O que é Transtorno da Aversão Sexual e quais são os sintomas? - Hospital Santa Mônica
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Entender o que é o Transtorno de Aversão Sexual é essencial para identificar os sintomas, buscar ajuda e se submeter ao tratamento especializado o quanto antes. Especialistas alertam que há mais pessoas do que se pensa com esse tipo de distúrbio, mas o medo, a timidez e a vergonha de pedir ajuda mascarar as estatísticas.

Nessa perspectiva, vamos explicar o que é esse transtorno, suas causas, sintomas e as opções de terapias disponíveis. Veja quais os sinais que indicam a necessidade de buscar ajuda profissional e entenda melhor como funciona o tratamento para o Transtorno de Aversão Sexual. Boa leitura!

O que é o Transtorno de Aversão Sexual?

Esse transtorno é um distúrbio psicológico que está inserido na categoria das disfunções sexuais, visto que o indivíduo que apresenta essa característica demonstra extrema aversão à atividade e ao contato sexual. O Transtorno de Aversão Sexual coloca a pessoa numa condição delicada e angustiante ao interferir nos processos ligados à estabilidade emocional e ao comportamento sexual.

Quem é afetado por essa desordem costuma evitar todas as formas de relação afetiva para não precisar se envolver em práticas sexuais. Mesmo nas preliminares, quando as situações envolvem intimidades, carícias e afeto,  a pessoa tem a visão dos órgãos genitais de forma muito repulsiva.

Essa repulsa pode ser específica ou generalizada a quaisquer tipos de estímulos sexuais, inclusive beijos e afagos. A intensidade da reação do indivíduo quando exposto a esses estímulos que lhe causa aversão pode variar bastante. Nos quadros mais graves, a pessoa com esse distúrbio pode experimentar sofrimento psicológico extremo.

Ainda que já esteja catalogado no DSM pela Organização Mundial de Saúde (OMS), esse distúrbio ainda tem poucos estudos científicos. Na Austrália, o periódico Sexual Health divulgou um artigo que afirma que o Transtorno de Aversão Sexual é bem mais presente na população do que se imagina. Ele afeta homens e mulheres, independentemente da idade, cultura ou classe socioeconômica. 

Em São Paulo, o ProSex — programa que objetiva melhorar a qualidade de vida sexual dos pacientes — defende que, tanto no homem quanto na mulher, a vida sexual influencia diferentes aspectos da saúde. Em um artigo recentemente divulgado pelo Jornal da USP, a coordenadora da ProSex explicou que a atividade sexual funciona como preditor de doenças emocionais e físicas.

Vale destacar a diferença entre o Transtorno de Aversão Sexual, que causa aversão ao contato sexual, e aquelas condições em que as pessoas são abstêmias por opção. Esses últimos são os chamados assexuados: eles não se envolvem sexualmente porque não querem, pois concentram sua libido em outro ponto, como na vida acadêmica, profissional, em um hobby ou em projetos sociais, por exemplo. Mas os abstêmios não apresentam desequilíbrios e nem repulsa em relação ao ato sexual.

Quais são os principais sintomas apresentados? 

O indivíduo que tem esse distúrbio relata ansiedade, medo, insegurança ou repulsa mediante situações que podem resultar em oportunidades de envolvimento sexual com um parceiro. Em muitos casos, a aversão pode ser específica ao contato genital e ainda se concentrar em um determinado ponto da experiência sexual.

Os homens podem se incomodar com o odor característico da vagina, enquanto algumas mulheres têm medo da penetração vaginal ou de qualquer contato com o líquido espermático, por exemplo. Existem mulheres que relatam medo extremo de gravidez por não confiarem nos métodos contraceptivos. Assim, elas preferem evitar o risco, o que acaba desenvolvendo esse distúrbio ou agravando-o.

