A pandemia Covid-19 e a Saúde Mental nos Estados Unidos - Hospital Santa Mônica
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Os telefones de ajuda a prevenção de suicídios tiveram aumento sem precedentes nas ligações de pessoas angustiadas e depressivas. Os profissionais de saúde mental estão preocupados com a crise que se instala devido ao estresse e ansiedade extremos que as pessoas estão sendo submetidas na atual situação.

O sistema de tratamento em saúde mental já estava em crise muito antes do Covid-19 aparecer. O aspecto mais urgente é aquele que sempre recebeu pouca atenção: serviços de tratamento aos doentes mentais graves.

Este sistema, já falido antes da pandemia, provavelmente se tornará mais disfuncional com o Covid-19.

Embora haja entendimento que a crise do Covid-19 impacta drasticamente nas necessidades de saúde mental, ninguém priorizou o problema sobre doentes mentais graves e suas famílias.

Em qualquer, mesmo sem a pandemia, nos Estados Unidos mais da metade dos doentes mentais não recebe tratamento, deixando-os sem apoio para gerenciar pensamentos desordenados, desconexão da realidade e/ou episódios extremos de mania ou depressão intensificada.

Enquanto esses indivíduos permanecerem sem tratamento, sem monitoramento e confusos aumentam o risco de contrair e espalhar o covid19.

O fracasso em atender a essa população é fator complicador para uma resposta pandêmica eficaz.

Devido ao fechamento generalizado de hospitais psiquiátricos públicos no último meio século existem menos leitos psiquiátricos que a necessidade mínima da população e, piorando a situação já ruim antes, muitos leitos hospitalares psiquiátricos estão sendo entregues para acomodar pacientes com Covid-19.

Há necessidade cada vez mais urgente de políticas para garantir a disponibilidade de leitos psiquiátricos hospitalares, havendo especial preocupação com a limitação das verbas federais de financiamento para a cobertura de tratamentos psiquiátricos de pacientes internados.

O financiamento do tratamento psiquiátrico hospitalar não deveria interferir nas decisões sobre quando é seguro e apropriado dar alta para um paciente em crise, colocando em risco o próprio doente, a família e a comunidade.

Sem acesso a cuidados hospitalares, as pessoas em crise psiquiátrica se deterioram mais e isso sobrecarrega os sistemas de saúde geral e os departamentos de emergência (que já estão sobrecarregados devido ao Covid-19).

Doentes mais vulneráveis podem ter exacerbações de sintomas de doença mental grave devido a uma redução na disponibilidade de serviços ambulatoriais e isto pode criar aumento na demanda por atendimento psiquiátrico hospitalar.

Para alguns doentes mentais a pandemia do Covid-19 pode exacerbar sintomas como paranoia ou delírios persecutórios sobre o controle do governo. Os sintomas de doenças mentais graves também podem afetar a capacidade de alguns indivíduos agirem adequadamente no clima atual – por exemplo, alucinações auditivas que levam alguns a evitar a comunicação por telefone ou pensamentos desorganizados que impedem que alguns sigam as diretrizes públicas de higiene pessoal ou social distanciar.

Doentes mentais graves usualmente não têm conhecimento sobre sua doença e não reconhecem a necessidade de tratamento, seja por sua doença mental ou pela infecção por Covid-19. Essa falta de percepção traz complicações adicionais para o acesso ao tratamento e a adesão durante uma pandemia.

Deve haver prioridade no tratamento psiquiátrico antes que estes doentes sejam presos devido à piora de seu quadro, mas os doentes mentais já estão sendo presos há tempos e piorando agora devido a comportamentos sintomáticos que violam as restrições do Covid-19.

Doentes mentais não deviam estar sendo confinados nas prisões, mas deveriam receber tratamento em hospitais especializados. As famílias dos doentes estão com medo de tratamentos em grupo, sistema quase fundamental no atendimento aos pacientes e, os esforços para mitigar a propagação do vírus por meio do distanciamento social, com cancelamento de atividades em grupo, impedem a melhora no tratamento podendo alongar a necessidade das internações.

Telefones celulares não são permitidos em unidades psiquiátricas devido a questões de privacidade e as instalações de tratamento psiquiátrico estão em risco aumentado de surto de Covid-19. As visitas aos doentes tiveram que ser suspensas e as reuniões das equipes com os médicos, famílias e pacientes estão limitadas pelo pânico e medidas de proteção.

As instalações de atendimento psiquiátrico não são preparadas e não estão equipadas para fornecer serviços de terapia intensiva que possam ser necessários se um paciente contrair o vírus e tiver evolução da doença em sua forma mais grave.

Devido às necessidades de segurança destes doentes e ao potencial de um surto, políticas devem ser imediatamente desenvolvidas para garantir atendimento específico nos hospitais gerais para doentes mentais que manifestem sintomas de Covid-19.

A comunicação entre os administradores de hospitais, equipes, médicos e as famílias dos pacientes sobre as medidas tomadas para proteger os pacientes deve ser intensa e constante.

Cedo ou tarde será necessário estabeleça protocolos para clínicos tratar casos leves de Covid-19 nas dependências dos hospitais e somente encaminhar para transferência casos graves que requeiram serviços médicos mais intensivos para hospitais gerais. Sendo de vital importância as autoridades garantirem acesso a exames e medicamentos necessários.

Doentes mentais são membros vulneráveis da sociedade, têm maior probabilidade de ficar desabrigado, encarcerado, ou fazer de uso de tóxicos, além de sofrerem com outros problemas sérios de saúde os coloca em risco aumentado de contrair Covid-19 e sofrer sintomas graves ou até morte e isto está sendo negligenciado por todos: autoridades e sociedade!

Fonte: Dr. Carlos Educardo Zacharias, diretor clínico do Hospital Santa Mônica e https://www.treatmentadvocacycenter.org/fixing-the-system/features-and-news/4254-2020-04-14-15-18-02?fbclid=IwAR0H_r2HKXeMh7oURLUOjZM-LMoSeP3d0Y3z3ELR-ASEeaCaNGupmgbL6B0

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