Acaba de ser publicado estudo sobre o uso da maconha na adolescência e o risco de depressão, ansiedade e suicídio no Jovem Adulto

Maconha e suicídio

Acaba de sair estudo revisando o impacto a longo prazo do uso de maconha em 23 mil adolescentes, publicado numa das melhores revistas de psiquiatria do mundo. Resultados: adolescentes usuários de maconha (em comparação com adolescentes não usuários) tiveram:
– risco 37% maior de desenvolver depressão na idade adulta
– risco 50% maior de ideação suicida na idade adulta
– risco de tentativa de suicídio triplicado na vida adulta


Conclusão dos autores: “a alta prevalência de adolescentes consumindo cannabis gera um grande número de adultos jovens que podem desenvolver depressão e comportamento suicida atribuíveis à cannabis. Este é um importante problema de saúde pública, que deve ser adequadamente abordado pelas políticas de saúde pública”. Enfatizam que as políticas de prevenção devem “educar os adolescentes a desenvolver habilidades para resistirem à pressão do grupo para usarem drogas”.
https://jamanetwork.com/…/jamapsyc…/article-abstract/2723657

Associação do Uso de Cannabis na Adolescência e Risco de Depressão, Ansiedade e Suicidalidade no Jovem Adulto
Uma revisão sistemática e meta-análise
Gabriella Gobbi, MD, PhD1; Tobias Atkin, BA1; Tomasz Zytynski, MD1; et al Shouao Wang, MSc2; Sorayya Askari, PhD1,2; Jill Boruff, MLIS3; Mark Ware, MD, MSc4,5; Naomi Marmorstein, PhD6; Andrea Cipriani, MD, PhD7,8; Nandini Dendukuri, PhD2; Nancy Mayo, PhD2,9
Afiliações do autor
JAMA Psiquiatria. Publicado online em 13 de fevereiro de 2019. doi: 10.1001 / jamapsychiatry.2018.4500
 
Pergunta O consumo de cannabis em adolescentes está associado ao risco de depressão, ansiedade e suicídio na idade adulta jovem?

Descobertas Nesta revisão sistemática e meta-análise de 11 estudos e 23317 indivíduos, o consumo de cannabis em adolescentes foi associado com maior risco de desenvolver depressão e comportamento suicida mais tarde na vida, mesmo na ausência de uma condição pré-mórbida. Não houve associação com ansiedade.

Significado Pré-adolescentes e adolescentes devem evitar o uso de cannabis, já que o uso está associado a um aumento significativo do risco de desenvolver depressão ou tendências suicidas na idade adulta jovem; Essas descobertas devem informar a política de saúde pública e os governos a aplicarem estratégias preventivas para reduzir o uso de cannabis entre os jovens.

Abstrato
Importância A cannabis é a droga de abuso mais utilizada pelos adolescentes no mundo. Embora o impacto do consumo de cannabis por adolescentes no desenvolvimento da psicose tenha sido investigado em profundidade, pouco se sabe sobre o impacto do consumo de cannabis no humor e na probabilidade de suicídio na idade adulta jovem.

Objetivo Fornecer uma estimativa resumida de até que ponto o consumo de cannabis durante a adolescência está associado ao risco de desenvolver depressão, ansiedade e comportamento suicida subsequentes.

Fontes de dados Medline, Embase, CINAHL, PsycInfo e Proquest Dissertations and Theses foram pesquisados ​​desde o início até janeiro de 2017.

Seleção de estudos Estudos longitudinais e prospectivos, avaliando o uso de cannabis em adolescentes com menos de 18 anos (pelo menos 1 ponto de avaliação) e, em seguida, determinar o desenvolvimento de depressão na idade adulta jovem (18 a 32 anos) foram selecionados e odds ratios (OR) ajustados para a presença de depressão basal e / ou ansiedade e / ou suicídio foi extraída.

Extração de Dados e Síntese A qualidade do estudo foi avaliada usando o banco de itens do Research Triangle Institute sobre risco de viés e precisão de estudos observacionais. Dois revisores conduziram todos os estágios de revisão de forma independente. Os dados selecionados foram agrupados usando meta-análise de efeitos aleatórios.

Principais Resultados e Medidas Foram incluídos os estudos que avaliam o consumo de cannabis e a depressão em diferentes pontos, desde a adolescência até a idade adulta jovem e o relato da RC correspondente. Nos estudos selecionados, a depressão foi diagnosticada de acordo com a terceira ou quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ou por meio de escalas com pontos de corte predeterminados.

Resultados Após a triagem de 3142 artigos, 269 artigos foram selecionados para revisão de texto completo, 35 foram selecionados para revisão adicional, e 11 estudos compreendendo 23317 indivíduos foram incluídos na análise quantitativa. O OR de desenvolver depressão para usuários de cannabis na idade adulta jovem em comparação com não usuários foi de 1,37 (95% CI, 1,16-1,62; I2 = 0%). O agrupado OR para ansiedade não foi estatisticamente significativa: 1,18 (95% CI, 0,84-1,67; I2 = 42%). O OR agrupado para ideação suicida foi de 1,50 (IC 95%, 1,11-2,03; I2 = 0%), e para tentativa de suicídio foi de 3,46 (IC 95%, 1,53-7,84, I2 = 61,3%).

Conclusões e Relevância Embora o risco em nível individual permaneça de moderado a baixo e os resultados deste estudo devam ser confirmados em futuros estudos prospectivos adequadamente fundamentados, a alta prevalência de adolescentes consumindo cannabis gera um grande número de jovens que podem desenvolver depressão e tendências suicidas atribuíveis à cannabis. . Este é um importante problema de saúde pública e preocupação, que deve ser devidamente abordado pela política de saúde.

Fonte: https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/article-abstract/2723657Síntese de Leonardo Barbosa
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Tudo o que você precisa saber sobre tabagismo passivo!

Tabagismo Passivo

O tabagismo passivo é um problema bem mais grave do que se imagina. Infelizmente, quem está exposto aos malefícios causados pela fumaça de cigarro alheio incorre nos mesmos prejuízos que acometem a saúde dos fumantes.

Quanto maior o tempo de exposição aos elementos liberados pela queima do tabaco, maiores as possibilidades de desenvolver doenças relacionadas ao cigarro. O tabagismo passivo é uma das questões mais preocupantes da atualidade, pois não interessa quem acende o cigarro, mas quem está inalando a fumaça.

Tendo isso em vista, abordaremos a importância de compreender melhor o que é o tabagismo passivo, quais os riscos a ele associados e como buscar medidas para um controle mais efetivo desse problema. Acompanhe!

O que é tabagismo passivo?

O tabagismo passivo é a inalação da fumaça de substâncias derivadas do tabaco. O uso de cigarro, charuto, narguile, cigarrilhas, cachimbo e outros liberadores de fumaça expõe indivíduos não fumantes aos riscos à saúde.

Assim, os fumantes passivos, ou seja, as pessoas que são obrigadas a conviver com fumantes em ambientes fechados, ou em vias públicas e respirar essas substâncias tóxicas estão — tanto quanto eles — em grave perigo de morte.

Os perigos à saúde são tão extremos que não basta apenas se afastar de seu amigo fumante somente enquanto ele acende o cigarro. Para reduzir os riscos e preservar a sua saúde, o ideal é evitar ambientes tóxicos e com cheiro de fumaça de cigarro.

O ar que circula no local frequentado por fumantes fica contaminado por nicotina, monóxido de carbono, benzeno e inúmeras substâncias cancerígenas. Vale salientar que durante a tragada, a fumaça aspirada pelo fumante é filtrada antes de ser absorvida.

No entanto, os gases liberados pela fumaça que é solta no ar não passam por nenhum filtro, o que torna o local ainda mais perigoso para quem está ali. Além do mais, as substâncias contaminantes se impregnam nos móveis, corrimões e paredes do local, e não podem ser eliminadas pelos sistemas de ventilação.

Por isso, o tabagismo passivo também pode provocar agravos à saúde e aumentar o risco de morte, assim como em fumantes ativos. Além de causar escurecimento dos dentes e problemas periodontais, a Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que os óbitos relacionados ao uso de cigarro são a terceira causa de morte evitável do planeta.

A situação é tão grave que o tabagismo passivo pode causar, em maior ou em menor grau, os mesmos males provocados pelo tabagismo ativo. Figuram nessa lista o câncer de pulmão, cirrose hepática, doenças respiratórias — como bronquite, asma e alergias, — além das complicações cardiovasculares.

Quais as substâncias que mais elevam a toxicidade do cigarro?

O hábito do tabagismo é mundialmente conhecida por seus malefícios. Mas, afinal, será que os fumantes ativos têm consciência de todos os danos que o cigarro pode provocar à saúde? Mediante isso, convém destacar quais são os efeitos devastadores de cada um dos principais componentes do cigarro. 

A Ciência afirma que mais de cinco mil substâncias tóxicas já foram identificadas na fumaça do tabaco. Entre elas, os gases repletos de partículas cancerígenas assumem um destaque especial.

Além desses, há também a exposição aos agrotóxicos utilizados durante o plantio da folha de tabaco. Esses insumos agrícolas são mantidos durante todo o processo de ressecamento das folhas para a fabricação do cigarro.

