Doença de Parkinson: entenda os sintomas, como ela age e o tratamento

parkinson

Dados recentes afirmam que a doença de parkinson afeta mais de 200 mil brasileiros. Mediante a necessidade de maior conscientização sobre os desafios que envolvem essa doença, o dia 04 de abril foi escolhido como o Dia Nacional do Parksoniano.

A escolha dessa data objetiva alertar a sociedade sobre a necessidade de atenção exigida por um problema que a cada dia se torna mais abrangente. Além da Doença de Parkinson, outras enfermidades ligadas ao envelhecimento comprometem tanto a saúde física como também a estabilidade emocional e psíquica de quem alcança a terceira idade.

Tendo isso em vista, o objetivo deste material é discorrer sobre o panorama atual da Doença de Parkinson. Veja as principais causas, sintomas, fatores de risco e as melhores opções de tratamento para conter o impacto dessa doença. Acompanhe!

A doença de Parkinson

Ao contrário do que muitos imaginam, a função do cérebro não se limita apenas à atividades intelectuais. Esse órgão é responsável por coordenar, praticamente, todas as funções fisiológicas do corpo humano. Nesse sentido, buscar formas de retardar o efeito da degeneração celular típica do envelhecimento é essencial à longevidade mais saudável.

Por isso, a discussão quanto à importância da prevenção da saúde mental e física na terceira idade tem sido ampliada não só no Brasil como em escala mundial. Nessa perspectiva, compreender as características da Doença de Parkinson torna-se cada vez mais relevante.

Em linhas gerais, essa doença resulta de falhas na produção de um neurotransmissor chamado dopamina. Essa substância é produzida pela área cinzenta — ou negra — do cérebro, e tem a função de assegurar as reações necessárias para o funcionamento normal dos neurônios, as células cerebrais.

A dopamina controla várias funções fisiológicas no cérebro e também em outras regiões do corpo. Uma de suas funções mais relevantes é a coordenação motora dos membros superiores (mãos e braços) e inferiores (pernas e pés).

Esse neurotransmissor exerce o controle sobre os movimentos voluntários: aqueles realizados conforme a vontade da pessoa. A movimentação das mãos, braços e pernas é um exemplo clássico desse tipo de controle. Assim, na ausência ou na redução da dopamina, a pessoa apresenta tremores nos membros, principalmente nas mãos, uma das principais características da doença de Parkinson.

Outros sinais que evidenciam esse problema é a maior lentidão de movimentos, o ato de caminhar vagarosamente e arrastando os pés, ou assumir uma postura mais inclinada para a frente. O tremor se instala porque o indivíduo perde a capacidade de controlar os movimentos.

A intensidade dos tremores pode variar de pessoa para pessoa  ou se manifestar de forma diferente de acordo com determinadas situações. São mais perceptíveis ao segurar objetos leves com as mãos, ficam mais acelerados quando a pessoa fica nervosa e desaparecem durante o sono.

Vale destacar que a doença de Parkinson tem início lento, mas vai aumentando gradativamente. De caráter degenerativo, afeta a ação dos neurônios e costuma provocar diversos distúrbios nervosos na terceira idade. Porém, por causas ainda desconhecidas, essa doença pode surgir em adultos jovens ou mesmo em adolescentes. Nesses últimos, ela é chamada de parkinsonismo juvenil.

Causas da doença de Parkinson

A doença ainda não tem causas muito bem esclarecidas. Contudo, a hipótese mais provável é a morte das células cerebrais que formam uma região conhecida como substância negra, onde ocorre a produção de dopamina.

Assim, o processo degenerativo que acompanha o avanço da idade, bem como a relação das comorbidades com outras doenças mentais típicas da senilidade influenciam bastante o surgimento da doença de Parkinson. Além da influência genética e da herança familiar, há também causas relacionadas ao estilo de vida: etilismo e tabagismo são as mais importantes.

Quando atingem o envelhecimento, todas as pessoas, mesmo as saudáveis, apresentarão morte gradual das células responsáveis pela fabricação da dopamina. Entretanto, em algumas pessoas, a perda dessas células ocorrem em um ritmo muito acelerado. Por conseguinte, nelas a manifestação dos sintomas da doença será mais precoce.

A Ciência ainda não conseguiu explicar exatamente quais os mecanismos envolvidos no desencadeamento da doença de Parkinson. No entanto, a hipótese mais provável é que o desgaste nas células produtoras de dopamina resulta da combinação de diferentes fatores genéticos, ambientais e do estilo de vida.

Principais fatores de risco

Alguns fatores elevam o risco para o desenvolvimento da doença de Parkinson. Veja quais são!

Idade avançada

Ainda que haja casos mais raros de Parkinson na adolescência e na juventude, essa doença é típica do envelhecimento. Isso se justifica devido aos mecanismos fisiológicos naturais que causam a degeneração celular nessa etapa da vida.

Assim, o fator idade é um dos mais importantes para o desenvolvimento da doença de Parkinson. Geralmente, esse problema afeta pessoas acima dos 60 anos. Quanto maior a idade, maiores serão os riscos de ser acometido pela doença.

Herança familiar

Quem tem parentes próximo com o diagnóstico confirmado de Parkinson também se torna mais suscetível à doença. Mas os riscos podem ser minimizados na ausência de outros fatores causais, já que essa doença surge pela combinação de vários fatores.

Estilo de vida

Pessoas que adotam um estilo de vida com hábitos de cigarros e de consumo de álcool em excesso estão mais expostas aos riscos da doença de Parkinson.

As substâncias presentes no cigarro aceleram o envelhecimento celular, ao passo que o alcoolismo interfere nas reações enzimáticas e altera o funcionamento normal dos órgãos do corpo.

Gênero

A doença de Parkinson é mais comum nos homens do que nas mulheres. Mas ainda não há uma explicação clara para esse fenômeno.

Sedentarismo

Praticar atividade física é essencial à saúde mental e física. O sedentarismo contribui para o mal funcionamento das células e dos tecidos. Consequentemente, há maior risco de degeneração celular, além da redução do aporte de nutrientes  — como o oxigênio — para a irrigação dos órgãos nobres do corpo humano.

Fatores genéticos

As mutações genéticas específicas e ligadas à morte celular programada podem influenciar no surgimento do Parkinson. Porém, essas situações são mais raras e estão mais ligadas aos diagnósticos de pessoas com histórico de membros da família afetados pela doença.

Questões ambientais

Pessoas expostas a determinadas toxinas ou que estão constantemente sob a ação de elementos altamente nocivos, como as herbicidas, estão mais propensas ao risco da doença de Parkinson. Mercúrio, chumbo, alumínio e gases tóxicos também influenciam bastante a morte celular dos neurônios e de outras células.

Sinais e sintomas da doença de Parkinson

O Parkinson é uma doença que tem manifestação lenta e progressiva, compromete pessoas de ambos os sexos e de todas as raças. Geralmente, os sintomas mais comuns são unilaterais, o que faz com que o paciente relate que “um lado do seu corpo não está conseguindo mais acompanhar o outro”.

Se você tem algum familiar com esse tipo de queixa, convém ficar alerta aos demais sintomas e encaminhá-lo para avaliação médica. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, mas o psiquiatra também pode avaliar. Mesmo que o Parkinson não tenha cura definitiva, o acompanhamento médico objetiva minimizar os efeitos da doença e melhorar o bem-estar do paciente.

Vale ressaltar que pode haver casos de doença de Parkinson com ausência de tremores. Do mesmo modo que nem todos os pacientes idosos que apresentam tremores nas mãos são portadores dessa doença. Dada a importância de uma avaliação diagnóstica correta, o ideal é procurar tratamento em uma instituição especializada em saúde mental.

Na ausência de tremores, o paciente percebe outros sinais característicos da doença. São mais comuns apresentar dificuldade para movimentar o membro afetado, rigidez corporal, a locomoção fica mais vagarosa e há mais lentidão nas tarefas de rotina ou nos cuidados de higiene.

A lentidão na hora de fazer determinadas tarefas ou movimentos com os membros superiores ou inferiores é um dos problemas que mais afetam o parkinsoniano. Quando não há tremores, esse sintoma nem sempre é percebido por familiares ou amigos.

Mesmos isolados ou em associação com outras doenças, convém buscar ajuda o quanto antes para minimizar o impacto desses sintomas. Os sinais mais comuns da doença de Parkinson estão listados abaixo. Confira!

Tremor em repouso

Os tremores nas extremidades das mãos e dos pés são notados mesmo se esses membros estiverem em repouso. Esses tremores provocam um movimento que deixam as mãos inquietas. No estágio mais avançado da doença, os pés também são afetados.

Anormalidades na postura corporal

A doença de Parkinson também pode provocar anormalidades na postura corporal do idoso. A mais comum é o ato de caminhar com a cabeça mais inclinada para a frente. Em alguns casos, o tronco fica mais voltado para um dos lados do corpo. A lentidão nos movimentos corporais é conhecida como bradicinesia.

Musculatura rígida

A rigidez muscular resulta em uma maior dificuldade para a execução de alguns movimentos passivos. Isso é percebido quando se tenta movimentar os braços ou as pernas do parkinsoniano. Muitos idosos com Parkinson apresentam dificuldades de locomoção, lentidão no caminhar e queixas de dores que, às vezes, é confundida com a rigidez.

Alterações comportamentais

Como o cérebro coordena todas as funções do corpo, a doença de Parkinson também altera a fisiologia de alguns órgãos. Com isso, muitos parkinsonianos apresentam mudanças no comportamento ou alterações na personalidade.

Sinais de depressão, ansiedade e irritabilidade podem estar presentes. Por isso, a orientação é buscar alternativas de tratamento — para a reabilitação mental e física — por meio de um trabalho multiprofissional. Isso possibilita um trabalho mais direcionado às necessidades individuais do idoso, em um contexto mais amplo e no sob o aspecto biopsicossocial.