Além dos sintomas típicos, esse distúrbio também influencia o surgimento de outras doenças tanto de caráter físico como emocional. Nos casos em que o transtorno se manifesta de forma mais grave, pessoas com esse problema podem experimentar até sintomas de um ataque de pânico. O quadro se caracteriza por:

  • estresse incontrolável;
  • ansiedade excessiva;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • calafrios;
  • taquicardia;
  • sensação de terror;
  • desmaio;
  • náuseas;
  • dificuldades respiratórias. 

Por isso, quem apresenta o Transtorno de Aversão Sexual deve procurar ajuda médica e psicológica especializada o quanto antes. Do contrário, os sintomas podem evoluir para situações mais graves e gerar acentuados prejuízos às relações interpessoais, sociais e e à saúde mental e física.

Por diferentes questões, esse distúrbio também pode ser desencadeado na fase adulta, inclusive após o casamento. Nesses casos, indivíduos casados tendem a evitar situações sexuais ou contato íntimo com seus parceiros sexuais mediante algumas táticas ou estratégias veladas. Quem passa a dormir cedo, insiste em viajar sozinho ou começa até mesmo a negligenciar a aparência pessoal pode estar desenvolvendo o Transtorno de Aversão Sexual.

Para melhorar a compreensão do tema destacamos dois cases com históricos de pacientes diagnosticados com o Transtorno de Aversão Sexual. Observe!

Caso 1

Paciente W*, 39 anos, iniciou um tratamento no Centro de Saúde Mental do Hospital South London and Maudsley, em Londres, Inglaterra. Ele nunca havia tido qualquer tipo de contato sexual. Ao começar o tratamento, logo o paciente obteve um diagnóstico: ele apresentava o Transtorno de Aversão Sexual, problema que leva à rejeição extrema e persistente a quaisquer tipo de contato genital. À medida que o tratamento ia progredindo, W* fazia importantes revelações durante a terapia: sua mãe era alcoólatra, promíscua e, por repetidas vezes, tentou seduzi-lo. Ele contou que sua mãe foi muito infiel ao esposo, que cometeu suicídio quando W* fez 12 anos de idade. O psiquiatra Martin Baggaley, diretor do hospital explicou que “qualquer possibilidade de um ato sexual gera asco, pavor, repulsa e ansiedade nos pacientes com esse problema. A pessoa se sente ameaçada, apresenta um medo muito intenso e passa a evitar qualquer tipo de contato sexual”.

Caso 2

Paciente M*, 39 anos, que decidiu procurar terapia no Center for Healthy Sex (Centro para o Sexo Saudável), em Los Angeles, USA. Ela nunca teve relações sexuais durante toda a vida. M* desenvolveu o transtorno de aversão sexual e, aos poucos, os sintomas foram se agravando: ela passou a evitar eventos sociais e situações com presença masculina. Também se tornou apática, triste, solitária, parou de se cuidar e passou a negligenciar até sua higiene corporal. Segundo seu próprio relato clínico, ela havia sofrido intensos abusos sexuais na infância. 

O que causa o Transtorno da Aversão Sexual?

Especialistas acreditam que a origem dessa aversão estaria intrinsecamente associada a experiências traumáticas ou situações não resolvidas na infância. Também são fatores de risco indivíduos oriundos de famílias desestruturadas, que sofreram agressões, abusos ou algum tipo de exposição educacional de moral rígida e restritiva. 

Quem passa pela infância e adolescência nessas circunstâncias tem maior propensão a desenvolver uma visão muito negativa da sexualidade, o que se torna um fator para o medo, a repulsa e o sofrimento. Na maioria dos casos, as crianças ou adolescentes vítimas de abusos sexuais são inibidas pelo agressor, o que as impedem de buscar ajuda.

Às vezes, os pacientes adultos sofrem com o Transtorno de Aversão Sexual por experiências afetivas frustradas. Muitos indivíduos podem até querer se relacionar afetivamente, mas não conseguem. Nessas circunstâncias, o distúrbio abre caminhos para a depressão, a ansiedade patológica e o isolamento social.

