Drogas na juventude: quais são os perigos aos quais os jovens estão expostos?

Ser jovem é experimentar um constante período de transformações, impulsionado pela intensidade dos hormônios à flor da pele. O contato com novos amigos, as primeiras experiências sexuais, as mudanças do corpo, as primeiras festas, a importância de se destacar em um grupo, os conflitos existenciais e as influências externas, assim, acabam tornando mais tentador o acesso às drogas na juventude.

Os riscos, todavia, são muitos e podem levar a sequelas irreversíveis, isto porque o desenvolvimento do cérebro, principalmente do córtex frontal, ocorre até os 24 anos. Consequentemente o uso de drogas durante a adolescência até essa idade é mais prejudicial e tem pior prognóstico, bem como uma maior predisposição de desenvolver comorbidades.

No Brasil e ao redor de todo o mundo, segundo pesquisa publicada na Revista Brasileira de Psiquiatria, o álcool e o tabaco são as drogas mais populares. Logo atrás delas, vêm substâncias como inalantes, cocaína e crack. 

Para saber mais sobre o tema e entender como essas drogas podem até mesmo comprometer a saúde mental na juventude, continue a leitura de nosso conteúdo completo, em detalhes, a seguir. 

 

Um panorama sobre o uso de drogas na juventude

Seja para se sentirem partes de um grupo no qual convivem em sociedade, compartilharem experiências sociais únicas, aliviarem o estresse, buscarem novas experiências, assumirem riscos, terem dificuldade de encontrar seu autocontrole ou devido a transtornos mentais já existentes, crianças e adolescentes podem ver apelo nas drogas.

O alcoolismo na juventude e o tabagismo na juventude, afinal, se tornam mais e mais comuns. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o álcool sobressai como o maior fator de risco de mortalidade entre jovens na faixa etária de 15 a 19 anos. Ainda, segundo a organização, em relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3 milhões de pessoas morrem vítimas da substância anualmente. 

Seja pelo acesso facilitado ou pela glamourização que existe em torno do consumo de bebidas, os números requerem medidas de saúde e atenção daqueles que estão próximos a esses adolescentes.

O uso de álcool infelizmente é socialmente aceito e muitas vezes até mesmo estimulado, porém, o etilismo é responsável pela segunda maior causa de suicídio dentre os transtornos mentais, ficando atrás somente dos transtornos de humor.

De acordo com o último Relatório Mundial sobre Drogas, documento de referência internacional, mais de 275 milhões de pessoas usam drogas por ano. Dessas, destacam-se a maconha, opióides, anfetaminas, ecstasy e cocaína. Os dados impactam em torno de 5,6% da população de todo o mundo, com idade entre 15 e 64 anos.

Quer conhecer detalhadamente sobre os tipos e os efeitos de cada uma dessas drogas na juventude? Então, leia mais abaixo. 

Tipos de drogas

No Brasil, segundo Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, PeNSE, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, 55,5% dos jovens que estão concluindo o 9° ano do Ensino Fundamental já fizeram ingestão de álcool. Além disso, 9%, indo além já utilizaram drogas ilícitas.

Os efeitos delas, que já são ruins em adultos, podem ser ainda piores para quem está em fase de desenvolvimento. 

Divididas em  naturais, sintéticas e semi-sintéticas, também costumam ser classificadas conforme a intensidade de seus efeitos, ou seja, estimulantes, depressoras e alucinógenas. Entenda a seguir como cada uma reage no corpo humano.

Estimulantes

As drogas estimulantes, entre as quais se enquadram cocaína e crack, causam sensações como estado elevado de excitação, euforia e impressão de poder, energia para realização de quaisquer atividades, ato de falar rapidamente, elevação da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, oscilação emocional, dificuldade para dormir e perda do apetite, além de forte desconexão com a realidade. 

Também classificadas como anfetaminas, seus efeitos se devem ao fato de que aceleram o funcionamento do sistema nervoso central. Em casos de doses muito altas ou de hipersensibilidade à sua composição, pode haver elevação da temperatura corporal a um ponto de causar convulsões e rapidamente levar à morte. 

Seus efeitos crônicos incluem insônia, perda de peso, pressão alta, agressividade, irritação, paranoia e transtornos mentais, como a esquizofrenia. Ademais, podem ser especialmente atrativas para jovens que enfrentam distúrbios alimentares, devido às transformações que costumam causar no corpo.

Depressoras

Em se tratando de drogas depressoras, das quais se destaca a heroína, há o efeito agudo no organismo de relaxamento em excesso, crescimento da sonolência, sensação intensificada de calma, redução das capacidades de raciocinar e de se concentrar, resistência à sensação de dor e diminuição da produtividade nos estudos e no trabalho, diferentemente das drogas estimulantes.

Além da heroína, podem ser incluídos aqui o próprio álcool, o ópio, a morfina, lança-perfume e cola de sapateiro, extremamente utilizada por moradores de rua 

Alucinógenas

As drogas alucinónegas, apelidadas de perturbadores, são comumente substâncias sintéticas, como LSD e ecstasy, capazes de causar fortes alucinações nas pessoas.

Extremamente fortes, causam distorções no funcionamento cerebral que levam a excitação, euforia, depressão, sensação de pânico, sinestesia, delírio e perda da habilidade detectar situações de perigo, o que é ainda mais contundente para jovens. 

Ansiolíticos

Os ansiolíticos, também chamados de tranquilizantes, são medicamentos que acalmam pacientes estressados, ansiosos e tensos.

Utilizados para o tratamento de alguns males como ansiedade e depressão, seu risco, aqui, se dá quando há exagero na dose ou quando não são prescritos por médico especialista, obtidos de forma clandestina. Podem-se citar entre os efeitos apatia, indução a sono e dificuldade de atenção.

Principais drogas às quais os jovens estão expostos

Agora que você já sabe mais sobre os tipos de drogas na juventude, falamos a seguir sobre as peculiaridades de cada uma delas e sobre as situações nas quais os jovens estão ainda mais expostos.

Álcool

Recentemente, um estudo divulgado pela publicação The Lancet chamou a atenção da comunidade de medicina global ao revelar que não qualquer nível seguro para o consumo de álcool.

O álcool, afinal, especialmente entre adolescentes, pode levar à impulsividade, a danos no desenvolvimento cerebral, ao uso conjunto com outras drogas e a comportamentos sexuais que criem riscos para uma gravidez indesejada ou para o contágio de doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Pediatria, os motivos que levam adolescentes a ingerir bebidas incluem a necessidade de desafiar a estrutura social e familiar, a necessidade de aceitação pelo grupo, a procura por novas experiências, impulsividade e problemas com autoestima.

Recorrer a ele, todavia, pode causar acidentes de trânsito, homicídios, suicídios, conflitos e problemas nos relacionamentos de modo geral.

Maconha

A maconha, no Brasil, é o nome que se dá à planta Cannabis sativa, bastante chamada de marijuana e bagulho entre os jovens. Dentre as substâncias químicas que produz, destaca-se o tetrahidrocanabinol (THC), principal causador de seus efeitos no organismo. 

Após utilizar uma dose, a maconha faz com que os olhos do indivíduo fiquem avermelhados e haja sensações como calma, relaxamento, vontade intensificada de rir e alívio do cansaço.

A depender da sensibilidade da pessoa, pode acontecer o contrário, com sintomas indesejáveis tais quais angústia, receio de perda de controle mental e tremores. Muitos indivíduos também relatam sentir fome após o entorpecimento causado pela maconha. 

Segundo pesquisa divulgada nos Estados Unidos por Centers for Disease Control and Prevention, a prevalência do uso de maconha entre estudantes do Ensino Médio chegou a mais de 20%. No Brasil, a popularidade tem sido semelhante.

Cocaína

A cocaína estimula de modo intenso o sistema nervoso central e costuma ser usada por aspiração nasal ou por via intravenosa, quando é dissolvida em água.

Seu uso é bastante comum entre os jovens em locais como aqueles nos quais há festas e convívio social aumentado, já que há grande euforia, sensação de poder, energia e ânimo exagerados para quaisquer atividades a se realizar.

De alto custo, ela é mais acessível a jovens de famílias com maior poder aquisitivo. Hoje, de acordo com pesquisa, o Brasil representa 20% do consumo mundial de crack e cocaína.

Nicotina

O contato com o cigarro e, portanto, com a nicotina, é muito comum entre os jovens devido ao poder de tranquilização e calma que a substância promove, especialmente em pessoas ansiosas.

Seu uso prolongado, todavia, pode aumentar os batimentos cardíacos, prejudicar a frequência respiratória, diminuir a capacidade pulmonar, atrapalhar a digestão, causar insônia e doenças como bronquite e infarto do miocárdio. 

Hoje, estima-se que 18,5% dos adolescentes brasileiros na faixa etária de 12 a 17 anos já tenha experimentado cigarro, de acordo com a pesquisa Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, promovida pelo Ministério da Saúde, juntamente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Alucinógenos

Popularizadas a partir dos anos 60, com o plano de fundo da contracultura, os alucinógenos promovem fortes alterações no pensamento, mudando as associações de ideias tradicionais e promovendo delírios em quem faz uso deles.

Utilizados por via oral, podem comprometer a forma de perceber o tempo e o espaço, entre seus efeitos agudos. A longo prazo, todavia, são prejudiciais a adolescentes, visto que levam a danos cerebrais e a desenvolvimento de quadros de psicose.

Novas drogas da juventude

Além das drogas tradicionais sobre as quais falamos anteriormente, há novas substâncias que causam dependência química que têm sido produzidas em laboratórios. 

Conheça algumas delas abaixo. 

Sintéticas

As drogas sintéticas, com destaque às anfetaminas, derivam de fenilsopropilamina e costumam ser ingeridas por cápsulas, comprimidos e tabletes, por via oral, aspiradas ou injetadas, quando diluídas em água.

Seu uso pode causar quadro intenso de prazer, excitação excessiva, aumento da libido, euforia, ansiedade, irritabilidade e aceleração dos batimentos cardíacos.

São bastante consumidas por adolescentes em festas, nas quais há venda ilegal delas como “balas”.

Cigarro eletrônico

O cigarro eletrônico tem se popularizado devido à principal diferença que apresenta de um cigarro comum, uma vantagem para seus usuários: a ausência do cheiro forte do derivado de tabaco. 

Conhecido ainda como e-cig e e-cigarrete, é um dispositivo que funciona por meio de bateria, ligado a uma resistência que aquece o líquido presente em seu interior, inalando uma fumaça com aroma mais agradável.

Bastante usado por pessoas que estão tentando parar de fumar, pode gerar uma falsa sensação de segurança, já que também contém nicotina em sua composição.

Smart drugs

Na sociedade atual, um grande ponto a se preocupar são as drogas usadas de forma abusiva para aumentar a potência intelectual e criativa como lisdexanfetamina e metilfenidato. No filme “Sem Limites” relata de forma fantasiosa o papel desas drogas como fonte de aprendizado e performance sem esforço.

A cobrança por produtividade e por apresentação de resultados, seja na escola, na universidade ou em quaisquer esportes praticados têm levado muitos jovens a fazer uso das smart drugs.

A história delas começou nos Estados Unidos, em meio aos empresários de startups do Vale do Silício. Procuradas para melhorar o rendimento no trabalho e manter os níveis de concentração em altas, elas são potencializadoras da cognição e procuradas devido a uma busca por ampliação da capacidade mental.

Entram no grupo ritalina, adderall, modafinil e compostos enriquecidos em cafeína. Dessas, muitas drogas são usadas no tratamento de indivíduos que têm déficit de atenção ou transtorno de hiperatividade e TDAH. Assim, para pessoas saudáveis podem ser bastante prejudiciais, visto que interferem diretamente em seu sistema nervoso.

O risco do uso de drogas na juventude

O uso de drogas na adolescência pode fazer com que os indivíduos de um mesmo grupo incentivem uns aos outros ao uso, ampliando o poder de um círculo problemático. Além disso, percebem-se mais situações de violência familiar, diminuição de rendimento na escola, perda da perspectiva de futuro e desenvolvimento de transtornos mentais.

Em se tratando de saúde física, além disso, há mais chances de acidentes, exposição a doenças sexualmente transmissíveis, déficit de memória, comprometimento da neuroquímica de áreas do cérebro em desenvolvimento, alterações do sono, problemas cardíacos, falência dos rins, ansiedade e depressão.

Comportamentos que sinalizam o uso de drogas pelo jovem

Desconfia que algum jovem próximo a você esteja utilizando drogas? Ainda que elas tenham muitas diferenças entre si, como as que apresentamos nesse artigo, há alguns comportamentos comuns decorrentes de seu uso que podem ser percebidos nos ambientes familiares, escolares e em quaisquer outros espaços de convívio social. Continue a leitura para entender mais sobre alguns comportamentos. 

Queda de rendimento escolar

Seu filho, por exemplo, tem tido uma queda súbita em seu rendimento escolar, sem apresentar qualquer dedicação aos estudos e com reclamação dos professores sobre falta de atenção à aula e dificuldade para se concentrar? Esse sinal pode requerer atenção, quando prolongado.

Isso se deve ao fato de que diferentes tipos de drogas na juventude podem afetar o funcionamento cerebral e dificultar, assim, um aprendizado sem transtornos.

Irritabilidade em excesso

Jovens muito irritados, com variações de comportamento e dificuldade de tratar bem a família podem estar vivendo uma situação de contato com drogas.

A irritação, nesses casos, decorre de abstinência ou da fase mais aguda dos sintomas, em que, nos casos de drogas estimulantes e de álcool, por exemplo, pode haver impaciência e aceleração.

Oscilações de humor

Embora a adolescência seja uma fase na qual as alterações hormonais despertam altas e baixas de humor, oscilações muito agudas e recorrentes também têm a chance de estarem ligadas a drogas.

Seu efeito direto no sistema nervoso, assim, mexe com as emoções e faz com que seja difícil, para família, amigos, colegas de trabalho e parceiros amorosos tenham dificuldade de lidar com a montanha-russa vivida.

Mudança nos hábitos alimentares

A depender do tipo de droga utilizado, pode haver perda de apetite, como no caso da cocaína e do crack, devido à agitação que geram. Por outro lado, drogas como a maconha abrem o apetite e podem fazer com que o jovem sinta mais vezes a necessidade de comer, em maiores quantidades.

Insônia

A transformação no hábito do sono, que é extremamente importante para o desenvolvimento saudável de jovens, visto que tem ligação direta com a função cerebral e com a memória, pode apontar casos de dependentes químicos.

A insônia em adolescentes requer atenção e acompanhamento dos responsáveis, especialmente se estiver associada a um ou mais dos sinais apresentados anteriormente.

Amizades suspeitas

É comum que usuários de drogas jovens tenham mudanças em suas companhias e passem a andar mais com pessoas suspeitas, que podem estar incentivando e fornecendo o consumo de drogas.

Se perceber quaisquer influências estranhas, aconselhe o adolescente e busque também ajuda médica para ele.

Gastos suspeitos

O jovem tem gastado de forma descontrolada, por motivos não aparentes? É comum que peça dinheiro a outras pessoas da família ou até mesmo a amigos e ninguém saiba com quais fim tem utilizado esses valores?

Aqui, cabe a suspeita em relação a uma provável dependência de drogas, já que esses gastos podem estar relacionados à manutenção do vício experimentado.

Internação para jovens dependentes

A dependência química, além de entristecer a família e todos aqueles que convivem com o jovem dependente, é uma situação que compromete estudos, trabalho, vida afetiva e sonhos, ainda mais quando se fala de um indivíduo que está apenas começando a vida.

Ela pode, porém, ser revertida com tratamento contra drogas realizado adequadamente em todas as fases. Uma dessas opções, assim, é a de recorrer à internação. 

A internação voluntária e autorizada pela família do jovem, quando ele é menor de 16 anos, conforme a lei brasileira, pode fazer com que o acompanhamento em um hospital psiquiátrico especializado o reabilite. Isso também permite que ele enfrente todas as fases do tratamento com assistência médica.

Também é possível recorrer a situações de internação involuntária, na qual é fundamental que haja autorização de alguém com quem o paciente tenha uma ligação consanguínea. Cabe mencionar aqui a  emergência psiquiátrica ou internação compulsória, por decisão judicial.