Os sintomas do Parkinson variam conforme o grau da enfermidade. Na fase avançada, os sinais mais evidentes dessa doença são:

  • tendência a babar;

  • dificuldade para engolir;

  • tremores mais acelerados;

  • dores musculares generalizadas;

  • falta ou diminuição da expressão no rosto;

  • muita dificuldade para iniciar ou para continuar o movimento;

  • diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos, como o piscar de olhos, por exemplo;

  • redução ou perda da motricidade fina, que leva ao comprometimento de movimento delicados como escrever, por exemplo.

Possíveis complicações da Doença de Parkinson

A doença de Parkinson apresenta algumas peculiaridades que exigem mais atenção dos profissionais de saúde. Embora na idade avançada possam surgir doenças consideradas comuns a essa fase da vida, alguns pacientes são mais propensos a comorbidades. Assim, priorizar o controle de doenças crônicas é fundamental para tornar o envelhecimento mais ativo e saudável.

Mediante isso, observe os problemas adicionais relacionados ao Parkinson:

  • insônia;

  • irritabilidade;

  • prisão de ventre;

  • fadiga excessiva;

  • disfunção sexual;

  • problemas de olfato;

  • ansiedade excessiva;

  • alterações emocionais;

  • dificuldades de raciocínio;

  • demências generalizadas;

  • alterações da pressão arterial;

  • surgimento de problemas cognitivos;

  • diminuição ou dificuldade de memória;

  • maior tendência a crises de depressão.

Diagnóstico e prevenção

Assim como acontece em todas as doenças caracterizadas como neurológicas degenerativas, o Parkinson aparece de forma leve, insidiosa e vai se agravando com o passar do tempo. Por isso, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores serão as chances de sucesso nas intervenções terapêuticas.

Procurar ajuda profissional assim que os primeiros sinais são percebidos é fundamental para conter a progressão do quadro e evitar o surgimento de complicações típicas dessa enfermidade.

Às vezes, o diagnóstico para confirmação de Parkinson exige tempo. Isso porque na idade avançada existem outras doenças com sintomas semelhantes. Assim, recomenda-se manter consultas para avaliação periódica e  acompanhamento regular com especialistas em saúde mental no envelhecimento.

Como o Parkinson não aparece em exames de laboratório, de imagem ou em testes de marcadores biológicos, é necessário uma análise criteriosa dos sintomas antes de confirmar a doença. Logo, o histórico comportamental do paciente é a base que será usada pelo neurologista para avaliação.

Atualmente, as medidas de educação preventiva que objetivam a preservação da saúde do idoso está focada em alternativas diferenciadas. No entanto, o ideal é estimular a adoção de um estilo de vida mais saudável ao longo da vida. Desse modo, é possível colher bons frutos mais tarde.

Tendo isso em vista, observe algumas sugestões que podem ajudar a retardar os efeitos do envelhecimento:

  • procure um médico tão logo perceba episódios constantes de redução de memória;

  • pratique atividade física regularmente para preservar a qualidade dos movimentos;

  • acompanhe jornais, noticiários e mantenha sua mente ativa e desperta;

  • leia sempre e ative seu cérebro com jogos ou desafios de memória;

  • pense positivamente e encare a vida com alegria;

  • mantenha a atividade intelectual mais intensa;

  • mantenha uma alimentação saudável;

  • evite álcool, fumo e uso de drogas;

  • cuide de sua saúde emocional;

Tratamentos disponíveis

Para minimizar os impactos dessa doença, o médico poderá sugerir ao paciente a adequação a um novo estilo de vida. Tal proposta objetiva melhorar o bem-estar e o senso de equilíbrio durante a execução das tarefas do cotidiano.

Nesse sentido, confira as melhores opções de tratamento para combater os sintomas e retardar o progresso da doença de Parkinson. Acompanhe!

Medicamentos

Infelizmente, ainda não se conhece nenhuma droga disponível no mercado que possa curar definitivamente a doença de Parkinson. Também não é possível evitar, efetivamente, a progressão da degeneração celular que provoca a doença.

No entanto, os médicos costumam prescrever medicamentos para repor parcialmente a dopamina que está faltando no cérebro. Esse tipo de intervenção melhora os sintomas da doença, já que a falta dessa substância é uma das possíveis causas do Parkinson.

Entretanto, esses remédios deverão ser utilizados por toda a vida. Juntos com esses medicamentos, recomenda-se também outras terapias complementares para aumentar a eficiência do tratamento e reduzir a gravidade dos sintomas.

Fisioterapia

Investir em fisioterapia ajuda na recuperação dos movimentos em todas as fases da doença. Porém, nos estágios mais avançados, o ideal é aumentar o número de seções para evitar a progressão da rigidez muscular ou a atrofia dos membros.

O tratamento com fisioterapia também é importante para recuperar a força muscular, ativar a coordenação motora, melhorar o equilíbrio corporal e ajudar nas caminhadas. Indivíduos acometidos pela Doença de Parkinson podem desenvolver problemas ligados à musculatura respiratória. Isso aumenta o risco de desenvolver várias doenças infecciosas respiratórias, principalmente pneumonia e comprometimento dos brônquios.

Fonoaudiologia

O acompanhamento com a fonoaudiologia é relevante, pois funciona como uma medida preventiva de diversas complicações. Essa intervenção influencia a adequação na administração dos alimentos, já que o parkinsoniano apresenta muita dificuldade de deglutição.

Logo, o tratamento com um fonoaudiólogo ajuda a evitar prejuízos musculares da função do tudo digestivo, o que diminui as chances de ocorrências de episódios como engasgos, por exemplo.

Além disso, a terapia complementar com a fonoaudiologia também possibilita trabalhar os distúrbios da fala do paciente, principalmente nos casos mais avançados em que a comunicação fica comprometida e prejudica o tratamento.

Terapia Ocupacional

O tratamento da Terapia Ocupacional propõe diversas alternativas de ação. Uma delas é a participação do paciente em atividades complementares para promover momentos de lazer e de interação com outras pessoas. Para o parkinsoniano de grau leve, a atividade física no tratamento geriátrico adquire um caráter lúdico, mas com função terapêutica de ativar a memória e a concentração.

Neuromodulação

A neuromodulação é uma técnica que possibilita uma série de benefícios para a recuperação das funções do sistema nervoso. Por meio dela, pode-se, por exemplo, aplicar diferentes pulsos magnéticos que ultrapassam o crânio e alcançam o córtex cerebral.

Contudo, em alguns casos, pode nem ser preciso o uso de um estímulo elétrico. Isso pode ser feito injetando um agente químico diretamente no local ou somente na medula espinhal. Essa técnica é usada para modular uma função.

Um dos benefícios da neuromodulação é atingir um local específico e modificar a estrutura química de uma determinada região. Essa técnica possibilita a redução dos sintomas de um paciente, e ainda tem a vantagem de não causar efeitos colaterais como uma medicação convencional.

Assim, por meio do estímulo elétrico de uma determinada área cerebral pode-se induzir, por exemplo, a produção de importantes neurotransmissores como a dopamina. Na atualidade, essas vantagens tornam essa modalidade de tratamento uma opção a ser considerada pela psiquiatria.

Psicoterapia

O suporte multidisciplinar incluindo profissionais da Psicologia é fundamental ao contexto de um tratamento integral e que prima pela promoção de qualidade de vida e do bem-estar do indivíduo. Portadores de Parkinson apresentam, em geral, diversos transtornos emocionais e que exigem um acompanhamento contínuo de um psicólogo.

Entre as questões mais desafiadoras estão os quadros depressivos. Se não adequadamente tratados, eles podem comprometer a dinâmica de toda a intervenção terapêutica. A depressão em pacientes com instabilidade psíquica ainda pode evoluir para situações mais graves e preocupantes como o suicídio.

Intervenção cirúrgica  

A intervenção cirúrgica pode ser feita de duas formas: pela remoção ou destruição de uma região do cérebro relacionada às funções de movimento (técnica conhecida como palidotomia) ou pela estimulação cerebral profunda.

A estimulação cerebral profunda é realizada por meio de eletrodos de alta frequência, que simulam a função de um marcapasso. Nesse método, são realizadas descargas elétricas de intensidade variável em algumas regiões cerebrais.

O objetivo é reativar áreas sem resposta e melhorar o funcionamento dos circuitos neuronais responsáveis pelo controle dos movimentos.

Ambas as técnicas possibilitam melhora importante e possibilita a redução das complicações, sobretudo em situações em que não houve sucesso com outros tipos de tratamento. São, portanto, procedimentos que exigem bastante cuidado e uma avaliação criteriosa, mas que podem trazer resultados benéficos ao paciente.

Importância de uma instituição especializada no tratamento

O Hospital Santa Mônica oferece uma infraestrutura especializada para a reabilitação da saúde mental. Para isso, há uma equipe multiprofissional formada por geriatras, psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e outros colaboradores prontos para auxiliar na superação dos desafios impostos pelas doenças do envelhecimento.

Diante de adversidades que surgem normalmente e que geram incertezas quanto a continuidade da vida, o apoio aos familiares é essencial na hora de procurar um profissional. Assim, nosso hospital abre as portas para que as famílias também participem, mais ativamente, desse processo de recuperação de seus entes queridos.

Oferecemos um tratamento completo, diferenciado e com cuidados abrangentes a fim de que alcancemos resultados satisfatórios, tanto para a doença de Parkinson quanto para outros problemas mentais. Essa missão objetiva auxiliar os pacientes e suas respectivas famílias na promoção do bem-estar, da qualidade de vida e na recuperação da saúde integral.

Gostou deste artigo? Então, não perca tempo: aproveite a visita ao nosso site e veja como os profissionais do Hospital Santa Mônica podem ajudar a superar os desafios da doença de Parkinson.

Hospital Santa Mônica: entenda como é a estrutura de um hospital referência em psiquiatria

enfermagem hsm

Compreender quais são os atributos e valores necessários a um hospital referência em Psiquiatria é essencial na hora de escolher um tratamento especializado em reabilitação da saúde mental.

Foi pensando nisso que os gestores do Hospital Santa Mônica priorizaram investimentos na qualidade da infraestrutura. A meta é disponibilizar um atendimento diferenciado, e tornar a instituição cada vez mais reconhecida e respeitada pela excelência de seus serviços.