Vale destacar que, diferentemente do consumo de álcool, os profissionais de saúde alertam que não há limite seguro para o uso do tabaco. Ou seja, ainda que ele seja “consumido” com moderação, os danos à saúde e o comprometimento dos órgãos são praticamente os mesmos.

Qual é a composição básica de um cigarro?

A fumaça liberada pelo cigarro contém uma mistura de quase 4.800 elementos tóxicos diferentes. Há, porém, duas fases fundamentais nessa mistura: a fase particulada e a fase gasosa.

Na composição da fase gasosa predomina o monóxido de carbono, as cetonas, gases amoníacos, formol, ácido acético e acroleína. A fase particulada, porém, contém apenas a nicotina e o alcatrão.

Essas substâncias provocam efeitos danosos específicos e complementares ao organismo. Observe!

Alcatrão

O alcatrão é um composto complexo derivado da destilação da hulha. Seu aspecto é de um líquido escuro, espesso e com cheiro bem forte. No processo de fabricação do cigarro, uma dessas frações da hulha entra na sua composição.

O alcatrão contém mais de 4000 substâncias, das quais 60 delas têm efeito cancerígeno. Além do alcatrão, a mistura tóxica usada como base para a formulação do cigarro inclui elementos químicos de diversas classes e funções. Destaque para o níquel, cádmio, arsênio, benzopireno e elementos radioativos.

Além disso, são utilizados muitos resíduos de agrotóxicos e fósforo P4 e P6 (normalmente usado como raticida), acetona e naftalina.

Monóxido de carbono

Presentes nos glóbulos vermelhos do sangue, o monóxido de carbono é uma substância que tem alta afinidade pela hemoglobina. A função da hemoglobina é transportar oxigênio no sangue para garantir o funcionamento dos órgãos.

No entanto, o monóxido presente no cigarro forma uma molécula chamada de carboxihemoglobina. Essa substância dificulta a oxigenação do sangue, condição que impede que o oxigênio chegue até os órgãos.

Devido à junção da hemoglobina com o monóxido de carbono surgem diversas doenças circulatórias e de comprometimento vascular como a aterosclerose, por exemplo.

Nicotina

A nicotina é uma substância orgânica nitrogenada originária das plantas e de certos tipos de fungos. É encontrada nas folhas do tabaco, e é a responsável pelo vício por causar dependência mais rápida que drogas como cocaína e heroína.

Como a nicotina age no organismo?

Pelo seu efeito muito potente, em um tempo médio de 10 segundos a nicotina consegue percorrer todo o corpo: é inalada, absorvida pelos alvéolos pulmonares e alcança a corrente sanguínea causando um grande impacto no cérebro.

Por meio dessa trajetória, a nicotina libera substâncias que conferem uma imensa sensação de leveza e de prazer. Alguns especialistas afirmam que esse efeito no cérebro pode ser comparado aos impactos provocados pela cocaína.

A nicotina é classificada como uma droga com um importante fator de risco para o desenvolvimento de doença coronariana, arterial, derrame cerebral, infarto e doença vascular periférica.

Além disso, essa droga psicoativa tem um altíssimo potencial para gerar dependência. A substância atua no sistema nervoso central de modo muito similar à cocaína. No entanto, a principal diferença é a rapidez que a nicotina alcança as vias cerebrais: entre 7 e 16 segundos.

Além do mais, a nicotina também aumenta a liberação de catecolaminas, substâncias que causam vasoconstricção. Esse efeito vasoconstrictor acelera a frequência cardíaca, eleva a hipertensão arterial e provoca agregação das plaquetas, elementos responsáveis pela coagulação do sangue.

Desse modo, o uso constante da nicotina associado ao monóxido de carbono estimula o surgimento de diversas doenças respiratórias e cardiovasculares. Provoca, ainda, a produção excessiva de ácido clorídrico, o que resulta em úlceras e outras complicações gastrointestinais.

Em síntese, a exposição involuntária aos efeitos da nicotina pode desencadear processos alérgicos como rinite, faringite, tosse, asma e irritação nos olhos. Somada à ação dos demais componentes, a nicotina pode provocar agravos como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfisema pulmonar e bronquite.

Como o tabagismo passivo acontece?

Quando um cigarro é aceso, apenas uma parte da fumaça formada é tragada pelo fumante. Com isso, cerca de 2/3 dessa fumaça gerada pela queima do tabaco é lançada livremente no ambiente.

A bituca ou a ponta acesa do produto — seja de cigarro, cigarrilhas, charuto e similares afeta todo o ambiente e coloca em risco a qualidade do ar  e a saúde do fumante passivo que está ao redor.

Desse modo, o tabagismo passivo expõe a saúde do não fumante que é obrigado a conviver com fumantes em locais públicos e sujeitos à ação dos componentes tóxicos e cancerígenos.

Tais elementos presentes na queima do tabaco tornam a fumaça tragada por quem fuma extremamente nociva. Além do mais, isso pode despertar o interesse pelo tabagismo na adolescência e influenciar o vício ainda na juventude.

Nessa conjectura, confira as situações em que o tabagismo passivo acontece:

  • permanecer perto de quem fuma;
  • filhos de mães que fumam durante a gestação;
  • bares e restaurantes que permitem o tabagismo;
  • exposição à fumaça em vias públicas ou em locais próximos a fumódromos;
  • chegar recentemente aos locais fechados e impregnados com fumaça de cigarro.

Fumante passivo é pior do que ativo?

Os fumantes passivos são expostos, na verdade, aos riscos maiores do que o ativo. Isso porque a fumaça do cigarro liberada no ambiente contém teores bem mais elevados de nicotina em relação à que foi tragada pelo fumante.

Quando o tabagista ativo está aspirando a fumaça, ocorre a filtração das substâncias presentes no cigarro. No entanto, para quem está no mesmo ambiente, não existe essa proteção.

A fumaça liberada durante o ato de fumar está repleta de elementos tóxicos, já que as partículas das substâncias não foram filtradas. Dependendo do tempo de exposição à fumaça de cigarros, o tabagismo passivo pode ser mais perigoso que o ativo. 

Quais os perigos do tabagismo passivo durante a gravidez?

O cenário é bastante complexo quando nos referimos aos bebês expostos à toxicidade do cigarro quando ainda estão na barriga da mãe. 

Esse quadro representa grande gravidade devido aos problemas relacionados à ação do tabagismo passivo durante a gravidez. Fumar durante a gestação compromete a saúde e o desenvolvimento do feto. Além de afetar o crescimento do feto, há também o aumento de complicações durante todas as fases da gestação, inclusive no parto. 

Entre os agravos mais comuns destacam-se o parto prematuro, o baixo peso ao nascer e a morte fetal. Após o nascimento, os recém-nascidos e lactentes também ficam bastante prejudicados, tanto mental quando fisicamente.

Essa condição acentua as possibilidades de morte súbita entre as crianças expostas à fumaça do cigarro. Afecções respiratórias, asma, bronquite, pneumonia, infecções de garganta e de ouvido também são frequentes.

Em lares onde a mãe e o pai são fumantes, a contaminação do ambiente e a má qualidade do ar colocam em risco o crescimento e o desenvolvimento das crianças em diversos sentidos.

Como o tabagismo passivo influencia o surgimento do câncer, de doenças pulmonares e respiratórias?

Antes, pensava-se que somente os fumantes corriam o risco de desenvolver doenças pulmonares, circulatórias e os tipos de câncer relacionados ao tabagismo. No entanto, o ambiente onde um indivíduo acabou de fumar fica repleto das mesmas substâncias inaladas pelos fumantes.

Entre os tipos de cânceres resultantes da inalação da fumaça do cigarro destacam-se o de pulmão, brônquios, faringe, laringe, boca, fígado, intestino e bexiga.

Devido aos hábitos contemporâneos, o aumento da exposição à fumaça do cigarro é considerado um dos principais gatilhos para problemas respiratórios como a sinusite crônica e a bronquite.

A constante exposição à fumaça do cigarro triplica as chances de evolução para doenças crônicas. Há, ainda, uma intrínseca relação entre os agravos da doença entre pacientes que já apresentaram algum sintoma de sinusite.

Além disso, há maiores chances de desenvolvimento de doenças pulmonares como enfisema pulmonar e DPOC também entre os tabagistas passivos. 

Quais os impactos do tabagismo passivo na saúde mental?

A exposição excessiva à fumaça do cigarro, tanto para fumantes ativos como para passivos aumentam os riscos de problemas de ordem emocional e psiquiátrica. A predisposição dos indivíduos expostos aos malefícios do cigarro aceleram processos como depressão e transtornos de ansiedade.

Tendo em vista a ampla relação entre mente e corpo, esse quadro de instabilidade psicológica torna os pacientes muito mais vulneráveis às complicações físicas também. Contudo, o uso de cigarro e a poluição ambiental que dele resulta concorre para o agravamento das doenças mentais.

Quais são os prejuízos à saúde da criança e do adolescente? 

A OMS alerta para as questões relacionadas à fumaça do cigarro, sobretudo em ambientes frequentados por crianças e adolescentes. Segundo essa instituição, 25% das crianças brasileiras estão expostas aos efeitos degradantes do cigarro, mesmo dentro de casa. Isso coloca em risco a saúde mental e física desde a infância.

Além de prejudicar a saúde mental na adolescência e na infância, há também prejuízos ao aprendizado. Além das questões comportamentais, o desenvolvimento escolar, a capacidade cognitiva e a memória são afetadas pela toxicidade da fumaça do cigarro.

