Um problema grave que muitas vezes é ignorado: abuso psicológico. - Hospital Santa Mônica
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Consequências do abuso psicológico

Em 2017, o disque 100, principal canal de comunicação sobre violação dos direitos humanos, recebeu cerca de 143 mil denúncias. A violação mais reportada foi a negligência, com 61.416 casos, em segundo lugar está a violência psicológica, com 39.561 casos e, em seguida, a violência sexual, com 20.330 casos. A lista de denúncias é liderada pelas violações contra crianças e adolescentes, contra idosos e pessoas com deficiência.

Como visto, a violência ou abuso psicológico é, infelizmente, uma prática comum no Brasil. Além dos grupos citados, as mulheres também são vítimas frequentes de relacionamentos abusivos. Companheiros abusivos distorcem a realidade da mulher e as deixam confusas, além de torná-las dependentes ao longo do tempo.

Na maioria das vezes não é fácil identificar um abuso psicológico. Essa prática pode ser muito sutil e, ao mesmo tempo, trazer sérios prejuízos para a saúde física e mental. Elaboramos este artigo para que você entenda o que caracteriza o abuso psicológico, quais são as consequências desse ato terrível e como procurar ajuda nesses casos. Confira.

O que caracteriza o abuso psicológico?

A violência ou abuso psicológico também pode ser chamada de emocional. Em termos legais, esse ato danoso aos seres humanos foi descrito em 2006, quando a Lei Maria da Penha foi aprovada. Essa lei promulga que existem 5 tipos de violência, sendo elas a física, emocional, patrimonial, moral e sexual.

A violência psicológica é entendida como qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação” (Lei 11.340/06 – Lei Maria da Penha).

Em adultos, estima-se que mulheres sofram 4 vezes mais violência psicológica do que homens. Segundo pesquisa, 48% das mulheres que procuraram unidades de saúde devido à violência psicológica apontaram seus namorados, maridos ou ex-parceiros como algozes. No caso dos homens, 40% dos autores são familiares, como pais, mães e irmãos.

Isso acontece porque, na cultura do patriarcado, os parceiros pensam na mulher como uma “posse”, visto que a figura masculina é criada para demonstrar ‘força e virilidade,’ enquanto a mulher deve ser ‘entregue’ a ele. Já nos casos de violência psicológica no contexto familiar há direcionamento às crianças, independentemente de gênero.

Mesmo que a lei Maria da Penha seja para defender mulheres, a definição de violência psicológica serve para todos os sexos e faixas etárias. No caso de crianças é bastante difícil enxergar o abuso, uma vez que as atitudes que o caracterizam são feitas frequentemente e por longos anos. Além disso, os pequenos ainda não tem maturidade emocional para entender e se defender do que estão vivendo.

Na infância, esse tipo de violência é caracterizada por agressões verbais, como julgamentos, xingamentos e críticas excessivas, humilhações, criar situações para que a criança se sinta assustada, culpada ou com vergonha e controlar o que o pequeno faz incisivamente e fazer proibições sem sentido, com o intuito de deixar a pessoa frustrada, com raiva ou triste, por exemplo. O abandono emocional também é um tipo de violência psicológica, visto que a criança necessita de amor e apoio ao longo de seu desenvolvimento.

A lei 13.010, conhecida popularmente como Lei da Palmada, também visa a proteção psicológica das crianças. O artigo 18A promulga que a “criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.” O tratamento cruel ou degradante inclui condutas que humilhem, ameacem gravemente ou ridicularizem a criança ou adolescente.

Nos idosos, o abuso psicológico é caracterizado pelo uso de palavras e atos que provocam estresse emocional ou angústia. Isso inclui insultos, comandos de difícil entendimento, ameaças (como enviar o idoso para um asilo), permanecer em silêncio, ignorando a pessoa, e também a infantilização, em que o autor do abuso trata o idoso como criança, a fim de mantê-lo dependente.

Quais são as consequências para quem sofre esse abuso?