Nessa perspectiva, elencamos alguns dos aspectos mais relevantes que um hospital referência precisa ter para prestar um atendimento eficaz e restabelecer a saúde mental de seus pacientes.

Para tanto, veja como e por que a estrutura e os serviços do Hospital Santa Mônica o transformaram em um referencial no tratamento psiquiátrico. Acompanhe!

Como o Hospital Santa Mônica se tornou referência no atendimento psiquiátrico?

O Hospital Santa Mônica foi fundado no ano de 1969 pelo Dr. Romolo Bellizia. Na ocasião, ele e um grupo de colegas médicos somaram esforços e recursos com o objetivo de construir o próprio hospital. O local escolhido foi Itapecerica da Serra, município que integra a área metropolitana de São Paulo.

O país estava passando por um momento político de intensa instabilidade, já que apenas 5 anos antes, havia se instalado a Ditadura Militar. Nesse contexto, toda a infraestrutura dos serviços básicos foi prejudicada, principalmente a área de saúde, que oferecia pouquíssimos leitos para pacientes crônicos.

Assim, focado em outras questões de cunho político, o Governo brasileiro não priorizava investimentos nos setores de saúde. Nessa conjectura, a população ficava cada vez mais exposta às doenças de todos os tipos, tanto no aspecto físico como no mental.

Com o espírito empreendedor, o Dr. Belizzia percebeu a necessidade de suprir essa carência resultante da ausência de assistencialismo dos serviços públicos, principalmente nas grandes cidades.

Em 2005, o Hospital iniciou um movimento de reposicionamento estratégico e passou a atuar mais fortemente na área de psiquiatria, voltado para o tratamento de doenças mentais e dependência química.

Em 2016 inaugurou uma clínica situada na Vila Nova Conceição, a Unidade Integrativa Santa Mônica, para atender os pacientes em caráter ambulatorial.

Assim, aos poucos o hospital se tornou cada vez mais especializado e em 2018, a instituição foi reconhecida ao tornar-se a primeira instituição privada a oferecer tratamento psiquiátrico dentro de padrões de qualidade preconizadas pela ONA – Organização Nacional de Acreditação. O marco desse reconhecimento com a certificação, atribuiu todos os requisitos que classificam a instituição como uma das melhores desse ramo. Não só em reabilitação mental, mas na qualidade do atendimento em todos os serviços prestados.

Salientamos no entanto, que desde a sua fundação — e ao longo dos 50 anos de história do Hospital Santa Mônica — a gestão sempre manteve o foco na qualidade da assistência à saúde mental.

Quais são os principais sintomas do transtorno mental?

O transtorno mental pode ser caracterizado por distúrbios que provocam sintomas leves, moderados ou graves. Os sinais podem ser restritos ao pensamento, dominar o comportamento ou resultar em efetivas ações.

Em geral, os problemas de ordem psíquica causam instabilidade ao ponto de gerar, no indivíduo, uma incapacidade para administrar as atividades de rotina.

Entre os transtornos mais comuns, a depressão atinge pessoas de todas as idades. A ansiedade, o transtorno bipolar, a demência e a esquizofrenia também se destacam entre as desordens mentais da contemporaneidade.

A origem desses transtornos não está ainda bem esclarecida, mas existem fatores que exercem bastante influência e agravam os quadros psiquiátricos. A herança genética e as questões associadas a traumas de infância, quando não tratados adequadamente, figuram na lista de elementos agravantes.

Além deles, muitos problemas relacionados às alterações constantes de humor, distúrbios de personalidade e de isolamento social concorrem para acentuar o desenvolvimento dessas doenças.

Listamos os sinais mais evidentes e que podem indicar a necessidade de encaminhamento para avaliação profissional de um psiquiatra. Observe!

Menor desempenho nas tarefas do cotidiano

Um dos primeiros sinais de comprometimento mental é o desânimo e a perda de interesse pelas tarefas de rotina. Percebe-se, então, uma queda gradativa na produtividade do trabalho e uma significativa redução no desempenho escolar ou profissional.

O indivíduo torna-se apático, indiferente e apresenta constantes variações de humor. Ataques de pânico ou de raiva, sem motivo aparente são observados com maior frequência e podem resultar em maiores complicações.

Distúrbios do Sono

As pessoas que enfrentam dificuldades no controle das emoções tendem a apresentar dificuldade para dormir. Elas não conseguem ter um sono reparador, pois costumam ter constantes pesadelos e insônia.

Muitos pacientes com desordens psiquiátricas perdem a capacidade de controlar o sono. Eles invertem o horário de dormir, tornam-se irritadiços, estressados e agressivos. Em alguns casos mais raros, esse quadro pode gerar também hipersonia (dormir por muitas horas seguidas).

Abuso de entorpecentes

Muitas pessoas que têm dificuldade para lidar com a dor ou com as adversidades da vida optam pelo abuso de substâncias tóxicas, como álcool e drogas. No entanto, essa opção é influenciada por diversos fatores.

A pressão social, a exposição aos ambientes de alta vulnerabilidade e a herança familiar são agravantes que concorrem para piorar o risco para o abuso de drogas.

Entretanto, independentemente dos caracteres mais determinantes da personalidade individual, o abuso de substâncias ilícitas está intrinsecamente associado aos problemas emocionais e psiquiátricos.

Depressão

A depressão é uma das desordens mentais mais comuns da atualidade. Esse problema afeta igualmente pessoas de todas as idades e de diferentes classes sociais. Pesquisas indicam que os números da doença são preocupantes, já que o Brasil é um dos países com maior índice de depressão da América Latina.

Vale destacar a influência da depressão para o desenvolvimento de outras doenças, tanto de caráter emocional quanto físico. A maioria das doenças fisiológicas ou metabólicas — ligadas ou não às questões hormonais — têm relação com a instabilidade emocional provocada por fatores depressivos.

De início insidioso, nem sempre os sintomas da doença se manifestam claramente. Porém, mudanças bruscas de humor, sentimentos de negatividade, excessiva preocupação com os problemas e isolamento social podem ser indícios de depressão.

Ansiedade

Ter um pouco de ansiedade faz parte do comportamento humano, principalmente em algumas situações que causam preocupação e aumento do estresse. Exames vestibulares, entrevistas de emprego ou viagens emergenciais caracterizam condições que despertam a ansiedade.

Mas quando esse problema foge ao controle e afeta as atividades de rotina, a ansiedade exige atenção especial e tratamento. Nesses casos, é classificada como ansiedade patológica e requer intervenção terapêutica imediata.

Mudanças no apetite

Em algumas pessoas, os desajustes de cunho psíquico podem provocar graves alterações no apetite. Por isso, a família e os amigos precisam ficar atentos a esses importantes sinais, já que um emagrecimento — ou um aumento de peso muito rápido — pode ser uma forma de chamar a atenção para um problema mais grave.

Devido à intensa relação entre os hábitos alimentares e à manutenção dos valores nutricionais, casos de alterações bruscas no apetite não podem ser ignoradas. O ideal é buscar ajuda profissional o quanto antes para evitar a evolução para quadros ainda mais preocupantes.

Isolamento social

Principalmente entre os mais jovens, o isolamento social é um comportamento que leva à fuga dos amigos ou dos familiares para que estes não percebam o problema que estão enfrentando.  

No entanto, esse distanciamento pode vir acompanhado de outros sinais como a depressão, a irritabilidade, ou até mesmo a agressividade sem causa aparente.

A maioria dos indivíduos que adotam esse tipo de comportamento costuma ficar por mais tempo, trancados no quarto, ou envolvido com atividades individuais, como jogos online, por exemplo.

Queda no rendimento escolar

Entre os mais jovens, um dos sinais que evidenciam a necessidade de aumentar a vigilância para identificar possíveis distúrbios de caráter psíquico é a queda no desempenho escolar.

Geralmente, esse problema vem acompanhado de mudança repentina de humor, agressividade, desinteresse pelas atividades escolares e outros sinais típicos do comportamento adolescente. Entretanto, quando os sintomas são exagerados, convém recorrer à psiquiatria infantil e juvenil o quanto antes.

Comportamento ou ideação suicida

Perdas recentes, sentimentos de frustração, questões pessoais mal resolvidas estão entre os motivos que podem alimentar ideação suicida. Esses pensamentos de negatividade contínua sustentam a ideia de que a morte é a saída para acabar com a dor e o sofrimento.

Contudo, a maioria dos indivíduos não quer acabar com a própria vida, mas adotam essa postura em momentos de tensão ou de angústia extrema. Por isso, a qualidade na assistência da saúde mental é essencial à prevenção da integridade e à restauração da saúde em situações delicadas.

Por que a estrutura do Santa Mônica o torna hospital referência em Psiquiatria?

A decisão dos gestores em se reposicionar no mercado para oferecer assistência diferenciada em saúde mental exigiu amplos investimentos na infraestrutura hospitalar.

Além disso, houve a necessidade de selecionar profissionais capacitados para a composição de uma equipe especializada e experiente em saúde mental e dependência química.

Assim, nosso hospital dispõe de uma estrutura capaz de oferecer, no mais alto grau de excelência, atendimento para reabilitação mental — em todos os níveis clínicos — e para pacientes de todas as idades. Nossa assistência psiquiátrica engloba desde o apoio infantojuvenil aos idosos.

Mediante a forte interação entre os fatores emocionais e o surgimento de doenças físicas, o foco é a reestruturação da saúde mental e a superação dos malefícios causados pela dependência química.

Outra linha de atuação igualmente importante é a reabilitação de pessoas da terceira idade, por meio de intervenções voltadas para o envelhecimento ativo e saudável.

Essas especificidades bem definidas tornam a instituição em um hospital referência em atendimento psiquiátrico. Tal atributo contribui positivamente para a construção de uma imagem cada vez mais sólida no mercado.

Confira, agora, a estrutura diferenciada do Hospital Santa Mônica. Veja também o que oferecemos aos nossos pacientes internados ou mesmo para os que necessitam apenas de acompanhamento ambulatorial.