Caso haja resistência do adolescente e riscos à sua saúde e à saúde daqueles que o cercam, é possível que seja considerada uma remoção psiquiátrica, feita de forma segura por equipes com enfermeiros e médicos. 

Entenda como funcionam os tratamentos

Por mais difícil que sejam, todas as dependências podem ser tratadas e prevenidas. Para tanto, é necessário que haja conscientização da família e conversa com o jovem a respeito dos vícios. Assim, é fundamental que todos dialoguem sem julgamento e aceitem a existência do problema, assimilando que ele existe, mas pode ser combatido.

Em se tratando de dependência alcoólica, por exemplo, ainda que seja desafiador no começo, com sintomas decorrentes da abstinência, como desânimo, oscilação de humor e raiva, é possível ter uma reabilitação completa, a longo prazo. 

A seguir, descrevemos brevemente algumas das etapas comuns do tratamento e, antes, seu diagnóstico.

Diagnóstico

A primeira etapa, após identificação de um conjunto de sintomas como os abordados neste conteúdo, é importante recorrer a médico especialista, como psiquiatra, para obter um diagnóstico da dependência de drogas na juventude.

Nesse caso, podem ser solicitados exames laboratoriais e toxicológicos para registrar os níveis das substâncias danosas ao organismo no corpo do jovem. Depois, é dado início ao tratamento de fato.

Desintoxicação

A desintoxicação é uma etapa difícil, que envolve remoção da substância de que se é dependente no organismo. Para tanto, é preciso que haja abstinência, o que pode gerar muito sofrimento e irritabilidade.

Em alguns casos, é comum que haja prescrição de ansiolíticos e antidepressivos, sob medida, para que o adolescente consiga controlar a fissura de estar distante das drogas.

Terapia comportamental

Paralelamente à desintoxicação e, principalmente, após ela, a terapia comportamental com psicológico é a melhor forma de enfrentar, de fato, os problemas decorrentes do uso de drogas na juventude.

Em frente a um psicólogo com o qual crie confiança, o jovem tem a oportunidade de falar sobre os problemas que enfrenta e sobre os motivos que o levaram a usar substâncias nocivas ao seu organismo. Assim, surgem oportunidades de ampliar seu autoconhecimento e de amenizar as angústias, transferindo toda a energia que era dedicada à dependência química para outros aspectos de sua vida.

Reinserção social

Nesse momento do tratamento, o jovem tem dedicado a ele um trabalho em que os especialistas de saúde buscam prevenir recaídas para que, ao fim, o paciente volte a ter uma vida normal e ao convívio com os grupos de sua esfera social.

Assim, a etapa é importante para contato e aproximação da família, dos amigos e de toda a rotina que tinha antes de precisar dar uma pausa para se tratar das drogas, como no colégio, em cursos extracurriculares e no trabalho.

Ao fim, com equipe médica multidisciplinar, aconselhamento de psicólogo e motivação a que novos hábitos sejam adotados, como a prática de esportes, o incentivo a atividades sociais produtivas e a melhorias no padrão alimentar, dá para mudar o jogo e afastar o jovem da dependência das drogas e dos males que essas promovem. Dessa forma, ele renova sua confiança, desenvolvimento e autoestima, voltando a se sentir mais feliz com coisas que todo jovem faz e garantindo que se torne um adulto sadio.

Agora que você já sabe mais sobre o tema e entendeu como é possível identificar essas situações de uso de drogas em jovens, se precisar buscar ajuda para seu filho ou para um adolescente em risco, próximo a você, entre já em contato com o Hospital Santa Mônica, especialista no tratamento humanizado de dependentes químicos. Mande-nos uma mensagem pelo WhatsApp!

Dossiê completo sobre maconha: entenda as consequências do uso

Compreender os principais aspectos relacionados ao uso da maconha é essencial para saber como direcionar ações preventivas que possam amenizar os impactos da dependência química relacionada a esse tipo de droga.

Em termos globais, os prejuízos resultantes do uso de maconha sugere a necessidade de pensar estratégias mais adequadas, e que representem formas de controle mais efetivos sobre o vício em entorpecentes.

Nessa perspectiva, compilamos importantes informações neste Dossiê. Veja como a droga funciona, os males a ela associados e as estatísticas mais recentes. Confira também como encontrar as melhores soluções para um problema que figura na lista dos mais preocupantes da nossa sociedade. Acompanhe!

Panorama do uso de maconha no Brasil e no mundo

Conforme divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Relatório Mundial sobre Drogas 2018, a maconha foi a droga mais consumida em 2016. No entanto, novos dados e muito mais precisos revelam que o consumo dessa substância está em alta em diversos países. 

Além disso, as consequências nocivas para a saúde resultante do abuso de drogas são bem mais graves e generalizadas. A pesquisa realizada pelo UNODC, teve como base as informações do Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado em junho de 2018. 

Segundo as últimas informações constantes nesse documento, 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos mentais associados ao uso de drogas, mas apenas 1 em cada 7 recebe tratamento. 

Os dados são referentes ao estudo realizado em 2017. Acompanhe os pontos principais da pesquisa e entenda porque essas informações colocam a Saúde Pública e as autoridades civis em alerta quanto aos riscos que o uso de drogas representa. Confira!

  • a droga mais usada continua sendo a maconha: 188 milhões de pessoas afirmaram ter consumido essa substância em 2017;

  • a faixa etária indica uso precoce: cerca de 3,8% da população mundial entre 15 e 64 anos estão entre os consumidores usuais;

  • aumento do número de usuários: nos últimos anos, o total de consumidores anuais de cannabis está 30% maior; 

  • maior consumo nas Américas: aumento de 7% entre pessoas de 15 a 64 anos, o que representa 42 milhões de novos usuários de maconha; 

  • mais óbitos: subiu para 76% o índice de mortes associadas à dependência química.

Com essas informações, o relatório deixa claro que ainda há muitas lacunas que merecem atenção por parte das autoridades civis e sanitárias. As estatísticas demonstram que as medidas de prevenção e o tratamento continuam insuficientes na maioria dos países.

No Brasil, essa realidade não é muito diferente, pois uma pesquisa coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou dados alarmantes. Os números indicam o envolvimento cada vez mais precoce com o consumo de maconha: 7,7% dos brasileiros com idade entre 12 e 65 anos afirmaram já ter experimentado maconha ao menos uma vez na vida.

Logo, a busca pelo tratamento contra a dependência química é uma forma segura de reduzir os impactos da droga e promover a reabilitação mental e física. Ao contrário do que se pensa, a maconha não é uma droga fraca, e nem menos perigosa que as demais.

Os efeitos dessa substância sobre a mente e o corpo podem causar danos irreversíveis e levar à morte. Ainda que o uso de drogas seja mais perigoso na juventude, em qualquer etapa da vida há o risco de dependência e da evolução para o consumo de outros entorpecentes ainda mais viciantes.

Composição da maconha e as formas de consumo

Conceitualmente, maconha é o nome atribuído à planta do gênero Cannabis. Porém, há três espécies diferentes dessa planta: a mais popular é a sativa, mas a indica e ruderalis também são utilizadas tanto para recreação como para função terapêutica.

O principal componente da maconha é o THC, quimicamente chamado de tetra-hidrocarbinol. Essa substância tem efeito psicoativo, ou seja, é a responsável pela sensação de leveza e de relaxamentos resultantes do consumo da droga.

Ainda que a maconha tenha outros elementos alucinógenos em sua composição, o THC é considerado o mais potente. Por isso, todos os efeitos da maconha estão associados à ação do THC. Além dos sintomas físicos, esse elemento modifica as atividades cerebrais e gera bastante prejuízo às funções cognitivas.

Quanto às formas de consumo, há diferentes modos de utilizar a maconha. Para que ela tenha efeito alucinógeno, a droga precisa ser aquecida. Por isso, para finalidade terapêutica, a droga é utilizada em seu estado natural. Logo, dessa maneira, ela não vicia o paciente e nem provoca alucinações. 

Veja, então, quais são as formas do uso recreativo da maconha:

  • erva ou marijuana: é extraída a partir das folhas secas, ou de flores e pequenos ramos da planta. O teor de THC varia de 5 a 10%;

  • haxixe: é prensado a partir da resina da planta fêmea. Tem  20% de THC, o que eleva a potencialidade alucinógena;

  • óleo de Cannabis sativa: é um líquido misturado com acetona, álcool ou gasolina. É bastante concentrado em THC (cerca de 85%).

O THC é uma substância que não se dissolve na água. Por isso, as formas utilizadas para consumo humano são a ingestão e a inalação. Geralmente, a maconha é consumida em cigarros misturados com tabaco, em cachimbos ou ingerida sob a forma de doces e outros alimentos.

Ação da maconha no cérebro

Compreender a ação das drogas no organismo é fundamental ao direcionamento das terapias que objetivam o controle de seus efeitos. À medida que a fumaça é aspirada, ela imediatamente absorvida pelos pulmões. Em poucos segundos, ela também atinge o cérebro.

Assim que os componentes da fumaça da maconha alcançam as regiões cerebrais, eles desestabilizam os mecanismos de transmissão de mensagens — o impulso nervoso — entre as células que formam o sistema nervoso central (conhecidas como neurônios).

No entanto, os neurônios não se comunicam livremente uns com os outros. Para que haja a troca de mensagens entre eles, é necessário a ação das sinapses. Essas sinapses ocorrem no espaço livre que existe entre os neurônios. Por meio desse mecanismo há a liberação e a captação de elementos chamados de mediadores químicos.

Em síntese, o cérebro funciona dessa forma: há uma constante troca de sinais que regulam a intensidade do estímulo nervoso responsável pela sensação de alegria, felicidade, relaxamento, dor, tristeza e angústia, por exemplo.

Entretanto, quaisquer formas de interrupção ou de desequilíbrio na ação desses mecanismos reguladores das sensações — principalmente das emoções — gera o comprometimento do trabalho do cérebro. Isso torna a maconha uma droga potencialmente perigosa, visto que alguns dos seus efeitos podem provocar lesões cerebrais irreversíveis.

O efeito das drogas psicoativas, como a maconha, interfere exatamente na liberação e na função desses mediadores químicos. Assim, eles modulam a quantidade de substância liberada, o que resulta em uma série de eventos que descontrolam as sensações.

Esse descontrole na química cerebral faz com que o efeito da maconha tenha essa característica de ambiguidade: pode causar alegria ou tristeza, depressão ou euforia, por exemplo. Como esses mecanismos modificam a maneira de enxergar o mundo, a droga pode provocar sintomas inesperados e concorrer para situações de risco, como as ideações suicidas.

Isso ocorre porque o THC, principal componente da maconha, causa um efeito perturbador do sistema nervoso central. Ele faz competição com os mediadores cerebrais, já que se “encaixa” nos receptores que funcionam como reguladores da percepção das sensações.

Na maconha também existe o canabidiol (CBD), substância amplamente empregada para finalidades terapêuticas. O CBD é um depressor do sistema nervoso central e tem ação analgésica, anticonvulsiva, ansiolítica e antiinflamatória.

Principais efeitos da maconha sobre a saúde

O efeito da maconha varia de acordo com a quantidade utilizada, a forma de consumo e com o nível de resistência do organismo do usuário. Em alguns indivíduos, os sinais do uso podem ser mais duradouros que o efeito em si.

Entretanto, independentemente da quantidade de maconha consumida, sempre haverá um dano potencial ao corpo e à mente. Os efeitos da maconha sobre o organismo podem ocorrer em curto, médio ou em longo prazo. Observe!

Efeitos imediatos

Em consumidores de maconha, os sintomas mais perceptíveis em curto prazo são delírios, alucinações, desequilíbrio postural e redução da percepção de tempo e espaço. Além desses, também pode ocorrer os seguintes sintomas:

  • sonolência;

  • taquicardia;

  • vermelhidão nos olhos;

  • sensação de boca seca;

  • queda da acuidade visual;

  • sensação de euforia e riso fácil;

  • perda de coordenação motora;

  • diminuição temporária de inteligência.

Efeitos em médio e em longo prazo

Em médio e em longo prazo, a ação da droga sobre o organismo pode gerar diversos efeitos. Confira os mais importantes!

Diminuição da atividade motora

Um dos sinais mais evidentes após o uso de maconha é sensação de desânimo e a diminuição da atividade motora. A droga causa um relaxamento que deixa a pessoa mais lenta e sem vontade de se movimentar. Mas isso não é regra: alguns indivíduos podem chegar ao estado de sonolência, ou ter reações opostas e ficar eufóricos, agitados e agressivos.

Crises de alucinação

A maconha é uma droga que pode gerar efeitos ambíguos: depende da dose utilizada, da forma como a pessoa metaboliza O THC e do ambiente. Porém, os efeitos podem ser intensificados e a pessoa se sentir mentalmente ameaçada durante as crises de alucinações. 

É muito comum haver automutilação ou tentativa de suicídio durante as “viagens” que ocorrem sob efeito da droga. O indivíduo, quando dominado pelo vício, perde a capacidade de julgamento de valor e pode se tornar uma ameaça a si mesmo e aos outros. Isso ajuda a compreender a relação entre o risco de psicose e o uso de maconha.

Mudanças na frequência cardíaca

O aumento na frequência cardíaca pode ser percebido até mesmo no pulso de quem utiliza maconha pela primeira vez. O coração fica mais acelerado e a pulsação torna-se mais intensa. Normalmente, o usuário fica muito ansioso porque pode ocorrer dores torácicas que geram um desconforto momentâneo. Essas sensações geram muita ansiedade e podem levar a crises de pânico.

Aumento do apetite

Ainda que possa causar ações ambíguas, geralmente, o THC provoca a redução da atividade motora. Por conseguinte, essa substância também faz diminuir a temperatura corporal. Nessa condição, a hipotermia estimula o sistema digestório que, por sua vez, faz aumentar o apetite.

Variações de humor

Como os efeitos da cannabis podem variar bastante, ocorrem também diferentes alterações no humor do usuário. O THC pode provocar tanto sensações de felicidade e de relaxamento quanto gerar irritabilidade, ansiedade e angústia.

Normalmente, esses sinais dependem do perfil do usuário e do teor de THC na maconha. No entanto, quando existe histórico familiar de ansiedade ou de depressão, há maior possibilidade de a droga despertar emoções negativas.

Prejuízos ao aparelho respiratório

Na composição de um cigarro de maconha há muitos elementos que afetam diretamente a função dos alvéolos pulmonares, estruturas responsáveis pela troca de gases durante a respiração. O uso prolongado desta droga pode provocar um declínio da capacidade pulmonar e resultar em graves complicações.

Quando é inalada, parte da fumaça da maconha vai para o cérebro e outra para as vias respiratórias. Uma das consequências dessa fumaça é o endurecimento da parede dos alvéolos do pulmão.

Alterações na fisiologia cerebral

O consumo de maconha também é bastante prejudicial à memória de curto prazo, conhecida como memória de trabalho. O efeito entorpecente do THC altera a estrutura fisiológica das células cerebrais. Por conseguinte, ocorre a redução da capacidade funcional dos neurônios, além de diminuir o raciocínio e a concentração. 

Diminuição da testosterona

Um dos efeitos da maconha — considerado até curioso no meio científico — é a diminuição do nível de testosterona produzido. A menor quantidade desse hormônio causa a redução do número de espermatozoides, o que pode tornar o usuário de maconha infértil.  

Consequências e riscos do uso de maconha

O abuso de maconha está associado também aos surtos psicóticos. Além desse risco, listamos mais algumas consequências aos quais os usuários de maconha são mais vulneráveis. Veja quais são!

Problemas cardiovasculares

O efeito químico das substâncias presentes na maconha afetam a saúde dos vasos do coração. Veias e artérias, assim como os capilares que transportam o sangue têm o seu calibre mais endurecido devido à toxicidade da fumaça inalada durante o uso da maconha. 

Além disso, as alucinações resultantes do uso frequente da droga provocam palpitações e taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos). Esse quadro acaba forçando a musculatura do coração, o que aumenta a probabilidade de infarto do miocárdio e o risco de morte por insuficiência cardíaca.

Alterações no pulmão

Os usuários de maconha são mais susceptíveis a doenças pulmonares e respiratórias. Uma das complicações mais comum é o comprometimento dos bronquíolos, estruturas responsáveis pela troca de gases durante a respiração.

