Estudo aponta que consumo excessivo de álcool pode afetar DNA e aumentar desejo por bebida

álcool

Estudo conduzido pela Universidade Rutgers publicado na revista científica Alcoholism: Clinical & Experimental Research, aponta que o consumo excessivo de álcool pode desencadear uma mudança genética de longa duração, resultando em uma ânsia maior pela bebida alcoólica, publicado no Uol recentemente.

Os autores descobriram que as pessoas que bebem muito podem estar alterando seu DNA de uma forma que as faz desejar ainda mais álcool. Isso pode ajudar a explicar por que o alcoolismo é um vício tão poderoso e pode, um dia, contribuir para novas formas de tratá-lo ou ajudar a evitar que pessoas em risco se tornem dependentes.

Em 2016, mais de 3 milhões de pessoas morreram devido ao uso nocivo do álcool, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde. Esse total equivale a  5% de todas as mortes globais. Mais de 3/4 das mortes causadas pelo álcool ocorreram entre os homens. O uso nocivo do álcool também causou 5,1% do total mundial de doenças e de ferimentos.

Os cientistas da Universidade Rutgers e da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale se concentraram em dois genes envolvidos no controle do consumo de bebida: o PER2, que influencia o relógio biológico do corpo, e o POMC, que regula o sistema de resposta ao estresse.

Ao comparar grupos de pessoas que bebem moderadamente, compulsivamente e de forma intensa, os pesquisadores descobriram que os dois genes mudaram nos usuários compulsivos e pesados por meio de um processo de modificação genética influenciada pelo álcool chamado metilação. Os consumidores compulsivos e pesados também mostraram reduções na expressão gênica, ou a taxa na qual esses genes criam proteínas. Essas mudanças aumentaram com a maior ingestão de álcool.

Além disso, em um experimento, os consumidores viram imagens relacionadas ao estresse, neutras ou relacionadas ao álcool. Eles também observaram recipientes de cerveja e, posteriormente, provaram cerveja, e sua motivação para beber foi avaliada. O resultado: mudanças provocadas pelo álcool nos genes dos alcoólatras compulsivos e pesados foram associadas a um desejo maior por álcool.

As descobertas podem eventualmente ajudar os pesquisadores a identificar biomarcadores – indicadores mensuráveis, como proteínas ou genes modificados – que poderiam prever o risco de um indivíduo beber compulsivamente ou pesadamente.

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Quando a internação hospitalar é a melhor solução para o tratamento para alcoólatras?

internação dependentes quimicos

O consumo de álcool é um problema que afeta pessoas de todas as idades, gênero e diferentes classes sociais. Diante disso, compreender quando a internação hospitalar é a opção mais indicada para o tratamento para alcoólatra é essencial à reversão dos danos causados pelo alcoolismo.

Se não tratado, o vício em álcool pode comprometer aspectos importantes da vida pessoal, profissional e social. Nesse contexto, reduzir os impactos da bebida alcoólica sobre a saúde mental e física é um dos grandes desafios da atualidade.

Que saber mais? Veja, então, qual o momento mais indicado para realizar a internação de um alcoólatra. Confira, também, como o tratamento contra a dependência do álcool pode ser eficaz na reabilitação da saúde e na recuperação da qualidade de vida. Acompanhe!

Quais as principais causas e consequências do vício em álcool?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vício em álcool provoca, anualmente, a morte de 3,3 milhões de pessoas no planeta. Isso torna essa questão uma das mais preocupantes para a Saúde Pública.

Nesse sentido, é preciso buscar formas mais concretas para conter o impacto do vício em bebidas alcoólicas. Fatores emocionais, dificuldades para lidar com as adversidades da vida e herança familiar influenciam bastante a opção por esse estilo de vida.

Além disso, várias são as doenças emocionais e físicas que surgem como consequência do alcoolismo. Depressão, desequilíbrio mental, anemia grave e cirrose hepática figuram entre as principais.

Como é o tratamento para alcoólatras?

Ainda que não tenha um processo de cura permanente, o vício em álcool pode ter seus efeitos atenuados. Para isso, é preciso recorrer a uma instituição especializada e reconhecida pela excelência em tratamento contra a dependência química.

Por meio de um trabalho sério, completo e multidisciplinar é possível controlar os danosos efeitos do alcoolismo sobre o organismo. O tratamento para alcoólatras exige o uso de medicação para desintoxicação e um acompanhamento psicológico contínuo.

Para os casos mais simples, o apoio da família, dos amigos e a participação em grupos de apoio são boas estratégias para reduzir o uso de álcool. No entanto, quando o problema foge ao controle, o ideal é buscar um suporte profissional e encaminhar o indivíduo para o tratamento hospitalar.

Internação voluntária e involuntária: quais as diferenças?

Há duas formas de internação hospitalar para o tratamento para alcoólatras. Veja quais são!

Internação voluntária

É realizada conforme a vontade e o consentimento do próprio dependente, já que ele reconhece a necessidade de intervenção profissional para ajudá-lo no processo de reabilitação.

Internação Involuntária

A internação involuntária é específica para os casos mais graves, quando os dependentes de álcool — ou de drogas — não concordam com o tratamento. Devido aos efeitos nocivos do álcool no organismo do usuário, os familiares recorrem a esse procedimento.

Vale ressaltar que essa decisão de internar o dependente de álcool para realizar um tratamento, mesmo contra a vontade dele, é legalmente amparada na Lei 10.216. Ela assegura aos familiares o pleno direito de intervenção mediante a necessidade de salvar a vida do alcoólatra.

Quando recorrer à internação para o tratamento para alcoólatras?

A internação pode ser o melhor tratamento e o mais indicado quando o indivíduo está dominado pelo vício. Muitos dependentes perdem a capacidade de julgamento de valor e se transformam em uma ameaça para si e para a sociedade.

