Resumo
Guardar emoções até não suportar mais ou reagir de forma explosiva diante dos problemas são comportamentos que podem prejudicar o funcionamento do cérebro e a saúde mental. Neste episódio da série Mente Conectada, a Dra. Márcia Hartmann Franco explica como a repressão emocional e a impulsividade afetam áreas cerebrais relacionadas ao estresse, à memória, ao sono e à atenção. O vídeo também mostra por que reconhecer e expressar emoções de forma saudável é fundamental para o equilíbrio emocional.
Você costuma guardar tudo o que sente até chegar ao limite? Ou reage imediatamente quando algo o incomoda, sem conseguir controlar a intensidade das emoções?
Embora pareçam comportamentos opostos, tanto reprimir sentimentos quanto explodir emocionalmente podem trazer consequências importantes para a saúde mental e para o funcionamento do cérebro.
Neste episódio da série Mente Conectada, a Dra. Márcia Hartmann Franco, neuropediatra e diretora de qualidade médica do Hospital Santa Mônica, explica por que esses dois extremos podem ser prejudiciais e qual é o caminho mais saudável para lidar com as emoções.
Assista ao vídeo completo
O que você vai aprender neste vídeo
- O que acontece no cérebro quando emoções são reprimidas;
- Como o estresse crônico afeta a saúde mental;
- O impacto do cortisol sobre memória, atenção e sono;
- Por que explosões emocionais também podem ser prejudiciais;
- A relação entre impulsividade e funcionamento cerebral;
- Como desenvolver uma expressão emocional mais saudável.
O que acontece quando você engole as emoções?
Muitas pessoas acreditam que ignorar sentimentos é uma forma de evitar sofrimento. No entanto, emoções não desaparecem apenas porque são reprimidas.
Quando sentimentos como raiva, tristeza, medo ou frustração são constantemente ignorados, o organismo pode permanecer em estado de alerta por períodos prolongados. Isso favorece a liberação contínua de hormônios relacionados ao estresse, como o cortisol.
Com o tempo, esse processo pode contribuir para:
- Ansiedade;
- Cansaço excessivo;
- Dificuldades de concentração;
- Alterações do sono;
- Irritabilidade;
- Sintomas físicos relacionados ao estresse;
- Maior risco de sofrimento emocional.
Explodir também não é a solução
No extremo oposto estão as pessoas que expressam emoções de forma intensa e impulsiva.
Durante explosões emocionais, áreas cerebrais ligadas às reações automáticas e à sobrevivência podem assumir o controle, reduzindo temporariamente a capacidade de reflexão e tomada racional de decisões.
Isso pode gerar:
- Conflitos interpessoais;
- Arrependimento após reações impulsivas;
- Dificuldades nos relacionamentos;
- Sentimentos de culpa;
- Aumento do estresse emocional.
O equilíbrio emocional está no meio do caminho
A alternativa mais saudável não é engolir emoções nem permitir que elas assumam completamente o controle.
O desenvolvimento da regulação emocional envolve reconhecer sentimentos, compreender sua origem e expressá-los de maneira adequada e segura.
Nomear emoções, desenvolver autoconhecimento e buscar formas saudáveis de comunicação pode reduzir o impacto do estresse e favorecer relacionamentos mais equilibrados.
Quando procurar ajuda?
Se você percebe que frequentemente reprime sentimentos, vive sobrecarregado emocionalmente ou reage de forma impulsiva com frequência, pode ser útil buscar apoio especializado.
A psicoterapia e outros recursos terapêuticos ajudam a desenvolver habilidades emocionais importantes para lidar com desafios, conflitos e situações estressantes do dia a dia.
Assista ao vídeo completo e descubra como suas emoções influenciam o cérebro e por que aprender a lidar com elas de forma saudável é uma parte essencial do cuidado com a saúde mental.