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Internação voluntária de dependentes é discutida em Simpósio Nacional

A discussão do tema da internação de dependentes químicos está em pauta em todo o país. O último debate sobre o assunto reuniu centenas de profissionais da área da saúde mental no Simpósio Internacional sobre Drogas: da coerção à coesão.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), através da Gerência de Atenção à Saúde Mental, participou do evento, realizado no início deste mês, em Brasília. Segundo a gerente de Saúde Mental, Leda Trindade, a internação voluntária é a estratégia que deverá ser utilizada a partir de agora para a eficácia do tratamento dos dependentes químicos.

O evento teve a participação de dezenas de especialistas de vários países do mundo. Um dos assuntos que ganhou mais atenção de todos os participantes foi a questão da internação voluntária. Os palestrantes garantem que essa forma de tratamento adianta de forma mais qualitativa e natural à recuperação desses pacientes, relatou Leda Trindade. Para Leda, o Simpósio foi uma importante oportunidade para troca de experiências e demonstração do compromisso do Governo Federal no combate às drogas.

Tivemos uma excelente oportunidade para crescermos e discutirmos a política para cuidar das pessoas com dependência química. Não somente sobre a forma de internação, mas, também, como abordar os familiares, como manter a sociedade participando das discussões, além de outros assuntos importantes que nos possibilitaram trazer novas ideias para nossos centros aqui no Piauí, destacou.

A dependência química acarreta inúmeras consequências negativas ao corpo humano, inclusive, as chamadas comorbidades (doenças psiquiátricas associadas), como psicose, paranoia, esquizofrenia, manias, bipolaridade, entre outras. A consequência mais notória é a agressão ao sistema neurológico, provocando problemas cognitivos e, em alguns casos, oscilação de humor.

O evento contou com a organização e apoio do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria de Políticas sobre Drogas (Senad), e do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde e da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras drogas/Departamento de Articulação de Rede de Atenção à Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde; o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodoc) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em parceria com a Internacional Drug Policy.

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