Bipolaridade na infância - Hospital Santa Mônica
Hospita Santa Mônica

Olá, bem-vindo. Escolha um setor para falar conosco.

O transtorno bipolar é considerado como um distúrbio psiquiátrico complexo e tem a alternância de humor como sua característica mais marcante — a pessoa pode apresentar momentos de grande euforia ou de depressão.

Entretanto, é preciso estar atento ao nível dessas oscilações. As crianças, principalmente, mudam de humor de maneira muito rápida, mas isso nem sempre quer dizer que tenham um distúrbio na saúde mental.

O transtorno bipolar pode sim, atingir os pequenos, mas, nesses casos, as alterações de humor duram mais e acontecem com frequências maiores, como meses ou semanas. Neste post, vamos falar sobre a bipolaridade infantil, sintomas e tratamentos. Acompanhe!

O que é a bipolaridade infantil?

As crianças que têm o transtorno bipolar são invadidas por uma montanha-russa de sentimentos sem que possam, muitas vezes, compreender exatamente o que estão sentindo. Caracterizada pela oscilação entre períodos de extrema euforia e outros de depressão, a bipolaridade até pouco tempo era considerada uma doença de adultos. Mas estudos recentes começaram a apontar que o transtorno pode aparecer ainda na infância, e de forma mais frequente do que se imaginava.

É o que concluiu uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos e publicada na revista Archives of General Psychiatry. Após realizar mais de 10 mil entrevistas com adolescentes entre 13 e 18 anos, os pesquisadores descobriram que uma média de 2,5% desses jovens teve episódios de mania e de depressão nos últimos 12 meses e preencheu os critérios para o diagnóstico do transtorno.

Ainda que não haja um estudo em grande escala sobre a prevalência da bipolaridade na população infantil, estudiosos estimam que ela atinja até 2% de crianças e adolescentes ao redor do mundo. Um número preocupante, segundo especialistas em transtornos infantis.

A bipolaridade infantil está associada a um curso mais severo da doença, quando comparada a casos de pessoas que só começaram a apresentar os sintomas na vida adulta. Segundo estudos, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores as chances de sucesso no controle dos sintomas.

Quais são os sintomas da bipolaridade?

Os sintomas da bipolaridade infantil podem ser difíceis de serem identificados porque, como já foi dito, os mais jovens passam por mudanças normais de humor que são características dessa fase da vida, resultado de estresse ou trauma ou até sinais de outras doenças mentais além do transtorno bipolar.

Por isso, é preciso estar atento ao humor das crianças e adolescentes. Os pais ou responsáveis devem pensar em procurar ajuda profissional caso as alterações de humor estejam mais graves do que o geralmente observado. No transtorno bipolar, os episódios de euforia ou depressão costumam durar semanas ou meses.

Confira alguns sinais de bipolaridade infantil:

  • a criança passa por fases de euforia, acompanhada de episódios depressivos;
  • a criança apresenta sintomas de euforia diariamente, durante a maior parte do dia, por, pelo menos, uma semana;
  • a criança passa por episódios depressivos que duram pelo menos duas semanas;
  • ela apresenta esses sintomas em episódios cíclicos, com oscilação frequente de humor.

Outra forma de identificar a doença em crianças e adolescentes é prestar atenção em três vertentes: rotina, sentimentos e família. Em relação à primeira, é importante observar o comportamento da criança, seus costumes e relações. Problemas comportamentais que interferem na tonia, inabilidade para brincar com pessoas da mesma idade e incapacidade de acompanhar o curso escolar podem ser um sinal de alerta. O mesmo acontece quando as demandas ou dificuldades desse indivíduo se sobrepõem constantemente às necessidades dos demais membros da família.

Sobre os sentimentos, deve-se observar se a criança tem pensamentos de que há algo errado com ela, se tem dificuldade de se engajar em atividades corriqueiras com colegas da mesma idade e se está preocupada com coisas que não fazem parte do seu universo. Também é importante analisar o histórico familiar — pesquisas indicam que ter um parente com transtorno bipolar aumenta as chances de uma criança desenvolver a doença.

Para identificar os sintomas acima, no entanto, deve-se conhecer as diferenças e os sinais dos quadros de euforia e depressão. Para ajudar, preparamos duas listas com os principais sintomas de cada um deles. Confira!