As substâncias da fumaça não se dissipam no ar, e costumam perdurar por tempo indeterminado. Há também o fator do desconforto, já que o odor dessas substâncias impregnam na pele, nos cabelos, nos objetos e nas roupas de quem está próximo ao fumante.

Quais os principais riscos às pessoas idosas?

O tabagismo passivo compromete também as funções vitais e prejudica o funcionamento de órgãos nobres. Isso pode ocorrer em qualquer idade, mas os perigos são maiores durante o envelhecimento.

Pois a população idosa está mais vulnerável aos problemas relacionados ao fumo passivo. A queda gradativa da defesa imune do idoso favorece a ação das substâncias agressoras presentes na queima do tabaco e potencializa o risco de enfermidades típicas do envelhecimento.

Desse quadro, resultam graves alterações na pressão sanguínea, maiores riscos para AVC e enfarte do miocárdio. A toxicidade da fumaça desequilibra os arranjos das fibras cardíacas e enfraquecem a musculatura do coração.

Assim, há maiores possibilidades de agravamento das doenças circulatórias, o que elevam os riscos cardíacos e outras comorbidades.

Além do mais, indivíduos com idade entre 40 e 80 anos que foram expostos ao contato com o tabaco de forma passiva durante a infância ou juventude estão mais propensos à ocorrência de ataques cardíacos.

As substâncias eliminadas pela queima do tabaco formam, com o passar do tempo, placas nas artérias coronárias. Essas placas interrompem o fluxo normal de sangue, danificam a região muscular cardíaca e contribuem para o mau funcionamento dos vasos.

O que as estatísticas apontam em relação às doenças relacionadas ao tabagismo?

Segundo a OMS, o tabagismo passivo é tão ou mais perigoso que o ativo. Como vimos, antes de a fumaça ser inalada pelo fumante, ela passa por um sistema de filtro. No entanto, a fumaça e os resíduos que são liberados no ar atmosférico não são filtrados.

Com isso, a contaminação e a poluição ambiental resultante do ato de fumar são bem mais graves do que se pode mensurar. O cigarro é o fator responsável por mais de 80% dos óbitos pelas doenças cardiorrespiratórias como asma, bronquite e enfisema pulmonar. 

As estatísticas atuais apontam que 30% dessas mortes são relacionadas aos diversos tipos de câncer, sobretudo o de pulmão, boca, fígado e vias respiratórias. Mais de 25% das doenças de ordem cerebrovascular também estão associadas ao fumo.

O hábito do consumo de tabaco e de seus derivados tóxicos está associado à morte de milhões de indivíduos. Se essa tendência atual persistir, até o ano de 2030 o tabaco provocará mais de 8 milhões de óbitos por ano, principalmente nos países subdesenvolvidos.

Independentemente da forma — tabagismo passivo ou ativo —, os malefícios do cigarro são considerados fatores de relevância para o surgimento de diversas doenças, e que podem surgir em diferentes etapas da vida.

Confira as mais importantes:

  • catarata;
  • tuberculose;
  • osteoporose;
  • impotência sexual;
  • úlcera gastrintestinal;
  • infecções respiratórias;
  • problemas odontológicos;
  • queda da defesa imunológica; 
  • redução da fertilidade em mulheres;
  • esterilidade em mulheres e homens.

Como lidar com essa situação?

Nos últimos anos, houve um importante avanço na legislação que controla a poluição ambiental resultante do uso de cigarro. Aprovou-se uma Lei antifumo que proíbe a poluição ambiental por tabaco nos recintos fechados em todo país.

A Lei deve ser respeitada em ambiente público e privado, e é válida também para clubes,bares, restaurantes e associações. Desse modo, o fumante deve estar ciente de que a fumaça do seu cigarro, ou de quaisquer produtos derivados do tabaco podes causar doenças nas pessoas.

A aprovação e a divulgação dessa Lei é importante para preservar a saúde dos não fumantes que convive com o tabagismo em casa, no trabalho ou em outros espaços coletivos.

Como não existe ainda um nível de segurança predeterminado para quem está exposto à fumaça, o cumprimento dessa legislação torna-se um fator de proteção da coletividade.

A criação e a efetivação de políticas públicas que objetivem a proteção efetiva das gerações presentes e futuras são essenciais ao bem-estar social de um país. É preciso coibir ações e comportamentos que resultem em consequências sanitárias, ambientais e econômicas de caráter negativo e devastador.

Não se pode permitir que ações individuais prejudiquem a saúde coletiva. Nesse sentido, priorizar o melhor controle dos efeitos nocivos do uso do tabaco pode reduzir — de forma contínua e eficaz — a prevalência do consumo irresponsável e a exposição aos riscos à saúde da coletividade.

Como a educação preventiva pode reduzir o impacto do tabagismo passivo?

Do ponto de vista epidemiológico, a OMS considera o tabagismo uma doença pediátrica. Essa premissa é sustentada pela hipótese que a maioria dos fumantes se torna dependente antes mesmo de completarem 19 anos de vida.

Porém, os empresários e fabricantes de produtos derivados de tabaco mantém uma luta incansável para desenvolver estratégias que estimulem adolescentes e jovens ao consumo de tabaco. 

O objetivo dessa visão capitalista é, mesmo em detrimento da saúde populacional, conseguir repor o mercado consumidor e aumentar a competitividade entre os fornecedores desses produtos.

Nessa perspectiva, fomentar  ações de promoção e de prevenção da saúde dos adolescentes é extremamente importante para o controle desse problema.  

Assim, é possível conter o avanço da adesão ao uso de cigarro entre crianças, adolescentes e jovens, em cuja idade há maior propensão ao que é novo e instigante. Por isso, governo e sociedade precisam realizar um trabalho conjunto e facilitar o acesso a programas educacionais em prol desse objetivo.

Igualmente importante é promover campanhas de conscientização quanto aos riscos que os produtos originados da queima de tabaco acarretam à saúde da população.

Nesse contexto, a educação pode exercer um papel transformador e moldar a visão do fumante, de modo a conscientizá-lo sobre a responsabilidade de seus atos em relação à saúde coletiva.

Logo, a prevenção da exposição passiva da população à fumaça do cigarro é um aspecto crucial para reduzir os impactos negativos do fumo. Doenças pulmonares, respiratórias e cardiovasculares poderão ser evitadas.

Quem fuma deve ser conscientizado sobre os danos à saúde das pessoas de seu convívio. O uso de tabaco no ambiente doméstico e profissional deve ser evitado. Mesmo os cientes dos riscos, se os pais ou algum familiar optar por continuar fumando, o ideal é não fumar em casa e nem com crianças por perto.

Após a aprovação da Lei antifumo observou-se uma importante redução dos níveis de poluição por nicotina e demais derivados do cigarro nas empresas que priorizaram o cumprimento da legislação.

As instituições públicas e privadas precisam incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e motivar a adesão de ideias voltadas à sustentabilidade e à qualidade de vida da população.

É importante salientar, por fim, a importância da criação de estratégias para reduzir a exposição excessiva ao tabagismo passivo. As atuais estatísticas sugerem a urgente necessidade de promover maior conscientização Quanto à importância da adequação dos hábitos individuais em prol da coletividade.

Gostou deste artigo? Veja também os danos à saúde, resultantes da relação entre drogas e doenças.

Hospital Santa Mônica se posiciona sobre a nova política de saúde mental

política saude mental

Hospital Santa Mônica, referência em Saúde Mental Infantojuvenil e adulto e
Dependência Química, se posiciona sobre a recente divulgação, feita pelo Ministério da
Saúde, do documento que organiza mudanças feitas entre 2017 e 2018. Entre outros
pontos, texto prevê internação em hospitais psiquiátricos e financiamento para
equipamento de ECT – EletroConvulsoTerapia, popularmente chamado de
eletrochoque.
 
O governo federal prepara um documento que coloca em prática uma nova política de atendimento à saúde mental no Brasil. Entre outros pontos, prevê a internação em
hospitais psiquiátricos e o financiamento para compra de equipamento de ECT.
Baseada em portarias e resoluções publicadas entre outubro de 2017 e agosto de 2018, a “nota técnica” chegou a ser divulgada no site do Ministério da Saúde na segunda-
feira (4). Entretanto, criticado por especialistas, o texto foi retirado do ar dois dias
depois. Não há uma data prevista para conclusão e implementação.

Os principais itens em consulta interna no ministério são:
• Inclusão dos hospitais psiquiátricos nas Redes de Atenção Psicossocial (Raps);
• Financiamento para compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia, mais conhecidos como eletrochoque;
• Possibilidade de internação de crianças e adolescentes;
• Abstinência como uma das opções da política de atenção às drogas.
 
Segundo o psiquiatra Dr. Claudio Duarte, responsável pela Unidade de Dependência
Química do Hospital Santa Mônica e diretor técnico da Unidade Integrativa Santa
Mônica, “o tratamento do paciente com saúde mental requer todos os recursos
disponíveis e validados pelos especialistas e pela boa ciência, como as terapias, os
medicamentos e os procedimentos como eletroconvulsoterapia (ECT), que em alguns
casos pode ser mais indicado e eficaz do que em outros, sem que isto signifique que a
psicofarmacoterapia e outras abordagens terapêuticas devem ser prescindidas, até
mesmo em associação com ECT”.
 
