcou o início de uma geração ultrarromântica na Alemanha, enquanto corrente literária, mas também foi relacionado a uma onda de suicídios na Europa à época de sua publicação. 

A repercussão foi tamanha que especialistas em psicanálise atribuíram ao acontecimento o nome de “efeito Werther”. 

A principal semelhança que apresenta com 13 Reasons Why é a de sua aproximação com o público jovem, que vive uma fase de transição e de confrontos psicológicos, como aqueles ligados a aceitação pelo grupo, sexualidade, gênero, contato com drogas, dependência química e outros agravantes.

Suicídio de jovens no Brasil

No Brasil, de acordo com informações do Ministério da Saúde, houve mais de 106 mil óbitos devido a suicídio. Mais recorrente entre homens, a taxa entre jovens de 10 a 19 anos é a mais preocupante e revela ligações diretas a problemas sociais e a casos de bullying que, sem o devido suporte, podem motivar a morte. O índice de suicídio, assim, reforça a importância de ter atenção a esses casos e atuar na prevenção.

Seja por falta de oportunidades, dificuldade de lidar com situações traumáticas ou, às vezes, falar a respeito de seus sentimentos, o suicídio é considerado um fenômeno multifacetado, que pode ser tratado com o auxílio de médicos e psicológicos, desde o momento em que ainda está no âmbito da ideação. 

Sinais de ideação suicida

Suspeita de que alguém querido próximo a você tem apresentado sinais ou tentativas de suicídio recentemente? Abaixo, listamos alguns comportamentos que podem requerer um olhar mais cuidadoso.

Baixa produtividade nas atividades do dia a dia

Seja no trabalho ou nos estudos, a ideação suicida faz com que o indivíduo se desapegue aos poucos de suas tarefas, sentindo-se desmotivado a realizá-las, como se tivessem perdido o sentido. No trabalho, há um afastamento gradual de projetos e redução na entrega. Em sala de aula, o desempenho rapidamente também é afetado.

Falta de autocuidado

Nesse caso, pode-se falar a respeito de tudo que envolve autocuidado, desde rituais de higiene e beleza à autoestima propriamente dita. A apatia em relação ao cuidado consigo, assim, revela um desencanto pela vida que pode resultar em suicídio. 

Isolamento social

O afastamento de pessoas queridas, como o que vive a personagem Hannah em 13 Reasons Why também é uma característica a se ter atenção naqueles que alimentam o desejo de se suicidar.

Podendo ou não estar ligado a um caso de depressão, ele revela o desapego pelos vínculos, que diminuem o interesse e a importância relacionados à sua própria vida. De forma geral, há também algumas frases e hábitos que requerem alerta para a ideação, como:

  • a pessoa diz que preferia estar morta;
  • o indivíduo relata que não aguenta mais;
  • considera-se um peso para os outros;
  • acredita que todos serão mais felizes sem ele;
  • convence-se de que não pode fazer mais nada para lidar com os problemas que tem.

Como ajudar quem pensa em cometer suicídio?

Ter alguém que você ama considerando a possibilidade de suicídio pode ser muito doloroso, mas o diálogo e a orientação, de modo a buscar auxílio médico, são os melhores meios para conseguir reverter esses pensamentos, ainda mais quando se fala de pessoas jovens.

Sendo assim, é fundamental contar com aconselhamento psicológico e, em muitos casos, consultar um psiquiatra de confiança para entender as razões que levam à ideação suicida e combatê-las, a fim de resolver quaisquer traumas ou questões mal resolvidas. 

Ao fim, 13 Reasons Why e o crescimento dos índices de suicídio nos Estados Unidos vinculados à série revelam quão fundamental é ter um olhar cuidadoso a quem precisa de ajuda, seja que somente para desabafar a respeito dos problemas que tem enfrentado, de forma que se sinta necessário e encontre motivação para fazer o tratamento adequado e prolongar sua vida, com bem-estar.

Precisa de ajuda para orientar alguém e está à procura de uma instituição de saúde referenciada? Então, entre em contato com nossa equipe, do Hospital Santa Mônica, especialista em saúde mental há 50 anos. Mande-nos uma mensagem pelo WhatsApp ou pelo formulário de atendimento em nosso site.

Síndrome de Burnout em médicos: entenda os perigos

A alta incidência da Síndrome de Burnout em médicos revela que o cotidiano dos profissionais da saúde pode levar ao esgotamento físico e emocional. Esse estado de exaustão intensa está diretamente ligado a situações de trabalho desafiadoras, estressantes, competitivas e de grande responsabilidade.  

Uma pesquisa realizada pelo Medscape indica que 26% dos médicos brasileiros sofrem de Síndrome de Burnout; desses, 13% cogitam abandonar a medicina devido à gravidade dos sintomas. A baixa remuneração e a carga horária excessiva foram apontadas pelos entrevistados como os principais fatores de insatisfação e desgaste.

Para Carlos Eduardo Zacharias, diretor clínico do Hospital Santa Mônica, a sobrecarga de pacientes atendidos, as frustrações devido a casos sem êxito e as solicitações a todo momento e em qualquer lugar são outros motivos que levam ao esgotamento dos profissionais da área da saúde.

Por ser um fenômeno ocupacional que influencia o estado de saúde da população economicamente ativa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu uma descrição detalhada da Síndrome de Burnout na décima primeira edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

Neste artigo, esclarecemos dúvidas sobre esse distúrbio psíquico relacionado ao estresse crônico no trabalho e os perigos de sua grande prevalência em médicos. Confira!

Quais os sintomas da Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é caracterizada principalmente pelo esgotamento físico e emocional, que traz prejuízos significativos tanto para a vida profissional quanto pessoal do indivíduo. Além desse sintoma, outros aspectos devem ser observados, como:

  • despersonalização;
  • ceticismo;
  • distanciamento afetivo;
  • isolamento social;
  • mudanças repentinas de humor;
  • insônia;
  • fadiga;
  • perda de apetite;
  • baixo desempenho;
  • ausências frequentes no trabalho;
  • dificuldade de concentração;
  • irritabilidade;
  • dores de cabeça;
  • lapsos de memória.

Quem tem essa síndrome pode ainda desenvolver problemas de saúde como pressão alta, doenças cardíacas, enfraquecimento do sistema imunológico, dores musculares, distúrbios gastrointestinais, depressão, ansiedade e abuso de álcool e drogas.

Quais os riscos da Síndrome de Burnout em médicos?

Uma rotina de trabalho estressante e agitada pode afetar a saúde física e mental de médicos, colocando em risco não só a vida do próprio profissional como também a de terceiros. Desse modo, a Síndrome de Burnout costuma ter reflexos negativos na carreira e na relação médico-paciente.

De acordo com um artigo publicado no periódico Mayo Clinic Proceedings, os médicos com Síndrome de Burnout estão mais propensos a cometer erros graves no exercício da profissão, como erro de avaliação e de diagnóstico. Isso mostra a importância de buscar apoio e orientação de especialistas para iniciar o tratamento.

O diretor clínico do Hospital Santa Mônica considera que a tecnologia da informação instantânea, com o uso de celulares, redes sociais e aplicativos, também está relacionada à jornada incessante de trabalho, além de causar mal entendidos e troca de informações equivocadas. 

“Os profissionais ficam ‘ligados’ 24 horas por dia, 7 dias por semana, todas as semanas do mês e todos os meses do ano. Por isso, atendimentos e orientações por telefone ou outros programas de comunicação devem ser evitados”, ressalta o médico. 

Como prevenir e tratar a Síndrome de Burnout?

A melhor forma de prevenir a Síndrome de Burnout é encontrar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, de modo a desacelerar no trabalho e incluir momentos de lazer, autoconhecimento e descanso na rotina. É importante também realizar atividades físicas regulares e manter hábitos alimentares saudáveis.

Segundo o doutor Zacharias, “ganhamos tempo em comunicação e perdemos em privacidade, lazer, descanso e até mesmo em convivência familiar”. Desse modo, a “chama pode se apagar”, fazendo com que muitos médicos desistam da profissão pela dificuldade de se adaptar.  

Fazer mudanças no ambiente de trabalho é mais uma recomendação para quem está começando a perceber sinais de desgaste físico e emocional. Todo profissional precisa tentar compreender suas limitações e buscar ajuda quando necessário. 

O tratamento desse distúrbio psíquico geralmente é realizado com psicoterapia. Porém, em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos. Vale ressaltar que a autoprescrição médica não é recomendada, devido à importância de uma avaliação de uma equipe multidisciplinar especializada. 

Este artigo ajudou você a entender melhor sobre a Síndrome de Burnout em médicos? Então, entre em contato com o Hospital Santa Mônica para esclarecer outras dúvidas e conhecer nossos tratamentos para recuperação física e mental.

Depressão e doenças crônicas: entenda como uma pode levar à outra

Considerada o Mal do século, a depressão é uma das doenças de grande prevalência em todo o planeta. O estilo de vida moderno cursa com características que influenciam o surgimento de comorbidades que sustentam o elo entre depressão e doenças crônicas.

Como as crises depressivas acentuam as chances para o desenvolvimento de diferentes enfermidades é necessário buscar tratamentos que possam controlar os efeitos desse transtorno mental.

Dada à complexidade dessa questão, abordaremos aqui a relação entre depressão e doenças crônicas e as razões pelas quais as crises depressivas expõem o organismo ao maior risco do surgimento de diversas doenças. Apresentaremos também as melhores soluções para reduzir os impactos desse problema. Acompanhe!

Um breve panorama da depressão no Brasil

Uma recente pesquisa divulgada pelo Jornal da USP aponta que, ao longo da história, o conceito de depressão e a forma de encarar a doença sofreu sucessivas transformações. Há algumas décadas, problemas como a depressão, esquizofrenia e outros distúrbios da mente eram vistos com preconceito e por um viés modulado pela superstição e misticismo.

Hoje, em nosso país, o avanço da Psiquiatria faz com que os tratamentos para os transtornos mentais sejam vistos como um processo capaz de superar variados estigmas e alcançar quem realmente precisa de ajuda. Nesse contexto, a intrínseca relação entre depressão e doenças crônicas sugerem a necessidade de intervenções urgentes.

Outro aspecto relevante — e bem presente no cenário nacional — é a associação entre depressão e a menor produtividade no trabalho. Sintomas típicos da doença, como sensação de aperto no peito, falta de ar e excessiva ansiedade geram o desânimo e a indisposição para ir ao trabalho. 

A maioria dos trabalhadores deprimidos enfrenta um longo período de tristeza, de angústia, de melancolia e se sente tão “para baixo” que não tem forças para cumprir as responsabilidades de rotina. 

Nessas condições, a pessoa depressiva reduz a produtividade, perde a motivação e começa a pensar que a vida não tem significado. Esse quadro de instabilidade mental induz à diminuição da defesa imunológica e abre as portas para o surgimento de diversas doenças.

Tais fatores tornam a depressão uma das questões mais preocupantes devido, entre outros aspectos, ao forte impacto que essa doença gera na economia, na saúde e na qualidade de vida da população.

O Brasil é o país mais depressivo do continente, segundo a OMS. Nos últimos anos, a doença atingiu milhões de pessoas, independentemente de gênero, classe social ou estereótipo. Por isso, os números da depressão exigem intervenção adequada e medidas preventivas que possam reduzir os impactos desse transtorno. 

Relação entre depressão e doenças crônicas

Definida como um transtorno de humor e de comportamento, quando instalada, a depressão domina as atitudes dos sujeitos, modifica o padrão emocional e altera a percepção de si mesmos.

Com isso, a pessoa doente passa a enxergar os problemas como grandes catástrofes e que, por isso, parecem não ter solução. Esse quadro causa uma desorganização cerebral tão intensa que influencia o funcionamento de todos os sistemas do corpo.

Devido a essa forte influência das desordens emocionais sobre o metabolismo, pessoas com doenças crônicas ou incuráveis têm um risco muito maior de desenvolver depressão. O contrário também pode ocorrer, já que o desajuste hormonal causado pelo desequilíbrio mental abre as portas do organismo para a ocorrência de inúmeras infecções e doenças.

Depressão aumenta os riscos para o desenvolvimento de doenças crônicas

Um estudo publicado pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) analisou a ligação entre depressão e doenças crônicas em adultos. Destacou, ainda, a importante relação entre os fatores de risco para a depressão e os desajustes metabólicos a ela associada.