Área física

Nossa área física é composta por:

  • 80 mil m² de área, em localização privilegiada e valorizada;
  • 50 mil m² de Mata Atlântica preservada em uma das mais importantes metrópoles da América Latina.

Estrutura básica

Conheça as unidades de tratamento específico estão subdivididas em:

  • Unidade integrativa Santa Mônica – Localizado na Vila Nova Conceição, em São Paulo/SP:
  • Unidade de Cuidados em Saúde Mental;
  • Unidade de Internação com 200 leitos;
  • Unidade de Dependência Química;
  • Unidade Ambulatório;
  • Pronto Atendimento;
  • Farmácia.

Lazer e esporte

Entre as atividades terapêuticas, lúdicas, de recreação e desportivas, destacam-se:

  • Academia de Ginástica com equipamentos modernos;
  • Campo de Futebol, Quadra de Vôlei e Piscina;
  • Atividades de Pintura e Artesanato;
  • Terapia assistida com Cães;
  • Terapias Manuais e Lúdicas;
  • Futebol, Vôlei e Basquete;
  • Alongamento;
  • Musicoterapia;
  • Hidroginástica;
  • Pilates;
  • Dançaterapia.

Espaços e serviços. Confira:

  • Espaço Bem-Estar, com serviços focados em aspectos da beleza e da autoestima;
  • Espaço Conviver, destinado à integração de pacientes de diferentes setores, com livros para leitura;
  • Tratamento Odontológico;
  • Serviço de Análises Clínicas é realizado em parceria com o Grupo Fleury.

O que um hospital deve ter e oferecer para se tornar referência em atendimento psiquiátrico?

A estrutura do hospital foi pensada, elaborada e construída nos moldes necessários para oferecer suporte psiquiátrico padronizado e de qualidade. O foco na atenção e no cuidado com os pacientes crônicos sempre esteve entre as metas mais relevantes da instituição.

Dessa maneira, nossa equipe multiprofissional está pronta para auxiliar em todas as etapas exigidas pelo processo de recuperação dos pacientes. Estamos dispostos para ajudar na reestruturação do equilíbrio mental, emocional e social, e na construção de uma nova história de vida.

Nesse sentido, alguns requisitos são elementares para um hospital de referência alcançar seus objetivos. Veja quais são!

Oferecer atividades de sociabilização

Como nosso hospital está localizado em um espaço físico bem amplo, a gestão otimizou a área a fim de proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes e seus familiares. Diariamente, são realizadas atividades monitoradas e que visam à interação social e à reintegração familiar.

Além disso, essas atividades lúdicas têm a função de melhorar a autoestima, assegurar momentos de lazer, recreação e a prática de esportes. Tais ações tornam a rotina de tratamento mais agradável e influenciam o tempo e a qualidade da recuperação da saúde.

Disponibilizar tratamento mental para todas as idades

A infância e a adolescência são fases especiais da vida; beleza, aprendizado e crescimento marcam essa etapa e influenciam consideravelmente o futuro das novas gerações.

Entretanto, nesse período, também surgem os primeiros indícios de transtornos mentais que podem resultar em complicações na vida adulta.

Por isso, um hospital referência precisa oferecer um tratamento integral e especializado para auxiliar os pacientes mais jovens — e suas respectivas famílias — no enfrentamento dessa questão. Aprender a lidar com esses sintomas desde cedo é imprescindível para a eficácia da intervenção terapêutica.

Ter uma equipe multiprofissional especializada

O Hospital Santa Mônica oferece um tratamento especializado por meio do apoio multiprofissional de nossa equipe de apoio. Além de psiquiatras e psicólogos, nosso grupo é composto por assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos e nutricionistas.

Cada paciente recebe o apoio de médicos clínicos e psiquiatras, especializados em intervenções personalizadas para um atendimento qualificado para a recuperação da saúde integral de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Investir em terapias complementares

Um dos trabalhos de grande destaque no HSM é a Intervenção Assistida por Cães. Essa modalidade de terapia tem caráter complementar e de grande relevância na reabilitação da saúde.

Essa atividade — dirigida por por terapeutas que utilizam cães devidamente treinados para essa finalidade — dinamiza o trabalho de recuperação da saúde integral dos pacientes e traz resultados benéficos em curto prazo.

Como identificar emergências psiquiátricas?

Diversas são as situações clínicas que indicam evidências de emergência psiquiátrica. No entanto, conforme o estado do indivíduo, as manifestações podem variar bastante e, inclusive ser confundida com outras condições patológicas.

Assim sendo, amigos e familiares devem ficar atentos a alguns sintomas que podem evidenciar esse quadro. Mudanças muito bruscas de comportamento, atitudes de agressividade verbal ou física — concretizadas ou não — são dignas de intervenção imediata.

Todavia, ainda que o indivíduo com atitudes suspeitas não aceite a internação, o ideal é procurar ajuda profissional e encaminhá-lo a um hospital referência em psiquiatria.

Quanto antes se processar a avaliação diagnóstica, mais precisa e eficiente será a recuperação. A saúde mental exige cuidados e atenção especial, pois muitos transtornos emocionais deixam as pessoas mais vulneráveis e podem evoluir rapidamente para emergências psiquiátricas.

Tendo isso em vista, condições associadas a surtos psicóticos, alucinações e agressividade excessiva requerem intervenção profissional e urgente. A orientação é buscar ajuda antes que o indivíduo se torne uma ameaça para si e para a sociedade.

Para ajudá-lo na identificação mais precisa desses quadros listamos as condições que podem evoluir para emergência psiquiátrica. Veja quais são:

  • indivíduo que vive sozinho e sem apoio familiar;
  • agressividade sem causa aparente;
  • piora da gravidade dos sintomas;
  • falta de perspectiva com o futuro;
  • risco de evolução para suicídio;
  • diagnóstico de doença grave;
  • perda do juízo de valor;
  • ameaça de homicídio.

Como é o tratamento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica?

Uma das áreas de destaque do HSM é o trabalho sério voltado à redução dos impactos causados pelo desequilíbrio mental, já que isto influencia o surgimento de diversas doenças.

Possibilitar uma terapia que promova o ajuste emocional e o controle dos problemas de ordem psíquica na vida de crianças, jovens e adultos é essencial a esse processo. No entanto, isso depende de intervenção multidisciplinar personalizada e diferenciada.

Esse trabalho torna-se ainda mais eficaz quando há o apoio e a participação dos familiares dos pacientes. A segurança emocional, o carinho e a atenção dos amigos e parentes são imprescindíveis à recuperação de quaisquer quadros clínicos.

Como as questões mentais exigem um tratamento personalizado, a troca de informações e o compartilhamento de ideias com os familiares ajudam a equipe médica no direcionamento das condutas.

O maior objetivo das metodologias terapêuticas propostas pela nossa equipe multidisciplinar é atingir as dificuldades que causam as alterações comportamentais no paciente. Por isso, o processo de avaliação diagnóstica inicial é tão importante para a escolha da terapia mais adequada.

Nesse sentido, nosso hospital referência em psiquiatria oferece diferentes modalidades de terapia para a reabilitação mental e física dos pacientes crônicos. Entre essas possibilidades, duas são mais importantes. Veja quais são!

Tratamento interno

Esse tipo de intervenção é indicado para os casos mais graves, e que sugerem a necessidade um acompanhamento mais intensivo. Geralmente, essa opção é escolhida nos casos de emergência psiquiátrica. Surtos psicóticos, tentativas de suicídios ou atentados à vida alheia enquadram-se nessa condição.

Um dos benefícios mais relevantes dessa modalidade de tratamento é avaliar constantemente o nível da desordem mental do indivíduo. Além disso, a internação assegura maior proteção tanto à integridade do paciente quanto das pessoas de seu convívio.

Tratamento externo

O tratamento externo é direcionado aos pacientes de menor risco. Quando há possibilidade de realizar o processo terapêutico alternado por consultas periódicas. Nessa opção, o paciente usa os medicamentos em domicílio e vai ao hospital em datas previamente agendadas para avaliação psiquiátrica.

Vale destacar que em todos os tratamentos psiquiátricos oferecidos por nossa instituição, são utilizados remédios, terapias alternativas complementares e acompanhamento psicológico intensivo.

Por que a intervenção profissional imediata faz tanta diferença?

Uma das propostas do nosso hospital referência é o foco na prevenção das doenças psiquiátricas que podem atingir um nível crítico de gravidade. Figuram nesse quadro as alucinações, os surtos psicóticos e o comportamento suicida.

Nessa perspectiva, os mecanismos de proteção à saúde integral necessitam ser mais completos e específicos. Mediante isso, a escolha de um hospital com a estrutura adequada assegura mais chances de reversão dos quadros mais agravantes.

A família e os amigos mais próximos detêm a responsabilidade de intervir e de buscar ajuda imediata para conter os reflexos negativos desse problema. Muitos pacientes graves perdem a capacidade de julgamento de valor e já não conseguem mais responder civilmente por suas ações.

Por isso, o tratamento psiquiátrico precisa ser feito de forma contínua, integralizada, multidisciplinar e urgente. Conter as dificuldades geradas pela instabilidade psíquica é um dos grandes dilemas que desafiam os profissionais dessa área.

Logo, para contornar os impactos negativos dessas doenças é preciso manter constante vigilância a fim de detectar os primeiros sinais que podem representar risco potencial à integridade mental e física.

Mediante a complexidade relativa ao tema, as intervenções direcionadas à prevenção da saúde mental devem utilizar como base o conhecimento e a identificação precisa — e imediata — dos fatores de risco.

Percebe-se, por fim, que a ameaça à integridade mental e física pode ser controlada mediante intervenções terapêuticas eficazes e políticas de saúde mentais adequadas.

Nesse contexto, a equipe multiprofissional, a qualidade do atendimento e a infraestrutura são quesitos primordiais a um hospital referência que preza pela excelência de seus serviços.

Gostou deste artigo? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica, conheça nossos serviços e esclareça suas dúvidas sobre o tratamento para reabilitação da saúde mental!