Nessa condição, o dependente químico sente cansaço excessivo, falta de ar e fortes dores no peito. Normalmente, o usuário de maconha se torna desanimado e sem motivação para realizar suas tarefas diárias. Muitos se esquivam e evitam fazer atividades que antes eram prazerosas.

Redução da memória e concentração

Pessoas que consomem maconha em excesso apresentam muitas dificuldades cognitivas, principalmente em relação à concentração e memória. Tal condição afeta a vida estudantil, profissional e pessoal. Isso ocorre devido à morte precoce das redes de neurônios cerebrais afetados pela toxicidade dos componentes desse tipo de droga.

Relação com quadro de psicose e ansiedade

O uso de drogas têm uma relação de causa e efeito quanto à presença de doenças como a ansiedade. Muitos usuários recorrem às drogas para “aliviar” a ansiedades e, depois, sentem necessidade de consumi-la novamente para combater a ansiedade gerada quando passa o efeito da droga.

Nesse sentido, o abuso de entorpecentes, como a maconha, pode gerar quadros de ansiedade patológica ou levar ao desenvolvimento de doenças mais graves como a psicose, por exemplo.

Associação com esquizofrenia

Um estudo realizado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, associou o consumo de maconha ao maior risco de iniciação de esquizofrenia. Segundo as estatísticas da pesquisa, a probabilidade de associação entre maconha e o desenvolvimento de esquizofrenia é de 50%.

Isso torna os impactos da maconha na esquizofrenia ainda mais perigosos em indivíduos que tenham propensão genética a esse tipo de transtorno mental. Se houver antecedentes familiares relacionados aos quadros de psicose ou de distúrbios similares, o efeito do THC pode potencializar os riscos para o surgimento da esquizofrenia.

Piora dos sintomas de depressão e suicídio

​Dados do instituto de Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), recentemente publicada pelo IBGE, o uso de drogas entre adolescentes na idade escolar aumentou quase 10% nos últimos anos. Principalmente entre os jovens, há uma forte correlação entre o vício em maconha, posterior interesse por outras drogas ainda mais perigosas, depressão e suicídio.

Um dos efeitos potenciais do consumo de maconha é a ligação com a depressão crônica. Como o vício é alimentado por questões multifatoriais, as crises depressivas costumam surgir com mais frequência. Devido à relação entre maconha e suicídio, essas  desordens emocionais não podem ser ignoradas.

A maconha e a dependência química

Ainda que do ponto de vista científico não se confirme com clareza se a maconha é uma droga que pode provocar dependência química, esse hábito de consumo traz muitos riscos à saúde mental, emocional e física do usuário.

Devido à ação ambígua do THC sobre o organismo, os efeitos da maconha podem trazer reações adversas e imprevisíveis. Como os sintomas variam conforme o estado de saúde do indivíduo, em algumas pessoas o risco para dependência da maconha é bem maior.

Mesmo que a dependência pareça ser meramente psicológica, os efeitos sobre as emoções alimentam o vício e expõem o indivíduo a situações de risco à integridade mental e física. Uma das evidências de que a maconha pode causar dependência é que em nosso país, o cultivo para fins não terapêuticos, a venda e o consumo da droga é considerado ilegal.

Outro fator que deve ser considerado é que a dependência da maconha pode se estabelecer pela necessidade de elevar a dose consumida para obter os mesmos efeitos. Entre os usuários dessa droga, isso é muito comum.

Além disso, o comportamento do consumidor na ausência da droga também merece atenção. Se ocorrem sintomas como irritabilidade, redução do apetite, perturbação do sono e agressividade, esses sinais indicam efeitos de abstinência. As crises de abstinência são eventos típicos de dependência química.

Internação e Tratamento

Querer se libertar do vício para não continuar refém das consequências das drogas é uma decisão muito importante, além de ser o primeiro passo para a restauração da saúde. Buscar apoio profissional em uma instituição experiente e especializada em saúde mental é essencial para superar a dependência química.

Para ajudá-lo a vencer esse desafio, o Hospital Santa Mônica disponibiliza diversas opções de tratamento. Além da modalidade ambulatorial, há dois tipos de internação. As modalidades de internação são indicadas conforme a necessidade ou o estado de saúde mental do indivíduo.

O hospital oferece a internação voluntária, que é indicada para o usuário que aceita esse tipo de ajuda. Para os casos mais graves, a melhor opção é a internação involuntária (ou compulsória), medida voltada para as pessoas que não aceitam a internação.

A internação involuntária também é indicada para as situações que se configuram como emergência psiquiátrica, como um surto psicótico resultante dos efeitos do uso da maconha, por exemplo. Nesses casos, essa opção pode ser utilizada a fim de proteger a integridade do dependente químico e das pessoas de seu convívio familiar ou social.

Com vimos, o uso da maconha no Brasil e no mundo está cada vez mais comum, principalmente entre a população mais jovem. Nessa perspectiva, não se pode ignorar os perigos que isso representa tanto para as famílias quanto para a coletividade.

Uma das maneiras mais seguras para evitar que o dependente químico agrave sua condição de saúde é buscar ajuda o quanto antes. Não se deve deixar para depois, visto que o vício em maconha pode abrir precedentes para o consumo de outras drogas mais fortes e igualmente perigosas.

Logo, para obter bons resultados no tratamento de dependência de maconha, o usuário deve ser encaminhado para uma instituição que seja referência nesse ramo. Nesse sentido, o Hospital Santa Mônica oferece todo apoio necessário à reabilitação da saúde integral do dependente químico a fim de que ele retorne logo ao convívio harmônico com a família e a sociedade.

Agora que já sabe os riscos do uso de maconha, não espere pelas consequências: entre em contato com o Hospital Santa Mônica, pois estamos prontos para ajudá-lo! 

Doenças causadas pelo alcoolismo: saiba as consequências do vício

Entender o quanto o consumo de álcool é prejudicial à saúde é imprescindível para fomentar ações preventivas em relação às doenças causadas pelo alcoolismo. Mais do que isso: é necessário ficar atento às consequências negativas do vício e, assim, buscar ajuda profissional antes que seja tarde demais.

A proposta deste artigo é explicar os efeitos da dependência de álcool e suas possíveis consequências, visto que a OMS demonstra que 3 milhões de mortes no mundo estão associadas ao alcoolismo.

Nesse contexto, vamos mostrar as principais doenças, de médio e longo prazo, causadas pelo abuso do álcool. Também apresentaremos possíveis soluções para conter o impacto do alcoolismo e ajudar o dependente a mudar de vida. Confira!

Quais as consequências globais do uso nocivo do álcool?

Entende-se por alcoolismo o hábito de consumir bebidas com frequência sem que o indivíduo consiga dominar a vontade de ingerir produtos que contenham certo teor alcoólico. O consumo de álcool pode ocorrer nos níveis leve, moderado ou crônico, mas em todas as formas de consumo há um risco potencial de causar danos ao organismo.

Quando existe consumo de álcool em excesso, o corpo do usuário reage com algumas consequências imediatas, mas de fácil reversão: ocorre o comprometimento do equilíbrio postural, que causa a dificuldade para andar, além das falhas de coordenação e memória, por exemplo.

Todavia, em situações em que o uso desse tipo de bebida é bastante prolongado e frequente, há o risco de afetar seriamente todos os órgãos do corpo. O nível de comprometimento varia de acordo com a quantidade de bebida ingerida.

Logo, o vício pode provocar graus elevados de prejuízo, como o desenvolvimento de lesões cerebrais devido à perda recorrente de neurônios, por exemplo. Para o efetivo controle desses quadros mais graves, a internação hospitalar é a melhor solução

Segundo o Relatório da OMS sobre consumo de álcool no mundo, em 2016, cerca de 2,3 bilhões de pessoas se consideravam consumidoras de álcool em três dos continentes pesquisados pela OMS. Isso indica que mais da metade da população, inclusive das Américas, são consumidoras habituais de bebidas alcoólicas.

No Brasil, a situação também é de alerta, pois um trabalho realizado pela USP demonstrou claramente a intrínseca relação entre o abuso de álcool e o suicídio. Na análise toxicológica do sangue de suicidas foi detectado teor alcoólico em mais de 30% das amostras. Ou seja, esse percentual indica que, pelo menos nesses indivíduos, o ato foi concretizado sob efeito do alcoolismo.

Além dessas questões, a embriaguez ao volante é uma das principais causas de mortes no trânsito. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou recentemente dados de uma pesquisa que avaliou o consumo de álcool entre motoristas brasileiros. Destes, 24,3% afirmaram dirigir após tomar bebida alcoólica.

Essas estatísticas sugerem a necessidade de buscar medidas que possam contornar o efeito do alcoolismo, não só sobre a saúde do usuário, mas também sobre a sociedade. Nesse sentido, a ajuda profissional torna-se a melhor alternativa de tratamento e reversão desses hábitos que causam tantos prejuízos.

Quais as principais doenças causadas pelo alcoolismo?

Caso não haja o controle adequado dos efeitos do vício, o usuário estará sujeito ao risco de diversas doenças causadas pelo alcoolismo. Confira quais são!

Desnutrição

Principalmente na adolescência, o consumo de substância alcoólica causa à redução da capacidade de absorção e afeta negativamente o desenvolvimento nutricional. Assim, o alcoolismo na adolescência repercute bastante no estado alimentar desse grupo, exatamente nessa fase em que as necessidades nutricionais são mais elevadas. 

Devido à grande toxicidade, o álcool tem potencial para lesar órgãos nobres que compõem o trato gastrointestinal e, consequentemente, comprometer funções do fígado e do estômago, por exemplo. Como o etanol afeta também a metabolização dos nutrientes, esses prejuízos nutricionais ocorrem em qualquer idade.

Hepatite alcoólica 

Essa é uma doença inflamatória e que causa severa degeneração no fígado. Geralmente, esse tipo de hepatite é considerado uma pré-cirrose e se desenvolve mediante o consumo excessivo de álcool e por longos períodos de tempo. 

Cirrose

A cirrose é classificada como uma das piores consequências do alcoolismo, pois ela pode causar lesões hepáticas irreversíveis. A ingestão frequente de bebidas alcoólicas afeta diretamente todas as funções do fígado. Com o tempo, a perda gradativa das funções contribui para a evolução da cirrose para o estado crônico, que pode levar ao óbito. 

Gastrite

A gastrite é caracterizada por uma inflamação que resulta em grande desconforto, dor e deixa a pessoa com dificuldade para alimentar-se. Ainda que seja em pequenas quantidades, as bebidas alcoólicas irritam a mucosa do estômago à medida que tornam o local muito mais ácido.

Com isso, sob a ação da toxicidade do álcool surgem constantes desconfortos na região superior do abdome. Além disso, outros sintomas como náuseas, vômitos, cefaleias e diarreias podem estar presentes. 

Doenças emocionais

As doenças emocionais também figuram na lista das complicações decorrentes do alcoolismo. No Brasil, alguns estudos associam esses males ao consumo de álcool, como também de outras drogas. Entre os distúrbios de ordem psicológicas mais comuns entre os consumidores de álcool estão a ansiedade e a depressão.

Comprometimento do cérebro

Um dos sintomas cerebrais mais comuns em pessoas com vício em álcool é a Demência Alcoólica. Esse quadro é provocado pelo consumo excessivo de álcool e também figura entre as complicações mais preocupantes em relação ao hábito de beber.

Entre os principais agravos à saúde destacam-se o comprometimento do raciocínio e memória, dificuldade de aprendizagem e de outras funções cerebrais. Qualquer alcoolista que beba quantidades excessivas de álcool por longos períodos de tempo incorrem no risco de desenvolver esse tipo de demência.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar?

Nosso hospital oferece toda a infraestrutura necessária ao tratamento para a recuperação de dependentes químicos, tanto por vício em álcool como pelo uso descontrolado de drogas e entorpecentes.

Além do espaço físico — interno e externo — adequado à segurança da internação, o tratamento é coordenado por psiquiatras especializados e titulados por universidades conhecidas e respeitadas nesse ramo. 

Trabalhamos com uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, nutricionistas, assistente social, terapeutas ocupacionais e outros especialistas. Por meio de um trabalho sério e dedicado, nossos profissionais têm garantido o necessário suporte à recuperação de doenças causadas pelo alcoolismo.

Agora que já sabe como o alcoolismo é prejudicial à saúde, não deixe para amanhã: entre em contato com o Hospital Santa Mônica agora mesmo e conheça nossos tratamentos especializados!

Especial Hospital Santa Mônica 50 anos: referência em dependência química

Em reconhecimento à qualidade dos serviços oferecidos em assistência psiquiátrica infantojuvenil, adulto em dependência química, o Hospital Santa Mônica de São Paulo recebeu, em 2018, a certificação ONA (Organização Nacional de Acreditação).

Nosso hospital foi o primeiro hospital psiquiátrico privado do Brasil a receber esse tipo de certificação. Mediante isso, este artigo objetiva mostrar os avanços e o trabalho desenvolvido pelo Hospital Santa Mônica em seus 50 anos de existência, no segmento de dependência química. 

Continue a leitura e confira dados e informações relevantes sobre a atuação do HSM nessa área nos 50 anos de história desse hospital! Acompanhe!

Fatos curiosos sobre o tratamento da dependência química

O doutor Cláudio Duarte, médico psiquiatra no Hospital Santa Mônica, compartilhou um dos fatos mais curiosos entre os mais de 10 anos dedicados ao hospital. 

Ele relatou que “certa vez, um paciente idoso, queria porque queria ser internado sem que, de fato, houvesse indicação para tal conduta. Fiquei pensando que ele poderia querer uma espécie de férias do casamento, que pudesse estar endividado ou fugindo da polícia ou de traficantes, que queria obter algum laudo para benefícios da previdência, enfim, temos que sempre buscar entender tais situações”.

Depois de uma longa conversa, doutor Cláudio conseguiu descobrir por que aquele paciente queria ser internado: “então, ele confessou que estava apaixonado por uma profissional. Normalmente ficamos até “bravos” com tal manipulação, mas esse senhor era tão cavalheiro, educado e cativante, com uma singeleza ímpar, que restou-me apenas consolá-lo, mas dizer que não seria possível interná-lo por isto”.

O trabalho de prevenção é fundamental, já que, independentemente da idade, questões emocionais podem levar ao uso de drogas ou ao alcoolismo. Além disso, esse caso demonstra a importância de um hospital ser formado por profissionais capacitados e com habilidades para perceber a real necessidade dos pacientes a fim de direcioná-los à conduta mais adequada. 

Hospital Santa Mônica como referência no tratamento da dependência química

Nosso hospital trabalha com uma equipe cada vez mais qualificada, maior e sempre muito envolvida e dedicada à resolução de cada caso específico. Temos uma administração que apoia e busca fazer o melhor para proporcionar as condições ideais para cuidarmos dos pacientes.

Doutor Cláudio explica a relevância da estrutura do HSM e sobre a influência da motivação da equipe: “sempre há o que melhorar, e isto é que me motiva. São raros os locais de tratamento de dependência química que contam com a estrutura hospitalar que temos aqui, possibilitando cuidar de casos mais complexos, com comorbidades psiquiátrica diversas”.

“Oferecemos tratamento para públicos masculino e feminino, terceira idade e até mesmo para menores de idade, em contextos terapêuticos especializados para cada grupamento diagnóstico. Todo esse processo é feito de forma integrada com uma equipe multidisciplinar”, afirma o especialista.

Outro aspecto de destaque é o fato de o hospital ter a proposta de melhoria contínua baseada em um atendimento de verdade, com carinho, e alinhado à busca da excelência. Nos últimos anos, esse diferencial tornou o Hospital Santa Mônica cada vez  mais respeitado e uma referência no tratamento em dependência química.

Desafios do tratamento da dependência química

Em todas as áreas da saúde, há desafios que precisam ser superados, principalmente no que se refere à questão estrutural, de confirmação diagnóstica e na evolução mais rápida dos tratamentos.

Contudo, as inovações tecnológicas permitiram — e permitem a cada dia mais — o uso de importantíssimos recursos para facilitar a vida dos profissionais que se preparam para se adequar a essas mudanças. Nesse contexto, buscar a qualificação profissional é de extrema relevância para a superação dos desafios, sobretudo no ramo de saúde mental.