Para o Dr. Cláudio, “na prática, sabemos ser necessário mais e melhores recursos para a saúde mental e a polêmica está mais voltada no sentido de criticar um possível
desmonte em relação ao que foi feito anteriormente que deu certo. Os pacientes
precisam de toda a infraestrutura que já está disponível e outras mais, em todas as
instâncias de abordagem, como os CAPS’s, ambulatórios, internação em hospital geral e em hospital ou clínica especializada, residências terapêuticas e até políticas de
redução de danos, eficazes e necessárias para certas populações em alguns
contextos. Não podemos ser excludentes, o que é necessário fazer é distribuir os
recursos onde são necessários com inteligência e planejamento”, complementa.
 
O psiquiatra Dr Claudio complementa ainda: “Alguns pacientes precisam ser internados, não internar em alguns casos seria negligência, pois poderia colocar as pessoas em
risco a própria vida ou de outras pessoas. Por outro lado, internar todo mundo e
institucionalizar em grandes manicômios, também é errado. Tão errado quanto não tero leito disponível quando você precisa de internação. A grande questão é que temos
que ter o rigor da boa prática da hospitalização, as internações deveriam ser:
• o mais breve possível;
• ser o último recurso;
• ter indicação específica para conter os riscos de auto e heteroagressão ou suicídio;
risco de uma complicação clínica; para elucidação diagnóstica; promover uma
abstinência em álcool e drogas; interromper um ciclo de recaída. Existem inúmeras
indicações para uma internação psiquiátrica, e neste caso, seria necessário tanto a
disponibilidade de leitos em instituições especializadas quanto em hospitais gerais, a
depender de cada caso.”
 
A vantagem de estar em um hospital geral é que o paciente pode contar com o
tratamento de outras especialidades em conjunto para casos mais complexos. O
paciente pode ter um diagnóstico psiquiátrico de base, mas ter uma apendicite por
exemplo, ou pode ter uma questão a ser investigada do ponto de vista clínico, mas não deixa de ter um quadro psiquiátrico de base. Outra possível situação é quando um
paciente sem antecedente psiquiátrico desenvolve uma alteração comportamental
durante um problema de saúde de natureza clinica ou cirúrgica, ou ainda quando
ocorre a descompensação de algo que ele já possuía nesta esfera, mas estava
estabilizado. Neste caso pelo estresse de adoecer ou pela própria natureza do
problema clinico/cirúrgico pelo qual está passando, pode levar à piora da questão
psiquiátrica subjacente ou desencadear algo nesta área. Assim, mesmo um hospital
geral pode precisar de setor de psiquiatria à mão, seja interconsulta ou mesmo leito
psiquiátrico em sua estrutura, como aponta Claudio Duarte.
 
Existem aqueles pacientes que não possuem outra doença e a única descompensação
é a psiquiátrica e a depender do diagnóstico psiquiátrico ele deve ir para um hospital
especializado, como é o caso do Hospital Santa Mônica, podendo ficar internado no
setor de álcool e drogas para tratar a dependência química, ou no setor de idosos para
tratar questões ligadas ao transtorno mental de idosos, ou uma questão ligada a
infância e adolescência, com grade terapêutica e equipe específica para atender essa
faixa etária da população.
 
O Hospital Santa Mônica já vem internando há algum tempo pacientes entre 12 a 18
anos para tratar transtorno mental e dependência química. Somos um centro de tratamento especializado e exclusivo, primordialmente em saúde mental, embora tenha
infraestrutura hospitalar para exames laboratoriais e atendimento de emergência como os necessários para dar os primeiros atendimentos até em situações de PCR (parada
cardiorrespiratória). Contamos também com apoio de equipe de clínica médica geral,
além do psiquiatra, para tratar alguma questão clínica descompensada, como um
hipotireoidismo, diabetes, hipertensão, quadros infecciosos, etc.  
 
“Quanto a questão da abstinência (interrupção completa do consumo como meta de
tratamento), anteriormente havia menor estímulo para que o indivíduo superasse a
dependência química tendo como norte a abstenção completa e por tempo
indeterminado do uso de qualquer substância psicoativa de recreação. Mas muitas vezes, esta ideia de redução de danos, com maior tolerância ao uso e foco do tratamento em apenas reduzir os problemas relacionados ao uso, pode cronificar o quadro do
paciente, dificultando a recuperação. Promover a abstinência completa é mais interessante e eficaz, ainda que obviamente o tratamento se utilize técnicas de abordagem
motivacional, que aos poucos conscientize o paciente mais resistente de que deve
vislumbrar a interrupção completa do consumo como a melhor medida para seu caso”,
complementa Dr. Claudio Duarte.

Lady Gaga discursa sobre saúde mental ao ganhar Grammy por Shallow

Lady Gaga

2019 GRAMMYS | AWARDS | GRAMMY AWARDS | HEALTH | LADY GAGA

A cantora levou o prêmio para casa na categoria Melhor Performance de Duo/Grupo Pop com Shallow, de Nasce Uma Estrela.

Saúde Mental – É tempo de falar sobre!

Lady Gaga usou o seu discurso de vitória no Grammy 2019 para falar sobre Saúde Mental e transmitir uma mensagem de força e otimismo para quem está sofrendo de algum transtorno mental ou dependência química.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte de um filme que aborda problemas de saúde mental, eles são muito importantes”, disse ela.

“Nós temos que cuidar uns dos outros. Então, se você ver alguém sofrendo perto de você, não desvie o olhar e ajude”.

“E se você estiver sofrendo, mesmo que pareça difícil, tente encontrar essa força dentro de você para dizer isso para alguém”.

Saúde Mental – É tempo de falar sobre, essa é a campanha para o ano de 2019 do Hospital Santa Mônica, vamos acabar com o preconceito e tratar a saúde mental como tratamos outras doenças!

Fonte: https://www.eonline.com

Especial Hospital Santa Mônica 50 anos: conheça a história de Sérgio Santos

“Estou limpo e me mantenho limpo”. As palavras são de Sérgio Santos, musicista e diretor musical que comemora a sua passagem pelo Hospital Santa Mônica. A passagem pela instituição marcou uma nova fase em sua vida.

O abuso de drogas ou a dependência química pode ser diagnosticado a partir de alterações no humor, como depressão, ansiedade e até mesmo problemas de sono. Mudanças físicas, como olhos vermelhos, fadiga constante e perda de peso, também são alguns dos outros elementos que indicam que algo não vai bem.

O tratamento e a reabilitação, em casos de toxicodependência, não é simples, mas é possível. Este processo engloba, em alguns casos, a desintoxicação, terapias comportamentais, aconselhamento para o dependente químico e membros da família, além do apoio médico de longo prazo.

O primeiro passo para a recuperação da saúde física e mental do dependente químico é a busca de ajuda, com o acompanhamento de familiares e, também, de profissionais capacitados para tal. Conheça a história de Sérgio Santos e entenda qual foi a contribuição do Hospital Santa Mônica em sua recuperação.

Os desafios no tratamento da dependência química

Os programas de tratamento para a dependência química são complexos. A toxicodependência faz com que não seja possível, simplesmente, parar de usar a droga. Essa, no entanto, é apenas uma das vertentes do processo de recuperação que, geralmente, é baseado no tipo de substância abusada. Para Sérgio Santos, isso não foi diferente.

“Eu era um ex-morador de rua. Então, só a condição na qual eu me encontrava já dizia por si só”, explica o musicista. Ele, no entanto, lembra que a dificuldade para a comunicação com os familiares, assim como a inserção em um ambiente desconhecido, trouxeram aflições. “Eu sentia certa solidão”, revela.

Sérgio conta que, durante seu tempo no hospital, experimentou uma solidão diferente, por estar entre pessoas que não conhecia. “Houve uma dificuldade em falar, em me comunicar com o mundo externo. Mas hoje eu acredito que tudo isso fez parte do tratamento — consigo, por isso, ver que foi algo louvável”.

Ainda que no momento causasse cerca angústia, Sérgio compreendeu que tudo fazia parte de um contexto maior. Por isso, conseguiu relevar e seguir firme pelo seu propósito.

Um ambiente novo, por uma vida nova

Estar reunido com pessoas de várias etnias, credos e histórias de vida também se mostrou um obstáculo para Sérgio. “A multipluralidade foi, no início, dificultosa. Mas, com o passar do tempo, foi positiva para que eu pudesse me enxergar e me perceber”.

Após adaptação, Sérgio, ainda como paciente, pôde aprender a se relacionar e conviver com os diferentes egos e jeitos de ser do ser humano.

“Aceitar o tratamento implica em aceitar as condições que são impostas”

A compreensão sobre a forma na qual o tratamento foi estruturado, pelo bem maior do paciente, ficou clara após algum tempo no Hospital Santa Mônica. Tomar o remédio, comer o que faz parte da dieta para desintoxicação, a atividade física, a fisioterapia… Todas essas partes do processo foram lembradas pelo musicista, que citou a importância de todo o tratamento.

No caso específico da medicação, Sérgio afirma que essa foi uma dificuldade ainda maior. Mas a equipe qualificada auxiliou no processo de adaptação. “O Hospital Santa Mônica tem profissionais especialistas em transtornos, depressões crônicas, entre todas outras doenças que compõem a psique e, claro, fazem parte da comodidade do dependente químico”.