Nesses casos, a internação é praticamente obrigatória para os quadros mais graves de dependência alcoólica. O intuito é proporcionar ao alcoólatra todas as condições necessárias para reduzir o comportamento de risco e promover a sua recuperação.

Percebe-se, por fim, que a internação é um importante recurso para auxiliar no processo de reabilitação mental e física dos dependentes de álcool. Entretanto, a família e os responsáveis devem tomar essa decisão antes que a situação evolua para quadros mais graves e se torne irreversível.

Logo, a busca pela intervenção profissional em uma instituição especializada — e que ofereça tratamento para alcoólatras — é a melhor solução para minimizar os impactos decorrentes desse problema.

Ainda tem dúvidas sobre a internação e o tratamento para alcoólatras? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica para que possamos ajudá-lo!

 

Tratamento contra drogas: como ele funciona?

Drogas

A dependência química, além de magoar a família e todos aqueles que estão próximos do dependente, é uma situação capaz de comprometer trabalho, vida afetiva e sonhos a curto, médio e longo prazo. Ela pode, entretanto, ser revertida com tratamento contra drogas, realizado adequadamente em todas as fases.

Ideal para lidar com o uso de substâncias como cocaína, crack, ecstasy, heroína, LSD e maconha, além do próprio álcool, o procedimento vai desde a desintoxicação até a fase pós-terapia, na qual a pessoa retoma suas atividades de rotina.

Quer saber mais sobre tratamento contra drogas e entender como ele funciona para ajudar alguém que você ama? Então, não deixe de ler a continuação de nosso artigo adiante!

Como iniciar o tratamento

Para iniciar esse processo, é fundamental entender, antes, que cada doença requer um tipo de terapia. Assim, pode ser necessário mais ou menos tempo, além de medicamentos distintos.

A primeira etapa, assim, consiste na avaliação psiquiátrica a fim de verificar o risco e depois disso, então, com equipe composta por médicos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, prosseguir com as fases até a reabilitação.

Tipos de tratamento e internação

Uma vez realizado o diagnóstico, o médico é responsável por decidir, ao lado do paciente, de sua família e companheiros, se o tratamento será interno, externo ou de internação parcial.

Caso seja interno, o paciente permanece todos os dias, 24 horas por dia no hospital especializado ou na clínica, de forma que receba cuidados intensivos para lidar com o vício. Quando externo, ele realiza suas atividades normalmente, dorme na própria residência e, nos horários estipulados, frequenta o local para se tratar.

Há ainda os casos de internação parcial, na qual se combinam tratamentos interno e externo. Ou seja, o paciente permanece a maior parte do dia sob cuidados médicos e, ao final deles, retorna para casa.

Em boa parte dos casos, a internação tende a ser voluntária, mas pode acontecer também involuntariamente, em um caso de internação compulsória. Nela, familiares, cônjuges ou amigos decidem internar o indivíduo contra a vontade dele a fim de preservar sua vida e de evitar que ele seja perigoso para si e para as demais pessoas.

Etapas do tratamento

Agora que você já conhece os tipos de internação, entenda a seguir como funcionam as principais etapas do tratamento contra drogas!

Desintoxicação

Essa fase é determinante para o sucesso da recuperação. Não à toa, nela ocorre o processo de remoção das substâncias danosas do corpo, o que requer monitoramento constante de cada paciente a fim de evitar que haja sintomas de abstinência.

Essa situação, afinal, faz com o organismo e a mente sofram sem a droga e favorece o desenvolvimento de sintomas como desconforto, tremores, ansiedade e pressão arterial aumentada.

Ansiolíticos e antidepressivos são os medicamentos mais utilizados para evitar a sensação de fissura. Além deles, a depender da substância usada pelo paciente, há também opções de remédios que atuam contra convulsões e interferem nos mecanismos cerebrais relacionados à euforia e ao prazer.

Terapia comportamental

Após a desintoxicação, a terapia com psicólogo e psiquiatra conduz os pacientes rumo à raiz do vício e os ajuda a evitar o descontrole em situações futuras.

Nessa etapa bastante relacionada ao emocional, há controle de ansiedade e de quaisquer outros distúrbios emocionais, de modo a transformar o comportamento e fazer com que cada indivíduo entenda as origens de seu vício, combatendo todos os gatilhos que o levam às drogas.

Reinserção na sociedade

Durante essa etapa bastante delicada, o paciente recebe cuidados continuados e um trabalho voltado à prevenção de recaídas de forma que possa retomar sua vida e convívio social.

Aos poucos, reaproxima-se da família, dos amigos e de suas atividades de rotina, como trabalho e demais locais que frequenta, com autoestima reconquistada.

O tratamento contra drogas, ao fim, é um processo longo e pode ser bastante desafiador. Mas com o auxílio de um hospital psiquiátrico, em que haja equipe especializada, faz com que todo o esforço do paciente e daqueles que o amam valha muito mais a pena, retomando seus sonhos e objetivos na vida sem o estigma da dependência química.

Gostou de nosso artigo e ainda tem dúvidas ou experiências a compartilhar sobre o tema? Então deixe seu comentário abaixo!

Entenda de uma vez por todas a diferença entre usuário e dependente em drogas

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De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas, da Organização das Nações Unidas (ONU), o consumo de substâncias ilícitas atinge 243 milhões de pessoas no mundo. Entretanto, nem todos os indivíduos que fazem parte desse grande grupo são submissos aos entorpecentes, ou seja, há diferenças entre usuário e dependente em drogas.

Por esse motivo, preparamos este post especialmente para explicar os dois conceitos e esclarecê-los a você. Ficou interessado no assunto? Continue a leitura!

O que define um usuário de drogas?