Abuso psicológico na criança

Violência psicológica contra crianças e adolescentes pode provocar danos mais graves do que a agressão física ou o abuso sexual, segundo estudo publicado na Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy. O psicólogo clínico Joseph Spinazzola e sua equipe do Centro de Trauma do Instituto de Recursos da Justiça, em Massachusetts, utilizaram informações da Rede Nacional de Traumas e Estresse Infantil (NCTSN, na sigla em inglês) para analisar dados de 5.616 crianças e adolescentes com histórico de abuso psicológico, físico e sexual.

Aproximadamente 62% tinham histórico de maus-tratos psicológicos; cerca de um quarto deles, 24%, sofreram exclusivamente esse tipo de violência, que abarca, de acordo com os pesquisadores, assédio moral por parte do cuidador, imposição de medo extremo, controle coercitivo, insultos graves, humilhações, ameaças, exigência extrema, rejeição e isolamento.

Os pesquisadores constataram que aqueles que passaram por esse tipo de experiência tendiam a sofrer de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e a apresentar risco de suicídio em maior nível do que os que sofreram violência física ou sexual. Entre os três tipos de agressão, a psicológica foi a mais fortemente associada com transtorno depressivo, distúrbio de ansiedade social e generalizada, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias.

Esse tipo de violência provoca danos emocionais tão graves quanto a agressão física e sexual juntas, alertam os pesquisadores. “Profissionais dos serviços de proteção podem levar mais tempo para reconhecer a negligência emocional porque ela não deixa marcas visíveis, além de não ser considerada socialmente tão grave”, aponta Spinazzola. “Precisamos de iniciativas de sensibilização para ajudar o público a entender os prejuízos psicológicos severos provocados por esse tipo de abuso.

Violência emocional no adulto e idoso

Geralmente, o abuso psicológico acontece de forma gradual e sem que a vítima perceba. Isso significa que, no início, a relação era saudável e agradável, mas com o passar do tempo os padrões de abuso aumentam. Dessa forma, a vítima fica cada vez mais dependente, se isolando de familiares, amigos e outras pessoas próximas.

Esse processo pode ser consciente ou inconsciente por parte do agressor mas o objetivo é, geralmente, ferir e diminuir a autoestima da vítima para mantê-la sob controle e comando. Dessa forma, o autor se sente superior. O problema é de difícil diagnóstico porque em algumas situações a vítima acredita que as atitudes do agressor são para protegê-la ou são formas de cuidado ou preocupação. Por esse motivo, é comum que a pessoa que sofre o abuso se sinta culpada e até diminuída.

As implicações incluem sintomas físicos e mentais diversos, como depressão e ansiedade, abuso de substâncias psicoativas e em vários problemas de saúde como cefaleias, distúrbios gastrintestinais, problemas cardíacos e sofrimento psíquico. Existe o risco de autoagressão, como tentativa de suicídio e mutilação.

O que fazer ao identificar o abuso psicológico?

Sair de situações de abuso psicológico não é nada fácil, principalmente quando a pessoa se sente sozinha e desamparada. No caso das crianças isso se torna ainda mais difícil. Com os pequenos, é importante se informar amplamente sobre a situação que está ocorrendo em casa e qual é a vivência da criança. Procurar parentes que podem ajudar pode ser uma ótima forma de começar. No entanto, caso a violência persista, é preciso denunciar o agressor para as autoridades.

O adulto que identifica uma relação abusiva deve procurar formas de ajuda, principalmente acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Esses profissionais serão capazes de orientar e medicar, respectivamente, melhorando a autoestima e a tomada de decisões. Afinal, assim a pessoa se sentirá menos fragilizada e dependente. É essencial ter em mente que a violência psicológica pode evoluir para a física. Se há algum risco dessa situação, deve-se procurar as autoridades e denunciar o agressor.

O mais comum é que pessoas de fora da relação, como familiares e amigos, identifiquem o relacionamento abusivo, enquanto a vítima não. Nesse caso é fundamental conversar com a pessoa que está sofrendo e apoiá-la, demonstrando todos os pontos negativos e situando-a da realidade. Deve-se, ainda, orientar a procura de profissionais especializados.

Hospital Santa Mônica conta com toda a estrutura necessária para recuperar pessoas que sofreram abusos emocionais. Se você quer oferecer suporte a alguém ou procura ajuda para si mesmo não deixe de entrar em contato.

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