Conheça a ferramenta do instagram que combate a ansiedade e a depressão

instagram depressão e ansiedade

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 322 milhões de depressivos e 264 milhões de ansiosos no mundo. Os números são assustadores e revelam a importância do oferecimento de suporte ao indivíduos com transtornos de saúde mental. Nesse sentido, ansiedade no instagram passou ser um tópica de atenção. Por isso, criou uma ferramenta exclusivamente para ajudar quem sofre desse problema.

O principal objetivo é dar apoio a essas pessoas, em momentos delicados. Para entender melhor como funciona o mecanismo, continue a leitura deste post!

Como funciona a ferramenta do Instagram?

O recurso existe na rede social desde 2017, porém, ganhou mais visibilidade apenas esse ano. Basicamente, usuários que pesquisam termos delicados como “depressão” e “ansiedade”, visualizam uma mensagem com o oferecimento de ajuda.

Ao clicar no botão “obter apoio”, a pessoa é direcionada automaticamente para uma página que disponibiliza três alternativas:

  • obter dicas sobre saúde mental;
  • falar com um amigo;
  • conversar com um voluntário da linha de apoio, do Centro de Valorização à Vida (CVV).

Desse modo, pesquisar depressão ou ansiedade no instagram, proporciona para a pessoa algumas opções de suporte para lidar com os transtornos. A iniciativa foi criada em parceria com órgãos que combatem o suicídio e voltados à defesa dos direitos humanos.

Quais os sintomas ligados a esses transtornos?

A seguir, apresentaremos alguns sinais que podem indicar o acometimento por depressão ou ansiedade. Acompanhe!

Ansiedade

Preocupação excessiva

O indivíduo tende a se preocupar demais e sofre por antecipação. Isso afeta sua rotina, causa desgaste físico e mental.

Comprometimento da concentração

Devido ao excesso de preocupação, a pessoa tem dificuldades para se concentrar no trabalho, estudos e outras atividades que são parte do seu dia a dia.

Insônia

Devido à ansiedade, a mente apresenta dificuldade para se desligar dos problemas. Devido a isso, é comum que a insônia seja um problema para pessoas ansiosas.

Depressão

Tristeza profunda

O indivíduo sente-se triste permanentemente, sem nenhum motivo aparente. A partir dessa tristeza, surge a baixa autoestima, o isolamento e a falta de energia para realizar atividades.

Pensamentos negativos

Os pensamentos negativos passam a ser mais predominantes. Assim, a mente é invadida por reflexões que fazem a pessoa não identificar mais o sentido da sua vida, o que pode trazer à tona a coragem para cometer suicídio.

Ausência de motivação

Aos poucos, a depressão ocasiona a perda da disposição para alcançar objetivos. Desse modo, aos poucos, tarefas cotidianas e que antes eram feitas com frequência, são deixadas de lado.

Como encontrar ajuda para o problema?

Se você acredita que está enfrentando a depressão ou ansiedade, ou conhece alguém que passa pelo problema, não deixe de procurar ajuda profissional. Busque uma instituição de referência — como o Hospital Santa Mônica — que conta com uma equipe multidisciplinar altamente capacitada e disposta a atuar para restabelecimento da qualidade de vida dos indivíduos com esses transtornos.

Perceba então que a ferramenta sobre ansiedade no instagram, mostra-se uma medida essencial para ajudar usuários depressivos e ansiosos, principalmente pelo fato dessa rede social ser uma das mais nocivas à saúde mental.

Gostou deste post? Então, aproveite para complementar a leitura e entender melhor o transtorno de ansiedade!

Como o autismo influencia no desenvolvimento infantil?

autismo abril azul

O dia 2 de abril foi escolhido como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A instituição dessa data é considerada elementar para induzir reflexões sobre o tema e, principalmente, para incentivar a  busca da compreensão sobre as implicações do autismo e desenvolvimento infantil.

O autismo é uma condição comportamental, de ordem neurobiológica, cujos aspectos relevantes estão relacionados à capacidade de interação social  e a um viés de comunicação mais limitado. No entanto, essas características variam de acordo com o nível de comprometimento.

Se você gostaria de entender como o autismo influencia o desenvolvimento da criança, quais as melhores terapias infantis e como a família pode ajudar a minimizar os impactos dessa condição, este artigo é a resposta que procura. Confira!

Como o autismo influencia o desenvolvimento infantil?

O espectro do autismo pode se manifestar em diferentes fases do desenvolvimento infantil, muito embora seja mais evidente nos primeiros 30 meses de vida. Bebês muito quietos, indiferentes aos estímulos, ou que choram demais precisam de avaliação profissional.

Buscar ajuda é importante para identificar precocemente se tais características são evidências do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quanto mais cedo definir o diagnóstico, melhores serão as respostas ao tratamento.

Entre as dificuldades impostas pelo espectro autista, as limitações sociais e  comunicativas exercem influência notável. Por isso, as crianças autistas não conseguem desenvolver interações sociais e, mediante isso,  vivem “em seu próprio mundo”.

A maioria das crianças autistas demonstram dificuldade em dividir atividades, brinquedos e compartilhar interesses com outros indivíduos. Elas preferem brincar sozinhas ou executar tarefas repetitivas por um longo período.

No entanto, tanto os distúrbios de comunicação como essas dificuldades de sociabilização podem ser trabalhadas durante as etapas escolares. O acompanhamento psicológico ou um suporte mais completo oferecido em instituições especializadas na recuperação da saúde mental da criança torna-se imprescindível à redução dos sintomas.

Como reduzir os impactos do autismo sobre o desenvolvimento da criança?

Listamos algumas sugestões que auxiliam na redução dos efeitos do autismo no desenvolvimento infantil. Veja quais se destacam!

Medidas de inclusão

Para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, a elaboração de políticas específicas de inclusão do autismo é primordial. É preciso capacitar e treinar os educadores e, por meio de um trabalho integrado com outros profissionais, adotar os procedimentos de acordo com o perfil da criança.

Auxílio profissional adequado

Para obter melhores resultados, a orientação é buscar ajuda com profissionais capacitados para colaborar na minimização dos impactos do autismo e desenvolvimento infantil. Contar com o apoio de psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, enfermeiro e terapeuta ocupacional é essencial para complementar as intervenções do acompanhamento pedagógico.

Suporte familiar

Como parte das intervenções terapêuticas e do acompanhamento escolar supervisionado, o apoio e a participação da família é essencial. Cada criança precisa seguir um programa individualizado, visto que os sintomas do TEA são diferentes em cada caso. Assim, o suporte familiar pode trazer benefícios incontáveis ao tratamento.

Exercícios físicos

O estímulo à prática de atividade física em crianças com autismo auxilia bastante o desenvolvimento de habilidades sociais. Essas são atividades que adquirem função terapêutica, já que a criança aprende valores como respeito e disciplina , além de entender a importância da interação social como parte da trajetória de todos nós.

Nessa perspectiva, percebe-se que muitos são os desafios que envolvem o autismo e desenvolvimento infantil, sobretudo na idade escolar. Felizmente, vários são os caminhos que representam viabilidade de soluções, e que possibilitam um viver harmônico e tranquilo, tanto para o autista como para as pessoas de seu convívio social.

Agora é com você: teria alguma opinião diferente ou algo para complementar o tema? Compartilhe-a conosco queremos saber o que você pensa sobre o assunto!

 

Terapia familiar: como ela auxilia no tratamento psiquiátrico?

terapia familiar

O tratamento psiquiátrico pode ser bastante desafiador e tende a impactar a vida não somente do paciente, mas de todos aqueles que fazem parte de seu convívio, como a família. Pensando nisso, a terapia familiar é altamente recomendada para manter a harmonia e restituir as relações de confiança durante a reabilitação.

Independentemente da causa, seja por depressão, ansiedade, transtorno de humor, transtorno bipolar, esquizofrenia, síndrome do pânico, transtornos alimentares ou dependência química, é fato que as mudanças de comportamento de quem sofre com um desses problemas afetam aqueles que ama.

Para saber como esse impacto pode ser trabalhado e entender de que modo ocorre a terapia em família, continue a leitura de nosso artigo abaixo!

Como funciona a terapia familiar

A terapia familiar ajuda a promover o autoconhecimento, respeito e compreensão entre todos os membros de um núcleo. Surgida em meados da década de 1960, há diferentes abordagens de psicologia dedicadas a tratá-la.

Entre elas:

  • sistêmica;
  • estratégica;
  • estrutural;
  • boweniana.

Com o advento da reforma psiquiátrica, a reintegração do indivíduo e o bom convívio em seu espaço familiar têm se tornado cada vez mais importantes.

A terapia, assim, ajuda a solucionar desentendimentos que possam ter contribuído com os problemas psiquiátricos dos pacientes e estimula os familiares a falarem sobre si e desabafarem a respeito do sofrimento com que têm lidado.

Nela, há espaço aberto para dialogar sobre angústias, cansaço, expectativas e receios relacionados ao tratamento, além de queixas ligadas à agressividade e a quaisquer outras mudanças de comportamento decorrentes do distúrbio.

A ideia principal é que seja um momento acolhedor, livre de julgamentos.

Quem pode fazer

A terapia familiar é recomendada a todos os integrantes da família que convivam com um paciente que esteja em tratamento psiquiátrico, independentemente da doença apresentada.

Na maioria dos casos, envolve mães, pais, cônjuges, irmãos e filhos, mas também pode ser recorrida por outros graus de parentesco que estejam envolvidos.

Benefícios da terapia familiar

Cada vez mais aderido, esse tratamento ajuda a identificar e a solucionar desordens em um núcleo familiar. Além disso, auxilia a:

  • elevar a autoestima dos pacientes;
  • reduzir conflitos;
  • combater raivas e mágoas entre parentes;
  • promover diálogo e autoconhecimento;
  • evitar a culpabilização da família pelo adoecimento;
  • diminuir a sobrecarga dada aos familiares, especialmente a mães e pais;
  • reduzir o sentimento de solidão, tanto do paciente quanto daqueles que ama;
  • esclarecer dúvidas sobre o tratamento e auxiliar todos a aceitá-lo e a colaborar com ele.