Geralmente, a experiência com as drogas se inicia por curiosidade, pressão social, desejo por novas sensações ou necessidade de criar uma realidade. A partir daí, se o indivíduo se sente satisfeito após o uso, é comum que faça o consumo outras vezes, quando houver oportunidade.

Entretanto, a ingestão de substâncias químicas não afeta sua vida pessoal, profissional, seus comportamentos e o modo como conduz sua vida.

O que caracteriza um dependente químico?

Enquanto o usuário de drogas faz o uso eventual, sem tornar isso parte da rotina, o dependente químico não tem domínio sobre sua vontade de utilizar substâncias ilícitas, o que transforma esse hábito em uma prioridade no seu dia a dia e afeta negativamente sua vida em diversos aspectos.

É possível que usuários posteriormente venham a ser dependentes, uma vez que após certo tempo os efeitos sentidos já não são os mesmos e é necessário aumentar as doses do entorpecente, porém, esse fato não ocorre em todos os casos.

Qual a diferença entre o usuário e o dependente de drogas?

Como dito anteriormente, a principal característica de usuários de drogas é a capacidade de manter um equilíbrio quando se trata do consumo das substâncias ilícitas. Desse modo, a diferença se estabelece pelo controle da vontade de utilizar alucinógenos, fator ausente no dependente químico.

Por que esses dois conceitos são muito confundidos?

Muitas pessoas confundem usuário e dependente em drogas por acreditarem que a ingestão de substâncias químicas gera a dependência em qualquer ocasião. No entanto, o vício envolve uma série de questões, e isso significa que não basta usar para se viciar. Veja:

  • fatores genéticos;
  • aumento progressivo das doses de droga;
  • uso frequente;
  • consumo de bebidas alcoólicas.

Qual a importância do tratamento para dependentes químicos?

A dependência química traz consequências físicas, psicológicas e pode resultar até no óbito do indivíduo. Por isso, o tratamento deve ser procurado o quanto antes para que medidas adequadas sejam tomadas e ocorra o restabelecimento do bem-estar e qualidade de vida.

Nesse sentido, contar com uma instituição de referência como o Hospital Santa Mônica proporcionará resultados ainda melhores, visto que nela há uma infraestrutura completa e equipe multidisciplinar formada por profissionais muito bem capacitados.

Esperamos ter esclarecido o conceito de usuário e dependente em drogas, termos que são facilmente confundidos, mas apresentam divergências em determinados aspectos. Saber fazer a distinção é fundamental na compreensão do caso e busca de ajuda para cada um.

E aí, gostou deste post? Então, aproveite para complementar a sua leitura e entenda como funciona o tratamento para um dependente químico!

Como tratar o alcoolismo na adolescência?

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Durante a adolescência, as mudanças vividas, o convívio com diferentes círculos de amigos e a intensidade das emoções diante de conflitos podem levar muitos jovens ao contato com a bebida e outras drogas. Assim, é importante que cada indivíduo e sua família sejam orientados sobre como tratar alcoolismo.

Hoje, estima-se que 39,2% dos adolescentes experimentam álcool pela primeira vez em casa, segundo informações do Manual de Orientação relacionado ao alcoolismo, publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O dado, preocupante, alerta para a naturalização do consumo da substância, que pode ser bastante prejudicial.

Para saber mais sobre o mal e conhecer algumas formas de tratá-lo, não deixe de ler nosso artigo adiante!

Riscos do alcoolismo na adolescência

As bebidas, legalizadas, estão presentes em diferentes estruturas da sociedade. São divulgadas e incentivadas na publicidade, como em propagandas de cerveja. Reinam nas festas familiares e em eventos com os amigos. São promovidas em casas de shows como passaportes para uma noite especial.

Os riscos de seu consumo, entretanto, prevalecem e se destacam com mais ênfase durante a juventude, quando corpo e mente vivem etapas importantes de seu desenvolvimento. Alguns deles envolvem:

  • aumento da probabilidade de acidentes automobilísticos, principal causa de morte na faixa etária de 16 a 20 anos;
  • maior exposição à possibilidade de fazer sexo desprotegido;
  • risco aumentado de dependência e dependência cruzada;
  • déficit no rendimento acadêmico;
  • alterações de sono;
  • queda de memória.

Prevenção do consumo de bebidas entre jovens

Promover informação, a princípio, ainda é a melhor forma de evitar o contato e alertar sobre os riscos que o álcool proporciona. Mais do que isso, o diálogo é uma ferramenta importante a se manter nos ambientes familiar e escolar.

Defender um estilo de vida saudável, em que haja prática regular de atividades físicas, alimentação de qualidade e promoção de ações culturais a fim de unir grupos de jovens é uma forma de os afastar da tentação de recorrer à bebida quando tiverem problemas ou precisarem socializar.

Quanto antes houver o diálogo, melhor!

Como tratar alcoolismo na adolescência

Caso o alcoolismo já seja uma realidade, todavia, o tratamento multidisciplinar é a melhor forma de devolver ao dependente sua saúde.

Após diagnóstico médico, realizado diante da constatação de que a bebida já interfere negativamente no dia a dia, como em comportamentos violentos e mau aproveitamento de estudos, deve ser iniciada a recuperação. As ações, nesse caso, variam conforme o nível de dependência.

Desintoxicação e remédios

Uma boa alternativa, para tanto, é procurar auxílio de um hospital psiquiátrico especializado. A primeira medida, assim, costuma ser a desintoxicação. Nessa etapa, o paciente fica afastado da bebida a fim de que seu corpo pare de sofrer com os efeitos dela.

Depois, é recomendada a utilização de medicamentos que diminuem a compulsão pela substância.

Terapia para o adolescente e para sua família

Paralelamente ao tratamento, há aconselhamento e psicoterapia. Dessa forma, o adolescente conversa com um psicólogo sobre os motivos que o levam ao álcool com a finalidade de desenvolver os mecanismos necessários e sua autoestima para se afastar da bebida. Em muitos casos, o tratamento psicológico também envolve a família, que é afetada diretamente pelo mal.