Mediante a relevância desse tema, conheça as razões pelas quais as crises depressivas aumentam as chances do surgimento de doenças crônicas. Listamos algumas das situações que mais influenciam o aparecimento dessas enfermidades. Vale destacar que algumas delas são de difícil controle. Veja quais são!

Influência do estado emocional

Muitas pessoas costumam remoer mágoas ou guardar rancores em relação a questões mal resolvidas. Porém, o ato de reprimir a dor por medo de exposição ou pela dificuldade de lidar com essas situações geram graves problemas à saúde.

Tais situações estão intrinsecamente relacionadas às doenças psicossomáticas resultantes da depressão. A instabilidade emocional prejudica as funções do organismo e eleva consideravelmente o risco de comorbidades, infecções e doenças graves.

Alterações hormonais

A depressão é uma enfermidade que surge em decorrência de diferentes fatores. Um dos que mais influenciam são as alterações hormonais que provocam desarranjos estruturais das  reações fisiológicas que sustentam o quadro depressivo.

Um exemplo clássico é a inibição dos neurotransmissores serotonina e dopamina, que são responsáveis pela manutenção do bem-estar e do humor. Em situações de estresse ou de ansiedade ocorre a maior liberação de um hormônio chamado cortisol. A alta de cortisol provoca a redução da serotonina e da dopamina, condição que alimenta a depressão.

Aumento de inflamação no corpo

Por um processo muito semelhante ao que ocorre com a competição hormonal, a depressão aumenta algumas substâncias que provocam processos inflamatórios. Com isso, o organismo torna-se mais fraco e vulnerável ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Devido à relação entre depressão e doenças crônicas, o organismo fica mais exposto ao risco de enfermidades que são desencadeadas por causa da depressão não tratada. As principais são:

  • demências, como Alzheimer e Parkinson;
  • constipação intestinal;
  • problemas cardíacos;
  • distúrbios do sono;
  • derrame cerebral;
  • doenças de pele;
  • úlcera gástrica;
  • diabetes;
  • alergias. 

Ao longo da história, a depressão era associada à loucura e; por isso, a definição de doença mental precisou evoluir bastante e vencer mitos e superstições. Hoje, a depressão é vista como uma doença comum, e com grande possibilidade de reversão, desde que o paciente busque ajuda profissional adequada.

Logo, a intrínseca relação entre depressão e doenças crônicas sugere que não se deve esperar até que seja tarde demais para buscar ajuda. Para superar esse transtorno, o paciente precisa se submeter ao acompanhamento profissional em uma instituição especializada para conseguir recuperar a qualidade de vida e o bem-estar.

Gostaria de evitar a evolução da depressão para as doenças crônicas? O Hospital Santa Mônica pode auxiliar você! Então, não perca tempo: entre em contato conosco agora mesmo!

Como identificar esquizofrenia na adolescência? Entenda os sinais

O desenvolvimento da esquizofrenia na adolescência é bastante comum, e os primeiros sintomas podem começar a surgir a partir dos 14 anos de idade. Esse transtorno mental é grave e incapacitante, pois afeta todas as áreas da vida do indivíduo, desde as relações sociais até as afetivas.

Informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 23 milhões de pessoas no mundo sofrem de esquizofrenia. A expectativa de vida de indivíduos diagnosticados com esse transtorno é menor se comparada à população em geral. No Brasil, estima-se que a doença acometa cerca de 1% dos habitantes.

A esquizofrenia geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e no início da idade adulta, sendo raros os casos na infância e na velhice. Por isso, conhecer os principais sintomas é importante para um diagnóstico precoce e um tratamento efetivo desse transtorno psiquiátrico crônico.

Para saber mais sobre as causas e os sinais que ajudam a identificar a esquizofrenia na adolescência, continue acompanhando este artigo!

Fatores de risco para esquizofrenia na adolescência

A esquizofrenia é causada por múltiplos fatores genéticos, ambientais e psicossociais. O histórico familiar da doença costuma indicar variações genéticas em algumas regiões cromossômicas. Porém, há casos em que a esquizofrenia não é transmitida pelos pais biológicos e ocorre devido a mutações específicas no genoma.

Uma pesquisa recente aponta que uma mutação genética no transportador de zinco SLC39A8 pode comprometer o desenvolvimento normal do cérebro do adolescente, aumentando o risco de esquizofrenia.  Apesar de os fatores genéticos terem forte contribuição na incidência da esquizofrenia, os fatores ambientais e psicossociais são muito relevantes.  

De acordo com um artigo publicado na revista Jama Psychyatry, a incidência do primeiro episódio psicótico — característico de transtornos mentais como esquizofrenia e transtorno bipolar — é maior em homens jovens, minorias étnicas e pessoas que vivem em áreas com baixas condições socioeconômicas.

O uso abusivo de drogas é outro fator que pode desencadear sintomas da esquizofrenia na adolescência. Um estudo realizado em países da Europa e no Brasil concluiu que o consumo diário de maconha com alta concentração de tetraidrocanabinol (THC) — principal substância psicoativa da planta do gênero Cannabis — está associado a um maior risco de transtorno psicótico.

O desenvolvimento desse transtorno psiquiátrico também pode estar relacionado a desequilíbrios nos circuitos cerebrais do indivíduo e a complicações ocorridas durante o período pré-natal ou no parto, como estresse, desnutrição, infecções virais, diabetes e deficiência de vitaminas e minerais.

Principais sintomas da esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença crônica caracterizada por um conjunto de alterações significativas de comportamento, pensamento, emoções, percepção e linguagem. Os indivíduos que sofrem desse transtorno costumam apresentar os seguintes sintomas:

  • delírio — pensamentos ou ideias que não correspondem à realidade;
  • alucinação — ver, ouvir ou sentir coisas que não existem;
  • apatia;
  • percepção distorcida da realidade;
  • confusão mental;
  • ansiedade;
  • dificuldade de concentração;
  • padrão de sono perturbado;
  • despersonalização;
  • comportamento compulsivo;
  • problemas de memória;
  • dificuldade de realizar atividades do dia a dia;
  • mudança de humor repentino;
  • distanciamento afetivo;
  • agressividade;
  • discurso incompreensível ou incoerente;
  • isolamento social.

Em alguns casos, os sintomas surgem de forma lenta e progressiva. O adolescente pode apresentar primeiros sintomas negativos, como distanciamento afetivo e apatia, e, posteriormente, sintomas positivos, como delírio, alucinação e paranoia, além de fala desorganizada e catatonia — alternância entre períodos de negativismo e passividade e momentos de repentina excitação.

Orientação e diagnóstico precoce

A identificação de sinais da esquizofrenia na adolescência é essencial para a busca de orientação profissional e diagnóstico precoce. A avaliação dos sintomas, dos exames e do histórico clínico do paciente deve ser realizada por médicos e outros especialistas em saúde mental. 

A partir das hipóteses e conclusões de uma equipe multidisciplinar, é possível fazer a escolha do melhor tratamento e dos procedimentos necessários para minimizar os sintomas e estabilizar o quadro da doença. A compreensão e o apoio da família e amigos também contribui para a adesão terapêutica do paciente e o enfrentamento da discriminação e do preconceito. 

Tipos de tratamento para esquizofrenia

Medicamentos

A esquizofrenia normalmente é tratada com a prescrição de medicamentos antipsicóticos, que agem no sistema nervoso central com o intuito de bloquear os receptores de dopamina — neurotransmissor que atua na regulação das emoções e do humor. 

A nova geração de fármacos age sem causar tantos efeitos colaterais, facilitando a administração e o uso contínuo. Todos os medicamentos devem ser indicados pelo médico com base nos sintomas e em uma avaliação minuciosa, detalhada e individualizada.

Por ser uma doença crônica, a utilização de medicamentos costuma ser feita durante toda a vida para controlar o transtorno e evitar a manifestação dos principais sintomas, como surtos psicóticos, e a piora do quadro clínico. 

Intervenções terapêuticas

O tratamento medicamentoso costuma ser realizado em conjunto com intervenções terapêuticas, como terapia ocupacional, terapia comportamental e psicoterapia individual e familiar. Os diferentes tipos de abordagens psicoterapêuticas ajudam no controle do transtorno, e proporcionam um espaço para que o adolescente tenha consciência dos seus problemas e desenvolva o autoconhecimento. 

As intervenções terapêuticas são importantes ainda no processo de reinserção social do indivíduo e na melhora da sua qualidade de vida, pois auxiliam no fortalecimento das relações com amigos e familiares e na superação das dificuldades que surgem ao longo das etapas do tratamento. 

Internação

O acompanhamento contínuo no hospital pode ser benéfico para evitar recaídas, crises ou complicações maiores no futuro. A internação é uma alternativa quando o paciente apresenta comportamento agressivo ou ideação suicida. 

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), aproximadamente 20% das pessoas que sofrem de esquizofrenia tentam suicídio em uma ou mais ocasiões. Por isso, é importante procurar ajuda de médicos e profissionais especializados. 

Conhecido por ser referência em saúde mental infantojuvenil, o Hospital Santa Mônica oferece tratamentos e serviços de excelência para pacientes diagnosticados com esquizofrenia. Além de contar com uma estrutura adequada, a instituição tem como diferencial o atendimento personalizado e uma equipe multidisciplinar qualificada. 

Agora que você já sabe quais sinais podem indicar esquizofrenia na adolescência, entre em contato conosco para tirar suas dúvidas e receber orientação sobre diagnóstico e tratamento.

Um panorama sobre a saúde mental no Brasil

Todo dia 07 de abril, quando se comemora o Dia Mundial da Saúde Mental, há um foco especial nos desafios que envolvem essa área tão emblemática. Isso porque a gestão de saúde mental no Brasil ainda está buscando alternativas para transpor as questões associadas ao transtorno mental.

Dada à complexidade desse tema, o objetivo deste artigo é analisar, sucintamente, como está o cenário político da saúde mental em nosso país. Destacamos também quais são os aspectos que mais necessitam de mudanças, como melhorar a assistência nessa área e o que podemos esperar para o futuro. Acompanhe!

Conheça o cenário público político sobre saúde mental no Brasil

Em nosso país, o panorama que envolve a saúde mental já passou por várias fases e mudanças significativas. No entanto, em termos de assistência concreta, ainda precisa melhorar bastante, pois há profundas lacunas que comprometem seriamente a reabilitação do paciente.

A ineficiência ou a ausência de programas governamentais para essa área é um dos maiores desafios a serem vencidos. Somado a isso, há também o preconceito em relação ao estigma que prevalece desde os séculos passados em relação ao perfil dos pacientes psiquiátricos. A maioria era taxada de louca, e por isso, era vista com indiferença.

Ainda que essa postura seja meramente cultural, nesse sentido, pouca coisa mudou. Muitos pacientes hesitam em procurar assistência psiquiátrica para tratar doenças oculares associadas a transtornos psicológicos porque têm medo ou vergonha de se assumirem como pacientes da psiquiatria.

Falta informação adequada. Falta educação preventiva. Ou seja, falta conhecimento sobre a realidade que envolve a verdadeira função da psiquiatria e a relevância desse campo para atenuar as comorbidades geradas por doenças de outros sistemas.

De certo modo, o Governo é conivente com essa situação. Segundo o doutor Carlos Eduardo Zacharias, diretor clínico do Hospital Santa Mônica, não há estratégias suficientes que dialogue com a relevância dessa especialidade:

“Existem inúmeros programas para todas as outras áreas de prevenção, mas de saúde mental, não se vê quase nada. O que você vê de um programa de informação e prevenção sobre saúde mental?”

A situação é tão alarmante que o próprio Ministério da Saúde (MS) reconhece a necessidade de reforçar as medidas preventivas devido ao aumento de casos de suicídios no país nos últimos anos. Em matéria recente, o G1 divulgou os dados estatísticos relativos ao panorama brasileiro.

“Sobre depressão, ansiedade ou outras doenças psicossomáticas, não existe absolutamente nada no Brasil. Se pensarmos que 20% da população tem, teve ou terá em algum momento um quadro depressivo, ansioso, um estado de agitação intensa pela ansiedade ou síndrome do pânico, há uma população imensa que está sem nenhuma assistência”, destaca o doutor Zacharias,

Também houve falhas na gestão governamental quando foi sancionada a lei 102016/2001, pois a reforma proposta era do modelo assistencial em saúde mental. Porém, a desinformação e o equívoco do MS ao entender que a lei aprovada era para fechar hospital e para proibir internação tornou-se um grande problema.