A equipe de apoio ajudou no caminho de compreensão do problema. “Eu percebi que eu precisava de medicação, porque não existia apenas o fato mental, psíquico e metafísico. Existia, também, a questão fisiológica dos hormônios produzidos pelo cérebro que, durante muito tempo submetidos à ação e sob o efeito de drogas psicoativas, foi desconfigurado” Para Sérgio, a forma pela qual a equipe lidou com tudo isso foi uma vitória.

Vivência no Hospital Santa Mônica

Como paciente, Sérgio encarou e abraçou o tratamento, que considerou excelente e muito eficaz. “Tudo o que foi sugerido dentro do processo da internação se deu 100% efetivo. Então, eu posso qualificar a instituição como excelente, por conta da alimentação e ambiente, entre outros fatores”, pontua.

No entanto, a abordagem com os interlocutores também foi outro ponto que agradou o produtor musical. “Os profissionais do hospital transmitiam aos meus pais, meus interlocutores, tudo o que eles precisavam saber ao meu respeito. Isso contribuiu para um diagnóstico mais preciso — essa análise mais profunda do meu quadro, para que eles pudessem saber o que era necessário ser feito para mim”, explica.

A estrutura da instituição e a organização da rotina também foram pontos que agradaram Sérgio Santos, e auxiliaram na sua história de recuperação. “A forma que as atividades foram organizadas, entre almoço, recreação, fisioterapia, me chamou atenção”.

“O que é oferecido em conjunto com o quadro de funcionários é que faz toda diferença”. Sérgio lembra que “não adianta nada ter uma boa quadra, um bom campo, e não ter proveito com o apoio de uma boa equipe”, destaca — sem esquecer de como foi importante a inserção da família em todo o processo.

“Minha família foi minha base, porto-seguro e alicerce”

Antes do tratamento, Sérgio revela que estava praticamente incomunicável. “Meus pais não tinham notícia de como eu vivia ou onde eu estava”. No entanto, a partir do tratamento no Hospital Santa Mônica o cenário mudou.

“Conseguimos criar um elo sob uma perspectiva boa e produtiva, um olhar diferente a respeito de mim, da minha vida, e eu acho que o diálogo entre a instituição, a minha família, e a minha história foi muito importante”, disse.

O ex-paciente conta que com a participação todos puderam compreender, naquele momento, que existia uma patologia crônica. “Eu sou um dependente químico. Reconhecer isso foi muito importante para que a gente pudesse entender todo esse processo, que é verdadeiramente complexo”.

Um futuro com boas perspectivas

“Hoje eu estou muito bem”, afirma. Aos 42 anos, Sérgio sente que sua vida caminha, tanto profissionalmente, como músico, quanto na esfera particular. “Dou aula de música, de saxofone, e também tenho um novo projeto, de uma startup de educação musical”.

No processo de reestruturação de sua história, Sérgio afirma que está “tranquilo e satisfeito”, resgatando a confiança dos familiares, filhos e, da mesma forma, a confiança em si mesmo.

“Vez ou outra me perguntam, mas você adorou o Hospital Santa Mônica? Claro! Porque me recuperou. Os problemas enfrentados não são nada perto do que eu ganhei. A experiência que eu vivo, hoje, é que é importante”, finaliza.

O que achou da história de Sérgio Santos? Compartilhe nas suas redes sociais para que seus seguidores possam conhecer essa história incrível!

 

Internação involuntária para o tratamento do crack: por que é a saída em alguns casos?

internação involuntária

Uma das melhores opções para auxiliares jovens e adultos que necessitam se libertar, por completo, da dependência química é a internação involuntária.

Mediante a complexidade que envolve o abuso de drogas — e os graves danos causados ao organismo — é preciso buscar soluções que minimizem o impacto do aumento do uso de entorpecentes na vida moderna.

Sob essa perspectiva, convém conhecer os principais fatores, caracteres e desafios que envolvem esse tipo de intervenção para o tratamento do crack. Para melhor compreensão do tema, abordaremos por que a internação involuntária é a saída em alguns casos. Acompanhe!

O que é crack e quais são os seus efeitos no organismo?

No Brasil, o crack surgiu no começo da década de 80. Esse tipo de droga é composto a partir da cocaína. Porém, como a cocaína é muito cara, os fabricantes inventaram o crack para tornar a droga mais barata. Assim, na formulação da droga utilizam somente o cloridrato da cocaína e acrescentam amônia e água destilada.

Desse modo, o crack é considerado a cocaína sob a forma de cristal. Geralmente, a cocaína é produzida na forma de pó. O crack, porém, é obtido em blocos de cristais sólidos e pode ter cores diferentes. As versões mais comuns desses cristais são na cor branca, amarela ou rosa claro.

Durante a utilização, a droga é aquecida e fumada. É chamada de “crack” devido ao som de um pequeno estalido que se ouve no aquecimento. A mistura de outras substâncias torna o efeito do crack muito mais forte que a cocaína comum.

Fumar crack faz com que a droga atinja a região cerebral muito rapidamente. Mas como o “barato” dura poucos minutos, o usuário requer cada vez mais a droga, o que potencializa o vício.

Isso acontece porque a sensação de euforia é intensa e imediata, porém de curta duração. Em relação às outras drogas, o risco de dependência do crack é muito maior, pois quando a substância é fumada pode causar dependência já no primeiro uso.

A rápida popularização dessa droga está relacionada ao baixo custo. Por isso, o crack é tão comum entre moradores de rua e desempregados. A droga é vendida por preços tão baixos que, inicialmente, até adolescentes podem adquiri-la facilmente.

Entretanto, depois que o indivíduo se torna dependente, a manutenção do uso fica bem mais elevada em razão do aumento crescente da quantia de substância necessária para sustentar o vício. Essa situação concorre para a vulnerabilidade aos crimes, como furto, roubo, prostituição, etç.

Efeitos em curto prazo

Os efeitos do crack podem variar conforme a quantidade utilizada. Geralmente, a droga provoca uma intensa euforia, mas que logo se esvai e faz com que o usuário experimente sintomas de depressão, instabilidade emocional e paranoia.

Além disso, muitos usuários não suportam essas sensações e são dominados por uma fissura por muito mais droga por não suportarem a falta da substância. Normalmente, os viciados em crack não se alimentam direito e nem dormem adequadamente. Tal condição concorre para graves complicações da saúde mental e física.

Entre os sintomas mais evidentes estão a taquicardia (coração acelerado) espasmos e dores musculares, náuseas e convulsões. Esses sintomas ocorrem independentemente da quantidade, da forma de utilização ou da frequência que o crack é consumido.

O abuso dessa substância eleva o grau de toxicidade dos órgãos nobres — coração, pulmão e cérebro —, o que aumenta a probabilidade de o dependente químico sofrer ataque cardíaco, crises de epilepsia, derrame cerebral ou insuficiência respiratória. Logo, o risco de morte súbita torna-se relativamente maior que entre os usuários de outras drogas.

Efeitos em longo prazo

Além dos riscos associados ao efeito da cocaína, os dependentes de crack estão mais propensos a problemas no aparelho respiratório, incluindo tosse e acúmulo de secreção. Com o uso contínuo desses tóxicos, acentuam-se dificuldades na respiração por causa dos progressivos danos às células pulmonares.

Se não houver a interrupção do uso do crack, o quadro pode evoluir para sangramento pulmonar e levar ao óbito. Em longo prazo, também podem surgir doenças infecciosas, danos graves ao coração, complicações no fígado e insuficiência renal.

Devido ao consumo diário e contínuo, a insônia e a perda de apetite tornam-se severas. Resulta, então, em desnutrição fisiológica e em comprometimento das funções metabólicas. O usuário passa a apresentar um comportamento muito agressivo, delírios e paranoia.

Portanto, para os usuários de crack, o risco à integridade física é bem maior. Quando o efeito da droga termina, surge uma grave depressão, que se torna gradativamente profunda e perigosa.

Tal condição torna o usuário cada vez mais frágil tanto mental quanto fisicamente. Ele fica transtornado, agressivo e é capaz de qualquer atitude para conseguir mais crack. Nessa situação, o dependente químico poderá cometer até homicídios, ou atentar contra a própria vida por não suportar tamanho desespero.

Como auxiliar um usuário durante uma overdose de crack?

O abuso de crack causa dependência extrema, e de maneira veloz e devastadora. Isso porque o indivíduo se torna refém da droga, e tem a sensação de que o problema só será resolvido se ele aumentar o consumo.

Fisiologicamente, o efeito do crack no organismo se assemelha ao de outras drogas, como a heroína e o LSD (ácido lisérgico), por exemplo.

Quando o uso de crack torna-se abusivo, diário e atinge um estado crônico, os efeitos no organismo são ainda mais nocivos. O crescente aumento da quantidade de droga reduz ainda mais o apetite, aumenta a sensação de cansaço, mas o usuário não consegue dormir.

Para a medicina, a overdose é uma condição clínica gravíssima e que exige intervenção emergencial para salvar o paciente. Por isso, na ocorrência de sintomas característicos desse quadro, a pessoa deve ser levada urgentemente ao hospital para atendimento médico.