Outro problema é que o aumento da produção de entorpecentes facilita, em escala mundial,  o acesso a esses produtos. Isso contribui para elevar as comorbidades associadas ao vício em drogas. De 2016 a 2017, houve um aumento de 65% na produção global de ópio, segundo pesquisas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Com isso, vencer os impactos resultantes do consumo de drogas tem se tornado um dos maiores desafios para a saúde pública. Mas há outros fatores que também merecem atenção, e que exigem muita habilidade das instituições na hora de direcionar as condutas dos processos psicoterapêuticos da dependência química.

“A questão do limite entre o livre arbítrio e a perda da capacidade de discernimento e juízo do paciente que sofre do problema precisa ser considerada. Nessa hora, os profissionais devem utilizar a empatia necessária e a destreza em empregar as técnicas motivacionais que facilitem a entrada efetiva no tratamento”, destaca doutor Cláudio.

Entretanto, isso deve ser feito sem perder de vista o limite ético e o senso adequado de seu dever como profissional de saúde. Respeitar o direito do paciente, da família e até mesmo da sociedade como um todo também é essencial.

Sobre a importância da constante atualização, o diretor clínico argumenta: “também é desafiador e estimulante se manter sempre atualizado. Absorver as novidades da ciência médica, mas, ao mesmo tempo, lembrar que não se pode deixar de lado o que é tradicionalmente consagrado pela mesma ciência.” 

Perspectivas para o futuro

Com o avanço da Ciência e da Medicina, há sempre novos medicamentos e tecnologias de saúde bastante promissoras. Doutor Cláudio destaca a possibilidade de ser mais comum o uso de técnicas de neuromodulação, vacinas e outras tecnologias que poderão integrar os tradicionais modelos de tratamento que são já eficazes. 

Segundo o psiquiatra do HSM, “a ciência da prevenção — com detecção e intervenção precoces — poderia ser cada vez mais adotada em prol da redução do sofrimento e da casuística dos problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas que levam à dependência química”.

O Jornal da USP publicou um estudo recente da Revista Eletrônica Saúde Mental Álcool e Drogas (SMAD), afirmando que a prática de esportes não evita o envolvimento dos jovens com drogas. Isso reafirma a importância de encaminhar, o quanto antes, o jovem usuário para tratamento, pois a avaliação profissional é a prevenção mais segura para impedir a evolução para situações mais graves.

Vale destacar que o crescimento do Hospital Santa Mônica fez com que ele ocupasse ocupar um lugar de destaque para ajudar aos dependentes químicos no momento de crise: “ainda que a internação seja o último recurso, ela é fundamental em determinados momentos da vida destes pacientes”, frisou doutor Cláudio.

Como vimos, ao longo desses 50 anos, o HSM conquistou uma posição privilegiada na área de tratamento contra a dependência química. Mediante os desafios impostos pela realidade que envolve o uso de drogas em nosso país, contar com uma instituição especializada na recuperação da saúde mental representa maiores chances de reduzir os impactos desse problema. 

O que achou deste conteúdo? Compartilhe sua opinião ou dúvidas sobre dependência química. Temos o maior prazer em saber o que você pensa.

Dependência química tem cura?

De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, mais de 3,5 milhões de brasileiros consumiram algum tipo de droga ilícita recentemente. Dados como esse são preocupantes, visto que o uso dessas substâncias traz inúmeras consequências graves à saúde, e revelam a necessidade de ajuda para que essas pessoas possam ser inseridas socialmente e sigam uma vida normal. Mas será que a dependência química tem cura?

O problema abrange uma discussão ampla e complexa, requer uma completa transformação no cotidiano do usuário e, principalmente, que ele acredite na possibilidade de livrar-se desse mal. Por esse motivo, neste post vamos esclarecer em detalhes essa questão, além de abordar outros pontos importantes sobre o tema. Então, se você quer saber se é possível deixar definitivamente de ser um dependente químico, continue a leitura do conteúdo e entenda!

Dependência química tem cura?

A psiquiatra Suele Serra explica que a dependência química é considerada uma doença crônica, progressiva, sem cura, porém, tratável. Apesar da possibilidade de tratamento, a recaída durante o período de recuperação atinge de 40 a 60% dos pacientes, o que se equipara às recidivas da diabetes e hipertensão arterial sistêmica, que ocorre em 50 a 60% dos pacientes.

Desse modo, o dependente químico precisa de uma fase terapêutica contínua, a qual proporcionará resultados a longo prazo. Quanto antes medidas forem tomadas para reverter o quadro, melhor, pois o vício tende a tornar-se irreversível com o passar do tempo.

Como é o tratamento para cura da dependência química?

O vício em drogas provoca alterações comportamentais, cognitivas, afetivas e sociais. Por isso, durante o tratamento, todas essas esferas são trabalhadas, para que o indivíduo possa se recuperar integralmente. Inicialmente é realizada uma entrevista motivacional, com o intuito de fazer ações coercitivas, que ajudarão na adesão ao processo de reabilitação, a partir de estímulos internos e externos do próprio paciente.

Essa etapa envolve algumas fases referentes à decisão de mudar o hábito de usar substâncias químicas. Saiba quais são elas!

Pré-contemplação

Nesse momento, o paciente nega que tem um problema, desconhece a necessidade de mudança e acredita que não precisa de um tratamento. Assim, resiste a qualquer tipo de ajuda e também não cogita a adoção de medidas que o levariam a deixar de ser um dependente químico — procurar um profissional especializado, por exemplo.

Contemplação

Aqui, o paciente já começa a aceitar o seu problema, porém, ainda tem dúvidas se de fato a dependência existe e acredita que terá capacidade para superá-la sozinho. Além disso, tenta encontrar razões que justifiquem o contexto em que se encontra inserido.

Preparação

Nesse estágio o paciente assume que realmente sofre com a dependência química, começa a planejar e pensar nas possibilidades de lidar com a doença e viver melhor.

Ação 

Dura de 3 a 6 meses e compreende o período em que o dependente químico inicia um plano de ação voltado ao tratamento, com o intuito de evitar recaídas, mudar seu ambiente social e afastar-se de pessoas que também usam drogas e podem contribuir para que ele volte ao vício.

Manutenção

A fase de manutenção começa após o indivíduo alcançar o seu objetivo de estar longe das drogas. No entanto, ele não está livre de enfrentar recaídas, mas entende isso e sabe que deve se manter firme e continuar o seu tratamento.

Quais são os fatores de risco para o sucesso do tratamento?

“É necessário que o paciente saia de um ciclo vicioso e de sentimentos que cria e fantasia em relação a ele mesmo. Muitas vezes, tem-se um sentimento de onipotência, autossuficiência”, aponta a especialista. Adotar uma postura negativa, no sentido de não respeitar os profissionais que estão à disposição para ajudá-lo e querer que tudo seja feito a seu favor também são pontos que atrapalham a obtenção de bons resultados. 

Outro empecilho é a fase da mentira, na qual há uma tentativa de manipular as pessoas a sua volta. Após essas etapas, ele ainda pode se vitimizar e culpar outros problemas pela sua dependência. Assim, cria ferramentas para desestruturar o seu tratamento até interrompê-lo, o que torna fundamental o apoio familiar e psiquiátrico para estabilizar o humor, regular os níveis de depressão, ansiedade e síndrome motivacional.

Atualmente, além do atendimento com psiquiatras, é possível utilizar uma psicoterapia baseada na terapia cognitiva e comportamental, visando a criação de um cronograma diário para definir o que o dependente químico precisa fazer. O uso de estratégias para que ele possa reconhecer a doença e a necessidade de se tratar também mostra-se muito importante, tanto quanto o acompanhamento com um educador físico e nutricionista, pois o vício altera a estrutura do organismo como um todo, fator que poderá favorecer o desenvolvimento de outras doenças, como a pancreatite.

Como encarar as recaídas no tratamento da dependência química?

Suele usou a seguinte metáfora para retratar como o paciente deve encarar as recaídas: “eu faço hipismo, cada vez que eu caio do cavalo, dá um medo, mas eu tenho que subir de novo, continuar galopando e saltando os obstáculos”. A psiquiatra acrescenta ainda que ele estará sujeito às recidivas, porém, precisa entender que isso não significa ausência de conquistas, e sim que é o momento de começar novamente de onde parou. 

Com o tratamento, o indivíduo já tem ganhos e uma estrutura para lidar com esse tipo de situação, que faz parte do processo e não deve ser um motivo para interromper a recuperação.

Qual o papel da família na cura da dependência química?

Os familiares têm o papel de dar apoio, sem julgamentos, e ajudar o paciente na sua reabilitação. No entanto, há casos em que a família pode facilitar o tratamento ou prejudicá-lo — se for conivente com as ideias do dependente de burlar nesse processo, por exemplo. Também é fundamental que as pessoas saibam lidar com a co-dependência, ou seja, o desenvolvimento dos mesmos sintomas de quem sofre com o vício — depressão, ansiedade e sentimento de responsabilidade pelas atitudes geradas pela dependência. 

Desse modo, os entes queridos precisam ser bem orientados para não adoecerem, necessitam de psicoterapia, um trabalho de psicoterapeuta holístico, entender bem o que é a dependência química e ter pulso firme para ajudar na evolução do tratamento. 

Como um hospital especializado pode ajudar na cura da dependência química?

Infelizmente, quando em estado de dependência química, o paciente não consegue entrar em abstinência sozinho. Então, o tratamento em regime de internação fechada possibilita que ele não entre em contato com a droga, pois está em um ambiente protegido e com total suporte, o que facilitará a continuidade da reabilitação. No hospital, ele passará pelo processo de desintoxicação e poderá ter uma crise causada pela falta da substância química em seu organismo, que é a parte mais dolorosa do tratamento, visto que gera alterações físicas, psicológicas, sudorese e até convulsões.

Nesse caso, a instituição consegue ajudá-lo a superar esse momento. Primeiramente, há uma remissão inicial — até um ano, pois nesse período as chances de recaída são maiores — e depois a remissão permanente.

Como escolher o melhor hospital para o tratamento?

A instituição precisa contar com profissionais especializados na área, que atuem na recuperação do dependente químico e diante de qualquer intercorrência, ser formada por uma equipe bem estruturada, oferecer avaliação nutricional para proporcionar suporte a pacientes subnutridos e ter diversas atividades terapêuticas, como o Hospital Santa Mônica, que é completo. Além disso, a instituição deve fornecer suporte 24 horas e contemplar todos os passos necessários para um tratamento eficaz.

Agora que você descobriu se a dependência química tem cura ou não, e compreendeu diversos fatores relevantes que envolvem o processo de reabilitação, é muito importante que reflita sobre os ganhos que serão proporcionados a partir de um tratamento adequado e veja que vale a pena procurar profissionais capacitados para auxiliar no processo. Tenha em mente que embora seja um problema crônico, tratar-se permitirá que a vida ganhe um novo sentido.

Gostou deste post? Está disposto a superar a dependência química ou conhece alguém que precisa de ajuda? Entre em contato conosco para saber como podemos contribuir!

Consequências das drogas: entenda o real perigo do uso de drogas

Entender os riscos e as consequências das drogas sobre a saúde mental e física é um dos aspectos mais importantes para conter os efeitos negativos desse problema. Além dos danos ao organismo do usuário, o uso de substâncias ilícitas gera impactos sociais e econômicos em larga escala.

Nesse contexto, apresentaremos um breve panorama sobre o uso de drogas no Brasil. Destacamos os efeitos que essas substâncias provocam no corpo e por que essa problemática exige intervenções urgentes.

Vamos mostrar também como o vício em entorpecentes coloca em risco a vida de quem demora a procurar ajuda. Continue a leitura e veja o caminho mais seguro para reduzir os efeitos das drogas no organismo, superar o vício e mudar de vida!

Um panorama sobre o uso de drogas no Brasil

As drogas mais consumidas pelos brasileiros são: maconha, ecstasy e cocaína, principalmente nas regiões sul e sudeste, que lideram essa prática ilícita.

A fácil disponibilidade dessas substâncias contribui para elevar o consumo e, com isso, novos adeptos — sobretudos adolescentes e jovens — se inserem no complicado submundo das drogas.

Atualmente, o Brasil está trabalhando medidas de combate ao narcotráfico. Há várias emendas tramitando no Congresso. Mas essas políticas sofrem interferências de outros países latino-americanos, cuja economia depende basicamente do comércio dessas substâncias ilegais. 

A localização geográfica do Brasil favorece o mercado devido a fronteira com a Colômbia e a Bolívia, que são grandes produtores de cocaína e ópio. Com isso, nosso país tornou-se um centro distribuidor desses produtos, o que faz elevar o consumo na América Latina.

Segundo o relatório do Monitor de Políticas de Drogas das Américas (MPDA), em 2018, a produção e o consumo global de drogas bateram recorde. O Brasil figura na lista dos maiores consumidores do continente sul-americano.

Tipos de drogas 

O uso e o tráfico de drogas são um dos principais problemas presentes na sociedade contemporânea. A cada vez mais, os fabricantes reformulam a composição das drogas e sintetizam novas substâncias ainda mais prejudiciais à saúde. Tendo isso em vista, apresentaremos os tipos de drogas mais comuns. Veja quais são:

Maconha

De acordo com a conclusão do Relatório Mundial sobre Drogas, recentemente divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODOC), a maconha foi a droga mais consumida no mundo em 2016. 

Em nosso país, dados amplamente divulgados na mídia confirmam que mais de 1,5 milhões de brasileiros consomem maconha diariamente. Os principais grupos expostos aos efeitos do uso da maconha são adolescentes e jovens, os maiores usuários.

Cocaína

Segundo dados do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID), 5% dos óbitos relacionadas às drogas ocorreram pelo uso de cocaína. Entre os efeitos mais graves da cocaína destacam-se as lesões cerebrais, a perda da sensibilidade das mucosas nasais e a destruição dos dentes.

Quando essa droga é esfregada nos dentes ou nas gengivas ocorre uma reação química entre a cocaína e a saliva. Há, então, a formação de um ácido que destrói o esmalte dos dentes deixando-os enfraquecidos e quebradiços.

Ecstasy

Essa substância é muito utilizada em festas raves ou em encontros de universitários. Ela faz parte do grupo de drogas sintéticas, cujo uso ocorre de modo oral. Provoca alterações cerebrais em poucos minutos. Seu efeito causa uma falsa sensação de felicidade, de euforia e aumenta a libido.

Heroína

Essa droga é derivada do ópio e pode ser sintetizada a partir da morfina. Sua forma de uso é injetável e seus efeitos são imediatos, já que é rapidamente absorvida pelo cérebro.

As drogas opiáceas alteram o funcionamento do sistema digestório e do sistema nervoso central. Além disso, provocam tonturas, náuseas e alucinações intensas. 

Crack

Essa é uma das drogas que viciam muito rapidamente. Durante o uso, a fumaça chega facilmente aos pulmões e dali para o cérebro. Ao alcançar as regiões cerebrais, o crack provoca a destruição dos neurônios, o que pode resultar em graves lesões.

Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, o Brasil ocupa o 1º lugar no ranking de consumo de crack no mundo. O crack é uma droga de grande aceitação devido ao baixo preço.  Devido à sua fácil disponibilidade, ela é bastante comum entre moradores de ruas e por adolescentes e jovens.

Álcool

Os efeitos do álcool sobre o organismo pode causar graves sequelas ou lesões irreversíveis, principalmente no fígado e nas áreas cerebrais responsáveis pelo controle da motricidade.  O vício em álcool também afeta a memória, a capacidade de raciocínio e de concentração.

Dados recentes alertam para o envolvimento cada vez mais precoce com o alcoolismo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 50% dos estudantes do 9º ano já ingeriram bebida alcoólica. Destes, 21,4% afirmaram que já se embriagaram alguma vez na vida.

Drogas ilícitas: o acesso fácil dificulta o controle

Estatísticas divulgadas pelo Relatório Mundial sobre Drogas do ano passado alertam sobre a dificuldade que as autoridades têm de controlar o tráfico. Um dos fatores que mais impedem o controle é a facilidade do acesso a essas substâncias.

Segundo os especialistas, há uma expansão potencial que resulta da impulsão pela oferta desses produtos no mercado. Assim como a produção de drogas sintéticas, a fabricação do ópio e da cocaína está em um nível cada vez mais elevado.