Na realidade, essa lei garantia ao paciente a internação psiquiátrica, descreve quais tipos de internação deveria ter e como seria o funcionamento do hospital psiquiátrico.

“Mas o que aconteceu nesses últimos anos foi, praticamente, um massacre dos hospitais. Na assistência pública, eles quase desapareceram: nós saímos de 120 mil leitos em 1980 para 10 ou 12 mil leitos em todo o Brasil atualmente”, afirma doutor Zacharias.

Consequentemente, o maior problema foi a mudança no modelo sem uma adequação necessária, pois fecharam os leitos e acharam que a doença mental ia simplesmente desaparecer.

Logo, o desinteresse da esfera pública e a falta de investimentos no setor exacerba essa questão e coloca os serviços do SUS em um estágio cada vez mais degradante no que se refere à assistência à saúde mental.

“No Brasil você tem dois mundos distintos: o mundo do hospital público, que é terrível e o mundo da assistência privada, com níveis de excelência. Os hospitais privados — sobretudo aqueles que já deixaram de trabalhar com o SUS — têm níveis de excelência iguais ou até melhores a qualquer lugar do mundo.”, destaca o diretor clínico.

A própria OMS destaca que os investimentos em saúde mental são insuficientes para atender a demanda e possibilitar a reestruturação da saúde e do bem-estar da coletividade. Estudos indicam que é necessário aumentar os recursos para haver mudanças mais concretas e alcançar as metas.

Saiba como são os cuidados em saúde mental no Brasil

Como dito anteriormente, no Brasil há dois modelos de assistência: o privado, que atende bem a expectativa dos pacientes e o público, que necessita de mais investimentos e de melhorias substanciais.

Até mesmo na iniciativa privada ainda existe uma falta muito grande de leitos e de médicos psiquiatras conveniados. Muitas dessas disparidades decorrem de questões meramente administrativas, já que as falhas na gestão contribuem para acentuar esses gargalos.

Um dos problemas é que a consulta psiquiátrica demora um pouco mais ou o paciente necessita de retorno. Como nem sempre o convênio aceita pagar esses extras, o especialista acaba rompendo com a instituição.

Por conseguinte, isso culmina com a descontinuidade do tratamento e, às vezes, o paciente precisa recomeçar o tratamento em outro lugar e com outro profissional. Não raro, os pacientes acabam desistindo do tratamento incorrendo no risco de agravamento da doença.

Sobre essa realidade, o doutor Zacharias pontua que “Isso porque, muitas vezes, uma grande parcela da população acaba arranjando um dinheiro para pagar uma consulta, pois não consegue esse atendimento, seja pelo convênio, seja pelo SUS. Então eu acho que há muito a se fazer nesse campo de assistência à saúde mental no Brasil.”

Veja o que podemos esperar da saúde mental no Brasil

Primeiramente, é preciso buscar formas para combater o preconceito e o estigma que envolve o tratamento psiquiátrico. Embora nas mídias sociais já se converse bastante sobre doenças mentais, o preconceito em relação ao estereótipo desses pacientes ainda é imenso.

Esse é um dos motivos que faz com que as pessoas demorem tanto para procurar o psiquiatra. Há demora na procura pelo tratamento ambulatorial e também receio de receber o diagnóstico da necessidade de uma internação, quando necessária.

No serviço público, além da desinformação que alimenta o preconceito, a inexistência ou a ineficácia do serviços contribui para piorar a situação. Essas falhas sustentam a evolução das doenças mentais mais simples para os quadros de alta complexidade.

Entenda a importância do tratamento em uma instituição especializada em Saúde Mental

Um hospital especializado, como o Hospital Santa Mônica, é para o paciente ser internado em um momento de crise, sobretudo em situações que caracterizam emergências psiquiátricas. O hospital precisa ter uma equipe multiprofissional completa, principalmente com psiquiatras titulados e que estejam preparados para lidar com essas intercorrências.

Para ter condição de oferecer uma assistência completa, o hospital precisa ter médicos clínicos, psiquiatras e psicoterapeutas para garantir o suporte exigido nos casos mais graves.

No entanto, a qualidade de assistência precisa ter uma qualidade tal que o tempo de internação seja o menor possível a fim de que o paciente retorne logo às atividades de rotina e ao convívio harmônico com a sociedade.

Percebe-se, por fim, que hoje é o momento de reunir forças e estratégias para trabalhar com dedicação e transformar a realidade da saúde mental no Brasil. Faz-se necessário criar mais oportunidades de acesso aos tratamentos psiquiátricos a fim de promover o bem-estar, mais autonomia aos pacientes e a esperança de dias melhores.

Se você possui alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça melhor os nossos serviços especializados em Saúde Mental!

Como a terapia ocupacional atua no tratamento do autismo? Veja os benefícios

Os sintomas do transtorno do espectro autista (TEA) se iniciam na infância e se estendem durante a adolescência e persistem na idade adulta. A terapia ocupacional é uma importante área que propõe intervenções bastante úteis para minimizar os sintomas típicos do autismo.

Devido aos novos métodos diagnósticos, o número de autistas está aumentando no nível global: a cada 160 crianças do planeta, uma apresenta o transtorno do espectro autista. Em nosso país, o número de casos de TEA também é elevado, pois 1% dos bebês brasileiros nascem com autismo.

Tendo isso em vista, a proposta deste artigo é mostrar como a terapia ocupacional contribui para o desenvolvimento das habilidades necessárias para que o indivíduo diagnosticado com autismo melhore o seu desenvolvimento. Acompanhe!

O que é terapia ocupacional?

Essa área é específica para cuidar da prevenção, tratamentos e acelerar a reabilitação de diversas doenças. Pacientes portadores de dificuldades cognitivas, distúrbios emocionais, afetivos, perceptivos e psico-motoras podem experimentar significativa melhora por meio das intervenções do terapeuta ocupacional.

O terapeuta ocupacional — como é chamado o especialista nesse campo de atuação — prioriza medidas de prevenção com base no desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos que são aplicados de acordo com a necessidade de cada indivíduo.

Desse modo, esses profissionais avaliam as melhores alternativas e empregam diferentes  atividades de trabalho com vistas à evolução do tratamento dos distúrbios físicos, mentais ou dos quadros associados a problemas sociais ou emocionais.

Nesse método de intervenção, o tearapeuta ocupacional utiliza tecnologias e atividades diversas que objetivam a promoção da autonomia dos pacientes que necessitam melhorar a  adaptação à vida social. Em adultos, a maior parte desse problemas são decorrentes de doenças físicas, mentais ou emocionais que não foram adequadamente tratadas. 

Já para o autista, o terapeuta ocupacional elabora planos específicos de adaptação e busca desenvolver no paciente a autoconfiança necessária para reduzir os impactos característicos do TEA.

O objetivo é ampliar as possibilidades de desenvolver os recursos necessários para tornar o cotidiano desses pacientes mais tranquilo e saudável. Desse modo, estimular condições de bem-estar e de autonomia são aspectos que contribuem positivamente para a qualidade de vida e saúde dos portadores de TEA.

Qual a importância da terapia ocupacional no tratamento do autismo?

A revista Espaço Aberto, instrumento de circulação mensal da Universidade de São Paulo (USP), destacou em matéria recente que no Brasil há cerca de 2 milhões de autistas. No entanto, o número de casos pode ser bem maior, pois muitos indivíduos que apresentam os sintomas dessa doença ainda não foram devidamente diagnosticados. 

Diante disso, o terapeuta ocupacional desempenha uma função fundamental como tratamento complementar e integrado ao trabalho de psiquiatras e psicólogos. Por meio dessa metodologia é possível ampliar as possibilidades de melhoria e acelerar os estágios do tratamento do autismo.

Jéssica Bastos, terapeuta ocupacional do Hospital Santa Mônica aborda alguns aspectos importantíssimos quanto à evolução do tratamento do TEA quanto aos sistemas de integração sensorial: “essa é uma relevante questão para o autista ou para criança que apresenta sintomas do autismo. Eu falo criança, por que geralmente, o autismo é diagnosticado na infância”, afirma.

Segundo a terapeuta, a integração sensorial pode ser entendida como a forma que o corpo do autista recebe as informações dos sentidos. Explicando melhor como o tratamento se processa, ela diz: “a terapia ocupacional começa a trabalhar com texturas, cheiros e explora os sentidos do paciente para que ele consiga aceitar alguns estímulos que, para ele são muito aversivos.”

Jéssica destaca que o objetivo é transformar esses estímulos em algo aceitável por meio da melhor integração dos sentidos. “Por exemplo, o toque que é algo normal para a maioria das pessoas não é bem percebido pela maioria dos autistas. Para eles, o tocar é interpretado como um estímulo doloroso e que incomoda bastante.”

Percebe-se, então, que o terapeuta ocupacional está apto para trabalhar atividades referentes a texturas, cheiros, gostos e integrar esses sentidos. Isso ajuda o autista a compreender que esses sinais precisam ser encarados como algo natural e normal.

Como a terapia é aplicada?

Os profissionais desse campo exploram diferentes estratégias adaptativas que podem promover o desenvolvimento e melhorar a integração do autista com as pessoas e com o mundo ao redor deles.

Segundo Jéssica, às tecnologias assistivas são as ferramentas mais adequadas para fazer alguma adaptação na rotina do paciente. Para facilitar o entendimento, ela exemplifica com práticas do cotidiano: “por exemplo, óculos é uma tecnologia assistida, e uma colher com um engrossador é outro exemplo. As pessoas aprendem a colocar o óculos no rosto porque veem alguém fazer isso. Engrossador é algo simples: é um EVA enrolado em uma colher para o paciente conseguir segurar a colher com maior firmeza.”

No caso específico do autismo, ela diz que é possível melhorar a comunicação, já que os autistas são pouco comunicativos: “a gente pode utilizar a comunicação alternativa, que são alguns instrumentos para trocar a comunicação por gestos que facilitem a interação com eles. Um exemplo simples é quando eles veem uma figura e apontam que querem aquilo. Ou quando querem água, eles mostram uma figurinha de água.”

Com esses métodos terapêuticos pode-se obter excelentes resultados no trabalho com portadores do TEA. Porém, tudo depende do momento e da condição clínica do autista. Algumas técnicas podem ser empregadas de diferentes formas e alcançar resultados igualmente positivos.

Qual o papel da terapia ocupacional na inclusão social do autista?

A inclusão social do autista é um tema que vem ganhando espaço, mas que ainda é considerado um grande desafio, sobretudo para a área de Educação. No Brasil, o número de portadores do (TEA) matriculados em classes comuns aumentou 37,27% em apenas um ano.

Nesse contexto, a terapia ocupacional trabalha no reforço dos comportamentos positivos a fim de integrar a criança autista à realidade do seu espaço de convivência. Jéssica defende que “a terapia ocupacional contribui mais porque ela pode atingir qualquer campo de atividade.”

Na prática, as metas são criadas conforme a necessidade da criança: “se o autista tem problema na interação social, a terapia trabalha isso. Se há falhas na coordenação psicomotora, também é possível propor soluções.”

Por meio dessas intervenções profissionais promove-se novos hábitos e a redução de comportamentos prejudiciais como agressões, estereotipias, autolesões, agressões verbais e outros. Priorizar essas medidas preventivas é fundamental à inclusão social do portador de TEA.

A terapia ocupacional consegue, pois, atingir todos os campos dos problemas do autista e trabalhar com atividades específicas para alcançar esses objetivos. O grande desafio é promover habilidades necessárias para que o autista consiga adquirir autonomia e desfrutar da melhor qualidade de vida possível.

Gostou deste artigo? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossas opções de tratamento especializado em saúde infantil

Padre Marcelo Rossi sofre ataque de fiel e passa bem

Neste último domingo, dia 14, o padre Marcelo Rossi, durante a celebração da sua missa, em Cachoeira Paulista – interior do Estado de São Paulo, foi empurrado do altar por uma pessoa que participava da missa.

A mulher, 32 anos, que viajou do Rio em caravana para a cidade, acompanhada do filho de 2 anos, furou a segurança do palco, correu em direção ao padre e o empurrou com tanta força que ele caiu da estrutura.