Após conhecer mais sobre a terapia familiar, dá para entender por que esse núcleo integra uma estratégia de intervenção extremamente relevante, certo? Ao fim, vale destacar que a família não somente tem o papel de oferecer, mas também precisa de cuidado quando um de seus membros sofre de um transtorno psiquiátrico para que todos sejam capazes de, juntos, enfrentar uma fase difícil.

Está à procura de uma instituição que ofereça esse tratamento? Então, entre já em contato com a equipe do Hospital Santa Mônica, referência em atendimento psiquiátrico e recuperação da saúde mental e física.

Conheça como é a assistência da enfermagem na área de saúde mental

enfermagem saúde mental

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a depressão impacta cerca de 322 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, 5,8% da população é afetada com esse tipo de problema. Ainda de acordo com a mesma pesquisa, 18,6 milhões de brasileiros enfrentam problemas de ansiedade — o que representa mais de 9% da população.

Quando o assunto é dependência química, os números também chocam. Existem 29 milhões de adultos dependentes de drogas no mundo, de acordo com levantamento do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Neste cenário, o papel da assistência da enfermagem na saúde mental é de grande importância.

É o enfermeiro quem desenvolve uma atuação de grande importância no restabelecimento da saúde física e mental de um paciente, em parceria com toda a equipe médica. Sua presença é percebida desde o momento da internação até no cuidado com questões relacionados ao ambiente familiar. Por isso, características como zelo e tolerância são esperadas no profissional.

Mas como é, na prática, o trabalho do enfermeiro que atua com o resgate da qualidade de vida cognitiva e emocional do paciente? Explicaremos, neste post, como a assistência da enfermagem colabora para os bons resultados dos atendimentos em um hospital de saúde mental.

Saiba qual é o papel da assistência de enfermagem na saúde mental

“A enfermagem é peça fundamental no tratamento do paciente psiquiátrico”. Quem define o papel do enfermeiro na área de saúde mental é o gerente de enfermagem no Hospital Santa Mônica, Anderson Christhian Lazinho — especialista em psiquiatria.

Na área de saúde mental, o enfermeiro é o profissional que promove uma supervisão segura do paciente, bem como a administração de medicamentos e o aporte emocional.

Além disso, ele também faz a ponte entre os membros da equipe terapêutica e compartilha informações precisas de como o paciente se comporta no decorrer dos dias de internação.

Para o gerente de enfermagem, a atuação é estratégia. Afinal, é “desta forma que a equipe terapêutica consegue conduzir o tratamento”, explica.

A atuação é muito específica e direcionada, por isso se diferencia daquela praticada por um enfermeiro tradicional.

Entenda quais as diferenças de um profissional voltado à saúde mental

Ainda que todos os profissionais que atuem na enfermagem sejam extremamente importantes para o restabelecimento da saúde do paciente, o responsável pela saúde mental tem alguns diferenciais em sua forma de trabalhar.

“A enfermagem na saúde mental se diferencia pela atenção aos sinais comportamentais que o paciente apresenta antes de um surto ou piora do quadro, podendo assim tomar algumas ações preventivas”. 

Anderson Lazinho explica que o enfermeiro pode antecipar-se ao surto, demonstrando tolerância para lidar com os diversos transtornos e conflitos que um paciente possa ter e carinho no tato com o paciente. “A atuação é feita sempre ouvindo com paciência e atenção o paciente, suas queixas e apontamentos”, relata o enfermeiro especialista em psiquiatria.

Atuação voltada para um tratamento amplo e definitivo

O foco no paciente fica claro quando o assunto é saúde mental. Mas existe um cuidado que vai além do ambiente hospitalar — e é aí que também atua o enfermeiro.

A equipe de enfermagem especializada em saúde mental deve orientar para que o ambiente em que o paciente vai permanecer após a alta seja adequado. “Esse ambiente deve ser avaliado por meio de atendimento familiar em consultório. Para tal, são levantados todos os aspectos do paciente em casa, como iniciou a doença e qual a dinâmica familiar que o paciente está envolvido”, descreve Lazinho.

Para tal, a equipe de enfermagem em saúde mental promove também grupos voltados aos familiares. Assim, são feitas orientações e trocas de informações entre esses familiares com pacientes de mesma características.

Suporte orientado para todas as fases do tratamento

Outro ponto importante é a licença terapêutica, realizada com orientação da equipe terapêutica. Trata-se daquele momento da internação no qual o paciente vai para casa por curto período e retorna para internação após este período pré-determinado.

Anderson Lazinho lembra que “essa também é uma ferramenta importantíssima em um tratamento psiquiátrico” e complementa que “é por meio dos feedbacks trazidos pela família e pelo próprio paciente quando retornam de casa que a equipe terapêutica consegue avaliar se o paciente vem apresentando melhora e maior tolerância ao ambiente em que vive”. Assim torna-se possível aprender a lidar com as frustrações de uma forma funcional.

Outra atuação do enfermeiro está na facilitação da participação em terapias externas e a verificação do uso correto de medicações, sem burlar o tratamento. “De nada adianta o hospital tratar único e exclusivamente o paciente e devolvê-lo para um ambiente doente”, finaliza.

Por todas essas razões, para aqueles que querem atuar com enfermagem na saúde mental, características como dedicação, tolerância, carinho, respeito, atenção e zelo são prioritárias. Anderson Lazinho lembra que “o profissional desta área deve saber que o mínimo descuido em supervisionar um paciente, principalmente nos mais agudos, pode custar uma vida”, explica.

Em todos os casos, a saúde mental passa pela adequação do ambiente hospitalar às necessidades e peculiaridades do atendimento.

Compreenda quais as principais características de um hospital de saúde mental

No momento de escolha de um hospital voltado para a saúde mental, alguns pontos importantes devem ser avaliados. Entre eles está a escolha de uma instituição que seja capaz de dar uma atenção especial a família do paciente. “Muitas vezes a família não sabe como lidar com o transtorno ou simplesmente está tão abalada psicologicamente quanto o paciente”, explica Anderson.

É importante lembrar que um hospital psiquiátrico trata não só o indivíduo, como também o ambiente e pessoas que cercam este indivíduo. “Nenhuma instituição de saúde mental consegue sucesso no tratamento do paciente psiquiátrico se não entender e tratar seu ambiente de convívio”.

Outro ponto que diferencia um hospital geral de um psiquiátrico é que ele conta com ambientes mais fiscalizados que um hospital geral. Isso acontece porque seus pacientes apresentam muitas vezes riscos a si e a outras pessoas — “devendo todos os profissionais zelar pelo paciente”, alerta o especialista em psiquiatria.

Além disso, para melhor atenção ao paciente, alguns setores de um hospital psiquiátrico precisam ser mais fechados, minimizando assim riscos aos pacientes mais graves (aqueles que estão instáveis). Existem casos nos quais esses pacientes apresentam riscos importantes a própria vida ou a vida de terceiros, seja por agressividade excessiva, alucinações auditivas e visuais importantes ou até mesmo ideação suicida.

Conheça o Hospital Santa Mônica

O Hospital Santa Mônica é uma instituição referência, com 50 anos de história dedicada à psiquiatria e recuperação da saúde física e mental.

Com uma equipe altamente qualificada, a instituição tem como missão contribuir para a reabilitação da saúde física e mental do paciente. O atendimento é realizado é uma área de mais de 80 mil m2, com 50 mil m2 mata nativa preservada. É um ambiente que contribui para uma mudança de vida, com condições de bem-estar.

A equipe multiprofissional é orientada para um tratamento humanizado, amplamente alinhado com novidades e congressos de eventos internacionais.

Outros diferenciais do Hospital Santa Mônica são:

  • estrutura hospitalar completa;

  • equipe especializada no atendimento de pacientes infantojuvenis, adultos e idosos;

  • oferta de atividades que contribuem para a reintegração sociofamiliar;

  • ações que visam a reabilitação física e recuperação da autoestima.

No mais, a excelência do time de enfermagem na saúde mental, atuante no Hospital Santa Mônica, faz com que a instituição seja um espaço seguro para atender até os casos mais delicados. Esse é um facilitador para o relacionamento da família com o paciente e contribui para a conquista de resultados sólidos e duradouros.

Gostou do nosso conteúdo? Deixe o seu comentário com ideias e sugestões para temas que você gostaria de conhecer!  

Anderson Lazinho

“A enfermagem é peça fundamental no tratamento do paciente psiquiátrico”

Síndrome do pânico: 2 sinais que indicam necessidade de internação

sindrome do panico

O transtorno ou síndrome do pânico é um problema de saúde mental caracterizado por crises agudas de ansiedade, que geralmente ocorrem de forma recorrente e imprevisível, sem um motivo aparente.

Esse tipo de transtorno de ansiedade traz diversas limitações para a vida da pessoa diagnosticada, uma vez que ela costuma ter muito medo da ocorrência de um novo ataque de pânico.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), estudos epidemiológicos indicam que a prevalência de transtorno de pânico em adultos e adolescentes de países asiáticos, africanos e latino-americanos varia de 0,1 a 0,8%.

O diagnóstico desse problema de saúde mental deve ser feito por profissionais especializados para garantir um atendimento eficaz e individualizado. Neste artigo, apresentamos os principais sintomas da síndrome do pânico e situações em que pode ser reconhecida a necessidade de internação. Acompanhe!

Principais sintomas da síndrome do pânico

A síndrome do pânico frequentemente está associada a outro tipo de transtorno psiquiátrico, como depressão, transtorno bipolar e vício em drogas, o que pode levar a manifestações graves da doença.

Entre os principais sintomas do ataque de pânico, destacam-se falta de ar, agitação, sudorese intensa, tontura, formigamento, espasmos musculares, tremores, sensação de frio ou calor, batimentos cardíacos acelerados e medo de morrer ou de perder o controle.

As pessoas que têm esse tipo de transtorno costumam desenvolver agorafobia, um medo irracional de lugares ou de situações em que seria difícil escapar. O medo também pode ocorrer em situações nas quais não seria possível receber o auxílio de alguém em caso de ataque de pânico.

