O alerta que psiquiatras, pais e profissionais não podem ignorar
Fonte e Revisor:

Dr. Fábio Barbirato, CRM RJ 52 62970 7 | RQE 53347 | Psiquiatra | UFRJ | Titulado pela ABP | Coordenador do Setor de Psiquiatria da Infância e Adolescência — Santa Casa do Rio de Janeiro
| RESUMO O aumento expressivo de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) levanta uma questão crítica para a psiquiatria da infância: não apenas o sobre diagnóstico, mas o erro diagnóstico como fenômeno clínico documentado. Dados da prática ambulatorial estruturada e estudos internacionais recentes sugerem que uma parcela substancial das crianças encaminhadas com diagnóstico prévio de TEA não satisfaz os critérios do DSM-5 após avaliação especializada. Este artigo discute os mecanismos desse fenômeno, as bases científicas do diagnóstico diferencial e as implicações clínicas do erro diagnóstico, com ênfase na responsabilidade do psiquiatra de infância e adolescência. |
1. Introdução: Uma Epidemia Real ou Diagnóstica?
Nas últimas três décadas, a prevalência do TEA cresceu de maneira notável. Nos Estados Unidos, as estimativas do CDC evoluíram de 1 em 150 crianças em 2000 para 1 em 31 em 2022 — um incremento superior a 380%. Meta-análise recente abrangendo estudos de 2004 a 2025 confirma essa tendência global, com prevalências variando de 0,30% em países de baixa e média renda a 0,86% em países de alta renda, chegando a 4,2% na Austrália e 3,6% na Suécia.
Embora parte desse aumento reflita genuinamente maior acesso ao diagnóstico e expansão dos critérios — com a incorporação da Síndrome de Asperger e do Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação (TGD-SOE) ao espectro a partir do DSM-5 (2013) —, uma fração relevante é atribuível a erros diagnósticos.
O psiquiatra Fábio Barbirato, com mais de três décadas de experiência ambulatorial, identificou um fenômeno consistente em sua prática: entre centenas de crianças encaminhadas com diagnóstico prévio de TEA, menos de 10% preenchiam de fato os critérios para o transtorno após avaliação multidisciplinar estruturada.
Esse dado é coerente com a literatura internacional. Fombonne et al. (2023), ao reavaliarem 232 crianças em idade escolar com diagnóstico prévio de TEA encaminhadas a um centro acadêmico, verificaram que apenas 47% mantinham o diagnóstico após avaliação rigorosa. Configura-se, portanto, um problema clínico de primeira ordem.
2. Contexto Epidemiológico e as Mudanças nos Critérios Diagnósticos
A transição do DSM-IV para o DSM-5 representou uma mudança paradigmática: a unificação de subtipos (Autismo Clássico, Síndrome de Asperger, TGD-SOE) em um espectro contínuo ampliou a abrangência diagnóstica, porém a maior subjetividade dos critérios abriu espaço para variabilidade clínica significativa.
| 📊 Dados Epidemiológicos Relevantes Prevalência global de TEA: 0,6% (IC 95%: 0,4–1,0%) com base em meta-análise de 74 estudos abrangendo 30 milhões de participantes. Países de alta renda: 0,86%. Brasil e países em desenvolvimento: estimativas abaixo de 0,30%, sugerindo subdiagnóstico nas regiões periféricas e sobre diagnóstico em centros urbanos com maior acesso a serviços especializados. (Fontes: Global Meta-Analysis 2004–2025; CDC MMWR 2022; JAMA Pediatrics 2024) |
O DSM-5 não exige a aplicação de instrumentos padronizados como o ADOS-2 ou o ADI-R, deixando o diagnóstico dependente do julgamento clínico individual. Isso aumenta a variabilidade entre profissionais e instituições, especialmente em contextos sem equipe multidisciplinar especializada.
3. O Problema do erro diagnóstico: o que os dados dizem
O erro diagnóstico no TEA não é uma hipótese clínica — é um fenômeno documentado na literatura peer-reviewed. Compreendê-lo exige distinguir dois cenários distintos:
- Falso positivo: criança diagnosticada com TEA que não preenche os critérios após avaliação especializada;
- Falso negativo: criança com TEA que não recebe o diagnóstico, frequentemente por apresentação atípica ou comorbidade.