Atendido pela equipe médica do evento, o padre voltou ao palco minutos depois da queda. Nesta segunda-feira, ele afirmou para a imprensa que foi um milagre não ter sofrido um problema maior com a queda.

Conforme foi noticiado pelo Jornal Extra, os policiais afirmam que a mulher faz tratamento de transtorno bipolar.

Mas afinal será que uma pessoa com transtorno bipolar pode machucar alguém como fez a mulher com o padre Marcelo Rossi?

Segundo a dra. Suele Serra, médica psiquiatra do Hospital Santa Mônica, informa que para uma pessoa tomar uma atitude como essa, poderia estar em crise maníaca psicótica. Se encontrar persecutória, se sentindo perseguida ou alvo de perseguições, irritabilidade no extremo, tendo parcialmente consciência, não estando no estado de eutimia (do grego eu = normal + timo = humor) é definido por Demócrito como um estado de equilíbrio no humor e por Sêneca como um estado de tranquilidade, um ponto de estabilidade entre o humor deprimido e o humor eufórico.

Salienta que o paciente com transtorno bipolar em eutimia não tomaria uma atitude como essa.

Quer saber mais sobre Transtorno Afetivo Bipolar? acesso o e-book sobre o assunto e assista o vídeo preparado pela dra. Suele Serra.

Quais as principais doenças psiquiátricas? Entenda como tratá-las

Também chamadas de transtornos mentais, as doenças psiquiátricas são caracterizadas como o comprometimento das funções cognitivas. Elas são desencadeadas por múltiplos fatores e podem surgir em qualquer indivíduo e em qualquer fase da vida.

A maioria desses desequilíbrios que afetam a estabilidade da mente estão amplamente associados a doenças emocionais crônicas como crises depressivas, ansiedade patológica e distúrbios de personalidade.

Se você gostaria de saber quais são as principais doenças psiquiátricas e quais os tratamentos disponíveis, este artigo pode ajudá-lo. Aqui você entenderá por que o estresse e a ansiedade influenciam tanto o surgimento desses transtornos. Saberá, ainda, como um tratamento em um hospital especializado em saúde mental pode conter o impacto desses problemas. Acompanhe!

O que são doenças psiquiátricas?

As doenças psiquiátricas são conceituadas como uma condição de anormalidade na ordem psíquica, mental ou cognitiva, e podem ter causas determinadas ou não. Além de provocar comorbidades em diversos órgãos do corpo — devido à redução da defesa imunológica — elas também afetam a vida pessoal, profissional e social.

Geralmente, esses transtornos psiquiátricos estão vinculados a questões de herança genética, alterações bioquímicas da produção de neurotransmissores cerebrais e problemas hormonais.

As doenças psiquiátricas também podem surgir por causas diversas. Algumas são desencadeadas em decorrência do abuso de substâncias tóxicas ou relacionadas ao desajuste emocional influenciado pelo estilo de vida.

Quais são as principais doenças psiquiátricas?

Listamos as doenças mentais mais comuns. Confira!

Transtorno bipolar

Essa é das doenças mentais mais comuns na sociedade moderna. Esse desequilíbrio provoca oscilações imprevisíveis no estado emocional, afeta o humor e tem relação muito próxima com a depressão. Suas principais características são a instabilidade psicológica, que se revela pela alternância de um estado de angústia e desânimo com impulsividade e extroversão.

Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

Assim como o próprio nome sugere, esse transtorno provoca sentimentos e pensamentos obsessivos e compulsivos que comprometem o equilíbrio emocional do indivíduo e afeta a execução de suas tarefas de rotina.

O paciente com TOC apresenta comportamentos exagerados em relação a coisas simples do cotidiano. A maioria dessas pessoas tem mania de limpeza, tanto da casa como em relação aos hábitos de higiene pessoal.

Elas desenvolvem, por exemplo, obsessão pela lavagem das mãos e se justificam pelo medo descontrolado de contrair doenças. Outras são adeptas ao hábito de colecionar objetos ou de agir impulsivamente, de forma muito ansiosa ou extremamente eufórica.

Distúrbios alimentares

Uma das doenças ligadas ao desequilíbrio psiquiátrico é a Anorexia Nervosa: um problema caracterizado pelo emagrecimento intencional resultante da recusa aos alimentos. Alguns fatores típicos da Anorexia é a visão distorcida da própria imagem no espelho, que é sustentada pelo medo excessivo de engordar.

Contrário a isso, há a Bulimia: o hábito de ingerir grandes quantidades de alimentos para, imediatamente induzir o vômito com a finalidade de eliminar as calorias que foram ingeridas.

Além da indução do vômito, existem outras práticas que também caracterizam a Bulimia. O uso contínuo de laxantes, a adoção de jejuns prolongados e a prática de exercícios físicos muito intensos, mesmo sob o risco de prejudicar-se.

Transtornos de Ansiedade

Também conhecido como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), esses desequilíbrios afetam um contingente cada vez maior de pessoas. São caracterizados pelo medo sem causa aparente e geram preocupação excessiva com o que ainda não aconteceu — e que talvez nunca acontecerá.

Provoca, ainda, uma exagerada sensação de desconforto, mau pressentimento e tensão emocional bastante desagradáveis. Além disso, os dados epidemiológicos são muito preocupantes, pois a TAG está acentuando cada vez os índices de afastamento do trabalho, segundo um estudo realizado pela Universidade Federal do Piauí.

A TAG se expressa de diferentes formas. No entanto, as mais comuns são a ansiedade patológica, os distúrbios somatoformes, as fobias e a síndrome do pânico. Os sintomas dessa doença são muito prejudiciais porque afetam vários aspectos da vida emocional, profissional e social do indivíduo.

O transtorno também desencadeia mecanismos que provocam sintomas físicos muito desconfortáveis e  de difícil controle. Os mais evidentes são sudorese, tremores dos membros inferiores e superiores, palpitação, dores torácicas, sensação de sufocamento e de formigamentos nas mãos e nas costas.

Esquizofrenia

A Saúde Pública classifica a Esquizofrenia como um dos principais transtornos psicóticos, e que tem relação com inúmeras enfermidades de cunho psiquiátrico. Isso porque essa doença pode, tanto elevar a gravidade de problemas mentais preexistentes como surgir em decorrência destes.

Os sinais mais evidentes desse mal são os distúrbios da linguagem e a desorganização do pensamento. No grau mais avançado, ela também afeta a percepção da realidade e altera a expressão do pensamento.

Algumas doenças psiquiátricas ocorrem por associação e, com isso, podem agravar diferentes quadros clínicos, ainda que seja de forma insidiosa. Nesse sentido, a avaliação diagnóstica precoce é extremamente relevante para prevenir a evolução dos níveis de morbidade e de comprometimento mental.

Somatização

A somatização é definido como um distúrbio psiquiátrico em que o paciente apresenta variadas queixas físicas devido às dores em diversos órgãos ou membros do corpo. Porém, essas sensações não são diagnosticadas em exames e nem facilmente explicadas pelos médicos, já que não apresentam nenhuma alteração clínica perceptível.

Geralmente, as pessoas com esse tipo de transtorno de somatização sofrem com ansiedade excessiva e apresentam constantes alterações do humor. A impulsividade também costuma estar presente e é um dos fatores de agravamento do quadro de somatização.

Qual a relação entre estresse, ansiedade e doenças psiquiátricas?

Na realidade, os problemas de ordem social estão relacionados às doenças psiquiátricas — quando agravadas pelo estresse e depressão — impõem uma situação que, em termos de causa e efeito, tornam-se gatilhos para acentuar esse quadro clínico.

O Doutor Carlos Eduardo Zacharias, diretor clínico do nosso hospital, explicou detalhadamente porque existe essa ligação: “é devido ao paciente ter uma doença, ou seja, um transtorno que causa, para ele, uma série de problemas na esfera social, problemas de relacionamentos, questões ligadas à justiça e outros.”

Logo, nem sempre é o social que determina a doença, mas na maioria das vezes, é a doença que vai gerar o problema social como consequência. O resultado dessa interação é que faz o doente entrar de novo em um ciclo negativo.

Nessas condições, o paciente pensa o seguinte: “eu estou doente, eu tenho problemas no meu emprego, com a minha família, e em todos os lugares esses agravos me acompanham.” Logo, isso gera mais ansiedade, mais angústia, o que faz piorar a doença novamente.

Mediante isso, o doutor Zacharias defende a necessidade de mais atenção à saúde mental, principalmente por meio de medidas de educação preventiva mais eficazes: “em relação à depressão ou ansiedade, a primeira ação de prevenção é conter os gatilhos”.

Considerado pelo SUS como um dos principais fatores causais de diversas comorbidades, o estresse pode ocorrer em níveis diferenciados: leve, moderado ou crônico. No entanto, a redução da capacidade de controle emocional e o modo de enfrentamento dos problemas ocorrem em todos os níveis, o que eleva a probabilidade do surgimento de doenças.

Mediante isso, enumeramos 5 doenças mais comuns causadas pelo estresse. Confira!

Problemas dermatológicos

Pessoas que sofrem de estresse crônico e que duram por períodos muito longos tendem a desenvolver algumas dermatites. As mais comuns são acne, processos alérgicos e manchas escuras.

Nos casos mais graves podem surgir o vitiligo e a psoríase, que também têm relação com a autoimunidade. O estresse crônico altera a produção de substâncias cerebrais específicas e que são responsáveis pelo controle emocional, o que acentua as chances de desencadear essas enfermidades.

Doenças cardiovasculares

Como consequência de influências hormonais, o estresse excessivo pode provocar  o fechamento — ou o mau funcionamento — das artérias e veias mais importantes do coração. Isso gera complicações generalizadas porque reduz o aporte sanguíneo para as células e tecidos.

Com um fluxo sanguíneo menor, o trabalho do coração é forçado. Por conseguinte, os batimentos cardíacos aumentam e causam alterações nos níveis da pressão arterial. Entre outros danos, essa condição pode resultar em Acidente Vascular Cerebral (AVC) e em Infarto.

Envelhecimento precoce

Os hormônios são substâncias comumente liberadas pelas glândulas endócrinas e têm a função de controlar as reações metabólicas. Além do mais, eles também influenciam o estado emocional. Assim, quando o organismo se encontra sob pressão psicológica muito forte, há um desequilíbrio que provoca uma descarga maior de substâncias prejudiciais à saúde.

Um desses efeitos é a produção de radicais  livres, que provocam o envelhecimento da pele e compromete a função dos tecidos. Isso ajuda a entender a intrínseca relação entre estresse crônico, hábitos alimentares e envelhecimento precoce.

Insônia

Além das questões de cunho pessoal, profissional e social, as mudanças no padrão hormonal das substâncias que coordenam o sono podem gerar interrupções que comprometem a qualidade do descanso. 

Para reduzir os efeitos negativos desse quadro, cultivar hábitos como tomar um copo de leite morno antes de se deitar pode trazer benefícios. Convém, ainda, evitar o consumo de alimentos como chá preto, café e chocolate, já que eles contêm potentes estimulantes como a cafeína.

Depressão 

Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Mal do Século, a depressão é um dos problemas mais comuns na sociedade moderna. Existe uma relação muito próxima entre o estresse crônico e o surgimento da depressão.

Essa relação é sustentada pelo desequilíbrio bioquímico do cortisol provocado pelos altos níveis de estresse. Quando o cortisol aumenta, há a queda muito acentuada da dopamina e da serotonina, os hormônios que controlam a depressão.

É possível controlar o estresse e a ansiedade?

Sim! Ambas as doenças são passíveis de controle, pois há alternativas que podem representar bons resultados para atenuar os efeitos desses males. Veja quais são!

Vença o sedentarismo

A maneira mais simples — e segura — de minimizar os impactos do estresse e da ansiedade sobre a saúde mental e física praticando exercícios. Durante a realização das atividades físicas há a produção de neurotransmissores, como a serotonina, que eleva a sensação de prazer e reduz o cansaço e a ansiedade excessiva.

Assim, tentar vencer o sedentarismo e incluir algum exercício na agenda semanal pode ajudar bastante a reequilibrar as emoções e tornar o cotidiano mais leve e tranquilo. Mas lembre-se: antes de iniciar qualquer plano de exercícios, o ideal é passar por uma avaliação médica.