A síndrome do pânico muitas vezes incapacita o indivíduo de realizar atividades básicas do dia a dia, como trabalhar, estudar, limpar a casa ou realizar a higiene pessoal. Esses fatores podem causar a reclusão social do paciente e o agravamento do quadro clínico quando não há tratamento.

Tratamento da síndrome do pânico

Em grande parte dos casos de síndrome do pânico, é indicado o tratamento medicamentoso em conjunto com a psicoterapia, principalmente a terapia cognitivo-comportamental.

Mas a internação pode ser necessária quando são observados alguns sinais, como os listados a seguir, especialmente quando surgem complicações e comorbidades devido à falta de prevenção e tratamento do quadro de ansiedade grave. 

1. Risco iminente de morte

O risco iminente de morte é considerado uma emergência de saúde mental, pois trata-se de uma condição crítica, que traz riscos à vida do paciente ou de terceiros. O atendimento a esse tipo de caso deve ser imediato e ter um direcionamento prioritário.

Por meio de uma avaliação detalhada e diagnóstico diferencial, uma equipe multidisciplinar é capaz de indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir a transferência para um hospital psiquiátrico e internação.

2. Risco de exposição social grave

Nas situações em que há presença de transtorno psiquiátrico com risco de exposição social grave, a internação também pode ser indicada, mediante a consideração de alguns fatores, como diagnóstico, gravidade do caso, histórico de crises e associação com outros problemas de saúde mental. 

Ao observar esses sinais, é possível avaliar a necessidade de internação. Caso precise desse serviço, o Hospital Santa Mônica conta com uma equipe multidisciplinar especializada no diagnóstico e no tratamento da síndrome do pânico e oferece um ambiente seguro, familiar e acolhedor aos pacientes.

Para saber mais sobre as opções de tratamento para síndrome do pânico e outros transtornos mentais, entre em contato conosco.

Abril Azul mês do Autismo: entenda mais sobre esse transtorno

Desde 2008 acontece a campanha “abril azul”, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e especialmente voltada para o conhecimento sobre o Autismo. De acordo com a ABRA (Associação Brasileira de Autismo), esse é um transtorno caracterizado por desvios na interação social, comunicação e na utilização da imaginação, os quais se manifestam desde a primeira infância.

Estima-se que no Brasil existam cerca de 2 milhões de autistas. No entanto, entender a patologia ainda é um grande desafio para muitas pessoas, principalmente aquelas que lidam com quem a tem. Desse modo, para trazer algumas informações importantes a respeito do Autismo, preparamos este post. Ficou interessado no assunto? Então, não deixe de continuar a leitura!

Sintomas do Autismo

O indivíduo autista pode apresentar uma série de sinais, porém, alguns são mais evidentes que outros. Vale ressaltar que o diagnóstico desse transtorno, na maioria das vezes, não acontece precocemente. Acompanhe a seguir os principais sintomas!

Dificuldade em interagir socialmente

A necessidade de estar com outras pessoas é uma característica inata do ser humano. Contudo, O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta a capacidade de interação e dá espaço à introspecção.

Por esse motivo, os autistas costumam se isolar, de modo a evitar qualquer tipo de contato físico.

Alterações no comportamento

Na infância, essas mudanças comportamentais incluem:

  • repetir movimentos ou falas continuamente;
  • evitar beijos e abraços;
  • ter atitudes agressivas.

Já na fase adulta, observa-se as seguintes alterações:

  • ficar mais tempo em casa;
  • desenvolver sintomas de ansiedade;
  • demonstrar interesse apenas por determinadas atividades.

Dificuldade na comunicação

Por mais que muitos autistas tenham um bom desenvolvimento da fala, é comum que eles não se expressem verbalmente e sejam resistentes à comunicação.

Causa do autismo

Embora o Autismo tenha sido identificado há muitos anos, a causa exata do problema ainda não foi descoberta. Entretanto, os estudos sobre esse tema indicam que questões genéticas estão ligadas ao desenvolvimento do transtorno. Veja abaixo outras possíveis causas!

  • desordens metabólicas;
  • infecções virais;
  • lesões na formação do cérebro;
  • complicações no parto ou gravidez.

Graus do Autismo

Anteriormente, a classificação do Autismo era feita em subgrupos, mas com o intuito de reduzi-los, dividiu-se o transtorno em apenas três categorias, de acordo com sua gravidade, ou seja, nível de apoio para suprir as necessidades. Acompanhe!

Nível 1 — Leve

Também denominado de Asperger. Nesse caso, há introspecção e dificuldade na comunicação, porém, o comprometimento é menor, e pode demorar mais tempo para ser diagnosticado.

Observa-se movimentos descoordenados e foco em apenas um assunto ou atividade de maior interesse.

Nível 2 — Moderado

No autismo de nível 2 a interatividade social é baixa, nota-se dificuldade ou ausência de comunicação verbal, bem como determinadas atitudes e movimentos repetitivos, que ficam mais em evidência. Trata-se de um tipo com características tanto do nível 1 quanto no nível 3.

Nível 3 — Severo

Entre todos, o nível 3 é o que provoca maior interferência nos diversos aspectos citados anteriormente. Considera-se grave o déficit cognitivo e nas habilidades para convívio social, o que torna indispensável um suporte grande para que as necessidades individuais sejam atendidas.

Como o transtorno interfere na vida de quem o tem

Se o transtorno não for tratado de maneira adequada, o autista pode ter o seu desenvolvimento intelectual amplamente comprometido, isolar-se socialmente e deixar de ser inserido no mercado de trabalho.

Porém, quando o diagnóstico acontece precocemente, é possível minimizar bastante as consequências do transtorno e, em algumas situações, o indivíduo consegue até ter uma vida normal.

Autismo na infância e aprendizagem

Normalmente, os primeiros sinais do Autismo se manifestam entre os 3 e 5 anos de idade. Tendo em vista que o processo de ensino-aprendizagem se inicia nessa fase e se mostra essencial para o desenvolvimento da criança, é preciso colocar em prática, desde cedo, atividades que estimulam a fala, a interatividade, socialização, a coordenação motora etc.

O estudo em escola regular aumenta as chances do aprendizado, uma vez que o contato diário com outras crianças também serve como estímulo. Para potencializar os resultados obtidos no ambiente escolar, pode-se recorrer ao atendimento educacional especializado — uma estratégia paralela à sala de aula regular, que trabalha diretamente os aspectos mais comprometidos pelo transtorno.

Com o suporte necessário, os pequenos podem até desenvolver talentos específicos em certas áreas do conhecimento.

Autistas e o mercado de trabalho

Infelizmente, os autistas ainda enfrentam muitos obstáculos para entrarem no mercado de trabalho — desafios, muitas vezes, ligados ao desconhecimento de suas capacidades pelos empregadores, cenário que mostra de forma ainda mais nítida a importância da campanha “Abril Azul”.

Os maiores problemas encontrados por um autista ainda são a desinformação e o preconceito. No entanto, isso tem mudado e, atualmente, encontramos pessoas com autismo que trabalham e conquistaram sua independência, mesmo com todas as particularidades do transtorno.

Como lidar com o diagnóstico de autismo

Ao descobrir que uma pessoa próxima a você tem o Transtorno do Espectro do Autismo, primeiramente, deve-se ter em mente que o apoio da família será primordial para que ela consiga se desenvolver o máximo possível e não tenha tanta interferência da patologia em sua vida.

Além disso, é preciso contar com o apoio de profissionais qualificados e uma instituição de referência como o Hospital Santa Mônica, que ofereça um tratamento capaz de proporcionar bem-estar aos autistas e mais tranquilidade para os familiares.

Embora o problema não tenha cura, existem medicamentos que podem ser administrados e que minimizam consideravelmente os sintomas. A caminhada é longa, mas a cada avanço conquistado, você perceberá que vale a pena o esforço para garantir boas condições a quem você ama.

Esperamos que o conteúdo apresentado tenha contribuído para a compreensão de aspectos fundamentais quando se trata do autismo. Sem dúvidas, a visibilidade trazida ao transtorno por meio da campanha “Abril Azul” é essencial para sensibilizar a sociedade e incentivar familiares a buscarem um acompanhamento profissional adequado, capaz de promover qualidade de vida ao indivíduo autista.

E aí, Gostou deste post e deseja tirar dúvidas sobre o tratamento do autismo? Então, entre em contato com a gente. Será um prazer atendê-lo!

Como tratar quem tem vício em jogos eletrônicos?

jogos eletrônicos

Passar horas sem realizar quaisquer outras atividades além de jogar, deixar de se reunir com os amigos, isolar-se da família e apresentar comportamentos agressivos quando distante dos games podem ser sintomas de um caso de vício em jogos eletrônicos.

Apelidada de gaming disorder, a dependência de jogos de videogames é reconhecida desde 2018 pela Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 11), da Organização Mundial da Saúde.

Embora possa afetar a vida e os relacionamentos de quem a apresenta, hoje já existem alternativas de tratamentos capazes de revertê-la. Para entender o tema e conhecer algumas delas, dê continuidade à leitura a seguir.

Sintomas de vício em jogos eletrônicos

Hoje, os jogos eletrônicos são cada vez mais comuns e figuram entre as atividades de lazer predileta de muitas pessoas, o que não necessariamente implica em um problema. Modalidades como a de eSports, com destaque a jogos tais quais Dota e League of Legends, têm virado, inclusive, profissão para alguns de seus membros mais talentosos.

O uso exagerado de quaisquer uma dessas opções, todavia, associado a sintomas como agressividade, problemas com sono, atos impulsivos, ansiedade e depressão requer atenção.

Quem tem vício em games, afinal, deixa de lado suas atividades do dia a dia para que consiga passar mais tempo a jogar. O hábito, assim, compromete, aos poucos, vida social, trabalho, estudos e realização de rituais de higiene pessoal. Tomar um simples banho ou escovar os dentes, por exemplo.