Hoje, embora haja alternativas bastante eficazes de como tratar alcoolismo, a situação ainda é desafiadora e requer força, paciência e compreensão. Tanto do paciente quanto daqueles que o amam. Ao optar por uma instituição de saúde reconhecida, entretanto, aumentam-se as chances de ter êxito e proporcionar bem-estar a quem dá os primeiros passos rumo à vida adulta.

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Tudo o que você precisa saber sobre tabagismo passivo!

Tabagismo Passivo

O tabagismo passivo é um problema bem mais grave do que se imagina. Infelizmente, quem está exposto aos malefícios causados pela fumaça de cigarro alheio incorre nos mesmos prejuízos que acometem a saúde dos fumantes.

Quanto maior o tempo de exposição aos elementos liberados pela queima do tabaco, maiores as possibilidades de desenvolver doenças relacionadas ao cigarro. O tabagismo passivo é uma das questões mais preocupantes da atualidade, pois não interessa quem acende o cigarro, mas quem está inalando a fumaça.

Tendo isso em vista, abordaremos a importância de compreender melhor o que é o tabagismo passivo, quais os riscos a ele associados e como buscar medidas para um controle mais efetivo desse problema. Acompanhe!

O que é tabagismo passivo?

O tabagismo passivo é a inalação da fumaça de substâncias derivadas do tabaco. O uso de cigarro, charuto, narguile, cigarrilhas, cachimbo e outros liberadores de fumaça expõe indivíduos não fumantes aos riscos à saúde.

Assim, os fumantes passivos, ou seja, as pessoas que são obrigadas a conviver com fumantes em ambientes fechados, ou em vias públicas e respirar essas substâncias tóxicas estão — tanto quanto eles — em grave perigo de morte.

Os perigos à saúde são tão extremos que não basta apenas se afastar de seu amigo fumante somente enquanto ele acende o cigarro. Para reduzir os riscos e preservar a sua saúde, o ideal é evitar ambientes tóxicos e com cheiro de fumaça de cigarro.

O ar que circula no local frequentado por fumantes fica contaminado por nicotina, monóxido de carbono, benzeno e inúmeras substâncias cancerígenas. Vale salientar que durante a tragada, a fumaça aspirada pelo fumante é filtrada antes de ser absorvida.

No entanto, os gases liberados pela fumaça que é solta no ar não passam por nenhum filtro, o que torna o local ainda mais perigoso para quem está ali. Além do mais, as substâncias contaminantes se impregnam nos móveis, corrimões e paredes do local, e não podem ser eliminadas pelos sistemas de ventilação.

Por isso, o tabagismo passivo também pode provocar agravos à saúde e aumentar o risco de morte, assim como em fumantes ativos. Além de causar escurecimento dos dentes e problemas periodontais, a Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que os óbitos relacionados ao uso de cigarro são a terceira causa de morte evitável do planeta.

A situação é tão grave que o tabagismo passivo pode causar, em maior ou em menor grau, os mesmos males provocados pelo tabagismo ativo. Figuram nessa lista o câncer de pulmão, cirrose hepática, doenças respiratórias — como bronquite, asma e alergias, — além das complicações cardiovasculares.

Quais as substâncias que mais elevam a toxicidade do cigarro?

O hábito do tabagismo é mundialmente conhecida por seus malefícios. Mas, afinal, será que os fumantes ativos têm consciência de todos os danos que o cigarro pode provocar à saúde? Mediante isso, convém destacar quais são os efeitos devastadores de cada um dos principais componentes do cigarro. 

A Ciência afirma que mais de cinco mil substâncias tóxicas já foram identificadas na fumaça do tabaco. Entre elas, os gases repletos de partículas cancerígenas assumem um destaque especial.

Além desses, há também a exposição aos agrotóxicos utilizados durante o plantio da folha de tabaco. Esses insumos agrícolas são mantidos durante todo o processo de ressecamento das folhas para a fabricação do cigarro.

Vale destacar que, diferentemente do consumo de álcool, os profissionais de saúde alertam que não há limite seguro para o uso do tabaco. Ou seja, ainda que ele seja “consumido” com moderação, os danos à saúde e o comprometimento dos órgãos são praticamente os mesmos.

Qual é a composição básica de um cigarro?

A fumaça liberada pelo cigarro contém uma mistura de quase 4.800 elementos tóxicos diferentes. Há, porém, duas fases fundamentais nessa mistura: a fase particulada e a fase gasosa.

Na composição da fase gasosa predomina o monóxido de carbono, as cetonas, gases amoníacos, formol, ácido acético e acroleína. A fase particulada, porém, contém apenas a nicotina e o alcatrão.

Essas substâncias provocam efeitos danosos específicos e complementares ao organismo. Observe!

Alcatrão

O alcatrão é um composto complexo derivado da destilação da hulha. Seu aspecto é de um líquido escuro, espesso e com cheiro bem forte. No processo de fabricação do cigarro, uma dessas frações da hulha entra na sua composição.

O alcatrão contém mais de 4000 substâncias, das quais 60 delas têm efeito cancerígeno. Além do alcatrão, a mistura tóxica usada como base para a formulação do cigarro inclui elementos químicos de diversas classes e funções. Destaque para o níquel, cádmio, arsênio, benzopireno e elementos radioativos.

Além disso, são utilizados muitos resíduos de agrotóxicos e fósforo P4 e P6 (normalmente usado como raticida), acetona e naftalina.

Monóxido de carbono

Presentes nos glóbulos vermelhos do sangue, o monóxido de carbono é uma substância que tem alta afinidade pela hemoglobina. A função da hemoglobina é transportar oxigênio no sangue para garantir o funcionamento dos órgãos.