Evite ser dominado pelo estresse

Indivíduos mais propensos ao estresse e à ansiedade precisam buscar formas de reduzir, ao máximo, o seu estresse diário. Em índices elevados, os hormônios que desencadeiam o estresse aumentam também a ansiedade. Outras sensações negativas e prejudiciais como a irritabilidade, a impulsividade e a agressividade também resultam dessa combinação de elementos estressantes.

Pense positivamente

Mediante situações de ansiedade exagerada e que se estende por muito tempo, a orientação é evitar os pensamentos negativos, desgastantes ou catastróficos. Procure avaliar calmamente a gravidade do problema e busque alternativas de resolução, mas que te permita estar no controle de suas emoções.

Dedique tempo a si mesmo

Na correria imposta pelos compromissos e responsabilidades da vida moderna, convém repensar ações, atitudes e parar um pouquinho para respirar. Por isso, procure reservar alguns minutinhos do dia para refletir e tente ouvir o seu íntimo: reavalie as suas reais necessidades.

Dedicar algum tempo a si mesmo pode contribuir diretamente para controlar o estresse que gera ou aumenta a ansiedade. Saber olhar para dentro de si e perceber o que realmente precisa ser mudado é essencial para facilitar o alcance dos objetivos e ter uma vida mais plena e feliz.

Seja leve

Uma das melhores alternativas para reduzir o efeito da ansiedade e do estresse crônico é evitar ações ou situações que levam a agitação, raiva ou ao desgaste emocional desnecessário. Aqui, vale repensar em um clichê que circula bastante nas redes sociais: “seja leve, e releve!”

Às vezes, você pode está valorizando algo que, na verdade, nem tem tanto valor assim. Ou, se você analisar bem, nem é tão importante quanto parece. Ou talvez, não depende de você para resolver.

Logo, convém evitar esses desgastes, ou, pelo menos, passar a olhar para os problemas por um ângulo mais positivo e menos prejudicial. Na verdade, isso nem sempre é fácil. Mas é possível: o primeiro passo é tentar.

Quais são os melhores tratamentos para as doenças da mente?

Nas últimas décadas, os avanços nos tratamento das doenças psiquiátricas foram extraordinários. A compreensão da dinâmica das doenças e dos fatores que se sobrepõem gerando esses transtornos é essencial ao direcionamento das condutas médicas.

A maioria das intervenções para tratar essas enfermidades se subdividem entre os métodos somáticos e psicoterapêuticos. Os classificados como somáticos incluem medicações e terapias estimulantes das funções cerebrais. As psicoterapêuticas promovem a modulação comportamental.

Diante disso, confira os tratamentos disponíveis para reduzir os sintomas das doenças psiquiátricas.

Medicamentos

Os psiquiatras costumam apostar em medicamentos da classe dos psicoativos para controlar — ou reverter — os efeitos negativos provocados pelos desajustes cerebrais típicos do desequilíbrio mental. Principalmente para evitar agravos clínicos que podem evoluir para emergência psiquiátrica.

Esses métodos são largamente utilizados tanto em tratamentos ambulatoriais como nas internações, e têm se mostrado bastante eficazes na reabilitação do paciente.

Terapia cognitiva

A terapia cognitiva é usada para estimular o indivíduo à compreensão de que as distorções do seu pensamento são os pilares que sustentam a maioria dos problemas que surgem na vida dele. Com essa metodologia, é possível motivar a pessoa a aprender a pensar de um modo totalmente diferente em relação às experiências, o que traz significativa melhora em seu comportamento.

Terapia comportamental

Essa metodologia é comumente usada em associação com a terapia cognitiva, modalidade conhecida como terapia cognitivo-comportamental. Os especialistas afirmam que elas se complementam e, como resultado dessa combinação o paciente experimenta a redução dos sintomas em curto prazo.

A base dessa terapia têm como objetivo auxiliar o indivíduo a desaprender alguns comportamentos inadequados e prejudiciais. Essa modulação comportamental atenua a ansiedade e o estresse e é capaz de devolver a segurança sobre o controle emocional em situações adversas e delicadas.

Terapia de manutenção

Essa intervenção é a mais comumente usada pelos psicoterapeutas. O foco é a promoção de uma interação empática e de manutenção de uma relação de confiança entre o doente e o terapeuta. O paciente estimula a expressão do que sente e revela o que mais o incomoda. Por usa vez, o terapeuta dá suporte e propõe a solução dos problemas.

Por que escolher tratamento em hospital psiquiátrico?

Até a pouco tempo, a sociedade mantinha uma ideia totalmente equivocada do papel de um hospital psiquiátrico. Por uma imposição cultural, ou até mesmo por influência de uma visão preconceituosa, a maioria das pessoas pensavam que essas instituições eram exclusivamente para loucos.

Felizmente, essas impressões estereotipadas já foram desfeitas e, hoje, a procura pelos hospitais especializados em saúde mental já é bastante comum. Isso porque a abrangência dos tratamentos, assim como os benefícios ao paciente, é cada vez maior.

Essa visão mais positiva quanto à importância da submissão ao tratamento em hospital psiquiátrico se deve a diferentes fatores e estratégias diferenciadas de terapias. O doutor Zacharias justifica a relevância dessa escolha: “o paciente tem o atendimento psiquiátrico, clínico e toda a equipe multiprofissional para assegurar o suporte necessário.”

Quanto ao tempo de tratamento, ele explica: “ nós tentamos, no menor tempo possível, restabelecer esse paciente para que ele possa sair do hospital e continuar o tratamento no ambulatório. Isso é fundamental para ele porque se o paciente não tiver esse local no momento de crise, algo mais grave poderá acontecer.”

Logo, optar pelo tratamento em hospitais especializados ajuda a superar o estigma de que o doente mental é violento e agressivo. Porém, ele não é violento e agressivo quando está bem tratado e tem o apoio que necessita. Sem tratamento adequado, alguns poderão, realmente, tornar-se um risco tanto para si quanto para a sociedade.

Há, portanto, mais fatores que justificam a escolha de uma instituição especializada para tratamento em saúde mental. Veja: 

  • suporte psicoterapêutico dos profissionais dessa área;
  • terapia integrada com vários especialistas;
  • possibilidade de participação da família;
  • apoio de uma equipe multiprofissional;
  • ambiente favorável ao tratamento;
  • infraestrutura adequada.

Qual o impacto de um bom tratamento em hospital psiquiátrico?

Geralmente, a reabilitação da saúde mental exige um tratamento longo. Nenhuma desordem emocional ou síndrome psiquiátrica — quer seja depressão, transtorno de ansiedade ou um quadro psicótico — é resolvida em um curto período de tempo.

O problema é que muitas pessoas procuram um tratamento e, assim que apresentam um sinal de melhora. já abandonam o tratamento. Porém, se os sintomas voltarem  a incomodar, elas se lembram do psiquiatra novamente.

Um dos grandes desafios da saúde mental é fazer com que os pacientes entendam  a importância da continuidade do tratamento. A maioria das doenças psiquiátricas demandam muito tempo para a recuperação e, na maioria dos casos, vai necessitar tratamento a vida toda. 

Por isso, quando o paciente é submetido à internação hospitalar, o impacto sobre a recuperação dele atinge outro patamar. O tratamento é mais completo, duradouro e traz vantagens substanciais.

Listamos alguns desses benefícios. Confira:

  • processo de desintoxicação eficiente, no caso de tratamento de dependência química;
  • fortalece as emoções positivas e auxilia a superar as doenças psicossomáticas;
  • segurança da integridade física, nos casos de síndrome do pânico ou de psicoses;
  • conscientização sobre a importância da continuidade do tratamento;
  • eleva a autoconfiança e melhora a autoestima.

Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental? 

“A equipe multiprofissional precisa atuar exatamente porque ninguém consegue fazer tudo sozinho para resolver o problema de um paciente”, destaca doutor Zacharias. De forma incisiva, ele fala sobre a importância de cada componente executar a sua parte com precisão: “cada um deve fazer a sua parte, se reunir e tentar ver dentro das características de cada paciente aquilo que é melhor para ele, pois isso é fundamental.” 

A equipe de enfermagem, não só os enfermeiros, têm um papel fundamental, porque são eles que ficam 24 horas por dia, 7 dias por semana com os pacientes. A equipe de psicoterapia é fundamental durante a internação para que o paciente seja atendido e compreenda o que tem e o porquê de estar sendo internado.

O serviço social é acionado sempre que há necessidade de se fazer um contato ou uma ponte entre os familiares e o paciente internado. Isso ajuda no restabelecimento dos laços afetivos, visto que, geralmente, essa relação já está muito desgastada.

Para assegurar uma reabilitação mais completa, a terapia ocupacional vai oferecer alguma coisa para o paciente fazer. Ou seja, ele não vai ficar internado tomando remédio, apenas. É preciso otimizar o tempo com coisas úteis e saudáveis.

Por isso, todas essas atividades têm que ser mensuradas de acordo com a possibilidade e o estado de saúde de cada interno. Nesse contexto, contar com o apoio de uma equipe multiprofissional, como a do Hospital Santa Mônica, é essencial para assegurar maior qualidade ao tratamento das doenças psiquiátricas e restabelecer a saúde do indivíduo.

Aprendeu com nosso conteúdo? Agora que já conhece as principais doenças psiquiátricas, veja também como é a estrutura de um hospital referência em psiquiatria.

Doença de Parkinson: entenda os sintomas, como ela age e o tratamento

parkinson

Dados recentes afirmam que a doença de parkinson afeta mais de 200 mil brasileiros. Mediante a necessidade de maior conscientização sobre os desafios que envolvem essa doença, o dia 04 de abril foi escolhido como o Dia Nacional do Parksoniano.

A escolha dessa data objetiva alertar a sociedade sobre a necessidade de atenção exigida por um problema que a cada dia se torna mais abrangente. Além da Doença de Parkinson, outras enfermidades ligadas ao envelhecimento comprometem tanto a saúde física como também a estabilidade emocional e psíquica de quem alcança a terceira idade.

Tendo isso em vista, o objetivo deste material é discorrer sobre o panorama atual da Doença de Parkinson. Veja as principais causas, sintomas, fatores de risco e as melhores opções de tratamento para conter o impacto dessa doença. Acompanhe!

A doença de Parkinson

Ao contrário do que muitos imaginam, a função do cérebro não se limita apenas à atividades intelectuais. Esse órgão é responsável por coordenar, praticamente, todas as funções fisiológicas do corpo humano. Nesse sentido, buscar formas de retardar o efeito da degeneração celular típica do envelhecimento é essencial à longevidade mais saudável.

Por isso, a discussão quanto à importância da prevenção da saúde mental e física na terceira idade tem sido ampliada não só no Brasil como em escala mundial. Nessa perspectiva, compreender as características da Doença de Parkinson torna-se cada vez mais relevante.

Em linhas gerais, essa doença resulta de falhas na produção de um neurotransmissor chamado dopamina. Essa substância é produzida pela área cinzenta — ou negra — do cérebro, e tem a função de assegurar as reações necessárias para o funcionamento normal dos neurônios, as células cerebrais.

A dopamina controla várias funções fisiológicas no cérebro e também em outras regiões do corpo. Uma de suas funções mais relevantes é a coordenação motora dos membros superiores (mãos e braços) e inferiores (pernas e pés).

Esse neurotransmissor exerce o controle sobre os movimentos voluntários: aqueles realizados conforme a vontade da pessoa. A movimentação das mãos, braços e pernas é um exemplo clássico desse tipo de controle. Assim, na ausência ou na redução da dopamina, a pessoa apresenta tremores nos membros, principalmente nas mãos, uma das principais características da doença de Parkinson.

Outros sinais que evidenciam esse problema é a maior lentidão de movimentos, o ato de caminhar vagarosamente e arrastando os pés, ou assumir uma postura mais inclinada para a frente. O tremor se instala porque o indivíduo perde a capacidade de controlar os movimentos.

A intensidade dos tremores pode variar de pessoa para pessoa  ou se manifestar de forma diferente de acordo com determinadas situações. São mais perceptíveis ao segurar objetos leves com as mãos, ficam mais acelerados quando a pessoa fica nervosa e desaparecem durante o sono.

Vale destacar que a doença de Parkinson tem início lento, mas vai aumentando gradativamente. De caráter degenerativo, afeta a ação dos neurônios e costuma provocar diversos distúrbios nervosos na terceira idade. Porém, por causas ainda desconhecidas, essa doença pode surgir em adultos jovens ou mesmo em adolescentes. Nesses últimos, ela é chamada de parkinsonismo juvenil.