A difusão do consumo está ampliando o mercado de cocaína, de anfetaminas e de metanfetaminas para além das regiões comumente exploradas. Além disso, o tráfico de drogas utiliza as facilidades do mercado darknet para promover o consumo por meio das vendas online.

Esse relatório destaca ainda o impacto das consequências das drogas sobre as camadas populares e mais vulneráveis ​​da sociedade. Assim como ocorre nos países desenvolvimentos, no terceiro mundo, as pessoas mais pobres são as que sofrem os piores efeitos do consumo das substâncias psicoativas.

Os dados desse relatório evidenciam que o uso de drogas é maior entre jovens de 18 a 25 anos. Para aqueles que ainda estão em fase de crescimento, o impacto é mais prejudicial, já que o lobo frontal, área responsável pelo comportamento, ainda não está totalmente formada.

Fatores de risco

Para melhorar a compreensão do assunto é necessário estar a par das condições que representam fatores de risco para o uso de drogas. Veja quais são!

Traumas e adversidades na infância (abuso e negligência)

Um dos fatores que mais influenciam os adolescentes e jovens e os tornam mais propensos ao consumo de substâncias ilícitas é o histórico de traumas ou de abuso na infância.

Crianças que sofreram maus tratos, foram negligenciadas pelos pais ou tiveram uma vida muito difícil têm uma forte tendência a alimentar esses traumas e a se tornarem revoltadas.

Alguns desses indivíduos tornam-se reclusas em si mesmo, não conseguem expor os sentimentos e, à medida que alcançam mais idade, a situação piora ainda mais. Por isso, essas adversidades podem ser consideradas o pilar para o envolvimento precoce com o vício.

Distúrbios mentais

A instabilidade psíquica é um dos problemas que motivam as pessoas à procura de drogas. Sobretudo, os indivíduos em condição social mais vulnerável, como os moradores de rua, tendem a buscar nessas substâncias o alívio para o sofrimento.

Porém, mesmo entre as classes mais privilegiadas há pessoas com doenças mentais ou emocionais que levam ao abuso de entorpecentes. O maior perigo é que a associação entre drogas e doenças mentais gera um ciclo vicioso: a doença é vista como causa e também como consequência das drogas na vida desses sujeitos.

Pobreza

O livre acesso às drogas ocorre em todos os lugares e expõe a sociedade ao risco dos impactos negativos resultantes desse problema. Entretanto, nas regiões habitadas por pessoas menos favorecidas, a disseminação desse hábito é bem maior.

Outras questões de ordem estrutural — como a fome, o desemprego e a falta de estrutura familiar — também contribuem para piorar a situação. O desequilíbrio emocional também estimula a adesão ao vício, condição que pode gerar quadros de violência e de agressividade.

Uso por colegas

Além da disponibilidade de drogas, outro fator de motivação ao consumo é a convivência com pessoas ou com grupos de usuários. Jovens e adultos que moram nas proximidades dos locais de acesso aos entorpecentes ou convivem com pessoas viciadas tornam-se mais vulneráveis ao vício.

Filhos de usuários de drogas

Crianças afetadas pelo uso de substâncias ilícitas pelos pais têm a forte tendência de exibir níveis mais elevados de tensão emocional e de outros sintomas relacionados a essa questão. Muitas delas acabam se envolvendo precocemente com os tóxicos.

A maior parte dos filhos de usuários de drogas apresenta comprometimento cognitivo e no desenvolvimento motor e físico. Também são mais susceptíveis a doenças respiratórias — como asma e bronquite —, além de reações alérgicas ou quadros de intolerância alimentar.

Mergulhados no submundo das drogas, muitos pais negligenciam o cuidado e a educação dos filhos. Isso resulta em inúmeros problemas ao longo da vida de quem cresceu nesses ambientes hostis. 

Na infância, eles apresentam irritabilidade, agressividade e déficit de atenção. Também são mais propensos aos desvios de comportamento e têm muita dificuldade de aprendizado. 

Na adolescência, o transtorno de hiperatividade e alguns aspectos característicos da personalidade antissocial costumam ser comuns. Quando adultos, a instabilidade emocional cursa com doenças como a depressão, a síndrome do pânico e a esquizofrenia.

O perigo do uso: consequências das drogas

Os agravos sobre a saúde, os prejuízos na economia e as questões sociais são as vertentes mais preocupantes em relação ao abuso de drogas. Confira!

Saúde

Diversos são os efeitos do consumo de tóxicos sobre a saúde do dependente químico. O vício em entorpecentes concorre para prejuízos à saúde mental, emocional e física. Alguns desses danos podem ser irreversíveis ou fatais.

Em nosso país, os gastos com as drogas oneram os cofres públicos e geram um grande prejuízo com tratamentos para a recuperação do vício ou com a comorbidades associadas à dependência. Dados recentes afirmam que os gastos do SUS com usuários de drogas já ultrapassaram 9 bilhões de reais.

Social

Para a sociedade, as consequências das drogas geram impactos negativos em variados contextos e contribuem para acentuar os problemas sociais já presentes em nosso cotidiano. A violência e a intrínseca relação com o crime são questões que desafiam bastante as entidades governamentais.

Para o usuário, o consumo desenfreado dessas substâncias causa o comprometimento da capacidade crítica, reduz o juízo de valor e o torna refém da marginalidade e da exclusão social.

Tais consequências reafirmam a gravidade desse problema e reforçam a importância de buscar alternativas que possam, urgentemente, atenuar os seus impactos.

Economia

Informações recentemente divulgadas pela BBC afirmam que, em termos globais, o tráfico de drogas movimenta valores tão elevados que influenciam até o Produto Interno Bruto (PIB). Tecnicamente, esse indicador é usado para avaliar o crescimento ou a desaceleração da economia de um país.

O que chama a atenção nessa notícia é o grande impacto do uso de drogas em todo o planeta. Mesmo nos países desenvolvidos, o controle sobre o comércio ilegal de entorpecentes também não é efetivo.

Ou seja, em escala mundial, crianças, adolescentes e jovens estão expostos aos riscos decorrentes desse problema. Essa realidade deixa clara a necessidade de buscar alternativas de intervenção o quanto antes.

Com a expansão global do uso de tóxicos, a orientação profissional e a intervenção adequada — como a internação para dependentes químicos — são medidas que podem conter as consequências das drogas e minimizar os riscos à saúde do usuário.

Ação das drogas no organismo jovem

Mesmo quando são consumidas quantidades menores, a maioria das drogas ilícitas surte um efeito muito potente em todas as funções orgânicas. Independentemente do tipo em que são usadas, os danos ocorrem de imediato e comprometem a estabilidade do organismo.

Em um organismo jovem, essa rápida trajetória provoca consequências ainda piores. Os adolescentes são mais vulneráveis porque muitos órgãos do corpo deles ainda não alcançaram o desenvolvimento pleno.

As drogas que são inaladas — como a cocaína, por exemplo — são absorvidas com muita rapidez pelas células. Como a função do aparelho circulatório é distribuir os elementos captados pelos vasos sanguíneos, essas substâncias tóxicas logo alcançam as regiões cerebrais.

O ecstasy e as drogas injetáveis, como a heroína e o LSD causam impactos muito semelhantes no cérebro. Por isso, é preciso estar atento ao efeito das drogas no organismo  devido ao comprometimento das áreas cerebrais e o risco de desenvolvimento de lesões neurológicas.

O uso continuado dessas substâncias expõe o organismo jovem ao desenvolvimento de diversas enfermidades mentais e físicas. Doenças de ordem psíquicas, como a esquizofrenia, o surto psicótico e a síndrome do pânico são as mais preocupantes.

Outro fator agravante é a intrínseca relação dessas desordens mentais — resultantes do consumo de drogas — com o risco de suicídio. Muitos usuários alimentam ideias suicidas, pois veem nessa possibilidade a falsa ilusão de solucionar seus problemas.

Porém, esses desequilíbrios quando afetam indivíduos muito jovens tornam-se o pilar para os desajustes da vida pessoal e das relações familiares. Esse afastamento da família também contribui para agravar o quadro e tornar o usuário jovem ainda mais vulnerável.

Além do mais, o consumo de substâncias ilícitas durante a juventude contribui para o surgimento de inúmeras doenças metabólicas. Em parte, isso ocorre devido à influência da toxicidade no funcionamento das glândulas secretoras de hormônios.

Assim, os distúrbios mentais resultantes desse hábito colocam em xeque a própria integridade física e a de quem faz parte do círculo social do dependente químico.

Emergências psiquiátricas relacionadas ao uso de drogas

Algumas situações emergenciais requerem intervenções profissionais imediatas para salvar o usuário do risco de morte. Veja quais são as situações mais comuns na rotina de quem está dominado pelo vício.

Overdose

A overdose é uma das piores consequências das drogas, já que a maior parte dos casos resultam em danos cerebrais irreversíveis ou até em óbito. Isso torna essa condição uma emergência psiquiátrica, já que nesse estado de gravidade, o indivíduo precisa ser socorrido com urgência.

Psicose

Esse transtorno psíquico pode ocorrer como efeito de qualquer tipo de droga. No entanto, recentes pesquisas associam a psicose ao uso desenfreado de maconha. A cannabis tem um alto potencial de desregular as funções cerebrais e de provocar alucinações e delírios.

Por isso, esse tipo de surto requer o encaminhamento para um socorro emergencial. Uma avaliação médica detalhada é fundamental para direcionar os profissionais para a conduta mais acertada.

Crise de abstinência

As crises de abstinências decorrem da interrupção do uso da substância tóxica. O próprio organismo “exige” o consumo da droga e, com isso, o indivíduo entra em um estado de torpor mental de difícil controle.

Geralmente, esses sintomas fazem parte do processo de desintoxicação. Assim que o indivíduo inicia um tratamento para desintoxicar o organismo, a renúncia ao uso da droga provoca graves perturbações. Isso decorre do fato de o organismo perceber a ausência da droga.

Nessas circunstâncias, a ajuda profissional e o suporte dos amigos e familiares podem reduzir os reflexos negativos desse problema e direcionar para condutas mais adequadas.

Tentativa de suicídio

Os dados recentes sobre o suicídio são alarmantes: a OMS afirma que, em todo o mundo, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida a cada ano. Além do ato concretizado, muitos indivíduos tentam suicídio, mas conseguem escapar com vida.

Especialistas em reabilitação da saúde mental defendem que o suicídio é considerado um fenômeno multifatorial. O ato é fruto de uma interação complexa resultante de múltiplas questões. Uma delas é o abuso de drogas.

Além das drogas, fatores sociais, ambientais, genéticos, emocionais e biológicos são os que provocam a somatização que contribui para as ideações suicidas. Os números dessas tragédias são alarmantes: o Brasil está em 8º lugar no planeta em relação ao número de mortes por suicídio.

Ainda que seja um enorme desafio para a Saúde Pública, há possíveis formas de evitar os suicídios em tempo oportuno. O uso de estratégias de prevenção e a devida assistência aos grupos de risco podem minimizar o impacto dessa questão tão preocupante.

A importância de buscar ajuda

Como vimos, as drogas representam inúmeros prejuízos à saúde. Ainda que o grupo mais afetado seja composto por adolescentes e jovens, os danos à saúde podem ser irreversíveis em qualquer idade.

No entanto, dada à complexidade que envolve esse tema, o maior risco do uso de drogas é não buscar ajuda enquanto é tempo. Considerando que os efeitos dos entorpecentes podem variar de acordo com o organismo do indivíduo, os danos são imprevisíveis.

Sob essa ótica, os males associados ao uso de drogas sempre colocam em risco a integridade do usuário e ameaçam as pessoas de seu convívio. Além dos danos à saúde, a ideação suicida tem sido apontada como um dos sintomas mais presentes entre os dependentes químicos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a cada 40 segundos uma pessoa se suicida em algum lugar do mundo. O que torna essa realidade ainda mais cruel é saber que muitos se vão sem ao menos permitir a intervenção da família ou dos amigos.

Dada à influência do efeito das drogas sobre a decisão de atentar contra a própria vida, a ajuda profissional não pode ser negligenciada. Uma conversa amiga pode sensibilizar o dependente químico quanto aos riscos que ele está sujeito.

Nessas circunstâncias, encaminhá-lo ao tratamento especializado é fundamental à superação do vício, além viabilizar medidas para a prevenção do suicídio e possibilitar a reabilitação da saúde.

Como um hospital especializado pode ajudar

Nos últimos anos, quase 150 mil pessoas foram internadas por consequência das drogas, conforme divulgado pelo OBID. Isso demonstra a importância da internação em uma instituição especializada para a reabilitação da saúde do dependente químico.

A estrutura de um hospital especializado garante todo o suporte que o paciente necessita para conseguir superar o vício e os sintomas resultantes da dependência química.

O apoio de uma equipe multidisciplinar composta por médicos clínicos, psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros é fundamental à qualidade do tratamento.

A equipe de profissionais do Hospital Santa Mônica oferece uma rede de apoio para estimular o paciente a se manter firme no caminho da recuperação. O ambiente é propício ao desenvolvimento de valores, mudanças de comportamento e adequação a filosofias de vida essenciais à superação dos desafios ali propostos.

Logo, para quem está dominado pelo vício, a melhor hora é agora para mudar de vida. Como vimos, as consequências das drogas trazem prejuízos irreversíveis ou mesmo fatais. Mediante isso, procurar uma instituição especializada nessa área pode fazer diferença em relação às expectativas futuras quanto à recuperação da saúde mental e física.

Agora que já sabe quais as principais consequências das drogas sobre o organismo entre em contato com o Hospital Santa Mônica e saiba como solucionar esse problema!

Cigarro eletrônico faz mal? Entenda os perigos dessa alternativa

Também conhecido como e-cig ou e-cigarrete, o cigarro eletrônico é um dispositivo elaborado com o intuito de ajudar as pessoas a parar de fumar, já que simula a experiência de um cigarro convencional. Porém, o cigarro eletrônico faz mal, pois contém nicotina e inúmeras substâncias tóxicas prejudiciais à saúde.

Apesar dos perigos que representa, essa novidade criou novas categorias de usuários: o não fumante que acredita que ele não faz mal, e acaba se viciando em tabaco ou passando a usar  maconha. Também é usado por adolescentes que desejam esconder o vício dos pais ou por jovens e adultos que antes não fumavam.

Mediante isso, apontaremos os reais perigos do cigarro eletrônico e indicaremos alternativas de solução para reduzir os prejuízos causados por ele. Confira! 

Cigarro eletrônico: o que é e como funciona

Esse modelo de cigarro é um dispositivo que funciona acoplado a uma bateria e uma resistência para aquecer o líquido no interior da cigarrilha. Esse líquido contém várias substâncias, mas a principal é a nicotina para a pessoa aspirar como se usasse um cigarro comum.

Porém, enquanto o cigarro tradicional produz fumaça, quem usa o modelo eletrônico expele uma fumaça aromatizada. Entretanto, é necessário destacar que no vapor d’água liberado também  contém substâncias tóxicas e prejudiciais à saúde.

Segundo a Reuters, esses modelos de cigarrilhas eletrônicas contêm altas concentrações de nicotina. Talvez podem ter até mais que os cigarros comuns. A agência de notícias destacou também que, apesar dos danos à saúde, a popularidade dos e-cigs nos EUA garantiu aos fabricantes um faturamento de mais de 1 bilhão de dólares no ano passado.

Logo, o cigarro eletrônico faz mal por que ele é um produto composto por substâncias cancerígenas, cuja toxicidade e efeito sobre a saúde do usuário ainda não é totalmente conhecida. Por isso, o consumo desses produtos não é recomendado, visto que os derivados do tabaco têm um grande potencial para causar dependência.

Devido à falta de controle na fabricação e a presença de inúmeras substâncias tóxicas no vapor dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), o consumo e a propaganda dos cigarros eletrônicos é proibido no Brasil.

Ainda que seja vendido ilegalmente em lojas online, a resolução RDC 46/2009 publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), proíbe quaisquer formas de comercialização do DEF, com base no princípio da precaução. Contudo, pesquisas recentes demonstram que cerca de 3% dos brasileiros já experimentaram os e-cigarros.

JULL: o perigo disfarçado 

Bastante parecido com um pendrive, o JULL caiu nas graças dos adolescentes americanos. Porém, esse dispositivo já está atravessando fronteiras à velocidade da luz.e conquistando novos adeptos em vários países, como o Brasil.