No entanto, o monóxido presente no cigarro forma uma molécula chamada de carboxihemoglobina. Essa substância dificulta a oxigenação do sangue, condição que impede que o oxigênio chegue até os órgãos.

Devido à junção da hemoglobina com o monóxido de carbono surgem diversas doenças circulatórias e de comprometimento vascular como a aterosclerose, por exemplo.

Nicotina

A nicotina é uma substância orgânica nitrogenada originária das plantas e de certos tipos de fungos. É encontrada nas folhas do tabaco, e é a responsável pelo vício por causar dependência mais rápida que drogas como cocaína e heroína.

Como a nicotina age no organismo?

Pelo seu efeito muito potente, em um tempo médio de 10 segundos a nicotina consegue percorrer todo o corpo: é inalada, absorvida pelos alvéolos pulmonares e alcança a corrente sanguínea causando um grande impacto no cérebro.

Por meio dessa trajetória, a nicotina libera substâncias que conferem uma imensa sensação de leveza e de prazer. Alguns especialistas afirmam que esse efeito no cérebro pode ser comparado aos impactos provocados pela cocaína.

A nicotina é classificada como uma droga com um importante fator de risco para o desenvolvimento de doença coronariana, arterial, derrame cerebral, infarto e doença vascular periférica.

Além disso, essa droga psicoativa tem um altíssimo potencial para gerar dependência. A substância atua no sistema nervoso central de modo muito similar à cocaína. No entanto, a principal diferença é a rapidez que a nicotina alcança as vias cerebrais: entre 7 e 16 segundos.

Além do mais, a nicotina também aumenta a liberação de catecolaminas, substâncias que causam vasoconstricção. Esse efeito vasoconstrictor acelera a frequência cardíaca, eleva a hipertensão arterial e provoca agregação das plaquetas, elementos responsáveis pela coagulação do sangue.

Desse modo, o uso constante da nicotina associado ao monóxido de carbono estimula o surgimento de diversas doenças respiratórias e cardiovasculares. Provoca, ainda, a produção excessiva de ácido clorídrico, o que resulta em úlceras e outras complicações gastrointestinais.

Em síntese, a exposição involuntária aos efeitos da nicotina pode desencadear processos alérgicos como rinite, faringite, tosse, asma e irritação nos olhos. Somada à ação dos demais componentes, a nicotina pode provocar agravos como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfisema pulmonar e bronquite.

Como o tabagismo passivo acontece?

Quando um cigarro é aceso, apenas uma parte da fumaça formada é tragada pelo fumante. Com isso, cerca de 2/3 dessa fumaça gerada pela queima do tabaco é lançada livremente no ambiente.

A bituca ou a ponta acesa do produto — seja de cigarro, cigarrilhas, charuto e similares afeta todo o ambiente e coloca em risco a qualidade do ar  e a saúde do fumante passivo que está ao redor.

Desse modo, o tabagismo passivo expõe a saúde do não fumante que é obrigado a conviver com fumantes em locais públicos e sujeitos à ação dos componentes tóxicos e cancerígenos.

Tais elementos presentes na queima do tabaco tornam a fumaça tragada por quem fuma extremamente nociva. Além do mais, isso pode despertar o interesse pelo tabagismo na adolescência e influenciar o vício ainda na juventude.

Nessa conjectura, confira as situações em que o tabagismo passivo acontece:

  • permanecer perto de quem fuma;
  • filhos de mães que fumam durante a gestação;
  • bares e restaurantes que permitem o tabagismo;
  • exposição à fumaça em vias públicas ou em locais próximos a fumódromos;
  • chegar recentemente aos locais fechados e impregnados com fumaça de cigarro.

Fumante passivo é pior do que ativo?

Os fumantes passivos são expostos, na verdade, aos riscos maiores do que o ativo. Isso porque a fumaça do cigarro liberada no ambiente contém teores bem mais elevados de nicotina em relação à que foi tragada pelo fumante.

Quando o tabagista ativo está aspirando a fumaça, ocorre a filtração das substâncias presentes no cigarro. No entanto, para quem está no mesmo ambiente, não existe essa proteção.

A fumaça liberada durante o ato de fumar está repleta de elementos tóxicos, já que as partículas das substâncias não foram filtradas. Dependendo do tempo de exposição à fumaça de cigarros, o tabagismo passivo pode ser mais perigoso que o ativo. 

Quais os perigos do tabagismo passivo durante a gravidez?

O cenário é bastante complexo quando nos referimos aos bebês expostos à toxicidade do cigarro quando ainda estão na barriga da mãe. 

Esse quadro representa grande gravidade devido aos problemas relacionados à ação do tabagismo passivo durante a gravidez. Fumar durante a gestação compromete a saúde e o desenvolvimento do feto. Além de afetar o crescimento do feto, há também o aumento de complicações durante todas as fases da gestação, inclusive no parto. 

Entre os agravos mais comuns destacam-se o parto prematuro, o baixo peso ao nascer e a morte fetal. Após o nascimento, os recém-nascidos e lactentes também ficam bastante prejudicados, tanto mental quando fisicamente.

Essa condição acentua as possibilidades de morte súbita entre as crianças expostas à fumaça do cigarro. Afecções respiratórias, asma, bronquite, pneumonia, infecções de garganta e de ouvido também são frequentes.

Em lares onde a mãe e o pai são fumantes, a contaminação do ambiente e a má qualidade do ar colocam em risco o crescimento e o desenvolvimento das crianças em diversos sentidos.

Como o tabagismo passivo influencia o surgimento do câncer, de doenças pulmonares e respiratórias?

Antes, pensava-se que somente os fumantes corriam o risco de desenvolver doenças pulmonares, circulatórias e os tipos de câncer relacionados ao tabagismo. No entanto, o ambiente onde um indivíduo acabou de fumar fica repleto das mesmas substâncias inaladas pelos fumantes.

