Histórias de Recuperação

Internação psiquiátrica: “Confiei no Hospital Santa Mônica e recebi minha mãe muito melhor do que a deixei”

Andréa Sakai é educadora física e filha de uma paciente com transtorno psiquiátrico de difícil diagnóstico. Após três anos buscando respostas e uma internação em hospital não especializado, ela confiou no Hospital Santa Mônica — e viu a mãe completar cinco quilômetros de caminhada uma semana após a alta.

Cristina Collina
Redação
Cristina Collina

Jornalista especializada em saúde mental | MTb 0081755/ SP.

Comunicação em Saúde

Especial Dia das Mães 2024   ·   Depoimento: Andréa Sakai, filha de ex-paciente   ·   Leitura: ~6 min

RESPOSTA RÁPIDA — para familiares que consideram a internação psiquiátrica
A internação psiquiátrica em hospital especializado pode ser a decisão que transforma a vida de quem você ama. Andréa Sakai passou três anos buscando diagnóstico correto para sua mãe, incluindo uma internação em hospital não psiquiátrico sem sucesso. No Hospital Santa Mônica, após quase quatro meses de internação com equipe multidisciplinar, sua mãe teve o diagnóstico correto, o tratamento adequado e alta com qualidade de vida recuperada. Uma semana depois, mãe e filha completaram juntas uma caminhada de cinco quilômetros.
3 anos
buscando diagnóstico correto
~4 meses
de internação no HSM
5 km
de caminhada uma semana após a alta

Três anos sem diagnóstico: a saga de quem cuida

A mãe de Andréa Sakai não tinha um diagnóstico. Passara por médicos conceituados, por hospitais de referência, mas ninguém conseguia nomear o que ela tinha. Ela gritava muito — nunca foi agressiva, mas a agitação assustava. E o que Andréa viu nesse período foi algo que não esperava: os próprios psiquiatras do hospital comum onde a mãe esteve internada entravam no quarto e sentiam medo. E deixavam de voltar.

“Ficava eu e minha mãe no hospital comum, porque os médicos tinham receio, tinham medo de entrar.” — Andréa Sakai, filha de ex-paciente do Hospital Santa Mônica

Três anos assim. Três anos de Andréa sendo a única presença constante ao lado da mãe, enquanto o sistema tentava — e falhava — em encontrar uma resposta.

O preconceito que ela mesma precisou vencer

Quando chegou a hora de considerar um hospital psiquiátrico especializado, Andréa hesitou. O preconceito estava lá — ela mesma admite. A ideia de “deixar” a mãe num hospital psiquiátrico carregava um peso que ela precisou trabalhar internamente.

“Lógico, quando a gente vai entregar, deixar um parente seu num hospital psiquiátrico, a gente tem sim o estímulo, a gente tem o preconceito. No começo eu falava que não queria, mas depois falei: não. Depois dessa experiência no hospital normal, eu quero tentar um hospital psiquiátrico.” — Andréa Sakai

Foi a experiência negativa no hospital não especializado que a convenceu. Se médicos treinados tinham medo de entrar no quarto da mãe, ela precisava de uma equipe que fosse preparada especificamente para isso.

Quase quatro meses no HSM: o que Andréa viu

A mãe de Andréa ficou internada no Hospital Santa Mônica por quase quatro meses. As visitas eram duas vezes por semana, uma hora e meia cada. Andréa, educadora física, usava cada minuto: dava ginástica, conversava, dava continuidade ao que a equipe do hospital já estava fazendo.

E foi nessas visitas que ela teve a oportunidade de observar o trabalho do hospital além da mãe.

“Esse trabalho multidisciplinar, eu vi verdadeiramente sendo realizado, não só com a minha mãe, mas com outros internos. Jovens fazendo jogos. Achei o trabalho incrível.” — Andréa Sakai

Ela também viu o lado mais difícil: pacientes sem visita na hora de visita. E acolheu essas pessoas também, conversando, fazendo contato. Isso a marcou profundamente.

“A presença do familiar é muito importante. Às vezes eu via uma coisa que me deixava muito triste: na hora da visita, as pessoas não terem a visita. Acho que faz tanta diferença.” — Andréa Sakai

O objetivo que manteve as duas firmes: cinco quilômetros

Durante a internação, Andréa criou uma meta para dar à mãe um horizonte concreto de recuperação. Mãe e filha sempre correram juntas — provas de rua de cinco quilômetros. Andréa prometeu: assim que saísse, participariam de uma prova.

A mãe não queria fazer as atividades com o fisioterapeuta. Mas a equipe, sempre atenciosa, insistia com paciência. E Andréa insistia com a promessa.

“Ao sair do hospital, nós fomos, depois de uma semana, participamos de uma caminhada de cinco quilômetros. Eu ainda perguntava: você quer parar? Ela: não, não, quero continuar. Então ela fez os cinco quilômetros.” — Andréa Sakai

“Eu acho que isso só aconteceu porque, de fato, ela teve uma assistência excepcional. Faltam palavras para agradecer. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha mãe.” -— Andréa Sakai

Para quem ainda tem medo de internar: a mensagem de Andréa

Hoje a mãe de Andréa continua em acompanhamento no Hospital Santa Mônica. São recebidas pelo nome, com carinho, toda vez que chegam. E Andréa tem uma mensagem direta para familiares que estão no mesmo lugar em que ela esteve.

“Eu sei que é o último recurso. É quando a gente não tem mais, não vê mais luz no final do túnel. Mas podem confiar: você vai pegar a pessoa que está internando muito melhor do que quando a deixou lá.” -— Andréa Sakai

“Confia. No começo é duro, parece que não é nada daquilo que você desejava para a pessoa que você ama. Mas o hospital tem toda a capacidade e faz um trabalho muito lindo. Eu vi muitas pessoas saindo do hospital. Todos que eu presenciei saíram muito melhor do que entraram. Vi familiares entregando, chorando. E recebendo, sorrindo.” -— Andréa Sakai

Seu conselho final é simples e poderoso: confie, esteja presente e, se algo não estiver certo, fale. A equipe resolve. Mas a presença do familiar, esse olho no olho, é insubstituível.

Contexto clínico — equipe do Hospital Santa Mônica
Programa de Transtornos Mentais · Equipe Multidisciplinar “Transtornos psiquiátricos de difícil diagnóstico exigem ambiente especializado e equipe com experiência clínica específica. Em hospital não psiquiátrico, a falta de familiaridade com quadros de agitação compromete tanto o diagnóstico quanto a adesão ao tratamento. A internação em hospital especializado permite observação contínua, ajuste de medicação em tempo real e abordagem multidisciplinar integrada — elementos que frequentemente fazem a diferença em casos que não responderam a tratamentos anteriores.”
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