Sintomas das crises depressivas

Em um período depressivo, a criança pode:

  • se sentir triste, vazia ou sem esperanças;
  • se sentir culpada;
  • chorar com frequência;
  • comer muito pouco ou de maneira exagerada;
  • perder o interesse em coisas que costuma gostar;
  • perder a capacidade de raciocinar com clareza, tomar decisões ou lembrar de algumas coisas;
  • dormir mal;
  • perder ou ganhar peso;
  • ficar muito sensível à rejeição ou fracasso;
  • pensar em se machucar ou fazer mal aos outros e
  • cogitar suicídio.

Sintomas das crises de euforia

Já nos episódios de mania, a criança pode:

  • se sentir muito feliz, esperançosa e excitada com frequência;
  • ficar irritada facilmente;
  • se mostrar incansável;
  • ficar muito distraída;
  • falar rápido demais, de maneira que dificulte a compreensão das palavras que diz;
  • acreditar que tem habilidades e poderes e que pode fazer coisas que as outras pessoas não conseguem;
  • ter muita energia;
  • dormir pouco;
  • falar e pensar sobre sexo;
  • apresentar comportamentos característicos de pessoas mais velhas;
  • ser impulsiva;
  • se mostrar incapaz de medir as consequências de suas ações e
  • apresentar comportamentos arriscados, o que pode incluir impulsos sexuais, abuso de substâncias químicas, dentre outros.

Como identificar a bipolaridade em crianças?

Ao desconfiar que uma criança sofre de transtorno bipolar, o mais indicado é procurar ajuda profissional. Assim, o pequeno passará por uma avaliação mental completa para receber um diagnóstico, já que ainda não há um teste definitivo que identifique o transtorno bipolar.

Muitas vezes, outras condições mentais, como depressão e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), apresentam sintomas semelhantes. Por isso, é muito importante oferecer ao profissional o máximo de informações possível sobre o humor, padrões de sono, níveis de energia e histórico completo da criança, para que o médico consiga descartar as demais possibilidades.

Quais são os possíveis tratamentos para a bipolaridade infantil?

Estudos recentes já indicam que o transtorno bipolar pode ser gerenciado ao longo da vida de um paciente. O tratamento geralmente inclui medicação e terapia. Os remédios são indicados pelo médico com o objetivo de estabilizar o humor da criança ou do adolescente — eles podem, entretanto, causar alguns efeitos colaterais, por isso é importante monitorar a evolução do tratamento.

Já a terapia tem a intenção de ajudar a criança a lidar com os demais sintomas da doença e ajudar no relacionamento com pessoas próximas. O processo terapêutico infantil muitas vezes pode incluir outros membros da família.

Em alguns casos, a internação se faz necessária, mas isso só acontece quando a bipolaridade infantil coloca em risco a vida do paciente. Tentativas ou pensamentos suicidas, automutilação ou episódios psicóticos são alguns exemplos de motivos para internação de uma criança.

Todo o tratamento funciona melhor quando a criança, a família e a equipe de profissionais trabalham juntos como um time. Por isso, é importante estar comprometido com a melhora, não faltar consultas, tirar todas as dúvidas que surjam, se comunicar com os demais envolvidos no processo e se atualizar sobre as questões que envolvem a saúde mental.

É comum que crianças que apresentam alguns sintomas de bipolaridade infantil não sofram necessariamente com a doença. Por isso, se você conhece alguém que pode estar passando por isso, o melhor a se fazer é procurar ajuda profissional.

O Hospital Santa Mônica oferece tratamento especializado para pessoas com problemas psiquiátricos infantojuvenil e adulto há 50 anos. Entre em contato conosco e conheça nosso trabalho!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Planos de Saúde

CARE PLUS
SBC Saúde
Amil
Interclinicas do Brasil
Vale Saúde
Unimed Intercâmbio
Unimed CT Nacional
Unimed ABC
Transmontano
SulAmérica
Sompo
Sinpeem
Sepaco
Saúde Caixa
Santa Amália
Sabesprev
Prodesp (GAMA)
Prime Saúde
Prevent Sênior
Plan-Assiste (MP FEDERAL)
Panamed Saúde
Omint
NotreDame Intermédica
Nipomed
Metrus
Mediservice
Master Line
Mapfre Saúde
Life Empresarial
Intermédica
Green Line
Gama Saúde
EMBRATEL
Economus
Correios / Postal Saúde
Caixa Econômica Federal
Bradesco Saúde
Banco Central
APCEF/SP
AMAFRESP
Alvorecer Saúde
ABRASA
Ver todos