3.1 Dados clínicos sobre falsos positivos
No projeto clínico estruturado coordenado pelo Dr. Barbirato, com equipe multiprofissional (psiquiatra, neuropsicólogo, fonoaudiólogo), os diagnósticos incorretos distribuíam-se principalmente entre:
- TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)
- Transtornos de linguagem / atraso de desenvolvimento da fala
- Deficiência intelectual leve
- Crianças dentro do desenvolvimento típico com perfil de temperamento introverto ou hipersensibilidade sensorial
3.2 A sobreposição com TDAH: o dilema diagnóstico mais frequente
A fronteira entre TEA e TDAH constitui o principal terreno de erro. Estudos indicam que 50–70% das crianças com TEA também exibem sintomas de TDAH, e que 20–50% dos indivíduos com TDAH preenchem também critérios para TEA. Essa sobreposição gerou, historicamente, traumas diagnósticos bidirecionais.
“Crianças com TDAH receberam diagnóstico de TEA com atraso médio de 1,8 anos em relação a crianças diagnosticadas diretamente com autismo — e o atraso chegou a 2,6 anos nas meninas.”
— Kentrou et al., Journal of Autism and Developmental Disorders, 2019
Estudo de Kentrou et al. (2019) demonstrou ainda que aproximadamente 40% dos casos inicialmente diagnosticados como TDAH não mantiveram esse diagnóstico após a confirmação do TEA, sugerindo que o TDAH havia sido o diagnóstico primário incorreto. O DSM-5, ao eliminar a regra de exclusão mútua entre TDAH e TEA, criou tanto uma oportunidade clínica — permitir o diagnóstico de comorbidade —risco: a tendência de diagnosticar TEA diante de qualquer quadro complexo de desatenção e desregulação.
4. Fatores que determinam o erro diagnóstico
4.1 Fatores clínicos e metodológicos
A ausência de biomarcadores objetivos para o TEA torna o diagnóstico essencialmente comportamental e, portanto, sujeito a influências do avaliador, do contexto e do instrumento utilizado. Os principais fatores clínicos são:
- Avaliações sem protocolos padronizados (ausência de ADOS-2, ADI-R ou equivalentes validados)
- Observações limitadas a um único contexto ou momento do desenvolvimento
- Ausência de avaliação do histórico do desenvolvimento longitudinal
- Não consideração do diagnóstico diferencial estruturado
- Subdiagnóstico em meninas: apresentação atípica leva a classificações incorretas como TDAH ou transtorno de ansiedade
4.2 Fatores sociais e sistêmicos
- Pressão por respostas rápidas de famílias e escolas
- Difusão de conteúdo sobre autismo nas redes sociais, gerando autodiagnósticos ou expectativas diagnósticas equivocadas
- Incentivos econômicos: o diagnóstico de TEA garante, em muitos estados e planos de saúde, acesso a terapias e benefícios escolares, o que pode, inadvertidamente, influenciar o processo avaliativo
- Escassez de profissionais treinados em instrumentos padronizados fora dos grandes centros urbanos
5. Impacto do erro diagnóstico: consequências clínicas e sistêmicas
O erro diagnóstico em psiquiatria infantil não é um equívoco neutral. Suas repercussões são concretas e duradouras:
5.1 Para a criança
- Tratamentos intensivos e onerosos (ex.: ABA) sem indicação clínica
- Estigma precoce e impacto negativo na construção da identidade
- Desvio de intervenções eficazes para o transtorno de base real (ex.: remediação de linguagem, manejo farmacológico do TDAH)
- Postergação de experiências sociais normativas por superproteção
5.2 Para a família
- Sobrecarga emocional associada a um diagnóstico de gravidade percebida elevada
- Investimento financeiro em avaliações e terapias desnecessárias
- Reorientação equivocada de expectativas de desenvolvimento
5.3 Para o sistema de saúde
- Ocupação de vagas em serviços especializados por pacientes sem o diagnóstico correto
- Inflação artificial da prevalência, distorcendo políticas públicas e alocação de recursos
- Questionamento da credibilidade da psiquiatria infantil perante outras especialidades e a opinião pública
6. O padrão-ouro no diagnóstico do TEA: o que a ciência recomenda
A literatura científica é consensual: o diagnóstico confiável do TEA exige avaliação multidisciplinar estruturada. Os instrumentos com maior base de evidências são:
| Instrumentos Padronizados — Padrão-Ouro ADOS-2 (Autism Diagnostic Observation Schedule, 2ª edição): instrumento semiestruturado de observação direta, com maior sensibilidade e especificidade documentadas. ADI-R (Autism Diagnostic Interview — Revised): entrevista estruturada com cuidadores sobre o histórico do desenvolvimento. Uso combinado: classificação correta em 80,8% dos casos para TEA mais amplo. Embora nenhum desses instrumentos seja exigido pelo DSM-5, sua ausência aumenta substancialmente o risco de erro. (Lord et al.; Risi et al.; Reuter et al., 2021) |
Kamp-Becker et al. (2021), em análise com ampla amostra clínica, demonstraram que subconjuntos reduzidos de itens do ADOS e do ADI-R podem manter desempenho diagnóstico comparável, com níveis adequados de sensibilidade e especificidade. Esses achados sugerem que protocolos abreviados, desde que validados, podem contribuir para avaliações mais ágeis em contextos de alta demanda, sem necessariamente comprometer o rigor diagnóstico. As diretrizes do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) recomendam que instrumentos padronizados, como o ADOS-2, não sejam utilizados de forma isolada, devendo sempre ser integrados a uma avaliação clínica abrangente.