O modo como esse produto está sendo divulgado em diversos países tornou-se uma problemática, pois as técnicas de marketing divulgam a ideia de que os e-cigs são menos nocivos que os cigarros comuns. Isso estimula o consumo do JULL por um número cada vez maior de crianças e jovens.

Enumeramos algumas características do JULL. Veja quais são:

  • maior prevalência de uso entre jovens brasileiros de 18 a 24 anos;
  • esse cigarro eletrônico tem o design de um pendrive e seu conteúdo pode ser recarregado em dispositivos com saída USB;
  • cada nova recarga de nicotina e componentes é o suficiente para 200 tragadas;
  • mesmo com menos elementos tóxicos, o JULL contém substâncias químicas causadoras de câncer.
  • o consumo do JULL pode levar à dependência ou ao vício em outras substâncias entorpecentes;
  • mesmo com a comercialização proibida no Brasil, o uso do produto não é considerado crime;
  • o JULL tem um aroma de flores ou de frutas e pode ter sabor adocicado. 
  • os e-cigarros não produzem cinza. Sua discrição facilita o uso do produto escondido dos pais.

Cigarro eletrônico: faz mal e ainda pode levar ao vício em maconha

A nicotina é uma das substâncias mais conhecidas devido ao seu potencial para inibir o apetite. Ela tem uma propriedade química que induz o aumento da taxa metabólica por meio da liberação dos hormônios supressores da fome.

Com isso, muitos usuários utilizam os cigarros eletrônicos não só para substituir os convencionais, mas também para a redução de peso. Porém, não há eficácia comprovada desse efeito dos dispositivos sobre o controle de massa corporal.

O que se sabe até agora é que o uso de nicotina eleva a resistência à insulina e provoca o aumento da quantidade de gordura corporal visceral. Esse acúmulo de gordura nas vísceras atrapalha o bom funcionamento dos órgão e abre as portas para inúmeras doenças.

Estudos indicam que o risco à saúde pode está associado aos oxidantes e partículas que compõem o tabaco utilizado como combustível nos e-cigarros. Além da ligação com o descontrole hormonal que compromete o metabolismo da insulina, a nicotina está relacionada com a toxicidade cardiovascular.

Além disso, há outros agravos à saúde associados ao consumo dos cigarros eletrônicos. O vício nesses dispositivos representam diversos tipos de comprometimento. O primeiro deles é o risco individual, que é a maior probabilidade do desenvolvimento de doenças relacionadas ao consumo regular desses cigarros, além das chances de viciar drogas como a maconha.

Outro ponto que não pode passar despercebido é o risco de explosões devido ao contato de crianças e de adolescentes com o líquido tóxico presente no interior desses dispositivos.

É preciso considerar também o risco social e coletivo resultante do impacto financeiro dos gastos exigidos pelo tratamento de doenças graves — como o câncer e outras comorbidades — decorrentes do tabagismo.

Ainda que o maior número de adeptos sejam jovens, os impactos negativos resultantes do consumo das cigarrilhas eletrônicas são percebidas logo. O consumo desses produtos têm efeitos muito semelhantes aos cigarros tradicionais e prejudicam o aparelho respiratório, circulatório e comprometem as funções cerebrais. Como vimos, o consumo de cigarro eletrônico faz mal e não deve ser visto como alternativa benéfica em nenhum aspecto. O ideal é não se render aos atrativos ou encantos oferecidos por essas novidades que, em nome da diversão, coloca em risco a saúde mental e física dos usuários.

Se você está com dificuldade para vencer o vício em cigarro ou maconha, não deixe para procurar ajuda quando for tarde demais: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossas alternativas para superar esses problemas!

Entenda as diferentes abordagens no tratamento para dependentes químicos

Certamente, o consumo de drogas é um problema de saúde pública mundial, o qual é responsável por gerar danos tanto à saúde quanto ao convívio social e familiar do indivíduo. Com o crescimento dessa problemática, a medicina especializada busca constantemente intensificar os estudos a fim de encontrar as melhores formas de tratamento para dependentes químicos de acordo com as suas particularidades.

O poder público também faz a sua parte, mobilizando-se em relação ao enfrentamento desse mal social, desenvolvendo ações de combate e prevenção às drogas, as quais envolvem conter o crime organizado, como também a realização de políticas de educação e conscientização.

A família, vale destacar, sempre será o fator principal e basilar para a prevenção do consumo de drogas por crianças e adolescentes, pois ela tem a incumbência de proporcionar a melhor educação e também desenvolver o indivíduo para ser um cidadão constituído de valores morais e éticos.

No entanto, apesar dos aspectos que englobam a medicina, as políticas públicas e a família, muitas pessoas ainda sucumbem à tentação e passam a fazer uso de tais substâncias prejudiciais. Diante disso, neste artigo abordaremos as diversas maneiras de tratamento para cada caso e o quanto o núcleo familiar é relevante para a recuperação do usuário de drogas lícitas e/ou ilícitas. Confira!

Importância da família na prevenção contra as drogas

O meio familiar exerce grande influência sobre o indivíduo, sendo fator primordial para o seu desenvolvimento como pessoa. Considerada como a base estrutural, a família tem a responsabilidade de desenvolver e formar o cidadão, e isso pode ser decisivo para a conduta do ser humano enquanto ser social e para a prevenção contra o uso de substâncias psicoativas.

As experiências familiares podem desencadear uma série de atributos comportamentais. É evidente que um ambiente equilibrado tende a desenvolver uma pessoa com atitudes devidamente aceitas socialmente. Em contrapartida, a criança é propensa a ser um adulto problemático quando cresce num lugar desestruturado no tocante a valores morais, éticos e educacionais, tornando a droga uma espécie de refúgio para suprir lacunas emocionais e afetivas.

A infância e a adolescência são fases da vida em que a pessoa está mais sujeita a vulnerabilidades, o que pode ser uma abertura para a ação das más influências. Por isso, é fundamental que os parentes, sobretudo os pais, priorizem sempre o fortalecimento do vínculo com o filho.

Essa aproximação gera confiança para que ele consiga absorver melhor os ensinamentos, os quais refletirão na conduta do jovem como ser social. Ser bem direcionado é substancial para que o indivíduo tenha uma boa educação e, consequentemente, ter êxito tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Por meio do diálogo, os membros da família terão a oportunidade de compartilhar experiências e guiar o jovem a seguir caminhos que garantam uma vida distante da possibilidade de ter contato direto com as drogas. Por outro lado, a falta de comunicação entre os componentes do seio familiar pode acarretar conflitos e a sensação de distanciamento, o que pode conduzir o adolescente a ambientes nocivos e obscuros.

Geralmente, a adolescência é o período em que o jovem fica suscetível a determinadas interferências e predisposto à experiências, o que pode levá-lo a certos comportamentos apenas com o intuito de ser aceito pelos grupos de amizades que surgem durante a vida. É nesse momento que é lançado mão todos os ensinamentos passados pelos pais e parentes mais próximos.

Por isso que é tão importante a presença das figuras paterna e materna no cotidiano do filho, para que ele se sinta protegido e entenda que os problemas, quando surgirem, serão solucionados em grupo. A sensação de ter com quem contar nas horas difíceis é crucial para a otimização e fortalecimento sentimental e psicoemocional.

O estabelecimento de regras, a orientação do que é certo e errado e o exemplo comportamental dos parentes próximos são fatores que refletem no desenvolvimento da conduta do sujeito. Como o núcleo familiar é um elo entre as demais esferas da sociedade, ele tem papel importante na prevenção contra a dependência química, assim assegurando que o jovem tenha uma vida de acordo com a dignidade humana.

Dados sobre a dependência química no Brasil

De acordo com o relatório apresentado em meados de 2016, por intermédio do Escritório das Nações Unidas sobre drogas e crimes (UNODC), ocorreu, entre 2013 e 2014, um aumento de 27 milhões para 29 milhões de dependentes químicos. Outro dado alarmante é que, em 2014, 250 milhões de pessoas utilizaram algum tipo de droga.

Ademais, segundo recente Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE), revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma crescente no consumo de drogas por jovens no Brasil. A análise estatística demonstrou que 236,8 mil jovens já teve contato com drogas ilícitas, um aumento de 6 mil em relação à pesquisa feita em 2012.

Além disso, no Brasil, cerca de 6,1% das meninas e 7,5% dos meninos de escolas privadas já consumiram algum tipo de droga. Enquanto isso, nas escolas públicas há um significativo aumento, isto é, 8,9% das meninas e 9,8% dos meninos relataram que já experimentaram substâncias químicas nas escolas. São números preocupantes e que tendem a aumentar dado a falta de estrutura familiar e o crescimento do tráfico de drogas em ambiente escolar.

Esses dados demonstram uma triste realidade: embora haja um grande esforço das autoridades públicas, dos profissionais de educação e das organizações de saúde no sentido de trabalhar em prol de políticas de conscientização para o não uso de drogas, os jovens estão tendo cada vez mais contato com tais substâncias nocivas.

Diversos motivos podem estar por trás desse aumento no consumo de drogas tão precoce. Um deles é a ausência dos pais. Como já vimos, a família é responsável diretamente pela educação e pelo desenvolvimento e fortalecimento emocional e psíquico do indivíduo, os quais são elementos fundamentais para que o adolescente não se deixe levar por más influências, curiosidades sem sentido e tentações prejudiciais.

Simultaneamente à disfunção familiar, há a constante progressão dos meios digitais de comunicação e a globalização, fatores que oferecem um bombardeio de informações tanto positivas quanto negativas.

Um jovem vulnerável tende a ter acesso a conteúdos que podem levá-lo a querer sentir prazeres temporários e destrutivos e pensar que experimentar drogas é ostentação, aspectos que o impulsionam ao abuso de substâncias psicoativas.

É fato que essas circunstâncias desencadeiam fragilidades emocionais ou doenças mentais, como depressão e ansiedade, fazendo com que a pessoa seja menos resistente à frustrações.

Consequentemente, quando se encontra diante das dificuldades, a busca de auxílio familiar é substituída pelo uso de drogas como refúgio e preenchedor de vazios sentimentais e afetivos.

O preocupante é que quanto mais cedo for adquirido o mau hábito de consumir substâncias químicas, maior é a possibilidade de durabilidade do vício, o que acarreta uma situação que pode dificultar o tratamento do dependente químico. Trata-se de uma condição diretamente proporcional.

Seguramente, a dependência química é um mau que se alastrou mundialmente, e, consequentemente, gerou a intensificação e aprofundamento dos estudos realizados por profissionais da área de saúde no sentido de desenvolver e aprimorar diferentes modalidades de tratamento para cada caso e grau de vício.

Entenda as diferentes abordagens no tratamento para dependentes químicos

A definição de qual tipo de tratamento é o mais eficiente e eficaz não é tarefa simples. Faz-se necessário muito estudo e análise do caso para chegar ao melhor método terapêutico possível. A dependência química é uma doença difícil de ser tratada.

A complexidade é tão alta que, às vezes, há circunstâncias em que uma simples orientação é suficiente para a recuperação, enquanto que em outros casos é preciso a internação.

Isso é um demonstrativo da dificuldade inerente à essas situações que envolvem a utilização de entorpecentes. O fato é que o viciado necessita ter todos os recursos à disposição para a sua recuperação.

Em seguida, falaremos acerca da variedade existente de espécies de tratamento para dependentes químicos, como funcionam e qual é a mais indicada considerando as peculiaridades de cada caso. Continue a leitura!

Ambulatorial

Trata-se de um tipo de tratamento sem a necessidade de internação, o qual visa cuidar do aspecto cognitivo comportamental, lançando mão de um tratamento multidisciplinar, variando de acordo com a intensidade dos problemas apresentados pelo dependente.

Essa forma de abordagem funciona da seguinte forma: prioriza-se a permanência do indivíduo no seio familiar e social. Junto a isso, ele será acompanhado por uma equipe de profissionais qualificados.

A partir desse acompanhamento, a pessoa acometida pela dependência química passará por terapias que tratarão dos fatores comportamentais, emocionais, neuropsicológicos, fazendo uso de medicamentos e participando de terapia individual ou em grupo.

A abordagem ambulatorial é recomendada quando o nível de intensidade do vício é classificado como leve ou moderado, ou seja, quando a pessoa consegue vencer o desafio da abstinência por intermédio desse tratamento, não sendo preciso se submeter a terapias mais intensas e nem ficar internado. É voltado também para pessoas que têm empregos ou apoios sociais extensivos.

Desintoxicação feita em hospital especializado

Em regra, a desintoxicação é considerada como a primeira etapa do tratamento do dependente químico. Basicamente, essa modalidade é definida como um processo pelo qual o corpo se libera das drogas em um ambiente adequado.

É indicada tanto para viciados mais leves quanto para os casos mais graves. Obviamente que, para pessoas cujo o vício é considerado mais elevado e que já fazem uso dessas substâncias nocivas por um tempo considerável, faz-se necessário uma desintoxicação mais estruturada.

Em virtude da complexidade que está ligada ao processo de desintoxicação, é preciso que ele seja realizado em um hospital especializado, o qual tem à disposição uma equipe de profissionais capacitados para atender da melhor forma, farmácia e farmacêuticos 24 horas, laboratório para a realização de exames, carinho de parada, caso seja necessário.

O monitoramento do paciente feito pelo corpo multiprofissional deve ser constante, por causa da imprevisibilidade das reações provenientes dos remédios ministrados, o que pode colocá-lo em risco.

Logo, estando o dependente químico sob os cuidados de um hospital bem estruturado, haverá menos chances de possíveis complicações, haja vista o pronto atendimento e as execuções de medidas adequadas ao caso.

Os programas de desintoxicação são ótimos para os que têm diferentes tipos de dependência de substâncias, como álcool, benzodiazepínicos e vícios de opioides.

É programada para administrar de maneira eficaz a retirada das substâncias químicas consumidas, objetivando amenizar ao máximo os efeitos fisiológicos intensos e perigosos decorrentes da abstinência.

A intenção é realizar a desintoxicação de uma forma mais confortável e segura de acordo com a realidade do paciente e facilitar o processo de transição para outros tratamentos contínuos da dependência, os quais buscam evitar recaídas.

Uma das formas para superar tais consequências funcionais do corpo é por meio do uso de medicamentos substitutos que gerenciam os efeitos da retirada das drogas, os quais são administrados por um médico, seja em um ambiente hospitalar ou ambulatorial. É o que intitulam como desintoxicação médica. 

É necessário destacar que a desintoxicação deve ser aplicada em paralelo com outros tipos de abordagem, porque ela sozinha não é capaz de superar, por exemplo, os problemas psicológicos, sociais e comportamentais provocados pelo abuso de drogas.

Como sabemos, a recuperação eficaz deve passar não apenas pela “limpeza do organismo”, mas também pelos aspectos emocionais, de conduta e que envolvem mudanças de hábitos. Nesse sentido, há a figura da desintoxicação social, a qual consiste em oferecer suporte emocional e psicológico.

Comunidades terapêuticas

São entidades privadas, as quais não objetivam lucro. De acordo com informações do Ministério da Justiça, na atualidade há aproximadamente mais de 1.800 comunidades terapêuticas no Brasil.

Algumas tem vínculo contratual com o Governo Federal, mediante a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD). Tais serviços são gratuitos, caso a pessoa utilize de uma das vagas financiadas pela SENAD, vale destacar.

Trata-se de um ambiente para acolhimento de dependentes químicos, os quais precisam estar em um lugar no qual receberão apoio visando a recuperação e reinclusão social do indivíduo.

A convivência é a principal ferramenta terapêutica, isto é, interação entre pessoas com condições semelhantes e que compartilham do mesmo objetivo: livrar-se do vício. O tratamento também é planejado no intuito de criar na mente do interno uma consciência voltada para a responsabilidade pessoal e social, bem como para uma vida socialmente produtiva, desconstruindo padrões destrutivos de comportamento.

Sabemos que os viciados em drogas perdem a credibilidade, o que dificulta a sua condição como cidadão no meio social. Essa é uma triste realidade. Então, essa abordagem é importante para a recolocação do sujeito na sociedade e para afastá-lo dos influenciadores negativos, como outros viciados e ambientes degradantes. 