Também é preciso considerar a influência de questões de ordem social e cultural que podem ocasionar dificuldades para lidar com a vida sexual. Muitas pessoas cresceram em ambientes hostis, sustentados por alguns tabus e pela falta de orientação sexual. Além do mais, características específicas de personalidade ou a presença de distúrbios emocionais como transtorno obsessivo compulsivo (TOC), depressão e a síndrome do pânico podem exercer considerável influência sobre a vida sexual.

As causas mais determinantes para o desencadeamento do Transtorno de Aversão Sexual podem ser subdivididas em três fatores de influência e independem de gênero. Ainda que algumas causas sejam específicas de gênero, há casos que são comuns tanto nos homens como nas mulheres. Confira:

Traumas de infância

Nesse grupo estão incluídas as seguintes situações:

  • incesto;
  • estupro;
  • abuso sexual;
  • atitudes sexuais parentais;
  • violência de gênero ligada ao sexo.

Questões emocionais

Os aspectos mais relevantes ligadas aos fatores psicológicos são:

  • depressão;
  • medo de gravidez;
  • problemas matrimoniais;
  • histórico de violência em relacionamentos;
  • medo de sangue no pênis após a penetração;
  • estresse excessivo antes e durante o ato sexual;
  • dificuldade em estabelecer relacionamentos duradouros;
  • medo de contágio por infecções sexualmente transmissíveis;
  • problemas de gênero não resolvidos quanto à identidade sexual;
  • ansiedade gerada pela insegurança sobre o desempenho sexual.

Fatores fisiológicos

Os aspectos fisiológicos têm influências diversas, mas a maior parte dos casos pode ser resolvida com tratamento adequado. Observe quais são:

  • desinteresse pelo sexo após parto ou amamentação;
  • impotência sexual associada à dependência química;
  • fuga das relações sexuais pela insatisfação com o corpo;
  • insatisfação com o tamanho do pênis ou medo de não conseguir ereção;
  • lubrificação insuficiente causada por falta de libido ou questões hormonais;
  • influência de antidepressivos, remédios para pressão arterial elevada e de pílulas anticoncepcionais; 
  • doenças ou infecções vaginais, perianais, infecções do trato urinário, candidíase, endometriose e outras;
  • histórico de dor durante o ato sexual nos homens após cirurgia pélvica; em mulheres, após episiotomia, por exemplo.

Como funciona o tratamento para Transtorno da Aversão Sexual? 

Grande parte dos sintomas desse distúrbio estão ligados à doenças de base emocional  como ansiedade, depressão ou traumas de infância. Listamos os melhores tratamentos. Veja quais são!

Terapia Cognitivo Comportamental

A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é uma metodologia baseada na abordagem da psicoterapia combinada com outras teorias cognitivas. A TCC objetiva entender a forma como o indivíduo afetado por algum desequilíbrio interpreta os acontecimentos resultantes daquilo que compromete a sua estabilidade mental. A terapia é focada na recuperação de sensações negativas como dor, desconforto, angústia e tristeza associados ao transtorno de comportamento.

Tratamento medicamentoso

Como o Transtorno de Aversão Sexual gera depressão, ansiedade e outros sintomas de ordem emocional, há opções de tratamento com antidepressivos e ansiolíticos. O ideal é que essas terapias sejam combinadas para alcançar resultados mais efetivos na reversão do transtorno.

Como você pôde perceber, a reação de uma pessoa ao corpo e à visão da sexualidade construída por ela pode resultar de diferentes fatores. Por isso, quem enfrenta problemas dessa natureza não deve ignorar seus impactos sobre a saúde mental. Procure um tratamento especializado e veja como é possível superar o Transtorno da Aversão Sexual e recuperar a qualidade de vida e o bem-estar.Precisa de orientação profissional nesse sentido? Entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conte com a nossa equipe especializada para o que precisar!

2 respostas para “O que é Transtorno da Aversão Sexual e quais são os sintomas?”

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