Entre os tipos de cânceres resultantes da inalação da fumaça do cigarro destacam-se o de pulmão, brônquios, faringe, laringe, boca, fígado, intestino e bexiga.

Devido aos hábitos contemporâneos, o aumento da exposição à fumaça do cigarro é considerado um dos principais gatilhos para problemas respiratórios como a sinusite crônica e a bronquite.

A constante exposição à fumaça do cigarro triplica as chances de evolução para doenças crônicas. Há, ainda, uma intrínseca relação entre os agravos da doença entre pacientes que já apresentaram algum sintoma de sinusite.

Além disso, há maiores chances de desenvolvimento de doenças pulmonares como enfisema pulmonar e DPOC também entre os tabagistas passivos. 

Quais os impactos do tabagismo passivo na saúde mental?

A exposição excessiva à fumaça do cigarro, tanto para fumantes ativos como para passivos aumentam os riscos de problemas de ordem emocional e psiquiátrica. A predisposição dos indivíduos expostos aos malefícios do cigarro aceleram processos como depressão e transtornos de ansiedade.

Tendo em vista a ampla relação entre mente e corpo, esse quadro de instabilidade psicológica torna os pacientes muito mais vulneráveis às complicações físicas também. Contudo, o uso de cigarro e a poluição ambiental que dele resulta concorre para o agravamento das doenças mentais.

Quais são os prejuízos à saúde da criança e do adolescente? 

A OMS alerta para as questões relacionadas à fumaça do cigarro, sobretudo em ambientes frequentados por crianças e adolescentes. Segundo essa instituição, 25% das crianças brasileiras estão expostas aos efeitos degradantes do cigarro, mesmo dentro de casa. Isso coloca em risco a saúde mental e física desde a infância.

Além de prejudicar a saúde mental na adolescência e na infância, há também prejuízos ao aprendizado. Além das questões comportamentais, o desenvolvimento escolar, a capacidade cognitiva e a memória são afetadas pela toxicidade da fumaça do cigarro.

As substâncias da fumaça não se dissipam no ar, e costumam perdurar por tempo indeterminado. Há também o fator do desconforto, já que o odor dessas substâncias impregnam na pele, nos cabelos, nos objetos e nas roupas de quem está próximo ao fumante.

Quais os principais riscos às pessoas idosas?

O tabagismo passivo compromete também as funções vitais e prejudica o funcionamento de órgãos nobres. Isso pode ocorrer em qualquer idade, mas os perigos são maiores durante o envelhecimento.

Pois a população idosa está mais vulnerável aos problemas relacionados ao fumo passivo. A queda gradativa da defesa imune do idoso favorece a ação das substâncias agressoras presentes na queima do tabaco e potencializa o risco de enfermidades típicas do envelhecimento.

Desse quadro, resultam graves alterações na pressão sanguínea, maiores riscos para AVC e enfarte do miocárdio. A toxicidade da fumaça desequilibra os arranjos das fibras cardíacas e enfraquecem a musculatura do coração.

Assim, há maiores possibilidades de agravamento das doenças circulatórias, o que elevam os riscos cardíacos e outras comorbidades.

Além do mais, indivíduos com idade entre 40 e 80 anos que foram expostos ao contato com o tabaco de forma passiva durante a infância ou juventude estão mais propensos à ocorrência de ataques cardíacos.

As substâncias eliminadas pela queima do tabaco formam, com o passar do tempo, placas nas artérias coronárias. Essas placas interrompem o fluxo normal de sangue, danificam a região muscular cardíaca e contribuem para o mau funcionamento dos vasos.

O que as estatísticas apontam em relação às doenças relacionadas ao tabagismo?

Segundo a OMS, o tabagismo passivo é tão ou mais perigoso que o ativo. Como vimos, antes de a fumaça ser inalada pelo fumante, ela passa por um sistema de filtro. No entanto, a fumaça e os resíduos que são liberados no ar atmosférico não são filtrados.

Com isso, a contaminação e a poluição ambiental resultante do ato de fumar são bem mais graves do que se pode mensurar. O cigarro é o fator responsável por mais de 80% dos óbitos pelas doenças cardiorrespiratórias como asma, bronquite e enfisema pulmonar. 

As estatísticas atuais apontam que 30% dessas mortes são relacionadas aos diversos tipos de câncer, sobretudo o de pulmão, boca, fígado e vias respiratórias. Mais de 25% das doenças de ordem cerebrovascular também estão associadas ao fumo.

O hábito do consumo de tabaco e de seus derivados tóxicos está associado à morte de milhões de indivíduos. Se essa tendência atual persistir, até o ano de 2030 o tabaco provocará mais de 8 milhões de óbitos por ano, principalmente nos países subdesenvolvidos.

Independentemente da forma — tabagismo passivo ou ativo —, os malefícios do cigarro são considerados fatores de relevância para o surgimento de diversas doenças, e que podem surgir em diferentes etapas da vida.

Confira as mais importantes:

  • catarata;
  • tuberculose;
  • osteoporose;
  • impotência sexual;
  • úlcera gastrintestinal;
  • infecções respiratórias;
  • problemas odontológicos;
  • queda da defesa imunológica; 
  • redução da fertilidade em mulheres;
  • esterilidade em mulheres e homens.

Como lidar com essa situação?

Nos últimos anos, houve um importante avanço na legislação que controla a poluição ambiental resultante do uso de cigarro. Aprovou-se uma Lei antifumo que proíbe a poluição ambiental por tabaco nos recintos fechados em todo país.

A Lei deve ser respeitada em ambiente público e privado, e é válida também para clubes,bares, restaurantes e associações. Desse modo, o fumante deve estar ciente de que a fumaça do seu cigarro, ou de quaisquer produtos derivados do tabaco podes causar doenças nas pessoas.