No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), prescreve o Parecer nº 9/2015, em que médicos só devem indicar internação de pacientes com problemas de drogadição ou doenças mentais, concomitantes ou não, para estabelecimentos assistenciais que ofereçam assistência médica e que disponham de plantonistas, equipes de enfermagem, salas de observação e contensão, carrinho de parada e referenciamento para hospital de apoio, nunca para as comunidades terapêuticas nos casos de internação involuntárias ou compulsórias.  

Moradia assistida

A moradia assistida é uma abordagem terapêutica que objetiva amenizar o isolamento social e proporcionar um ambiente que tem a liberdade como ponto chave da continuidade do tratamento.

Essa espécie de método terapêutico busca inserir o dependente químico em um lugar o mais semelhante possível à uma casa, no qual os pacientes possam conviver com os seus semelhantes nos moldes de uma família, conhecendo uns aos outros e frequentando o meio social normalmente, como ir ao trabalho ou estudar.

É um tipo de retaguarda profissional que o dependente em recuperação tem, que fica sempre em prontidão na ocasião em que surgirem situações causadoras de frustração diante da quebra das expectativas ou responsabilidades não cumpridas.

Os pacientes ou moradores são assistidos por profissionais, os quais têm a missão de prevenir recaídas e recuperar a dignidade do ser humano. Essa equipe, em geral, é formada por assistente social, terapeutas ocupacionais, psicólogos, enfermeiros e médicos. A formação dos profissionais varia de acordo com o programa adotado.

É importante destacar que tais ambientes são constituídos por regras e deveres repassados claramente para os que ali moram. É uma forma de desenvolver nos pacientes a consciência de responsabilidade e noção de convivência coletiva. A premissa é viver em família e cumprir os encargos.

Importância do acompanhamento familiar no processo de reabilitação do dependente

Tradicionalmente, a família é definida como o conjunto de pessoas, as quais possuem variados graus de parentesco, como também vínculo biológico e/ou afetivo. Contudo, sabemos que essa instituição vai muito além da consanguinidade. O sangue faz das pessoas parentes, mas o verdadeiro laço é o que estabelece o real conceito de família.

É no ambiente familiar que o ser humano tem as suas primeiras experiências como indivíduo e como ser social. É dentro de casa que aprendemos o que é o respeito ao próximo, a importância de cumprir regras e de assumir responsabilidades.

É o lugar onde também desenvolvemos as nossas habilidades, o intelecto, as emoções e os valores como cidadão. E tudo isso em meio a um fator imprescindível: o sentimento de pertença, de proteção e de segurança.

Partindo dessa sensação de certeza de pertencer a um grupo familiar é que podemos começar a tratar do quão relevante é o acompanhamento familiar durante o tratamento do dependente químico, pois esse receberá todo o cuidado e afeto necessários.

A solidão, não rara as vezes, é o gatilho propulsor que leva o sujeito a sucumbir perante as drogas. Diante disso, a família é peça chave para trazer de volta a dignidade daquele que quer reconstruir a sua identidade e restabelecer a sua condição de cidadão.

Geralmente, é algum membro da família o primeiro a perceber comportamentos incongruentes na pessoa acometida pela dependência. Logo, ao investigar, descobre o problema. De início é impactante.

É necessário retomar o equilíbrio e seguir para o próximo desafio: convencer a pessoa a dar início a algum tratamento adequado. Existem circunstâncias nas quais acontece também do próprio doente, enfim, reconhecer o problema e pedir auxílio aos parentes. Isso é um grande avanço.

Não podemos deixar de considerar o fato de que quando há um dependente químico no seio familiar, esse problema não afeta apenas o doente, mas também a todos os parentes e amigos próximos. É uma problemática que acomete os aspectos físico, psicológico, social e financeiro. Logo, é um infortúnio coletivo e generalizado.

Apesar dessa adversidade profunda, aqueles que compõem o núcleo familiar, em algum momento, devem compreender que serão fundamentais no processo de controle da doença e resgate fisiológico, emocional e social, buscar forças e concentrá-las em prol da recuperação do seu ente querido.

Sendo a dependência química uma doença considerada familiar, em virtude da devastação psicológica conjunta, os familiares necessitam de acompanhamento e orientação de profissionais especializados, no sentido de ensiná-los a como lidar com o paciente, o que deve ou não ser dito, saber detectar desvios de comportamento prejudiciais ao tratamento, evitar conflitos, dentre outras questões.

Não resta dúvidas que a família é um dos instrumentos auxiliares do tratamento dos dependentes químicos. Partindo dessa premissa, ela terá a atribuição de, primeiramente, acolher o usuário em tratamento. Por meio do acolhimento, o indivíduo percebe a sua importância no âmbito familiar, pois não acredita que foi desagregado.

Em consequência, os familiares devem participar junto com o paciente das reuniões terapêuticas, fazendo-o sentir que não está sozinho nessa jornada árdua que é controlar a compulsão por substâncias psicoativas. A família em coesão, nessa luta, funciona como motivação para o indivíduo continuar o tratamento.

Contudo, a questão familiar pode ser um tanto mais complexa. Resta claro que o ambiente familiar é um forte influenciador da pessoa, tanto de forma positiva como negativa. Levando em consideração essa ideia, é tarefa dos profissionais investigar se há problemas no seio familiar, os quais podem ter provocado no sujeito o desejo de buscar as drogas como fuga.

Se dessa análise profissional detectarem que a família, de certa forma, desencadeou o vício, ela também precisa passar por um processo de mudança. Tais fatores podem envolver: relações precárias, falta de conexão entre os membros, falta de regras e limites, entre outros.

Então, se for o caso, é preciso resolver essas questões para que a família possa ser uma das ferramentas úteis para o tratamento do usuário, reajustando elementos como a qualidade dos vínculos familiares, estabelecimento de regras, expressões de afeto, diálogo aberto e sincero, envolvimento positivo e acolhimento.

Enfim, pudemos compreender as diversificadas abordagens no tratamento para dependentes químicos, o quanto o consumo de drogas ainda é um problema crescente e que deve ser enfrentado e a relevância da família tanto na prevenção quanto no processo de reabilitação do dependente.

Gostou deste artigo? Então, aproveite para complementar a leitura e entender a respeito da dependência química!

Internação nas férias: o melhor momento para buscar ajuda

A maioria dos casos de dependência em substâncias entorpecentes como álcool e drogas começam ainda na adolescência ou na juventude. Tendo isso em vista, a internação nas férias pode ser uma excelente opção para ajudar os jovens na superação do vício.

Durante as férias escolares, o perigo do uso de drogas é maior. Como os adolescentes se juntam em festas, viagens e encontros com amigos, eles tornam-se mais expostos ao consumo de substâncias ilícitas.

Nesse contexto, a proposta deste artigo é mostrar as vantagens de aproveitar esse momento para internar o seu filho ou filha em um Hospital para reabilitação da saúde. Veja por que é necessário tomar essa iniciativa o quanto antes para que seus entes queridos se libertem de um problema tão preocupante para os pais, a escola e a sociedade. Acompanhe!

Por que há maior vulnerabilidade ao uso de drogas nas férias escolares?

Nas férias, os estudantes ficam mais soltos e têm mais tempo livre para diversão e encontro com os amigos. Se por um lado isso é bom para relaxar a mente e se preparar para o retorno à escola, por outro, esse é um momento em que o adolescente torna-se mais vulnerável a experimentar drogas e álcool.

Com isso, o risco de envolvimento de adolescentes e jovens com entorpecentes aumenta consideravelmente. Por influência de colegas ou de grupos de usuários, o jovem aceita experimentar a novidade, mesmo sem conhecer os limites de seu corpo, e sem ter a clara noção dos reais perigos da droga.

No Brasil, o uso de drogas entre estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental está aumentando bastante. Essas estatísticas são extremamente preocupantes e sugerem a necessidade de intervenções mais concretas para contornar os impactos dessa questão.

Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), alerta que a situação está caótica. Segundo dados da OMS amplamente divulgados pela mídia, o uso de drogas causa mais de 500 mil mortes anuais. Por isso, a diretora defende que o consumo de droga precisa ser considerado como uma questão de saúde, e não somente pelo viés criminal. 

Quais as vantagens de realizar a internação nas férias?

Pais e professores devem alertar os jovens quanto à importância da informação sobre os males que as substâncias psicoativas causam ao organismo dos usuários.

Independentemente da época do ano, trabalhar medidas de educação preventiva é essencial para reduzir os riscos do envolvimento dos filhos com entorpecentes.

Infelizmente, o acesso às drogas está cada vez mais fácil. Essas substâncias estão inseridas no cotidiano de muitas pessoas ao nosso redor. E não é somente nas férias ou em festas. Nesse sentido, a orientação dos pais e a informação é fundamental.

Os pais precisam ser mais próximos, propor um diálogo aberto e conversar sobre esses problemas. Essa é uma forma mais segura de descobrir se um filho usa drogas e, mediante a confirmação, buscar auxílio imediatamente.

Mediante isso, listamos algumas vantagens da internação nas férias. Confira!

  • o adolescente não perde aulas;
  • mais possibilidade de participação dos pais no tratamento;
  • o dependente químico terá mais tempo para se dedicar à recuperação;
  • sem aulas, há maiores chances de receber visitas e apoio dos amigos da escola.

Como vimos, aproveitar esse período para auxiliar o filho a vencer a dependência química é um passo importante para a reabilitação. Nesse sentido, a internação nas férias pode representar uma excelente alternativa para recuperar a saúde e possibilitar um convívio harmônico com a família e a sociedade. Basta escolher uma instituição, como o Hospital Santa Mônica, que garante qualidade em todo o auxilio necessário.

Decidida a ajudar seu filho a vencer o vício? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica e veja como a internação pode ser a melhor saída!

O papel dos ex adictos na reabilitação de dependentes químicos

Em diferentes momentos da vida, a experiência de alguém que vivencia uma situação semelhante à nossa pode fazer com que tenhamos mais facilidade para lidar e enfrentar nossos problemas. Não à toa, para quem está em tratamento de dependência química, o papel dos ex adictos têm um significado bastante positivo durante o processo.

Trata-se, nesse caso, de uma questão de empatia. Afinal, o dependente químico pode se sentir sozinho durante as etapas da reabilitação. Isso se deve ao fato de que, embora seus familiares e outras pessoas próximas o amem e apoiem, eles podem não compreender na totalidade as suas sensações e a intensidade dos desafios que enfrenta. Quer saber mais sobre o tema e entender o papel dos ex adictos no tratamento? Continue a leitura a seguir!

Qual é o papel dos ex adictos podem ajudar?

Hoje, mais de 200 milhões de pessoas usam drogas ilícitas, de acordo com a United Nations Office on Drugs and Crimes, UNODC, uma das divisões das Nações Unidas. Dessas, mais de 10% sofrem de dependência química, uma situação cujo tratamento é complexo e pode requerer meses até que se complete.

Durante esse período, além da importância de dar continuidade a ele, é determinante compreender que cada pessoa vivenciou e costuma vivenciar um episódio complicado com aqueles que ama, já que todos sofrem e são impactados pelo efeito da droga na vida do dependente. Trabalho, relacionamentos, sonhos… Tudo acaba afetado.

Quem já experimentou uma sensação parecida e conseguiu transpô-la, assim, se torna rapidamente uma motivação para seguir adiante com todas as fases, desde a desintoxicação às sessões de psicoterapias, imprescindíveis para a compreensão dos gatilhos que levam às drogas.

De quais formas?

Considerando-se que a empatia é o principal aspecto no papel dos ex adictos na reabilitação de dependentes químicos, listamos em mais detalhes algumas das formas abaixo.

Aceitação sem julgamentos

Mesmo diante daqueles que ama, quem sofre de dependência está sujeito a julgamentos. Drogas como heroína, maconha, crack ou mesmo álcool modificam o comportamento dos usuários e frequentemente, em casos extremos, os levam a atitudes impulsivas que podem machucar física e psicologicamente outras pessoas. A compreensão das circunstâncias, todavia, nem sempre vem.

Quando se conversa com um ex adicto, assim, é possível estar próximo a alguém com mais paciência para aceitar e auxiliar quem precisa de uma mão para sair do tratamento fortalecido.

Compreensão e disponibilidade para o diálogo

Embora o tratamento para dependência química, como aquele que é feito em hospitais psiquiátricos especializados, conte com uma equipe multidisciplinar de saúde à disposição do paciente, às vezes tudo de que ele precisa é de alguém que o ouça.

O psicólogo e terapeuta do Hospital Santa Mônica, Erick Marangoni que também é ex adicto esclarece que “o ex adicto, já sentiu a mesma necessidade, tende a ser tolerante, o que o leva a conversar abertamente sobre o tema e sobre todas as suas consequências. O dependente vê que uma perspectiva de futuro sem as drogas”.

Sugestão de ingresso em grupos de dependentes químicos

A psicoterapia e o acompanhamento médio, juntos, solucionam boa parte dos males que a dependência química causa. Ao lado deles, contudo, há a relevância inegável de grupos de dependentes químicos, cujas experiências compartilhadas aliviam a culpa uns dos outros e possibilitam que, juntos, enfrentem o problema.

Para quem já viveu tudo isso, ou seja, aos ex adictos, cabe o papel de motivar a deixar preconceitos de lado e se render, também, aos benefícios de vivenciar esse processo e entender que ele se torna mais fácil ao lado de quem olha com compreensão e respeito. Por isso, o papel dos ex adictos é um forte auxílio para os dependentes químicos.

Conhece alguém que precise de tratamento para dependência química e está à procura de uma instituição confiável? Então, entre em contato com o Hospital Santa Mônica, referência no segmento, e saiba como nossa equipe pode auxiliar!

Crises de abstinência: como lidar com essa situação?

As crises de abstinência surgem por associação de vários fatores. Geralmente, elas são impulsionados por características emocionais, herança genética, padrões de gênero, estilo de vida e aspectos comportamentais e sociais.

Mediante isso, não se pode ignorar os impactos dessa síndrome sobre a saúde mental e física do indivíduo e nem adotar uma posição limitada. Os efeitos da abstinência exercem influência no âmbito biológico, social, moral e psicológico e, nesse contexto, exigem soluções urgentes.

Logo, o objetivo deste material é fazer uma abordagem mais ampla sobre as crises de abstinência. Veja, então, o que é essa síndrome, quais são os sintomas, como proceder frente as crises e como direcionar o tratamento para o caminho da recuperação, mesmo que seja necessária a internação involuntária. Boa leitura!

Como as drogas agem no organismo?

Ainda que sejam usadas em pequenas quantidades, a maioria das drogas tem efeito muito potente sobre o funcionamento geral do organismo. As substâncias que são inaladas são rapidamente absorvidas pelas células pulmonares e, em fração de segundos, alcançam a corrente sanguínea e chegam ao cérebro.

Por meio dessa rápida trajetória, essas substâncias geram uma grande — e falsa — sensação de bem-estar e de prazer. Isso ajuda a entender o que leva os usuários ao vício, pois quando passa esse efeito, eles querem sempre usar mais drogas para manter essa condição de leveza e de aparente “felicidade”.

As drogas de uso oral, como o ecstasy, ou as injetáveis como o ácido lisérgico (LSD) e a heroína também costumam causar impactos bem parecidos no cérebro. Isso porque o efeito das drogas no organismo são bem semelhantes, principalmente nas áreas cerebrais.

O uso constante desses entorpecentes eleva os riscos para o desenvolvimento de várias enfermidades mentais e físicas. No âmbito psíquico, destacam-se a síndrome do pânico, as psicoses e as crises maníaco-depressivas. Conforme o nível de gravidade, esses desequilíbrios podem evoluir até mesmo para a ideação suicida.

Já em relação aos danos causados sobre a função dos órgãos nobres do corpo, o derrame cerebral, o comprometimento das funções respiratórias e as doenças cardiovasculares — como o infarto e a doença vascular periférica — são os mais evidentes.

O consumo de substâncias tóxicas por um longo período, leva ao comprometimento das funções psicomotoras também. O usuário torna-se mais propenso a quedas, perde a capacidade de discernir ações boas das ruins, o que acentua os riscos à própria integridade física e a das pessoas de seu círculo social.