Diagnóstico

O diagnóstico do vício em jogos eletrônicos é feito por psiquiatra. O reconhecimento do vício enquanto um dos transtornos presentes no CID-11, desse modo, incentiva que mais médicos se debruçam sobre o tema e proponham métodos de tratamento eficazes para ele.

Durante a consulta, o profissional faz questionamentos, observa os sintomas e, nesse caso, também podem identificar quaisquer outros transtornos apresentados pelo paciente.

Em se tratando da dependência de jogos, vale mencionar que há chances de se encontrar predisposição genética para alimentar a necessidade dos mecanismos neurológicos de recompensa do cérebro, satisfeita pelo comportamento compulsivo com games. O fato é mais comum em crianças e adolescentes, que ainda estão em desenvolvimento.

As demais, condições psicológicas também podem contribuir com o transtorno, tais quais dificuldade de se controlar, depressão, timidez, ansiedade, dificuldade de se relacionar socialmente e busca da internet e dos jogos como fuga da realidade.

Assim que o diagnóstico for concluído, o psiquiatra recomenda ao paciente o tratamento mais adequado para seu caso.

Como tratar vício em jogos eletrônicos

O tratamento àqueles que apresentam essa dependência costuma ser adaptado de outros transtornos e vícios, como de dependência química. Em casos de outras doenças com sintomas agravados, como ansiedade e depressão, podem ser prescritos ansiolíticos e antidepressivos.

Além disso, para todos os casos, a psicoterapia é a principal medida. Nela, juntamente a um psicólogo com quem desenvolve confiança, o paciente aprende a lidar com suas emoções e compreende o que o leva a ter tanta obsessão pelos jogos.

Para controle da fissura, é interrompido o contato com os jogos, o que pode causar sensações de abstinência, irritabilidade e comportamento violento. Dessa forma, o apoio da família e dos amigos entra como uma força para o indivíduo sensibilizado.

A fim de substituir o lazer, os profissionais da saúde recomendam a substituição por outras atividades, como a prática de esportes, meditação, aulas de música ou de quaisquer opções culturais que não envolvam o contato com telas das quais seja possível jogar.

Com o tempo, a tendência é que vício em jogos eletrônicos seja tratado e se torne mais viável, aos poucos, uma reaproximação dos jogos, mas sem uso prolongado. Por meio das novas escolhas de lazer e dos hábitos voltados aos cuidados com a saúde, a recomendação é que o tempo a jogar não exceda mais o período de três horas em um dia, deixando que cada indivíduo invista mais tempo em si e em seu convívio social.

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Como a prevenção pode aumentar a expectativa de vida do paciente

Prevenção

Estudos recentes do IBGE apontam o aumento progressivo da expectativa de vida do brasileiro. Essa mudança na estrutura etária populacional resulta de diversos fatores, entre os quais as medidas de prevenção da saúde tornam-se fundamentais para elevar a qualidade de vida.

Assim, priorizar a educação preventiva, sobretudo nos casos de doenças cardiovasculares associadas ao problemas mentais típicos da idade avançada, é determinante para reduzir a gravidade desses males.

Tendo isso em vista, abordaremos a importância da prevenção do infarto na esquizofrenia para elevar a expectativa de vida desses pacientes. Acompanhe!

Por que a prevenção secundária após o infarto em indivíduos com esquizofrenia é tão importante?

Investir em medidas de prevenção secundária em pacientes com esquizofrenia e que sofreram enfarte do miocárdio diminui consideravelmente o índice de mortalidade nessa população.

Priorizar o cuidado especial com esse grupo específico de paciente pode frear o impacto negativo e evitar a evolução ruim que acompanha as doenças cardiovasculares.

Logo, é necessário buscar alternativas que minimizem os riscos associados às doenças crônicas que tanto incapacitam a população idosa e comprometem a expectativa de vida desse grupo.

Especialistas em epidemiologia da terceira idade pontuam a necessidade de fomentar medidas de controle sobre as enfermidades cardiovasculares, principalmente quando surgem paralelamente a doenças mentais, como a esquizofrenia.

Nessa fase da vida, o aumento gradativo das síndromes demenciais tem sido uma das questões mais preocupantes para a Saúde Pública. Por isso, a busca de medidas preventivas secundárias possibilitam um controle mais efetivo da incapacidade em idosos, além de reduzir drasticamente a taxa de morbidade.

Como é o tratamento preventivo desses pacientes?

O tratamento para os portadores de problemas mentais como a esquizofrenia é baseado em duas modalidades terapêuticas, já que tratamento pode ser farmacológico ou não.

Geralmente, a terapia medicamentosa mais indicada são os antipsicóticos, remédios que promovem a diminuição dos principais sintomas da doença. O uso desses medicamentos objetivam o controle mais eficaz para impedir a progressão desse transtorno.

Porém, nos casos mais graves, pode ser necessário o uso associado de mais de um antipsicótico. O médico pode ajustar a dose ou, se necessário, optar pela substituição desse medicamento quando a resposta da terapia não traz resultados satisfatórios.

Usualmente, os médicos prescrevem antitrombóticos, antagonistas da vitamina K, betabloqueadores, IECAs e estatinas. Por essa via de tratamento é possível diminuir as chances de progressão dos sintomas, além de aumentar o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.

A intervenção psicoterápica adequada assegura a redução do risco de crises mais graves, e que podem resultar em um desfecho muito ruim. Além disso, a falta ou a ineficácia do tratamento influencia o surgimento de complicações como a depressão refratária na terceira idade.

Percebe-se, por fim, que os familiares ou responsáveis pelo idoso com esse quadro clínico de associação de problemas cardiovasculares e demências precisam buscar tratamento em um hospital confiável e especializado em doenças mentais.

Logo, os tratamentos preventivos para esses pacientes representam, não só a chance de aumentar a expectativa de vida, mas também de experimentar uma longevidade muito mais saudável.

Agora é com você: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossos serviços especializados em reabilitação mental!

Descubra aqui quais são os principais sintomas de esquizofrenia

Esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico complexo em que as situações do mundo real são substituídas por delírio e alucinação capazes de causar bastante sofrimento àqueles que a apresentam. Com o tratamento adequado, todavia, é possível viver de forma saudável e conviver com o problema.

Hoje, estima-se que haja cerca de 1,5 a 2 milhões de brasileiros e 70 milhões de pessoas no mundo com esse distúrbio psicótico, de acordo com informações de Estadão. Mais comum durante a fase que ocorre entre a adolescência e o início da idade adulta, a esquizofrenia também se faz presente em outras faixas etárias.

Para conhecer mais sobre esse transtorno, seus tipos e entender os principais sintomas que se manifestam em quem o apresenta, continue a leitura de nosso artigo a seguir!

Tipos de esquizofrenia

Embora os delírios e situações alucinógenas sejam comuns a todos aqueles considerados esquizofrênicos, há variações sintomáticas que interferem na classificação da doença. São elas:

  • esquizofrenia paranoide;
  • esquizofrenia catatônica;
  • esquizofrenia hebefrênica;
  • esquizofrenia indiferenciada;
  • esquizofrenia residual.

Sintomas da esquizofrenia

Especialmente recorrente na faixa etária de 18 a 30 anos, a suspeita de esquizofrenia pode ser identificada por aqueles que convivem com o indivíduo. Isso se deve ao fato de que a própria mudança de percepção de realidade afeta o senso crítico e a autoavaliação de quem já sofre desse mal, tendo assim mais dificuldade de notá-lo.

A seguir, conheça detalhes sobre cada sintoma e saiba como percebê-los a fim de buscar um diagnóstico psiquiátrico.

Delírio

O principal estigma de esquizofrenia está relacionado a situações delirantes. Nesses casos, as pessoas, pouco a pouco, são tomadas por alucinações que as deixam confusas diante da realidade.

Relatos como a impressão de ser perseguido a todo o tempo e a sensação de escutar vozes estão entre os mais comuns.

Dificuldade de organizar o pensamento

A confusão mental, em consequência dos momentos alucinógenos, faz com que pouco a pouco se criem confusão e limitações para memorizar. Assim, sem conseguir organizar adequadamente o pensamento, os esquizofrênicos começam a ter problemas em ambientes como os de trabalho e estudo.

Isolamento social

Devido à desconfiança excessiva que ocorre juntamente aos delírios, quem tem esquizofrenia e ainda não iniciou o tratamento pode ter muitos problemas para se relacionar socialmente.

Com sentimentos ambivalentes que variam entre picos de raiva e de afeto, é recorrente que se afastem das pessoas de seu convívio devido ao sofrimento que passam a apresentar.

Causas da esquizofrenia

Atualmente, não há um consenso sobre o que causa a esquizofrenia, além de uma predisposição genética que gera mais riscos a alguns indivíduos. Nestes, além disso, sabe-se que o consumo de drogas é fator de risco para desencadear a doença e seus sintomas.

O aumento do consumo de maconha, por exemplo, especialmente preocupante entre jovens, potencializa os efeitos da esquizofrenia e faz com que as alucinações venham com ainda mais força, como um componente causal.

Tratamento da esquizofrenia

Ainda que seja um transtorno difícil de se lidar para o paciente, é possível tratá-lo. Após as suspeitas dos principais sintomas, a recomendação é procurar um psiquiatra a fim de obter diagnóstico médico.

Após verificar os sinais, o profissional pode solicitar exames de imagem para descartar a possibilidade de haver quaisquer outras doenças, como demência ou mesmo um tumor cerebral.

Assim que a suspeita for comprovada, a prescrição do tratamento reúne medicamentos antipsicóticos, bem como ansiolíticos e antidepressivos, a depender do estado de cada paciente. Outra medida fundamental é a terapia, cujo acompanhamento psicológico fortalece a autoestima e a confiança do paciente.

Ao fim, após combater o estigma da esquizofrenia e entender que há formas de lidar com ela para se ter uma vida saudável, com o tratamento adequado, como em um hospital psiquiátrico especializado, readquire-se confiança e bem-estar.

Gostou de nosso artigo e deseja saber mais como as drogas, associadas, são capazes de potencializar os efeitos de transtornos psiquiátricos? Então, leia mais sobre dependência cruzada!