A aprovação e a divulgação dessa Lei é importante para preservar a saúde dos não fumantes que convive com o tabagismo em casa, no trabalho ou em outros espaços coletivos.

Como não existe ainda um nível de segurança predeterminado para quem está exposto à fumaça, o cumprimento dessa legislação torna-se um fator de proteção da coletividade.

A criação e a efetivação de políticas públicas que objetivem a proteção efetiva das gerações presentes e futuras são essenciais ao bem-estar social de um país. É preciso coibir ações e comportamentos que resultem em consequências sanitárias, ambientais e econômicas de caráter negativo e devastador.

Não se pode permitir que ações individuais prejudiquem a saúde coletiva. Nesse sentido, priorizar o melhor controle dos efeitos nocivos do uso do tabaco pode reduzir — de forma contínua e eficaz — a prevalência do consumo irresponsável e a exposição aos riscos à saúde da coletividade.

Como a educação preventiva pode reduzir o impacto do tabagismo passivo?

Do ponto de vista epidemiológico, a OMS considera o tabagismo uma doença pediátrica. Essa premissa é sustentada pela hipótese que a maioria dos fumantes se torna dependente antes mesmo de completarem 19 anos de vida.

Porém, os empresários e fabricantes de produtos derivados de tabaco mantém uma luta incansável para desenvolver estratégias que estimulem adolescentes e jovens ao consumo de tabaco. 

O objetivo dessa visão capitalista é, mesmo em detrimento da saúde populacional, conseguir repor o mercado consumidor e aumentar a competitividade entre os fornecedores desses produtos.

Nessa perspectiva, fomentar  ações de promoção e de prevenção da saúde dos adolescentes é extremamente importante para o controle desse problema.  

Assim, é possível conter o avanço da adesão ao uso de cigarro entre crianças, adolescentes e jovens, em cuja idade há maior propensão ao que é novo e instigante. Por isso, governo e sociedade precisam realizar um trabalho conjunto e facilitar o acesso a programas educacionais em prol desse objetivo.

Igualmente importante é promover campanhas de conscientização quanto aos riscos que os produtos originados da queima de tabaco acarretam à saúde da população.

Nesse contexto, a educação pode exercer um papel transformador e moldar a visão do fumante, de modo a conscientizá-lo sobre a responsabilidade de seus atos em relação à saúde coletiva.

Logo, a prevenção da exposição passiva da população à fumaça do cigarro é um aspecto crucial para reduzir os impactos negativos do fumo. Doenças pulmonares, respiratórias e cardiovasculares poderão ser evitadas.

Quem fuma deve ser conscientizado sobre os danos à saúde das pessoas de seu convívio. O uso de tabaco no ambiente doméstico e profissional deve ser evitado. Mesmo os cientes dos riscos, se os pais ou algum familiar optar por continuar fumando, o ideal é não fumar em casa e nem com crianças por perto.

Após a aprovação da Lei antifumo observou-se uma importante redução dos níveis de poluição por nicotina e demais derivados do cigarro nas empresas que priorizaram o cumprimento da legislação.

As instituições públicas e privadas precisam incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e motivar a adesão de ideias voltadas à sustentabilidade e à qualidade de vida da população.

É importante salientar, por fim, a importância da criação de estratégias para reduzir a exposição excessiva ao tabagismo passivo. As atuais estatísticas sugerem a urgente necessidade de promover maior conscientização Quanto à importância da adequação dos hábitos individuais em prol da coletividade.

Gostou deste artigo? Veja também os danos à saúde, resultantes da relação entre drogas e doenças.

Hospital Santa Mônica se posiciona sobre a nova política de saúde mental

política saude mental

Hospital Santa Mônica, referência em Saúde Mental Infantojuvenil e adulto e
Dependência Química, se posiciona sobre a recente divulgação, feita pelo Ministério da
Saúde, do documento que organiza mudanças feitas entre 2017 e 2018. Entre outros
pontos, texto prevê internação em hospitais psiquiátricos e financiamento para
equipamento de ECT – EletroConvulsoTerapia, popularmente chamado de
eletrochoque.
 
O governo federal prepara um documento que coloca em prática uma nova política de atendimento à saúde mental no Brasil. Entre outros pontos, prevê a internação em
hospitais psiquiátricos e o financiamento para compra de equipamento de ECT.
Baseada em portarias e resoluções publicadas entre outubro de 2017 e agosto de 2018, a “nota técnica” chegou a ser divulgada no site do Ministério da Saúde na segunda-
feira (4). Entretanto, criticado por especialistas, o texto foi retirado do ar dois dias
depois. Não há uma data prevista para conclusão e implementação.

Os principais itens em consulta interna no ministério são:

• Inclusão dos hospitais psiquiátricos nas Redes de Atenção Psicossocial (Raps);
• Financiamento para compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia, mais conhecidos como eletrochoque;
• Possibilidade de internação de crianças e adolescentes;
• Abstinência como uma das opções da política de atenção às drogas.
 
Segundo o psiquiatra Dr. Claudio Duarte, responsável pela Unidade de Dependência
Química do Hospital Santa Mônica e diretor técnico da Unidade Integrativa Santa
Mônica, “o tratamento do paciente com saúde mental requer todos os recursos
disponíveis e validados pelos especialistas e pela boa ciência, como as terapias, os
medicamentos e os procedimentos como eletroconvulsoterapia (ECT), que em alguns
casos pode ser mais indicado e eficaz do que em outros, sem que isto signifique que a
psicofarmacoterapia e outras abordagens terapêuticas devem ser prescindidas, até
mesmo em associação com ECT”.
 
