Histórias de Recuperação

Dependência de Zolpidem: como Erica se recuperou após três internações no Hospital Santa Mônica

Enfermeira sem histórico de abuso de substâncias, Erica desenvolveu farmacodependência de Zolpidem durante a pandemia. Após duas internações involuntárias e uma voluntária, entregou-se ao tratamento e hoje colhe os frutos da recuperação. Esta é a história dela.

Erica não se via como dependente. O Zolpidem tinha receita. Após 3 internações no HSM e a decisão de se entregar ao tratamento, ela se recuperou.

Cristina Collina
Redação
Cristina Collina

Jornalista especializada em saúde mental | MTb 0081755/ SP.

Comunicação em Saúde

Publicado: 19 nov 2024   ·   Atualizado: 27 de março 2026    ·   Leitura: ~5 min

RESPOSTA RÁPIDA — para familiares e pacientes
Sim, é possível se recuperar da farmacodependência de benzodiazepínicos como o Zolpidem, mesmo após múltiplas internações. O caso de Erica — enfermeira sem histórico de uso de substâncias que desenvolveu dependência durante a pandemia — mostra que a combinação de internação especializada, equipe multidisciplinar e decisão pessoal de entregar-se ao tratamento pode transformar vidas. Após três internações no Hospital Santa Mônica, sendo a última voluntária, Erica alcançou a recuperação.
3 internações até a recuperação2024 internação voluntária — ponto de virada100% entrega ao tratamento na última internação

Quando o trabalho adoece: a pandemia como gatilho

Erica é enfermeira. Como muitos profissionais de saúde, enfrentou a pandemia na linha de frente — plantões cada vez mais longos, pressão emocional constante, morte ao redor. Para suportar a insônia que esse cenário trouxe, começou a usar Zolpidem, medicamento prescrito para distúrbios do sono.

Sem nunca ter usado álcool, cigarro ou qualquer substância ilícita, Erica não se enxergava como dependente. Afinal, era um remédio. Tinha receita. Mas a farmacodependência não distingue a origem da substância.

Em dezembro de 2021, a realidade chegou de forma brutal. Seu filho a encontrou desacordada, com a casa revirada e cartelas vazias de Zolpidem no lixo.

As primeiras internações: resistência e recaída

Erica acordou no Hospital Santa Mônica sem entender bem o que havia acontecido. Ainda sem aceitar sua condição, resistiu à internação. Após quinze dias, convenceu a família a assinar sua alta, prometendo seguir o tratamento ambulatorial.

A promessa não durou. Em junho de 2022, uma nova crise levou a uma segunda internação involuntária. O ciclo de dependência continuava — e a aceitação, ainda não havia chegado.

O ponto de virada: a internação voluntária

Em março de 2024, Erica olhou para o rosto do filho e viu o desespero estampado. Foi esse momento que mudou tudo. Pela primeira vez, ela mesma decidiu se internar. Sem pressão da família. Sem internação involuntária. Por conta própria.

“Eu me entreguei totalmente ao tratamento.” — Erica, enfermeira, ex-paciente do Hospital Santa Mônica

Essa decisão fez toda a diferença. A mesma instituição, a mesma equipe — mas uma Erica completamente diferente: aberta, comprometida e disposta a construir uma nova história.

O tratamento: equipe, confiança e 12 passos

No HSM, Erica foi acolhida por uma equipe de profissionais de excelência. Sob a orientação do Dr. Fábio José Beites e do psicólogo Clóvis Júnior, Erica recebeu suporte para se engajar no programa de dependência química, que incluía uma grade terapêutica específica.

Cada sessão, cada orientação e cada terapia com a equipe – desde os médicos até o cuidadoso trabalho de profissionais como o da psicóloga Ayde Câmara, com os 12 passos de Narcóticos Anônimos, e o psicólogo Antônio Chaves Filho, sempre incentivando todos – foram fundamentais para a recuperação de Erica.

Com paciência e dedicação, o Dr. Fábio orientou Erica na retirada gradual de qualquer substância que pudesse levar ao abuso, enquanto ela aprendia a aceitar sua condição e abraçar o tratamento. “Eu me entreguei totalmente ao tratamento”, relata Erica. Com serenidade e aceitação, ela conta que, pela primeira vez, sentiu-se acolhida e respeitada, do atendimento dos profissionais da limpeza aos médicos.

Hoje, Erica sente os frutos dessa jornada. Sua história no Hospital Santa Mônica é um testemunho de superação, serenidade e aceitação. Ela reconhece que, se algum dia precisar, poderá contar com essa equipe forte e dedicada para ajudá-la novamente.

Essa trajetória de recuperação inspira a muitos, especialmente aqueles que enfrentam a luta contra a farmacodependência, mostrando que a entrega ao tratamento e o apoio de uma equipe capacitada podem transformar vidas.

No HSM, Erica foi acolhida pela equipe do Programa de Dependência Química, sob a orientação do Dr. Fábio José Beites e do psicólogo Clóvis Júnior, Erica recebeu suporte para se engajar ao programa. O tratamento incluiu acompanhamento médico para a retirada gradual do Zolpidem, psicoterapia individual e em grupo, os 12 passos de Narcóticos Anônimos e uma grade terapêutica multidisciplinar.

O que surpreendeu Erica não foi apenas a qualidade clínica — foi o acolhimento no atendimento.

“Pela primeira vez, senti-me acolhida e respeitada, do atendimento dos profissionais da limpeza aos médicos.” — Erica

Ela reconhece que, se algum dia precisar, poderá contar com essa equipe forte e dedicada novamente. Mas hoje ela sente que a recuperação é sua — e que a entrega ao processo foi o que tornou tudo possível.

A vida depois da internação

A história de Erica no Hospital Santa Mônica é um testemunho de que a recuperação é possível — mesmo após múltiplas internações, mesmo após recaídas, mesmo quando parece que não há saída. O que mudou na terceira internação não foi o hospital nem a equipe: foi a decisão dela de se entregar ao tratamento com serenidade e aceitação.

“Essa trajetória de recuperação inspira a muitos, especialmente aqueles que enfrentam a luta contra a farmacodependência, mostrando que a entrega ao tratamento e o apoio de uma equipe capacitada podem transformar vidas.” — Erica

Contexto clínico — equipe do Hospital Santa Mônica
Programa de Dependência Química “A farmacodependência de benzodiazepínicos como o Zolpidem apresenta um desafio específico: muitos pacientes não se reconhecem como dependentes porque a substância tem prescrição médica. O tratamento exige retirada gradual supervisionada, trabalho terapêutico aprofundado e, sobretudo, que o próprio paciente chegue à aceitação. Sem essa decisão interna, nenhum protocolo clínico é suficiente.”
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