A princípio, enquanto o socorro não chega, convém verificar se o usuário não está perdendo a consciência e se está respirando bem. Para evitar maiores complicações, as melhores condutas são:

  • evite aglomeração de pessoas ao redor da vítima;
  • não ofereça nenhum líquido para beber ou álcool para ela cheirar;
  • tente mantê-la acordada: chame-a pelo nome e converse com ela;
  • coloque-a em local arejado e fresco e explique que a ambulância já está chegando;
  • esteja alerta às condições da vítima e monitore a respiração dela até chegar o socorro;
  • no caso de perda de consciência, deite-a lateralmente para o lado esquerdo dela para facilitar a respiração e evitar engasgos.

Por que a internação involuntária pode ser a saída?

Estudos recentes apontam o aumento do uso de tóxicos entre pessoas com idade acima de 50 anos. Essa realidade sugere intervenção mais firme, visto que a dependência de drogas, bem como os fatores a ela associados, tornou-se um dos problemas mais preocupantes da sociedade contemporânea.

O uso contínuo dessas substâncias expressam seus efeitos nocivos sobre aspectos mentais e físicos importantes. O crack compromete o ato de comer, de beber e de dormir. Envolve, ainda, questões pessoais, profissionais e afetivas, complica a vida sexual, além de reduzir a capacidade de concentração, de aprendizagem e de memória.

Mesmo no início do uso, outras alterações físicas e comportamentais também se tornam perceptíveis. Entre as mais comuns destacam-se a agressividade, a fala descoordenada, a irritabilidade, o prejuízo do julgamento de valor, a redução da autocrítica.

Surgem também sudorese muito intensa, tremores de mãos e pés, calafrios, fraqueza generalizada, dores no corpo e a sensação de onipotência. Com isso, a tendência é o aumento do consumo, já que o usuário não suporta viver sob essas condições.

Logo, a família não pode opor resistência às orientações profissionais. Pois a internação compulsória é, nesses casos, um mal necessário, mas que pode salvar a vida de seus entes queridos.

A dependência de crack é devastadora, dolorosa e profunda. Realmente, o indivíduo perde o senso crítico, torna-se exageradamente vulnerável à instabilidade emocional. Nessas circunstâncias, ele não consegue ver nenhuma possibilidade ou solução para a vida.

Nesse estágio, o usuário de crack precisa ser internado, antes que ele execute, sob efeito dos tóxicos, algum plano de ação contra a própria vida. Há, ainda, a probabilidade de o indivíduo se transformar em um ser completamente violento, agressivo e oferecer risco social elevado.

Desse modo, a internação compulsória é válida para os casos em que o usuário está colocando em risco, não somente a vida dele, mas a segurança de outras pessoas. Nas situações em que ocorre a perda do discernimento e se torna uma ameaça social, ele não tem a mínima condição de decidir por si mesmo.

Logo, são inúmeras as questões que envolvem o abuso de drogas perigosas como o crack. Por isso, a internação involuntária pode ser a melhor opção para frear os problemas que dela decorrem, e proteger a vida.

Como é o procedimento para internação involuntária para o tratamento do crack?

Esse tipo de intervenção exige que o procedimento seja realizado pelo médico após uma avaliação do quadro do paciente.

No Hospital Santa Mônica, nossa equipe é composta por psicólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, enfermeiros e médicos especialistas em psiquiatria.

Priorizamos um atendimento profissional e humanizado, cuja finalidade é identificar, de modo seguro, os principais problemas apresentados pelo paciente. Essa avaliação possibilita a manutenção de um quadro estável para que o processo de desintoxicação do crack seja um sucesso.

Como funciona a internação involuntária para tratamento do crack?

A internação involuntária para combater o vício da dependência química, às vezes, é vista pela família e amigos como uma agressão e invasão de privacidade. No entanto, no campo profissional, essa estratégia objetiva preservar a vida e reabilitar a saúde.

Sumariamente, esse é um modo de restaurar a dignidade de quem depende de ajuda para se livrar das drogas, todavia, pelas circunstâncias, não é capaz de reconhecer essa necessidade.

Muitos pacientes atingem um nível tão alto de dependência do crack, que perdem a perspectiva de vida, e se isolam da família e dos amigos. Sob o domínio do vício, eles se afastam de todos que querem ajudá-los, e ainda recusam intervenção médica.

Em alguns casos, a orientação psiquiátrica é que o usuário seja sedado antes de ser levado ao hospital especializado em dependência química. Isso facilita a remoção e evita riscos de fuga ou de atitudes violentas como tentativa de recusa.

Dependendo da gravidade do caso, ou do nível de resistência imposta, pode ser necessária a ajuda de uma viatura policial para conduzir o usuário ao hospital. Após a medicação sedativa, tão logo o paciente tenha condição de dialogar, o suporte psicológico torna-se fundamental.

Será necessária uma criteriosa avaliação do estado mental, uma anamnese detalhada e a realização de exames laboratoriais para identificar o nível de toxicidade do organismo.

Essa análise é imprescindível para direcionar condutas mais adequadas e personalizar o tratamento, conforme a necessidade do paciente.

Por que a decisão da família é tão importante?

O perigo da não intervenção para combater o vício em crack é que, assim como acontece no abuso de outros entorpecentes, essa questão está sempre vinculada ao risco de suicídio.

Por isso, familiares, amigos e profissionais de saúde devem ficar atentos aos sinais que evidenciam a necessidade de internação como forma de proteção à vida.

Especialistas afirmam que a internação involuntária é necessária em alguns casos de resistência aos tratamentos e quando o usuário perde o poder de decisão por estar totalmente dominado pelo crack.

Numa análise mais criteriosa, percebe-se que o ponto chave do diferencial dessa intervenção compulsória é a decisão da família em aceitar a situação, e procurar alternativas para solucioná-la.

Essa alternativa de tratamento tem sido bastante satisfatória e tem auxiliado na recuperação de muitos dependentes químicos. Há, inclusive, relatos de ex-dependentes químicos que reconheceram a importância dessa intervenção.

Alguns, ainda pontuaram sobre a importância de ajudar a outros na libertação do vício. Isso é fundamental, pois forma uma corrente de resistência ao vício e facilita o caminho para a reestruturação da saúde mental e física.

Contextualmente, o objetivo do tratamento é fazer com que a internação involuntária torne-se voluntária. Essa evolução só será possível mediante um adequado apoio psicológico para modificar a postura do paciente em relação à realidade dele.

Quanto à privacidade, em qualquer tratamento é possível intervir compulsoriamente. Desde que se comprove que o indivíduo atingiu um estágio em que se faz necessário o uso de medidas mais firmes. Vale ressaltar que essas intervenções estão previstas nos protocolos médicos, como também na legislação vigente.

Quais são os fatores que influenciam o sucesso da internação involuntária para tratamento do crack?

Listamos quatro fatores relevantes que influenciam consideravelmente o sucesso da internação voluntária para o tratamento do crack. Veja quais são!

Dar tempo ao tempo

É preciso dar tempo ao tempo para que se processe uma mínima desintoxicação orgânica. O tempo médio para que esse procedimento gera bons resultados é cerca de 40 dias.

Entretanto, para que as mudanças fisiológicas e a reversão dos danos ao cérebro humano se concretizem é preciso um período de três meses de abstinência, no mínimo.

A partir das estratégias utilizadas para minimizar os efeitos decorrentes da falta da droga no organismo, esse período é essencial para que o paciente possa se recuperar emocionalmente.

Igualmente relevante é evoluir o suficiente para obter um pensamento crítico sobre a realidade dele e, com isso, começar a valorizar a vida e a oportunidade de construir um futuro melhor.

Manter o processo terapêutico

Não só no hospital, como também após a alta, o processo terapêutico precisa ser contínuo com vistas a uma mínima reordenação social. Na verdade, um indivíduo não para de usar drogas devido aos problemas decorrentes do vício, mas por acreditar que a vida será bem melhor longe dessas substâncias.

Logo, a questão do “não às drogas” está ligada diretamente a alguns valores que permitem ao usuário enxergar novas possibilidades e ter uma vida mais satisfatória.

Ficar de olho nas eventuais recaídas

Todos os pacientes poderão sofrer recaídas. Isso pode ocorre num período seis meses após o início da abstinência. Por mais que a desintoxicação seja completa, a instabilidade emocional pode elevar o risco para a procura por crack novamente.

Por isso, o suporte multidisciplinar é tão importante para apoiar o indivíduo e sua família nessa batalha contra o vício. Convém orientar os familiares sobre a necessidade de relatar quaisquer comportamentos estranhos e que levantem suspeita sobre recaídas.

Afastar o ex-dependente de ambientes ou de pessoas que usam drogas

Para continuar firme em seu propósito, o recuperado do vício precisa tornar-se, acima de tudo, um vigilante de si mesmo. Ter acesso ao tratamento psicológico capaz de lhe assegurar condições de vencer o vício é essencial.

No entanto, é preciso afastar o paciente de ambientes ou de pessoas que consomem drogas. Manter amizades com usuários de tóxicos aumenta consideravelmente o risco de colocar todo o tratamento a perder.

Diante dos inúmeros estímulos da vida, uma pessoa vulnerável pode encontrar dificuldades em responder de forma positiva aos obstáculos. O elemento fundamental e o diferencial para seguir em frente será a postura adotada. É preciso cultivar comportamentos construtivos em detrimento de amizades que o incentivaram ao uso dessas substâncias nocivas.

Como o Hospital Santa Mônica pode ajudar no tratamento do crack?