Causas da doença de Parkinson

A doença ainda não tem causas muito bem esclarecidas. Contudo, a hipótese mais provável é a morte das células cerebrais que formam uma região conhecida como substância negra, onde ocorre a produção de dopamina.

Assim, o processo degenerativo que acompanha o avanço da idade, bem como a relação das comorbidades com outras doenças mentais típicas da senilidade influenciam bastante o surgimento da doença de Parkinson. Além da influência genética e da herança familiar, há também causas relacionadas ao estilo de vida: etilismo e tabagismo são as mais importantes.

Quando atingem o envelhecimento, todas as pessoas, mesmo as saudáveis, apresentarão morte gradual das células responsáveis pela fabricação da dopamina. Entretanto, em algumas pessoas, a perda dessas células ocorrem em um ritmo muito acelerado. Por conseguinte, nelas a manifestação dos sintomas da doença será mais precoce.

A Ciência ainda não conseguiu explicar exatamente quais os mecanismos envolvidos no desencadeamento da doença de Parkinson. No entanto, a hipótese mais provável é que o desgaste nas células produtoras de dopamina resulta da combinação de diferentes fatores genéticos, ambientais e do estilo de vida.

Principais fatores de risco

Alguns fatores elevam o risco para o desenvolvimento da doença de Parkinson. Veja quais são!

Idade avançada

Ainda que haja casos mais raros de Parkinson na adolescência e na juventude, essa doença é típica do envelhecimento. Isso se justifica devido aos mecanismos fisiológicos naturais que causam a degeneração celular nessa etapa da vida.

Assim, o fator idade é um dos mais importantes para o desenvolvimento da doença de Parkinson. Geralmente, esse problema afeta pessoas acima dos 60 anos. Quanto maior a idade, maiores serão os riscos de ser acometido pela doença.

Herança familiar

Quem tem parentes próximo com o diagnóstico confirmado de Parkinson também se torna mais suscetível à doença. Mas os riscos podem ser minimizados na ausência de outros fatores causais, já que essa doença surge pela combinação de vários fatores.

Estilo de vida

Pessoas que adotam um estilo de vida com hábitos de cigarros e de consumo de álcool em excesso estão mais expostas aos riscos da doença de Parkinson.

As substâncias presentes no cigarro aceleram o envelhecimento celular, ao passo que o alcoolismo interfere nas reações enzimáticas e altera o funcionamento normal dos órgãos do corpo.

Gênero

A doença de Parkinson é mais comum nos homens do que nas mulheres. Mas ainda não há uma explicação clara para esse fenômeno.

Sedentarismo

Praticar atividade física é essencial à saúde mental e física. O sedentarismo contribui para o mal funcionamento das células e dos tecidos. Consequentemente, há maior risco de degeneração celular, além da redução do aporte de nutrientes  — como o oxigênio — para a irrigação dos órgãos nobres do corpo humano.

Fatores genéticos

As mutações genéticas específicas e ligadas à morte celular programada podem influenciar no surgimento do Parkinson. Porém, essas situações são mais raras e estão mais ligadas aos diagnósticos de pessoas com histórico de membros da família afetados pela doença.

Questões ambientais

Pessoas expostas a determinadas toxinas ou que estão constantemente sob a ação de elementos altamente nocivos, como as herbicidas, estão mais propensas ao risco da doença de Parkinson. Mercúrio, chumbo, alumínio e gases tóxicos também influenciam bastante a morte celular dos neurônios e de outras células.

Sinais e sintomas da doença de Parkinson

O Parkinson é uma doença que tem manifestação lenta e progressiva, compromete pessoas de ambos os sexos e de todas as raças. Geralmente, os sintomas mais comuns são unilaterais, o que faz com que o paciente relate que “um lado do seu corpo não está conseguindo mais acompanhar o outro”.

Se você tem algum familiar com esse tipo de queixa, convém ficar alerta aos demais sintomas e encaminhá-lo para avaliação médica. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, mas o psiquiatra também pode avaliar. Mesmo que o Parkinson não tenha cura definitiva, o acompanhamento médico objetiva minimizar os efeitos da doença e melhorar o bem-estar do paciente.

Vale ressaltar que pode haver casos de doença de Parkinson com ausência de tremores. Do mesmo modo que nem todos os pacientes idosos que apresentam tremores nas mãos são portadores dessa doença. Dada a importância de uma avaliação diagnóstica correta, o ideal é procurar tratamento em uma instituição especializada em saúde mental.

Na ausência de tremores, o paciente percebe outros sinais característicos da doença. São mais comuns apresentar dificuldade para movimentar o membro afetado, rigidez corporal, a locomoção fica mais vagarosa e há mais lentidão nas tarefas de rotina ou nos cuidados de higiene.

A lentidão na hora de fazer determinadas tarefas ou movimentos com os membros superiores ou inferiores é um dos problemas que mais afetam o parkinsoniano. Quando não há tremores, esse sintoma nem sempre é percebido por familiares ou amigos.

Mesmos isolados ou em associação com outras doenças, convém buscar ajuda o quanto antes para minimizar o impacto desses sintomas. Os sinais mais comuns da doença de Parkinson estão listados abaixo. Confira!

Tremor em repouso

Os tremores nas extremidades das mãos e dos pés são notados mesmo se esses membros estiverem em repouso. Esses tremores provocam um movimento que deixam as mãos inquietas. No estágio mais avançado da doença, os pés também são afetados.

Anormalidades na postura corporal

A doença de Parkinson também pode provocar anormalidades na postura corporal do idoso. A mais comum é o ato de caminhar com a cabeça mais inclinada para a frente. Em alguns casos, o tronco fica mais voltado para um dos lados do corpo. A lentidão nos movimentos corporais é conhecida como bradicinesia.

Musculatura rígida

A rigidez muscular resulta em uma maior dificuldade para a execução de alguns movimentos passivos. Isso é percebido quando se tenta movimentar os braços ou as pernas do parkinsoniano. Muitos idosos com Parkinson apresentam dificuldades de locomoção, lentidão no caminhar e queixas de dores que, às vezes, é confundida com a rigidez.

Alterações comportamentais

Como o cérebro coordena todas as funções do corpo, a doença de Parkinson também altera a fisiologia de alguns órgãos. Com isso, muitos parkinsonianos apresentam mudanças no comportamento ou alterações na personalidade.

Sinais de depressão, ansiedade e irritabilidade podem estar presentes. Por isso, a orientação é buscar alternativas de tratamento — para a reabilitação mental e física — por meio de um trabalho multiprofissional. Isso possibilita um trabalho mais direcionado às necessidades individuais do idoso, em um contexto mais amplo e no sob o aspecto biopsicossocial.

Os sintomas do Parkinson variam conforme o grau da enfermidade. Na fase avançada, os sinais mais evidentes dessa doença são:

  • tendência a babar;

  • dificuldade para engolir;

  • tremores mais acelerados;

  • dores musculares generalizadas;

  • falta ou diminuição da expressão no rosto;

  • muita dificuldade para iniciar ou para continuar o movimento;

  • diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos, como o piscar de olhos, por exemplo;

  • redução ou perda da motricidade fina, que leva ao comprometimento de movimento delicados como escrever, por exemplo.

Possíveis complicações da Doença de Parkinson

A doença de Parkinson apresenta algumas peculiaridades que exigem mais atenção dos profissionais de saúde. Embora na idade avançada possam surgir doenças consideradas comuns a essa fase da vida, alguns pacientes são mais propensos a comorbidades. Assim, priorizar o controle de doenças crônicas é fundamental para tornar o envelhecimento mais ativo e saudável.

Mediante isso, observe os problemas adicionais relacionados ao Parkinson:

  • insônia;

  • irritabilidade;

  • prisão de ventre;

  • fadiga excessiva;

  • disfunção sexual;

  • problemas de olfato;

  • ansiedade excessiva;

  • alterações emocionais;

  • dificuldades de raciocínio;

  • demências generalizadas;

  • alterações da pressão arterial;

  • surgimento de problemas cognitivos;

  • diminuição ou dificuldade de memória;

  • maior tendência a crises de depressão.

Diagnóstico e prevenção

Assim como acontece em todas as doenças caracterizadas como neurológicas degenerativas, o Parkinson aparece de forma leve, insidiosa e vai se agravando com o passar do tempo. Por isso, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores serão as chances de sucesso nas intervenções terapêuticas.

Procurar ajuda profissional assim que os primeiros sinais são percebidos é fundamental para conter a progressão do quadro e evitar o surgimento de complicações típicas dessa enfermidade.

Às vezes, o diagnóstico para confirmação de Parkinson exige tempo. Isso porque na idade avançada existem outras doenças com sintomas semelhantes. Assim, recomenda-se manter consultas para avaliação periódica e  acompanhamento regular com especialistas em saúde mental no envelhecimento.

Como o Parkinson não aparece em exames de laboratório, de imagem ou em testes de marcadores biológicos, é necessário uma análise criteriosa dos sintomas antes de confirmar a doença. Logo, o histórico comportamental do paciente é a base que será usada pelo neurologista para avaliação.

Atualmente, as medidas de educação preventiva que objetivam a preservação da saúde do idoso está focada em alternativas diferenciadas. No entanto, o ideal é estimular a adoção de um estilo de vida mais saudável ao longo da vida. Desse modo, é possível colher bons frutos mais tarde.

Tendo isso em vista, observe algumas sugestões que podem ajudar a retardar os efeitos do envelhecimento:

  • procure um médico tão logo perceba episódios constantes de redução de memória;

  • pratique atividade física regularmente para preservar a qualidade dos movimentos;

  • acompanhe jornais, noticiários e mantenha sua mente ativa e desperta;

  • leia sempre e ative seu cérebro com jogos ou desafios de memória;

  • pense positivamente e encare a vida com alegria;

  • mantenha a atividade intelectual mais intensa;

  • mantenha uma alimentação saudável;

  • evite álcool, fumo e uso de drogas;

  • cuide de sua saúde emocional;

Tratamentos disponíveis

Para minimizar os impactos dessa doença, o médico poderá sugerir ao paciente a adequação a um novo estilo de vida. Tal proposta objetiva melhorar o bem-estar e o senso de equilíbrio durante a execução das tarefas do cotidiano.

Nesse sentido, confira as melhores opções de tratamento para combater os sintomas e retardar o progresso da doença de Parkinson. Acompanhe!

Medicamentos

Infelizmente, ainda não se conhece nenhuma droga disponível no mercado que possa curar definitivamente a doença de Parkinson. Também não é possível evitar, efetivamente, a progressão da degeneração celular que provoca a doença.

No entanto, os médicos costumam prescrever medicamentos para repor parcialmente a dopamina que está faltando no cérebro. Esse tipo de intervenção melhora os sintomas da doença, já que a falta dessa substância é uma das possíveis causas do Parkinson.

Entretanto, esses remédios deverão ser utilizados por toda a vida. Juntos com esses medicamentos, recomenda-se também outras terapias complementares para aumentar a eficiência do tratamento e reduzir a gravidade dos sintomas.

Fisioterapia

Investir em fisioterapia ajuda na recuperação dos movimentos em todas as fases da doença. Porém, nos estágios mais avançados, o ideal é aumentar o número de seções para evitar a progressão da rigidez muscular ou a atrofia dos membros.

O tratamento com fisioterapia também é importante para recuperar a força muscular, ativar a coordenação motora, melhorar o equilíbrio corporal e ajudar nas caminhadas. Indivíduos acometidos pela Doença de Parkinson podem desenvolver problemas ligados à musculatura respiratória. Isso aumenta o risco de desenvolver várias doenças infecciosas respiratórias, principalmente pneumonia e comprometimento dos brônquios.

Fonoaudiologia

O acompanhamento com a fonoaudiologia é relevante, pois funciona como uma medida preventiva de diversas complicações. Essa intervenção influencia a adequação na administração dos alimentos, já que o parkinsoniano apresenta muita dificuldade de deglutição.

Logo, o tratamento com um fonoaudiólogo ajuda a evitar prejuízos musculares da função do tudo digestivo, o que diminui as chances de ocorrências de episódios como engasgos, por exemplo.