Se não freados a tempo, o efeito prejudicial dos entorpecentes compromete a vitalidade e abre as portas para o desenvolvimento de inúmeras complicações. Conforme o estado geral do dependente químico, algumas comorbidades podem se tornar irreversíveis, ou evoluir para o risco de suicídio.

Na atualidade, o impacto negativo das drogas sobre a sociedade tornou-se uma das questões mais preocupantes para a Saúde Pública. Além de causar a redução da capacidade crítica, reflexiva e danos em diferentes áreas da vida do usuário, o vício o expõe à vulnerabilidade marginal e à exclusão social.

No Brasil e no mundo, a questão das drogas onera os cofres públicos e causa um enorme prejuízo econômico e social. Pesquisas indicam que os gastos do SUS com dependentes químicos já ultrapassaram 9 bilhões de reais. Essas estatísticas comprovam a gravidade do problema e reforçam a importância de atenuar os seus impactos.

Como é o tratamento para dependentes químicos?

Quanto ao tratamento para dependentes químicos, um dos pontos mais importante a ser considerados é o diagnóstico precoce. Assim como ocorre em todas as doenças, a avaliação precoce é essencial para direcionar o tratamento antes da piora do quadro.

Vale lembrar também que não existe um único tratamento: para alcançar melhores resultados, o ideal é mesclar diferentes terapias. Assim, qualquer problema enfrentado pelo dependente químico precisa ser tratado concomitantemente por uma equipe de especialistas de diferentes áreas, mas com foco na reabilitação da saúde integral.

Médico psiquiatra, psicólogo, clínico geral, terapeuta ocupacional e enfermeiro são alguns dos profissionais que devem compor a equipe multidisciplinar. O trabalho conjunto desses especialistas proporciona mais eficácia ao tratamento para controle das crises de abstinência.

Outro detalhe importante é adotar condutas personalizadas e em conformidade com as necessidades ou o com o grau de comprometimento de quem não consegue vencer esse desafio sozinho. A atenção a esse fator é essencial para assegurar que essas intervenções terapêuticas individualizadas facilitem a avaliação periódica dos resultados do tratamento.

Já na primeira consulta, o estado geral do paciente é avaliado criteriosamente a fim de que sejam traçadas estratégias básicas que conduzirão as intervenções terapêuticas. Em linhas gerais, o tratamento é baseado em acompanhamento psicoterapêutico e no processo de desintoxicação.

Para entender melhor essa proposta, confira os tipos de tratamentos disponíveis para a superação dos males causados pelas drogas no organismo.

Medicações

A maioria dos medicamentos usados no controle e no tratamento para dependência química foi desenvolvido há poucas décadas. No entanto, vale ressaltar que não há remédios milagrosos, mas que a adoção de certas substâncias têm o poder de limitar o efeito nocivo da dependência.

Por isso, os remédios são escolhidos de acordo com o nível de dependência psíquica e do estado de toxicidade do organismo do usuário. Porém, as medicações não são prescritas isoladamente, visto que elas devem ser administradas paralelamente com outras terapias.

Há dois tipos de medicações, cujos efeitos variam de acordo com o quadro clínico do usuário de drogas. Logo, essas medicações podem agir de diferentes formas. Confira:

  • medicação aversiva: quando administrada com a droga provoca mal-estar geral para que o indivíduo perca o interesse pelas substâncias tóxicas;

  • medicação substitutiva: esse medicamento age diretamente no Sistema Nervoso Central e seu princípio ativo mimetiza o efeito da droga.

Psicoterapia

Os tratamentos psicoterápicos podem auxiliar bastante na recuperação da saúde mental dos dependentes químicos. Essas intervenções são utilizadas como tratamento complementar às medicações a fim de que o indivíduo consiga restabelecer o equilíbrio emocional necessário para conseguir vencer o vício.

Enumeramos algumas terapias que asseguram melhores resultados. Veja quais são!

Terapia cognitivo — comportamental

O propósito desse tipo de terapia é proporcionar condições propícias à mudança de pensamentos por meio das alterações cognitivas. O terapeuta utiliza métodos que estimulam a modulação do comportamento do usuário em relação ao hábito de consumir drogas.

A base da ação dessa terapia comportamental considera que a opção pelas substâncias entorpecentes resulta de um comportamento aprendido. Assim sendo, há possibilidades de o indivíduo “desaprender” ou de se desinteressar pelos tóxicos.

Porém, essa mudança comportamental exige a adoção de uma postura firme e a decisão de se manter longe dos estímulos ao uso de drogas. Os mais importantes e que precisam ser vencidos é ter a consciência da necessidade de mudar as ações e o comportamento frentes ao problema.

Para tanto, o dependente deverá enfrentar de vez os momentos de “fissura”, afastar-se de outros usuários e procurar preencher o tempo e os pensamentos com alternativas saudáveis.  A opção por jogos interativos, atividades recreativas, prática de esportes ou o aprendizado de algum trabalho novo ajuda nesse processo.

Terapia de grupo

A participação em atividades interativas com outras pessoas que tenham objetivos e propósitos semelhantes ajuda muito na recuperação dos usuários de entorpecentes.

Além disso, essas  terapias são monitoradas por profissionais com experiência e habilidade para discutir aspectos relacionados à importância de superar os sintomas da dependência química.

O envolvimento auxilia também na integração social, evita o isolamento e fortalece emocionalmente o paciente durante o tratamento. Nos grupos, os usuários trocam depoimentos e falam de suas expectativas futuras. Isso é importante para que o indivíduo perceba que não está sozinho nessa investida.

Terapia familiar

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), uma entidade ligada à ONU, 29 milhões de pessoas adultas são usuárias de drogas e entorpecentes. Familiares, amigos e profissionais de saúde não podem desconsiderar essa situação, já que esses dados sugerem a necessidade de intervenções urgentes.

Muitas famílias não conseguem — ou não sabem lidar com um integrante com problemas de dependência química. Em nossa cultura, o uso de droga tem sempre um viés repressivo quando, na verdade, deveria ser visto sob um contexto multifatorial e que exige tratamento.

Logo, a opção pela terapia familiar é uma das condutas mais assertivas para minimizar os conflitos resultantes dessas questões. Isso evita que o usuário seja exposto a mais sofrimento que o leve ao isolamento da família ou resultar em problemas mais graves como agressividade e violência.

Como é o processo de desintoxicação?

A dependência química resulta de mecanismos psicológicos induzidos por diferentes questões. Esses pilares são sustentados pela busca do prazer e, ao mesmo tempo, pela fuga dos problemas que incomodam, provocam dor e que, aparentemente, não têm solução.

Assim, muitas pessoas veem nas drogas a opção para resolver esses embates e, por isso, acabam mergulhando em um ciclo vicioso que compromete, além da estabilidade fisiológica, suas relações pessoais, sociais e profissionais.

Um dos pontos mais cruciais para superar as crises de abstinência é restabelecer o equilíbrio psíquico para que as regiões cerebrais, já acostumadas com as drogas, consigam desempenhar as funções sem esse estímulo nocivo.

Assim, o processo de desintoxicação exige um trabalho conjunto com o uso de medicações e de terapias psicológicas. Isso permite que o indivíduo tenha mais condições de recuperar a força mental exigida para controlar a falta da droga no organismo.

No entanto, o ideal é que o processo de desintoxicação seja realizado em um hospital com estrutura para oferecer todo o suporte necessário ao paciente.

Muitos dependentes químicos podem ter reações inesperadas e que exigem socorro emergencial. Nessa perspectiva, a escolha de uma instituição que tenha uma equipe multidisciplinar capacitada garante resultados mais eficazes.

O que são e por que ocorrem as crises de abstinência?

As crises de abstinências são caracterizadas por um conjunto de sinais e sintomas decorrentes das reações provocadas pela ausência da droga. Esses eventos são parte natural do processo de desintoxicação, ou seja, ocorrem quando o organismo percebe a falta da substância geradora da dependência.

Essa síndrome resulta de reações orgânicas, que podem ser de caráter físico ou psíquico, em razão da interrupção brusca do uso de entorpecentes.

Tão logo o indivíduo inicia um tratamento de desintoxicação, a renúncia ao consumo da droga pode gerar graves perturbações pelo fato de o organismo já está acostumado às substâncias.

Por isso, podem surgir alterações comportamentais imprevisíveis devido à falta desse estímulo tóxico para a realização das atividades mentais do indivíduo. O primeiro sinal é a “fissura” pela droga.  

Entende-se por “fissura” a ocorrência de um desejo muito forte de utilizar a droga. Essa vontade é quase incontrolável e, às vezes, pode provocar reações enérgicas como agressividade e perda do equilíbrio psíquico.

As crises de abstinência são um dos fatores que mais contribuem para a dependência crônica.  Por isso, muitos usuários apresentam grande dificuldade de abandonar o vício sozinhos e precisam se submeter a um processo de desintoxicação.

O uso prolongado de entorpecentes os tornam em viciados crônicos porque quando tentam interromper o uso, há uma forte sensação de que necessitam da substância para aliviar sintomas causados pelas crises de abstinência.

Quais são os principais sintomas das crises de abstinência?

Os sintomas das crises de abstinência nem sempre obedecem a um padrão fixo. Eles variam conforme o estado de saúde do usuário. Outro aspecto que também influência é o uso associado de drogas concomitantes.

Alguns tipos de entorpecentes provocam sintomas leves, enquanto as substâncias mais potentes geram uma tensão psicoativa mais forte. Na verdade, ambas as situações são extremamente perigosas, já que há o risco de surtos psicóticos condizentes com emergências psiquiátricas de difícil controle.

Listamos os sintomas mais evidentes provocados pela síndrome da abstinência. Observe:

  • apatia;

  • delírios;

  • irritabilidade;

  • agressividade;

  • confusão mental;

  • alterações no sono;

  • aumento do apetite;

  • problemas de memória;

  • disfunção psicomotora;

  • transtornos de ansiedade;

  • comportamentos compulsivos.

  • hipersensibilidade ao estresse;

  • tendências a ideações suicidas.

O que fazer quando passar por uma crise?

As crises de abstinências podem provocar reações imprevisíveis e extremamente perigosas. Por isso, a orientação dos profissionais especialistas nessa área é que, se a pessoa estiver sozinha, ele deve buscar socorro imediato.

Contar com a ajuda e o apoio psicológico dos amigos, pais ou familiares pode minimizar os reflexos negativos desse problema e direcionar para viabilidade de soluções. Se a crise surgir de repente, o ideal é buscar apoio profissional ou entrar em contato imediatamente com um hospital.

Como saber o que gerou a crise de abstinência?

A síndrome de abstinência pode resultar de uma multiplicidade de fatores. No entanto, ela costuma ser desencadeada pelo estresse descontrolado ao entrar em contato com outros usuários de drogas. Nessas circunstâncias, o indivíduo torna-se mais vulnerável ao uso, já que o próprio organismo “exige” a substância.

Como prevenir as crises de abstinência?

O abuso de drogas lícitas e ilícitas pela Humanidade não é tão recente. Sabe-se que o homem sempre utilizou substâncias alucinógenas para os mais variados fins: como analgésicos, remédios e até mesmo em rituais sagrados.

Porém, o uso recreativo das drogas é bem mais recente e, hoje, muitos dos malefícios associados à toxicidade provocada por elas aumentam os riscos de doenças concomitantes ou preexistentes.

A boa notícia é que existem alternativas de prevenção, e que podem minimizar os efeitos nocivos das crises de abstinência decorrentes do abuso de drogas. Veja, então, quais são as medidas mais relevantes para prevenir esse problema!

Praticar exercícios físicos

O exercício físico regular ajuda na liberação das substâncias responsáveis pela sensação de prazer e de bem-estar geral. As mais importantes são a serotonina e a endorfina, dois neurotransmissores que são produzidos durante a prática de exercícios.

Para maior tranquilidade, vale ressaltar a importância de recorrer à avaliação médica antes de iniciar quaisquer tipos de atividade física.

Fugir de ambientes com usuário de drogas

Igualmente importante é priorizar a integração e a seletividade dos amigos. Evitar o contato com pessoas ou a frequência a ambientes com usuários ajuda no processo de recuperação e de prevenção das crises. Manter-se ocupado e envolvido com atividades prazerosas que possam substituir a droga é essencial para evitar novos consumos.

Priorizar uma alimentação saudável

Tomar muita água e priorizar uma alimentação saudável, rica em vegetais e frutas é um dos pontos mais importantes para aumentar a defesa do organismo e promover a desintoxicação. Opte por alimentos menos calóricos: cereais e grãos contêm importantes minerais, fortalecem as funções cerebrais e acentuam a disposição física e mental.

O que é a internação psiquiátrica e como saber se preciso dela?

De certo modo, o crescimento do uso indiscriminado de tóxicos está associado ao estilo de vida contemporâneo, resultado da mudança de costumes e de valores da atual sociedade.

Por questões de ordem cultural, a ênfase dada ao problema das drogas em nosso país é de caráter puramente repressivo. Dada à complexidade inerente a essa questão, a maioria dos dependentes químicos é considerada criminosa ou vista com maus olhos.

Assim, faz-se necessário a criação de programas de educação preventiva que priorizem a informação e o estímulo ao conhecimento sobre a importância de tratar as drogas como uma doença.

Igualmente relevante é estimular a formação de profissionais especializados nesse campo a fim de impulsionar a criação de serviços voltados ao tratamento e à prevenção desse problema cada vez mais preocupante.

Grande parte da população não sabe que há vários níveis de tratamento contra a dependência química. Existem casos considerados como emergência psiquiátrica em que o indivíduo precisa de um acompanhamento intensivo.

Dependendo da gravidade do quadro, é preciso recorrer à internação psiquiátrica. Se houver o risco de afetar a própria integridade física ou se o usuário se tornar uma ameaça para os outros, o ideal é a internação psiquiátrica. Nesse nível de comprometimento mental, por questões de segurança, o tratamento já não pode ser feito em domicílio.

Como um hospital especializado pode ajudar?

Para os profissionais de saúde, o problema da dependência de drogas é considerado uma doença. Isso tem estimulado ações mais positivas no intuito de entender melhor essa questão cada vez mais preocupante.  Por isso, é fundamental manter um olhar diferenciado sobre a importância da intervenção adequada e da adoção de métodos de prevenção.

Ainda que a completa restauração da saúde mental do usuário de drogas seja difícil, a escolha de uma instituição especializada em reabilitação da saúde mental eleva consideravelmente as possibilidades de sucesso na terapia.

Em um hospital especializado, o dependente químico terá todo o suporte que necessita para manter firme o propósito de superar esses problemas e assim, poder voltar a ter uma vida digna e plena.

É importante destacar que o primeiro passo para ser beneficiado com o tratamento é reconhecer a necessidade de ajuda para mudar o comportamento e o estilo de vida. Igualmente relevante é orientar a família e o próprio viciado para que eles se conscientizem de que essa decisão não depende apenas da escolha de quem está dominado por esse problema.

Como as crises de abstinência geram sintomas que podem culminar em recaídas, a opção pelo tratamento intensivo em um hospital psiquiátrico faz toda a diferença. Diante disso, contar com o trabalho multiprofissional é imprescindível para reavaliar as estratégias de tratamento e, por conseguinte, adotar condutas mais adequadas.

Quando o paciente está abstinente já há alguns dias, semanas ou meses, o risco de apresentar outros desajustes mentais é bem maior. Essas comorbidades surgem, geralmente, sob a forma de crises depressivas, alucinações, psicoses, ansiedades, convulsões e outras questões ligadas ao aspecto psiquiátrico.

Algumas comorbidades têm fundo meramente emocional, mas requerem atenção especial e cuidados intensivos. Cada uma dessas complicações exige a avaliação médica e o uso de medicação específica. Quando não tratadas adequadamente, a tendência é a evolução para quadros mais graves e irreversíveis.

Percebe-se, por fim, que o trabalho multiprofissional pode representar soluções viáveis e a possibilidade de retorno do dependente químico à sociedade. Isso, de forma mais rápida e segura.

Nesse sentido, um hospital referência em Psiquiatria, como o Hospital Santa Mônica, torna-se uma excelente alternativa para ajudar tanto o indivíduo como também os familiares na luta contra as recaídas associadas às crises de abstinência.

Se você gostou deste material e gostaria de saber mais sobre os riscos provocados pelo uso de drogas, que tal ver também sobre os perigos da dependência cruzada?