Histórias de Recuperação

Depressão: “Se eu não tivesse me internado, eu não estaria aqui hoje”

Case de Sucesso

Ana Paula tem 37 anos e conviveu por anos com a depressão. Insônia, desesperança e pensamentos suicidas passaram a fazer parte da rotina — até que chegou ao limite. A decisão pela internação marcou um ponto de virada. Hoje, em tratamento, ela recuperou a vontade de viver e reconstrói sua história.

Depressão · Depoimento: Ana Paula, 37 anos · Leitura: ~7 min

Cristina Collina
Redação
Cristina Collina

Jornalista especializada em saúde mental | MTb 0081755/ SP.

Comunicação em Saúde
RESPOSTA RÁPIDA — quando a depressão exige intervenção intensiva
A depressão pode evoluir para quadros graves, com prejuízo funcional e risco de suicídio. Ana Paula enfrentava sintomas intensos e persistentes quando decidiu pela internação. Com acompanhamento multidisciplinar, conseguiu estabilizar o quadro e retomar sua vida.  
14 anos
convivendo com depressão  
1 decisão-chave Aceitar a internação para cuidar da saúde mental  1 virada
retomar a vontade de viver  

O limite: quando a vida perde o sentido

As manhãs eram pesadas.

Sem dormir, com dores no corpo e uma sensação constante de vazio, Ana Paula já não conseguia realizar tarefas básicas.

Não havia energia. Não havia interesse. Não havia perspectiva.

“Eu não conseguia sair da cama. Não via mais sentido em nada.” – Ana Paula, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

A alimentação foi comprometida, o isolamento aumentou e os pensamentos suicidas passaram a ser frequentes.

Esse é um sinal de alerta importante: quando a depressão compromete o funcionamento diário, o risco clínico aumenta.

O que a fez pedir ajuda

Mesmo em sofrimento intenso, havia um vínculo que a mantinha conectada à realidade: os filhos.

“Eu sabia que não podia deixar eles.” – Ana Paula, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

Foi nesse momento que ela reconheceu que não conseguiria sair daquela situação sozinha.

A decisão pela internação veio após pesquisa e busca ativa por ajuda.

O impacto na família — e a quebra do estigma

A internação psiquiátrica ainda carrega preconceitos.

Inicialmente, a família reagiu com medo.

“Minha filha achava que era lugar de gente louca.” – Ana Paula, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

Mas, diante da gravidade do quadro, a percepção mudou.

Esse movimento é comum: o estigma dá lugar à compreensão quando o risco se torna evidente.

A chegada ao hospital: medo e alívio

Ana Paula chegou ao hospital fragilizada — física e emocionalmente.

“Eu estava exausta, sem dormir há dias.” – Ana Paula, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

O medo do ambiente desconhecido era real. Mas o acolhimento foi imediato.

Já na primeira noite, após intervenção médica, conseguiu dormir.

“Quando acordei, pensei: foi a melhor decisão que eu tomei.” – Ana Paula, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

O sono, muitas vezes negligenciado, é um dos primeiros marcadores de melhora em quadros depressivos.

O tratamento: reconstrução passo a passo

Durante a internação, Ana Paula iniciou um tratamento estruturado, com foco na estabilização e reabilitação.

A abordagem incluiu:

  • acompanhamento psiquiátrico
  • psicoterapia (com enfoque cognitivo)
  • grupos terapêuticos
  • atividades ocupacionais

A terapia ajudou a reestruturar padrões de pensamento.

“Aprendi a lidar com os pensamentos negativos.” – Ana Paula, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

Já os grupos trouxeram identificação e pertencimento.

“Eu percebi que não estava sozinha.” – Ana Paula, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

O papel das atividades e do vínculo

As atividades terapêuticas tiveram um papel importante na retomada do interesse pela vida.

Oficinas, interação social e novas experiências ajudaram na reconexão com o cotidiano.

“Eu fui me soltando aos poucos.” – Ana Paula

Além disso, o vínculo com outros pacientes trouxe apoio emocional.

“A melhor coisa foi fazer amizades.” – Ana Paula

Esse aspecto é central: a recuperação em saúde mental também passa pela reconstrução de vínculos.

O que mudou durante a internação

Ao longo de um mês, mudanças importantes aconteceram:

  • retomada do sono
  • redução dos pensamento suicidas
  • melhora do humor
  • reconexão com a família
  • maior consciência sobre a doença

“Foi a maior prova de amor que eu fiz por mim.” – Ana Paula

A alta: entre o medo e a esperança

A saída do hospital trouxe um novo desafio.

Sem o ambiente protegido, Ana Paula sentiu insegurança.

“Eu fiquei com medo de como seria aqui fora.” – Ana Paula

Mas havia algo diferente.

Dessa vez, existia vontade de viver.

“Eu não penso mais em morrer. Só em seguir em frente.” – Ana Paula

Recuperação: continuidade e projeto de vida

Após a alta, Ana Paula manteve o tratamento com acompanhamento médico e uso de medicação.

Gradualmente, retomou planos e objetivos.

Hoje, fala sobre:

  • voltar a estudar
  • buscar trabalho
  • cuidar da casa e dos filhos
  • cuidar de si mesma

“Não é fácil, mas eu estou seguindo.”

Mensagem de quem viveu o processo

Ana Paula deixa um alerta direto:

Depressão não é fraqueza — é uma doença que precisa de tratamento.

E, em alguns casos, a internação pode salvar vidas.

Contexto clínico — equipe do Hospital Santa Mônica
Programa de Saúde Mental · Tratamento para Depressão “A depressão em estágio moderado a grave pode exigir internação para estabilização clínica, especialmente quando há risco de suicídio ou prejuízo funcional importante. O tratamento envolve abordagem multidisciplinar e continuidade do cuidado após a alta.”
Você ou alguém próximo está passando por algo parecido? O Hospital Santa Mônica oferece tratamento especializado para depressão, com equipe multidisciplinar e acompanhamento integral. ☎️  (11) 4668-7455 — Fale conosco agora →  Saiba mais sobre depressão: hospitalsantamonica.com.br/categoria/transtorno-mental/depressão/

gradient
Cadastre-se e receba nossa newsletter