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O estresse e o ambiente de trabalho

Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho de 2016 é marcado por campanha contra o estresse no ambiente de trabalho. Neste dia 28 – Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, a Organização Internacional do Trabalho – OIT, realiza uma campanha por um Ambiente de Trabalho Menos Estressante, por uma Mudança Coletiva.

Confira algumas dicas do Hospital Santa Mônica: 

Os resultados do estudo realizado pela OIT estão sendo divulgados nesta data e serão utilizados no sentido de que as empresas nacionais e internacionais, tomem medidas visando a redução e o combate desse mal que atinge as empresas.

Estudos sobre o estresse no mundo do trabalho, relatam que esse problema vem aumentando desde a década de 1990, especialmente mostrando o impacto do estresse no trabalho na saúde dos trabalhadores. Hoje os trabalhadores de todo o mundo estão enfrentando mudanças significativas na organização do trabalho e relações de trabalho; eles estão sob maior pressão para cumprir as exigências da vida de trabalho moderno.

Com o ritmo de trabalho ditado por comunicações instantâneas e elevados níveis de concorrência global, as linhas que separam o trabalho da vida estão se tornando mais e mais difícil de identificar. Os riscos psicossociais, como o aumento da concorrência, as expectativas mais elevadas em matéria de desempenho e mais horas de trabalho estão contribuindo para um ambiente de trabalho cada vez mais estressante.

Além disso, devido a atual recessão econômica que está aumentando o ritmo de mudança organizacional e da reestruturação do modelo de trabalho, os trabalhadores estão enfrentando cada vez mais uma condição de trabalho precário, oportunidades de trabalho reduzidas, o medo de perder seus empregos, demissões em massa, desemprego e diminuição da estabilidade financeira, com graves consequências para a sua saúde mental e para o bem-estar.

O estresse no trabalho é geralmente reconhecido como um problema global que afeta todas as profissões e todos os trabalhadores de ambos os países desenvolvidos e em desenvolvimento. É um princípio universal de que as pessoas têm o direito de padrões mais elevados de saúde. Sem saúde no trabalho uma pessoa não pode contribuir para a sociedade e alcançar o bem-estar. Se a saúde no trabalho está ameaçada, não há nenhuma base para o emprego produtivo e do desenvolvimento sócio-econômico.

O problema da doença mental é altamente relevante para o mundo do trabalho. Tem um impacto importante no bem-estar das pessoas, reduzindo as perspectivas de emprego e salários, com um efeito negativo sobre a renda das famílias produtivas e gerando altos custos diretos e indiretos para a economia. Ansiedade atinge 89% dos trabalhadores Outra pesquisa recente, divulgada no final de 2015, promovida pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), relatou que a ansiedade, a angústia e a preocupação, sentimentos “companheiros” em ambientes de trabalho marcados pela competitividade e pela pressão por bons resultados, ficam ainda mais acirrados quando a economia navega por águas revoltas.

Segundo a associação, que atua em 12 países, dos mil profissionais consultados, 89% apresentaram ansiedade, 83% angústia e 78% preocupação. Os sintomas decorrem de “fatores estressores”, como o medo de demissão (63% dos casos), falta de tempo para dar conta da sobrecarga de tarefas (62%), comportamentos passivo ou agressivo (41%), e desequilíbrio entre esforço e gratificação (37%). Fontes: Organização Internacional do Trabalho – OIT e ISMA – BR – International Stress Management Association no Brasil; Carrerplaning; Businesslink.

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