Componentes indispensáveis de uma avaliação confiável
- Anamnese detalhada do desenvolvimento
- Entrevista semiestruturada com pais e cuidadores (ADI-R ou equivalente)
- Observação direta e padronizada da criança (ADOS-2 ou equivalente)
- Avaliação neuropsicológica (cognição, funções executivas, atenção)
- Avaliação fonoaudiológica (linguagem expressiva, receptiva e pragmática)
- Análise do funcionamento em diferentes contextos (escola, domicílio, pares)
- Avaliação longitudinal quando o quadro inicial for inconclusivo
7. Diagnóstico Diferencial: Condicionantes Clínicos Essenciais
A seguir, os principais diagnósticos que mais frequentemente se sobrepõem ao TEA e que exigem diferenciação rigorosa:
7.1 TDAH
A inatenção, a impulsividade e a dificuldade nas interações sociais secundarizam o quadro do TDAH, podendo mimetizar déficit de reciprocidade social do TEA. Movimentos repetitivos do TEA podem ser confundidos com a hiperatividade motora. O diagnóstico diferencial exige análise funcional do comportamento: o caráter dos padrões repetitivos (mecanismo de autorregulação vs. rigidez ritual) é crítico.
7.2 Transtorno de Linguagem / Atraso de Fala
O atraso de linguagem é o sinal de alerta mais frequente para suspeita de TEA. Contudo, transtornos primários de linguagem — particularmente o transtorno de desenvolvimento de linguagem (TDL) — cursam com dificuldades de comunicação sem os critérios nucleares de falha na reciprocidade social e padrões restritivos-repetitivos. Estudo de Bartolucci et al. (2021) identificou o transtorno de comunicação/linguagem como o diagnóstico alternativo mais comum em crianças submetidas a avaliação especializada com resultado subliminar no ADOS.
7.3 Deficiência Intelectual
A DI cursando sem TEA pode apresentar comportamentos estereotipados, dificuldades sociais e linguagem limitada que, sem avaliação cognitiva formal, geram confusão diagnóstica. A avaliação neuropsicológica é insubstituível nesse diferencial.
7.4 Transtorno de Ansiedade Social e Personalidade
Em crianças mais velhas e adolescentes, o transtorno de ansiedade social pode produzir evitação do contato visual, retraimento em grupos e aparente desinteresse social. A ausência de padrões repetitivos-restritivos e a responsividade emocional preservada são elementos diferenciadores fundamentais.
7.5 Desenvolvimento típico com variantes comportamentais
Crianças com temperamento introvertido, hipersensibilidade sensorial, interesses intensos em áreas específicas ou alta inteligência podem apresentar perfis que levam à suspeita equivocada de TEA. O grau de comprometimento funcional é o parâmetro decisivo: o TEA, por definição, implica prejuízo significativo em múltiplos domínios.
8. Intervenções baseadas em evidências: o que o diagnóstico correto habilita
O diagnóstico correto não é apenas uma classificação — é o passo que viabiliza intervenções específicas e eficazes. Para o TEA confirmado, as intervenções com maior respaldo científico são:
- Análise do Comportamento Aplicada (ABA): ampla base de evidências em estudos randomizados, especialmente para habilidades de comunicação e redução de comportamentos disruptivos em TEA confirmado;
- Terapia fonoaudiológica com abordagem naturalista (NATURALISTIC DEVELOPMENTAL BEHAVIORAL INTERVENTIONS — NDBIs): eficácia documentada em meta análises recentes;
- Programas psicoeducacionais para pais: PECS, Mais, DIR/Floortime — eficácia evidenciada quando indicados para TEA;
- Farmacoterapia adjuvante: risperidona e aripiprazol aprovados pelo FDA para irritabilidade associada ao TEA; estimulantes e atomoxetina com evidência para sintomas de TDAH.