Nosso hospital lhe oferece a oportunidade de se libertar do crack por meio de um tratamento terapêutico seguro e eficaz. Além disso, nosso ambiente é estruturado para essa finalidade, o que se torna um diferencial para o sucesso do tratamento.

Estamos sob a supervisão de uma equipe extremamente competente e que se prepara todos os dias para assegurar verdadeira satisfação àqueles que necessitam de se libertar do crack. Ou seja, nossa equipe está pronta para ajudá-lo(a) a tornar real a chance de transformar completamente a sua vida, entender o real motivo que o(a) levou as drogas e tratar o problema!

Por isso, o nosso grande diferencial é o suporte oferecido para o tratamento emocional, além da parceria com outras entidades. Para usuários que estejam nos mais variados graus de dependência e que precisam se recuperar rapidamente, a melhor opção é conhecer nosso hospital!

Nossos especialistas em reabilitação química têm a preparação exigida para administrar essa modalidade de tratamento, e com a qualidade, segurança e eficiência necessária para merecer sua confiança, respeito e credibilidade.

Em nosso hospital, nós não “rotulamos” nossos pacientes. Do contrário, temos o hábito de analisar separadamente cada quadro e, conforme a necessidade, propor a melhor forma de acompanhar o paciente e oferecer-lhe um tratamento personalizado.

Afinal, nosso trabalho em equipe objetiva tornar esse processo de tratamento por meio da internação involuntária, o mais eficiente possível. Por isso, imediatamente à chegada do paciente ao hospital, todos os procedimentos multidisciplinares são iniciados.

Portanto, oferecemos um diferencial de sucesso no tratamento, que tem auxiliado na reestruturação da vida de inúmeros pacientes e garantido o retorno deles ao convívio social e ao seio familiar.

Somente com uma estrutura diferenciada, metodologia psicoterapêutica, acompanhamento médico e a priorização do resgate da autoestima, o paciente consegue enfrentar o desafio do combate às drogas.

A atenção especial e o suporte multiprofissional são essenciais ao tratamento psiquiátrico que recupere, por completo, o paciente que necessita de amparo. Após a reabilitação do quadro, um hospital especializado continua oferecendo o apoio multidisciplinar, fundamental ao processo de recuperação integral do paciente.

Quais as vantagens e serviços oferecidos pelo Hospital Santa Mônica?

Localizado na região metropolitana da grande São Paulo, o Hospital Santa Mônica oferece tratamento especializado para pessoas com desordens psiquiátricas, emocionais ou com dependência química. Porém, esses tratamentos são realizados em ambientes distintos.

Para auxiliar as famílias na recuperação de seus entes queridos, temos parcerias com entidades particulares e com diversos planos de saúde.

Nossa instituição oferece uma infraestrutura diferenciada e singular: estamos em uma área com mais de 83 mil m², na qual, 50 mil m² são de mata atlântica nativa preservada.

Para garantir cuidados específicos para cada uma das áreas de saúde que oferecemos, nossa instituição oferece unidades de internação especializada, de dependência química e de atenção voltada exclusivamente para a reabilitação da saúde mental.

Objetivamos, assim, assegurar um tratamento mais humanizado e totalmente alinhado às novidades apresentadas em pesquisas e em congressos internacionais. Isso é fundamental para garantir mais qualidade aos procedimentos, como a internação involuntária, e em outros tratamentos em prol da reabilitação mental e física.

Gostou deste artigo? Então, não perca tempo: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossas soluções!

Você sabe quais são os perigos da dependência cruzada? Descubra!

Dependência Cruzada

O consumo regular de uma droga, sozinho, já causa danos à saúde. Frequentemente, além disso, o aumento da tolerância do usuário a ela e a necessidade de atingir as sensações proporcionadas, sejam de euforia, sono ou alucinação, por exemplo, faz com que muitas pessoas passem a recorrer também a outras drogas. Assim, então, se inicia a dependência cruzada.

Um caso comum é o provocado pelo consumo de álcool. No Brasil, segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, 36% da população declara beber álcool regularmente, mais de uma vez durante a semana. A partir dele, há usuários que, motivados pelo próprio ambiente, procurem também experimentar anfetaminas, heroína, maconha…

A dependência cruzada, como toda aquela relacionada a drogas, é extremamente prejudicial para a saúde e para a vida do paciente. Continue a leitura de nosso artigo abaixo e entenda quais são alguns dos riscos que ela acarreta.

Afastamento social

A dependência química tem a capacidade destrutiva de alterar os sentimentos e as ações dos dependentes, fazendo com que se afastem ou sejam afastados daqueles de seu convívio.

Em um ambiente familiar, por exemplo, comportamentos violentos e depressivos podem resultar em brigas que tornem o contexto ainda mais delicado. Na situação de dependência cruzada, os problemas são potencializados, já que agem os efeitos colaterais de duas ou mais drogas.

Depressão

O uso de drogas combinadas promove alterações danosas no sistema nervoso que podem tanto piorar quanto contribuir para o desenvolvimento de um quadro depressivo, especialmente em pessoas que já tenham predisposição genética.

Maconha, LSD, cocaína e álcool têm a capacidade de influenciar receptores de neurotransmissor de serotonina do cérebro. Assim, o corpo é levado a graves transtornos de humor, como a depressão.

Problemas no trabalho

O uso frequente de entorpecentes, combinados, além do afastamento social citado, afeta a produtividade e gera uma grande dificuldade de o indivíduo se concentrar em suas tarefas.

Assim, uma simples atividade da rotina de trabalho se torna uma tarefa complexa, na qual há grandes chances de falha. As drogas, afinal, levam a sintomas como confusão, desinteresse, irritabilidade e ansiedade.

Risco de overdose

Misturar entorpecentes faz com que o organismo receba uma alta quantidade de ingredientes maléficos a seu funcionamento. Hoje, por exemplo, o crack tem sido uma das drogas mais comuns em casos de dependência cruzada.

Barata e perigosa, a fórmula reúne cocaína, bicarbonato de sódio e amônia, em quantidades variáveis, além de outras substâncias adicionadas para aumentar seu volume que podem comprometer a capacidade órgãos como pulmão e rins, levando a uma overdose em pouco tempo.

A dependência cruzada, enfim, seja para suprir a abstinência de outra droga ou para amenizar efeitos colaterais da resistência desenvolvida por aquela de que o usuário já faz uso, é perigosa, mas pode ser tratada. Para isso, uma instituição psiquiátrica especializada, como o Hospital Santa Mônica, trabalha com equipe multidisciplinar apta a reabilitar o dependente químico e proporcionar a ele renovação de bem-estar.

Gostou de nosso artigo e deseja saber mais sobre o tema? Então entenda qual é a relação das drogas com problemas de infertilidade!

Carnaval e o consumo de álcool e drogas? Veja a relação!

Carnaval e o consumo de álcool e drogas?

O Carnaval é uma das festas mais populares da cultura brasileira e leva milhões de pessoas às ruas todos os anos. Em meio aos bailes, desfiles, fantasias e serpentinas, o consumo de álcool e outras drogas é uma prática comum, principalmente entre os jovens, que buscam maneiras de ficarem mais desinibidos e relaxados para aproveitar ao máximo os dias de folia.

Porém, a bebida alcoólica muitas vezes torna-se a protagonista quando sua ingestão é exagerada e irresponsável, e os hábitos dos brasileiros acabam contribuindo com esta situação. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão de álcool puro ao ano por pessoa no Brasil chegou a 8,9 litros em 2016, superando a média mundial de 6,4 litros.

Confira neste artigo qual é a relação entre o Carnaval e o consumo de álcool e outras drogas e veja dicas de como evitar exageros nos dias de folia e como procurar ajuda em caso de abuso dessas substâncias.

Qual a relação entre Carnaval e consumo de álcool e outras drogas?

A falta de políticas de prevenção é um dos principais fatores que contribuem para o consumo abusivo de álcool e outras drogas no Brasil, em especial durante a época de Carnaval. A comercialização desse tipo de bebida é feita sem um controle rígido em diversos estabelecimentos, como padarias e lojas de conveniência, e por vendedores ambulantes.

O uso dessas substâncias começa desde cedo, geralmente por incentivo de parentes e amigos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2015, 73% dos escolares na faixa etária de 16 a 17 anos já experimentaram uma dose de bebida alcoólica e cerca de 37% deles sofreram algum episódio de embriaguez na vida.

Além de trazer diversos prejuízos à saúde, o álcool é uma porta de entrada para o consumo de drogas ilícitas, que são encontradas com facilidade nos dias de folia. No início dos anos 1900, o lança-perfume se popularizou no Carnaval brasileiro e até hoje é usado como uma brincadeira entre os foliões. O ecstasy e o LSD são outras substâncias sintéticas de abuso bastante procuradas nessa época do ano.

Como evitar excessos durante os dias de folia?

O consumo de álcool durante o Carnaval pode ser feito de maneira responsável seguindo algumas orientações. A primeira delas é se alimentar e se hidratar com água antes ou durante o ato de beber, pois o álcool é absorvido mais lentamente, o que ameniza os efeitos negativos no organismo.

Os jovens menores de 18 anos não devem consumir bebidas alcoólicas tanto por questões legais quanto pelos riscos que o uso precoce traz para a saúde física e mental. Para as mulheres grávidas, a recomendação é a mesma, pois essas substâncias podem afetar a gestação e o desenvolvimento do bebê.