Além disso, a terapia complementar com a fonoaudiologia também possibilita trabalhar os distúrbios da fala do paciente, principalmente nos casos mais avançados em que a comunicação fica comprometida e prejudica o tratamento.

Terapia Ocupacional

O tratamento da Terapia Ocupacional propõe diversas alternativas de ação. Uma delas é a participação do paciente em atividades complementares para promover momentos de lazer e de interação com outras pessoas. Para o parkinsoniano de grau leve, a atividade física no tratamento geriátrico adquire um caráter lúdico, mas com função terapêutica de ativar a memória e a concentração.

Neuromodulação

A neuromodulação é uma técnica que possibilita uma série de benefícios para a recuperação das funções do sistema nervoso. Por meio dela, pode-se, por exemplo, aplicar diferentes pulsos magnéticos que ultrapassam o crânio e alcançam o córtex cerebral.

Contudo, em alguns casos, pode nem ser preciso o uso de um estímulo elétrico. Isso pode ser feito injetando um agente químico diretamente no local ou somente na medula espinhal. Essa técnica é usada para modular uma função.

Um dos benefícios da neuromodulação é atingir um local específico e modificar a estrutura química de uma determinada região. Essa técnica possibilita a redução dos sintomas de um paciente, e ainda tem a vantagem de não causar efeitos colaterais como uma medicação convencional.

Assim, por meio do estímulo elétrico de uma determinada área cerebral pode-se induzir, por exemplo, a produção de importantes neurotransmissores como a dopamina. Na atualidade, essas vantagens tornam essa modalidade de tratamento uma opção a ser considerada pela psiquiatria.

Psicoterapia

O suporte multidisciplinar incluindo profissionais da Psicologia é fundamental ao contexto de um tratamento integral e que prima pela promoção de qualidade de vida e do bem-estar do indivíduo. Portadores de Parkinson apresentam, em geral, diversos transtornos emocionais e que exigem um acompanhamento contínuo de um psicólogo.

Entre as questões mais desafiadoras estão os quadros depressivos. Se não adequadamente tratados, eles podem comprometer a dinâmica de toda a intervenção terapêutica. A depressão em pacientes com instabilidade psíquica ainda pode evoluir para situações mais graves e preocupantes como o suicídio.

Intervenção cirúrgica  

A intervenção cirúrgica pode ser feita de duas formas: pela remoção ou destruição de uma região do cérebro relacionada às funções de movimento (técnica conhecida como palidotomia) ou pela estimulação cerebral profunda.

A estimulação cerebral profunda é realizada por meio de eletrodos de alta frequência, que simulam a função de um marcapasso. Nesse método, são realizadas descargas elétricas de intensidade variável em algumas regiões cerebrais.

O objetivo é reativar áreas sem resposta e melhorar o funcionamento dos circuitos neuronais responsáveis pelo controle dos movimentos.

Ambas as técnicas possibilitam melhora importante e possibilita a redução das complicações, sobretudo em situações em que não houve sucesso com outros tipos de tratamento. São, portanto, procedimentos que exigem bastante cuidado e uma avaliação criteriosa, mas que podem trazer resultados benéficos ao paciente.

Importância de uma instituição especializada no tratamento

O Hospital Santa Mônica oferece uma infraestrutura especializada para a reabilitação da saúde mental. Para isso, há uma equipe multiprofissional formada por geriatras, psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e outros colaboradores prontos para auxiliar na superação dos desafios impostos pelas doenças do envelhecimento.

Diante de adversidades que surgem normalmente e que geram incertezas quanto a continuidade da vida, o apoio aos familiares é essencial na hora de procurar um profissional. Assim, nosso hospital abre as portas para que as famílias também participem, mais ativamente, desse processo de recuperação de seus entes queridos.

Oferecemos um tratamento completo, diferenciado e com cuidados abrangentes a fim de que alcancemos resultados satisfatórios, tanto para a doença de Parkinson quanto para outros problemas mentais. Essa missão objetiva auxiliar os pacientes e suas respectivas famílias na promoção do bem-estar, da qualidade de vida e na recuperação da saúde integral.

Gostou deste artigo? Então, não perca tempo: aproveite a visita ao nosso site e veja como os profissionais do Hospital Santa Mônica podem ajudar a superar os desafios da doença de Parkinson.

Hospital Santa Mônica: entenda como é a estrutura de um hospital referência em psiquiatria

enfermagem hsm

Compreender quais são os atributos e valores necessários a um hospital referência em Psiquiatria é essencial na hora de escolher um tratamento especializado em reabilitação da saúde mental.

Foi pensando nisso que os gestores do Hospital Santa Mônica priorizaram investimentos na qualidade da infraestrutura. A meta é disponibilizar um atendimento diferenciado, e tornar a instituição cada vez mais reconhecida e respeitada pela excelência de seus serviços.

Nessa perspectiva, elencamos alguns dos aspectos mais relevantes que um hospital referência precisa ter para prestar um atendimento eficaz e restabelecer a saúde mental de seus pacientes.

Para tanto, veja como e por que a estrutura e os serviços do Hospital Santa Mônica o transformaram em um referencial no tratamento psiquiátrico. Acompanhe!

Como o Hospital Santa Mônica se tornou referência no atendimento psiquiátrico?

O Hospital Santa Mônica foi fundado no ano de 1969 pelo Dr. Romolo Bellizia. Na ocasião, ele e um grupo de colegas médicos somaram esforços e recursos com o objetivo de construir o próprio hospital. O local escolhido foi Itapecerica da Serra, município que integra a área metropolitana de São Paulo.

O país estava passando por um momento político de intensa instabilidade, já que apenas 5 anos antes, havia se instalado a Ditadura Militar. Nesse contexto, toda a infraestrutura dos serviços básicos foi prejudicada, principalmente a área de saúde, que oferecia pouquíssimos leitos para pacientes crônicos.

Assim, focado em outras questões de cunho político, o Governo brasileiro não priorizava investimentos nos setores de saúde. Nessa conjectura, a população ficava cada vez mais exposta às doenças de todos os tipos, tanto no aspecto físico como no mental.

Com o espírito empreendedor, o Dr. Belizzia percebeu a necessidade de suprir essa carência resultante da ausência de assistencialismo dos serviços públicos, principalmente nas grandes cidades.

Em 2005, o Hospital iniciou um movimento de reposicionamento estratégico e passou a atuar mais fortemente na área de psiquiatria, voltado para o tratamento de doenças mentais e dependência química.

Em 2016 inaugurou uma clínica situada na Vila Nova Conceição, a Unidade Integrativa Santa Mônica, para atender os pacientes em caráter ambulatorial.

Assim, aos poucos o hospital se tornou cada vez mais especializado e em 2018, a instituição foi reconhecida ao tornar-se a primeira instituição privada a oferecer tratamento psiquiátrico dentro de padrões de qualidade preconizadas pela ONA – Organização Nacional de Acreditação. O marco desse reconhecimento com a certificação, atribuiu todos os requisitos que classificam a instituição como uma das melhores desse ramo. Não só em reabilitação mental, mas na qualidade do atendimento em todos os serviços prestados.

Salientamos no entanto, que desde a sua fundação — e ao longo dos 50 anos de história do Hospital Santa Mônica — a gestão sempre manteve o foco na qualidade da assistência à saúde mental.

Quais são os principais sintomas do transtorno mental?

O transtorno mental pode ser caracterizado por distúrbios que provocam sintomas leves, moderados ou graves. Os sinais podem ser restritos ao pensamento, dominar o comportamento ou resultar em efetivas ações.

Em geral, os problemas de ordem psíquica causam instabilidade ao ponto de gerar, no indivíduo, uma incapacidade para administrar as atividades de rotina.

Entre os transtornos mais comuns, a depressão atinge pessoas de todas as idades. A ansiedade, o transtorno bipolar, a demência e a esquizofrenia também se destacam entre as desordens mentais da contemporaneidade.

A origem desses transtornos não está ainda bem esclarecida, mas existem fatores que exercem bastante influência e agravam os quadros psiquiátricos. A herança genética e as questões associadas a traumas de infância, quando não tratados adequadamente, figuram na lista de elementos agravantes.

Além deles, muitos problemas relacionados às alterações constantes de humor, distúrbios de personalidade e de isolamento social concorrem para acentuar o desenvolvimento dessas doenças.

Listamos os sinais mais evidentes e que podem indicar a necessidade de encaminhamento para avaliação profissional de um psiquiatra. Observe!

Menor desempenho nas tarefas do cotidiano

Um dos primeiros sinais de comprometimento mental é o desânimo e a perda de interesse pelas tarefas de rotina. Percebe-se, então, uma queda gradativa na produtividade do trabalho e uma significativa redução no desempenho escolar ou profissional.

O indivíduo torna-se apático, indiferente e apresenta constantes variações de humor. Ataques de pânico ou de raiva, sem motivo aparente são observados com maior frequência e podem resultar em maiores complicações.

Distúrbios do Sono

As pessoas que enfrentam dificuldades no controle das emoções tendem a apresentar dificuldade para dormir. Elas não conseguem ter um sono reparador, pois costumam ter constantes pesadelos e insônia.

Muitos pacientes com desordens psiquiátricas perdem a capacidade de controlar o sono. Eles invertem o horário de dormir, tornam-se irritadiços, estressados e agressivos. Em alguns casos mais raros, esse quadro pode gerar também hipersonia (dormir por muitas horas seguidas).

Abuso de entorpecentes

Muitas pessoas que têm dificuldade para lidar com a dor ou com as adversidades da vida optam pelo abuso de substâncias tóxicas, como álcool e drogas. No entanto, essa opção é influenciada por diversos fatores.

A pressão social, a exposição aos ambientes de alta vulnerabilidade e a herança familiar são agravantes que concorrem para piorar o risco para o abuso de drogas.

Entretanto, independentemente dos caracteres mais determinantes da personalidade individual, o abuso de substâncias ilícitas está intrinsecamente associado aos problemas emocionais e psiquiátricos.

Depressão

A depressão é uma das desordens mentais mais comuns da atualidade. Esse problema afeta igualmente pessoas de todas as idades e de diferentes classes sociais. Pesquisas indicam que os números da doença são preocupantes, já que o Brasil é um dos países com maior índice de depressão da América Latina.

Vale destacar a influência da depressão para o desenvolvimento de outras doenças, tanto de caráter emocional quanto físico. A maioria das doenças fisiológicas ou metabólicas — ligadas ou não às questões hormonais — têm relação com a instabilidade emocional provocada por fatores depressivos.

De início insidioso, nem sempre os sintomas da doença se manifestam claramente. Porém, mudanças bruscas de humor, sentimentos de negatividade, excessiva preocupação com os problemas e isolamento social podem ser indícios de depressão.

Ansiedade

Ter um pouco de ansiedade faz parte do comportamento humano, principalmente em algumas situações que causam preocupação e aumento do estresse. Exames vestibulares, entrevistas de emprego ou viagens emergenciais caracterizam condições que despertam a ansiedade.

Mas quando esse problema foge ao controle e afeta as atividades de rotina, a ansiedade exige atenção especial e tratamento. Nesses casos, é classificada como ansiedade patológica e requer intervenção terapêutica imediata.

Mudanças no apetite

Em algumas pessoas, os desajustes de cunho psíquico podem provocar graves alterações no apetite. Por isso, a família e os amigos precisam ficar atentos a esses importantes sinais, já que um emagrecimento — ou um aumento de peso muito rápido — pode ser uma forma de chamar a atenção para um problema mais grave.

Devido à intensa relação entre os hábitos alimentares e à manutenção dos valores nutricionais, casos de alterações bruscas no apetite não podem ser ignoradas. O ideal é buscar ajuda profissional o quanto antes para evitar a evolução para quadros ainda mais preocupantes.

Isolamento social

Principalmente entre os mais jovens, o isolamento social é um comportamento que leva à fuga dos amigos ou dos familiares para que estes não percebam o problema que estão enfrentando.  

No entanto, esse distanciamento pode vir acompanhado de outros sinais como a depressão, a irritabilidade, ou até mesmo a agressividade sem causa aparente.

A maioria dos indivíduos que adotam esse tipo de comportamento costuma ficar por mais tempo, trancados no quarto, ou envolvido com atividades individuais, como jogos online, por exemplo.