Quando o diagnóstico está errado, o paciente recebe essas intervenções sem indicação, enquanto o tratamento correto para o transtorno real é postergado. No transtorno de linguagem primário, a fonoterapia específica para TDL é muito mais eficaz que a ABA. No TDAH, a farmacoterapia adequada pode transformar a trajetória escolar e emocional da criança. Errar o diagnóstico é adiar o tratamento certo.
9. Recomendações para a Prática Clínica
| ✓ Protocolo Mínimo Recomendado para Avaliação de Suspeita de TEA 1. Histórico do desenvolvimento: gestacional, neonatal, marcos do desenvolvimento, linguagem. 2. Entrevista estruturada com cuidadores (ADI-R ou instrumento equivalente validado). 3. Observação direta padronizada (ADOS-2 ou equivalente). 4. Avaliação neuropsicológica formal. 5. Avaliação fonoaudiológica. 6. Análise funcional dos comportamentos-alvo. 7. Avaliação multidisciplinar (escola + domicílio). 8. Reavaliação longitudinal quando inconclusivo. 9. Diagnóstico diferencial sistematizado antes da conclusão. |
Ao psiquiatra de infância e adolescência, cabe:
- Resistir à pressão por diagnósticos rápidos, especialmente em crianças menores de 3 anos, cujo quadro ainda pode ser inconsistente;
- Comunicar diagnósticos provisórios quando a avaliação for incompleta, documentando explicitamente o caráter temporário da classificação;
- Reavaliar periódica e criticamente diagnósticos estabelecidos, especialmente quando a resposta terapêutica for aquém do esperado;
- Considerar segunda opinião especializada em casos complexos;
- Documentar com rigor o processo avaliativo e os diagnósticos diferenciais considerados.
| Nota sobre aplicabilidade na prática clínica brasileira Embora instrumentos padronizados como o ADOS-2 (Autism Diagnostic Observation Schedule – Second Edition) e o ADI-R (Autism Diagnostic Interview – Revised) sejam considerados referências internacionais para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista, sua utilização ainda enfrenta limitações importantes no contexto brasileiro. No cenário assistencial real, especialmente fora dos grandes centros urbanos e no sistema público de saúde, o acesso a avaliações multidisciplinares completas e a esses instrumentos estruturados é frequentemente restrito ou inexistente. Mesmo em capitais, a disponibilidade desses recursos pode ser limitada, impactando sua aplicabilidade na rotina clínica. Diante desse contexto, a avaliação clínica criteriosa, longitudinal e baseada na observação do desenvolvimento da criança, aliada à escuta qualificada da família, permanece como eixo central no processo diagnóstico. Trata-se não apenas de uma adaptação à realidade, mas de uma prática clínica fundamentada, especialmente em cenários de acesso a recursos especializados. Esse descompasso entre diretrizes ideais e a capacidade operacional dos serviços de saúde evidencia a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à qualificação diagnóstica e ao acesso equitativo à avaliação especializada no Brasil. |
10. Conclusão: Diagnóstico Correto é Intervenção
Na psiquiatria da infância, o diagnóstico não é uma etiqueta — é a pedra angular do cuidado. Um diagnóstico correto de TEA abre acesso a intervenções que podem transformar a trajetória de vida de uma criança. Um diagnóstico equivocado, igualmente, a conduz por um caminho que drena recursos, gera sofrimento e adia o cuidado necessário.
“Em tempos de crescente visibilidade do autismo, é preciso equilibrar acesso ao diagnóstico com responsabilidade clínica. Porque, no fim, não é sobre dar um nome — é sobre oferecer o cuidado certo, na hora certa.”
— Dr. Fábio Barbirato
A literatura científica atual é inequívoca: a avaliação rigorosa, multidisciplinar e longitudinal não é um luxo — é um imperativo ético. A psiquiatria da infância tem a responsabilidade de liderar esse padrão, resistindo tanto ao subdiagnóstico quanto à inflação diagnóstica que compromete a credibilidade da especialidade e, sobretudo, o bem-estar das crianças.
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Sobre o Autor
Dr. Fábio Barbirato — Médico Psiquiatra pela UFRJ e Titulado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Coordenador do Setor de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Santa Casa do Rio de Janeiro. Professor do Curso de Pós-graduação em Psiquiatria da PUC Rio de Janeiro. Membro Titulado da ABP e Membro Internacional da Academia Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência (AACAP). Autor de três livros e de artigos em periódicos nacionais e internacionais nas áreas de Psicofarmacologia e Saúde Mental na Infância e Adolescência.