Quem faz uso de medicamentos também deve evitar o consumo de álcool devido às possíveis interações perigosas entre esse tipo de bebida e alguns remédios. A combinação entre beber e dirigir é outra questão bastante séria, pois os acidentes de trânsito aumentam durante o período de Carnaval.

Apesar de variar de pessoa para pessoa, estima-se que os homens podem consumir de 2 a 4 doses de bebida por ocasião com baixo risco; já as mulheres, de 1 a 2 doses. Cada dose corresponde de 10 a 12 gramas de etanol — uma latinha de cerveja ou uma taça de vinho.

O que fazer em caso de abuso de álcool e drogas?

Em um primeiro momento, as drogas causam sensações positivas, como bem-estar, euforia e desinibição. Porém, quando a metabolização dessas substâncias começa a cair, surgem os efeitos negativos, como sonolência, irritabilidade, perda de memória e dificuldade de tomar decisões.

Assim, a experiência deixa de ser prazerosa e pode ter consequências graves. O consumo excessivo de álcool ou outras drogas pode causar diversos problemas de saúde físicos e mentais, como depressão, ansiedade e vício. Por isso, a procura por ajuda especializada é essencial para diagnóstico e tratamento corretos.

O Hospital Santa Mônica possui uma Unidade de Dependência Química e conta com uma equipe multidisciplinar preparada para orientar os pacientes e seus familiares em casos de abuso dessas substâncias.

Esse conteúdo foi útil para você? Aproveite e compartilhe este artigo nas suas redes sociais para que seus amigos também possam aprender sobre essa relação entre álcool, drogas e carnaval!

Veja quais são os 5 principais efeitos das drogas no organismo!

drogas no organismo

Euforia, excitação, relaxamento e alteração da percepção da realidade são apenas alguns dos efeitos das drogas que fazem com que um indivíduo recorra a elas com mais urgência a cada novo uso.

A longo prazo, além desses sintomas, relacionados às propriedades de cada tipo, as drogas têm potencial para causar problemas no coração, pulmões, fígado e cérebro, impactando diretamente o sistema nervoso e gerando crises de abstinência após períodos maiores em que não são utilizadas.

Atualmente, as drogas podem ser divididas em naturais — como maconha e ópio, derivadas de plantas —, semissintéticas — heroína, cocaína e crack, feitas de componentes naturais, mas processadas —, e sintéticas — fabricadas completamente em laboratórios, tais quais ecstasy e LSD. Para saber mais sobre o tema e entender quais os maiores males ligados aos efeitos de todas elas, continue a ler nosso artigo a seguir!

1. Sensação de euforia

Causada especialmente pela categoria de drogas estimulantes, como cocaína e crack, a euforia ativa o sistema nervoso e faz com que o indivíduo tenha picos das sensações de excitação, poder e energia.

Com uma felicidade extrema e o sentimento de indestrutibilidade, perde-se até mesmo a noção de perigo. Eufórica, é comum que a pessoa queira realizar diversas atividades que levem à movimentação do corpo, como dançar em uma festa, praticar atividades físicas ou até mesmo realizar algum trabalho, muito mais desperta.

2. Relaxamento muscular e bem-estar

A sensação de relaxamento é principalmente causada por drogas depressoras, como a heroína e o álcool. Analgésicas e hipnóticas, podem levar o indivíduo a dormir com facilidade e tiram dele dores ou incômodos que sentia antes de utilizá-las.

3. Diminuição da capacidade de dirigir

O uso de drogas, de forma geral, altera as noções espaciais, o que se observa em todos os tipos: nas estimulantes, depressoras e alucinógenas. Mais especificamente nessas últimas, os sentidos ficam muito alterados e a mera possibilidade de dirigir qualquer veículo adquire um perigo letal.

4. Alucinações

As alucinações são efeitos das drogas perturbadoras. Entre elas, vale citar o LSD e ecstasy, muito consumidas por jovens em baladas e festas como raves. Suas sensações são tão desejadas nesses ambientes porque tendem a alterar cores, sons e a própria percepção da realidade.

Extremamente perigosas, podem tanto proporcionar muito prazer quanto muito medo, levando indivíduos a situações extremas.

5.Tristeza

Causada especialmente por drogas depressoras, a tristeza é um dos efeitos que levam à sensação ilusória de abandono e a uma condição de fragilidade emocional. É frequente que os indivíduos recorram a essas drogas até mesmo para lidar com momentos nos quais se sintam tristes e, com isso, acabem, pelo contrário, atenuando a situação.

Independentemente do tipo de droga e da dose utilizada, com o tempo e com o hábito, todas elas podem levar à perda de neurônios, a transtornos psiquiátricos e a riscos de overdose. Isso se deve ao fato de que todos os efeitos descritos são rápidos, o que faz com que os usuários desejem sempre mais e se tornem, com o tempo, dependentes químicos.

Para combater o problema, é necessário pedir ajuda! Uma equipe multidisciplinar, como a do Hospital Santa Mônica, pode interferir e atuar para desintoxicar o corpo do indivíduo, de forma a evitar crises de abstinência e restabelecer sua saúde física e mental.

Com apoio e compreensão da família e de pessoas queridas, somados aos esforços de médicos psiquiatras, psicólogos e enfermeiros, os efeitos das drogas tendem a ser minimizados e a dependência, combatida. Assim, o indivíduo entende que não está sozinho e retoma sua saúde e bem-estar de forma definitiva.

Tem alguma experiência ou dúvida a compartilhar sobre o tema? Então deixe seu comentário abaixo!

Conheça 4 dicas de como tratar o alcoolismo na terceira idade

alcoolismo na terceira idade

Muito se fala em abuso de álcool e outras drogas por crianças e adolescentes, mas este também é um problema frequente entre os idosos. O alcoolismo na terceira idade tem ganhado cada vez mais destaque por conta do envelhecimento da população mundial e das novas descobertas sobre os impactos negativos dessa substância na saúde.

Uma pesquisa realizada pela Datafolha mostra que 1% das mulheres e 9% dos homens brasileiros que estão na terceira idade consomem bebidas alcoólicas todos os dias. Já 7% das idosas e 16% dos idosos entrevistados responderam afirmativamente quando questionados se bebiam álcool pelo menos uma vez por semana.

Alguns sinais podem indicar o uso excessivo de álcool por idosos, como quedas repentinas, insônia, tremor, falta de apetite, irritabilidade e perda de memória. Porém, o diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar especializada para garantir um tratamento correto e eficaz. Confira neste artigo 4 dicas importantes de como enfrentar esse vício na terceira idade!

1. Busca por orientação e auxílio profissional

Como dito, a busca por orientação e auxílio profissional é indispensável para a escolha do tratamento mais adequado. Isso porque o alcoolismo na terceira idade pode ser causado por múltiplos fatores, como solidão, aposentadoria, viuvez, falta de perspectiva, opções de lazer restritas e comorbidade com outros problemas de saúde mental, especialmente ansiedade e depressão.

O diagnóstico apurado permite aos médicos traçar estratégias mais assertivas e específicas para tratar o alcoolismo e possíveis transtornos psiquiátricos associados, assim como avaliar a necessidade do uso de medicamentos e a indicação de psicoterapia para o idoso. Com isso, há grandes chances de a causa do vício ser identificada e eliminada, o que diminui os riscos de recaídas e piora do quadro clínico.

2. Atenção aos efeitos do álcool no organismo

Os efeitos do álcool são bastante expressivos no idoso, pois seu organismo apresenta várias limitações próprias do envelhecimento. O uso crônico pode levar ao desenvolvimento de problemas físicos, como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e distúrbios gastrointestinais, além de agravar transtornos mentais, como depressão, ansiedade, psicose, demência e Alzheimer.

Outro aspecto preocupante é que o álcool costuma ser um precursor do vício em outras drogas, como os medicamentos calmantes e antidepressivos. Por isso, o tratamento do alcoolismo na terceira idade também deve levar em consideração essas questões para que o paciente seja atendido de forma integral.

3. Participação em grupos de autoajuda

Os grupos de apoio ou autoajuda, como os Alcoólicos Anônimos (AA), são bastante indicados para que o idoso encontre um espaço de acolhimento, reinserção social, auxílio mútuo e compartilhamento de experiências. Esse tipo de atendimento aos dependentes de álcool facilita o acesso às informações e incentiva a adesão e a continuidade dos tratamentos disponíveis.

4. Apoio de amigos e familiares

A dependência química de álcool na terceira idade muitas vezes é detectada quando amigos ou familiares próximos começam a observar mudanças de comportamento e sintomas intensos desse problema. Contudo, muitos acreditam que se trata apenas de uma fase passageira, pois, em grande parte dos casos, o idoso já tinha o hábito de beber.

É importante ressaltar que abandonar o vício sozinho é extremamente difícil, por isso o apoio de pessoas queridas é essencial durante todo o processo. Além de conversar com o idoso sobre o problema, é preciso mostrar preocupação com o consumo excessivo e procurar ajuda de profissionais capacitados.

O Hospital Santa Mônica é referência na área de saúde mental e oferece programas de tratamento para a dependência química de álcool. Os pacientes idosos são acompanhados por uma equipe qualificada e participam de dinâmicas de grupo junto com sua família para enfrentar e superar as dificuldades.

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