Queda no rendimento escolar

Entre os mais jovens, um dos sinais que evidenciam a necessidade de aumentar a vigilância para identificar possíveis distúrbios de caráter psíquico é a queda no desempenho escolar.

Geralmente, esse problema vem acompanhado de mudança repentina de humor, agressividade, desinteresse pelas atividades escolares e outros sinais típicos do comportamento adolescente. Entretanto, quando os sintomas são exagerados, convém recorrer à psiquiatria infantil e juvenil o quanto antes.

Comportamento ou ideação suicida

Perdas recentes, sentimentos de frustração, questões pessoais mal resolvidas estão entre os motivos que podem alimentar ideação suicida. Esses pensamentos de negatividade contínua sustentam a ideia de que a morte é a saída para acabar com a dor e o sofrimento.

Contudo, a maioria dos indivíduos não quer acabar com a própria vida, mas adotam essa postura em momentos de tensão ou de angústia extrema. Por isso, a qualidade na assistência da saúde mental é essencial à prevenção da integridade e à restauração da saúde em situações delicadas.

Por que a estrutura do Santa Mônica o torna hospital referência em Psiquiatria?

A decisão dos gestores em se reposicionar no mercado para oferecer assistência diferenciada em saúde mental exigiu amplos investimentos na infraestrutura hospitalar.

Além disso, houve a necessidade de selecionar profissionais capacitados para a composição de uma equipe especializada e experiente em saúde mental e dependência química.

Assim, nosso hospital dispõe de uma estrutura capaz de oferecer, no mais alto grau de excelência, atendimento para reabilitação mental — em todos os níveis clínicos — e para pacientes de todas as idades. Nossa assistência psiquiátrica engloba desde o apoio infantojuvenil aos idosos.

Mediante a forte interação entre os fatores emocionais e o surgimento de doenças físicas, o foco é a reestruturação da saúde mental e a superação dos malefícios causados pela dependência química.

Outra linha de atuação igualmente importante é a reabilitação de pessoas da terceira idade, por meio de intervenções voltadas para o envelhecimento ativo e saudável.

Essas especificidades bem definidas tornam a instituição em um hospital referência em atendimento psiquiátrico. Tal atributo contribui positivamente para a construção de uma imagem cada vez mais sólida no mercado.

Confira, agora, a estrutura diferenciada do Hospital Santa Mônica. Veja também o que oferecemos aos nossos pacientes internados ou mesmo para os que necessitam apenas de acompanhamento ambulatorial.

Área física

Nossa área física é composta por:

  • 80 mil m² de área, em localização privilegiada e valorizada;
  • 50 mil m² de Mata Atlântica preservada em uma das mais importantes metrópoles da América Latina.

Estrutura básica

Conheça as unidades de tratamento específico estão subdivididas em:

  • Unidade integrativa Santa Mônica – Localizado na Vila Nova Conceição, em São Paulo/SP:
  • Unidade de Cuidados em Saúde Mental;
  • Unidade de Internação com 200 leitos;
  • Unidade de Dependência Química;
  • Unidade Ambulatório;
  • Pronto Atendimento;
  • Farmácia.

Lazer e esporte

Entre as atividades terapêuticas, lúdicas, de recreação e desportivas, destacam-se:

  • Academia de Ginástica com equipamentos modernos;
  • Campo de Futebol, Quadra de Vôlei e Piscina;
  • Atividades de Pintura e Artesanato;
  • Terapia assistida com Cães;
  • Terapias Manuais e Lúdicas;
  • Futebol, Vôlei e Basquete;
  • Alongamento;
  • Musicoterapia;
  • Hidroginástica;
  • Pilates;
  • Dançaterapia.

Espaços e serviços. Confira:

  • Espaço Bem-Estar, com serviços focados em aspectos da beleza e da autoestima;
  • Espaço Conviver, destinado à integração de pacientes de diferentes setores, com livros para leitura;
  • Tratamento Odontológico;
  • Serviço de Análises Clínicas é realizado em parceria com o Grupo Fleury.

O que um hospital deve ter e oferecer para se tornar referência em atendimento psiquiátrico?

A estrutura do hospital foi pensada, elaborada e construída nos moldes necessários para oferecer suporte psiquiátrico padronizado e de qualidade. O foco na atenção e no cuidado com os pacientes crônicos sempre esteve entre as metas mais relevantes da instituição.

Dessa maneira, nossa equipe multiprofissional está pronta para auxiliar em todas as etapas exigidas pelo processo de recuperação dos pacientes. Estamos dispostos para ajudar na reestruturação do equilíbrio mental, emocional e social, e na construção de uma nova história de vida.

Nesse sentido, alguns requisitos são elementares para um hospital de referência alcançar seus objetivos. Veja quais são!

Oferecer atividades de sociabilização

Como nosso hospital está localizado em um espaço físico bem amplo, a gestão otimizou a área a fim de proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes e seus familiares. Diariamente, são realizadas atividades monitoradas e que visam à interação social e à reintegração familiar.

Além disso, essas atividades lúdicas têm a função de melhorar a autoestima, assegurar momentos de lazer, recreação e a prática de esportes. Tais ações tornam a rotina de tratamento mais agradável e influenciam o tempo e a qualidade da recuperação da saúde.

Disponibilizar tratamento mental para todas as idades

A infância e a adolescência são fases especiais da vida; beleza, aprendizado e crescimento marcam essa etapa e influenciam consideravelmente o futuro das novas gerações.

Entretanto, nesse período, também surgem os primeiros indícios de transtornos mentais que podem resultar em complicações na vida adulta.

Por isso, um hospital referência precisa oferecer um tratamento integral e especializado para auxiliar os pacientes mais jovens — e suas respectivas famílias — no enfrentamento dessa questão. Aprender a lidar com esses sintomas desde cedo é imprescindível para a eficácia da intervenção terapêutica.

Ter uma equipe multiprofissional especializada

O Hospital Santa Mônica oferece um tratamento especializado por meio do apoio multiprofissional de nossa equipe de apoio. Além de psiquiatras e psicólogos, nosso grupo é composto por assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos e nutricionistas.

Cada paciente recebe o apoio de médicos clínicos e psiquiatras, especializados em intervenções personalizadas para um atendimento qualificado para a recuperação da saúde integral de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Investir em terapias complementares

Um dos trabalhos de grande destaque no HSM é a Intervenção Assistida por Cães. Essa modalidade de terapia tem caráter complementar e de grande relevância na reabilitação da saúde.

Essa atividade — dirigida por por terapeutas que utilizam cães devidamente treinados para essa finalidade — dinamiza o trabalho de recuperação da saúde integral dos pacientes e traz resultados benéficos em curto prazo.

Como identificar emergências psiquiátricas?

Diversas são as situações clínicas que indicam evidências de emergência psiquiátrica. No entanto, conforme o estado do indivíduo, as manifestações podem variar bastante e, inclusive ser confundida com outras condições patológicas.

Assim sendo, amigos e familiares devem ficar atentos a alguns sintomas que podem evidenciar esse quadro. Mudanças muito bruscas de comportamento, atitudes de agressividade verbal ou física — concretizadas ou não — são dignas de intervenção imediata.

Todavia, ainda que o indivíduo com atitudes suspeitas não aceite a internação, o ideal é procurar ajuda profissional e encaminhá-lo a um hospital referência em psiquiatria.

Quanto antes se processar a avaliação diagnóstica, mais precisa e eficiente será a recuperação. A saúde mental exige cuidados e atenção especial, pois muitos transtornos emocionais deixam as pessoas mais vulneráveis e podem evoluir rapidamente para emergências psiquiátricas.

Tendo isso em vista, condições associadas a surtos psicóticos, alucinações e agressividade excessiva requerem intervenção profissional e urgente. A orientação é buscar ajuda antes que o indivíduo se torne uma ameaça para si e para a sociedade.

Para ajudá-lo na identificação mais precisa desses quadros listamos as condições que podem evoluir para emergência psiquiátrica. Veja quais são:

  • indivíduo que vive sozinho e sem apoio familiar;
  • agressividade sem causa aparente;
  • piora da gravidade dos sintomas;
  • falta de perspectiva com o futuro;
  • risco de evolução para suicídio;
  • diagnóstico de doença grave;
  • perda do juízo de valor;
  • ameaça de homicídio.

Como é o tratamento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica?

Uma das áreas de destaque do HSM é o trabalho sério voltado à redução dos impactos causados pelo desequilíbrio mental, já que isto influencia o surgimento de diversas doenças.

Possibilitar uma terapia que promova o ajuste emocional e o controle dos problemas de ordem psíquica na vida de crianças, jovens e adultos é essencial a esse processo. No entanto, isso depende de intervenção multidisciplinar personalizada e diferenciada.

Esse trabalho torna-se ainda mais eficaz quando há o apoio e a participação dos familiares dos pacientes. A segurança emocional, o carinho e a atenção dos amigos e parentes são imprescindíveis à recuperação de quaisquer quadros clínicos.

Como as questões mentais exigem um tratamento personalizado, a troca de informações e o compartilhamento de ideias com os familiares ajudam a equipe médica no direcionamento das condutas.

O maior objetivo das metodologias terapêuticas propostas pela nossa equipe multidisciplinar é atingir as dificuldades que causam as alterações comportamentais no paciente. Por isso, o processo de avaliação diagnóstica inicial é tão importante para a escolha da terapia mais adequada.

Nesse sentido, nosso hospital referência em psiquiatria oferece diferentes modalidades de terapia para a reabilitação mental e física dos pacientes crônicos. Entre essas possibilidades, duas são mais importantes. Veja quais são!

Tratamento interno

Esse tipo de intervenção é indicado para os casos mais graves, e que sugerem a necessidade um acompanhamento mais intensivo. Geralmente, essa opção é escolhida nos casos de emergência psiquiátrica. Surtos psicóticos, tentativas de suicídios ou atentados à vida alheia enquadram-se nessa condição.

Um dos benefícios mais relevantes dessa modalidade de tratamento é avaliar constantemente o nível da desordem mental do indivíduo. Além disso, a internação assegura maior proteção tanto à integridade do paciente quanto das pessoas de seu convívio.

Tratamento externo

O tratamento externo é direcionado aos pacientes de menor risco. Quando há possibilidade de realizar o processo terapêutico alternado por consultas periódicas. Nessa opção, o paciente usa os medicamentos em domicílio e vai ao hospital em datas previamente agendadas para avaliação psiquiátrica.

Vale destacar que em todos os tratamentos psiquiátricos oferecidos por nossa instituição, são utilizados remédios, terapias alternativas complementares e acompanhamento psicológico intensivo.

Por que a intervenção profissional imediata faz tanta diferença?

Uma das propostas do nosso hospital referência é o foco na prevenção das doenças psiquiátricas que podem atingir um nível crítico de gravidade. Figuram nesse quadro as alucinações, os surtos psicóticos e o comportamento suicida.

Nessa perspectiva, os mecanismos de proteção à saúde integral necessitam ser mais completos e específicos. Mediante isso, a escolha de um hospital com a estrutura adequada assegura mais chances de reversão dos quadros mais agravantes.

A família e os amigos mais próximos detêm a responsabilidade de intervir e de buscar ajuda imediata para conter os reflexos negativos desse problema. Muitos pacientes graves perdem a capacidade de julgamento de valor e já não conseguem mais responder civilmente por suas ações.

Por isso, o tratamento psiquiátrico precisa ser feito de forma contínua, integralizada, multidisciplinar e urgente. Conter as dificuldades geradas pela instabilidade psíquica é um dos grandes dilemas que desafiam os profissionais dessa área.

Logo, para contornar os impactos negativos dessas doenças é preciso manter constante vigilância a fim de detectar os primeiros sinais que podem representar risco potencial à integridade mental e física.

Mediante a complexidade relativa ao tema, as intervenções direcionadas à prevenção da saúde mental devem utilizar como base o conhecimento e a identificação precisa — e imediata — dos fatores de risco.

Percebe-se, por fim, que a ameaça à integridade mental e física pode ser controlada mediante intervenções terapêuticas eficazes e políticas de saúde mentais adequadas.

Nesse contexto, a equipe multiprofissional, a qualidade do atendimento e a infraestrutura são quesitos primordiais a um hospital referência que preza pela excelência de seus serviços.

Gostou deste artigo? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica, conheça nossos serviços e esclareça suas dúvidas sobre o tratamento para reabilitação da saúde mental!