Para o Dr. Cláudio, “na prática, sabemos ser necessário mais e melhores recursos para a saúde mental e a polêmica está mais voltada no sentido de criticar um possível
desmonte em relação ao que foi feito anteriormente que deu certo. Os pacientes
precisam de toda a infraestrutura que já está disponível e outras mais, em todas as
instâncias de abordagem, como os CAPS’s, ambulatórios, internação em hospital geral e em hospital ou clínica especializada, residências terapêuticas e até políticas de
redução de danos, eficazes e necessárias para certas populações em alguns
contextos. Não podemos ser excludentes, o que é necessário fazer é distribuir os
recursos onde são necessários com inteligência e planejamento”, complementa.
 
O psiquiatra Dr Claudio complementa ainda: “Alguns pacientes precisam ser internados, não internar em alguns casos seria negligência, pois poderia colocar as pessoas em
risco a própria vida ou de outras pessoas. Por outro lado, internar todo mundo e
institucionalizar em grandes manicômios, também é errado. Tão errado quanto não tero leito disponível quando você precisa de internação. A grande questão é que temos
que ter o rigor da boa prática da hospitalização, as internações deveriam ser:
• o mais breve possível;
• ser o último recurso;
• ter indicação específica para conter os riscos de auto e heteroagressão ou suicídio;
risco de uma complicação clínica; para elucidação diagnóstica; promover uma
abstinência em álcool e drogas; interromper um ciclo de recaída. Existem inúmeras
indicações para uma internação psiquiátrica, e neste caso, seria necessário tanto a
disponibilidade de leitos em instituições especializadas quanto em hospitais gerais, a
depender de cada caso.”
 
A vantagem de estar em um hospital geral é que o paciente pode contar com o
tratamento de outras especialidades em conjunto para casos mais complexos. O
paciente pode ter um diagnóstico psiquiátrico de base, mas ter uma apendicite por
exemplo, ou pode ter uma questão a ser investigada do ponto de vista clínico, mas não deixa de ter um quadro psiquiátrico de base. Outra possível situação é quando um
paciente sem antecedente psiquiátrico desenvolve uma alteração comportamental
durante um problema de saúde de natureza clinica ou cirúrgica, ou ainda quando
ocorre a descompensação de algo que ele já possuía nesta esfera, mas estava
estabilizado. Neste caso pelo estresse de adoecer ou pela própria natureza do
problema clinico/cirúrgico pelo qual está passando, pode levar à piora da questão
psiquiátrica subjacente ou desencadear algo nesta área. Assim, mesmo um hospital
geral pode precisar de setor de psiquiatria à mão, seja interconsulta ou mesmo leito
psiquiátrico em sua estrutura, como aponta Claudio Duarte.
 
Existem aqueles pacientes que não possuem outra doença e a única descompensação
é a psiquiátrica e a depender do diagnóstico psiquiátrico ele deve ir para um hospital
especializado, como é o caso do Hospital Santa Mônica, podendo ficar internado no
setor de álcool e drogas para tratar a dependência química, ou no setor de idosos para
tratar questões ligadas ao transtorno mental de idosos, ou uma questão ligada a
infância e adolescência, com grade terapêutica e equipe específica para atender essa
faixa etária da população.
 
O Hospital Santa Mônica já vem internando há algum tempo pacientes entre 12 a 18
anos para tratar transtorno mental e dependência química. Somos um centro de tratamento especializado e exclusivo, primordialmente em saúde mental, embora tenha
infraestrutura hospitalar para exames laboratoriais e atendimento de emergência como os necessários para dar os primeiros atendimentos até em situações de PCR (parada
cardiorrespiratória). Contamos também com apoio de equipe de clínica médica geral,
além do psiquiatra, para tratar alguma questão clínica descompensada, como um
hipotireoidismo, diabetes, hipertensão, quadros infecciosos, etc.  
 
“Quanto a questão da abstinência (interrupção completa do consumo como meta de
tratamento), anteriormente havia menor estímulo para que o indivíduo superasse a
dependência química tendo como norte a abstenção completa e por tempo
indeterminado do uso de qualquer substância psicoativa de recreação. Mas muitas vezes, esta ideia de redução de danos, com maior tolerância ao uso e foco do tratamento em apenas reduzir os problemas relacionados ao uso, pode cronificar o quadro do
paciente, dificultando a recuperação. Promover a abstinência completa é mais interessante e eficaz, ainda que obviamente o tratamento se utilize técnicas de abordagem
motivacional, que aos poucos conscientize o paciente mais resistente de que deve
vislumbrar a interrupção completa do consumo como a melhor medida para seu caso”,
complementa Dr. Claudio Duarte.

Lady Gaga discursa sobre saúde mental ao ganhar Grammy por Shallow

Lady Gaga

2019 GRAMMYS | AWARDS | GRAMMY AWARDS | HEALTH | LADY GAGA

A cantora levou o prêmio para casa na categoria Melhor Performance de Duo/Grupo Pop com Shallow, de Nasce Uma Estrela.

Saúde Mental – É tempo de falar sobre!

Lady Gaga usou o seu discurso de vitória no Grammy 2019 para falar sobre Saúde Mental e transmitir uma mensagem de força e otimismo para quem está sofrendo de algum transtorno mental ou dependência química.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte de um filme que aborda problemas de saúde mental, eles são muito importantes”, disse ela.

“Nós temos que cuidar uns dos outros. Então, se você ver alguém sofrendo perto de você, não desvie o olhar e ajude”.

“E se você estiver sofrendo, mesmo que pareça difícil, tente encontrar essa força dentro de você para dizer isso para alguém”.

Saúde Mental – É tempo de falar sobre, essa é a campanha para o ano de 2019 do Hospital Santa Mônica, vamos acabar com o preconceito e tratar a saúde mental como tratamos outras doenças!

Fonte: https://www.eonline.com